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Brindes que vinham nos produtos

Faz algumas semanas, postei uma reportagem sobre a Turminha Brava da Bardahl, uma campanha que fez muito sucesso no Brasil nos anos 1960. (aqui). Essa campanha gerou bonequinhos plásticos de brinde que se podia colocar no retrovisor dos carros.

O post teve tanta repercussão que as pessoas começaram a se lembrar de outros brindes do passado que vinham com produtos de consumo, ou que eram distribuídos em promoções de divulgação da marca. Por isso, decidi fazer um post relembrando alguns deles.

Mascote do Arroz Brejeiro

Toda dona de casa conhecia o arroz Brejeiro nos anos 60 e 70. Era uma das marcas mais vendidas no país e fazia muitos comerciais na TV. Durante anos, a empresa distribuiu seu mascote, o Brejeiro, um boneco com cara simpática, nos pacotes de 5 quilos. O sucesso foi tanto que logo apareceram também o boneco Marinheiro e todo o resto da família. Eu só tive mesmo o Brejeiro e, de fato, era um boneco muito simpático.

As Grandes Telenovelas

Nos anos 80, foi lançado um sabão em pó para concorrer com o líder da categoria, OMO. Era o sabão VIVA, que usou e abusou de brindes promocionais que vinham junto com o produto. Você comprava uma embalagem e vinha um exemplar de uma coleção de revistas, por exemplo. Com isso, o VIVA começou a morder participação do mercado do OMO, que logo reagiu. Eu trabalhava na Rio Gráfica (editora do grupo Globo que, depois, passou a se chamar Editora Globo) na época e oferecemos ao OMO uma coleção de livros de bolso para competir com eles.

O grande trunfo era que transformaríamos as telenovelas da TV Globo em romances. Claro que toparam, até porque as adaptações eram feitas pelos próprios autores. Foram lançados doze livros, que vinham como brinde junto com as caixas do sabão.

Os livros foram:

  • Irmãos Coragem, da novela de Janete Clair;
  • O Bem-amado, da novela de Dias Gomes;
  • Carinhoso, da novela de Lauro César Muniz;
  • Escalada, da novela de Lauro César Muniz;
  • Pecado Capital, da novela de Janete Clair;
  • Anjo Mau, da novela de Cassiano Gabus Mendes;
  • Locomotivas, da novela de Cassiano Gabus Mendes;
  • Dancin’ Days, da novela de Gilberto Braga;
  • Pai Herói, da novela de Janete Clair;
  • Marron Glacé, da novela de Cassiano Gabus Mendes;
  • Água Viva, da novela de Gilberto Braga;
  • Louco Amor, da novela de Gilberto Braga.

A promoção foi um sucesso brutal, com mais de 8 milhões de livros (e caixas de sabão em pó, óbvio) vendidos no Brasil, e mais uns  2 milhões em Portugal. Uma curiosidade: além de ser o editor da coleção, eu também cuidava dos contratos com os autores e negociei os direitos de imagem com os atores que aparecem na capa dos livros. Por isso, tive a oportunidade de conhecê-los quando levei os contratos para as assinaturas: Tarcísio Meira e Glória Menezes, uma simpatia; Ney Latorraca, Antonio Fagundes, a Betty Faria, maravilhosa… Foi muito divertido!

Elefantinho Shell

Por volta de 1966 ou 1967, ou seja, logo após o estrondoso sucesso da campanha da Bardahl, quem enchia o tanque nos postos da Shell ganhava de brinde esse elefantinho, que era o símbolo da marca. Hoje em dia, é um dos brinquedos mais procurados por colecionadores, pois poucos são encontrados em bom estado. Também cheguei a ter um desses.

Brasilino da Fábrica de Móveis Brasil

Uma das grandes lojas de móveis dos anos 70 e 80, a Fábrica de Móveis Brasil dava de brinde seu mascote, o boneco Brasilino, para quem fizesse uma compra. Ele era lembrado sempre por um de seus principais garotos-propaganda, Raul Gil. E tinha um comercial de TV que eu achava insuportável…

Gotinha da Esso

Os bonequinhos da Esso, também dos anos 60 e também distribuídos nos postos de gasolina, fizeram muito sucesso. Cheguei a ter o casalzinho, o gotinha e a gotinha, e o sucesso era amplificado porque havia comerciais de TV muito bem feitos, na forma de desenho animado, que deixavam os brindes irresistíveis para as crianças – que imploravam aos pais que fossem abastecer o carro nos postos Esso. “Só Esso dá ao seu carro o máximo!”. Anos depois a Esso lançou seu Tigre, mas esse não cheguei a possuir.

Robô no Ovomaltine

A série Perdidos no Espaço foi um sucesso gigantesco no final dos anos 60 no Brasil. Aproveitando-se disso, o achocolatado Ovomaltine deu de brinde nessa época uma réplica do robô da série. A campanha foi tão bem sucedida que muita gente ficou sem receber o robô prometido, porque o estoque havia acabado… Eu fui um deles… Snif!

Figuras de índios do Toddy

O Toddy (e Nescau e Ovomaltine) entraram no Brasil todos mais ou menos na mesma época. Mas foi o Toddy quem mais deu brindes em suas campanhas, enfatizando para as mães que suas crianças ficariam fortes. Nas embalagens de vidro vinham carros, aviões e um monte de outras coisas. E o Toddy ainda patrocinava programas de muito sucesso, como “Patrulheiros Toddy”, no começo dos anos 60.

A série era “Tales of the Texas Rangers” e exibida na TV americana entre 1955 e 1958.  Aqui, a série virou uma febre e, aproveitando-se do momento, o patrocinador passou a promover o sorteio de um uniforme completo de Patrulheiro Toddy. Basta para isso enviar o rótulo da embalagem de Toddy com nome, endereços, etc. E já viu, o sonho de todo moleque em 1961 era ganhar esse uniforme!

O programa era apresentado na TV por Dary Reis, cercado por moleques todos de uniforme. Que inveja a gente tinha dessas crianças!

A molecada consumia Toddy feito doida, porque também vinham índios de plástico dentro do frasco, em outra promoção! Essa foi em 1967, se não me engano:

Em cada vidro vinha uma figura plástica de índio. Eram doze modelos diferentes pra colecionar. Quem completasse os doze, levava até um posto de troca e recebia um brinquedo Forte Apache completo, ou um traje de cacique ou princesa da tribo. Os índios não eram inutilizados; eles eram devolvidos para as crianças apenas com uma marca para que não pudessem ser trocados de novo.

Gibis no sabão em pó Rinso

O sabão em pó Rinso foi o primeiro a ser fabricado no Brasil, em 1953, pela Unilever. Era o dono do famoso slogan “Rinso lava mais branco”, e já não é mais fabricado, tendo sido substituído pelo OMO. Mas ele lançou uma promoção muito interessante em 1971: uma coleção de 4 revistas de quadrinhos Disney, produzidas pela Abril. As revistas vinham embaladas em um plástico coladas no verso da caixa do sabão, e dava pra ver a revista antes de comprar o produto, evitando de comprar repetida.

Se você se lembrar de mais um desses brindes geniais, e que marcaram época, que tal me dar um toque? Posso preparar outro post com essas indicações!

 

 

 

 

 

Fonte:

vejasp.abril.com.br

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Curiosidades, Sabedoria

O pai da invenção mais mortal de todas

A invenção desse homem mata mais do que todas as guerras, todos os acidentes de carro e todas as catástrofes da natureza. Porque as mortes provocadas por sua invenção somam mais de 1 milhão de pessoas por ano!

James Buchanan Duke modernizou a indústria tabagista, com máquinas e marketing
James Buchanan Duke

James Buchanan Duke teve simplesmente a ideia de inventar uma máquina de fazer cigarros! Claro, não foi ele quem inventou o cigarro. Na verdade, o tabaco enrolado com papel já existia há mais de um século, e o hábito de mascar fumo era disseminado deste tempos imemoriais. Mas o que ele criou transformou-o no responsável pelo fenômeno do cigarro no século XX.

O câncer de pulmão era quase inexistente antes desse fenômeno. O cirurgião americano Alton Ochsner lembra que, quando ainda era estudante de medicina em 1919, sua turma foi chamada para assistir a uma autópsia de uma vítima de câncer de pulmão. Na época, a doença era tão rara que os estudantes acharam que não teriam outra chance de testemunhar algo parecido!

Em 1880, aos 24 anos, Duke entrou em um nicho da indústria do tabaco – os cigarros já enrolados.  Dois anos depois, percebeu uma chance de ganhar dinheiro. Ele começou a trabalhar com um jovem mecânico chamado James Bonsack, para construir uma máquina para fabricar cigarros. Duke estava convencido que as pessoas estariam dispostas a fumar os cigarros perfeitamente simétricos produzidos pela máquina.

E foi esse equipamento que revolucionou a indústria.

James Buchanan Duke, o pai do maior assassino da história (4)

O plano da máquina que eles construíram, e que fazia 120 mil cigarros por dia! Hoje, se produz 16 mil cigarros… Por minuto!

A máquina produzia essencialmente um cigarro comprido que era depois cortado em pedaços menores e do mesmo comprimento. Mas, como as pontas ficavam abertas, o tabaco precisava ser umedecido, para ficar rígido e não cair do cigarro. Isso era feito com ajuda de aditivos químicos, como glicerina, açúcar e melaço.

A produção era excelente, muito maior do que os enrolados manualmente, que era de 200 cigarros por turno, por funcionária. O problema é que os 120 mil cigarros diários que saíam da máquina representavam um quinto do consumo nos Estados Unidos.  Quer dizer, Duke produzia muito mais cigarros do que conseguia vender. E foi aí que ele teve outra ideia fantástica.

Fazer marketing e publicidade!

Duke patrocinou corridas, distribuiu cigarros gratuitamente em concursos de beleza e colocou anúncios nas revistas da época.

Anúncio de cigarro de 1900, na cola dos primeiros anúncios criados por Duke.

Ele também percebeu que a inclusão de figurinhas colecionáveis nas carteiras de cigarro era tão importante quanto trabalhar na qualidade do produto. Em 1889, gastou US$ 800 mil em marketing (ou US$ 25 milhões, em valores de hoje em dia). O sucesso de Duke confirmou o que ele suspeitava, que as pessoas gostavam dos cigarros feitos pela máquina. Eles tinham aparência mais moderna e higiênica. Uma das campanhas enfatizava o fato de que cigarros manuais eram feitos com contato da mão e da saliva de outras pessoas.

Mas, apesar de o número de fumantes ter quadruplicado nos 15 anos até 1900, o mercado ainda era um nicho, já que a maioria das pessoas mascava tabaco ou consumia cachimbos ou charutos. Duke – que também era fumante – viu o potencial competitivo dos cigarros em relação aos demais produtos. Uma das vantagens era a facilidade para acendê-los, ao contrário dos cachimbos. Os cigarros chegaram ainda a ser promovidos como benéficos à saúde. Eles eram listados nas enciclopédias farmacêuticas até 1906 e indicados por médicos para casos de tosse, asma, resfriado e tuberculose – uma doença que é agravada pelo fumo.

No começo dos anos 1900, houve um movimento antitabagismo, mas ele estava mais relacionado à moralidade do que à saúde. O crescimento no número de crianças e mulheres fumantes era parte de um debate sobre o declínio moral da sociedade. Os cigarros foram proibidos em 16 Estados americanos entre 1890 e 1927. E a atenção de Duke voltou-se para o exterior.

