Tabus e crenças que envolveram a menstruação ao longo da história

Regras, “aqueles dias”, fluxo, mênstruo, menorreia, “chico”… São vários os nomes dados à menstruação, assim como também são muitas as crenças e ideias equivocadas a respeito desse assunto que, ainda hoje, é cercado de preconceito e desconhecimento.

Conselheira secreta

Modess, o primeiro absorvente interno descartável, foi lançado nos Estados Unidos na década de 1930 pela Johnson&Johnson e chegou por aqui em 1945. Como menstruação era um assunto pouquíssimo discutido em casa, por pudor e preconceito, a empresa criou uma conselheira feminina fictícia chamada Anita Galvão para responder as cartas das consumidoras em total sigilo. Além de orientações sobre como usar o produto, as mulheres pediam também orientação e dicas sobre questões sexuais.

Medo do frio

Por mais que os costumes tenham evoluído e o acesso à informação ampliado, muitos mitos ainda persistem na cabeça das brasileiras. Segundo um estudo global sobre a menstruação ao redor do mundo feito pela marca Sempre Livre em parceria com a KYRA Pesquisa & Consultoria, 43% das jovens entre 14 e 24 anos não andam descalças quando estão “naqueles dias”. De acordo com crenças populares que não correspondem à realidade, esse hábito pode piorar as cólicas. Além disso, 31% evita lavar os cabelos –ou conhece alguém que evita–, com medo de ficar doente (o que também é um mito).

Fase vergonhosa

Em muitos lugares da África do Sul, a menstruação ainda é motivo de vergonha. Para muita gente, as mulheres ficam “impuras” durante essa fase. Por isso, não podem encostar em imagens religiosas, que são vistas como sagradas, nem entrarem em templos.

Lista de proibições

Considerado o país com uma das culturas mais machistas do mundo, a Índia não é –literalmente– um país bom para menstruar (ou para ser mulher, na verdade). Quando estão menstruadas, as mulheres são consideradas “sujas” e intocáveis. Algumas pessoas, inclusive, acreditam que elas fiquem amaldiçoadas durante esse período, o que as impede de entrar na cozinha (sob o risco de contaminar os alimentos), dormir na própria cama, se sentar à mesa com a família e sair de casa.

Sem banho

Nas Filipinas, uma parcela significativa das mulheres não toma banho nem lava o cabelo durante a menstruação, pois ainda impera o mito de que a água faz o “sangue subir para a cabeça, causando loucura”. Elas também são proibidas de preparar certos alimentos, como maionese e bolo, porque acreditam que não ficam tão bons.

Tampões monstruosos

Durante a Idade Média, época em que a mulher era tida praticamente como pária da sociedade, a Igreja Católica não via com bons olhos a menstruação. Tecidos, principalmente o linho, eram usados como absorventes e depois lavados e reutilizados. Como não havia calcinhas na época, as moças enrolavam os panos e prendiam como podiam quando estavam menstruadas. Só que, com uma certa frequência, esses “absorventes” caíam no chão e causavam grande alvoroço entre as pessoas ao redor. Os homens, em especial, os chamavam de “tampão monstruoso”. As mulheres usavam noz-moscada ou pequenas bolsas de flores secas para esconder o cheiro do tecido encharcado de sangue.

Perigo ao pênis

Alguns homens da época medieval achavam que a menstruação era algo venenoso, que poderia estragar o vinho e as colheitas e até deixar os animais loucos. Menstruar era algo imundo e poluído e alguns médicos acreditavam até que era uma doença mensal que precisava ser tratada. Sexo, nem pensar: o sangue podia queimar a pele do pênis.

Disney audaciosa

Apesar de sua fama de pudica, a Disney criou um curta-metragem sobre menstruação em 1946 em parceria com a empresa Kimberly-Clark. Ele fazia parte de uma série de animações específicas para exibição em escolas americanas. “The Story of Menstruation”, disponível no YouTube, explica a meninas com idades entre 11 e 17 anos o que é a menstruação e como elas devem se portar durante o ciclo menstrual, com dicas curiosas como “você pode e deve tomar banho”. Em 2015, o curta assistido por pelo menos 105 milhões de garotas foi escolhido para fazer parte do National Film Registry, seleção de filmes preservados pela Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos, por conta de seu significado “cultural, histórico e estético”.

Reserve 10 minutos e veja com que delicadeza e criatividade Disney tratou desse assunto, há mais de 70 anos!

Termo ofensivo

Quem é, afinal de contas, o homem citado na expressão “Tá de chico?”. Na verdade, a frase não se refere a nenhum Francisco específico para aludir à menstruação. Em Portugal, “chico” é sinônimo de “porco” –por isso temos em nosso vocabulário a palavra “chiqueiro”. Ou seja, trata-se de uma forma nada lisonjeira de relacionar a menstruação à imundície.

