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12 Previsões que os Jetsons acertaram

Lançado em 1962 e relançado com novos episódios em 1985, o clássico desenho animado “Os Jetsons” mostrava como seria a vida de uma família no futuro, com tudo que as modernidades do século 21 poderiam trazer. Bem, ainda falta um tanto até chegarmos à época retratada no desenho, mas muita coisa comum na rotina dos Jetsons já virou realidade em 2020. Sabe o seu relógio inteligente? Estava lá. Esteiras rolantes em todo lugar? Também. E robô que cuida de tudo na casa? Bem, ainda não chegamos a tanto, mas os aspiradores-robô já existem.

Veja algumas coisas que foram previstas e se tornaram realidade, de forma parcial ou total, logo abaixo.

Smartwatch

Era bastante comum para George, Jane ou outros adultos do desenho se comunicarem usando o seu relógio de pulso, que tinham funções muito mais complexas do que apenas mostrar as horas. Parece bastante familiar com os tão cobiçados smartwatches de hoje em dia, né? A função de videochamada ainda não tem nos modelos atuais, mas em breve, quem sabe?

Chamadas de vídeo

As próprias chamadas de vídeo pareciam algo incrivelmente tecnológico para quem assistia aos desenhos. Imagina só poder ver com quem você está falando? Hoje isso soa tão natural com as chamadas de vídeos de nossos celulares e computadores. Do Skype ao WhatsApp, vários programas têm essa funcionalidade.

TVs de tela plana

As televisões eram frequentemente mostradas no seriado, e mesmo que alguma delas parecesse muito com aparelhos de tubo, chama a atenção como eles previram a evolução tecnológica dos televisores ao mostrar telas planas e gigantes, como as que estão se popularizando atualmente.

Tablet

Em vez de abrir um jornal para saber as novidades, George Jetson se sentava diante de uma tela e lia as notícias. E vez ou outra essa tela trazia imagens em movimento. Um jeito bastante interativo de ler, como em um tablet! Será que ele também encontrava tempo para brigar com desconhecidos nas caixas de comentários?

Esteiras rolantes

Chamava bastante a atenção a ideia de existir uma esteira que levava você para lá e para cá, sem precisar gastar solas de sapato ao andar na rua. Em alguns lugares já encontramos isso, como em aeroportos e estações de metrô.

Câmaras de bronzeamento artificial

No futuro as pessoas —principalmente as ricas— teriam bem pouco tempo para tomar sol, por isso inventaram lugares próprios para que você se bronzeasse artificialmente. Só precisavam avisar o pessoal do seriado que pode ser perigoso recorrer a esse método, conforme estamos descobrindo no presente.

Viagens para a Lua

Segundo os Jetsons, ir para a Lua era como ir para a casa na praia. O menino Elroy ia quase sempre com seus colegas escoteiros. É curioso pensar que, quando o desenho foi lançado, a humanidade ainda não havia pisado na Lua, mas hoje em dia começa até mesmo a estudar a oferta de voos de turismo para o satélite. Você iria?

Máquina de comida instantânea

A ideia de chegar em casa, apertar um botão e um aparelho fazer uma comida rapidamente para a família toda era um sonho. Já experimentamos parte disso com as comidas pré-aquecidas e o forno microondas. Mas graças à tecnologia de impressoras orgânicas 3D, isso tem melhorado. Já existe até mesmo um restaurante dedicado à cozinha feita em máquinas como essas, como a rede Food Ink.

Assistente pessoal

No desenho, o pequeno Elroy tinha um computador que ajudava com o dever de casa, respondendo a perguntas matemáticas. Ele falava o problema e a máquina respondia. Hoje temos assistentes de voz como a Siri e Google Assistente, que também fazem isso, além de apps que podem solucionar problemas matemáticos usando a câmera do celular.

Esteira canina

Donos de cães sem tempo para se exercitar optam por usar esteiras caninas para ajudar a manter seus bichinhos ativos. Coisa que George fazia em companhia do seu cachorro, Astro.

