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Nomes exóticos de cidades… que existem mesmo.

É surpreendentemente criativa a mente humana… Na hora de batizar os filhos, por exemplo, essa criatividade extrapola. Tem gente que recebeu nomes bizarros como Ácido Acético Etílico Da Silva. Ou Agrícola Beterraba Areia Leão. E ainda Amável Pinto e Antônio Treze de Junho de Mil Novecentos e Dezessete…

E os nomes de cidades, então?

Essa cidade fica em Mato Grosso.
Tomar no Geru fica em Sergipe.
A simpática Cuparaque fica em Minas e tem quase 5.000 habitantes.
Capitão Poço, no Pará, é um município com grande produção de laranjas.
Recursolãndia – isso mesmo… – fica no Tocantis e tinha cerca de 3.500 habitantes em 2004.
É uma cidade no interior do Rio Grande do Norte
Essa cidade do Tocantins não recebeu esse nome por causa da grande quantidade de barro no município, como se pode pensar à primeira vista. Foi uma homenagem a seu fundador, Elvécio Cabral Barros. Talvez tenham se inspirado na Disneylândia…

Os nomes exóticos não param aí. Temos ainda Pintópolis (MG), a 600 km de Belo Horizonte, fundada por Germano Pinto, que era dono de terras e abriu espaço para a construção de casas e comércios. Assim surgiu Pintópolis. Lá no Maranhão temos dois povoados, Pau de Estopa e Afoga Bode, e pouco se sabe sobre a origem dos nomes.

Ao redor do mundo, a coisa se repete e a imaginação fértil é abundante.  Na Áustria existe um vilarejo chamado Fucking, nome que é uma homenagem ao comandante militar Focko Ukena. Em Borgonha, o povoado francês Anus é alvo constante de piadinhas. Tem também Bösta, na Suécia; Bunda, na Austrália e até Batman, na Turquia.
A mais impressionante, porém, é a pequena cidade de Llanfairpwllgwyngyllgogerychwyrndrobwllllantysiliogogogochno País de Gales, chamada também de Llanfair. A tradução?
 Igreja de Santa Maria no fundo do aveleiro branco perto de um redemoinho rápido e da Igreja de São Tisílio da gruta vermelha…                                                                                                                                         
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Esses nomes são de duplas sertanejas de verdade

Tem gente que é mesmo criativa ao escolher o nome com o qual vão buscar o sucesso na carreira artística.

O pessoal dessas duplas sertanejas caprichou… E se o sucesso não veio, pelo menos eles marcaram seu nome na história!

Eu mesmo vou criar uma dupla dessas: Cesto & Sentido. Hua hua!

Sei que este não é uma dupla, mas entra como bônus…

E agora, outro bônus: nomes de duplas que a gente gostaria de ver (além da minha, claro, Cesto & Sentido):

 

 

 

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Nomes de estabelecimentos com os melhores trocadilhos

O Brasil ama trocadilhos, e a prova está aqui. Que tal fazer suas mudanças com o Beto Carreto ou comprar uma roupa no Billy Jeans?

Essa não tem iniciativa...
Essa não tem iniciativa…


Esse bombou na internet...
Esse bombou na internet…

 

Comer aqui deve ser uma saga
Comer aqui deve ser uma saga

O melhor slogan de todos!
O melhor slogan de todos!

Mas os trocadilhos não param aí. A criatividade do brasileiro vai muito além:

Está nos sites
Está nos sites
Nos anúncios do campeão de trocadilhos
Nos anúncios do campeão de trocadilhos

Em jornais
Em jornais

Em santinhos de candidatos
Em santinhos de candidatos
Num bufê infantil
Num bufê infantil

Mas o melhor é quando não é intencional!
Mas o melhor é quando não é intencional!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte:

buzzfeed.com

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PRODUTOS COM NOMES MAIS BIZARROS

A marca é o principal elo entre o negócio e o cliente, pois é através dela que ele identifica o negócio e o diferencia dos demais. Com o passar do tempo, a marca passa a ser o referencial  daquele produto ou serviço.

Mesmo sabendo disso,  algumas empresas fazem referência a guerras, sexo e outras ideias… Digamos… Inusitadas ao escolher o nome de seu produto. Ou se perdem na tradução para outros idiomas.

Quer ver alguns exemplos?

Ungh!… Vá embora!

“Be gone”, em inglês, significa “vá embora”. Um nome bastante sugestivo para o… para a… Bem, você entendeu, concorda?

Tão gay…

Basta separar o nome da água Sogay para ter “tão gay” em inglês.

Tocando o Terror

Produtos de limpeza costumam lembrar flores, natureza, bons odores… A linha Terror optou por outro caminho. Para mostrar que é o terror da sujeira, talvez?