Leite azedo

No século 19, qualquer assunto relativo ao sexo era tabu nas tradicionais famílias brasileiras. Quando menstruavam, as mulheres se isolavam dos demais –crendices de que o sangue podia azedar o leite, entre outras lendas, dominavam o imaginário popular. E os “paninhos” deviam ser lavados e pendurados para secar em locais não alcançáveis à visão dos maridos.

Fontes:

Heloísa Noronha, colaboração com Universa

“Histórias Íntimas – Sexualidade e Erotismo na história do Brasil” (Ed. Planeta), de Mary del Priore

“O guia dos curiosos – Sexo” (Panda Books), de Marcelo Duarte e Jairo Bouer

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Mulheres e Cerveja, uma história que vem de longe

Não pense que só os barbudos com cara de lenhador apreciam a cerveja. Mulheres e cervejas têm uma relação que vem de milênios!

Cerveja é coisa de mulher há mais de 10.000 anos!

Pois foram elas que fizeram as primeiras cervejas, segundo achados arqueológicos importantes. E um dos mais antigos registros encontrados é o chamado Hino à Ninkasi, um poema dedicado à deusa suméria… da cerveja!

Representação moderna de Ninkasi.

Era mais do que um poema, na verdade era uma receita, explicando como fermentar uma espécie de sopa que foi uma das bases da alimentação dos sumérios, usando grãos, frutos, mel e tâmaras. Segundo a crença, era Ninkasi quem preparava esse alimento tão importante, para eles, quanto o pão.

O Código de Hamurabi, conjunto de leis escritas por volta de 1772 a.C. pelos babilônios, indicava que as mulheres eram donas das tavernas e vendiam as cervejas que elas mesmas produziam.

Os babilônios também reconheciam o papel das mulheres no preparo da bebida.   Os hieróglifos dessa época descrevem as mulheres fazendo cerveja e bebendo-as através de uma espécie de canudo. Essas cervejeiras desenvolveram esses objetos para atravessar a camada de “espuma” formada na fermentação, e que flutuava no topo das tinas de barro.

O nome da bebida veio dos gregos

Ceres era a deusa da agricultura e dos grãos e, por conta disso, da cerveja. É de seu nome que surgiu a palavra cerveja, que vem do grego Ceres Visia, ou seja, “Aos olhos de Ceres”.

Para os gregos, a bebida alcoólica era um fenômeno divino, pois não se sabia como ocorria a fermentação. Por isso era usada como uma ponte entre o mundo dos homens e o mundo dos deuses.

Os egípcios também também reservavam às mulheres o papel de fazer a cerveja.  Mas, com o aumento das “fábricas” no país – talvez por conta do aumento de consumo… – elas foram substituídas pelos homens e colocadas em outras funções.

As cervejeiras no mundo antigo

As mulheres germânicas fabricavam cervejas nas florestas, para escapar dos invasores romanos, assim como o faziam mulheres por toda a Europa antiga.

Não haviam mulheres cervejeiras apenas na Europa, porém. Os povos nativos da África, da América do Norte ou dos Andes da América do Sul também permitiam que as mulheres fossem as fabricantes da bebida, usando o que tivessem à mão: flores, cactos, sementes, o que quer que fermentasse e resultasse em bebida alcoólica.

Até a Revolução Industrial, as mulheres europeias alimentavam seus maridos e crianças com cervejas de baixo teor alcoólico e ricas em nutrientes, como suas ancestrais faziam quando não tinham o pão.

A cerveja e as bruxas

Algumas cervejeiras mais… digamos… empoderadas produziam mais do que suas famílias precisavam e vendiam o excedente. Acontece que, pelas leis de então, isso não era permitido e os homens passaram a tomar conta da produção e venda.

Os homens construíram cervejarias e formaram redes de comércio internacional.  E, na medida em que a Idade das Trevas abriu caminho ao Renascimento, as cervejeiras perderam sua relevância e muitas mulheres foram até processadas como bruxas!

Claro, não se pode provar que exista uma conexão entre as cervejeiras e as ilustrações que se usavam para “promover” a caça às bruxas. Mas as imagens dos caldeirões fumegantes,  vassouras (que eram penduradas fora da porta para indicar que havia cerveja), gatos (para perseguir e afastar ratos dos grãos) e chapéus pontudos (para serem vistos acima da multidão no mercado) permanecem até hoje.

