Hugo Boss criou os uniformes nazistas?

A consagrada grife de roupa alemã Hugo Boss vestiu os soldados de Adolf Hitler antes e durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Hugo Ferdinand Boss, fundador e dono da empresa, fabricou uniformes para diversas instituições nazistas, como a Juventude Hitlerista e a implacável e criminosa Schutzstaffel (SS), uma das organizações mais vis que já marchou sobre a terra.

A empresa foi fundada em 1924 tendo como foco a produção de uniformes para o governo alemão, o que incluía, por exemplo, fardamentos para o serviço de coleta de lixo e os correios. Como muitas outras companhias do ramo de confecção, a recém-criada marca fabricava (costurava) as mais diversas vestimentas a pedido do governo alemão.

Contudo, a empresa teria sua reputação manchada para sempre por ter feito uso de prisioneiros de guerra durante a Segunda Guerra Mundial, tendo o próprio fundador sido julgado em um tribunal.


Adolf Hitler e seus oficiais em meados de 1939, verificando por onde, durante a Segunda Guerra Mundial, as tropas alemãs marchariam. Créditos: Hugo Jaeger / Timepix/ Time Life Pictures / Getty Images.

As coisas mudaram para Hugo Boss a partir de 1928, com o crescimento do Partido Nazista, que cada vez mais necessitava de grandes estoques de roupas para vestir seus seguidores que, como notoriamente se percebe, andavam uniformizados.

Esse crescimento vertiginoso por fardamento fez a companhia de Ferdinand Boss se integrar às demais empresas que já produziam para o partido de Hitler, o NSDAP (“Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães”, em tradução).


Soldados da Leibstandarte-SS Adolf Hitler, 22 November 1938, Berlim. Créditos: autoria desconhecida / Arquivo Federal Alemão, ID.: 183-H15390.

Em 1931 Ferdinand, após se filiar ao Partido Nazista e firmar excelentes contratos, elevou significativamente seus lucros, principalmente a partir de 1938, quando a nação germânica definitivamente vestiu a farda para ir à guerra, fato que aconteceria em 1º de setembro de 1939 com a Invasão da Polônia.

Nesse ponto, que é delicado, residem fatos pouco conhecidos e de grande especulação sobre o envolvimento entre a companhia de roupas e o Nazismo. O que se referencia é que a filiação de Ferdinand ao Partido Nazista salvou a companhia de uma falência em 1931, fazendo-a se projetar fortemente ao mundo.


Karl Diebitsch e suas criações em porcelana. Diebitsch também criou o famoso sabre cerimonial dos oficiais da SS. Créditos: autoria desconhecida.

Diferentemente do que comumente se noticia, porém, os desenhos das vestes nazistas foram fruto, em sua maioria, do trabalho de outro alemão.

A autoria recai sobre Karl Diebitsch, um dedicado oficial da própria SS, que obteve grande êxito, pois produziu os uniformes mais elegantes da guerra, sendo muitas vezes considerados como os mais belos da história militar moderna.

Esse passado da empresa alemã desperta um gigantesco incômodo, ainda mais quando se descobre que seu próprio fundador utilizou prisioneiros de guerra, sobretudo franceses, poloneses e soviéticos, como mão de obra escrava para confeccionar os uniformes e também pertencia ao Partido Nazista.

Ao fim da guerra, Ferdinand foi julgado e condenado por associação ao regime Nacional-Socialista e por ter usado mão de obra escrava. Como condenação, recebeu ao menos uma pesada multa e perdeu temporariamente seu direito ao voto.

Lembrando, a Hugo Boss não desenhou, mas confeccionou os uniformes nazistas, incluindo os de seu líder.

Em 2011, a empresa Hugo Boss, mais uma vez, pediu desculpas publicamente pelo uso desumano de mão de obra escrava durante a Segunda Guerra Mundial. Quanto ao seu fundador, de acordo com as referências consultadas, não se pode afirmar se era ou não um membro fiel ao partido liderado por Adolf Hitler.