Uma vomitadinha, apenas

A tradução de “Only” é “apenas”. A de “Puke”, “vômito”. Certamente não é um nome agradável para um salgadinho… Esse é chinês, muito vendido em Xangai, e seus fabricantes o batizaram, em chinês, de “Salgadinhos de Feijão Crocante”. Mas, na sua versão em inglês, “Only Pukeet” ficou prejudicado, uma vez que fica difícil de ler as duas últimas letras de “Pukeet” por causa das cores da embalagem. De todo modo, mesmo que isso fosse resolvido, os ocidentais não devem encontrá-lo tão cedo nos supermercados daqui, já que o sabor de torresmo vencido com um toque de canela não é muito atrativo para os consumidores deste lado do mundo…

Mas que m…

O Shitto também tem uma marca que dificilmente estimularia o apetite do consumidor daqui, embora esse molho de pimenta extraforte seja muito popular em Gana.

Uma explosão!

Os suplementos Semtex incomodaram muitas entidades no Reino Unido. Semtex também é o nome de uma granada muito letal que contém C4, um explosivo plástico que gruda em qualquer superfície.

Ahhh! Que bela mij…

coolpis-reproducao

“Pis”, em inglês, é urinar. “Cool” significa “legal”. Uma marca pouco sutil para uma bebida,  eh eh eh… Mas a marca Coolpis é de uma enorme corporação sul-coreana,  e a Coolpis tem uma série de sabores – incluindo uma bebida de kimchi, condimento típico da culinária coreana.Trata-se de uma preparação com base na acelga em que se colocam os vegetais em salmoura durante várias horas e, a seguir, os envolvem com uma pasta feita com farinha de arroz, açúcar e vários temperos. Essa preparação pode ser consumida de imediato, mas normalmente ficam fermentando para servir de condimento a outros pratos… Aí, já não sei o que é pior, se a marca Coolpis ou a bebida de kimchi…

As bolas do camelo. Oi?

Poderia ser o chiclete “Corcovas de Camelo”, mas eles preferiram “Bolas” mesmo, nesse chicle de bola do grupo espanhol Fini. O que acho mais divertido é que, em algum lugar da Espanha, eles devem ter feito um longo “brainstorming” para criar isso…

Argh!

Existe, e é uma marca japonesa de biscoitos. Não é a melhor opção para um produto alimentício…

Leite de morcega

A Batavo criou o iogurte da Batwoman, só pode ter sido essa a ideia… Mas depois de receber milhares de reclamações, a empresa mudou o nome do produto, e este saiu de circulação…

Tem gosto da Vovó

Uma geleia caseira com um nome bem estranho, essa “Tastes Like Grandma” (gostinho da vovó?), fabricado por um casal em Stuarts Draft, região do estado norte-americano de Virgínia…

João Andante

A cachaça mineira “João Andante” foi alvo de um processo da Diageo, que é dona da marca Johnnie Walker, com a acusação de plágio. Recentemente, a marca de Minas Gerais perdeu o processo e passou a se chamar “O Andante”…

Miojo pra Piranha?

Ainda não provei…

Creme de Sêmen???

Claro que não! Esse creme condimentado de alho, tomate, pimenta, cumin etc,  vendido nos supermercados da Turquia, é o caso típico do significado da palavra se perder em outro idioma. Por alguma razão, misturaram a palavra turca “çemen”, que é desse condimento, com outras palavras em inglês e resultou nesse “cemen dip”, cuja tradução pode ser outra coisa para as mentes mais poluídas…

Se você gosta de crianças, vai adorar!

Quer carne de criança picadinha? Pois é… De novo, os chineses se perderam na tradução. A tradução literal de  儿童营养肉松  é carne de porco desfiada e nutritiva para as crianças. 儿童 significa crianças. 肉松 significa carne de porco desfiada. É uma comida para bebês ou crianças pequenas… Mas você pode provar, também. Já imaginou pedir na lanchonete: “Ei! Ponha um pouco de carne de criança picadinha no meu sanduba!”

 

Ah, este nosso mundo louco…

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Sugestões de nomes para seus filhos

O bebê vai nascer e você ainda não decidiu como vai chamá-lo? Seus problemas acabaram! Em um extraordinário serviço de utilidade pública – e depois de exaustivas pesquisas feitas em centenas de milhares de cartórios por todo o país – apresentamos OS TOP 50 MELHORES NOMES PARA SEU BEBÊ. Totalmente grátis, uso imediato e sem efeitos colaterais… a não ser para o próprio neném, coitadinho!

