Profissões que ficaram no passado

Não faz muito tempo, estava conversando sobre as profissões antigas, não aquelas que mudaram de nome (como mensageiro, hoje carteiro), mas aquelas que o progresso ou a tecnologia acabaram extinguindo. Outras profissões desapareceram apenas pela mudança de costumes, simplesmente.

Por exemplo, a de limpadores de chaminés: geralmente crianças de rua, abandonadas, que eram “adotadas” por agenciadores e que subiam as chaminés por dentro, para varrer a fuligem acumulada pela queima da madeira e que grudava nas paredes internas.

Ou as telefonistas, função que desapareceu com o avanço tecnológico. A gente vê em filmes a pessoa “pedindo linha” para a telefonista e esperando completar a chamada. Quando eu era muito criança, em São Paulo, as chamadas interurbanas ainda eram feitas através de telefonistas. Quando elas conseguiam se conectar com a outra ponta, ligavam para casa avisando, e depois conectavam os dois. Sempre fiquei me perguntando se elas, às vezes, não ficavam ouvindo as conversas…

Veja esta e mais algumas profissões que, hoje em dia, seriam inimagináveis.

Caçadores de Ratos

Ratos são atraídos por sujeira e falta de higiene, e em tempos mais antigos, era algo normal nas ruas da cidade, já que não havia sistemas eficientes de controle de pestes. Os profissionais entravam nos esgotos e caçavam esses roedores. Pelo que podemos ver nas fotos, para alguns isso era bem prazeroso.

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Acendedores de lampiões a gás

Os acendedores de lampiões tinham o dever de iluminar o caminho, literalmente. As redes elétricas não cobriam toda a cidade, e os postes tinham esses lampiões a gás que precisavam ser acesos, um a um, ao cair da tarde, com operação inversa todas as manhãs. A criançada acompanhava o funcionário da prefeitura. Ele, com uma vareta comprida, suspendia a chave de cada poste, clareando um pedaço de rua.

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Transportadores de madeira

Como é que antigamente aqueles imensos troncos de madeira eram transportados? Hoje há os grandes caminhões, mas antes era na base da mão, e para facilitar, os carregadores de madeira usavam os rios próximos para levá-los por água, por flutuação. Hoje essa prática ainda é usada na Amazônia, pelos contrabandistas de madeiras nobres.

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Cortadores de gelo

Antes dos modernos sistemas de refrigeração, a única maneira de manter a bebida gelada com um cubo de gelo era graças aos cortadores de gelo. Eles enfrentavam lagos congelados para abastecer as geladeiras dos homens ricos. Um trabalho perigoso, muitas vezes feito em condições extremas. O desenho “Frozen”, da Disney, tem um personagem que exerce essa antiga profissão.

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Despertadores humanos

E que tal uma pessoa que batia na sua janela na hora programada? Essa era a função do despertador, homens e mulheres que viviam apenas para isso. Eles usavam pedaços de madeira ou pedras para acordar os clientes. A pergunta que não quer calar é: e quem despertava os despertadores?

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 Radar Humano

Antes da invenção do radar, as forças armadas de vários países usavam espelhos acústicos – o mesmo princípio das modernas antenas parabólicas – para detectar o som de tropas se aproximando, ou de aviões, estes durante a 1ª Guerra Mundial, quando passaram a ser usados como bombardeiros.  A Inglaterra construiu uma verdadeira muralha desses espelhos acústicos a partir de 1915, especialmente ao longo da costa do Canal da Mancha. Hoje, alguns deles ainda estão de pé, como se vê na foto abaixo.

Muitas vezes, os exércitos precisavam de mobilidade, então alguns homens passaram a servir de radares humanos e seguiam com as tropas, carregando espelhos acústicos “portáteis”…

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O exército imperial japonês também tinha seus “radares humanos”, embora já mais mecanizado: os homens apenas empurravam os carrinhos com as “tubas de guerra”, dispositivos com bastante mobilidade e que acompanhavam as baterias de canhões antiaéreos.