Hitler comemorando seus 50 anos de idade, em 20 de abril de 1939. Os uniformes representavam uma peça fundamental para a pompa da ideologia nacional-socialista Créditos: Hugo Jaeger / Life.

A estética dos uniformes nazistas até hoje impressiona. Apesar de todas as atrocidades e exploração que cercou o nazismo, o design dos uniformes é de primeira linha, e aparentemente o acabamento também era de primeira.

Fonte: incrivelhistoria.com.br, por Eudes Bezerra

O Brasil já teve um time de futebol nazista

Em uma fazenda no interior de São Paulo, a 160 km a oeste da capital, um time de futebol posa para uma foto comemorativa. Mas o que torna a imagem extraordinária é o símbolo na bandeira do time – uma suástica.

A foto, provavelmente, foi tirada após a ascensão nazista na Alemanha, na década de 1930. “Nada explicava a presença dessa suástica aqui”, conta José Ricardo Rosa Maciel, ex-dono da remota fazenda Cruzeiro do Sul, perto de Campina do Monte Alegre, que encontrou a foto, por acaso, um dia.

Mas essa foi, na verdade, sua segunda e intrigante descoberta. A primeira tinha ocorrido no chiqueiro. “Um dia, os porcos quebraram uma parede e fugiram para o campo”, ele disse. “Notei que os tijolos tinham caído. Achei que estava tendo alucinações”.

Na parte debaixo de cada tijolo estava gravada uma suástica.

Ter prédios antigos com tijolos com a suástica é até normal, muita coisa era importada da Alemanha na década de 30, até tijolos. Não devemos esquecer que o governo brasileiro daquela época (ditadura de Getúlio Vargas) era simpatizante do fascismo e só entrou na guerra contra a Alemanha por pressão americana e, Getúlio que não era nenhum bobo, em 1942 percebeu qual seria o lado vencedor… Mas antes disso, o Brasil tinha fortes vínculos com a Alemanha Nazista. Os dois países eram parceiros comerciais e o Brasil tinha o maior partido fascista fora da Europa, com mais de 40 mil integrantes.

Levou anos para que Maciel, com o auxílio do historiador Sidney Aguillar Filho, conhecesse a terrível história que conectava sua fazenda aos fascistas brasileiros.

Ação Integralista

O historiador descobriu que a fazenda tinha pertencido aos Rocha Miranda, uma família de ricos industriais do Rio de Janeiro. Três deles – o pai, Renato, e dois filhos, Otávio e Osvaldo – eram membros da Ação Integralista Brasileira (AIB), organização de extrema direita simpatizante do Nazismo. A família às vezes organizava eventos na fazenda, recebendo milhares de membros do partido. Mas também existia no lugar um campo brutal de trabalhos forçados para crianças negras abandonadas.

“Descobri a história de 50 meninos com idades em torno de 10 anos que tinham sido tirados de um orfanato no Rio”, conta o historiador. “Foram três levas. O primeiro grupo, em 1933, tinha dez (crianças)”.

Osvaldo Rocha Miranda solicitou a guarda legal dos órfãos, segundo documentos encontrados por Aguillar Filho. O pedido foi atendido.

“Ele enviou seu motorista, que nos colocou em um canto”, conta Aloysio da Silva, um dos primeiros meninos levados para trabalhar na fazenda, hoje com 90 anos de idade. “Osvaldo apontava com uma bengala – ‘Coloca aquele no canto de lá, esse no de cá’. De 20 meninos, ele pegou dez”.

Aloysio da Silva era conhecido apenas pelo número. Ele era o 23.

“Ele prometeu o mundo – que iríamos jogar futebol, andar a cavalo. Mas não tinha nada disso. Todos os dez tinham de arrancar ervas daninhas com um ancinho e limpar a fazenda. Fui enganado”. As crianças eram espancadas regularmente com uma palmatória. Não eram chamadas pelo nome, mas por números.