  • Categoria Natureza

Agrícola Beterraba Areia

Agrícola da Terra Fonseca

Amazonas Rio do Brasil Pimpão

Apurinã da Floresta Brasileira

Céu Azul do Sol Poente

  • Categoria Países do Mundo

América do Sul Brasil de Santana

Antônio Americano do Brasil Mineiro

Argentino Argenta

Bispo de Paris

João Bispo de Roma

  • Categoria Erotismo

Última Delícia do Casal Carvalho

Zélia Tocafundo Pinto

Sansão Vagina

Amável Pinto

Ava Gina

  • Categoria Religião

Armando Nascimento de Jesus

Sete Chagas de Jesus e Salve Pátria

Padre Filho do Espírito Santo Amém

Maria Privada de Jesus

Justiça de Jesus

  • Categoria Cheirou Todas

Vicente Mais ou Menos de Souza

Um Mesmo de Almeida

Rita Marciana Arrotéia

Produto do Amor Conjugal de Marichá e Maribel

Plácido e Seus Companheiros

  • Categoria Sem-Noção

Abrilina Décima Nona Caçapavana Piratininga de Almeida

Alce Barbuda

Bizarro Assada

Bucetildes Cruz (chamada pelos familiares, carinhosamente, de Dona Tide)

Carabino Tiro Certo

  • Categoria Criatividade

Chevrolet da Silva Ford

Colapso Cardíaco da Silva

Comigo é Nove na Garrucha Trouxada

Dezêncio Feverêncio de Oitenta e Cinco

Himineu Casamenticio das Dores Conjugais

  • Categoria Vá-querer-ferrar-seu-filho-na-pqp (a maior de todas)

Valdir Tirado Grosso

Um Dois Três de Oliveira Quatro

Simplício Simplório da Simplicidade Simples

Rolando Escadabaixo

Restos Mortais de Catarina

Primavera Verão Outono Inverno

Pália Pélia Pólia Púlia dos Guimarães Peixoto

Otávio Bundasseca

Orlando Modesto Pinto

Necrotério Pereira da Silva

Marciano Verdinho das Antenas Longas

Manoel Sovaco de Gamba

Letsgo Daqui

Joaquim Pinto Molhadinho

Janeiro Fevereiro de Março Abril

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Significado dos nomes dos Estados Brasileiros (1 de 3)

Sempre tive curiosidade em saber quais os motivos que levam as pessoas a escolher determinado nome para batizar as coisas. Por exemplo, como escolhem o nome que vão dar a um carro novo? (escrevi até um post sobre isso). Ou o significado dos nomes, como Guilherme, que deriva do germânicoWilhelm, formado da junção de will, vontade e helm, proteção.

Por isso, fui pesquisar o significado dos nomes dos Estados do Brasil. Pelo que apurei, quem os batizou se baseou em três fontes:

1. Nomes indígenas relacionados à região;

2. Acidentes geográficos;

3. Nomes de santos.

Como não podia deixar de ser, num país que não preserva a sua História, há muita controvérsia em alguns casos, e eu procurei colocar o que encontrei de mais relevante:

ACRE: Há quem diga que tal nome originou-se de um erro de decifração de uma carta. Diz-se que um comerciante chamado João Gabriel de Carvalho Melo escreveu uma carta a uma autoridade solicitando mercadorias. Na carta constava “rio Aquiri” e, como tal autoridade não entendeu a grafia, usou uma palavra que se aproximava do nome, ou seja “Acre”. Outros dizem que o nome vem áquiri , touca de penas usada pelos índios Munducurus.

ALAGOAS: O nome é derivado dos numerosos lagos e rios que caracterizam o litoral alagoano.

AMAPÁ– Do tupi: ama’pa: nome de uma árvore. Mas, segundo a tradição, o nome teria vindo do nheengatu– lingua geral da Amazônia, uma espécie de dialeto tupi-jesuitico- significando”terra que acaba” ou “ilha”.

AMAZONAS – Diz-se que, em 1541, o capitão Francisco Orelhana encontrou junto à Foz do Nhammundá uma tribo de índias guerreiras com a qual travou luta, o que lhe inspirou a dá o nome das mitológicas amazonas de Termodunte. Maaaasss… Para alguns estudiosos, o nome vem de amasuru, que significa águias retumbantes.

BAHIA – Recebeu esse nome por causa de sua extensa enseada. O “h” existente no nome não possui nenhum valor etimológico, mas apenas histórico. Baía nada mais é do que uma reentrância numa costa, menor que um golfo, ou uma lagoa comunicante com um rio. A designação “de todos os santos”, dada à Bahia, remonta ao fato de tal localidade ter sido descoberta no dia de Todos os Santos (1° de novembro de 1526).

CEARÁ : Vem de siará, canto da jandaia, uma espécie de papagaio.

BRASÍLIA: Significa aquele que provém de terras brasileiras . Nome sugerido por José Bonifácio em 1823 em memorial encaminhado à Assembléia Geral Constituinte do Império. E ficou sendo o nome do Distrito Federal.