Ressuscitadores

Os ressuscitadores foram contratados no século XIX para remover cadáveres de túmulos para as universidades. Como os corpos eram difíceis de obter pelos meios legais, os ressuscitadores eram alternativas para garantir o objeto de estudo dos alunos. Essa função meio macabra apareceu em diversos filmes de terror, homens trazendo corpos para as experiências de cientistas malucos.

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 Telefonistas

As simpáticas moças que conectavam nossas ligações desapareceram. Hoje, elas estão a postos nas companhias telefônicas apenas para casos excepcionais, ou trabalham na recepção das grandes empresas, transferindo as ligações para os ramais. Com o avanço da tecnologia, atualmente não se ouve mais o seguinte diálogo:

– Telefonista, eu queria uma ligação para o Rio de Janeiro, o número é XX-XXXX.
– Pois não. Assim que eu completar a ligação eu retorno para o senhor.
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Estas são profissões do passado, mas certamente outras profissões modernas estão se extinguindo, justamente por conta da evolução – se é que podemos definir assim – da sociedade. O tempo não para e a gente tem que se adaptar.

 

 

Fonte: 

qga.com.br

Veja profissões que estão em alta e em baixa em oito setores do mercado

Todos sabem que o Brasil enfrenta uma crise – mais uma! – mas, apesar de algumas profissões se encontrarem em baixa, há outras que estão em alta. Justamente pelo fato de o país ser tão imenso e, portanto, há setores onde a crise afeta mais do que em outros. De um modo geral, os profissionais que geram ganhos de eficiência para as operações das empresas ou podem evitar perdas financeiras são os mais requisitados agora.

A FSP ouviu dez empresas especializadas em encontrar profissionais para grandes companhias, e os consultores responderam quais os profissionais que estão sendo mais buscados e quais enfrentam um momento de vacas magras nos setores de marketing e promoções, mercado financeiro e seguros, tecnologia, comércio, educação, engenharia e infraestrutura, saúde e jurídico.

MARKETING

EM ALTA

Analista de bancos de dados

O QUE FAZ Com as informações do comportamento dos clientes capturadas por sistemas de informação, define qual deve ser a estratégia da empresa.

POR QUE ESTÁ EM ALTA Empresas têm sido criteriosas para definir sua atuação comercial e buscam tomar decisões com grande precisão.

Desenvolvedor de tecnologia mobile

O QUE FAZ Apresenta ideias para novos aplicativos e as passa para os programadores.

POR QUE ESTÁ EM ALTA É relevante tanto para start-ups que criam seus aplicativos quanto para grandes empresas que correm atrás de inovação.

Especialista em mídias específicas

O QUE FAZ Atua com os aplicativos próprios de cada empresa.

POR QUE ESTÁ EM ALTA São buscados pelas marcas que querem manter sua estratégia de tecnologia mobile ativa.

EM BAIXA

Analista de mídia social

O QUE FAZ Dissemina informações nas redes sociais, como o Facebook ou o LinkedIn, usando o linguajar típico de cada uma delas.

POR QUE ESTÁ EM BAIXA Há uma oferta muito grande desse tipo de profissional no mercado, maior do que a demanda.

Agente de turismo

O QUE FAZ Comercializa pacotes de viagens para clientes físicos e corporações.

POR QUE ESTÁ EM BAIXA O serviço enfrenta concorrência de sites de comparação de preços de viagens, que tornaram a busca mais fácil.

MERCADO FINANCEIRO

EM ALTA

Especialista em compliance

O QUE FAZ Garante que a companhia respeite a legislação, evitando multas; também pode averiguar se há corrupção na empresa.

POR QUE ESTÁ EM ALTA Com investigações da Polícia Federal, prisões e escândalos internacionais, o serviço passou a ser mais procurado.

Gerente de riscos

O QUE FAZ É parte da equipe de planejamento estratégico de bancos, financeiras e grandes empresas; analisa eventuais riscos aos negócios.

POR QUE ESTÁ EM ALTA Com economia encolhida, empresas ficam mais atentas a ameaças.