Despertadores com comando de voz

George sofria nas mãos do seu despertador que insistia em acordá-lo. Era normal vê-lo discutir com o aparelho, que respondia a seus comandos de voz. Coisa que parecia algo inimaginável na década de 1960. Mas eles já existem!

Robô que limpa a casa

Rosie, a empregada robô da família, era muito mais do que apenas uma máquina de limpar o chão. Ela também cozinhava e ajudava os personagens a se vestirem. Em 2020 existe uma série de robôs de várias funções, inclusive os de limpar a casa, como a Rosie. Será que a a iRobot Roomba é tão eficiente ao tirar a poeira do chão quanto a empregada dos Jetsons?

 

 

 

 

Fonte:

uol.com.br/tilt/ Raphael Evangelista

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Previsões para as Olimpíadas 2016

1. ONGs vão pipocar dizendo que apoiam o esporte, tiram crianças das ruas e as afastam das drogas. Após as olimpíadas, essas ONGs desaparecerão e serão investigadas por desvio de dinheiro público. Como de praxe, ninguém será preso ou indiciado;

2. Um grupo de funk vai fazer sucesso com uma música que diz: “Vou pegar na tua tocha e você põe na minha pira… vai tchutchuca… vai tchutchuca…”;

3. Uma escola de samba vai homenagear os jogos, rimando “Barão de Coubertin” com “sol da manhã”. Gilberto Gil virá no último carro alegórico vestido de lantejoulas douradas representando o “espírito olímpico do carioca visitando a corte do Olimpo num dia de sol ao raiar do fogo da vitória”;

4. Haverá um concurso para nomear a mascote dos jogos, que será um desenho misturando um índio, o sol, o Pão de Açúcar e o carnaval, criado por Hans Donner. Os finalistas terão nomes como: “Zé do Olimpo”, “Chico Tochinha” e “Kaíque Maratoninha”;

5. Luciano Huck vai eleger a Musa dos Jogos, concurso que durará um ano e elegerá uma modelo descoberta  em uma laje no Complexo do Alemão, chamada Kathy Mileine Suellen da Silva. 

 Abertura dos jogos

1. A tocha olímpica será roubada. O COB vai encomendar outra em urgência pro carnavalesco da Beija-Flor;

2. Zeca Pagodinho, Dudu Nobre e a bateria da Mangueira farão um show na praia de Copacabana pra comemorar a chegada do fogo olímpico ao Rio. Por motivo de segurança, Zeca Pagodinho será impedido de ficar a menos de 500 metros da tocha e da pira olímpica;

3. Durante o percurso da tocha, os brasileiros vão invadir a rua e correr ao lado dela carregando cartolinas cor de rosa onde se lê “GALVÃO FILMA NÓIS, 100% FAVELA DO RATO MOLHADO”;

4. Pelé vai errar o nome do presidente do COI, discursar em um inglês de merda elogiando o povo carioca, e ao final vai tropeçar no carpete que foi colado 15 minutos antes do início da cerimônia;

5. Claudia Leite e Ivete Sangalo vão cantar o “Hino das Olimpíadas” composto por Latino e MC Medalha. As duas vão duelar durante a música para ver quem vai aparecer mais na TV. Anitta fará a coreografia;

6. Durante o Hino Nacional Brasileiro, a plateia vai errar a letra, chorar como se entendesse o que está cantando, e aplaudir no final como se fosse um gol;

7. Uma brasileira vai ser filmada várias vezes com um top amarelo, um shortinho verde e a bandeira do Brasil pintada na bochecha. Depois dos jogos ela posará pra Playboy sem o top e sem o shortinho, e com a bandeira pintada na bunda;

8. Por falta de gás na última hora, já que a cerimônia só foi ensaiada durante a madrugada, a pira não vai funcionar. Zeca Pagodinho será o substituto temporário já que a Brahma é um dos patrocinadores. Em entrevista ao Fantástico, ele dirá que não se lembra direito do fato;

9. 74 passistas de fio-dental vão iniciar a cerimônia mostrando o legado cultural do Brasil ao mundo: a bala perdida, o tráfico, o funk e a favela. Em todos os morros ocorrerão foguetórios e saraivada de tiros comemorativos… Faixas no Alemão: “É nóis na fita… Brasiu”;