ESPÍRITO SANTO : Denominação dada pelo donatário Vasco Fernandes Coutinho que ali desembarcou em 1535, num domingo dedicado ao Espírito Santo.

(continua AQUI…)

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Por que o pão francês se chama… Pão francês?

Publiquei, há algumas semanas, um post que falava sobre um dos mitos mais recorrentes sobre a França e os franceses (aqui). Hoje, vou falar sobre algo que nada tem a ver com os franceses, embora faça referência a eles: o pão francês.

Segundo a Wikipedia, pão francês, pão de sal ou pão careca são alguns nomes dos pães pequenos produzidos no Brasil para serem consumidos em refeições como o café da manhã e o lanche da tarde. Outros nomes pelo qual ele é conhecido são: pão massa grossa (Maranhão), cacetinho (Rio Grande do Sul, Bahia), média (Baixada Santista), filão, pão jacó (Sergipe), pão aguado (Paraíba), ou pão carioquinha (Ceará). Segundo os dados da Pesquisa de Orçamento Familiar do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) o consumo per capita do pão de sal foi de 53 g/dia no país.

O hábito de consumir pães pequenos parece ser relativamente recente.  No Brasil, o pão francês parece ter surgido no início do século XX, quando a elite da Primeira República adotou a cultura francesa da “Belle Époque” como padrão, não apenas na gastronomia, mas também na moda, nas artes e nos hábitos sociais.

Para entender melhor as circunstâncias em que nosso “pão francês” foi criado, seria interessante fazermos uma rápida viagem ao passado…

Na década de 1900, o Brasil vivia profundas transformações após a proclamação da República. Havia grandes extensões de terra com apenas algumas áreas produtivas, os latifúndios, e que estavam nas mãos dos chamados coronéis, nome de uma patente da Guarda Nacional que passou a ser usado para designar os fazendeiros mais ricos e poderosos de uma região.

Av. Rio Branco, no Rio de Janeiro, na década de 1900.
Av. Rio Branco, no Rio de Janeiro, na década de 1900.

A população era composta, de um modo geral, por uma elite de forte poder econômico, constituída por coronéis e comerciantes, por uma classe média urbana, formada por profissionais liberais, intelectuais e políticos, e pelos trabalhadores rurais. Até então, o brasileiro consumia, em grandes quantidades, a farinha de mandioca e o biju, apesar de já conhecer o pão de trigo desde a chegada dos colonizadores portugueses. No início do século XX, a atividade de panificação se expandiu, motivada pela vinda dos italianos para o Brasil, e o pão tornou-se essencial na mesa do brasileiro. Mas era completamente diferente do atual pão francês; era escuro, na casca e no miolo. Era mais parecido com o pão italiano.