Em 1902, ele formou a empresa britânica British American Tobacco. As embalagens e o marketing foram ajustados para mercados consumidores diferentes, mas o produto era basicamente o mesmo. Aquilo que chamamos hoje de globalização foi antecipado por Duke há mais de um século. A partir de então, todos os demais fabricantes passaram a usar a mesma estratégia (produção industrial de cigarros e propaganda maciça) e a indústria do cigarro conquistou todos os mercados do mundo.

camel-john-wayne_1939352i Fumar era chique, charmoso, coisa de astros do cinema, esportistas e médicos, e ajudava a emagrecer.

Só que um elo direto do cigarro com câncer de pulmão não foi encontrado até 1957 na Grã-Bretanha e 1964 nos Estados Unidos.

No entanto, se pensarmos bem, Duke não pode ser responsabilizado sozinho, afinal, ninguém é obrigado a fumar. Hoje, se a ideia for apontar o dedo, é preciso considerar toda a cadeia produtiva, desde os agricultores até os executivos da indústria, passando pelos designers que criam as embalagens e os donos dos canais de varejo. É uma discussão que envolve a saúde das pessoas, mas que passa também por milhões de empregos e pela receita gerada pelos impostos. Uma discussão ética, moral, de sustentabilidade, de emprego e trabalho.

Acho que a única certeza cristalina mesmo é que o cigarro faz mal à saúde!

Mas James Duke tem uma importância que, à parte as consequências de sua invenção, é enorme: sua visão pioneira do mercado, do marketing, do uso da publicidade inspirado pelo conhecimento da psicologia humana.

Acredito que podemos usar suas lições em algo que traga mais benefícios às pessoas.

 

Fonte: BBC Brasil
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Prazo de Entrega

Parece piada, mas não é. Aconteceu com um amigo.
Eles se conheceram no Cannes Preview. Ela, RTV de uma grande agência. Ele, um jovem e promissor diretor. Foram apresentados por amigos comuns, brindaram com champanhe. Por coincidência sentaram juntos no auditório.

– Oi!
– Quanto tempo hein, eh, eh…

Ela percebeu que eles votaram nos mesmos comerciais, comentaram os ruins. Descobriram que tinham os mesmos gostos.
Depois da festa foram todos para um barzinho em que rolava uma balada.
Mais alguns drinks, dançaram, trocaram beijos e acabaram indo para o flat dele.
E foi uma noite daquelas, gloriosa! Acontece que na manhã seguinte ele tinha filmagem marcada para as 9 horas. E ela um voo para o Rio, às 11 horas, para uma reunião de pré-produção.
Ele acordou, olhou para o relógio: 8 horas! Meu Deus!
Vestiu-se às pressas. Saiu sem café, deu um beijo nela e disse:
– Estou levando a chave. Quando você sair, é só bater a porta que ela trava. Tchau, te ligo depois!
Ela ainda sonada, meio de ressaca: “tchau!”
Olhou para o relógio:

– Nossa, meu voo!

Saiu correndo para o banheiro.

Corta para a porta batendo. Close do relógio.
Na mesa de cabeceira, o ponteiro anda 15 minutos.
Corte – Interior do banheiro, ela se levanta do trono, aperta o botão da descarga. Sai apressada, volta, olha para dentro do vaso. Arregala os olhos.

Close da mão que aperta outra vez a descarga.
Close do olhar dela assustada.
Vários planos sucessivos dos dedos apertando a descarga.
Corte. Ela ao celular falando com uma amiga:
– Não adianta, não desce, é enorme. Já dei dez descargas.
Voz da amiga em off enquanto ela sai da cozinha:
– Faz o seguinte: vê se você acha algum saquinho plástico na cozinha.
Ela com cara de nojo, enfia as mãos no vaso e sai com saquinho de plástico respingando. Dá um nó, olha para o relógio e sai voando.
Já vestida, coloca o saquinho sobre a mesa da sala e resolve deixar uma mensagem. Pega um papel e enquanto escreve apressada, seus lábios balbuciam, ouvimos seu pensamento:

– Não sei o que você achou da nossa noite, espero que tenha sido boa pra você também.

