Museu dedicado a arte ruim expõe quadro de Mona Lisa transexual

Ah ! Nada como apreciar a beleza enigmática de uma Mona Lisa! Mas se o caro leitor prefere obras menos… Digamos… Convencionais, é possível deixar de visitar o Louvre em Paris e conhecer o Museum of Bad Art em Boston, nos Estados Unidos.

Mana Lisa, a interpretação transgênero do clássico de Da Vinci

Mana Lisa, a interpretação transgênero do clássico de Da Vinci

O autor da Mana Lisa não está identificado, como boa parte do acervo do museu. Mas não pense que isso facilita para qualquer rabisco integrar a coleção.  Segundo Louise Reilly Sacco, diretora executiva do museu, só são aceitos se forem “sinceros e originais”.

“Procuramos trabalhos que deram errado em algum sentido. Pode ser um trabalho de um artista talentoso que estava buscando algo novo e tomou uma decisão infeliz”, disse Sacco ao tabloide inglês “Daily Mail”.

Por mês, o museu recebe cerca de 20 trabalhos para serem avaliados, mas apenas quatro ou cinco passam a integrar a coleção do museu. Hoje, o museu conta com 600 obras distribuídas em várias galerias.

A seguir, algumas amostras:

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O logotipo do museu explica sua filosofia:

MuseumofBadArt

O Artista do Giz

Julian Beever, o “chalk guy”, é um artista inglês que ficou famoso no mundo inteiro por suas pinturas feitas com giz e que têm efeito 3D. O cara é realmente incrível.

Ele vem trabalhando nisso há mais de dez anos e usa uma técnica chamada anamorfismo,  uma ilusão de ótica criada por uma perspectiva que induz uma direção ao olhar do observador e cria a ilusão do 3D. Veja o exemplo abaixo:


A foto acima do desenho na calçada foi tirada do ângulo errado.

Agora, do ângulo certo.

Ele primeiro faz todos os estudos dos desenhos no papel, depois começa a rabiscar na calçada e coloca a câmera na posição, indo e voltando centenas de vezes para corrigir o desenho, até completar sua obra. Nas pinturas maiores, ele trabalha com alguns assistentes e leva em média 5 dias para terminá-las:

O “artista do giz”, assim chamado porque usa giz em suas criações, sabe que suas obras são efêmeras e que são destruídas lentamente pela ação da natureza. Perguntado o que sentia sobre isso, respondeu que na verdade não está preocupado, uma vez que ele e outras pessoas podem tirar fotos de suas criações, que vivem para sempre na internet. Julian trabalha como freelancer, fazendo murais para empresas, e já trabalhou na Inglaterra, Portugal, Alemanha, Áustria e recentemente esteve no Japão.