Com a abertura econômica e financeira para o comércio externo, o Brasil da Primeira República tornava-se um mercado altamente consumidor dos produtos de países estrangeiros que precisavam desovar seu excesso de produção industrial. Juntamente com os produtos estrangeiros, o Brasil passou a importar, também, ideias e costumes, em especial tudo o que estava em voga no movimento cultural da Belle Époque.
Na Europa do início da década de 1910, ainda se vivia o clima de desenvolvimento industrial, prosperidade econômica e otimismo da Belle Époque, iniciado no final do século XIX. Esse clima perdurou até a eclosão da Primeira Guerra Mundial, em 1914, quando as  invenções desse período passaram a ser utilizadas como armas de guerra. Essas inovações tecnológicas foram marcantes para o desenvolvimento humano, como o telefone, o telégrafo sem fio, o cinema, a bicicleta, o automóvel e o avião, e inspiraram profundas transformações culturais. Tornaram a vida das pessoas mais fácil em todos os níveis sociais e geraram novos modos de viver o cotidiano.
Paris era o epicentro dessa época, com a proliferação de teatros, cinemas e exposições. Todos queriam estar lá, viver lá ou, no mínimo, passar uma temporada na Cidade Luz.
A moda, para as mulheres, cobria todas as partes do corpo com babados, plissados, bordados, luvas e chapéus. Os espartilhos, que antes definiam a silhueta, nessa época foram substituídos por curvas mais suaves. Para o homem, a moda exigia um estilo mais sóbrio. Mantinha o uso de chapéu, polainas e casaca, mas o paletó começou a aparecer com força crescente, e as calças ficaram cada vez mais estreitas e curtas.
Cafés e confeitarias se transformaram no ponto de encontro de intelectuais e artistas, favorecendo a difusão de novos modos de pensar. O desenvolvimento dos meios de comunicação e transporte disseminou a arte e a cultura da Belle Époque, aproximando as principais cidades do planeta. Escritores como Baudelaire, Rimbaud, Verlaine, Zola e Balzac passaram a ser lidos avidamente. Pintores como Picasso, Modigliani e Matisse revolucionaram as artes no mundo. As pessoas de maior poder econômico ostentavam elegância e luxo em grandes bailes, festas, jantares. E a gastronomia passou a fazer parte de suas diversões noturnas.
O Café de la Paix por volta de 1900. Este café existe até hoje, na Place de l’Opéra, em frente à Ópera Garnier, teatro de ópera localizado no IX arrondissement de Paris.
Nos restaurantes, jantava-se entre paredes de mogno e cobre, recortadas por vitrais e sob tetos cheios de dourados, afrescos e lustres. O estilo culinário passou a ser definido com o rótulo “Comer com os olhos”.
Os grandes chefs, cujos ancestrais haviam cozinhado para a nobreza, criaram o sistema de servir à la carte. Então, passaram a oferecer opções de pratos predefinidos pela casa e em cardápios ricamente ilustrados, que demonstravam a expertise do chef e o glamour do restaurante. E o pão que lá se consumia era com miolo branco e casca dourada, tornando-se um mito para os brasileiros endinheirados que o provaram!
Esses endinheirados “precisavam” ir a Paris ao menos uma vez ao ano, garantindo assim seu vínculo com o mundo. A República do Brasil, recém-instalada, pretendia inaugurar uma nova era no país, favorecendo as coisas modernas e avançadas e, portanto, incentivando a difusão de usos e costumes de Paris, como as vestimentas à moda francesa e a prática de se tomar café em mesas dispostas pela calçada.
A Confeitaria Colombo, fundada em 1893 no Rio de Janeiro, é o símbolo máximo da Belle Époque no Brasil.
As fotos a seguir, extraídas da revista carioca “Ilustração Brazileira”, de algumas edições de 1909, refletem um pouco todo o alvoroço das nossas moças endinheiradas e seduzidas pelo luxo francês.
No Rio de Janeiro, então capital brasileira, cresceu o número de cafés e confeitarias que reproduziam o costume francês de servir com estilo e elegância. E as padarias, que ainda produziam aquele pão de casca escura, começaram a receber centenas de pedidos para fazer o “pão como aquele dos franceses”.
Baseados então na descrição dos viajantes, foi assim que os nossos padeiros criaram o “pão francês”… Brasileiro!
Fontes:
Wikipedia
Esopave. com.br
portalvilamariana.com
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Como é escolhido o nome de um carro?

Como surgem os nomes dos modelos de automóveis? Sempre imaginei que devia existir uma equipe multidisciplinar, pessoal de marketing, de design, gente analisando tendências de mercado, mensagens subliminares… Sem contar a coisa do “nome global”, que sirva em todos os países…

Fui pesquisar, e de fato é isso mesmo: a escolha do nome é um dos processos mais complicados na montadora de automóveis, e pode levar até mais de um ano para que decidam entre as diversas opções. Em geral, fazem uma lista com dez ou mais nomes e passam por uma avaliação mundial, e até fonética, para ver se em algum mercado ele poderá ter significado estranho (há décadas, a Ford lançou um modelo que se chamava Pinto, e que por motivos óbvios não foi lançado no Brasil…). Depois que uma lista menor é aprovada, de 3 ou 4 nomes,  passam por uma nova triagem, inclusive em alguns casos com clínicas com clientes em potencial (o nome Agile, da Chevrolet, foi definido assim, usando-se essa ferramenta).

Ford Pinto
Ford Pinto

Existem montadoras que “reservam” nomes. A Peugeot, por exemplo, que utiliza números para “batizar” seus carros, já patenteou como marca de seus carros todas as combinações numéricas que tenham “0” (zero) no meio (de 101 a 909). Por isso, no Salão de Frankfurt de 1963, a Porsche, ao apresentar o modelo 901, foi obrigada a mudar o nome do seu esportivo para 911.

Às vezes, a adaptação de um lançamento para determinada região exige atenção para as diferenças culturais ou de idioma. A montadora italiana Alfa Romeo, por exemplo, teve de trocar a denominação de seu modelo 164 antes de exportá-lo para Cingapura – na numerologia local, o número 164 significa “morte no decorrer de uma viagem”! O nome foi mudado para Alfa Romeo 168, com significado de “prosperidade durante toda a jornada”.

A GM teve menos sorte, ao descobrir só depois do lançamento que, no México, o modelo Nova era lido como No Vá, ou seja, “não anda”…

Chevrolet Nova

Nos carros da Peugeot, cada numeral tem seu significado. No 207, por exemplo, o ‘2’ indica que o modelo faz parte do segmento de hatch compacto. Já o ‘7’ informa que o carro está em sua sétima geração. O zero no centro indica que é um produto Peugeot, uma tradição que teve início há mais de 200 anos, quando a família ainda atuava em outros ramos industriais. Com relação aos comerciais leves, a Peugeot não segue a mesma tradição. Exemplos são a van Boxer e o utilitário Partner. A picape compacta Hoggar, um projeto 100% brasileiro, herdou o nome de um carro-conceito da marca que demonstrava muita robustez. Hoggar é o nome de uma cadeia de montanhas no deserto do Saara, na África.

