Esses nomes são de duplas sertanejas de verdade

Tem gente que é mesmo criativa ao escolher o nome com o qual vão buscar o sucesso na carreira artística.

O pessoal dessas duplas sertanejas caprichou… E se o sucesso não veio, pelo menos eles marcaram seu nome na história!

Eu mesmo vou criar uma dupla dessas: Cesto & Sentido. Hua hua!

Sei que este não é uma dupla, mas entra como bônus…

E agora, outro bônus: nomes de duplas que a gente gostaria de ver (além da minha, claro, Cesto & Sentido):

 

 

 

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As dez vezes em que Keith Richards escapou da morte

A velha anedota diz que, após o apocalipse nuclear, tudo o que restará serão as baratas … e o KEITH RICHARDS. Nessa lista que vem logo abaixo, o bom e velho Keef sobrevive a vícios em drogas, fogo, veneno, acidentes no palco, Hell’s Angels, bibliotecas e palmeiras. Há muita lenda sobre a incrível longevidade daquele que é, realmente, o Mr. Rock, mas os incidentes relatados, segundo as fontes, têm todos uma ponta de verdade.

1944 – Bombas sobre Londres

Aposto que você não esperava ver Adolf Hitler nesta lista, eh eh eh… Quase que o lendário guitarrista não chegava a sobreviver à guerra para gravar “Satisfaction”, anos mais tarde. Durante o auge dos ataques das bombas-voadoras alemãs a Londres, Keith e a mãe fugiram para uma região que estava fora da linha de fogo. Quando as coisas se acalmaram, eles retornaram e viram que alguns de seus vizinhos foram mortos e o berço do então bebê Keith fora atingido por uma bomba V-1. Tempos depois, ele relembrou o episódio: “Hitler despejou uma de suas V-1 em minha cama! Ele estava procurando acertar meu traseiro, aquele @#$%&@!!”

1965 – Quase eletrocutado no palco

Nos primeiros anos da carreira, a banda quase perdeu uma de suas forças mais criativas. Enquanto fazia uma apresentação em Sacramento, nos Estados Unidos, o grupo começou a tocar “The Last Time” e Keith aproximou-se do microfone para fazer o backing vocal. Acontece que o microfone estava virado para o lado errado, então ele tentou desvirá-lo com o braço de sua guitarra – o que resultou em um choque quase fatal. Em um clarão azul, ele caiu inconsciente, e as cordas da guitarra ficaram queimadas. Posteriormente, o roqueiro chamou o incidente de o momento “mais espetacular” do show e disse que foi salvo por um novo par de botas com grossas solas de borracha.

1969 – Anarquia em Altamont

Se você assistir “Gimme Shelter”, o fascinante documentário sobre os ROLLING STONES, ficará admirado ao saber que todos saíram vivos de Altamont, na Califórnia. Após chegarem a esse concerto gratuito, apressadamente organizado, Mick Jagger foi esmurrado na cabeça. A violência tomou conta durante a apresentação da banda, forçando-os a parar e recomeçar algumas músicas. Um fã que estava assistindo morreu após apontar uma arma a um membro dos Hell’s Angels, que estavam lá para garantir alguma “segurança” (acredite se quiser). Após o show, os Stones foram embora em um helicóptero, e só depois tomaram conhecimento do assassinato. Houve também mais três mortes acidentais. Na verdade, os Rolling Stones queriam interromper o show logo após a confusão do primeiro incidente, mas o líder dos Angels conseguiu persuadir Keith Richards a continuar tocando. O cara estava ao lado dele, apertando o revólver nas costas e ordenando que não parasse de tocar, senão iria morrer. A banda de “prima-donas bichas, metidas” continuou, embora certamente preferisse dar o fora dali.

1971 – Fogo na Cama em Nellcote

Keith e sua namorada Anita Pallenberg quase tiveram um final prematuro durante as gravações de “Exile on Main St.”. Durante as sessões para o LP duplo, gravado na maior parte na mansão alugada por ele no sul da França, chamada Nellcote, o casal estava mergulhado em pleno vício em heroína. Keith tinha uma propensão a desmaios, algumas vezes com a agulha ainda enterrada no braço ou – como naquela ocasião – com um cigarro aceso na mão. A cama ficou em chamas, e ambos acordaram bem a tempo de escapar antes de serem torrados.

Mas não seria a última vez que Keith brincaria com fogo.

