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Grandes desastres no Photoshop

Há 25 anos, os irmãos John e Thomas Koll lançaram o Photoshop, o programa de edição mais conhecido no mundo – a popularidade é tanta que a manipulação digital de imagens acabou criando um novo verbo: “photoshopar”.

O programa de computador ganhou fama por permitir todos os tipos de alterações em fotos. Com pouco conhecimento, é possível manipular as ferramentas mais básicas. O Photoshop faz parte da rotina de revistas e mesmo de filmes, como o premiado Avatar. No entanto, muitos casos ficaram ainda mais famosos por cair nas mãos dos designers errados.

E aí, a coisa fica realmente complicada…

Por exemplo, a modelo abaixo na prancha de surfe é outra vítima de um tubarão, ou vítima de um designer desastrado?

Há o caso do filho duplicado de Brad Pitt e Angelina Jolie:

Demi Moore, coitada, ficou sem um pedaço do quadril.

Pior é o caso da Claire Danes, que perdeu uma perna!

Mas os erros não se limitam às celebridades internacionais. Os nossos famosos também sofrem. Como a Bruna Marquezine, por exemplo.

É, depois do Photoshop, o mundo definitivamente ficou mais bizarro.

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FOTOS MAGNÍFICAS QUE PARECEM FALSAS

Quem costuma navegar na internet com frequência certamente mantém um ceticismo saudável com relação a muita coisa que vê.  Sejam notícias, sejam imagens. E quando se fala de imagens, logo vem à mente um “Ah, isso só pode ter sido mexido com Photoshop!” quando vemos uma foto impressionante.

Antes de continuar, apenas uma informação para aqueles que já se depararam com essa frase, mas não sabem bem do que se trata. A maioria das imagens vistas em publicações, revistas, jornais e publicidade têm imagens que foram retocadas por esse programa. O Photoshop é a mais poderosa ferramenta de edição de imagens que existe, ou seja, permite modificar fotografias.

Um exemplo disso é a foto abaixo, do artista americano Danny Evans, que criou um Tom Cruise “gente como a gente” usando esse programa.

Mas, normalmente, ele é usado para eliminar pequenas imperfeições, melhorar a iluminação e textura,  acentuar as cores, enfim, para deixar a foto mais bonita.

Voltando, então, ao que eu dizia: muitas imagens publicadas na internet são fotos retocadas com o Photoshop – e algumas são evidentemente mal feitas. Por exemplo, esta:

Ou esta:

Cadê a sombra?

Há outras, porém, que exigem um pouco mais de atenção para se notar o erro no retoque.

Apagaram o umbigo!

Agora, as fotos abaixo podem bagunçar esse conceito de real/editado – mas acredite (e pesquise!) – todas elas são totalmente reais.

Árvores no Parque Schonbrunn, Áustria
Barco que parece estar flutuando no ar, em Menorca, Espanha
Barco que parece estar flutuando no ar, em Menorca, Espanha
Edifício Hausmannian em Paris
Estação de metrô Solna Centrum, em Estocolmo.
Montanhas coloridas Zhangye Danxia em Gansu, China
Nuvens lenticulares
Salar de Uyuni, Bolívia
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As grandes frases que nunca foram ditas

Estava lá outro dia lendo uma revista quando, num artigo, eles diziam que a famosa frase “Houston, nós temos um problema”, (Houston, we have a problem) como falava Tom Hanks no filme “Apollo 13” (1995), nunca existiu.

Na verdade, a frase era “Houston, tivemos um problema”, como se pode ver na transcrição das conversas entre os astronautas da Apollo 13 e o comando da operação em Houston, Texas:

Tudo bem, a diferença pode parecer pequena, mas no espaço, a centenas de milhares de quilômetros da Terra, o tempo do verbo no presente pode sugerir que o problema ainda teria solução.  Quando, na verdade, os astronautas sabiam que a explosão que afetou o módulo de comando e os impediria de pousar na Lua tinha deixado sua nave num estado crítico, sem conserto…

Mas há outras frases famosas e que nunca foram ditas como a gente conhece. Veja alguns exemplos a seguir:

Se não têm pão, que comam brioches”, atribuída a Maria Antonieta.

