A Irlanda saiu de um conto de fadas

As fotos a seguir comprovam que esse país tem cenários que parecem ilustrações de livros ou efeitos especiais do cinema!

A Irlanda não é apenas um país com lindas ilhas, praias e fiordes, berço da cerveja Guinness e do grande escritor e poeta Oscar Wilde. A história e a cultura também impressionam e se veem refletidas em outras lindas paisagens. Lá, tudo respira magia e encantamento: cada castelo, cada muro, cada moinho e até mesmo cada caminho rural tem alguma lenda que acaba sendo transmitida de geração em geração.

Aparentemente, a natureza desta ‘ilha esmeralda’ foi criada para os amantes da solidão. O clima geralmente cinzento, com ventos frios até mesmo no verão, e a paisagem solitária e a natureza selvagem abraçados pelo Oceano Atlântico, impedem que a ilha fique lotada de turistas.

Mas quem decide conhecer esse lindo lugar não se arrepende. Quando o momento que vivemos hoje se encerrar e pudermos viajar novamente, recomendo uma visita à Irlanda. E poderá verificar pessoalmente se ela não parece mesmo algo saído dos contos de fadas!

O céu sobre as colinas.

Castelo de Doonagore.

O Castelo de Cashel foi residência dos reis Munster durante 7 séculos, antes da invasão da Normandia.

A Calçada do Gigante é uma área única com mais ou menos 40.000 colunas de basalto, resultado de uma erupção vulcânica.

Aurora boreal sobre as ruínas do Castelo de Dunluce.

Uma vista da costa.

A ponte de Glanworth, no Condado de Cork.

Um farol na costa de Lough Swilly.

O Castelo medieval de Ashford, nas costas de Lough Corrib e do Rïo Cong.

Ovelhas na Península Dingle.

Fiordes em Moher.

A ponte de cordas de Carrick-a-rede é uma ponte suspensa de cordas situada perto de Ballintoy, condado de Antrim

Ponte para as estrelas, em Wicklow.

 

 

 

Fonte:

incrivelclub.com

“O Senhor dos Anéis”, estrelando os Beatles e com direção de Stanley Kubrick?

Cartaz do filme-que-não-existiu… Mas que poderia ter existido!

Você pode não acreditar, mas houve um tempo em que as pessoas liam livros, muitas pessoas, inclusive os grandes artistas, cantores e até bandas de rock. Esse era o caso dos Beatles, e de John Lennon em especial.

No auge da popularidade, Lennon atuou em “Como eu Ganhei a Guerra”, uma comédia britânica de humor negro, e isso despertou nele a ideia de atuar como Gollum numa adaptação de O Senhor dos Anéis, de J. R. R. Tolkien, e quase concretizada mais tarde.

Estamos falando de 1967, 1968, quando as turnês da Beatlemania tinham se tornado exaustivas para os quatro Beatles e eles estavam mais interessados em explorar novos limites na música e na arte, em geral.

Os Beatles saindo de um de seus últimos shows em estádios.

Os Beatles saindo de um de seus últimos shows em estádios.

O final de seu última turnê, no Candlestick Park em agosto de 1966, em São Franscisco (EUA) aconteceu apenas um ano após a estreia de seu segundo filme, Help!. E o lançamento de Rubber Soul alguns meses depois marcou efetivamente a guinada do grupo, tanto musical quanto em sua imagem pública.

Ao fim da turnê de 1966, os Beatles se separaram durante três meses para um período de “descompressão”, e foi assim que cada um deles embarcou em uma jornada de descobertas individuais e projetos solo. George Harrison revelou, muitos anos depois, que foi nessa época que ele realmente “saiu” dos Beatles e iniciou seu período de autodescoberta que levou, finalmente, à dissolução da banda. Ele e sua esposa Patti viajaram à Índia para que George tivesse outras aulas de cítara e aprendesse mais sobre o povo e a cultura da antiga colônia britânica. Mal sabia ele que essa viagem seria o início de sua conversão ao hinduísmo.

Paul ficou na Inglaterra, visitando as galerias de arte e assistindo peças de teatro, exposições e happenings. Paul sempre foi workaholic, e aproveitou o tempo de “folga” para compor a trilha de um filme, “The Family Way”, que se tornou o primeiro projeto solo oficial de um dos Beatles.

Ringo, por sua vez, ficou curtindo a vida doméstica com sua esposa e o filho bebezinho Zak. E John foi estrelar a comédia de Richard Lester mencionada mais acima, filmada na Espanha.