Hoggar

A inspiração dos nomes pode vir de todas as partes. Nos Estados Unidos, é comum a General Motors dar a seus carros nomes de lugares, como a picape Colorado ou o sedã Malibu, hoje comercializado no mercado brasileiro. A Fiat, por sua vez, gosta de trazer a cultura da Itália para seus veículos. Siena é uma homenagem à cidade desse nome. Doblò e Ducato são nomes de moedas utilizadas em outras épocas. E Palio é uma clássica corrida que acontecia em Siena (veja mais abaixo).

Malibu
Malibu
 A Citroën, por tradição, mescla letra e número. O C significa ‘Citroën’ e o número, o tamanho do carro. Atualmente as famílias da montadora francesa vão de 1 (C1, subcompacto comercializado na Europa) a 8 (C8, monovolumes familiares).  Já a nomenclatura Picasso é uma referência a veículos espaçosos e mais requintados.

Alguns exemplos de nomes e suas origens

MERCEDES

Registrada como marca comercial na Alemanha em 1902, Mercedes era o nome da filha de um vendedor de carros que foi o primeiro cliente a encomendar um automóvel equipado com o recém-desenhado motor da companhia Daimler. O motor, então, foi batizado de Daimler-Mercedes, numa homenagem ao cliente.

FUSCA

Em 1953, quando a Volkswagen do Brasil começou a montar o carro com peças importadas, os operários não conseguiam falar direito o nome em alemão. Para facilitar, adotou-se “Volks”, mas a dificuldade continuava com o som do “V” (falado como “F” em alemão). A sabedoria popular simplificou para Fusca, apelido carinhoso logo adotado pela empresa.

GOL

A Volkswagen tem uma tradição de escolher nomes associados ao esporte, para transmitir ideias de força, vigor, competitividade. A empresa já produzia o Golf na Europa. Mas, ao lançar o modelo no Brasil, a fábrica  arrancou o “f” final, usando um termo do esporte mais popular aqui no país.

FIESTA

Ao selecionar esse nome em espanhol, a Ford procurava passar o conceito de alegria, sensualidade, dinamismo e jovialidade, evocando a imagem de uma animada festa (fiesta) espanhola.

ASTRA

A estratégia da Chevrolet foi escolher um nome ligado à astronomia para associar o carro aos conceitos de alta tecnologia (corrida espacial) e estética apurada (a beleza do Universo).

CLIO

Ao optar por um nome retirado da mitologia grega (Clio era a musa da poesia e da história), a Renault procurou associar o carro à harmonia clássica, num esforço para dar tons eruditos a um veículo supostamente ideal para consumidores inteligentes, de personalidade e exigentes quanto à qualidade.

TWINGO

Neologismo criado por publicitários e especialistas em marketing contratados pela Renault para bolar nomes para seus carros. A palavra, segundo a própria empresa, “evoca a felicidade e a alegria de viver, valorizando a simpatia”… OK então…

CIVIC

Escolhido pela montadora japonesa Honda para denominar um carro politicamente correto, que não desperdiça combustível, polui pouco e tem tamanho que não contribui para engarrafamentos de trânsito. Feito para um cidadão  de senso cívico, consciente de seus direitos e deveres.

PALIO

O nome procura transmitir ideias de velocidade, vigor e competitividade. Palio é uma tradicional corrida de cavalos na Itália, realizada desde 1238 na cidade de Siena e que acontece também em outras cidades italianas, como Verona e Bolonha.

Maaasss…

Mesmo com tantos estudos, pesquisas, publicitários e marqueteiros, ainda escapam nomes bizarros, infelizes ou de significados diferentes do que a empresa pretendia… Além do caso no Nova e do Pinto citados mais acima, conheça mais alguns:

Chana – esse realmente exigia uma pesquisa mais, digamos, aprofundada no Brasil…

Pajero – nos mercados de língua espanhola, foi mudado para Montero, porque Pajero significa “pessoa que se masturba”.

Fit – iria se chamar Fitta, mas nos países nórdicos é a gíria para “vulva”.

Daihatsu Charade – “Meu carro é tão ruim que nem carro é, é uma charada…” Foi assim que ficou conhecido.

Gremlin – é tão feio quanto um…

Buick Lacrosse – estranho que a Buick tenha pensado nesse nome para um carro lançado no Canadá, onde metade da população fala francês. Se você disser “faire la crosse”, isso é uma gíria para “se masturber/se crosser” em Quebec.