Ela nunca foi dita por Maria Antonieta. A confusão começou em 1783, quando Jean-Jacques Rousseau, em sua autobiografia, afirmou que uma grande princesa ficou conhecida por dizer a frase “Se o povo não tem pão, que coma brioche”. Maria Antonieta, no entanto, só tinha 12 anos quando o livro foi escrito, e só se casaria com Luís XIV três anos depois. Os registros históricos disponíveis, entretanto, mostram que, na época de sua coroação, Maria Antonieta se preocupava com a situação dos pobres. Numa de suas cartas à mãe, ela chega até a criticar o alto preço do pão. Especula-se que Rousseau na verdade se referia a Maria Teresa de Espanha.

“Que seja eterno enquanto dure”, por Vinícius de Moraes.

Como assim? Se é eterno, dura para sempre! O poetinha nunca escreveria uma besteira dessas. O que está lá é:

Soneto de Fidelidade

De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.

Vinicius de Moraes, “Antologia Poética”, Editora do Autor, Rio de Janeiro, 1960, pág. 96.

Ele quis dizer que a quantidade de amor não tenha fim enquanto o amor durar…

Outra famosa frase conhecida traz as “forças ocultas” de Jânio Quadros.

  

Quando Jânio renunciou, em agosto de 1961, quem sabe depois de uma reunião acalorada com Juanito Caminador, disse na realidade que fora levado a esse ato por “forças terríveis”! Não se sabe porque, talvez por alguma transcrição apressada, o fato é que a expressão “forças ocultas” é a que foi consagrada na História.

A próxima seleção não é bem uma frase, mas uma lenda urbana: HAL, do filme de Stanley Kubrick “2001 Uma Odisseia no Espaço” (1968), seria uma referência  à IBM.

Aquelas pessoas que imaginam conspirações por todos os lados (seriam as mesmas que disseram que Paul McCarney tinha morrido?) espalharam que HAL seria uma referência de Arthur Clarke (autor da história) à IBM, a gigante multinacional da época, porque as letras no alfabeto que antecedem IBM são… HAL. De nada adiantou o autor desmentir, explicando que HAL significava apenas Heuristic Algorithmic.

E, para finalizar, trago a seguir talvez as duas frases que nunca foram ditas mais famosas de todas.

“Play it again, Sam!”

A frase “Play it again, Sam” nunca foi dita no filme “Casablanca” (1942). Ela é uma daquelas que você conhece sem nem mesmo ter assistido ao filme. Na verdade, Rick, interpretado por Humphrey Bogart, diz: You played it for her, you can play it for me. Play it. (Você tocou para ela, pode tocar para mim. Toque!) ao pianista. Já Ilsa (Ingrid Bergman) diz em outra cena: Play it, Sam. Play ‘As time Goes By’.  Não se sabe muito bem quem popularizou a fala errada, mas supõe-se que foram os Irmãos Marx, que usam essa fala na comédia “Uma Noite em Casablanca”  (1946), e depois Woody Allen, que em 1972 lançou “Play it again, Sam” , longa-metragem em que faz homenagem à clássica película e chegou ao Brasil com o nome de “Sonhos de um Sedutor”.

“Elementar, meu caro Watson

Li tudo que Conan Doyle escreveu com Sherlock Holmes (porque sou fã) e essa frase não existe nos livros. O mais próximo a ela foi um diálogo entre Holmes e Watson logo no início de O Corcunda, de 1893. O detetive começa a conversa se referindo ao companheiro como “Meu caro Watson…”. Depois da fala de Watson, Sherlock responde: “Elementar”. Em A Caixa de Papelão, do mesmo ano, ele diz: “Superficial, meu caro Watson”. Ou seja, o grande detetive da Baker Street realmente diz “elementary” e “my dear Watson” – mas nunca os dois juntos.