10. Durante os jogos de tênis, a plateia brasileira vai vaiar os competidores argentinos, obrigando o árbitro a pedir silêncio 774 vezes. Como ele pedirá em inglês, ninguém entenderá e vai continuar vaiando. Galvão Bueno vai dizer que vaiar é bom, mas vaiar os argentinos é melhor ainda. Caio Ribeiro concordará;

11. Um simpático cachorro vira-lata vai furar o esquema de segurança invadindo o desfile da delegação jamaicana. Será carregado por um dos atletas e permanecerá no gramado do Maracanã durante toda a cerimônia. Será motivo de 200 reportagens, apelidado de Marley, e será adotado por uma modelo emergente que ficará com dó do pobre animalzinho. Ela dirá, em entrevista na Caras, que ele é gente como a gente;

12. Adriane Galisteu posará pra capa de Caras ao lado do grande amor da sua vida, um executivo do COB;

13. Os pombos soltos durante a cerimônia serão alvejados por tiros disparados de uma favela próxima e vendidos assados na saída do Maracanã por “dois real”.

Durante os jogos 

1. Caetano Veloso dará entrevista dizendo que o Rio é lindo, a cerimônia de abertura foi linda e que aquele negão da camiseta 74 da seleção americana de basquete é mais lindo ainda. E que tudo é Odara…

2. Uma modelo-manequim-piranha-atriz-ex-BBB vai engravidar de um jogador de hóquei americano. Sua mãe vai dar entrevista na Luciana Gimenez dizendo que sua filha era virgem até ontem, apesar de ter namorado 49 homens nos últimos seis meses, e que o atleta americano a seduziu com falsas promessas de vida nos EUA. Após o nascimento do bebê, ela posará nua e terá um programa de fofocas numa rede de TV;

3. No primeiro dia os EUA, a China e o Canadá já somarão 236 medalhas de ouro, 82 de prata e 4 de bronze. Os jornalistas brasileiros vão dizer – a cada segundo – que o Brasil é esperança de medalha em 200 modalidades e certeza de medalha em outras 35;

4. Faltando 3 dias para o fim dos jogos, o Brasil terá 2 medalhas de bronze e 1 de ouro, esta ganha por atletas no esporte “caiaque em dupla”. Eles vão ser idolatrados por 15 minutos (somando todas as emissoras abertas e a cabo) como exemplos de força e determinação do brasileiro “que não desiste nunca”, e jamais se ouvirá falar desses pobres atletas de novo;

5. A seleção brasileira de futebol comandada por Ronaldo Fenômeno vai chegar como favorita. Passara fácil pela primeira fase e entrará de salto alto na final, perdendo para a seleção de Sumatra;

6. A seleção americana de vôlei visitará uma escola patrocinada pelo Criança Esperança. Três meninos vão ganhar uma bola e um uniforme completo dos jogadores, sendo roubados e deixados pelados no dia seguinte;

7. Os traficantes da Rocinha vão roubar aquele pó branco (carbonato de magnésio) que os ginastas passam na mão. Um atleta cubano será encontrado doidão numa boate do Baixo Leblon depois de cheirá-lo. O COB, a fim de não atrasar as competições de ginástica, vai substituir o tal pó pelo cimento estocado nos fundos do ginásio inacabado;

8. Um atleta brasileiro nunca visto antes terminará em 28º lugar na sua modalidade e roubará a cena ao levantar a camiseta mostrando outra onde se lê : “JARDIM MATILDE NA VEIA”;

9. Vários atletas brasileiros apontados como promessa de medalha serão eliminados logo no início da competição. Suas provas serão reprisadas em slow motion e 400 horas de programas de debate esportivo vão analisar os motivos das suas falhas.