Por volta de 1700, as mulheres já tinham quase que interrompido totalmente a fabricação de suas cervejas, e sua associação à bebida foi sendo gradualmente dissipada.

Foi então que se cristalizou a imagem de que “cerveja é coisa pra homem“.

Desde a metade do século XVIII, não se permitiu mais mulheres produzindo a bebida nas cervejarias e somente em meados dos anos 1960 que elas foram aceitas novamente na produção – embora continuassem a consumir a bebida ou a produzi-la em escala doméstica em diversas regiões do planeta.

Hoje em dia…

As pressões de várias camadas da sociedade estão conseguindo, lentamente, diminuir a objetificação da mulher na propaganda das cervejas. Além disso, mulheres estão ocupando muitas posições de relevância na indústria.

Nada mais natural que elas mostrem aos barbudos e às cervejarias que esse espaço é delas desde o começo…

 

Fontes: G1, Wikipedia, thebeerplanet.com.br

Quanto custa uma bolsa de marca?

Cansei de ver pessoas nas vitrines com olhar melancólico de quem quer mas não pode ter: “É tão caro!”

Outro dia, passando numa loja do bairro oriental de São Paulo, vi várias bolsas “alternativas” que copiavam as bolsas de marca. Você escolhia qual comprar e escolhia também o logotipo com a marca preferida: Gucci, Prada, Chanel… E muita gente comprava, pagando menos de 5% do preço da bolsa verdadeira, segundo a lojista.

Eram lojinhas e lojinhas, uma atrás da outra, oferecendo essa “barganha”. Aí, me perguntei: mas por que as bolsas de marca são tão caras? E quanto custa uma bolsa de marca, afinal?

Uma bolsa de marca custa MUITO caro

E tudo é muito caro no Brasil… Mas já voltamos a isso.

As bolsas de marcas são caras porque o processo de produção é artesanal, com materiais de alta qualidade e mão-de-obra especializada. Sem contar o tempo de produção, onde tudo é feito sem pressa. Uma bolsa Hermès, por exemplo, pode levar de 3 dias a duas semanas para ser feita. É uma produção que não se importa com a velocidade do mercado, e aí entra a questão da exclusividade. Há casos de bolsas de modelos especiais cuja lista de espera chega a 3 anos!

Dá uma olhada neste vídeo e vai entender um pouco como uma dessas bolsas exclusivas são feitas:

Outro fator que entra nessa análise é…

Qual o mercado das bolsas de luxo?

Exatamente esse. O mercado de luxo. Marcas como Dior, Channel, Louis Vuitton, Versace… vendem itens de luxo e estão posicionadas aí. Sejam bolsas, hotéis ou perfumes, se você quiser luxo, tem que pagar caro por isso.

E nessa questão mercadológica, existe um fator que explica muita coisa, ao menos para mim. O anseio em possuir uma bolsa (ou perfume) dessas responde a uma necessidade psicológica do ser humano. O encantamento, o desejo material, a exclusividade, o se destacar. Ser VIP é ser rico.

Tudo bem, já falamos que essas bolsas dos vips custam caro, falamos do motivo das pessoas ansiarem possuir um item desses, mas, afinal…

Quanto custa uma bolsa de marca?

Depois de passear pelo bairro oriental e ver quanto custa uma bolsa de marca “alternativa”, fui pesquisar o preço das verdadeiras bolsas chiques… e caí de costas (bem, isso foi um exagero, não caí porque estava sentado). Espie só:

FENDI

Fendi teve início em 1918 em Roma como uma loja especializada em pele e couro. Apesar de crescer como uma das marcas de luxo mais renomadas do mundo, o negócio manteve seu aspecto familiar, com o foco em detalhes finos, artesanato italiano e apoio aos artesãos locais.

Esta “Runaway Tote” custa hoje mais de R$ 13.600,00.

PRADA

Uma das marcas de luxo mais desejadas do mundo, a Prada cresceu de um fabricante de produtos de couro em 1913 até se tornar uma das maiores maisons de luxo da atualidade. Com Miuccia Prada, neta de um dos fundadores, à frente do negócio de família, a grife se expandiu a partir de uma verdadeira revolução, desde a inovação nos materiais usados nos produtos até lançar sua própria coleção prêt-à-porter na década de 90. A partir de então o renome da Prada só cresce posicionada como um símbolo de status premium.

A “Cahier” de couro está na faixa de R$ 17.000,00.

BALENCIAGA

Com Demna Gvasalia à frente da direção criativa da Balenciaga, a maison parisiense permanece entre as mais influentes marcas do mundo, unindo a tradição inovadora da grife com sua visão vanguardista.

Essa tote de couro é mais baratinha, está na faixa de R$ 15.000,00.