Foi lá que John retornou ao seu espírito de nostalgia por Liverpool, que tinha começado um ano antes com “In My Life”, e compôs “Strawberry Fields Forever”, uma viagem à área de Liverpool onde ele brincava quando criança.

A carreira cinematográfica da banda sofreu uma interrupção durante os anos seguintes, enquanto eles se concentravam em seus novos álbuns, mas, por contrato, ainda deviam um terceiro filme à United Artists…

O terceiro filme

Claro que os dois primeiros filmes foram enormes sucessos de bilheteria, mas os Beatles precisavam de um tempo para recarregar as baterias. Não só isso, mas de fato ansiavam por novos desafios, especialmente no cinema,  onde eles poderiam atuar.

Se formos avaliar com critério, Magical Mystery Tour foi um especial de TV caótico;  Yellow Submarine teve quase nenhum envolvimento do grupo, além das canções e uma rápida aparição no final do filme, e Let it Be foi um documentário.

No final de 1967, a coisa estava preta. O empresário Brian Epstein tinha falecido, Magical Mystery Tour tinha sido um fiasco e a banda estava embarcando em sua primeira grande aventura empresarial sem o mínimo conhecimento administrativo, a Apple Corps. No início, a corporação tinha cinco divisões: Apple Records, Apple Electronics, Apple Publishing, Apple Retail e Apple Films.

Em meados de fevereiro de 1968, a banda estava relaxando na Índia e compondo uma quantidade sem precedentes de novas canções que depois apareceriam no White Album. Foi nessa época que o gerente da Apple Films, Denis O’Dell, ouviu dizer que J. R. R. Tolkien estava a fim de negociar os direitos para cinema de sua épica trilogia, “O Senhor dos Anéis”, que já era um fenômeno cultural. Denis foi à Índia e explicou aos patrões a situação, informando que esse filme poderia ser aquele com o qual pagariam seu débito contratual com a United Artists.

John, ainda considerado pelos colegas de banda como seu intrépido líder, e baseado na crença e no ego de que tudo era possível para os Beatles, foi o mais entusiástico apoiador da ideia de se fazer um filme baseado na trilogia de Tolkien. Sua abordagem era bem simples: George, mais espiritualizado, faria Gandalf; Paul, com seu ar inocente e agradável seria Frodo Baggins; o divertido e leal Ringo seria o fiel companheiro de Frodo, Sam; e John faria a desonesta criatura Gollum.

De repente, e sem saber, John talvez já viesse treinando para ser Gollum desde o início da década, quando ele brincava no palco, entre uma canção e outra, com sua versão do “Corcunda de Notre Dame”, só para tirar uma com a cara dos outros Beatles…

As discussões avançaram quanto aos diretores considerados para a aventura: David Lean, Stanly Kubrick e Michaelangelo Antonioni. Lean era conhecido por seu “Lawrence da Arábia”, Antonioni por “Blow Up” e Kubrick por “Spartacus”. Lennon estava pensando alto e imaginava o que cada um deles faria com sua produção.

Kubrick era o preferido, por sua obsessão com perfeição e que o fazia refilmar até 70 vezes uma cena, o que combinava com a própria obsessão de Lennon.

Os Beatles na época em que sonhavam com sua versão de "O Senhor dos Anéis".

Os Beatles na época em que sonhavam com sua versão de “O Senhor dos Anéis”.

Ele e Paul abordaram Kubrick nos estúdios da MGM em maio de 1968, que educadamente recusou. Primeiro, alegando ser impossível então filmar as três partes da trilogia ao mesmo tempo, e em segundo lugar, por estar muito concentrado em seu próximo filme… “2001, Uma Odisseia no Espaço”. David Lean também recusou, ocupado na pré-produção de “A Filha de Ryan”.

Na verdade, porém, a United Artists estava mais interessada na bilheteria que os Beatles poderiam gerar e não em seus dotes como atores. O filme iria precisar de um álbum com a trilha, possivelmente oito novas canções, e isso também iria dar muito lucro. John começou a discutir essas novas músicas com a banda enquanto os Beatles gravavam o “White Album”, e o clima que ele queria, segundo a lenda, era o de canções como “A Day in the Life” e “I am the Walrus”. Fica fácil imaginar como seria a balada dos Hobbits, por exemplo…

Mas… Apesar de todos os esforços dos Beatles, Tolkien recusou-se a vender os direitos de sua obra à Apple Records e, ironicamente, vendeu-os à… United Artists, que lançou a versão de Ralph Bakshi dez anos depois – mas isso é outra história.

