Onda de vandalismo na Europa

O mundo, realmente, está de cabeça para baixo. A Europa, que até há poucos anos era um lugar relativamente tranquilo de morar, está agora sofrendo violentos protestos. E essa onda de indignação chegou à pacata Suíça, onde a população também começa a se rebelar.

ATENÇÃO: antes de assistir ao vídeo, tire as crianças e os velhinhos da sala,  porque as cenas a seguir são chocantes!

Escândalos sexuais envolvendo políticos

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Normalmente, a imprensa faz um estardalhaço quando se sabe de uma baixaria envolvendo políticos e sexo, e há quem pense que a ocorrência de escândalos sexuais causados por infidelidades, fantasias e excentricidades de políticos e outros tipos de pessoas públicas só aconteça nos dias de hoje, quando cada vez mais fotos e filmagens registrados em momentos de intimidade teimam em se tornar públicas através da internet. Mas isso é um engano. Escândalos sexuais ocorrem há milhares de anos.

Por exemplo, na Roma Antiga, o estupro de Lucrécia por Sexto, filho do rei, foi aproveitado pelo Senado, que expulsou Tarquínio e aumentou o próprio poder político, instituindo, assim, o regime republicano. Como se vê, desde então o fato era aproveitado em desdobramentos para além da questão moral. Outras vezes, ele era apenas a ponta de um iceberg de baixarias ainda maiores.

Listei abaixo alguns dos casos mais comentados, tanto no Brasil quanto em outros países:

John Kennedy e a minha musa

A atriz Marilyn Monroe e o presidente John Kennedy

Apesar de ser casado com Jackie, considerada uma das mulheres mais bonitas e elegantes do mundo, o presidente John Kennedy, de vez em quando, dava suas puladas de cerca. E a mais conhecida de todas teria sido com a deusa do cinema Marilyn Monroe. Embora nunca tenha sido comprovado com absoluta certeza, o caso entre os dois aparece em diversos livros, fofocas e filmes. Mas a clássica cena em que a atriz, maior símbolo sexual da época, canta “Happy Birthday, Mr. President” de forma insinuante no aniversário de 45 anos dele, de fato ocorreu, como se pode ver no YouTube.

Charles e Diana

O nobre casal britânico Charles e Diana viveu uma sequência de escândalos durante seu conturbado casamento, com direito a cobertura da imprensa mundial em cada reviravolta. Eles se casaram em 1981 (“o casamento do século”) e tiveram dois filhos, mas ambos mantiveram casos extraconjugais nos anos seguintes. Diana admitiu ter traído o marido com seu professor de equitação, James Hewitt, e sabia que Charles era amante de Camilla Parker-Bowles. O casal se separou em 1992 e, cinco anos depois, quando se noticiava o namoro de Diana com o milionário Dodi al Fayed, a princesa morreu em um acidente de carro. Atualmente, Charles é casado com Camilla, a “rottweiller”, como Diana chamava sua rival…

Bill Clinton e a estagiária

Tudo começou com uma denúncia de assédio sexual. Paula Jones, que era funcionária pública enquanto Bill Clinton era governador de Arkansas, entrou com um processo contra ele. Para provar que ele não era nenhum santinho, o advogado dela trouxe à tona o nome da estagiária da Casa Branca Monica Lewinsky, então uma grande desconhecida para a maioria dos americanos. O presidente negou por meses a acusação. Enquanto isso, detalhes iam surgindo na mídia, como o vestido manchado com sêmen que ela guardou sem lavar. Clinton acabou admitindo em 1998 que, sim, ele havia tido um caso com a estagiária entre 1995 e 1997.

Em seu livro de memórias, o ex-presidente descreve o “asco” que sentiu por sua relação com Lewinsky e por ter que dormir no sofá para ganhar novamente o respeito da mulher, Hillary Clinton, e de sua filha, Chelsea.

