Quem matou Dana de Teffé?

Desaparecida em 1961, a socialite Dana de Teffé foi vista pela última vez entrando no carro do advogado Leopoldo Heitor de Andrade Mendes, com quem faria uma viagem do Rio de Janeiro para São Paulo. Principal suspeito de tê-la matado, ele contou três histórias diferentes.

Desaparecida em 1961, a socialite Dana de Teffé foi vista pela última vez entrando no carro do advogado Leopoldo Heitor de Andrade Mendes, com quem faria uma viagem do Rio de Janeiro para São Paulo. Principal suspeito de tê-la matado, ele contou três histórias diferentes

Parece enredo de novela… Eu era criança quando essa história estava em todas as revistas e jornais da época. Um caso rumoroso e que eu, ainda pequeno, não entendia muito bem. Só sabia que uma mulher rica e bonita tinha sumido.

O que teria acontecido à socialite Dana de Teffé? Ela foi vista pela última vez na noite de 29 de junho de 1961, entrando no carro do advogado Leopoldo Heitor, com quem faria uma viagem do Rio de Janeiro para São Paulo.

Linda, poliglota – falava seis línguas – rica e bem relacionada, tinha então 48 anos. Heitor, 38. Nascida na antiga Tchecoslováquia, ela fugiu para a Itália aos 15 anos, depois de perder os pais e a irmã na Segunda Guerra Mundial. Lá, tornou-se amante do tenente-coronel Ettore Muti, morto em um atentado durante um passeio dos dois pelas cercanias de Roma. Logo, ela migrou para a Espanha e, em 1944, casou-se com o dentista Umberto Dias. Quatro anos depois, trocou a Espanha pelo México e conheceu seu terceiro marido, o jornalista Carlos Denegri. Em outubro de 1951, já separada dele, veio para o Brasil. Desembarcou na alta sociedade carioca, onde, em um jantar de gala, foi apresentada ao diplomata brasileiro Manuel de Teffé Von Hoonholtz – sobrinho do Barão de Teffé -, de família muito rica, por quem se apaixonou instantaneamente. Contando com Ettore Muti, que se separou da mulher para ficar com ela, era seu quarto casamento. Os dois ficaram casados até 1961.

Para cuidar da papelada do desquite (ainda não existia divórcio no Brasil), constituíram um escritório de advocacia. O advogado responsável pela parte de Dana na divisão de bens era Leopoldo Heitor…

O advogado do Diabo

Famoso por motivos não necessariamente dignificantes, Heitor era uma figura polêmica. Na primeira vez em que seu nome surgiu no noticiário policial, estava atrelado ao rumoroso crime da ladeira do Sacopã, no Humaitá, zona sul do Rio.

O Advogado do Diabo, Leopoldo Heitor

No dia 6 de abril de 1952, o bancário Afrânio Arsênio de Lemos foi encontrado morto com três tiros dentro de seu Citroën preto. A polícia recolheu no local um retrato de Marina de Andrade Costa, namorada do tenente da FAB Alberto Bandeira.

Marina Costa

Marina Costa

Várias versões foram levantadas para explicar o caso, que a essa altura havia ganhado enorme projeção na mídia. Leopoldo Heitor, que adorava um holofote, apareceu na delegacia dizendo que um cliente seu era testemunha ocular do crime. Depois de algum suspense, trouxe para depor um suposto amigo da vítima, chamado Walton Avancini. O depoente contou uma história cheia de voltas, que juntava um pouco de tudo o que já havia se especulado na mídia, e terminava por incriminar o tenente Bandeira.

Graças a Avancini e a uma série de outras testemunhas de ocasião, Bandeira acabou sendo condenado a 15 anos de prisão, em um processo considerado anos mais tarde ilegítimo pelo Supremo Tribunal Federal (Bandeira já havia cumprido sete anos de prisão e deixado a cadeia). Leopoldo Heitor ganhou a alcunha de “advogado do diabo”. Em 1957, voltou às manchetes por envolvimento na falsificação de um cheque de 18 milhões de cruzeiros. Acuado, ele fugiu com a mulher para a Argentina e ficou lá até 1960, quando a sentença já havia sido revogada.

As vidas se cruzam

Por todo esse histórico, os amigos de Dana de Teffé recomendaram muita prudência quando perceberam que Leopoldo Heitor se aproximava cada vez mais dela. Um dia, Heitor disse à cliente que havia arrumado para ela um posto de representante para a América Latina da empresa Olivetti, de máquinas de escrever. Dana acreditava que seu dinheiro não duraria para sempre e por isso queria arranjar um emprego. Heitor explicou que a sede da empresa era em São Paulo, e a convenceu a fazer a viagem de carro.

