São Paulo é assim

Apesar de muitos pesares (e não preciso listar todos eles), e de não ter nascido aqui (sou apenas um cara latino-americano vindo do interior), fui adotado por essa metrópole e gostei dela, como tantos outros milhares de pessoas.

Pena que ela seja uma cidade que teima em afastar seus moradores por conta de seus muitos – e quase insolúveis – problemas.

Para quem não conhece, viver em São Paulo é viver em um lugar com:

  •  – 10.886.518 habitantes. Se for considerada a região metropolitana, ou seja, os 38 municípios que circundam a capital, a população chega a aproximadamente 19 milhões de habitantes. (Portugal tem 10 milhões e meio de habitantes)
  • – uma área maior do que de Cuba.
  • – mais de 70 shopping centers
  • – a BOVESPA – a maior bolsa de valores da América do Sul
  • – a Bolsa de Mercadoria e Futuros – BM&F, a sexta maior do mundo em volume de negócios
  • – o Hospital das Clínicas, o maior e mais renomado complexo hospitalar da América Latina
  • – o maior shopping center da América Latina – o Centro Comercial Aricanduva, com 500 lojas
  • –  6 dos portais da internet mais conhecidos e que estão baseados em São Paulo
  • – 12,5 mil restaurantes
  • – 52 tipos de cozinha
  • – 15 mil bares
  • – 3,2 mil padarias (10,4 milhões de pãezinhos por dia e 7,2 mil por minuto)
  • – 500 churrascarias
  • – 250 restaurantes japoneses
  • – 6 mil pizzarias (1 milhão de pizzas por dia, 720 por minuto)
São Paulo é:
– a 3ª maior cidade italiana do mundo
– a maior cidade japonesa fora do Japão
– a maior cidade portuguesa fora de Portugal
– a maior cidade espanhola fora da Espanha
– a 3ª maior cidade libanesa fora do Líbano
E , segundo uma votação realizada no site da empresa de turismo da cidade, os 20 programas imperdíveis a fazer na cidade são:
  1. comer sanduíche de mortadela no Mercado Municipal;
  2. conferir os cantos gregorianos no Mosteiro de São Bento;
  3. assistir a um concerto no Teatro Municipal ou na Sala São Paulo;
  4. apreciar a vista da torre do Banespa;
  5. assistir a uma montagem da Broadway em uma das casas de espetáculo da cidade;
  6. visitar o Masp e o Museu do Ipiranga;
  7. curtir os bares da Vila Madalena
  8. passear no Parque do Ibirapuera;
  9. visitar a Pinacoteca;
  10. visitar o Museu da Língua Portuguesa
  11. conhecer o Zoológico
  12. conferir uma cantinha do Bixiga;
  13. assistir um páreo no Jóquei;
  14. subir ao Pico do Jaraguá;
  15. passear no Páteo do Collegio e no Centro Histórico;
  16. visitar a Liberdade;
  17. visitar a Feira da Benedito Calixto;
  18. conferir uma corrida no Autódromo de Interlagos;
  19. visitar uma feira no Anhembi
  20. assistir a um ensaio numa quadra de escola de samba

O pior museu de cera do mundo

Acho que todo mundo já ouviu falar do Museu de Cera de Madame Tussaud.

 Ele possui a maior coleção de figuras de celebridades do mundo. A sede está em Londres, mas também existem filiais em Nova Iorque, Washington, Las Vegas, Orlando,  Los Angeles, Tóquio e muitas outras cidades.

O verdadeiro Ryan Reynolds está à esquerda…

Marie Tussaud nasceu em Estrasburgo, França, e  sua mãe trabalhou como governanta para o Dr. Philippe Curtius, um médico com talento em modelação da cera, que ensinou à menina essa arte. Ela começou sua carreira fazendo em cera máscaras de vítimas famosas da Revolução Francesa. Então, se mudou para a Inglaterra em 1802, aceitando uma oferta de um mágico para exibir suas criações no espetáculo dele.

