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Segredos a bordo

Companhias aéreas e aeronautas trabalham para que as viagens de avião sejam sempre seguras e confortáveis para os passageiros. E isso envolve manter alguns detalhes sobre os aviões e tripulantes em segredo. O principal objetivo desses segredos é fazer com que os passageiros não se preocupem durante a viagem de avião e, principalmente, para evitar pânico a bordo da aeronave em caso de incidentes.

Não que esses mistérios representem ameaças, seja ao voo ou aos passageiros, mas alguns pontos realmente podem surpreender, principalmente para quem é novato em viagens de avião. Já outros detalhes das operações e especialmente o treinamento de comissários são mantidos em sigilo do grande público para manter o “elemento surpresa”, como veremos a seguir:

Comissários “bons de briga”

A função de um comissário de bordo vai muito além de servir refeições aos passageiros e realizar os tradicionais “speeches”. Também chamados de “técnicos de segurança de voo”, esses profissionais passam por diversos treinamentos, que vão desde lições de etiqueta, formas de combater incêndios e, acredite, até aulas de artes marciais.

A técnica de defesa pessoal mais praticada por comissários é o Krav Maga. Esse tipo de luta, desenvolvido pelo exército de Israel, envolve técnicas de torções de membros, defesa contra armas de fogo, bastões, facas, agarramentos e golpeamentos. O foco dos golpes nesse estilo é sempre em áreas sensíveis do agressor, como genitais, olhos, mandíbula, garganta e joelhos.

Companhias asiáticas costumam ensinar kung-fu aos seus comissários (Divulgação)
Companhias asiáticas costumam ensinar kung-fu aos seus comissários (Divulgação)

No caso de incidentes com “passageiros indisciplinados”, os comissários de bordo podem ser obrigados a usar seus conhecimentos e, contida a ameaça a bordo, o passageiro descontrolado pode ser algemado (sim, o avião também leva algemas) e amarrado no assento.

Piloto todo poderoso

O comandante é a autoridade máxima em um avião, mesmo que a bordo da aeronave viaje um presidente ou um rei. O piloto–chefe pode mandar prender passageiros, aplicar multas e até mesmo registrar o testamento de um passageiro que morrer durante um voo.

Nem presidente, nem rei: quem manda e desmanda no avião é o comandante (Montagem – Airway)
Nem presidente, nem rei: quem manda e desmanda no avião é o comandante (Montagem – Airway)

E essa autoridade também vale quando o avião está em solo: o piloto principal pode impedir a entrada de passageiros que estiverem causando problemas na aeronave, antes mesmo da decolagem. Se alguma eventualidade acontecer com o comandante, o poder é repassado ao co-piloto.

Alarme de incêndio “bonitinho”

Se por acaso um incêndio começar no toalete de um avião, em vez de uma sirene escandalosa, o que se escuta é um discreto alarme em baixo volume. Os passageiros podem nem perceber o alerta, mas é o suficiente para fazer os comissários correrem pelos corredores da aeronave com as ferramentas de combate ao fogo.

O som do alarme de incêndio dos toaletes não é encontrado na internet e as empresas aéreas também não o revelam. Quem ouviu, diz que o ruído do alarme é até “bonitinho”. A discrição desse alerta serve para não causar pânico entre os passageiros, situação que poderia acabar dificultando ainda mais o combate ao fogo.

Machados a bordo

Todo avião comercial possui machados escondidos (dos passageiros) pela cabine. Dependendo do tamanho da aeronave, podem haver até três dessas ferramentas a bordo. O equipamento pode ser utilizado no combate a incêndios na cabine ou para arrombar a porta do toalete, no caso de algum passageiro tentar obstruir a porta, seja por indisciplina ou durante uma emergência.

O machado que os aviões carregam é exatamente como esse na foto (Ebay)
O machado que os aviões carregam é exatamente como esse na foto (Ebay)

Vale destacar que o machado é utilizado apenas em situações de emergência e jamais deve ser utilizado como uma arma dos comissários para conter passageiros indisciplinados.