1973 – Fogo em Redlands

Keith estava dopado quando tocou fogo em sua propriedade, chamada Redlands. Muitos afirmam que um dos cigarros acesos foi a causa, mas em sua autobiografia “Vida”, ele diz que o fogo foi causado por um rato que comeu a fiação… Em todo caso, o fogo espalhou-se pelo telhado enquanto Keith, Pallenberg e as crianças correram para se salvarem, e depois ele retornou para arrastar para fora os objetos mais caros. Existem fotos famosas que documentam o rescaldo, incluindo uma onde o vemos sentado no gramado, em cima de um carrinho de bebê ….. fumando, lógico.

Anos 70 – Esctricnina na Suíça

Keith sempre afirmou que, apesar de sua reputação, ele era um viciado relativamente responsável e que as únicas vezes em que se meteu em sérios problemas foram quando se drogou junto com pessoas nas quais não confiava. Um dia, ele contou a NME sobre sua pior experiência com drogas: “Alguém colocou estricnina em minha droga, lá na Suíça,” disse. “Fiquei quase que em coma, mas estava totalmente desperto. Eu podia ouvir tudo, e todos estavam falando ‘ele morreu, ele morreu!’, gesticulando e mexendo em mim, e eu pensava, “não estou morto!”

1973 – Troca de Sangue

Uma das mais conhecidas lendas do rock diz que, lá pelos idos de 1973, o sangue de Keith se tornou tão tóxico que um especialista realizou um procedimento experimental no qual o guitarrista trocou todo o seu sangue por alguns litros de sangue limpo. Apesar de que a troca de sangue seja provavelmente falsa (Keith admitiu que ele mesmo espalhou o rumor), há alguma evidência de que ele teve seu sangue filtrado na Suíça em 1973. De acordo com algumas fontes, o roqueiro se submeteu a hemodiálises, as quais permitiram a remoção de substâncias tóxicas de seu corpo para que não houvesse possíveis danos a seus rins. Supostamente, ele teve que permanecer sedado por uns dias para que o procedimento pudesse ser realizado.

1998 – Queda na Biblioteca

E pensar que, apesar de todos os problemas com drogas e sua vida desregrada, o velho Keef quase se ferrou em virtude de um monte de livros! Ele contou o episódio várias vezes: estava na biblioteca de sua casa, em cima de uma cadeira, para poder alcançar um livro sobre os estudos de anatomia de Leonardo da Vinci quando escorregou. Vários livros começaram a cair em cima dele. O acidente resultou em três costelas quebradas e uma turnê adiada.

2006 – Queda nas Ilhas Fiji

Em 2006, Richards levou um tombo de uma palmeira, quando estava em férias com sua família e a família de Ronnie Wood nas Ilhas Fiji. Apesar de que os primeiros relatos indicavam que ele teria caído de uma altura de mais de 12 metros, Keith revelou depois que caiu de uma altura de cerca de 2 metros.  Na autobiografia “Vida”, ele conta que estava nadando antes de subir na palmeira, e suas mãos molhadas teriam feito com que escapassem do galho, caindo no chão e batendo a cabeça no tronco da árvore. Apesar de ele achar que nada mais sério pudesse ter ocorrido, uma “forte dor de cabeça” dois dias depois forçou-o a procurar por cuidados médicos. Resultado: Richards tinha um coágulo causado pela forte batida e teve que fazer uma cirurgia no crânio para resolver o problema. E lá se foi outra turnê adiada…

2008 – Cheirando o Pai

Esses roqueiros… Olha o John cheirando coca… cola!

Logicamente, estricnina não foi a coisa mais estranha que o doidão do Keef já colocou em seu corpo. Como ele mesmo revelou em uma entrevista à revista NME, e depois confirmou em sua autobiografia, ele uma vez cheirou um pouquinho de seu querido e velho pai. “A verdade é que depois de manter as cinzas de meu pai em uma caixa preta por seis anos, pois eu não concordei em espalhá-las ao vento, eu finalmente plantei um robusto carvalho para que pudesse espalhar essas cinzas ao redor da árvore”, contou. “E no momento em que levantei a tampa da caixa, uma fina camada de cinzas caiu na mesa. Eu não poderia simplesmente varrer meu pai pra fora, então esfreguei meu dedo sobre as cinzas e aspirei…”

Ok, Keith não escapou da morte neste incidente. Ao contrário, ele a “interiorizou”…

 

 

 

 

 

 

 

Fontes:

ultimateclassicrock.com

whiplash

O primeiro show em arenas da História: os Beatles no Shea Stadium

Até aquele 15 de agosto de 1965, estádios de beisebol ou estruturas semelhantes jamais haviam sediado um show musical, e pelas mais diversas razões. Os problemas com a sonorização são básicos e óbvios. Mas havia outros tantos, o principal talvez era que o grupo, orquestra ou artista haveria de ser muito famoso para justificar a aparente megalomania de uma performance em espaço tão grande quanto incomum. Os Beatles seriam esse grupo?