Falando em baratinha, temos ainda…

STELLA MCCARTNEY

Conhecida por seu compromisso ecológico, as bolsas da Stella McCartney apresentam materiais sustentáveis em designs descomplicados que adicionam leveza e elegância ao seu look, como não poderia diferente, sendo filha de Paul McCartney.

É o máximo, custa apenas R$ 8.570,00.

Quer saber quais as bolsas mais caras do mundo?

Eu mostrei algumas bolsas de marca que estão na faixa de preço acima de 8.000,00 reais. Mas isso é “peanuts” quando comparamos aos preços das bolsas realmente caras, megaultra exclusivas, que não sei quem possui mas que acho que vou depois pesquisar e mostrar num outro post.

São bolsas que estão na faixa de preço começando por 150 mil dólares e vão até uma bolsa que custa mais de 3 milhões de dólares! Claro que é uma bolsa fabricada nos Emirados Árabes e é adornada por 4.517 diamantes!

É essa aqui…

O que eu acho

Se você, minha querida ouvinte, tem poder de compra pra uma dessas bolsas – seja uma Stella ou a dos diamantes – seja feliz. Desfrute, já que pode. Geralmente, essas bolsas Gucci ou Channel duram muito e valem o custo-benefício.

E pense no trabalho do designer, do artesão, dom pessoal de marketing que cria campanhas publicitárias tão incríveis, de tanta gente que se empenha para produzir um item de tamanha qualidade, cuidando do seu item com carinho e não apenas como símbolo de status.

Dito isto…

Para encerrar, volto ao que comentei lá em cima…

Tudo é muito caro do Brasil

Ninguém discorda. Falando com pessoas entendidas e lendo, posso dizer que tudo começa porque nosso dinheiro é caro. Nossas taxas de juros são das mais altas do mundo e isso influi no custo de todas as mercadorias.

(pense na taxa de juros do cartão de crédito ou do cheque especial…)

Os banqueiros e o governo são parceiros nessa extorsão. E você não tem escolha. Não gostou do Itaú? Vá ao Bradesco e veja se é diferente. Ou ao BB.

Outro dia vi, de curiosidade, o preço num móvel na Ikea (que ia abrir uma loja no Brasil e desistiu por causa da burocracia e dos altos impostos) e outro, parecido, na Tok Stok. São móveis de baixo custo (em tese), bonitinhos mas ordinários, só que os preços… baixo custo é na Ikea, mesmo.

E as roupas e eletrônicos? Mesmo com o dólar nas alturas, vale muito mais fazer o enxoval do bebê ou comprar roupas se você viajar (para os EUA ou o bom e velho Paraguai…). Quem pode, vira contrabandista amador, porque a diferença dos preços é abissal. Sem contar o imposto de importação, que é tão absurdo que é para impedir a importação, para proteger a indústria nacional!

São vários os motivos que explicam isso. Somos um país que faz tudo para “proteger a indústria nacional”, como eu disse acima. Daí não temos concorrência e protegemos indústrias vagabundas de amigos do governo. Os produtos são vagabundos, quando comparados aos “de fora”, e aí temos a burocracia e os juros e impostos que esfolam o industrial e o consumidor.

Nossa economia é fechada

O fato de nossa economia ser tão fechada faz com que não só nossos preços sejam altos, mas que a qualidade seja baixa e a variedade inexistente. E isso afeta principalmente os mais pobres. Ricos não colocam dinheiro na poupança e nem estouram o cartão de crédito. Ricos não gastam sua renda comprando uma geladeira nova porque a velha queimou. Ou outro colchão porque o de casa rasgou de tão usado. Ricos são os donos das empresas protegidas pelo governo da concorrência. Ricos são os empresários que pegam empréstimos subsidiados no BNDES e pagam a perder de vista… quando pagam. São amigos dos governantes corruptos.

E, muitas vezes, são eles mesmos, os governantes e políticos, os donos das empresas.

São eles e seus amigos os que lucram com esse cenário.

E amedrontam os pobres – e o que restou da classe média – afirmando que o livre comércio causaria desemprego e pobreza.

Tudo é tão caro porque temos o que há de pior no capitalismo (a desigualdade de renda) com o pior do socialismo (ausência de concorrência, burocracia e ineficiência). e uma corrupção endêmica.

Se as coisas não fossem assim, se tivéssemos o livre comércio, haveria tantas vantagens… Graças ao livre comércio, os consumidores iriam gastar menos dinheiro em bens e em vários serviços.  E poderiam agora gastar mais dinheiro em outros bens e serviços, levando a um aumento da demanda e, logo, dos lucros nos setores que fornecem estes bens e serviços.  Consequentemente, haveria mais investimentos.  E essa maior taxa de investimento naturalmente levaria à criação de mais empregos nesses setores, contrabalançando qualquer eventual aumento no desemprego – que é o argumento principal de quem defende o protecionismo.