Luzes suavizadas durante o pouso

Em voos noturnos, algumas companhias aéreas ainda insistem em dizer que as luzes da cabine são reduzidas durante o pouso “para economia de energia”. Pura balela. Esse procedimento é uma espécie de preparação para uma possível emergência.

Em voos noturnos, a luz da cabine é reduzida para adaptar os olhos dos passageiros a baixa luminosidade (Divulgação)
Em voos noturnos, a luz da cabine é reduzida para adaptar os olhos dos passageiros a baixa luminosidade (Divulgação)

Ao diminuir a intensidade da iluminação a bordo, os olhos dos passageiros se ajustam a baixa luminosidade. Se algo der errado durante o pouso, os ocupantes terão melhores chances de enxergar no escuro e assim evacuar a aeronave de forma mais rápida e segura.

Refeições diferentes para os pilotos

Em longos voos, geralmente viagens internacionais, se o comandante pedir uma macarronada com molho bolonhesa no jantar, o co-piloto será obrigado a pedir arroz com frango. Ou vice-versa. Equipes de pilotos que voam longos trechos nunca comem a mesma refeição.

Essa medida serve para evitar que o piloto e co-piloto sofram intoxicações alimentares simultâneas. Se o comandante ingerir algo contaminado, o co-piloto, que comeu outro prato e passa bem, pode assumir o comando da aeronave.

Comendo refeições diferentes, as chances de intoxicação dos dois pilotos é menor (reprodução/Instagram)
Comendo refeições diferentes, as chances de intoxicação dos dois pilotos é menor (reprodução/Instagram)

Trava secreta dos toaletes

Você não tem 100% de privacidade no avião, nem na primeira classe e nem no toalete. Mesmo trancada por dentro, é possível abrir facilmente a porta do banheiro de um avião por fora.

Uma pequena placa de metal na porta, logo acima do aviso sobre a disponibilidade do toalete, esconde a “trava secreta”. Quando viajar de avião preste atenção: antes do pouso, os comissários vão aos toaletes e discretamente travam todas as portas.

A trava “secreta” fica atrás da pequena placa acima do aviso sobre ocupação do toalete (Lifehacker)
A trava “secreta” fica atrás da pequena placa acima do aviso sobre ocupação do toalete (Lifehacker)

As portas dos toaletes são trancadas antes do pouso também como medida de segurança. Essa ação evita que passageiros em pânico entrem nos banheiros em caso de incêndio na cabine, o que seria ainda mais perigoso.

 

 

 

Fonte:

Thiago Vinholes, airway.uol.com.br

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“Senhores passageiros, durante a decolagem, o encosto de sua poltrona deve ser mantido na posição vertical.”

Em cada pouso ou decolagem, o procedimento é o mesmo: primeiro, o comissário pede que todos os passageiros afivelem os cintos de segurança, fechem as mesas e retornem o encosto da poltrona para a posição vertical. Depois, passam pelos corredores, checando se todos seguiram as regras (e não adianta fingir que está dormindo, eles vão acordar você!)

Mas qual é o motivo? O procedimento faz parte das normas de segurança internacionais  e, de acordo com a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), a poltrona deve se manter na posição vertical para possibilitar uma saída rápida dos passageiros em caso de emergência.

Imagine um passageiro sentado na janela.

De repente, surge um problema no avião e ele precisa deixar seu lugar rapidamente, mas encontra o banco da frente ainda reclinado. Diante da situação, certamente o passageiro terá mais dificuldade de deixar o seu lugar. E em caso de acidentes, um segundo que seja perdido pode ser fatal.

Proteção da coluna

Para a TAM, além de facilitar a saída do avião para os passageiros, o encosto da poltrona na posição vertical é indicado para que o peso do passageiro esteja concentrado na coluna de fixação dos assentos e no assoalho da cabine, o que pode protegê-lo em caso de uma desaceleração brusca. Com isso, o risco de uma lesão na coluna do passageiro diminui na hipótese de um impacto, segundo a empresa aérea.