Por conta das guerras napoleônicas, ela não pôde voltar à França e continuou viajando pela Grã-Bretanha exibindo sua coleção, até que se estabeleceu na Baker Street em Londres (isso mesmo, a rua onde teria vivido Sherlock Holmes!) e lá abriu seu museu. Para incrementar a coleção, ela adicionou figuras de Lord Nelson e de outras celebridades da época.

O sucesso das figuras de cera de Madame Tussaud sempre se deveu à extrema fidelidade aos modelos reais, assombrosamente parecidos com as pessoas de carne e osso.

Mas há um Tussaud que rompeu com a família e abriu seu próprio museu: Louis Tussaud’s House of Wax, que hoje fica em Norfolk, região litorânea no leste da Inglaterra.

Bisneto da fundadora, ele brigou com o irmão – diretor artístico do Museu de Cera famoso – talvez porque seus trabalhos de modelagem não chegassem a alcançar os critérios estabelecidos pela casa famosa.

Furioso, passou a exibir seus trabalhos em seu museu, transformando-o no mundialmente conhecido “Pior Museu de Cera” da história. E seus seguidores continuam mantendo a… Digamos… Tradição em criar os piores bonecos de cera de todos os tempos. Alguns exemplos:

É ele, sim, o Arnold.

O… Glup!… Michael Jackson.

Supostamente, o Mr. Bean.

Victoria Beckham de verdade.

Essa é a Victoria Beckham do museu de cera, juro!

Todo mundo sabe quem é esse, não? O Charles…

E todo mundo sabe quem são esses, não é mesmo?

Pra encerrar a exibição, a semelhança é incrível…

Sem querer zoar demais, mas já fazendo isso… Compare com os bonecos de cera dos 007 que foram exibidos no Madame Tussaud.

Da esquerda para a direita, Sean Connery, George Lazenby, Roger Moore, Timothy Dalton e Pierce Brosnan.

O atual James Bond, Daniel Craig.

O irmão de Louis Tussaud teve razão em demiti-lo, certo?

 

Museu dedicado a arte ruim expõe quadro de Mona Lisa transexual

Ah ! Nada como apreciar a beleza enigmática de uma Mona Lisa! Mas se o caro leitor prefere obras menos… Digamos… Convencionais, é possível deixar de visitar o Louvre em Paris e conhecer o Museum of Bad Art em Boston, nos Estados Unidos.

Mana Lisa, a interpretação transgênero do clássico de Da Vinci

Mana Lisa, a interpretação transgênero do clássico de Da Vinci

O autor da Mana Lisa não está identificado, como boa parte do acervo do museu. Mas não pense que isso facilita para qualquer rabisco integrar a coleção.  Segundo Louise Reilly Sacco, diretora executiva do museu, só são aceitos se forem “sinceros e originais”.

“Procuramos trabalhos que deram errado em algum sentido. Pode ser um trabalho de um artista talentoso que estava buscando algo novo e tomou uma decisão infeliz”, disse Sacco ao tabloide inglês “Daily Mail”.

Por mês, o museu recebe cerca de 20 trabalhos para serem avaliados, mas apenas quatro ou cinco passam a integrar a coleção do museu. Hoje, o museu conta com 600 obras distribuídas em várias galerias.

A seguir, algumas amostras:

OLYMPUS DIGITAL CAMERA image05

OLYMPUS DIGITAL CAMERA OLYMPUS DIGITAL CAMERA OLYMPUS DIGITAL CAMERA OLYMPUS DIGITAL CAMERA

 

O logotipo do museu explica sua filosofia:

MuseumofBadArt

A Senhora do Cao

A Senhora do Cao, ou Dama do Cao, é o nome que se dá à múmia de uma governante da cultura moche que governou o norte do Peru no século IV d. C. Depois da descoberta e das investigações científicas que confirmaram a importância do fato, a notícia foi dada em 15 de maio de 2006 pela equipe de arqueólogos peruanos dirigida por Régulo Franco Jordan, do Instituto Nacional de Cultura peruano. As investigações contaram com o apoio financeiro da Fundação Augusto Wiese.