Os dois partiram às 22h daquele 29 de junho. Nunca mais encontraram nem mesmo seu corpo.

Heitor apareceu dias depois, com um ferimento na perna, e contou a primeira de três versões para explicar o sumiço de sua acompanhante. Disse que assim que chegaram a São Paulo, um “senhor distinto” aproximou-se deles em um restaurante, falando outro idioma, e disse a ela que sua mãe havia sobrevivido e estava em um asilo na Tchecoslováquia. Aos prantos, Dana teria decidido embarcar imediatamente para Praga.  Quando Heitor ponderou: “Mas você vai precisar de dinheiro”, ela teria escrito uma carta-procuração dando a ele poderes para vender seu apartamento e joias… O advogado ainda calculara que seria preciso “uma boa reserva para tirar a mãe do asilo”. O ferimento na perna, segundo ele, fora causado por “fogos de artifícios que amigos de meus filhos soltaram”.

Em uma segunda versão, Heitor afirmou que havia tido problemas com o carro e, ao parar para verificar o que era, foi assaltado. Depois de travar um tiroteio com o bandido, percebeu que Dana havia sido atingida. Pensou em levá-la para um hospital em Barra do Piraí, no interior fluminense, mas no caminho viu que ela já estava morta. Com receio de ser acusado de assassinato, procurou um amigo para ajudá-lo no sepultamento do cadáver. Quem era? Ele não podia dizer. Onde o corpo foi sepultado? Só o amigo sabia.

Uma terceira versão, que ele sustentou até o último dos quatro julgamentos a que foi submetido entre 1963 e 1971, dava conta de que Dana havia sido sequestrada por um grupo de nazistas (mais de 15 anos depois da guerra!) ou comunistas tchecos. Eram “homens altos, louros e fortes”. “Minha tese é a de sempre, que Dana foi sequestrada e levada para fora do Brasil”, disse ele, em 1999, para um programa da TV Globo. “Quem conta três verdades, não conta nenhuma”, sustentava o promotor José Ivanir Gussem.

Minha Casa, Sua Vida

Dois meses depois do sumiço de Dana, Leopoldo Heitor mudou-se com a mulher, Verinha, e os dois filhos para o apartamento dela. A promotoria o acusou de ter transformado um ponto em vírgula, ao fim da procuração assinada por Dana, e acrescentado que ele tinha direito a vender, alugar e receber todos os bens dela. Nove meses depois, o advogado já havia embolsado mais de 25 milhões de cruzeiros da vítima, ou o equivalente a mais de R$ 1 milhão, em valores atualizados.

Tudo indicava que Leopoldo Heitor havia matado Dana de Teffé para ficar com o dinheiro dela. As histórias dele não se confirmavam. A Olivetti desmentiu que o cargo de representante para a América Latina estivesse vago e também que o nome de Dana tinha sido cogitado para ocupá-lo. Tampouco havia registros da saída da tcheca do Brasil, de acordo com investigações feitas no consulado, nas companhias aéreas e na polícia marítima. A promotoria questionava como Dana poderia deixar o país, se seu passaporte estava entre os documentos reunidos no processo. Segundo Heitor, sua cliente deixara o Brasil com um passaporte falso.

Nessa versão, Dana havia ligado de fora e, apesar de ter pedido para não comentar o telefonema com ninguém, ele contratara um “escritório internacional” e descobrira que ela estava em Praga.

Dana de Teffé

Dana de Teffé

Todos os indícios apontavam para Leopoldo Heitor como o criminoso.  Preso em 31 de março de 1962, sob a acusação de homicídio e ocultação de cadáver, ele fugiu em 4 de outubro do mesmo ano. Capturado dez dias depois no Mato Grosso, Heitor foi julgado em fevereiro de 1963 e condenado a 35 anos de cadeia, dos quais cumpriu oito. Em dezembro de 1964, mesmo preso, o Tribunal de Justiça do Rio anulou a sentença do juiz Ulysses Salgado, e o réu foi a novo julgamento. Embora tudo indicasse que ele havia dado sumiço no corpo, e não houvesse nenhum outro suspeito, o advogado foi absolvido em mais três julgamentos.