A frase apareceu em 1929 no filme “O Retorno de Sherlock Holmes”, mas acabou se tornando popular graças à série radiofônica The New Adventures of Sherlock Holmes (que pode ser ouvida aqui), veiculada entre 1939 e 1947 na rádio NBC nos Estados Unidos, que ajudou imortalizar de vez a frase do famoso investigador.

Elementar, meu caro leitor…

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Fotos do passado

Duvido que as pessoas que tiraram estas fotos fizessem ideia da importância que elas teriam, e que deixariam as pessoas tão maravilhadas no futuro. O mais interessante nelas, talvez, seja a constatação de que a vida era tão diferente – e ao mesmo tempo tão parecida – como a de hoje.

  • Dizem que este foi o primeiro “selfie” da história (em 1839), o moço é Robert Cornelius, nos Estados Unidos.

  • Em 1900, um engraçadinho tirou a foto dessa mulher prestes a dar um espirro!

  • Boliche é um esporte bem antigo, e antes não havia o sistema automático que deixa os pinos em pé. Era tudo feito na mão, e um erro podia custar um dedo amassado a esses meninos “arrumadores de pinos de boliche” em 1914.

  • Em 1922, os concursos de beleza eram comuns. Pela foto abaixo, de duas ganhadoras de um deles, a gente pode constatar que o conceito de beleza se modificou um pouco ao longo dos anos.

  • A preocupação com a falta de concentração, por conta das distrações que nos cercam, não é uma novidade dos dias de hoje. Um americano, lá atrás, em 1925,  inventou o “Isolador”. Esse capacete bizarro supostamente deixaria seu usuário surdo, limitando seu campo de visão a uma minúscula brecha e um balão de oxigênio acoplado ao capacete impediria que a pessoa morresse asfixiada.

Não sei se o inventor, Hugo Gernsback, conseguiu vender algum de seus “Isoladores”. O que eu sei é que ele, além de inventor, era também editor e autor. Desde 1908 ele vinha publicando revistas diversas até que, um ano depois do “Isolador”, lançou aquela que viria a ser a primeira revista do mundo exclusivamente dedicada à ficção científica, Amazing Stories. Foi nessa revista que se inventou o termo “cientificção” antes de se decidir pelo definitivo “ficção científica”. Na Amazing Stories, Hugo deu a primeira oportunidade a autores como Isaac Asimov, Arthur C. Clarke e Robert A. Heinlein, entre muitos outros.

  • Foto incrível, de Hitler ensaiando seus discursos na frente de um espelho, em 1925.

  • Moto de uma roda, de 1930, e que podia alcançar até 140 km/h. Até hoje tem gente criando motos iguais a essa.

Vimos isso no filme “Homens de Preto 3″…

Mas, recentemente, numa universidade de Michigan, foi apresentada uma “monobike” que funcionava pra valer:

  • “Família que passeia e trabalha unida fica mais unida”. Esse deve ter sido o mote a inspirar a criação de uma bicicleta para a família, em 1939. Ela servia para quatro pessoas e a mamãe podia aproveitar o passeio e costurar algumas roupas, já que a bicicleta vinha com uma máquina de costura acoplada:
  • Como eu disse mais acima, os concursos de beleza eram muito populares no mundo todo. Em 1950, nos Estados Unidos, eles elegeram até a “Miss Bomba Atômica”…

Em resumo, mesmo que as coisas fossem diferentes então, a gente percebe que, lá no fundo, o espírito humano nunca muda. Nossa perseverança, capacidade de invenção e curiosidade permanecem desafiando o tempo.

 

Fonte:

news.distractify.com

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Revistas sinceras: 18 capas que você nunca veria nas bancas

Vi estas sacadas no Puxa Cachorra e não pude deixar de compartilhar! São versões sinceras de algumas revistas brasileiras e que certamente traduzem o seu conteúdo. Algumas delas já deixaram de circular – ou deixarão em breve… Falta de sinceridade?