Em 1965, é provável que não existisse ninguém mais famoso na face da Terra.

Longe de sua Inglaterra, os Fab Four (Quatro Fabulosos, como eram chamados) toparam o maior dos desafios até então, aceitando uma produção tocada em parceria pela NEMS Enterprises, de Brian Epstein, e a Sullivan Productions, do apresentador Ed Sullivan. O evento contou com todos os requintes de mídia disponíveis à época. A disposição de todos era fazer um evento grandioso, profissionalmente filmado, e que seria transformado posteriormente em especial de TV nos Estados Unidos e na Inglaterra.

A intenção para o show no Shea Stadium, de beisebol, em Nova York, era que os Beatles descessem com um helicóptero bem no meio do campo e que dali fossem correndo para o palco. Mas essa ideia foi abortada por não terem conseguido autorização, pois seria uma manobra perigosa demais de se realizar. O que aconteceu foi que eles pousaram com o helicóptero a uma certa distância do estádio e, de lá, foram levados em um furgão blindado da empresa Wells Fargo (os distintivos que eles usavam nas roupas, durante o concerto, eram dessa empresa).

Quando o apresentador Ed Sullivan subiu ao palco e usou os microfones para proferir a frase histórica: “Now, ladies and gentlemen… honored by their country, condecorated by their queen and loved here in America, here they are: The Beatles!”, a plateia teve certeza de que eles de fato iriam se apresentar ali. Antes, a produção americana obrigou a plateia a aguentar, por quase uma hora, um festival impressionante de artistas sem grande expressividade, como o grupo Sounds Incorporated, Cannibal & Headhunters, Brenda Holloway e King Curtis Band. Após a apresentação de Sullivan, já trajados com os “terninhos militares”, com os distintivos da Wells Fargo, os Beatles subiram as escadas que davam acesso ao gramado do estádio e correram até o palco, ouvindo 55.600 fãs gritando descontroladamente.

O impressionante é que os ingressos, quando colocados à venda, foram vendidos em poucas horas. Numa época em que não havia smartphones, nem aplicativos e nem internet.

Imagens tiradas no show mostram muitos adolescentes e mulheres chorando, gritando, e até mesmo desmaios. O barulho da multidão era tal que os policiais podiam ser vistos a tapar os ouvidos quando os Beatles entraram. Apesar da presença de forte esquema de segurança, alguns fãs conseguiram entrar em campo várias vezes durante o show e foram perseguidos e contidos. O filme também mostra John Lennon irônico, apontando um incidente desses enquanto ele tentava conversar com o público entre as músicas.

O setlist desse show – extenso, para a época – foi:

Twist And Shout
She’s A Woman
I Feel Fine
Dizzy Miss Lizzy
Ticket To Ride
Everybody’s Trying To Be My Baby (quinta faixa do lado 2 do vinil “Anthology 2”)
Can’t Buy Me Love
Baby’s In Black
I Wanna BeYour Man
A Hard Day’s Night
Help!
I’m Down

Haviam alguns famosos assistindo a esse lendário concerto dos Beatles. Mick Jagger, Keith Richards e Andrew Loog Oldhan, empresário dos Rolling Stones, assistiam tudo de um lugar situado atrás da saída do estádio, de frente para a primeira base. Segundo consta, Mick Jagger ficou surpreso com a reação do público com os Fab Four. Quem também estava no concerto era a futura atriz Meryl Streep, que tinha 16 anos na época, e estava com um “button” escrito “I Love You, Paul”.

Os Beatles voltaram ao estádio no dia 23 de agosto do ano seguinte, dessa vez tocando para um público menor, de 44.000 pessoas. Seis dias depois (29/08/1966), eles realizariam seu último concerto de turnê, no Candlestick Park, em São Francisco.

Em 2009, Paul voltou ao Shea Stadium – que agora se chama Citi Field e fica ao lado do estádio antigo, demolido em 2008.

Se você nunca assistiu, esta é sua chance de ver o primeiro show de rock em arenas da história:

 

Fonte:

The Beatles Brasil

Warner paga multa para encerrar disputa sobre ‘Happy birthday’

Para colocar um ponto final na disputa sobre os direitos autorais de “Happy birthday” — a versão original do nosso “Parabéns a você” — a Warner/Chappell aceitou pagar US$ 14 milhões (quase R$ 55 milhões). A empresa quis evitar um processo por receber indevidamente royalties sobre uma canção em domínio público,, já que cobrava pelo uso da música em filmes, seriados e outras situações com finalidade comercial, nos Estados Unidos.