Siglas (RCZ, ASX, CR-V, RAV4, etc) – é um caso que mistura falsa esperteza (tipo, “Vamos usar uma sigla que soe como um projeto secreto da Nasa”) com a megalomania de achar que alguém vai pesquisar o que essas letras realmente significam. Por exemplo, o CR-V da Honda é um “Comfortable Runabout Vehicle” (o que não explica o hífen, aliás). As outras siglas, não pesquisei…

Kia Borrego – nome muito estranho… No Brasil, mudou para Mohave…

Kia Borrego

Lamborghini Aventador – O que é um Aventador? Para quem não conhece os bois de touradas ou as excentricidades da Lamborghini para nomear seus carros, fica perdidaço. O nome  é uma homenagem a um touro que ficou conhecido na década de 1990 na Espanha como o o animal mais nervoso que já batalhou na Plaza de Toros de Zaragoza. Este carro foi o sucessor do Murcielago, que também recebeu nome de um touro, como todos os carros da Lamborghini .

Kandi Coco  O nome já diz tudo, ele é mesmo um… O compacto foi lançado em 2009 pela montadora chinesa, Kandi. No Brasil, houve importadores vendendo esse carrinho elétrico por 50 mil reais! Ele tem baixo desempenho, não ultrapassando 45 km/h. Com autonomia de 80 km, ele é próprio para condução em áreas fechadas, condomínios, circulação por bairros residenciais, etc. Com dois lugares e estilo que lembra o Smart ForTwo, o Kandi Coco pesa apenas 720 kg. As baterias podem ser recarregadas totalmente em até 7 horas.

Nos EUA, o Kandi Coco chamou atenção da imprensa ao ser vendido em Oklahoma por apenas US$ 865 (cerca de R$ 3.500,00), graças aos excelentes incentivos locais para carros elétricos. Aqui, bem, nem preciso comentar…

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Os nomes mais estranhos

O nome próprio é considerado o elemento mais antigo de identificação do homem. O nome é uma espécie de etiqueta ou marca, pois além de ser a principal forma de individualização na sociedade, indica também sua ascendência familiar. Entretanto, apesar dessa importância, alguns pais, na ânsia de demonstrar seu carinho, de homenagear algum ente querido, de mostrar sua erudição, religiosidade ou mesmo dar ao filho um nome único, acabam registrando a prole com nomes bizarros e ridículos, escolhas que acabam causando constrangimento ao seu portador, tornando-o vítima constante de chacotas e bullying.
Há quem registre os filhos com nome de celebridade como “Valdisnei”, (um clássico. Homenagem a Walt Disney). Há quem os registre com nomes de políticos famosos, de artista de cinema: “Arnoldo Shuasneger” (já bem difícil de escrever na forma original), de personagem de filmes, novelas etc. Há também os que criam nomes a partir de outros já existentes, resultando em misturas por vezes impronunciáveis como Dysmeniélisson. Outra opção popular é fazer justaposição com parte de diferentes nomes, geralmente do pai e da mãe, obtendo resultados curiosos, como Isacclene Bazante da Silva.
Alguns nomes, quando combinados com o sobrenome, criam situações como Caio Pinto Valente ou Patrícia Pinto Grosso (nome resultante de casamento civil). Há aqueles que, por desconhecer o significado, acabam expondo o filho ao ridículo, por exemplo: Letsgo Daqui (let’s go).
Se for possível deixar de lado o fato de que essa escolha de nomes afeta a autoestima e até o desenvolvimento emocional do jovem, não se pode negar que encontramos pérolas de criatividade dos pais ao criar nomes bizarros.

Vejam alguns exemplos brasileiros:

A
Aberta Demais De Oliveira
Abias Corpus Da Silva
Ácido Acético Etílico Da Silva
Afília Demaria De Nazaré
Amável Pinto
Ambrísia Estilingue Morretes
Ana Baiana Meleva Daqui Pratinhos
Antonio Buceta Agudim
Ava Gina
Antonio Querido Fracasso
Alrirwertom Wescrelteniz Phissihoua

B
Bem_Hur Farias
Berta Rachou
Brucili Benedito da Silva

C
Carlos Valente Pinto
Cafiaspirina Cruz
Catupiry Holanda Cavalcanti
Chevrolet da Silva Ford
Colapso Cardíaco da Silva

D
Daniel Tardio
Darkson Stick Nick da Silva
Disney Chaplin Milhomem de Souza
Dolores Fuertes de Barriga
Defuntina De Souza Cruz
Delícia Costa Melo
E
Erisônia Bispo de Oliveira
Epílogo de Campos
Espere em Deus Mateus
F
Felicidade do Lar Brasileiro
Franklinberg Ribeiro de Freitas
Frankstein Junior (o pai se chamava João da Silva)
Free William da Silva
Faraó do Egito Sousa
Fodelícia Dos Santos
Francisco Zebedeu Sanguessuga