JRR Tolkien em 1968.

JRR Tolkien em 1968.

A pergunta que se faz é: por quê Tolkien foi contra os Beatles adaptarem sua trilogia? Talvez a resposta esteja numa carta escrita há mais de 50 anos. Nela, Tolkien reclama “do rádio, da TV, dos cachorros e das scooters, da buzina dos carros e do barulho, que começa desde cedo e vai até as duas da manhã. Além disso, em uma casa vizinha, vive um membro de um grupo de jovens que evidentemente desejam se tornar os novos Beatles. Naqueles dias em que eles decidem ensaiar, o barulho é indescritível”.

A recusa de Tolkien frustrou os planos da banda e da United Artists em ter um terceiro filme com os Beatles. Outras ideias foram discutidas nos escritórios da Apple, até que finalmente todos chegaram a um acordo e Let it Be cumpriu o contrato…

Cá entre nós, seria muito melhor assistir a versão dos Beatles para “O Senhor dos Anéis”, né não?

 

 

 

 

 

 

 

 

Ancestral “Little Foot” viveu há 3,7 milhões de anos

Será que o ancestral do homem era um hobbit?

the-hobbit-movie-48-fpsAntes de continuar, vou esclarecer o que é um “hobbit”, para quem não sabe ou nunca ouviu falar: um hobbit é uma das criaturas criadas por J. R. R. Tolkien em suas obras, onde têm um papel principal, apesar de serem um povo secundário entre os que habitam a Terra Média.  Tolkien, por sua vez, foi um professor universitário britânico e escritor que se tornou mundialmente famoso quando escreveu “O Senhor dos Anéis”, obra que, ao ser adaptada para o cinema em uma trilogia, conseguiu uma das maiores bilheterias de todos os tempos.

Fechado os parênteses, o que tem a ver um hobbit com o ancestral do homem mencionado no título do post? É que um hobbit não passa de um metro de altura.

E, segundo uma reportagem que eu li, de Débora Nogueira, um exame cronológico dos bem preservados fósseis do australopiteco mais completo já descoberto, o sul-africano “Little Foot”, determinou que ele viveu há 3,7 milhões de anos. Até então, o fóssil etíope chamado de “Lucy” era o ancestral mais antigo já descoberto, com aproximadamente 3,2 milhões de anos. “Little Foot” (pequeno pé, em tradução livre) tinha aproximadamente um metro de altura e pés pequenos, e foi encontrado nos anos 90. Seria um hobbit?

A descoberta foi publicada na revista científica Nature, deste mês de abril. A comunidade científica, porém, questiona se ele é realmente parte de uma outra espécie, como alegam seus descobridores, ou apenas um fóssil muito bem preservado do Australopithecus africanus, o australopiteco que viveu na África do Sul entre três e dois milhões de anos atrás. Uma análise anatômica detalhada do ‘Little Foot’ deve tirar a prova, mas teremos de esperar pelo menos um ano até termos certeza.

A descoberta do “Little Foot”

O professor Ron Clarke, da Wits University da África do Sul, segura a caveira do "Little Foot", em foto sem data definida.

O professor Ron Clarke, da Wits University da África do Sul, segura a caveira do “Little Foot”, em foto sem data definida.

Ágil no chão e nas árvores, o “Little Foot” sofreu uma queda mortal de cerca de 20 metros de altura e foi encontrado no fundo de uma gruta em Sterkfontein, próximo a Johanesburgo. A região é repleta de grutas e fósseis proto-humanos – pelo menos mil já foram desenterrados – e foi inscrita no Patrimônio Mundial da Unesco como “Berço da Humanidade”.

O australopiteco permaneceu nesse lugar por cerca de três milhões de anos, conservado por uma camada de mineral calcário, imobilizado em sua pose mortuária com um longo polegar ainda dobrado dentro do punho fechado.

Até que, em 1994, o paleontólogo sul-africano Ron Clarke descobriu quatro ossinhos do pé esquerdo, em uma caixa cheia de ossos de animais pré-históricos, que haviam sido desenterrados por mineiros nos escombros. De imediato, o cientista reconheceu o pé de um hominídeo.

Ao término de 13 anos de escavações minuciosas, feitas “com broca de dentista”, consegue-se liberar a totalidade do fóssil de seu sarcófago rochoso. Crânio, dentes com esmalte e ossos da mão: trata-se de um esqueleto “único, quase completo e perfeitamente preservado”.