Tudo começou com Jennifer Nelson, que estava fazendo um documentário sobre a música mais popular em língua inglesa. Após ser notificada de que deveria pagar uma licença no valor de US$ 1.500, a diretora abriu um processo coletivo (uma class action suit) contra a editora musical, uma divisão da megagravadora Warner Music, alegando que a canção não estaria protegida pelas leis de propriedade intelectual.

Para requerer proteção, uma obra precisa ser original e inédita. Como a singela letra “happy birthday, dear …” aparece já em livros educativos do começo do século XX, os advogados argumentaram que ela já deveria estar em domínio público devido a sua divulgação pública, abandono de direitos por parte das autoras, as irmãs Patty e Mildred J. Hill de Ohio, que a compuseram em fins do século XIX, e término do período de proteção.

Em setembro de 2015, o juiz responsável pelo processo, George H. King, decidiu que a Warner possuía direitos apenas sobre um arranjo específico do hino de aniversário, sem poder cobrar por sua execução livre. Em outras palavras, ele praticamente decretou que a canção estava em domínio público, o que deixou a editora sujeita a ser processada por todas as vezes que cobrou direitos sobre a canção. A Warner esperava manter o copyright até 2030, o que poderia gerar receitas entre US$ 14 milhões e US$ 16,5 milhões.

Com o acordo, a editora musical também se compromete a não impedir que a canção seja oficialmente decretada como domínio público. Um terço dos US$ 14 milhões pagos deve ficar com os autores da ação. O restante será distribuído entre pessoas que pagaram pelo licenciamento de “Happy birthday” ao longo dos anos e que se encaixam nos critérios da categoria defendida pelo processo.

A versão que cantamos em festas infantis no Brasil foi feita por Bertha Homem de Mello. Ela inscreveu a letra em um concurso realizado em 1942, concorrendo com outras cinco mil versões. No ranking de músicas mais executadas em casas de festas durante 2014, organizado pelo Ecad, “Parabéns a você” aparece em terceiro lugar.

 

Você já cantou errado algumas músicas?

“Trocando de biquíni sem parar”? Não, é “tocando B.B. King sem parar”.

Você já cantou assim também, não é? Eh eh eh…

Li uma matéria uma vez que falava sobre esse assunto, a gente usar de “embromation” quando não entende a letra de uma música. Fiz muito isso.

Tem aquela do Djavan, lembra? A que tem a frase “amar é um deserto em seus temores”, que a gente repete “amarelo deserto”, sem perceber que estava se afogando no Oceano! 

No começo, eu achava meio sem sentido a Whisky a Go-Go do Roupa Nova… Na hora do refrão, mandava ver “Eu perguntava e o holandês?”. Só muito depois entendi que era “Eu perguntava ‘do you wanna dance?’”. Quanto mico eu paguei…

Tanto quanto eu cantando “I get high” (fico doidão) em I Wanna Hold Your Hand dos Beatles, em vez de “I can’t hide” (não consigo esconder). E olha que sou beatlemaníaco desde sempre! Eu achava que a letra falava de maconha, vê se pode? Às vezes derrapo e solto um “I get high” sem querer.

E tem muito mais. Eu e vários amigos do colégio ouvíamos o Jimi Hendrix pedindo licença para beijar um rapaz em Purple Haze. No trecho em que ele canta “Excuse me while I kiss the sky” (com licença, enquanto beijo o céu), a gente entendia “Excuse me while I kiss this guy” (com licença, enquanto eu beijo esse cara).

E a música-tema do filme Ghostbusters (“Os Caça-Fantasmas”), de Ray Parker Jr? Lembra do refrão? Sempre achei que ele chamava “Those bastards!” (aqueles bastardos), ah ah ah!

Tem algumas que nunca cantei errado, mas ouvi muita gente fazendo isso. Exemplos? A do Belchior, que ficou famosa com a Elis Regina, Como Nossos Pais, no trecho “Pois você que ama o passado e que não vê”.  Já ouvi pessoas berrando “E você que é mal passado e que não vê”…

Ou a do Roberto Carlos, Um Milhão de Amigos,  quando ele diz que quer um coro de passarinhos, muita gente dizia “eu quero o couro dos passarinhos”.

E o Tim Maia não podia faltar.