Após os jogos

1. Um boxeador brasileiro de 1,85 m vai estrelar um filme pornô para pagar as despesas que teve para estar nos jogos sem patrocínio;

2. Faustão entrevistará os atletas brasileiros que não ganharam medalhas. Não os deixará pronunciar uma palavra sequer, mas dirá que esses caras são exemplos no profissional tanto quanto no pessoal, amigos dos amigos, e de grande caráter e blá-blá-blá…

3. E as autoridades dirão que não são responsáveis por nenhum dos estádios onde ocorrerão os jogos, e que a manutenção e conservação deles compete à iniciativa privada.

 

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Eles previram o futuro… E acertaram!

Faz algum tempo, falei das previsões futuristas que deram errado (neste post), mas nem tudo foi um furo n’água. Escritores, roteiristas de cinema ou TV e palpiteiros em geral não precisaram ser videntes para dar várias bolas dentro. E aquilo que parecia uma viagem alucinante tornou-se realidade.

Vamos começar com o “pai” de todos os visionários, Júlio Verne. Entre tantos outros acertos em seus livros, ele previu o pouso na lua. Uma de suas obras-primas, “Da Terra à Lua”, de 1865, conta a saga de um pessoal em construir um enorme canhão para arremessar um projétil tripulado à Lua. Entre as várias coincidências com o que de fato ocorreu com a exploração do espaço pelo homem, estão:

  • o projétil foi disparado da Flórida, nos Estados Unidos;

Ilustração do momento do disparo, da edição de 1872.

  • era tripulado com três astronautas;
  • o nome de alguns astronautas, como Michel Ardan, é semelhante ao Michael de Michael Collins; e Ardan, ao do astronauta Edwin Aldrin;
  • na volta da Lua, o projétil cai no Pacífico e é resgatado por um navio.

É quase uma descrição exata da missão da Apolo 8, mais de cem anos depois do livro ser publicado.

Outro autor famoso e que fez uma previsão curiosa foi Ray Bradbury. No livro Fahrenheit 451 (de 1953), Bradbury explica que as pessoas na sua sociedade futurista sonham em comprar uma TV de tela plana para colocar na parede, uma sala com projeções 3D e um sistema de som multicanal, onde as pessoas se sentem imersas na transmissão de espetáculos musicais. A personagem Mildred diz ao marido: “Quanto tempo você acha que leva para economizarmos e abrirmos a quarta parede para instalarmos nosso quarto televisor?” Detalhe: quando o livro saiu, a televisão colorida havia sido lançada nos EUA fazia apenas 3 anos e ainda era extremamente cara.

Mark Twain é mais um desses visionários. O curioso é que eu, pelo menos, o conhecia como um autor satírico brilhante, e romancista genial, mas não como alguém que escrevesse sobre as “modernidades”. De fato, Samuel Clemens (o nome por trás do pseudônimo) morreu em 1910, muito antes da ARPANET, precursora da web. Mas ele parece ter sido o primeiro a conceber a internet. Sua contribuição foi entender essa ideia muito antes dos cientistas no conto escrito em 1898, chamado “From The London Times of 1904”. Nele, Twain descreve uma invenção chamada telectroscópio, um dispositivo que pretendia se conectar a uma rede enorme de telefones para interligar o mundo todo. 

O conto, segundo quem leu, não é muito bom, é melodramático demais – falando de um homem acusado por um crime que não cometeu e que é salvo da execução nos Estados Unidos na última hora por uma chamada telefônica do juiz que estava em Pequim -, mas Twain entendeu claramente o conceito básico da internet: viagens pelo mundo sem esforço através de um meio eletrônico.

Saindo da literatura e indo para cinema/TV, os roteiristas são tão imaginativos quanto os escritores. Veja o caso da série “Jornada nas Estrelas” clássica (1966-1969). Os tripulantes da nave Enterprise usavam um intercomunicador que antecipava em mais de três décadas os nossos atuais celulares.

Outro caso clássico e sempre citado é o dos Jetsons. Um palpite dos criadores da série e que está prestes a se concretizar é o da robô-arrumadeira Rose.  Quer dizer, não necessariamente uma robô que fala e arruma a casa. Hoje as coisas ainda estão separadas. Existe o NavBot da Samsung,  um robô aspirador de oito centímetros de altura equipado com a função Auto Dust Emptying, que coordena o esvaziamento automático de poeira e, por meio de sensores e uma câmera integrada, não limpa os mesmos lugares repetidamente. E a Honda já tem seu robô de companhia, o Asimo, capaz de andar, falar e interagir com os seres humanos. Porém, ele ainda não é comercializado.

