As 10 mais belas cidades do mundo

Depois das 10 mais feias cidades do mundo, o site U City Guides elegeu as dez cidades mais lindas do planeta. Percebi que ainda tem muitas na lista que preciso conhecer… Confira:

10 – Bruges

Localizada a noroeste da Bélgica, a cidade é conhecida principalmente pelos seus canais que fazem com que seja conhecida como Veneza do Norte. Os pontos principais da cidade a serem visitados são o prédio da prefeitura, o Groeninge Museum, a torre medieval Halletoren, a Igreja Carmelita e o portão medieval da cidade, o Ezelpoort.

9 – Budapeste

Capital e maior cidade da Hungria, conhecida pelo apelido Rainha do Danúbio. Budapeste surgiu exatamente da união entre as cidades de Buda e Peste, uma de cada lado do rio Danúbio e desde 1873 se tornou uma só.  Quem conhece ficou fascinado pela exuberante arquitetura. Preciso visitá-la.

8 – Roma

A capital da Itália recebeu o oitavo lugar. É uma das principais cidades quando falamos em História Mundial, nela está localizado o Coliseu (se bem que o cheiro de xixi ao redor dele é insuportável) e inúmeras ruínas e monumentos. Mas gosto muito da região do Trastevere. Em seu interior também se localiza a Cidade do Vaticano.  

7 – Florença

Localizada na região da Toscana na Itália, a cidade que é sinônimo da Renascença é citada por muitos como a mais bonita do mundo, e aqui ela ficou com a sétima posição na frente da capital Roma e atrás de uma outra cidade italiana. Um dos passeios imperdíveis é a Galleria dell’Accademia, museu onde se encontra a famosa escultura David de Michelangelo.

Florence

6 – Amsterdam

Capital da Holanda, é uma das minhas favoritas e das mais charmosas que já fui. Uma das curiosidades sobre a cidade é que ela está situada em uma região abaixo do nível do mar, por isso tiveram que ser construídos os famosos canais. E andar de bicicleta por ali é imperdível.

Amsterdam

5 – Rio de Janeiro

A representante brasileira da lista não fez feio e ficou com quinta posição. Rio de Janeiro é a cidade brasileira mais conhecida no exterior e também a mais visitada por turista estrangeiros. O Rio, apesar de todos os problemas que conhecemos bem,  é… O Rio.

Rio de Janeiro

4 – Lisboa

A capital portuguesa consegue o quarto lugar na lista. As regiões da cidade mais procuradas pelos turistas são a Baixa Pombalina ou Baixa de Lisboa, Santa Maria de Belém, Chiado e o Bairro Alto. Com uma temperatura média anual de 20° C a cidade tem muito a oferecer em cultura e gastronomia.

Lisbon

3 – Praga

A medalha de bronze ficou com a capital da República Checa. A cidade de Praga é bastante citada quando se pergunta qual a cidade mais bonita do mundo. Os pontos mais procurados pelos turistas são o Portão de Pólvora, a Catedral de Nossa Senhora de Týn, o Relógio Astronômico, o Castelo de Praga e o Museu Narodn.

Prague

2 – Paris

Conhecida como Cidade Luz, a capital Francesa ficou na segunda colocação e vai muito além da Torre Eiffel.  Paris tem a Opera de Paris, o Champs Elysées, Montmartre, o Louvre, o passeio pelo Sena,  a Place des Voges, a Notre Dame… Mas, para mim, a melhor forma de visitar a cidade é andar a pé e fuçar os cantos e as ruazinhas apertadas…

Paris

1 – Veneza

A primeira posição vai para Veneza. Ela parece um cenário, cada edifício e cada construção é uma obra de arte de tirar o fôlego. Ela não se parece com nenhuma cidade da Itália, e acho que com nenhuma cidade do mundo. Uma cidade flutuante, erguida no meio de um lago, com ruas aquáticas onde veículos (ambulâncias, carros funerários, ônibus etc.) são barcos, tudo circundado por vielas, becos, pontezinhas e praças com todos aqueles dourados. e surpreendentes detalhes escondidos em sua arquitetura.

Veneza é muito mais que cafés caros, gôndolas e um fedor terrível no verão (parece que estão saneando os canais… Estava na hora…). É impossível não lotar sua máquina fotográfica com centenas de fotos!

Venice

 

E tem aquela cidade que, de tão bela, não se encaixa em nenhuma classificação – capital cultural, capital dos esportes aquáticos, capital da gastronomia, centro financeiro global… Ela é tudo isso e muito mais: Birigui.