Atuário

O QUE FAZ Em seguradoras, calcula reservas e provisões em caso de sinistro e precifica o produto; também atua em fundos de pensão, bancos e planos de saúde.

POR QUE ESTÁ EM ALTA Mercado cresceu nos últimos anos, com novas empresas e produtos.

EM BAIXA

Gerente de agência bancária

O QUE FAZ Atende clientes em agências físicas com foco comercial, ou gerencia as lojas para que sejam rentáveis.

POR QUE ESTÁ EM BAIXA Clientes de bancos passaram a usar mais os serviços oferecidos pela internet.

Analista de investimentos

O QUE FAZ Escolhe opções de investimento e presta conta aos investidores; busca capital para empresas que precisam.

POR QUE ESTÁ EM BAIXA Caiu a quantidade de investimentos na economia como um todo.

TECNOLOGIA

EM ALTA

Gestor de big data

O QUE FAZ Cria os softwares para capturar grandes quantidades de dados sobre o comportamento dos consumidores de bens finais.

POR QUE ESTÁ EM ALTA Ajuda na definição de estratégia corporativa.

Arquiteto de TI

O QUE FAZ Planeja e constrói os sistemas de informação das empresas.

POR QUE ESTÁ EM ALTA Trabalha em todos os setores da economia, as corporações não podem prescindir dele.

Cientista de dados

O QUE FAZ Avalia a qualidade dos bancos de dados das empresas.

POR QUE ESTÁ EM ALTA Encontra posições em corporações de diferentes segmentos da economia.

EM BAIXA

Analista de suporte e help desk

O QUE FAZ Auxilia os funcionários que têm problemas para usar o sistema informatizado da empresa.

POR QUE ESTÁ EM BAIXA A tendência é de crescente automatização desse tipo de atendimento.

Gerente técnico

O QUE FAZ Lidera as equipes de analistas de help-desk.

POR QUE ESTÁ EM BAIXA Assim como os serviços dos analistas, o do gerente está se tornando menos corriqueiro por novas automações.

Desenvolvedor de páginas de web

O QUE FAZ Cria sites.

POR QUE ESTÁ EM BAIXA Assim como os serviços dos analistas, o do gerente está se tornando menos corriqueiro por novas automações.

COMÉRCIO

EM ALTA

Vendedor externo

O QUE FAZ Visita empresas para coletar pedidos e negociar preços, volumes e prazos de entrega.

POR QUE ESTÁ EM ALTA Demanda atende expansão de redes para Nordeste e Centro-Oeste.

Executivo de logística

O QUE FAZ Acompanha toda a cadeia de suprimentos, desde o pedido até a entrega; além de comércio, atua em transportadoras.

POR QUE ESTÁ EM ALTA Por centralizar todo o processo, enxugando custos de pessoal.

Planejador de demanda

O QUE FAZ É capaz de avaliar qual será a procura por certo bem de consumo.

POR QUE ESTÁ EM ALTA Evita excesso e sobras em estoque que poderiam se traduzir em perdas.

EM BAIXA

Corretor de imóveis

O QUE FAZ Faz a intermediação entre compradores e vendedores.

POR QUE ESTÁ EM BAIXA O mercado está saturado desses profissionais.

Executivo de varejo

O QUE FAZ Planejamento e gestão financeira, comercial ou de compras.

POR QUE ESTÁ EM BAIXA Há uma tendência de concentração de funções entre poucos profissionais.

Auxiliar de suprimentos

O QUE FAZ Da área de compras, prospecta novos fornecedores.

POR QUE ESTÁ EM BAIXA Com desempenho ruim do varejo, empresas estão cortando auxiliares.

EDUCAÇÃO

EM ALTA

Professor de economia e contabilidade

O QUE FAZ Dá aulas de graduação, pós, mestrado e doutorado nas cadeiras de ciências econômicas e contábeis.

POR QUE ESTÁ EM ALTA A crise econômica tem feito mais pessoas se interessarem em entender os assuntos. E, com a popularização das carreiras, mais professores estão sendo requisitados pelas instituições.