O júri foi convocado em Rio Claro, interior de São Paulo, onde o réu tinha um sítio e era considerado por todos um advogado sempre disposto a ajudar os mais carentes. No tribunal Leopoldo Heitor assumiu sua própria defesa. O júri foi anulado porque a imprensa conseguiu entrar na sala onde jurados e o juiz decidiriam a sentença. Em outros dois julgamentos na mesma cidade, o último em 1971, Heitor foi absolvido.

O promotor Gussem afirmou tempos mais tarde que “em Rio Claro, ninguém ganharia aquele júri”. Alguns jurados que nunca tinham saído da cidade disseram décadas depois que não tinham ideia de quem fosse Dana de Teffé. Um deles chegou a afirmar que “estava querendo que aquilo acabasse logo, não entendia nada do que se passava”. Por falta de provas materiais, o Supremo Tribunal de Justiça não autorizou a reabertura do processo.

Em 1981, o crime prescreveu.

Depois de sair da cadeia, Leopoldo Heitor ainda se casou duas vezes. Ao morrer, em 2001, com 78 anos, deixou dez filhos e um mistério que jamais será resolvido.

Quem matou Dana de Teffé?

 

 

 

 

 

Fontes:

O Globo

Paulo Sampaio, Revista J.P de agosto

 

O Rio de 1900 a 1930

Estamos vivendo neste momento as Olimpíadas do Rio de Janeiro, e as imagens da cidade moderna e vibrante estão estampadas pelo mundo inteiro. São mais de 6 milhões de habitantes recebendo outro milhão e meio de visitantes.

Mas houve um tempo, há um século, em que o Rio era a capital federal e tinha menos de 1/6 dessa população. Aquela cidade idílica, de ruas apertadas e sujas, passava por muitas mudanças urbanas e sociais que acabaram moldando seu futuro. No começo do século 20, o Rio ostentava “modernas” ruas e praças “civilizadamente” mais largas, arborizadas e de arquitetura refinada nos moldes europeus.

Uma exposição, realizada há algum tempo em São Paulo, reuniu fotos e postais desse Rio antigo, feitas por fotógrafos que trabalharam por lá até a década de 1930, inclusive vendendo os primeiros postais da cidade para os turistas da época.

Veja algumas delas:

avenida niemeyer e são conrado

Avenida Niemeyer

Avenida Niemeyer, Gávea

Avenida Rio Branco

Avenida Rio Branco

A importância das imagens é que elas realmente documentam o processo de urbanização e modernização do Rio.

Botafogo entrada da Barra)

Algumas fotos mostram como a cidade expandia para o sul, até Ipanema e, mais tarde, para a Barra da Tijuca.

Botafogo30s

Botafogo nos anos 1930

Copacabana

A natureza é tão exuberante que ninguém parecia conseguir aplacá-la. Na foto, Copacabana.

morro do Pão de Açúcar, em uma época em que a estátua do Cristo, no Corcovado, ainda não havia sido inaugurada.

A foto acima foi tirada no morro do Pão de Açúcar, em uma época em que a estátua do Cristo, no Corcovado, ainda não havia sido inaugurada.

O Palácio Monroe localizava-se na Cinelândia, no centro da cidade brasileira do Rio de Janeiro,

A urbanização transformou as feições da cidade de forma muitas vezes brutal. Muitos prédios já não existem mais, como o Palácio Monroe.

Praia do Flamengo

Os fotógrafos exploravam a iluminação urbana elétrica, em seus primórdios, o que foi outro reflexo do processo de modernização do Brasil. Acima, a Praia do Flamengo.

rua Paissandú, no Flamengo

Rua Paissandú, no Flamengo. As palmeiras imperiais foram plantadas no fim do século 19 por ordem do Imperador Pedro 2º, formando uma espécie de passarela desde a praia até o palácio onde morava sua filha, a Princesa Isabel.

Santa Teresa e Glória)

Santa Tereza e Glória

Vista do Alto do Pão de Açúcar durante a noite

Essas fotos trazem um pouco da visão romântica, de um Rio idílico, que estava condenado a não sobreviver…

Fotos pouco conhecidas

Meu amigo Ruy Schneider enviou-me outro dia um punhado de fotos antigas e muito interessantes, e que resolvi compartilhar aqui. Vale a pena dedicar alguns minutos para ver – ou rever – um pouco de nosso passado gravado nessas imagens.