Mas outro palpite da série se concretizou: a ida do homem à Lua. Elroy sempre fazia excursões ao satélite da Terra com a escola, e logo poderemos fazer o mesmo – no início, dando uma volta em órbita do planeta.  Mas tomar um refri num hotel com vista para a Terra será possível em menos de 20 anos. Em meia década já será uma moda entre os ricaços experimentar a gravidade zero e tirar fotos da Terra em um voo da Virgin Galactic ou da SpaceX. Além disso, haverá uma estação orbital de uso turístico que será construída pela Bigelow Aerospace.

Nave de turismo espacial da Virgin Galactic em voo impulsionado por foguete (Foto: AP Photo/Virgin Galactic, Mark Greenberg).

Mas tudo bem, você pode achar que isso dos Jetsons ainda está longe. Só que o filme “O Vingador do Futuro” (1990), com o bom e velho Shwarzza, antecipou algo que já está em uso em muitos aeroportos pelo mundo, edifícios públicos e inclusive num presídio no Rio de Janeiro: o scanner corporal.

  

A imagem acima mostra o esqueleto não me lembro de quem no filme, passando pelo scanner e mostrando a arma. A imagem abaixo mostra o scanner que está em uso no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, no combate às drogas. No começo do ano, a máquina detectou 22 africanos que tentavam embarcar no Aeroporto Internacional de Guarulhos com dezenas de cápsulas de cocaína no estômago. O destino era Angola. O scanner também tem ajudado a polícia a revistar suspeitos de contrabando de animais e outros crimes. Antes da prisão dos africanos, outras detenções já haviam sido feitas. Em novembro do ano passado, um colombiano com 70 cápsulas de cocaína no estômago e um grego com sete quilos da droga em um fundo falso de mala também foram capturados graças a essa tecnologia.

Para encerrar, o clássico “2001, Uma Odisseia no Espaço” antecipou, entre outras coisas, a videoconferência. Na imagem abaixo, vemos o astronauta no maior papo com a Terra.  Já faz algum tempo que conseguimos nos ver e nos falar em tempo real – coisa que em 1968, quando o filme foi feito, era a mais distante das ficções.

Na era da corrida espacial, quando os tripulantes das naves a caminho da Lua mandavam suas fotos ou vídeos lá de cima, a tecnologia envolvida era caríssima e só acessível a poucos países. Hoje, qualquer um com um computador ligado à internet (ou um smartphone com esse acesso) e o Skype pode conversar com seus amigos e familiares do outro lado do mundo.

Tudo bem que ainda estamos no meio do caminho em termos de carros-voadores ou máquinas de teletransporte, mas quem imaginaria há 20 anos (e não é tão distante assim, estamos falando de 1995!) que eu poderia estar conversando pelo Skype com meus netos que vivem em Dubai?

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Previsões da Ficção-Científica que não se concretizaram

Um dos temas que mais gosto, seja em livros ou no cinema/TV, e em quadrinhos, é ficção-científica. Outro dia estava lendo um artigo sobre as previsões futurísticas que alguns autores colocaram em seus livros e que não se concretizaram – e outras que aconteceram, como o submarino nuclear previsto por Julio Verne em “20 Mil Léguas Submarinas” – e decidi checar o que aconteceu no cinema, em alguns filmes de FC.