Diretor de educação a distância

O QUE FAZ Estrutura os cursos, chama gente para desenvolver o conteúdo, forma a equipe de educadores e da tecnologia, traça o escopo.

POR QUE ESTÁ EM ALTA Essas modalidades estão mais populares graças a preço competitivo e falta de tempo das pessoas.

EM BAIXA

Diretor acadêmico

O QUE FAZ Estrutura cursos de faculdades e instituições de ensino superior.

POR QUE ESTÁ EM BAIXA Mudanças no sistema oficial de financiamento de ensino comprometeram a criação de novos cursos.

INFRAESTRUTURA

EM ALTA

Gerente industrial

O QUE FAZ Comanda os trabalhadores da linha de fábrica e determina qual deve ser o tamanho da equipe.

POR QUE ESTÁ EM ALTA Atuação está ligada a manutenção de custos em baixa em época de menor demanda.

Engenheiro de planejamento

O QUE FAZ Atua em todos os campos da engenharia antes da execução dos projetos, dimensionando a equipe.

POR QUE ESTÁ EM ALTA Ajuda a fazer obras com menos dinheiro e em menores prazos.

Gerente de novos produtos

O QUE FAZ Desenvolve design, funcionalidades e características de novos bens.

POR QUE ESTÁ EM ALTA Produtos precisam custar cada vez menos para serem lucrativos.

EM BAIXA

Engenheiro de óleo e gás

O QUE FAZ Trabalha na exploração e prospecção de óleo e gás em plataformas e refinarias.

POR QUE ESTÁ EM BAIXA Setor é muito dependente da Petrobrás e, além disso, preço internacional do barril está em baixa.

Profissional de manutenção fabril

O QUE FAZ Atua em linha de fábrica, é especializado em uma determinada máquina.

POR QUE ESTÁ EM BAIXA Com a desaceleração da indústria, principalmente automobilística, algumas linhas foram descontinuadas, e ele não costuma ter flexibilidade para atuar em outros setores.

SAÚDE

EM ALTA

Geriatra

O QUE FAZ Cuida de pacientes idosos.

POR QUE ESTÁ EM ALTA Envelhecimento da população e aumento da expectativa de vida tornam essa especialidade mais procurada.

Dermatologista

O QUE FAZ Especialista no diagnóstico, tratamento e prevenção de doenças da pele, pelos, mucosas, cabelos e unhas.

POR QUE ESTÁ EM ALTA Mercado de estética é imune à crise; clínicas particulares buscam esse profissional.

EM BAIXA

Fisioterapeuta

O QUE FAZ Diagnostica e trata problemas causados por má-formação, acidentes ou vícios de postura.

POR QUE ESTÁ EM BAIXA Diminuiu a contratação desse tipo de profissional em hospitais.

DIREITO

EM ALTA

Recuperação judicial e de crédito

O QUE FAZ Profissional atua em falências ou litígios entre empresas que fizeram negócios.

POR QUE ESTÁ EM ALTA A demanda por esses profissionais sempre cresce durante crises.

Setor trabalhista

O QUE FAZ Defende pessoas que foram demitidas e empresas processadas por funcionários.

POR QUE ESTÁ EM ALTA Demissões aquecem a busca por esse especialista; também são contratados para prevenir problemas.

Setor tributarista

O QUE FAZ Estuda a estrutura legal para ajudar empresas a encontrar maneiras menos onerosas de estar em dia com as suas obrigações.

POR QUE ESTÁ EM ALTA Sua atuação implica redução de custos.

EM BAIXA

Fusões e aquisições

O QUE FAZ Advogado levanta passivos de empresas que podem ser compradas, estuda a viabilidade de fusões sob a ótica do direito econômico.

POR QUE ESTÁ EM BAIXA Há excesso de profissionais na área.

Setor ambiental

O QUE FAZ Especialista ajuda empresas a se adequarem à legislação.

POR QUE ESTÁ EM BAIXA Setores como a mineração e grandes obras enfrentam gargalos.