 

Olha, acho que meu próximo artigo será sobre isso. Aguardem!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fontes:

Wikipedia

correiodeuberlandia.com.br

e outras que não me lembro mais…

 

 

 

O xá da Pérsia e seu harém de 100 mulheres

Harém significa o conjunto de mulheres de um casamento poligâmico. O harém tradicionalmente ficava aos cuidados de eunucos do sexo masculino, ou seja, um homem castrado pela mulher mais velha do sultão, ou xá, justamente para não se envolver com as mulheres de seu patrão. Em contrapartida, muitos eunucos desfrutavam de fama, dinheiro e poder.

Os xás (xá pode ser traduzido como rei ou imperador) da Pérsia (hoje Irã) possuíam harém e eunucos já no século VII a.C. E a poligamia requer posses, porque o marido tem de prover às necessidades de todas as esposas, filhos e agregados, bem como manter numerosa criadagem. Então, os xás mais poderosos tinham uma enorme harém e gastavam uma bela grana para manter todas essas esposas.

O amigo Gustavo Machado me deu a dica de um desses poderosos xás, Nasser al-Din Shah, que governou o Irã de 1848 até seu assassinato, em 1896, o mais longo reinado em 3000 anos de história do país, e foi o primeiro monarca iraniano a visitar a Europa.

O xá Nasser al-Din Shah.

Ele era apaixonado por fotografia desde criança e, quando assumiu o poder, decidiu criar em seu palácio o primeiro estúdio fotográfico oficial. Entre 1870 e 1880, em Teerã, o fotógrafo russo Anton Servryugin abriu as portas de seu estúdio e acabou se transformando assim no fotógrafo real do soberano iraniano.

Al-Din Shah Qajar e o fotógrafo oficial Sevryugin.

O russo tinha permissão para clicar o próprio xá, seus parentes do sexo masculino e os servos da corte. Mas Nasser al-Din Shah guardava para si o privilégio de retratar o seu harém (que, segundo registros históricos, contava com cerca de 100 mulheres).

O corpo robusto era um critério de beleza importante naquela época.

O próprio xá revelava as fotos em seu laboratório, e depois guardava as imagens em álbuns de papel acetinado no palácio de Golestan, que hoje foi transformado em um museu.

A incomparável Anis al-Doleh – a esposa preferida do xá (à direita na foto)

O interessante nas fotos dessas mulheres é que, pelas leis xiitas, não era permitido fotografar o rosto das pessoas, sobretudo de mulheres. Só a pessoa mais poderosa do país podia dar-se a esse luxo de desobedecer à lei.

Anis-Al-Doleh, a “alma gêmea do xá”.

As fotos também mostram uma vida confortável e harmoniosa no harém. Todas vestem roupas modernas para a época e parecem seguras de si mesmas, encarando a câmera despreocupadamente, sem parecer intimidadas.

Mais uma foto da querida Anis-Al-Doleh (sentada).

Nasser al-Din Shah com algumas mulheres do seu harém. As fotos provavelmente foram tiradas pelo fotógrafo russo, obviamente com autorização do xá.

É possível supor que as mulheres do harém mantinham uma relacionamento amistoso, pelo que pode se ver nas fotos do grupo em um dia de piquenique.

 

Outra conclusão que se pode tirar das fotos é em relação às preferências do xá: nenhuma das mulheres era magra, a maioria exibia sobrancelhas grossas e buço. Fica claro que essas mulheres não passavam fome e nem deviam fazer trabalhos físicos. Pesquisadores dizem que a coleção conta até com imagens, digamos, ousadas, mas essas estão bem escondidas.

As mulheres do harém não passavam fome.

Uma das jovens concubinas.

Algumas das damas do harém usando tutus de balé.