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Anúncios antigos

Se você for da Geração “Baby Boomers” ou até mesmo da Geração X, pode ser que se lembre de algumas dessas propagandas (ou “reclames”, como falavam na época) menos aquelas muuuuuuito antigas… Os da Geração Y certamente irão se divertir com as “novidades” de então.

Antes de mostrar os anúncios, vou apenas traduzir esses conceitos de “Geração isso e aquilo”, para quem não sabe ou para aqueles que se esqueceram:

(1)   Geração Y: também chamada Geração do Milênio ou Geração da Internet, é um conceito em Sociologia que se refere, segundo alguns autores, aos nascidos após 1980 e, segundo outros, de meados da década de 1970 até meados da década de 1990, sendo sucedida pela Geração Z.

(2)   Geração X: também abreviado como Gen X, é o termo que refere-se à geração nascida após os “Baby Boomers”. Ela geralmente inclui as pessoas nascidas a partir do início dos anos 1960 até o final dos anos 1970, podendo alcançar o início dos anos 1980, sem contudo ultrapassar 1982.

(3)   Baby Boomers: em geral, a atual definição de Baby Boomers se refere aos filhos pós-Segunda Guerra Mundial, já que depois da guerra houve uma explosão populacional. Normalmente são consideradas as pessoas nascidas no final da década de 1940 até o final da década de 1950.

Vamos aos anúncios, muito legais – especialmente na estética.

Uma curiosidade sobre a imagem acima. Até o final do século XIX, o Papai Noel era representado com uma roupa de inverno na cor marrom ou verde escura. Em 1886, o cartunista alemão Thomas Nast criou uma nova imagem para o bom velhinho. A roupa nas cores vermelha e branca com cinto preto, e criada por Nast, foi apresentada na revista Harper’s Weeklys nesse mesmo ano.

Em 1931, uma campanha publicitária da Coca-Cola mostrou o Papai Noel com o mesmo figurino criado por Nast, que também eram as cores da marca do refrigerante. A campanha publicitária fez um grande sucesso, ajudando a espalhar a nova imagem do Papai Noel pelo mundo.

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Por que papéis amarelam?

Por Matt Blitz – TodayIFoundOut.com

Quando eu era criança, meus pais tinham uma coleção de jornais históricos e amarelados. Me lembro perfeitamente de um velho Washington Post em uma estante, datado em 21 de julho de 1969, com a manchete “A Águia Pousou — Dois Homens Andam Sobre a Lua”. Ou um desbotado, meio amarelado, de 8 de agosto de 1974, com a grande manchete “Nixon Renuncia”. Estes jornais são fascinantes artefatos de documentação histórica, mostram desde momentos marcantes até os mais relativamente mundanos. Infelizmente, eles também eram bem difíceis de ler, devido à coloração amarelada, meio marrom e às letras desbotadas. Então por que jornais antigos — e livros ou revistas — amarelam? E existe alguma maneira de prevenir isso?

O papel foi inventado por volta do ano 100 antes de Cristo, na China. Originalmente feito de cânhamo molhado que era, então, reduzido a uma polpa — casca de árvore, bambu e outras fibras de planta foram ainda usados. O papel se espalhou por toda a Ásia, primeiramente sendo usado apenas em documentos oficiais e importantes, mas assim que o processo se tornou mais eficiente e barato, ele se tornou muito comum.

O papel chegou pela primeira vez à Europa por volta do século XI. Historiadores acreditam que o documento de papel mais antigo do “Ocidente Cristão” é o Missal de Silos da Espanha, que é essencialmente um livro que contêm textos para serem lidos durante a missa. Esse papel foi feito de um tipo de linho. Enquanto papel, livros e a impressão evoluiriam pelos próximos 800 anos, com a impressa de Gutenberg chegando em meados do século XV, o papel era normalmente feito de linho, trapos, algodão e outras fibras de plantas. Foi na metade do século XIX que o papel feito de fibra de madeira passou a imperar.