Zélia e Bernardo

O próprio Fernando Collor definiu o caso na época como “nitroglicerina pura”. A ministra da Economia Zélia Cardoso de Mello (a do confisco das poupanças) passou a dividir mais do que reuniões interministeriais com Bernardo Cabral, ministro da Justiça. Zélia era solteira, mas Cabral, não. Na época, o adultério ainda era considerado crime no Brasil, e a amante poderia ser julgada como cúmplice. O caso rolava apenas na intimidade de Brasília quando foram parar nos jornais alguns bilhetes trocados pelo casal (como o que falava sobre a saia curta “deliciosa” que Zélia estava usando) e o relato de uma dança que eles dividiram na festa de aniversário dela. A música era “Besame Mucho”.

Berlusconi e as festinhas

 

As festinhas do então primeiro-ministro da Itália, Silvo Berlusconi (o “Maluf pornô”, segundo o jornalista Zé Simão) eram tão animadas que a promotoria decidiu investigar. E descobriram que ele pagou um bom dinheiro à jovem marroquina Karima El-Mahroug – conhecida como Ruby Rubacuori – e a outras 32 mulheres que frequentavam os encontros em sua mansão em troca de favores sexuais. Ruby é especial não só por ser uma das mais assíduas (foram 13 encontros entre 2009 e 2010) como por ser menor de idade na época, o que é considerado crime na Itália.

Não é o único escândalo em que Berlusconi se envolveu. Em maio de 2009, houve o caso Noemi, uma menor com quem Berlusconi se encontrava e que acabou levando a mulher do chefe de governo a pedir o divórcio, e, em junho de 2009, o caso D’Addario, uma prostituta que tornou pública uma noite tórrida com o político.

Renan Calheiros e a jornalista

Esse caso foi noticiado em 2007. O presidente do Senado, Renan Calheiros, foi acusado de receber recursos de uma empreiteira por meio de um lobista, para pagar “em dinheiro vivo” uma pensão à jornalista Mônica Veloso, com quem, soube-se então, tem uma filha fora do casamento. Segundo ela, o político “fazia as mais belas declarações de amor, me ligava várias vezes durante a noite para contar seus passos, cantarolava ‘Eu Sei que Vou Te Amar’ ao telefone”.

O senador foi investigado por quebra de decoro parlamentar no Conselho de Ética do Senado e outras acusações foram se somando, como a de que ele grilava terras em Alagoas e de que usou laranjas para virar sócio de uma empresa de comunicação. Mas escapou de todas graças aos colegas de Senado (em troca de …?). Ela, depois de posar nua e lançar um livro sobre o caso, está em um relacionamento firme com um empresário mineiro.

John Profumo e Christine Keeler

John Profumo e Christine Keeler

Já tratei desse escândalo aqui, mas resumindo: em plena guerra fria, o Secretário da Guerra da Grã-Bretanha, John Profumo, tinha papel estratégico na luta ideológica contra o comunismo. Era casado, mas caiu em tentação ao conhecer Christine Keeler, uma prostituta londrina, numa festa. O relacionamento, porém, era muito mais grave que um caso convencional de adultério – afinal, Christine tinha outro amante influente, um espião russo. Para piorar a situação, Profumo mentiu ao ser questionado sobre o caso numa sessão do Parlamento. Acabou sendo forçado a renunciar. O affair foi tão marcante nos anos 1960 que inspirou filmes, documentários e canções pop.

Fernando Lugo e as fiéis

Durante décadas, Fernando Lugo exerceu funções religiosas em nome da Igreja Católica no Paraguai, até renunciar ao ministério sacerdotal, em 2006, para se lançar candidato à presidência, sendo eleito em 2008. Maaas… Ele é “o” cara, o sacerdote mais mulherengo abaixo da linha do Equador. O então bispo, quase cinquentão e que ganhara fama como “bispo dos pobres”, seduziu a adolescente Viviana Carrillo. Foi só um dos casos de Lugo – quando o escândalo foi revelado, num intervalo de só dez dias apareceram três mulheres com os respectivos “luguinhos”. Os mais exagerados falavam em dezesseis herdeiros… Mas Lugo assumiu apenas a paternidade de Guillermo Armindo; o segundo processo terminou em acordo e o terceiro teve exame de DNA negativo. O presidente paraguaio teria ainda uma segunda filha, de 19 anos de idade…

Será que o poder corrompe e é erótico?

 O poder não corrompe o homem; é o homem que corrompe o poder. O homem é o grande poluidor, da natureza e do próprio homem. Quanto a ser erótico, não sei… Depois que for eleito eu conto.

 

 

 

 

 

 

Fontes:

www,clicqueaprenda.com

folha.uol.com.br

noticias.uol.com.br

QUEM SABE UM DIA…


Aurélio de Oliveira, publicitário e professor

Desde que me mudei aqui para Porto Seguro, berço do nosso descobrimento, fui apenas uma vez visitar uma réplica meia boca da caravela do Cabral. Não deu vontade de ir novamente. Dizem que foi neste local (há controvérsias), há mais de 5 séculos, que dois índios Pataxó, encostados numa paineira, acompanharam as caravelas de Cabral atracando nas costas brasileiras. Disse um ao outro:

___ Acho que isso não vai dar certo…

De lá para cá, muita água rolou debaixo da ponte, muita cachaça jorrou dos alambiques e muito sangue, suor e carnaval arquitetaram e definiram nossa excêntrica identidade nacional e os rumos do nosso progresso como povo!

Por que ainda não deu certo? Melhor: por que deu certo em algumas coisas, como o futebol por exemplo, e não deu em outras, como educação e saúde? Por que os políticos ganham salários astronômicos e um professor ganha um salário microscópico? É tudo muito confuso neste país.

Eu acho que é tudo uma questão de começo. Tudo que começa bem, vai bem! Vamos falar, então, sobre o início dos nossos tempos. Somos filhos de um povo que, muito longe de colonizar com inteligência, veio aqui para predar, rapinar e destruir, fincando a bandeira da parvoíce. Facínoras e delinquentes portugueses, em vez de serem mandados para as masmorras do castelo, eram mandados para as praias idílicas das terras descobertas.

Fomos colonizados por bandidos, que semearam em inocentes úteros indígenas a gênese de uma estranha e extravagante etnia. Se não eram malfeitores eram exploradores, que vinham e iam com as naus abarrotadas de pau-brasil e a consciência vazia de culpa; deixavam para trás proles e mais proles de criaturas de difícil identificação: não eram europeus, mas também não eram mais índios.

Depois de aviltar os nativos, anos mais tarde resolveram desonrar negros africanos que, à força de grilhões, eram trazidos para os trabalhos forçados nos engenhos e trabalhavam de graça até morrer. Mas antes disso, as negras mais jovens e bonitas eram obrigadas a emprestar o corpo para, desregradamente, senhores de fazendas, seus filhos e comparsas continuarem a moldar aquilo que seria o povo brasileiro. O resultado foi uma nova renque de seres que não eram brancos, nem podiam ser chamados de africanos.

Já éramos brasileiros? Não! Brasileiro era o nome que se dava à corja que traficava o pau-brasil. Ainda éramos apenas o início de uma farofa étnica copulada e ejaculada por brancos, negros e índios nas alcovas coloniais, fossem elas sobre lençóis acetinados, em senzalas mal-cheirosas, em becos fétidos e sombrios ou nas matas sob a luz de Jaci.

Desse modo fomos nascendo… sem pátria, sem identidade e abençoados pela avidez de almas e dinheiro de uma religião que, sabendo da força que há em um povo alfabetizado, não nos obrigava a aprender a ler para seguir seus ritos. Apenas amedrontavam-nos com as fábulas da cristandade… bobagens como céu, inferno e purgatório.

Assim, crescemos temerosos, incultos, pouco afeitos a leituras e, pior, vulneráveis.

Hoje somos um povo lindo e as diferentes etnias liquidificadas fizeram bem pra nossa pele e nos encheram de talento. Mas continuamos vulneráveis às perfídias das religiões, das políticas, dos políticos e do poder global das grandes empresas. Por isso, por conta dessa biografia caótica, somos um povo que ainda não deu certo…

Quem sabe um dia…

As maiores mentiras

Depois de uma exaustiva pesquisa, descobri quais são as maiores mentiras em vários segmentos da vida humana:

 

Informática: “O programa foi completamente testado e não tem erros”.

Corporativo: “As pessoas são nosso maior recurso”.

Marketing: “Entrega imediata!”

Executivos: “Dinheiro não é o mais importante, a satisfação sim.”

Publicidade: “Este produto é tão bom quanto anunciamos”.

Sites: “A entrega será feita em até 5 dias”.

Políticos: “Nunca desviei dinheiro público.”

Pais: “Estamos fazendo isso para seu próprio bem”.

Contos de fada: “E viveram felizes para sempre…”

 

 

 

 

 

Frases inesquecíveis, verdades verdadeiras!

“Sexo demais prejudica a memória e outra coisa que não me lembro agora”.

“Casamento é a única prisão onde você ganha a liberdade por mau
comportamento.”

“As mulheres estão, cada vez mais, indo em busca dos seus direitos. Bem que na volta podiam trazer umas cervejinhas geladas.”

“Os políticos são como as fraldas: devem ser trocados constantemente e
sempre pelo mesmo motivo”.

“O político católico não assina nenhum contrato sem levar um terço”.

Para finalizar:

Parvus pendetur fur, magnus abire videtur.

Tradução:

Ladrão endinheirado nunca morre enforcado.

O metrô de Estocolmo, na Suécia

Gosto de São Paulo, vivo aqui minha vida toda, admiro as pessoas que trabalham e se divertem aqui, mas não posso negar que certas coisas me deprimem, e uma delas é ver como nossas autoridades e políticos manipulam o dinheiro que arrecadam da gente. Vejam o caso do metrô e comparem como as coisas são em Estocolmo e aqui. Será que custa tanto a gente ter algo parecido e ver o dinheiro dos impostos voltar assim?

O metrô de Estocolmo tem três grupos (azul, verde e vermelho) e sete linhas. A cidade tem quase 1 milhão e meio de habitantes e a área metropolitana tem 2 milhões e tanto de pessoas, e olha como são servidos de transporte público. Aí vão vir com a desculpa de que São Paulo tem dez vezes mais habitantes, tudo aqui é mais complicado e blá-blá-blá… Só que a população de Estocolmo tem metrô desde 1950 e o nosso começou a operar apenas 24 anos mais tarde! (já se estudava a construção de metrô em São Paulo desde 1948, mas TODOS os projetos foram abandonados…)

As linhas de Estocolmo seguem a malha rodoviária urbana, ou seja, o metrô foi planejado para que suas estações se situem exatamente sob as esquinas das ruas, assim, é possível planejar saídas nos quatro pontos da esquina e minimizar riscos de acidentes envolvendo pedestres, já que os mesmos “atravessam a rua por baixo”. Fora que, durante a construção de suas mais de 50 estações subterrâneas (existe outro tanto na superfície), eles aproveitaram a rocha natural, economizando tempo e dinheiro em obras inúteis e criando formas de expressão artística:

O metrô de Estocolmo é exemplo de planejamento e mobilidade urbana, além de ser uma galeria de arte e design gratuita.  São Paulo tem muito a aprender em projetos de metrô… o último bem planejado foi o da Estação São Bento, que integra a cidade com elementos de mobilidade urbana. O resto são caixas enterradas e mal planejadas.


OXÍMORO

      Vc sabia?


Oxímoro   é,  segundo o dicionário Houaiss,  uma  figura de retórica na qual se
combinam palavras de sentidos opostos que parecem excluírem-se mutuamente, mas que, no contexto,  reforçam  uma  expressão.
Por  exemplo:  o grito do silêncio, silêncio  ensurdecedor,  obscura claridade,
contentamento descontente,  ilustre desconhecido, e por aí vai.
Escola  Superior de  Guerra,  noutro exemplo, é   um oxímoro,  na  opinião de 
Millor Fernandes:  segundo ele,  sendo de  guerra  não poderia  ser superior.
Pois é.   O Brasil,  além  de  tudo,  é  mesmo  um  país  oximoroso. O autor  da
descoberta  é o  professor de  português  Sérgio Rodrigues.
Há  um  tremendo oxímoro   que  não  sai  das  manchetes  dos  jornais  nos últimos
dias:
 

 
Conselho de Ética do Senado