O que é real é que muitas mulheres do harém deixavam crescer o buço, já que era esse o padrão de beleza naquela região. Elas simplesmente queriam ficar bonitas para o xá.
Sempre pensei que as mulheres de um harém eram como na ilustração abaixo…
Giulio Rosati (nasceu em Roma em 1858 – morreu em Roma em 1917), foi um pintor orientalista do final do século XIX e início do século XX, e foi um dos artistas que trouxe para o Ocidente sua visão do Oriente, e que ajudou a criar essa imagem fictícia dos usos e costumes daquele região então remota.
Muitos dos pintores orientalistas viajaram  ao Norte da África e Ásia ocidental, no intuito de retratar os povos do oriente, considerados atrasados, selvagens e à margem da civilização, por serem diferentes dos ocidentais. Os povos orientais foram descritos de acordo com a visão ocidental e poucas vezes retratados conforme a realidade em que viviam, mas representados através de um ilusionismo fictício criado na imaginação de seus autores.
O Oriente era visto como o lugar que a Europa não podia ter, em contraste com todo o materialismo da cultura ocidental, o que deu origem a um modismo e aumentou o turismo na região, vendido como o lugar onde o homem da cidade poderia experimentar tudo aquilo que estivesse fora do seu contexto, onde as mulheres eram o símbolo da fertilidade, da fartura, e da disponibilidade, vivendo num oásis exótico, perfeito para o repouso e prazer do viajante.
Abaixo, a reprodução de algumas pinturas da escola orientalista.

 

 

 

 

 

Fontes:

Wikipedia

xubux.com

gazetadebeirute.com

As pistoleiras do Velho Oeste

Na segunda temporada da série da HBO “Westworld”, a personagem Dolores (foto acima, interpretada por Evan Rachel Wood) lidera uma revolta de androides, agindo como uma pistoleira sanguinária do Velho Oeste.

O interessante é que, embora não fosse muito comum, existiram de fato ferozes pistoleiras naquele tempo.

O mito do cowboy, perpetuado pelo cinema e pela literatura, promove a ideia de um homem durão, estoico e calejado, enfrentando sozinho as intempéries e a selvageria de terras recém-colonizadas. Mas a fronteira não atraía apenas figuras como Butch Cassidy e Sundance Kid, que conhecemos no cinema numa versão romantizada.

Cowboys de verdade, em foto tirada por volta de 1890.

Havia também mulheres que fugiam aos padrões esperados. Moças de casca grossa, seja por desejo ou necessidade, elas também pegaram em armas para se virar naquela terra de ninguém.

Algumas dessas histórias entraram para o folclore – Calamity Jane e Annie Oakley, por exemplo –, mas havia muitas outras.

“Não foram só meia dúzia. As mulheres sempre lutaram”, afirma Carla Cristina Garcia, cientista social da PUC-SP. “No Velho Oeste, os homens eram vaqueiros ou iam para o garimpo; muitas mulheres ficaram sozinhas e cabia a elas defenderem a si próprias.” Além disso, muitas mulheres que iam para o Oeste queriam escapar de seu passado, outras fugiam das restrições da sociedade do Leste.

A Corrida do Ouro

Até meados do século 19, apenas um quarto do atual território dos Estados Unidos, na Costa Leste, havia sido ocupado. Em 1840, a teoria de que os norte-americanos tinham o direito divino de colonizar novas terras tornou-se um mote expansionista. A descoberta de ouro em Sutter’s Mill, no território de Serra Nevada, na Califórnia, deu um novo impulso ao avanço para o Oeste. Em três anos, mais de 200 mil pessoas migraram para lá, buscando riquezas.

O Velho Oeste não era tão violento quanto se imagina. Os cowboys eram mais peões do que pistoleiros e passavam longas semanas longe de casa. Os rebanhos eram enormes e a terra árida tornava necessário percorrer grandes distâncias em busca de pasto e água. De dia na sela, à noite dormindo sob as estrelas.

Se a vida no Oeste não tinha tanto glamour, para Martha “Calamity Jane” (Jane Calamidade) Cannary a dureza era um preço pequeno a se pagar pela liberdade.

Calamity Jane em seu show

Martha viajou para o Oeste com 13 anos, acompanhada dos pais. Gostava da companhia de cowboys e caçadores. Perambulou pelo país e imortalizou suas aventuras em uma autobiografia, A Vida e Aventuras de Calamity Jane. Sua história foi narrada, já que nunca aprendeu a ler e escrever. Falava de aventuras, emboscadas, tiros, lutas contra os índios. Sua lista de ocupações menos emocionantes incluía os ofícios de cozinheira e lavadeira. Conta-se que foi esposa do famoso Wild Bill Hickok, e trabalhou como batedora.

E foi como batedora que ela serviu na campanha do General Custer em 1872. Nessa época é que ela passou a se autodenominar Calamity Jane. Depois, trabalhou um tempo como prostituta e assim conheceu Wild Bill Hickok, com quem teria se casado e, segundo ela, era o pai de sua filha Jane, que teria nascido em 1873.  A criança depois foi adotada. Em 1941 foi encontrado um registro do casamento de 25 de setembro de 1873, em Benson’s Landing, Montana, que aparentemente confirma a história.