Um operário descansando na hora do almoço. Estamos em 1931, e ele ajudava na construção daquele que seria o prédio mais alto do mundo, o Empire State em Nova York. Observe a altura em que ele estava…

Aqui, estamos em São Paulo, na Av. São João em 1938. No cine Metro, estava passando “De Braços Abertos”, com Mickey Rooney e Spencer Tracy, que ganhou o Oscar de melhor ator por seu desempenho. O cine Metro era tido como um dos cinemas mais chiques de São Paulo. Os funcionários trabalhavam uniformizados de branco e havia um porteiro que recebia os espectadores que desciam do carro. Durante muito tempo, só era permitida a entrada de homens de terno e gravata. Atualmente, o prédio do antigo cinema abriga uma igreja evangélica…

1909. A hora do rush em Chicago era bem bagunçada…

Vista da antiga pérgula do Copacabana Palace Hotel em 1930. A praia já ficava cheia naquela época.

Um dos primeiros carros elétricos construídos nos Estados Unidos em 1905. Na foto, ele está carregando sua bateria, operação que levava algumas horas. Naquela época, os carros elétricos eram muito mais populares que os movidos a gasolina, considerados barulhentos, sujos e de difícil operação. E chegavam a alcançar impressionantes 30 km/h… Um desses carrinhos, ainda operante e com baterias modernas, foi vendido recentemente em um leilão por cerca de R$ 500 mil reais!

Voltemos ao Rio de Janeiro, agora bem lá atrás, por volta de 1885. D. Pedro II inaugurou a linha férrea que começa no Cosme Velho e vai até o cume do Corcovado, no mesmo local de hoje em dia, e daí subia-se até a plataforma de observação, no local da atual estátua. Para proteger os visitantes do sol inclemente, foi construído um pavilhão de ferro cuja função e formato circular fez com que recebesse o apelido apropriado de “Chapéu de Sol”. Foi contemporâneo de nossos bisavós, até que, em 1931, fosse finalmente inaugurado o monumento do Cristo Redentor.

1912, docas de Southampton. O Titanic está prestes a zarpar para sua primeira – e última – viagem aos Estados Unidos…

William Harley e Arthur Davidson, os fundadores das motocicletas Harley Davidson, em 1914, mostrando suas primeiras criações.

1937: Os irmãos Dick e Mac McDonald abrem uma barraca de cachorro-quente chamada Airdome em Arcadia, Califórnia. Depois, em 1940, eles mudam sua barraca para San Bernardino, também na Califórnia, onde abrem um restaurante McDonald´s na Rota 66, em 15 de maio. O primeiro hambúrguer McDonald´s custou US$0,15 e como era comum na época, contrataram 20 garçons que, em cima de patins, entregavam o pedido do cliente no carro. Isso se tornou popular e muito lucrativo.

E, encerrando essa viagem ao passado, veja o tamanho do primeiro disco rígido de 5 Mb da IBM, sendo carregado em um avião, em 1956. E tem gente que reclama do pendrive de 4 Gb…

As 10 mais belas cidades do mundo

Depois das 10 mais feias cidades do mundo, o site U City Guides elegeu as dez cidades mais lindas do planeta. Percebi que ainda tem muitas na lista que preciso conhecer… Confira:

10 – Bruges

Localizada a noroeste da Bélgica, a cidade é conhecida principalmente pelos seus canais que fazem com que seja conhecida como Veneza do Norte. Os pontos principais da cidade a serem visitados são o prédio da prefeitura, o Groeninge Museum, a torre medieval Halletoren, a Igreja Carmelita e o portão medieval da cidade, o Ezelpoort.

9 – Budapeste

Capital e maior cidade da Hungria, conhecida pelo apelido Rainha do Danúbio. Budapeste surgiu exatamente da união entre as cidades de Buda e Peste, uma de cada lado do rio Danúbio e desde 1873 se tornou uma só.  Quem conhece ficou fascinado pela exuberante arquitetura. Preciso visitá-la.

8 – Roma

A capital da Itália recebeu o oitavo lugar. É uma das principais cidades quando falamos em História Mundial, nela está localizado o Coliseu (se bem que o cheiro de xixi ao redor dele é insuportável) e inúmeras ruínas e monumentos. Mas gosto muito da região do Trastevere. Em seu interior também se localiza a Cidade do Vaticano.  

7 – Florença

Localizada na região da Toscana na Itália, a cidade que é sinônimo da Renascença é citada por muitos como a mais bonita do mundo, e aqui ela ficou com a sétima posição na frente da capital Roma e atrás de uma outra cidade italiana. Um dos passeios imperdíveis é a Galleria dell’Accademia, museu onde se encontra a famosa escultura David de Michelangelo.