G
Gêngis Khan Camargo
Gigle Catabriga
Gilete Queiroga de Castro
Graciosa Rodela

H
Hamilton Coragem
Haroldo Batman
Herbert Cordeiro Manso
Horácio Treme Terra

I
Isabel Ignorada Campos
Ivanhoe Valente
Izabel Rainha de Portugal
J
Janice Bispo de Roma
Jesus Cruz
Joaquim Contente
Jean Claude Van Dame Da Silva
José Catarrinho
Josefina Grosso

K
Kaelisson Bruno (homenagem ao grupo KLB-Kiko, Leandro e Bruno)
Kung Fu José e Kung Fu João (gêmeos)

L
Leidi Dai
Liberalino Liberal Brandão
Lírio do Prado

M
Maiquel Edy Marfy (seria Michael + Eddie Murphy?)
Maycom Géquiçom
Maria da Segunda Distração
Madeinusa
Maria Bastarda Dequem
Mariana Daxana Laranjal
Merdolino Mendonça

N
Nair Queijo
Napoleão Bonaparte Príncipe dos Santos
Nísia Floresta Brasileira
Nostradamus Brasileiro Do Acre

O
Oceano Atlântico Linhares
Otavio Bundasseca
Otelino Sol

P
Pacífico Armando Guerra
Paulo Carneiro Bravo
Pombinha Guerreira Martins

R
Recemvindo Pereira
Remo Longo
Roberto Kennedy Oliveira dos Santos
Rolando Caio da Rocha

S
Saturnino Ponte do Norte
Selênio Homem de Siqueira
Soubrasil Madeira de Lei
Salvador das Dores
T
Tarzan de Castro
Terezinha do Menino Jesus de Freitas
Terezinha Tosse
Tom Mix Bala
Tranquilino Viana
Tropicão de Almeida

U
Universo Cândido
Urano Magalhães
Ursino Tanajura

V
Valentim Pereira Assombrado
Virtuosa Doutora dos Anjos
Voltaire do Coração de Jesus
Vicente Mais Ou Menos de Souza

W
Waldemar Ponta Dura
Washington Luis Moço

X
Xilderico Alarico de Freitas
Xisto Zeno Valones

Y
Yale Bica
Yoisalva Dos Santos

Z
Zélia Tocafundo Pinto
Zitelman José dos Santos
Ziuton Oliveira
Devemos lembrar que a lei brasileira estabelece que o oficial do cartório deve recusar prenomes que exponham a pessoa ao ridículo. E é sempre o juiz-corregedor a dar a palavra final no caso de impasse.
Por exemplo, um padeiro de uma pequena cidade do interior paulista foi ao cartório registrar sua filhinha. O rapaz contou que havia sonhado que a menina teria três Hs no nome, e não havia quem o convencesse a não batizá-la como “Jhenhifher”. O oficial achou que aquilo seria complicação demais na vida da pobre garota e remeteu o caso para o juiz-corregedor, que mandou o padeiro se contentar com um simples “Jennifer”.O costume é que os oficiais peçam à pessoa que vai fazer o registro para escrever o nome da criança em letra de forma, para que não haja reclamações posteriores quanto a erros do escrivão. Os oficiais normalmente orientam para que a grafia, especialmente a acentuação, esteja de acordo com as normas gramaticais vigentes. Mas, se alguém insistir em batizar a filha como “Barbara”, em vez de “Bárbara”, conseguirá.  A tentativa de imitar pronúncias estrangeiras, como “Máicon”, pode esbarrar no crivo de um oficial de cartório mais rigoroso, que poderá submeter o nome à aprovação de um juiz.

O critério dos cartórios para aceitar uma grafia é a sua existência em algum canto do planeta, e para isso vale consultar enciclopédias, internet ou qualquer outra fonte disponível.

Vale lembrar ainda que, se apesar dos cuidados adotados pelos cartórios, alguém receber um nome constrangedor, ou excessivamente extravagante, terá uma chance de mudá-lo entre os 18 e os 19 anos — depois disso, só “por exceção e motivadamente, após audiência do Ministério Público”, conforme estabelece a lei.

Para alterar o prenome (exceto se houver um claro erro de grafia) é preciso convencer um juiz de que o nome realmente provoca transtornos, e que a mudança não trará prejuízos a ninguém. Além disso, a pessoa terá de se dar ao trabalho de substituir todos os seus documentos e de avisar aos conhecidos que agora ela tem outro nome. Uma dor de cabeça que pouca gente se dispõe a enfrentar.