Cães de guarda mantinham as crianças na linha. “Um se chamava Veneno, o macho. A fêmea se chamava Confiança”, conta Silva, que ainda mora na região. “Evito falar sobre esse assunto”.

Até as vacas da fazenda recebiam a suástica

Argemiro dos Santos é outro dos sobreviventes. Quando menino, foi encontrado nas ruas e levado para um orfanato. Um dia, Rocha Miranda veio buscá-lo. “Eles não gostavam de negros”, conta Santos, hoje com 89 anos.

“Havia castigos, deixavam a gente sem comida ou nos batiam com a palmatória. Doía muito. Duas batidas, às vezes. O máximo eram cinco, porque uma pessoa não aguentava. Eles tinham fotografias de Hitler e você era obrigado a fazer uma saudação. Eu não entendia nada daquilo”.

Alguns dos descendentes da família Rocha Miranda dizem que seus antepassados deixaram de apoiar o Nazismo antes da Segunda Guerra Mundial. Maurice Rocha Miranda, sobrinho-bisneto de Otávio e Osvaldo, também nega que as crianças eram mantidas na fazenda como “escravos”. Em entrevista à Folha de São Paulo, ele disse que os órfãos na fazenda “tinham de ser controlados, mas nunca foram punidos ou escravizados”.

O historiador Sidney Aguillar Filho, no entanto, acredita nas histórias dos sobreviventes. E apesar da passagem do tempo, tanto Silva quanto Santos – que nunca mais se encontraram desde o tempo em que viveram na fazenda – fazem relatos muito parecidos e perturbadores de suas experiências.

Para os órfãos, os únicos momentos de alegria eram os jogos de futebol contra times de trabalhadores das fazendas locais, como aquele em que foi tirada a foto onde se vê a bandeira com a suástica. (O futebol tinha papel fundamental na ideologia integralista.)

“A gente se reunia para bater bola e a coisa foi crescendo”, diz Santos. “Tínhamos campeonatos, éramos bons de bola.”  Mas depois de vários anos, ele não aguentava mais. “Tinha um portão (na fazenda) e um dia eu o deixei aberto”, ele conta. “Naquela noite, eu fugi. Ninguém viu”.

Santos voltou ao Rio onde, aos 14 anos de idade, passou a dormir na rua e trabalhar como vendedor de jornais. Em 1942, quando o Brasil declarou guerra contra a Alemanha, Santos se alistou na Marinha como taifeiro, servindo mesas e lavando louça. Depois de trabalhar para nazistas, Santos passou a lutar contra eles.

Argemiro dos Santos ainda guarda a medalha de ouro que ganhou

“Estava apenas prestando um serviço para o Brasil”, explica. “Não sentia ódio por Hitler, não sabia quem ele era”.

Santos saiu em patrulha pela Europa e depois passou um período, ainda durante a guerra, trabalhando em navios que caçavam submarinos na costa brasileira. Hoje, Santos é conhecido, na comunidade onde vive, pelo apelido de Marujo. E se orgulha de um certificado e uma medalha que recebeu em reconhecimento por seus serviços durante a guerra.

Mas ele também é famoso por suas proezas futebolísticas, jogando como meio de campo em vários grandes times brasileiros na década de 1940.

“Naquela época, não existiam jogadores profissionais, éramos todos amadores”, diz. “Joguei para o Fluminense, Botafogo, Vasco da Gama… Os jogadores eram todos vendedores de jornais e  engraxates”. Hoje, ele vive uma vida tranquila com a esposa, Guilhermina, e estão casados há 61 anos. “Eu gosto de tocar meu trompete, de sentar na varanda e tomar uma cerveja gelada. Tenho muitos amigos e eles sempre aparecem para bater papo”, conta.

As lembranças do tempo difícil que passou na fazenda, no entanto, são difíceis de apagar.

“Quem diz que sempre teve uma vida boa desde que nasceu está mentindo”, diz ele. “Na vida de todo mundo acontecem coisas ruins”.