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Estava fazendo curso de inglês na União Cultural Brasil-Estados Unidos, terminando o colegial, e ouvi aquele som diferente, um blues cantado em português por um cara com um vozeirão tremendo. Não deu outra, a rodinha feita no intervalo das aulas, o amigo dedilhando a melodia de Azul da Cor do Mar no violão, e eu mandei: “Maaas… quem sofre sempre tem que procurar… pelo menos VIAJAR razão para viveeer…”. Levei séculos para entender que ele dizia “… pelo menos VIR ACHAR razão para viver”.

E, para finalizar, ia me esquecendo da melhor de todas, um clássico, e que acho que todo brasileiro que a escutou uma vez canta assim:

QUANTA LAMERA, ARRIBA, QUANTA LAMERA! QUANTA LAMEEEEEEERA, ARRIBA QUANTA LAMEEEEEERA!!!

Se você nunca ouviu, veja se eu não tenho razão:

 

 

 

Foto de pássaros vira música

Um belo dia, o repórter fotográfico d’O Estado de S. Paulo Paulo Paulo Pinto fez uma imagem de pássaros pousados em fios de luz no interior do Rio Grande do Sul. Na publicação no jornal, o publicitário Jarbas Agnelli viu música. Na disposição dos pássaros nos fios, ele enxergou notas musicais que poderiam se tornar uma bela canção.

A foto chamou atenção por ter cinco fios de alta tensão, o numero exato de linhas de uma pauta musical. O publicitário explicou o processo:

“Lendo o jornal de manhã me deparei com uma foto de pássaros nos fios. Recortei a foto e decidi compor uma música, usando a exata posição dos pássaros como notas. Pura curiosidade em ouvir que melodia aqueles pássaros estariam criando. Esse trabalho foi feito sobre a foto original, publicada num dos maiores jornais brasileiros “O Estado de São Paulo” em 27/ago/2009, e clicada por Paulo Pinto. (nota: eu apenas apaguei os pássaros para o efeito no fínal, mas não mudei suas posições)”.

Depois de tocar a música no piano, Agnelli pesquisou quem era o dono da foto e lhe enviou a música. Animado com a ideia, o fotógrafo Paulo Pinto retornou a Agnelli enviando a foto original sem cortes. “Ele ficou superemocionado e muito feliz. Mandou a foto original de volta, que tinha mais passarinhos, porque a foto havia sido cortada nas duas pontas. Aí eu ganhei mais umas quatro notas para um lado e umas quatro notas para o outro”, contou o músico.

Animado com a ampliação da peça, Jarbas voltou ao computador e refez a música toda em mais uma madrugada. Feliz com o resultado, resolveu criar um vídeo que explicasse seu raciocínio nessa leitura.

O vídeo, que fez enorme sucesso, segue abaixo:

A música foi composta no Logic. O vídeo, no After Effects. “Birds on the Wires” foi vencedor do Youtube Play Guggenheim, selecionado entre 23.000 concorrentes.

 

 

Fontes:

Estado de S. Paulo

industriacriativa.espm.br

 

Os robôs músicos

Chico MacMurtrie, artista de Brooklyn, constrói robôs há cerca de três décadas. As suas criações não aspiram a casa, ensinam idiomas estrangeiros  a crianças ou tentam dominar o mundo; foram concebidas para tocar música, principalmente ritmos sincopados, e talvez evocar alguma reflexão sobre a humanidade.

A maioria das máquinas que constrói tem formas abstratas, alturas de média a enorme, e são controladas por conjuntos de computadores, servomotores e acionadores pneumáticos.

Ainda que tenham sido produzidos para diferentes instalações artísticas expostas em todo o mundo, os robôs de MacMurtrie têm em comum uma espécie de fantasia sombria, nascida do contraste entre a brutalidade da sua maquinaria e a inocência dos seus movimentos canhestros. Um dos robôs, por exemplo, dedilha o seu corpo encordoado, enquanto outros saltam pelo chão de uma maneira não muito diferente de uma criança.

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Agora, MacMurtrie transformou a sua considerável coleção numa orquestra que tocará pela primeira vez na costa leste dos Estados Unidos, na «Igreja Robótica» que ele criou. Três espetáculos gratuitos foram realizados no dia 22 de setembro no Brooklyn. Outros espetáculos estão planejados até o dia 27 de Outubro.

Achei incrível essa iniciativa, e você pode ver informações adicionais  na página da «Igreja Robótica»  no Facebook.

Pode ainda ver o vídeo aqui:

Agora, admito, que é estranho, é…