Florence

6 – Amsterdam

Capital da Holanda, é uma das minhas favoritas e das mais charmosas que já fui. Uma das curiosidades sobre a cidade é que ela está situada em uma região abaixo do nível do mar, por isso tiveram que ser construídos os famosos canais. E andar de bicicleta por ali é imperdível.

Amsterdam

5 – Rio de Janeiro

A representante brasileira da lista não fez feio e ficou com quinta posição. Rio de Janeiro é a cidade brasileira mais conhecida no exterior e também a mais visitada por turista estrangeiros. O Rio, apesar de todos os problemas que conhecemos bem,  é… O Rio.

Rio de Janeiro

4 – Lisboa

A capital portuguesa consegue o quarto lugar na lista. As regiões da cidade mais procuradas pelos turistas são a Baixa Pombalina ou Baixa de Lisboa, Santa Maria de Belém, Chiado e o Bairro Alto. Com uma temperatura média anual de 20° C a cidade tem muito a oferecer em cultura e gastronomia.

Lisbon

3 – Praga

A medalha de bronze ficou com a capital da República Checa. A cidade de Praga é bastante citada quando se pergunta qual a cidade mais bonita do mundo. Os pontos mais procurados pelos turistas são o Portão de Pólvora, a Catedral de Nossa Senhora de Týn, o Relógio Astronômico, o Castelo de Praga e o Museu Narodn.

Prague

2 – Paris

Conhecida como Cidade Luz, a capital Francesa ficou na segunda colocação e vai muito além da Torre Eiffel.  Paris tem a Opera de Paris, o Champs Elysées, Montmartre, o Louvre, o passeio pelo Sena,  a Place des Voges, a Notre Dame… Mas, para mim, a melhor forma de visitar a cidade é andar a pé e fuçar os cantos e as ruazinhas apertadas…

Paris

1 – Veneza

A primeira posição vai para Veneza. Ela parece um cenário, cada edifício e cada construção é uma obra de arte de tirar o fôlego. Ela não se parece com nenhuma cidade da Itália, e acho que com nenhuma cidade do mundo. Uma cidade flutuante, erguida no meio de um lago, com ruas aquáticas onde veículos (ambulâncias, carros funerários, ônibus etc.) são barcos, tudo circundado por vielas, becos, pontezinhas e praças com todos aqueles dourados. e surpreendentes detalhes escondidos em sua arquitetura.

Veneza é muito mais que cafés caros, gôndolas e um fedor terrível no verão (parece que estão saneando os canais… Estava na hora…). É impossível não lotar sua máquina fotográfica com centenas de fotos!

Venice

 

E tem aquela cidade que, de tão bela, não se encaixa em nenhuma classificação – capital cultural, capital dos esportes aquáticos, capital da gastronomia, centro financeiro global… Ela é tudo isso e muito mais: Birigui.

Pujante metrópole do Oeste paulista, terra natal de grandes personalidades das artes e da ciência, como Reynaldo Gianecchini,  Albert Einstein e Brad Pitt, a cidade ainda é berço de um dos maiores pensadores da humanidade, ao lado de Sófocles e, dizem, Valesca Popozuda: Júlio de Andrade Filho, ou simplesmente Julinho.  Fundador da Rádio Tupã com seu irmão caçula, rádio essa que foi o primeiro veículo de comunicação do mundo a transmitir ao vivo um ataque de Comanches no bairro da Aclimação, na capital do Estado, Julinho publicou diversos artigos que despertaram a atenção mundial, como “A Influência do asfalto na plantação da batata-doce na Nigéria”. Este artigo ajudou o físico inglês Stephen Hawking a conceber sua teoria sobre os buracos-negros.

Birigui é também conhecida por ser um polo industrial de calçados. Foi de lá, por exemplo, que veio o tênis gigante (abaixo)…

… que calçou o pé gigante do seriado “Lost”.

Birigui, tudo que há de bom tem aqui!

As Manchetes do Meia-Hora

Existe um jornal no Rio de Janeiro que nunca li, mas de tempos em tempos vejo suas capas. E desconfio que ele se tornou popular no país justamente pelas manchetes e pelas capas, das mais criativas e divertidas dos últimos anos.