O show de Buffalo Bill

Calamity Jane se mudou para El Paso, Texas, em 1884, onde se casou com Clinton Burke em 1885. Se separaram em 1895. Em 1896 ela começou a viajar com o show de Buffalo Bill (Buffalo Bill’s Wild West show), onde continuou até o fim da sua vida. Sua reputação era a de uma bêbada arruaceira que entrava e saía da cadeia com frequência. Ela morreu de complicações de uma pneumonia em 1903.

Com a fama, merecida ou não, de Calamity Jane se espalhando, outra atividade se tornou popular: os shows do Velho Oeste. Eram espetáculos itinerantes com demonstrações de proeza no tiro, cavalgadas e laço. Faziam também propaganda pelo extermínio dos nativos e do expansionismo. Foi William Frederick Cody, conhecido como Buffalo Bill, que se tornou dono do show mais conhecido do país.

Ele e seus concorrentes valorizavam os talentos femininos. O espetáculo dos irmãos Miller, por exemplo, empregava 50 mulheres. Ases da sela, May Lillie e Lucille Mulhall se tornaram cowgirls famosas. Mulhall, que se uniu ao show de Bill em 1909, laçava oito cavalos a galope com uma mesma volta de corda.

Lucille Mulhall

Foi em 1885, três anos após dar início ao seu show, que Bill conheceu sua maior estrela: uma jovem atiradora chamada Annie Oakley.

Annie Oakley, a maior atiradora do Oeste

Phoebe Ann Oakley Moses nasceu em Ohio em 1860. Atirava desde os 12 anos. Fez tanto sucesso que, quando a trupe esteve em turnê pela Europa, a rainha Vitória, da Grã-Bretanha, assistiu três vezes ao show. Outro membro da realeza, o kaiser Wilhelm II, da Alemanha, confiou tanto em sua perícia com a arma que deixou que ela a demonstrasse atirando nas cinzas de seu cigarro – enquanto fumava…

Annie Oakley

Conhecida como Little Miss Sure Shot, ou “Senhorita Tiro Certeiro”, Ann levava uma vida pacata fora da arena. Casada, era religiosa e considerava mandar bala uma maneira de mulheres aprenderem a se proteger. Estima-se que tenha ensinado 15 mil mulheres a atirar. Quando morreu, em 1926, deixou muito de seu dinheiro para a caridade, incluindo instituições pelos direitos da mulheres.

Annie Oakley nunca usou as armas como ameaça, diferentemente de foras da lei como Belle Starr.

Belle Starr, a Rainha dos Bandidos, no Arkansas em 1886.

Belle Starr, a Rainha dos Bandidos

“Entre os notórios bandidos que roubaram, enganaram e assassinaram moradores do centro-oeste entre 1864 e 1886, havia várias bandidas que eram tão desonestas e violentas quanto eles”, afirma Chris Enss no livro Bad Girls: Outlaw Women of the Midwest.

Famosa fora da lei, a “Rainha dos Bandidos” Belle Starr era conhecida pela associação com Jesse James e protagonista de uma extensa lista de atividades ilegais. Belle combinava os vestidos vitorianos com um enorme coldre e um chapéu Stetson masculino, adornado com plumas. Quando seu marido foi preso por roubo, Belle deixou os filhos com parentes e passou a assaltar por conta própria.

Era procurada por roubar cavalos e gado – crime sério no Velho Oeste. Belle foi julgada e passou nove meses presa. Logo retomaria as atividades criminosas. Aos 40 anos sofreu uma emboscada. Tentou fugir a cavalo, mas um tiro nas costas a derrubou.

O Wild Bunch

Houve outra bandidona quase tão famosa quanto Belle Starr: a “Rosa do Bando Selvagem”, Laura Bullion, que cresceu no Texas e aprendeu o ofício da bandidagem com o pai, ladrão de bancos. Tornou-se prostituta na adolescência, conheceu a gangue dos foras da lei Butch Cassidy e Sundance Kid e se juntou ao grupo. Foi nesse bando que ela conheceu seu grande amor, o também ladrão de bancos Ben Kilpatrick.

O “Bando Selvagem”, ou “Wild Bunch”, que era o bando de Butch Cassidy e Sundance Kid. Na primeira fileira, da esquerda para a direita: Sundance Kid, Ben Kilpatrick e Butch Cassidy. De pé vemos Will Carver e Harvey Logan,. A foto foi tirada em 1900 em Fort Worth, Texas. Cassidy se gabava de nunca ter matado um único homem ou mulher em toda a sua carreira. As alegações sobre a gangue eram falsas, no entanto. Will Carver e outros membros da gangue mataram várias pessoas durante o período em que foram perseguidos pelos homens da agência de detetives Pinkerton, contratados para prendê-los depois de vários assaltos bem-sucedidos.