9 previsões dos últimos 120 anos que se concretizaram (e 4 que passaram longe)

Esse tema está mais do que debatido atualmente, quando muitos se lembraram das previsões feitas em “De Volta para o Futuro 2”. Segundo o filme, em 2015 estaríamos usando carros movidos a fissão nuclear, usando tênis que se amarram sozinhos e os jovens estariam curtindo seus skates voadores…

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Fazer previsões sobre o futuro é uma coisa complicada, mas os roteiristas de cinema/TV parece que não se complicam muito nesse campo. Algumas vezes acertam em cheio, como quando colocaram Spock, o capitão Kirk e o restante da tripulação da Enterprise se comunicando com uns aparelhinhos sem fio, em 1966. Até no tamanho eles previram os telefones celulares, que foram aparecer apenas 30 anos depois. Mas achei mais divertido pesquisar aquilo que erraram, porque é curioso notar como o homem vê o futuro normalmente com pessimismo…

Foi o caso do filme “A Máquina do Tempo”, de 1960, adaptação do livro homônimo de H. G. Wells, escrito em 1897. O filme mostra as previsões do futuro feitas pelo autor, com cidades cortadas por monotrilhos que ligavam arranha-céus e o fim do mundo causado por explosões que o filme traduz por cogumelos nucleares. O personagem entra na máquina e chega a Londres de 1966, no momento em que o mundo tinha acabado. Ainda bem que o autor errou…

No filme “1984”, baseado no livro de George Orwell escrito em 1948, ele imaginou um mundo controlado por um governo totalitário que vigiava a tudo e a todos, o Big Brother. Hoje temos câmeras por todos os cantos vigiando nossos passos, além de outras formas de espionagem mais sutis pela internet e usando satélites. Mas ainda não chegamos ao que foi previsto no filme, felizmente. Big Brother é apenas um insuportável programa de TV.

1984 (Foto: Reprodução)

A previsão do filme “Os 12 Macacos”, de 1995, com Brad Pitt e Bruce Willis (os dois estão ótimos e se você não assistiu, recomendo fortemente que o faça) é que o mundo seria devastado por um estranha doença. Até agora ele não acertou, mas já tivemos a epidemia do vírus Ebola, mais recentemente a da gripe aviária, e sem querer pessimista, é bem possível que o uso da tecnologia por mãos erradas faça um grande estrago em nosso planeta.

Acho que as previsões mais distantes de se cumprir, por outro lado, estão no filme de Stanley Kubrick “2001, Uma Odisseia no Espaço”, adaptação bastante pessoal do livro de Arthur Clarke. Tudo bem, temos robôs em Marte, já viajamos até a Lua, há uma estação espacial em órbita da Terra, mas 2001 já passou faz tempo e não há nada remotamente parecido com uma inteligência artificial como a de Hal e uma nave que leve astronautas a Júpiter.

2001, uma odisséia no espaço (Foto: Reprodução)

Outra previsão muito distante de se concretizar, embora de vez em quando se façam tentativas e até agora, todas mal-sucedidas, é dos carros voadores. Eles já tinham aparecido em 1963 nos desenhos dos Jetsons, e esse carrinho inspirou muitas tentativas de reproduzi-lo. O mais perto que chegaram foi o de um americano, que produziu um carrinho como o da foto mais abaixo:

         Carrinho de rolima dos Jetsons

(Tudo bem, era um carrinho de rolimã, mas que ficou legal, ficou…) E o mesmo conceito de carro-voador aparece também no clássico “Blade Runner, o Caçador de Androides”, de 1983. Num mundo sombrio e sempre chuvoso, os carros-voadores sobrevoam uma cidade cercada por arranha-céus e androides revoltosos. Nada disso está perto de acontecer, mas não acho improvável que em breve soframos os efeitos de chuva ácida – a se julgar pelo ritmo da destruição da natureza que empreendemos atualmente.

Para encerrar, a previsão mais catastrófica de todas, e ainda distante de acontecer: o fim do mundo como conhecemos. Isso é descrito no filme “O Planeta dos Macacos”, de 1968 e que teve uma refilmagem anos depois. Uma das imagens mais clássicas do cinema é esta abaixo, numa das cenas da película.

Nela, um astronauta americano, viaja por séculos em estado de hibernação. Ao acordar, ele e seus companheiros se vêem em um planeta dominado por macacos, no qual os humanos são tratados como escravos e nem mesmo têm o dom da fala.

Hum… Humanos sem o dom da fala, sem saber escrever, sem raciocinar direito e vivendo como uma manada de animais submissos… Olhe em volta, isso é um conceito de ficção-científica ou já está acontecendo?