Pelo que pesquisei, a proposta do jornal é apresentar as notícias com uma linguagem fácil de ler e com textos curtos, e o tabloide é muito criticado pelos leitores de jornais mais tradicionais justamente por seu conteúdo, geralmente mais popular, e por sua linguagem, que abusa de gírias e de um português bastante coloquial. Não tenho como opinar sobre o conteúdo, mas que suas capas são uma aula de comunicação, isso elas são:

O Museu J. Paul Getty libera imagens históricas – correção importante

Recebi uma mensagem extremamente gentil da Gabriela Rebelo, da AD Comunicação e Marketing (www.adcomunicacao.com.br) sobre esta postagem, na qual ela pede uma correção por conta de um engano que cometi. Agradeço demais pela mensagem, Gabriela, e explico as correções.

Na verdade, os arquivos sobre os quais comento mais abaixo são do MUSEU J. PAUL GETTY e não da Getty Images, como mencionado erroneamente. O título do post também estava errado, tratando como sendo uma ação do banco de imagens, que não disponibiliza arquivos gratuitamente. A única coisa que as duas instituições têm em comum é o sobrenome, mais nada.

Já falei de fotos históricas no post anterior (https://otrecocerto.wordpress.com/2013/08/19/fotos-historicas-e-que-foram-colorizadas/), mas não posso deixar de falar disso de novo, quando se sabe que o Museu  Getty Images, J. Paul Getty, dono de um museu com um dos maiores acervos de fotografia do mundo, inaugurou um programa que libera 4.687 imagens históricas para uso livre. Qualquer pessoa pode compartilhar, copiar e alterar, inclusive para uso comercial ou pessoal, desde que cite a fonte. Ao fazer o download, o usuário precisa apenas dizer qual uso fará do material. Todas as imagens estão em alta resolução.

Quer dizer, para as pessoas que gostam de estudar a História, como eu, é de um valor imensurável poder ter acesso a imagens que documentaram a história da humanidade no último século. São arquivos de fotos raras, como da Guerra Civil americana, do período colonial da África e de cidades brasileiras na virada do século passado.

Alguns dos exemplos:

“Vênus africana”, fotografada por volta de 1888 pelo Príncipe Roland Napoleon Bonaparte.

O escritor Alexandre Dumas em 1855.

Aqueduto do Rio Santo Antônio, construído para abastecer o Rio de Janeiro, tirada pelo fotógrafo brasileiro Marc Ferrez em 1886. O aqueduto foi inaugurado por D. Pedro II em 1880, mas só entrou em operação três anos mais tarde.

Chefe guerreiro Etíope, 1897.

Mulher secando as costas depois do banho, Paris, em 1896.

Trem abatido por canhões durante a Guerra Civil americana, foto de 1864.

Significado dos nomes dos Estados Brasileiros (3 de 3)

(continuação do post anterior)

PERNAMBUCO : Do Tupi, para’nã  = a rio caudaloso, e pu’ka, gerúndio de pug, rebentar, estourar. Relativo à entrada formado pela junção dos rios Beberibe e Capibaribe. Numa tradução literal, essa junção seria “mar furado ou mar estourado”.

PIAUÍ : Do Tupi, pi’au, piau é nome genérico de vários peixes nordestinos. Piauí é o rio dos piaus. Há quem diga ainda que pi’au quer dizer “peixe grande”.

RIO DE JANEIRO: O nome deve-se a um equívoco, segundo o que dizem alguns estudiosos. Martim Afonso de Souza descobriu a enseada a 1º de janeiro de 1532 e o confundiu com um grande rio. Outros estudiosos acrescentam que, como em janeiro os rios da Europa estão em “ cheia”, por conta de chuvas intensas em fins de dezembro, daí o nome de Rio de Janeiro.

RIO GRANDE DO NORTE : Derivado do rio Potengi, em oposição a algum rio pequeno próximo. Ou ao estado  do Rio Grande do Sul. Mais um caso em que não há registro fidedigno.

RIO GRANDE DO SUL : O nome se origina do canal que liga a lagoa dos Patos ao oceano.

RONDÔNIA : Nome dado em 1945 em homenagem ao marechal Cândido da Silva Rondon, grande sertanista brasileiro.

RORAIMA: No idioma indígena Ianomami , significa verde, + imã, que quer dizer serra , monte . Serra Verde.

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SANTA CATARINA: Nome dado pelo bandeirante Francisco Dias Velho a uma igreja construída no local sob a invocação daquela santa.

SÃO PAULO: Denominação da capela construída ali pelos jesuítas, em 1554, e inaugurada a 25 de janeiro, dia da conversão do santo.

SERGIPE: Do tupi, si’riü pe =  “no rio dos siris”.

TOCANTINS: Nome de tribo indígena que habitou as margens do rio. Do tupi: tu’kã tim: “bico, nariz ou cabeça de tucano”.