Então o que mudou? Em 1844, dois indivíduos inventaram o processo para fazer papel com madeira. De um lado do Oceano Atlântico estava o inventor canadense Charles Fenerty. Sua família era dona de serrarias na Nova Escócia. Conhecendo a durabilidade, baixo custo e disponibilidade da madeira, ele percebeu que ela seria uma boa substituta para a o algodão usado para fazer papel. Ele experimentou com a polpa de madeira e, em 25 de outubro de 1844, enviou o papel de polpa de madeira para o principal jornal da cidade de Halifax, o Acadian Recorder, junto de uma nota que explicava a durabilidade e custo-benefício desse material. Dentro de algumas semanas, o Recorder usava o papel de polpa de madeira de Fenerty.

No mesmo período, o encadernador e tecelão alemão Friedrich Gottlob Keller trabalhava em uma cortadora de madeira quando descobriu o mesmo que Fenerty — que a polpa da madeira funcionava para fazer papel. Ele produziu uma amostra e, em 1845, recebeu uma patente alemã para o processo. De fato, alguns historiadores dão mais crédito a Keller pela invenção do que a Fenerty, pelo simples fato dele ter recebido uma patente e o canadense não.

Trinta anos depois, o papel feito de polpa de madeira estava no auge. Mas enquanto a polpa era mais barata e tão durável quanto o algodão ou outros papéis de linho, havia alguns inconvenientes. O mais significante: papel de polpa de madeira é muito mais predisposto a reagir aos efeitos do oxigênio e da luz do Sol.

Brick Bradford, 1948
Brick Bradford, 1948

A madeira é feita primariamente de duas substâncias polímeras — celulose e lignina. Celulose é o material orgânico mais abundante na natureza. É também sem cor e reflete luz muito bem, ao invés de absorvê-la (o que resultaria em opacidade); por causa disso, os seres humanos veem a celulose na cor branca. Entretanto, ela também é suscetível à oxidação, apesar de não tanto quanto a lignina. Oxidação causa a perda de elétrons e enfraquece o material. No caso da celulose, isso pode resultar na absorção de um pouco da luz, fazendo o material (neste caso, a polpa da madeira) parecer menos branca (alguns as descrevem como “mais quente”), mas não é apenas isso que causa a maior parte do amarelamento de papéis antigos.

Lignina é a outra substância encontrada em abundância no papel, em particular nos jornais. Ela é o composto que faz com que a madeira seja forte e dura. Inclusive, de acordo com o Dr. Hou-Min Chang da Universidade Estadual da Carolina do Norte, em Raleigh, EUA: “Sem a lignina, uma árvore poderia atingir somente uns 2m de altura”. Essencialmente, a lignina funciona como uma forma de cola, ligando com mais firmeza as fibras de celulose, ajudando a manter a árvore muito mais firme, o que faz com que fique mais alta, além de ajudar a resistir à pressões externas, como o vento.

A lignina possui uma cor mais escura por natureza (caso das caixas de papelão, nas quais é deixada uma quantidade maior de lignina para fortalecer o papel; isso diminui o valor desse tipo de papel, já que o processo para produzi-lo é menos complexo). A lignina também é altamente suscetível à oxidação. A exposição ao oxigênio (especialmente quando combinada com a luz do Sol) altera a estrutura molecular da lignina, ocasionando uma mudança na forma como o composto absorve e reflete a luz, resultando em uma cor amarelo-amarronzada ao olho humano.

Como o papel de jornais tende a ser feito com processos mais baratos (muita polpa de madeira é necessária), é comum que os níveis de lignina sejam altos e que ela esteja mais presente em jornais do que em, digamos, nos papéis para livros, no qual um processo de clareamento é usado para remover um pouco da substância. Assim, conforme o papel jornal vai ficando velho, ele é exposto a mais oxigênio, tornando-se, assim, amarelado mais rapidamente do que os outros tipos de papel.

Os papeis usados em livros tendem a ter maior qualidade, pois têm boa parte da lignina removida durante um processo de clareamento. É por isso que eles demoram mais a amarelar. Entretanto, os químicos usados no processo para tornar o papel mais branco deixam a celulose ainda mais suscetível à oxidação do que antes, o que faz com que os livros acabem amarelando — mas só depois de longos períodos.

Hoje, para combater o amarelamento, muito documentos importantes são escritos em papéis livres de ácidos e com uma quantidade reduzida de lignina, para prevenir a rápida deterioração.

Já para documentos históricos — ou os jornais na casa dos meus pais — não existe uma maneira de reverter o dano causado, mas podemos impedir que a situação piore. Devemos armazenar esses documentos ou jornais em ambientes frescos, secos e escuros, da mesma forma que os museus fazem: em salas de temperatura controlada com baixa luminosidade. Além disso, melhor evitar o sótão ou o porão, lugares geralmente mais úmidos e com temperaturas muito variáveis. Caso queira expor esses documentos, coloque-os dentro de vidros com proteção a raios ultravioleta, ou em sacos plásticos a vácuo. E mais importante: limite a quantidade de vezes que você o manuseia — nada destrói mais uma valiosa peça do que ficar mexendo nela com frequência.

Fonte:

Gizmodo

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Já foi lançado o “Almanaque do Zé Carioca” com roteiros meus e desenhos do Canini

Segue abaixo a capa da edição do Zé Carioca com 11 histórias escritas por mim e desenhadas pelo artista brasileiro que melhor representou o gingado do Zé Carioca, Renato Canini. Embora tenhamos nos encontrado poucas vezes (ele morava em Porto Alegre e eu, em São Paulo), nossa parceria foi muito divertida, porque ele captava imediatamente o que eu pretendia dizer e muitas vezes, modificava e melhorava a sequência que eu tinha pensado.

Relendo as histórias aqui selecionadas, percebo com clareza o quanto essa parceria foi rica e produtiva.

almzecarioca2fase22

A edição foi mencionada em alguns blogs, como o Blog do Xandro ( http://blogdoxandro.blogspot.com.br/2014/09/hqsgibis-disney-noticias-novidades-nos.html), o Blog dos Esquilos (http://blogdosesquilos.blogspot.com.br/) e no Submundo, do  Leo (http://submundo-hq.blogspot.com.br/2014/10/almanaque-do-ze-carioca-n-22-traz-11.html do Leo), de onde transcrevo parte do que foi publicado:

O “Almanaque do Zé Carioca” Nº 22 (capa acima) já está nas bancas… E apresenta uma seleção temática de histórias escritas por Júlio de Andrade e desenhadas por Renato Canini (que redefiniu o papagaio nos anos 70). Nesta matéria exclusiva do “Submundo”, vocês verão em 1º mão a seleção completa das 11 histórias que compõem esta edição (já adianto que é um material que eu incluiria no meu “TOP 100 de melhores HQs” de todos os tempos)!!!
Confiram abaixo algumas imagens desta fase clássica e consagrada do “Zé Carioca”:
Renato Canini (falecido há 1 ano) foi o artista que melhor retratou o “Zé Carioca” durante a década de 70…. Estabelecendo pro papagaio um visual mais próximo da realidade brasileira (com camiseta rasgada, morando num barraco, fugindo dos cobradores, e vivendo de pequenos golpes). Pelo realismo do universo criado pro personagem e pela diversão despretensiosa das histórias, este material (toda a fase Canini) faz parte da minha lista (pessoal) das 100 melhores HQs de todos os tempos. Mas esta edição temática também inclui o (excelente) roteirista Júlio de Andrade: Numa seleção de 11 histórias dessa parceria:
 
“Um Truque Cinematográfico”, “O Carro Saiu Barato”, “Churrasco Bom Pra Cachorro”, “No Samba Safári”, “O Grande Prêmio de Vila Xurupita”, “O Cobrador”, “O Dia Era da Barraca”, “O Piquenique”, “Mais Vale um Papagaio na Mão”, “Você Comprou Seu Chop-Chop?”, e “O Papagaio e o Papagaio”. Todas produzidas em meados dos anos 70!!!
 
A edição custa apenas R$ 5,50 (com 84 pág)…. E acima estão algumas imagens das histórias tiradas de antigas edições da época em que foram lançadas pela 1º vez na revista mensal do “Zé Carioca” e em republicações de “Disney Especial”. Na minha opinião, vale a pena acompanhar todo o material dessa fase  – que também aparece regularmente republicado em especiais tipo: “Disney BIG”!!!
 

Falo um pouco mais dessa edição aqui e do Zé Carioca em outro post, aqui.

Modéstia à parte, ontem eu li a revista e dei boas risadas com o besteirol que a gente criava. Valeu a pena, pra desopilar o fígado!

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Esses anúncios a gente não veria hoje

Claro que a propaganda sempre está à mercê dos costumes da época, e são anúncios sempre de conveniência. Ou seja, aquilo que era possível anunciar no passado pode não ser mais tão conveniente assim décadas depois. E sempre achei interessante resgatar as propagandas que nossos avós viam em sua época e observar como certas coisas, hoje absolutamente inaceitáveis, eram encaradas com normalidade então.

Por exemplo, esse anúncio de 1929:

Ainda no tema de anúncio de armas, este aqui, do começo do século passado, dizia que o revólver podia ficar exposto em qualquer lugar da casa porque tinha uma trava que impedia que disparasse…

Este anúncio, da mesma época, vendia um alvejante tão bom que “eles ficariam negros brancos”.

Em 1900, foi lançado um produto inovador,  uma lâmina mais segura que fazia a barba sem ferir a pele e evitava acidentes. Para mostrar como era segura, usaram a imagem de uma criança, assim como no anúncio do revólver, mais acima.

Quer dizer,  os produtos eram tão seguros que não fazia mal nenhum começar cedo a dar tiros com o revólver ou fazer a barba… Aliás, essa cultura maluca de possuir armas nos Estados Unidos gerou até o anúncio abaixo, na década de 1960. Olha que presentes legais para o Natal!

O hábito de fumar era arraigado em todos os países. Mas foi nos Estados Unidos, de novo, por volta de 1940, que uma fabricante de cigarros colocou um médico endossando sua marca. O anúncio dizia que, numa pesquisa com mais de 100 mil médicos no país, a marca de cigarros preferida tinha sido a sua. Quer dizer, “se você fuma X, o resultado da pesquisa não é surpresa. Se não fuma, experimente X agora”. Eles eram muito ingênuos quanto aos malefícios do fumo na época…

Anos mais tarde, em 1953, um anúncio de ketchup disse que sua nova embalagem do produto era tão fácil de abrir que “até uma mulher conseguiria”. É mole?

Esse estilo de propaganda, em que a mulher era mostrada como uma tonta avoada, foi muito comum entre as décadas de 1950 e 1970. Segundo uma marca de café, se uma esposa não preparasse a bebida com o seu produto e usasse outros – afinal, o seu era supostamente o melhor -, o marido teria todo o direito de lhe dar umas porradas…

Mas voltando ao Brasil,  os anúncios do passado que achei mais sem noção foram os de venda de escravos. O anúncio abaixo foi publicado por volta de 1871, no Estadão, na época chamado “A Província de São Paulo”.

Já o anúncio seguinte saiu na cidade de Desterro, Santa Catarina, no Jornal “O Despertador” de 26 de janeiro de 1864:

Anos depois, por volta de 1900, em um cartaz espalhado por várias casas comerciais do Rio, via-se a propaganda do lança-perfume “Alice”, sofisticado e erótico em sua mensagem porque era um produto importado da França. Somente em 1961 o lança-perfume foi proibido no Brasil. Até lá, todo mundo ficava meio doidão durante o tríduo momesco…

Hoje, a maioria dos anunciantes não teria coragem de aprovar anúncios assim. O incrível é que todos foram postos em circulação, e alguns deles – por exemplo, os que mostravam as mulheres como “Amélias” – foram publicados em jornais e revistas não faz tanto tempo assim!