File:La Señora de Cao.JPG

Antes dessa importante descoberta, pensava-se que apenas os homens exerciam altos cargos no antigo Peru. Acredita-se que a dama tinha o status de governante da sociedade teocrática do vale do Rio Chicama, além de ser considerada uma autoridade quase divina.

A Senhora do Cao teria falecido por complicações no parto aproximadamente no ano 400 d.C., e os restos mumificados da governante, de 1,45 m de altura e entre os 20 e 25 anos, estavam cobertos por 18 colares de ouro, prata, lápis lazuli, quartzo e turquesa, além de 30 adornos de nariz de ouro e prata, diademas e coroas de cobre dourado.

Seu corpo ainda apresenta visíveis nos braços, depois de 1500 anos, tatuagens de serpentes, aranhas, crocodilos, macacos, leopardos, abelhas e mariposas, que representam a fertilidade da terra, e que também indicavam seus dotes como xamã.

 

Nada como sair com os amigos no século 21…

… Para tomar um café…

Jantar no restaurante favorito…

Visitar um museu…

Encontrá-los em uma lanchonete…

Relaxar na praia…

Dar uma volta de carro…

Ou simplesmente para um encontro.

Sempre fui a favor de um diálogo produtivo!

 

Fotos raras mostram como o Museu de História Natural, em Nova York, preparava suas exibições

Inaugurado em 1877, o famoso “American Museum of Natural History”, o museu americano de história natural, conta atualmente com mais de 32 milhões de espécies e objetos distribuídos em aproximadamente 45 salas de exposição, sendo considerado um dos maiores museus de história natural do mundo.

Se você estiver em Nova York, NÃO PODE deixar de dar uma conferida no museu. Vale muito a pena, e ele é tão grande, mas tão grande (e interessante), que dá para passar o dia inteiro lá dentro.

1382033698 Você vai encontrar esqueletos gigantescos, principalmente de dinossauros. Além de uma coleção incrível de animais empalhados com cenários espetaculares, os dioramas, dos quais falo um pouco neste post. Muita informação sobre diferentes civilizações, como egípcios, persas, hindus, chineses, japoneses e tibetanos, gregos, astecas, maias e até tupis. Bem, quem assistiu o filme “Uma Noite no Museu”, com Ben Stiller, vai ter uma ideia de como é esse gigantesco e fabuloso complexo, já que muitas cenas foram filmadas lá.

19894226Mas, calma, pode ir visitar sossegado, nenhum dinossauro vai sair correndo atrás de você…

Veja algumas fotos das exibições, que mostram animais selvagens e dinossauros:

cheeta-museu-nacional-de-historia-natural-de-washington

New-York-City-Tourism-in-American-Museum-of-Natural-History

museu-historia-natural-nova-york

Por falar em dinossauros, descobri algumas fotos antigas, do início do século XX, que mostram como os funcionários montavam esses enormes esqueletos. E o mais legal é que, apesar de antigas, a maioria das técnicas de preparação dessas peças não mudou muito desde então.

Um funcionário do museu monta um mastodonte para exibição, usando fios e suportes.

35140.tif

Esta foto de uma moldura em forma de elefante, de 1934, mostra a primeira etapa na montagem do animal, com base num modelo menor.

282213.tif

Isto é parte de um brontossauro. A imagem mostra os membros frontais sendo modelados, em 1904.

17506.tif

Abaixo, um modelo de argila feito em 1909, de um hipopótamo. Mais de 100 anos depois, o processo não mudou.

14536.tif

Este é o quadro usado para montar um modelo de uma baleia azul em tamanho natural, em 1906.

31543.tif

Muitas dessas peças ainda estão em exibição hoje. Por isso, lembre-se, quando for visitar a Big Apple, reserve um dia para fazer esse passeio incrível!

Fontes:
Museu Americano de História Natural
gizmodo.uol.com.br