Direito societário

O QUE FAZ O advogado aqui auxilia novas empresas ao redigir contratos, ou as antigas que enfrentam conflitos societários.

POR QUE ESTÁ EM BAIXA Diminuiu ritmo de fundação de empresas.

 

Nomes perfeitos para suas profissões (atualizado)

Todo pai e toda mãe tem uma preocupação, assim que nasce o herdeiro: o nome. Afinal, o nome será algo que essa criança levará por toda a sua vida, e normalmente as pessoas procuram zelar pelo bom nome.

Pensando nisso, muita gente ficou imaginando como seria se você pudesse identificar a profissão pelo nome da pessoa. Seria bem legal, né? Imagine só conhecer o Marcos Dias, fabricante de calendários? A lista abaixo apresenta diversos nomes que se encaixariam numa determinada profissão:

Ana Lisa
Psicanalista
P. Lúcia
Fabricante de Bichinhos
Pinto Souto
Fabricante de Cuecas
Olavo Pires
Balconista de Lanchonete
Décio Machado
Guarda Florestal
H. Lopes
Professor de Hipismo
Oscar Romeu
Dono de Concessionária
Hélvio Lino
Professor de Música
K. Godói
Médico especialista em hemorroidas
Alberta Alceu Pinto
Garota de Programa
H. Romeu Pinto
Garoto de Programa
Passos Dias Aguiar
Instrutor de Autoescola
Édson Fortes
Baterista
Eudes Penteado
Cabeleireiro
Sara Vaz
Mãe de Santo
Iná Lemos
Pneumologista
Ema Thomas
Traumatologista
Sara Dores da Costa
Reumatologista
Jamil Jonas Costa
Urologista
Ester Elisa
Enfermeira
Malta Aquino Pinto
Médico especialista em doenças venéreas
Inácio Filho
Obstetra
Oscar A. Melo
Confeiteiro
Jacinto Pinto Aquino Rego
Gaúcho
Armando Nascimento de Jesus
Fabricante de presépios (sugestão de Johan Lagger)
Caio Rolando da Rocha
Alpinista (sugestão de Gerson Teixeira)

Dez profissões em alta (2 de 2)

Faz alguns dias, postei a primeira parte dessa matéria (https://otrecocerto.wordpress.com/2013/08/02/dez-profissoes-em-alta-1-de-2/), e agora, vamos à parte final dela:

6) Controller

Quanto ganha (em média): R$ 10.000 a R$ 20.000

O que faz: Analisa e interpreta as informações contábeis das empresas de forma a reduzir perdas e maximizar o lucro, utilizando, para isso, conhecimentos avançados de administração. Atua no “centro nervoso” da companhia, relacionando os campos da contabilidade e da administração.

7) Advogado de contratos

Quanto ganha (em média): R$ 10.000 a R$ 14.000

O que faz: Analisa e redige contratos. É uma das áreas do Direito que mais tem crescido, acompanhando a escalada das fusões e aquisições de empresas no Brasil.

8) Gerente comercial/vendas

Quanto ganha (em média): R$ 8.000 a R$ 18.000

O que faz: É responsável pelo planejamento e controle das vendas, desde a saída dos produtos da fábrica até a chegada à casa dos consumidores. Cada vez mais disputado pelas empresas, precisa ser bem relacionado e carismático, com conhecimentos avançados de administração e marketing.

9) Biotecnologistas

Quanto ganha (em média): R$ 4.000 a R$ 5.000

O que faz: Pesquisa a criação, melhoria e gerenciamento de novos produtos nas áreas de saúde, química, ambiental e alimentícia. Na área da microbiologia, pode atuar na produção de vacinas. É cada vez mais requisitado por indústrias, cientes da necessidade da otimização da cadeia produtiva.

10) Técnico em Sistemas de Informação

Quanto ganha (em média): R$ 2.000 a R$ 3.000

O que faz: Profissional de nível médio, é responsável por criar e analisar os sistemas de armazenamento e coleta de dados de uma companhia.

Aí está. Espero que as informações tenham sido úteis!