************************

Integralismo Brasileiro

 

 

 

Fonte:

HOLLYWOOD CONTRA HITLER

Hitler não era o semianalfabeto que a propagada dos aliados fez o mundo acreditar. Ele era uma pessoa instruída e um leitor voraz. Segundo amigos, vivia sempre com um livro debaixo do braço e tinha pilhas de livros em casa.

Claro, quantidade não é e nunca foi sinônimo de qualidade, e é bem possível que ele tenha interpretado de forma errada os escritos do filósofo Arthur Schopenhauer, por exemplo, um de seus ícones. Mas o líder nazista era um sujeito educado e inteligente, isso não se pode negar. E aprendemos que líderes educados e inteligentes, e ainda carismáticos e donos de uma oratória convincente, podem provocar grandes mudanças.

Para o bem e para o mal.

Quando Hitler passou a usar maciçamente os então modernos meios de comunicação de massa, como rádio e cinema, para propagar a ideologia nazista, o mundo começou a perceber que ele poderia ser perigoso. Os filmes de propaganda, dirigidos pela cineasta preferida do Führer Leni Riefenstahl, eram extremamente bem feitos. Além de exaltar a figura de Hitler, a superioridade alemã e de sua raça Ariana, eles também a inseriram na história do cinema, com suas técnicas novas de enquadramento, ângulos de câmera, iluminação e nus.

No vídeo abaixo, alguns excertos do filme mais conhecido, O Triunfo da Vontade. Neles estão presentes as principais figuras do nazismo e todos os elementos da arte da propaganda do regime.

O famoso diretor americano Frank Capra percebeu o tremendo poder dessa brilhante peça de propaganda quando a assistiu, em 1943. Ele surpreendeu-se com o cinema produzido pelo Terceiro Reich.

Na sua opinião, o longa-metragem de Riefenstahl, mais do que a celebração do congresso do partido nazista na cidade de Nuremberg, em 1934, representava uma convocação sedutora à obediência e à agressão. “Estamos mortos. Acabados. Não podemos ganhar essa guerra”, declarou. Mas logo decidiu usar as mesmas armas e produziu sete documentários para as Forças Armadas americanas: “Vamos deixar os nossos jovens escutar os nazistas e japas gritarem as suas reivindicações de pertencimento a uma raça superior, e os nossos soldados vão saber por que eles estão em uniformes”, declarou o diretor. Why We Fight, o título da série, explicava por que a guerra contra a Alemanha, a Itália e o Japão era indispensável para a liberdade, usando inclusive trechos de “O Triunfo da Vontade”.

O trailer a seguir é do lançamento da série em DVD, em 2011:

Capra não esteve sozinho no combate ideológico ao nazifascismo. Ele e outros quatro realizadores de Hollywood formaram um grupo a serviço do governo dos EUA.  As razões alegadas por Capra, John Ford, John Huston, William Wyler e George Stevens para se alistar são usuais: o chamado do dever e o fascínio pela aventura.  

Capra foi o único dos realizadores a trabalhar para as Forças Armadas sem pisar em um campo de batalha. A atuação fora do front poupou-lhe danos físicos e psicológicos. Wyler, por exemplo, ficou praticamente surdo depois de filmar dentro de um bombardeiro. Huston voltou para os EUA com transtorno de estresse pós-traumático. Dirigiu Let There Be Light (1946), um documentário a respeito da “neurose da batalha” ou “aniquilação do espírito”. As Forças Armadas censuraram o filme por mais de 35 anos…

Stevens também se traumatizou. Em quase três décadas, o diretor de O Diário de Anne Frank (1959) calou-se sobre a sua experiência na liberação do campo de concentração de Dachau em 1945. Quando se pronunciou, ele citou A Divina Comédia. “Era como se vagasse por uma das visões infernais de Dante.” Enquanto desviava de cadáveres e de sobreviventes de corpos esqueléticos, Stevens filmou tudo o que testemunhava. O material serviu como prova contra os nazistas nos julgamentos de Nuremberg. 