Pujante metrópole do Oeste paulista, terra natal de grandes personalidades das artes e da ciência, como Reynaldo Gianecchini,  Albert Einstein e Brad Pitt, a cidade ainda é berço de um dos maiores pensadores da humanidade, ao lado de Sófocles e, dizem, Valesca Popozuda: Júlio de Andrade Filho, ou simplesmente Julinho.  Fundador da Rádio Tupã com seu irmão caçula, rádio essa que foi o primeiro veículo de comunicação do mundo a transmitir ao vivo um ataque de Comanches no bairro da Aclimação, na capital do Estado, Julinho publicou diversos artigos que despertaram a atenção mundial, como “A Influência do asfalto na plantação da batata-doce na Nigéria”. Este artigo ajudou o físico inglês Stephen Hawking a conceber sua teoria sobre os buracos-negros.

Birigui é também conhecida por ser um polo industrial de calçados. Foi de lá, por exemplo, que veio o tênis gigante (abaixo)…

… que calçou o pé gigante do seriado “Lost”.

Birigui, tudo que há de bom tem aqui!

100 Anos do Teatro Municipal de São Paulo

Foram três anos de trabalho que consumiram R$ 28 milhões. Por fora e por dentro, o Teatro Municipal de São Paulo ficou rejuvenescido e a reforma acabou em 2011. As paredes do saguão principal receberam uma tinta que imita mármore. Os vitrais foram desmontados e restaurados, um a um. Tudo passou por uma limpeza rigorosa. O balcão e os espelhos são novos. Mas paredes, teto e janelas foram restaurados de acordo com fotografias da época da inauguração.

No salão nobre, as portas de latão receberam um tratamento específico. Filetes de ouro cobriram os detalhes da decoração apagados pelo tempo. As pinturas e desenhos do alto foram todos limpos. Boa parte dos vitrais também voltou a ter o colorido original. As 1.533 poltronas do teatro ganharam tecido novo. Tudo dentro do teatro foi lavado com material especial. Não houve necessidade de retocar as pinturas.

Há 100 anos, São Paulo era uma cidade que crescia a todo vapor. Custeada pelos recursos provenientes da lavoura cafeeira, desenvolvia-se a olhos vistos, tendo também uma vasta programação artística que nada devia a grandes centros estrangeiros. O Teatro São José, principal casa do ramo até então, foi totalmente destruído por um grande incêndio em 1898. A municipalidade determinou que novas dependências recebessem as manifestações artísticas que os paulistanos tanto apreciavam. O pessoal do escritório do arquiteto Ramos de Azevedo arregaçou as mangas com a ajuda dos colegas italianos Claudio e Domiziano Rossi e, em 1903, com o suor de vários operários (italianos como eles), as obras começaram no Centro.

Após oito anos de trabalho pesado, o “Theatro Municipal” era inaugurado no dia 12 de setembro com a ópera “Hamlet”, de Ambroise Thomas, baseada na obra homônima de William Shakespeare.

Ao longo de sua história, alguns dos nomes mais importantes da arte dramática, da música e da dança se apresentaram lá: Maria Callas, Enrico Caruso, Arturo Toscanini, Arthur Rubinstein, Ana Pavlova, Vaclav Nijinski, Isadora Duncan, Rudolf Nureyev, Mikhail Barysnikov, Duke Ellington, Ella Fitzgerald, Procópio Ferreira e até Vivien Leigh (estrela de “…E o Vento Levou”, um dos maiores sucessos do cinema de todos os tempos). O Municipal paulistano também foi cenário de um dos mais significativos movimentos artísticos brasileiros do século 20: a Semana de Arte Moderna de 1922.

Considerado uma obra arrojada para a época, teve influência em seu projeto da Ópera de Paris, com aspectos renascentistas e barrocos. Bustos, bronzes, medalhões, cristais, vitrais, colunas, mosaicos, mármores, espelhos, relevos e pinturas enriqueceram o seu interior, uma surpresa para os olhos a cada canto.

Platéia do Theatro Municipal de São Paulo construída sob influência da Ópera de Paris.

Detalhe da porta de entrada da bilheteria do Theatro Municipal de São Paulo, na Praça Ramos de Azevedo.

Detalhe dos ornamentos dos camarotes.

Salão Nobre no piso superior.

Vista geral das escadarias do Theatro Municipal de São Paulo.

Lustre do teto.

Vitral do Theatro Municipal de São Paulo, na Praça Ramos de Azevedo, centro de São Paulo.