Dez profissões em alta (1 de 2)

Faz algum tempo, postei um texto que falava das profissões em baixa no mercado de trabalho brasileiro (https://otrecocerto.wordpress.com/2013/07/02/dez-profissoes-em-baixa-parte-1-de-2/). E agora, vamos citar as dez profissões em alta, de acordo com as empresas locais e as multinacionais com filiais no Brasil.

Segundo um relatório divulgado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) em fevereiro desse ano, a expectativa de contratação para os próximos anos permanecerá aquecida. Intitulada Perspectivas Estruturais do Mercado de Trabalho na Indústria Brasileira – 2020, a pesquisa ouviu de 402 empresas brasileiras – que, juntas, empregam 2,2 milhões de pessoas – quais setores demandarão mais profissionais nos próximos anos. Mesmo que a economia esteja engasgando, a expectativa otimista ainda se mantém.

De acordo com o estudo, quem deve liderar as contratações no país é a área da engenharia, além do segmento comercial – este último um dos principais empregadores de uma economia que caminha cada vez mais em direção ao setor de serviços, dizem especialistas.

“Depois de ‘arrumar a casa’ em 2011, ou seja, organizar suas finanças, as empresas estão buscando entregar resultados neste ano. Isso significa maximizar os lucros, algo que se reflete no perfil das contratações”, diz Paulo Pontes, presidente da filial brasileira da Michael Page, uma das principais agências de recrutamento de executivos de média e alta gerência do país. Para isso, as companhias brasileiras estão elevando suas exigências.

Segundo o relatório da Firjan, 69,1% das empresas ouvidas requerem, no mínimo, algum tipo de pós-graduação para profissionais de nível superior. Já para mais da metade delas, o diploma universitário é indispensável, inclusive, para profissionais de nível médio/técnico. Então, segundo as empresas, vamos às profissões em alta:

 1) Engenheiro de Petróleo

Quanto ganha (em média): R$ 14.000

O que faz: É responsável pelo desenvolvimento de projetos de exploração do petróleo e seus derivados em poços e jazidas, buscando maior eficiência de produção sem dano ao meio-ambiente. Com a descoberta do pré-sal, a profissão é oferecida, hoje, como curso de graduação nas principais universidades do país.

2) Engenheiro de mobilidade

Quanto ganha (em média): R$ 12.000

O que faz: Supervisiona grandes obras de infraestrutura, verificando se estão adequadas às normas legais. Nos grandes centros urbanos, esse profissional é encarregado de gerenciar o planejamento do transporte urbano. A carreira entrou no radar dos recrutadores depois que o Brasil foi confirmado como sede de grandes eventos, como a Copa do Mundo e a Olimpíada.

3) Engenheiro ambiental 

Quanto ganha (em média): R$ 8.000 a R$ 12.000

O que faz: Concebe e executa projetos que diminuam o dano causado pela ação humana no meio-ambiente. A profissão é cada vez mais requisitada por grandes empresas e governos preocupados com o desenvolvimento sustentável.

4) Médico do Trabalho

Quanto ganha (em média): R$ 10.000 a R$ 16.000

O que faz: Trata-se de um ramo da medicina especializado na promoção do bem-estar e da saúde do trabalhador. Profissionais dessa área avaliam a capacidade de um candidato de executar determinada tarefa, além de realizar exames de rotina nos funcionários para verificar o cumprimento das obrigações trabalhistas.

5) Gerente de Recursos Humanos

Quanto ganha (em média): R$ 8.000 a R$ 14.000

O que faz: É responsável por recrutar novos profissionais e assegurar a permanência dos antigos. Antes subestimada, a profissão saiu do limbo e conquistou importância à medida que as empresas perceberam a necessidade de reter bons profissionais face à concorrência.

Na próxima segunda-feira, dia 8, postarei a parte final da lista dos empregos em alta, definidos em uma série de entrevistas realizadas em 2012 pela BBC Brasil com especialistas em recrutamento e seleção de pessoal.