O procedimento padrão de pouso nos países do hemisfério norte, de acordo com informações de alguns pilotos, é de “jogar” o avião contra a pista. Isso porque são países onde neva ou se formam lâminas de gelo durante os invernos mais rigorosos, e “jogar” o avião contra a pista ajuda a forçar a aderência. O pouso suave é uma característica de países de clima ameno, como o Brasil. Se você estiver sentado na vertical e o avião bater com força contra a pista, a sua coluna sofrerá menos do que se a poltrona estiver inclinada.

E por que fechar a mesinha?

O motivo é o mesmo: segurança e permitir que os passageiros saiam do avião rapidamente. No caso de um impacto na pista, por exemplo, o corpo é projetado para frente, podendo causar ferimentos caso se choque com a mesa.

Além disso, a mesa aberta é um obstáculo que pode atrapalhar os passageiros no momento de deixar o avião com rapidez.

 

 

 

 

Fontes:

Anac,

Boeing 

TAM

 

 

 

 

 

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Vai de avião? 5 fatos importantes que você precisa saber.

Mesmo com as empresas aéreas brasileiras tendo que se virar com muitos assentos vazios em seus voos, por causa da eterna crise deste país, esse meio de transporte ainda continua levando milhares e milhares de passageiros para destinos dentro e fora do Brasil. Seja para viagens de férias, seja para viagens a trabalho. Por isso, se você tem medo de voar, vou mostrar agora que seus piores medos são…

Realidade! Uah-ha-ha-ha-ha-ha-ha!

1. Cuidado com as turbulências – um ótimo motivo para manter o cinto preso, mesmo que o sinal luminoso esteja apagado. A maioria dos ferimentos causados nesses momentos de turbulência é sofrida pelos passageiros com o cinto desatado. Outra dica importante: jamais se levante do assento quando o sinal estiver aceso!

2. Os pilotos caem no sono nos controles – uma pesquisa feita com 6.000 pilotos e conduzida na Grã-Bretanha, Noruega e Suécia apontou que 43% deles admitiu ter adormecido no controle do avião de passageiros, por conta da fadiga. Pior ainda, um terço declarou que, ao acordar, descobriu que seus co-pilotos também estavam dormindo!

3. Seu avião é uma imundície – com tantos voos sendo feitos diariamente, e num intervalo cada vez menor entre um e outro, não há praticamente tempo para limpar direito o avião antes da próxima decolagem. E, uma vez que se sabe que os vírus da gripe podem viver por vários dias, os aviões se transformam em verdadeiras culturas de vírus e bactérias. Cuidado com aqueles compartimentos no encosto dos assentos, com as mesinhas dobráveis, cuidado nos lavatórios…

4. Viajar com criança no colo? Nem a pau, Juvenal – normalmente, crianças com menos de dois anos não pagam passagem, ou pagam “meia”. Mas, assim como você nem imagina viajar de carro com seu filho no colo, por que faria isso numa viagem de avião? O bebê pode facilmente escapar do colo dos pais durante uma turbulência, e pode se machucar e ainda machucar outros passageiros.

5. Não é lenda urbana, esses tais 11 minutos são terríveis – claro que não se espera que você passe esse tempo congelado de medo no assento, mas os 3 minutos após a decolagem e os 8 minutos que antecedem o pouso são complicados, e é bom você ficar alerta. As estatísticas dos órgãos de controle do tráfego aéreo confirmam que, nesses 11 minutos, ocorrem 80% dos acidentes.

6. Pilotos não comem a mesma comida do copiloto – sim, tem um quê de teoria da conspiração nessa história. Imagine que piloto e copiloto escolham o mesmo prato e ele esteja contaminado por alguma bactéria terrível. Ambos ficarão incapacitados. Por isso, se um pede “chicken”, o outro vai de “pasta” – as chances de ambas estarem estragadas são menores e sempre sobra alguém para conduzir o voo.

Já ficou suficientemente assustado? Ótimo! Quem sabe, da próxima vez que for pegar um avião, leve a sério as instruções da equipe de bordo e tome mais cuidado em relação a você e aos demais passageiros. E saiba que a única forma de zerar os riscos numa viagem de avião é… Não viajar de avião!

Veja no quadro comparativo abaixo como estão as suas chances: