Estranhos sabores da Pepsi

O americano Caleb Bradham, um farmacêutico de New Bern, na Carolina do Norte, criou em 1898 um refrigerante chamado Brad’s Drink. Segundo o inventor, a bebida era revigorante, rejuvenescedora e ajudava na digestão. O novo nome, Pepsi-Cola, veio dos seus principais ingredientes (pepsina e nozes de cola). Foi usado pela primeira vez em 28 de agosto daquele ano, mas Bradham só registrou a marca em 1902.

Caleb Bradham

Ao longo dos anos, o refrigerante cresceu e obteve um sucesso tão significativo que se tornou o concorrente número um da Coca-Cola, de Atlanta. Ao contrário de sua concorrente, porém, a Pepsi ficou conhecida por mudar sua marca, adaptando-a inúmeras vezes ao longo de todo esse tempo.

Mudanças do logo da Pepsi desde 1898.

Mudanças no logo da Pepsi desde 1898.

As variações não se restringiram ao logo apenas, mas também ao próprio produto. A Pepsi é hoje um dos refrigerantes com a maior variedade de sabores… E dos mais estranhos também. Veja só:

Pepsi white – Sabor iogurte+refrigerante… Argh!

Pepsi Ice pepino – Pepsi sabor pepino, vendida apenas no japão em 2007. Esses japoneses são malucos…

Pepsi Blue Hawaii – Tem cara de listerine. Essa Pepsi azul tem sabor de limão com abacaxi e era vendida apenas no Japão, depois que a de pepino foi descontinuada.

Limited edition Blue Hawaii Pepsi

Pepsi Boom – além do nome estranho, o refrigerante vem sem cafeína nem açúcar, com venda limitada a Alemanha, Itália e Espanha. Não sei que gosto tem.

Pepsi Fire –  Uma Pepsi vermelha sabor canela, vendida apenas na Malásia, Filipinas, Guam, Singapura, Tailândia e México. Muito picante, daí o “fire”!

Pepsi Azuki – outra dos japoneses… Essa tem o feijão (doce) como seu principal ingrediente, e só foi lançada no Japão.

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Pepsi Capuccino –  Com mistura de leite condensado e sabor de café, essa Pepsi é vendida na Ásia, América Central e Europa. E chamada de Pepsi Tarik na Malásia.

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Pepsi Retrô – adoçada com cana-de-açúcar, só foi lançada no México.

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Pepsi Gold  – uma edição limitada lançada na Copa de 2006 com um “tempero” de gengibre, vendida na Rússia, Oriente Médio e no sudeste da Ásia. Pelo menos era bonita de se ver…

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Pepsi Mojito – Pepsi com limão e um toque de hortelã. Devia ser saborosa.

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Pepsi Black – com menos 50% açúcar do que a Pepsi comum, e um toque de limão, lançada no verão de 2012 no Japão. O problema é que ninguém se entusiasmou em tomar um refrigerante com tão pouco açúcar, e parece que o sabor era de fato horrível.

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Uma coisa ninguém pode negar: errando ou acertando, a Pepsi sempre tentou sabores criativos para seu popular refrigerante.

 

A lista de sabores da Pepsi é enorme. Aqui tem a lista completa onde você pode conhecer mais sabores inusitados.

 

Refrigerantes diet realmente são mais saudáveis?

É raro conseguir consumir algo que seja doce e ao mesmo tempo saudável. Sendo assim, é possível que os populares refrigerantes diet sejam uma opção benéfica à saúde?

Nenhum especialista afirma que o consumo de refrigerante faz bem para a saúde, já que uma garrafa de 500 ml pode conter cerca de 200 calorias. Mas uma versão diet da mesma bebida pode ter apenas uma caloria.

Seguindo uma lógica simples, portanto, trocar a bebida com açúcar pela versão dietética diminuiria o consumo de calorias. No entanto, os “refrigerantes diet” têm uma reputação polêmica.

Alguns cientistas argumentam que são justamente eles que podem levar ao ganho de peso, além de aumentar o risco de desenvolver diabetes tipo 2.

“Muitos acreditam que (os refrigentes diet) sejam uma opção saudável pois não são bebidas com açúcar, mas o que é muito importante que as pessoas entendam é que não temos qualquer evidência científica disso”, afirma Susan Swithers, professora da Universidade de Purdue, nos Estados Unidos.

As experiências de Swithers, da Universidade de Purdue, em ratos sugerem que as bebidas dietéticas alteram a forma com que o corpo lida com o açúcar normal, o que pode acabar levando ao ganho de peso.

Isso porque, quando chega à língua, o açúcar emite um alerta ao corpo de que a comida está a caminho. Com os adoçantes de zero caloria, a mesma mensagem é enviada, mas nenhum alimento chega.

“Acreditamos que refrigerantes diet podem fazer mal à saúde porque mudam a forma como o corpo lida com o açúcar que ingere”, disse Swithers.

A professora também cita outro problema: compensação. Segundo a especialista, quando sabemos que estamos retirando calorias de uma parte da dieta, tendemos a compensar essa carência comendo mais.

“É aquela velha lógica: tomei um refrigerante diet, por isso posso comer um biscoito”, disse.

Polêmica

O aspartame é um dos adoçantes de baixa caloria mais conhecidos, mas também o mais polêmico. Ele é 200 vezes mais doce do que o açúcar e já foi ligado a uma série de efeitos colaterais desde que foi introduzido em alimentos, na década de 1980. Entre os supostos danos à saúde, estão alergias, nascimentos prematuros e câncer.

A Pepsi afirma que a falta de confiança dos consumidores neste adoçante é o principal motivo de as pessoas estarem desistindo do refrigerante diet nos EUA. No entanto, o aspartame é descrito com frequência como um dos ingredientes mais testados do mundo.

Uma análise da Autoridade Europeia de Segurança Alimentar, feita em 2013, concluiu que “não há problemas de segurança” em relação ao adoçante, incluindo para gestantes e crianças.

Bactéria

Cientistas do Instituto de Ciências Weizmann, em Israel, mostraram que adoçantes de baixa caloria alteraram o equilibrio das bactérias nos intestinos de ratos.

O corpo humano tem dez vezes mais bactérias, vírus e fungos do que células e este “microbioma” tem um impacto enorme na saúde.

O estudo, publicado na revista especializada Nature, mostrou que os adoçantes de baixa caloria alteraram o metabolismo de animais e levaram a um aumento do nível de açúcar no sangue, um dos primeiros sinais do desenvolvimento da diabetes tipo 2.

Sete voluntários humanos passaram sete dias ingerindo níveis altos de adoçantes de baixa caloria. Os resultados obtidos com metade deles foi o mesmo do que o obtido com os animais.

Água

Especialistas afirmam que, em um mundo ideal, a melhor alternativa seria beber água.

Um estudo publicado na revista especializada Obesity sugere, inclusive, que beber água meia hora antes das refeições ajuda na perda de peso.

Mas até uma crítica ferrenha dos adoçantes de baixa caloria como Swithers argumenta que pode eles podem ser um elemento de “transição” para quem precisa fazer dieta.

“Um refrigerante diet pode ser útil em sua dieta como (uma bebida de) transição se você está tomando refrigerante comum todo dia e acha difícil parar”, disse.

 

Fonte: BBC