 

Dez profissões em baixa (parte 2 de 2)

(continuação do post anterior, que fala das profissões em baixa, segundo os headhunters)

Psicologia

Crianças brincando na Associação Lugar de Vida – Centro de Educação Terapêutica do Instituto de Psicologia (IP) da USP

Recém- formados em psicologia têm dificuldade em abrir clínicas e conseguir pacientes, que geralmente preferem os profissionais mais experientes. E, com a mudança no mercado de Recursos Humanos, que passou a absorver profissionais de outras formações para compor quadros organizacionais, as oportunidades diminuíram para quem não busca uma formação complementar em negócios.

Venda porta a porta

Executivo carregando mala

A área de vendas está aquecida, mas aquele tipo de vendedor que vai de porta em porta vendendo produtos é uma figura em extinção, de acordo com Thiago Sebben, diretor da Hays. “Hoje a gente fala em comércio eletrônico, então representante comercial que vai de porta e porta vai acabar”, diz. A dica é se adaptar às mudanças do mercado procurando qualificações complementares que permitam a ampliação da atuação na área comercial para não correr o risco de tornar-se obsoleto.

Pedagogia

professora em sala com as crianças

A necessidade de professores da educação de base existe e sempre vai existir, mas a carreira é pouco atrativa se levados em conta condições de trabalho e salários oferecidos. Por isso, diz Cuellar, têm mais chances os pedagogos que expandem a sua atuação, não ficando restritos a salas de aula. “Se o pedagogo se fechar em uma caixa fica mais complicado, ele pode pesquisar e inventar novos métodos de ensino, é uma possibilidade”, diz Cuellar.

Serviço Social

assistente social

As oportunidades de trabalho para assistentes sociais também são mais raras, de acordo com a consultoria Michael Page. “Não tem vaga para trabalhar de assistente social dentro de uma empresa”, lembra Cuellar. Setor público e terceiro setor geralmente absorvem estes profissionais, mas não 100%, já que a oferta de formandos é maior do que a demanda. “Mas, se o profissional estiver atento à demanda pode migrar para outras áreas, como recursos humanos, por exemplo, e buscar formação complementar”, diz Cuellar.

História

CAPH – Centro de Apoio à Pesquisa em História. Entrada e armazenagem de novas dissertações e teses

“Se o profissional quiser ser apenas historiador terá, como no caso dos geógrafos, o ramo acadêmico e de pesquisa”, diz Cuellar, para justificar a restrição do mercado de trabalho. Mas ele indica que há outras possibilidades para quem for flexível. “O historiador pode ser roteirista de seriados históricos, por exemplo”, lembra. “É questão de abrir a cabeça e procurar uma qualificação complementar”, diz Sthaell.

Nos próximos posts, vou falar de cargos e especializações onde o salário pode passar de R$ 30 mil por mês. Quem sabe você não se qualifica? E, depois, os posts seguintes vão comentar as profissões que podem ficar aquecidas nos próximos anos, além das boas oportunidades no setor público. Um serviço de utilidade pública do blog O TrecoCerto!

Dez profissões em baixa (parte 1 de 2)

Saiu na revista Exame de junho de 2013. São informações importantes:

Mudanças na economia, excesso de formandos e os avanços tecnológicos são três variáveis citadas pelos especialistas na hora de citar profissões e carreiras com menor número de vagas no mercado de trabalho atual. “Com isso, o ritmo de contratações diminui para algumas carreiras e o mercado não consegue absorver 100% das pessoas formadas”, explica Thiago Sebben, diretor da Hays. Ele lembra que são três os aspectos que tornam uma carreira mais ou menos atrativa. “Ambiente de trabalho, perspectiva de crescimento e salários. São esses os pilares”, diz Sebben. “Não é que a necessidade caiu e, sim, que a relação entre a oferta e a demanda está desequilibrada”, diz Sthaell Ramos, sócia – diretora da People On time.