Ford foi o primeiro dos cinco a se arriscar quando registrou o ataque aéreo dos japoneses ao Atol de Midway, no Oceano Pacífico. Enquanto filmava The Battle of Midway (1942), foi atingido por estilhaços. As imagens tremidas, a perspectiva distorcida e o foco turvo criaram um modelo mais realista, incorporado aos documentários de guerra que o sucederam. 

Five Came Back é o título que se deu a esses cinco documentários desses fabulosos diretores, e que mudaram a história do cinema.

Para demonstrar a tremenda influência da técnica desses diretores sobre os filmes posteriores, basta dizer que os primeiros 25 minutos de O Resgate do Soldado Ryan (1998), de Steven Spielberg, se devem às filmagens do Dia D dirigidas por Ford e Stevens. A estética de A Batalha de San Pietro, de John Huston, influenciou Platoon (1986), de Oliver Stone, e Guerra ao Terror (2009), de Kathryn Bigelow.

Mas a contrapropaganda produzida por Hollywood não se limitou aos documentários. Mesmo antes de os Estados Unidos entrarem oficialmente na guerra, a Warner Bros., um dos maiores estúdios da época, lançou em 1941 o filme antinazista estrelado por Gary Cooper, Sargento York, no qual um jovem pacifista abre mão de sua crença para matar e salvar outras vidas.

Os Estados Unidos ainda mantinham relações diplomáticas com a Alemanha, em 1940, e embora muitos militares e políticos pressionassem o presidente Roosevelt a abandonar sua neutralidade, a população era fortemente contra a entrada do país em mais uma guerra (isso só foi mudar em 1943, depois do ataque japonês a Pearl Harbor). Mas Charlie Chaplin não podia perder a oportunidade de ridicularizar o ditador alemão.

Aproveitando uma série de ataques por parte dos nazistas sobre sinagogas e lojas de judeus situadas na Alemanha, fato conhecido como a “Noite dos Cristais”, Chaplin produziu O Grande Ditador em 1940. O filme foi censurado em vários países, inclusive aqui no Brasil, e deixou Hitler furioso.

Hoje, é um clássico do cinema:

Mas Hollywood tinha outras armas em seu “exército”, e uma das mais poderosas foi Walt Disney. Disney teve seu estúdio “engajado” no esforço de guerra. Além de ver diversos de seus animadores convocados para lutar, se viu contratado pelas Forças Armadas para produzir filmes de treinamento e propaganda. Um dos mais celebrados produtos do front cultural do conflito foi o curta animado A Face do Führer, propaganda antifascista que venceu o Oscar de melhor curta de animação de 1943.

Na trama, Donald acorda na Alemanha Nazista, ao som de uma canção que exalta Adolf Hitler, num quarto cercado de suásticas. Logo de manhã, ele saúda Hitler, Hirohito e Mussolini.

Forçado a sair da cama, ele logo se veste com a indumentária nazista e toma seu terrível café da manhã. O pão, envelhecido, está tão duro que é preciso fatiá-lo com um serrote. Logo, Donald é obrigado a ler o livro Mein Kampf, escrito pelo Führer. Acuado, Donald é levado até a fábrica de armas, onde terá de trabalhar “48 horas por dia”, “como um escravo”, para Hitler. A cena na qual o pato tem de atarraxar bombas é uma clara alusão ao clássico Tempos Modernos, de Chaplin. Ao final, Donald felizmente acorda do que se revela ter sido um pesadelo. “Eu estou feliz por ser um cidadão dos Estados Unidos da América”, diz, ufanista.

Usar todas as suas armas foi a maneira que Hollywood encontrou para se contrapor á sofisticada máquina de propaganda nazista.

Mas a ofensiva dos Aliados não se limitou a isso. Quando foi preciso vencer essa guerra, a BBC teve uma ideia engenhosa: contar a verdade sem vernizes. A médio prazo, a sobriedade e o respeito aos fatos e à objetividade levaram a melhor sobre os discursos exaltados de Goebbels e Hitler.

Mas essa é uma história para uma outra vez…