Ela olha para fora, vê um vaso na sacada do flat.
Close de sua mão arrancando um lírio.
Mão colocando lírio ao lado da carta.
Ela em off:

– Mas aqui fica meu agradecimento e admiração!

Ela sai correndo, batendo a porta.
Corte: Ela correndo pelo saguão do aeroporto.
– Atenção, última chamada para o voo 729 com destino ao Rio.
Ela senta aliviada na poltrona do avião. Olha o encosto da poltrona da frente, em que além da revista de bordo, vê o saquinho plástico para sickness motion. Cai a ficha.
Corte: close do saquinho na mesa ao lado do bilhete e do lírio.
Ela arregala os olhos, dá um grito, todos olham. Põe a mão na boca.
Corte: porta do flat abrindo. O deslocamento de ar faz o lírio voar longe. Ele entra, se aproxima da mesa, pega o bilhete, lê, sorri e depois pega o saquinho, olhando curioso.

-x-x-x-x–

Quando meu amigo contou essa história me lembrei da velha frase sobre a  profissão, infelizmente ainda atual:

A pressa passa, mas a merda fica.

Texto publicado no Meio & Mensagem online de 27 de julho, de autoria de Julio Xavier, sócio da BossaNovaFilms. 

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Comerciais de TV bizarros

A gente costuma ver comerciais de TV que são extremamente bizarros, e nos perguntamos como alguém conseguiu “criar” isso e, ainda pior, como o anunciante aprovou. Claro que nunca teremos essa resposta, embora a gente até desconfie…

Vou mostrar alguns comerciais estranhos que foram transmitidos pelas TVs em anos anteriores, mas sei que há muitos mais por aí.

A modelo usa a sensualidade neste comercial de uma campanha de prevenção contra o câncer nos testículos. Chama a atenção, não?

Achei nojento demais! A ideia era mostrar que se você não usa o detergente certo, a comida fica com gosto de louça mal lavada. Daí mostrar esse flan com uma linguiça! Argh! Não entendi o clima dos anos 1950, também.

O comercial acima é meio antigo, mas é tão bizarro que não poderia ficar de fora…

E este comercial – que é chinês, não japonês como diz a legenda – anunciando um Club Social recheado? Bizarro demais!

Mas há dois comerciais brasileiros meio antigos que estariam em qualquer lista de comerciais estranhos que se fizesse no mundo.

Este é um clássico, e dizem que esse xarope revitalizador só vendia menos que Coca-Cola! Ahahaha!

Reynaldo Gianecchini virou motivo de piada ao  gravar em 2010 o comercial do “Pintos Shopping” de Teresina, empresa da família Pintos. E o filme entrou instantaneamente para a história com o slogan ” Tudo o que você mais gosta, no lugar que você sempre quis”. Não preciso dizer mais nada.

 

 

 

Fontes:

Guia dos Curiosos

YouTube

Extra

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Campanhas divertidas

Quantos prêmios a agência capixaba MP Publicidade já não ganhou com essa campanha para a Hortifruti?  Além de criativa e inteligente, a campanha sempre aparece com uma pitada de humor, explorando todas as qualidades possíveis de cada “personagem”.

Essa campanha se chamava “Hollywood”, depois veio a campanha “Ritmos”.

Teve também a “Depoimentos”:

Uma das mais recentes é a campanha “Mundo dos Sabores”:

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Os carros do futuro

John Sutherland foi um proeminente diretor e produtor de curtas animados para o cinema e, principalmente, para a TV americana durante os anos 50 e 60.

sutherlandDepois de ter trabalhado nos estúdios Disney como diretor de diálogos do filme Bambi, e de ter criado o personagem Tambor no mesmo filme, Sutherland saiu do emprego em 1940 e foi indicado pelo próprio Walt Disney para outros trabalhos, pois o ex-patrão gostava muito dele. Uma dessas indicações, que significou uma nova carreira para o jovem redator e animador, foi para Darryl Zanuck, presidente da 20th Century-Fox em 1941. Zanuck queria produzir filmes de treinamento, e graças à indicação de Walt, contratou Sutherland, que escreveu e dirigiu 17 filmes de treinamento com atores, todos direcionados para as Forças Armadas durante a II Guerra Mundial.