Ela explica que o fato de as carreiras serem em sua maioria na área de ciências humanas está relacionado à maior facilidade que as instituições de ensino têm na hora de oferecer estes cursos. “É mais fácil criar cursos nestas áreas porque é preciso oferecer apenas professor e bibliotecas”, diz. As áreas menos atraentes atualmente são:

Antropologia

Homem vitruviano

“Nunca foi uma carreira que teve alta demanda dentro das organizações por se tratar de uma profissão mais técnica e com ramo de atuação mais acadêmico”, diz Marcelo Cuellar, da Michael Page.  Para quem não quer ficar restrito ao ambiente educacional, o especialista sugere uma flexibilização da atuação. “O profissional de antropologia pode ser escritor, roteirista de programas de televisão e até trabalhar em recursos humanos”, diz.

Sociologia

Professora Elena Casado dá aula de sociologia embaixo de uma ponte em protesto contra demissões de professores em Madrid, na Espanha, em foto tirada em dezembro de 2012

O formando de um curso de sociologia que quiser apenas atuar como sociólogo vai encontrar poucas oportunidades fora das escolas, universidades e centro de pesquisa. “Se ele quiser só trabalhar com sociologia vai ficar restrito”, diz Cuellar. O conhecimento é importante e necessário, segundo o especialista. “Mas para encontrar mais ofertas de trabalho é preciso abrir o leque de atuação”.

Geografia

google earth

“Também é um profissão mais técnica, dificilmente você vai encontrar posições para geógrafos dentro de uma empresa”, diz Cuellar. Mas, como ele mesmo diz, nem só do mundo corporativo vivem os profissionais. “Agora, se ele quer trabalhar dentro de uma empresa deve ter um ramo de atuação mais abrangente. Pode dar aulas alguns dias por semana, participar de projetos de pesquisa em uma organização, por exemplo”, diz Cuellar. Quem gosta de geografia física, por exemplo, pode investir em uma especialização na área de Geologia, já que para esta última há mais demanda de profissionais, principalmente no setor de petróleo e gás.

Jornalismo

jornalistas trabalhando

Sair da faculdade de jornalismo com o objetivo “romântico” de fazer grandes reportagens para um jornal ou ainda de ser o próximo a ocupar a cadeira de William Bonner na bancada do Jornal Nacional pode levar à frustração muitos jornalistas em início de carreira. “A profissão mudou, se o profissional quiser ser jornalista como se era antigamente vai encontrar dificuldade”, diz. Repórter de jornal impresso, por exemplo, foi considerada a pior profissão nos Estado Unidos, segundo levantamento realizado pelo site Career Cast, também por conta da projeção de queda de 6% nas oportunidades profissionais nos próximos anos.

“É uma das carreiras em baixa, a figura de editor de jornal, por exemplo, tende a desaparecer. As pessoas deixam de ler o jornal impresso para ver notícias postadas nas redes socais”, diz Sthaell. Isso significa que a comunicação perdeu importância? “De jeito nenhum, o jornalista agora tem nova roupagem”, diz Sthaell. Ela cita a área de comunicação interna das empresas como uma área promissora dentro da comunicação. “Há oportunidades nesta área, mas é difícil ver interesse das pessoas”, conta, lembrando ainda que há muito espaço para inovação na comunicação, principalmente no que diz respeito à parte digital.

Direito

Símbolo da Justiça

“Modelo de sair da faculdade e rapidamente arranjar um bom emprego em um escritório de advocacia não existe mais”, diz Cuellar. Com oferta de formandos maior do que a demanda, o profissional deve se destacar para conseguir boas oportunidades. Especializações fazem a diferença aos olhos do mercado. “Essa questão do mercado mais agressivo faz com que os profissionais se qualifiquem mais”, diz Thiago Sebben, diretor da Hays.

“Há áreas como ambiental e TI que têm poucos profissionais qualificados”, diz Sthaell. Interessados em trabalhar em setores jurídicos das empresas devem complementar a formação com cursos que deem visão de negócios. “Visão de dono do negócio é importante”, diz o diretor da Hays. Vale destacar que direito societário voltado para fusões e aquisições é uma das áreas mais promissoras para os advogados, de acordo com a consultoria Salomon Azzi.