O sucesso foi tão grande que ele então abriu seu próprio estúdio de animação logo após o final da guerra, voltado essencialmente à propaganda e publicidade, além de filmes educativos e de treinamento para organizações públicas e privadas e filmes patrocinados por grandes corporações,  tornando-se um dos pioneiros nesse segmento da indústria cinematográfica.

Pelo Sutherland Studios passaram alguns dos grandes nomes da animação do século XX: Joseph Barbera, William Hanna, Emery Hawkins, Frank Tashlin, Bill Melendez e muitos outros.

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Os filmes de John Sutherland são relíquias de tempos mais inocentes, mas continuam divertindo ao mesmo tempo em que educam, e se tornaram clássicos da propaganda.

Um dos melhores exemplos é o curta-metragem que posto logo abaixo, de 1956, que fala da evolução dos itens de segurança nos automóveis desde os primeiros modelos, e que antecipou (ou chegou perto) de muitas coisas que vemos hoje: carros que se locomovem sozinhos, informação instantânea ao pressionar um botão, os filmes em 3D… E aquela revista interativa e animada que o personagem lê na primeira cena pode ser vista como um tablet acessando a internet!

Confira.

(ps- infelizmente, não encontrei nenhuma versão legendada desse filme, mas creio que, mesmo sem entender inglês, é possível perceber a mensagem do desenho)

Notou que muitas ideias desse mundo do futuro se parecem com aquelas dos “Jetsons”, produção de Hanna-Barbera de 1962?

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Anúncios antigos

Se você for da Geração “Baby Boomers” ou até mesmo da Geração X, pode ser que se lembre de algumas dessas propagandas (ou “reclames”, como falavam na época) menos aquelas muuuuuuito antigas… Os da Geração Y certamente irão se divertir com as “novidades” de então.

Antes de mostrar os anúncios, vou apenas traduzir esses conceitos de “Geração isso e aquilo”, para quem não sabe ou para aqueles que se esqueceram:

(1)   Geração Y: também chamada Geração do Milênio ou Geração da Internet, é um conceito em Sociologia que se refere, segundo alguns autores, aos nascidos após 1980 e, segundo outros, de meados da década de 1970 até meados da década de 1990, sendo sucedida pela Geração Z.

(2)   Geração X: também abreviado como Gen X, é o termo que refere-se à geração nascida após os “Baby Boomers”. Ela geralmente inclui as pessoas nascidas a partir do início dos anos 1960 até o final dos anos 1970, podendo alcançar o início dos anos 1980, sem contudo ultrapassar 1982.

(3)   Baby Boomers: em geral, a atual definição de Baby Boomers se refere aos filhos pós-Segunda Guerra Mundial, já que depois da guerra houve uma explosão populacional. Normalmente são consideradas as pessoas nascidas no final da década de 1940 até o final da década de 1950.

Vamos aos anúncios, muito legais – especialmente na estética.

Uma curiosidade sobre a imagem acima. Até o final do século XIX, o Papai Noel era representado com uma roupa de inverno na cor marrom ou verde escura. Em 1886, o cartunista alemão Thomas Nast criou uma nova imagem para o bom velhinho. A roupa nas cores vermelha e branca com cinto preto, e criada por Nast, foi apresentada na revista Harper’s Weeklys nesse mesmo ano.

Em 1931, uma campanha publicitária da Coca-Cola mostrou o Papai Noel com o mesmo figurino criado por Nast, que também eram as cores da marca do refrigerante. A campanha publicitária fez um grande sucesso, ajudando a espalhar a nova imagem do Papai Noel pelo mundo.