Em 1901, Laura foi presa por assaltar um trem. Após três anos na prisão, abandonou a vida de crimes e morreu muitos anos depois como uma respeitável costureira.

Foto da prisão de Laura Bullion

Após a Guerra Civil americana, uma nova emenda foi anexada à Constituição, ratificando o direito ao voto dos homens negros. As mulheres, brancas ou negras, foram, no entanto, deixadas de fora. Mas o sufrágio feminino se beneficiaria desses exemplos de mulheres que defenderam sua independência, mesmo à base de tiros, como Pearl Hart.

Pearl Hart, a polêmica feminista

Pearl nasceu no Canadá por volta de 1870 e foi para os Estados Unidos em busca de riqueza. Foi presa por um assalto a diligência. Ao ser julgada, criou polêmica. “Não consentirei em ser julgada sob uma lei para cuja criação meu sexo não teve voz”, disse.

A declaração não a livrou de três anos na cadeia. A novidade de uma mulher assaltante de diligência rapidamente gerou uma frenesi da mídia e repórteres de grandes jornais logo se juntaram à imprensa local, clamando por uma entrevista e fotografia de Hart.

Um artigo na Cosmopolitan afirmava que Hart era “exatamente o oposto do que seria esperado de uma assaltante mulher “, embora, “quando está com raiva ou determinada, linhas duras apareciam sobre seus olhos e boca.”Os moradores também estavam fascinados com ela, tendo ela ganhado diversos presentes de admiradores.

 

 

 

 

 

 

 

Fonte:

Aventuras na História

Homens X Mulheres

As diferenças entre homens e mulheres são tão antigas quanto Adão e Eva… Mesmo nas coisas mais simples, essas criaturas conseguem se diferenciar. Duvida? Sei que estou mexendo em vespeiro, mas… Vamos lá:

Nos apelidos, por exemplo. Se Adriana, Silvana e Luciana vão almoçar juntas, chamarão umas às outras de Dri, Sil e Lu. Mas se o Leandro, o Roberto e o Carlos saem juntos, vão se referir uns aos outros como Gordo, Cabeção e Rato…

Aí, vão comer fora… Quando a conta  chega, Paulo, Carlos, Roberto e João jogam na mesa R$ 20,00 cada um, mesmo sendo a conta apenas R$ 32,50. Nenhum deles terá trocado e nenhum vai ao menos admitir que quer troco – logo, o troco será convertido em saideiras. Mas quando as garotas recebem sua conta, acionam a calculadora do celular e todas procuram pelas moedinhas exatas dentro da bolsa.

Tem a hora também em que eles vão ao cinema… A ideia que uma mulher faz de um bom filme é aquele em que uma só pessoa morre bem devagarzinho, de preferência por amor. Já um homem considera um bom filme aquele em que muita gente morre bem depressa, se possível com balas de metralhadora ou vaporizados por uma nave alienígena tripulada por seres canibais.

A gente percebe as diferenças também no banheiro. Um homem tem seis itens em seu banheiro: escova de dentes, pente, espuma de barbear, barbeador, sabonete e uma toalha de hotel. A quantidade média de itens em um banheiro feminino é de 756. E um homem não consegue identificar a maioria deles.

Mas se existe uma coisa que as mulheres apreciam num homem é a sinceridade...

Nas discussões, a coisa é um pouco mais simples.  A mulher tem a última palavra em qualquer discussão. Por definição, qualquer coisa que um homem disser depois disso, já é o começo de uma outra discussão…

As diferenças se repetem também nas coisas mais banais do cotidiano. No quarto, no escritório, na hora de ir trabalhar e até no computador. Veja:

Mas essa é a vida, repleta de mudanças… Por falar nisso, a mulher casa-se com um homem esperando que ele mude, mas ele não muda. Já ele casa-se com uma mulher esperando que ela não mude, mas ela muda.

O mais engraçado de tudo é que a mulher dividirá seus pensamentos e sentimentos mais profundos com uma amiga que lhe dê atenção. Mas o homem só dividirá seus pensamentos e sentimentos mais profundos quando questionado por um advogado arquimanhoso, sob juramento, e mesmo assim, apenas quando isso puder diminuir a sua pena…

Apesar de tudo isso, o homem e a mulher não conseguem viver um sem o outro. Mas pode acontecer uma separação e, mais uma vez, a reação a isso será bem diferente…

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte:

minilua.com

incrívelclub.com

Marca de lingerie aposta em campanha sem supermodelos e sem retoque com Photoshop

Desde 2014, a marca de lingerie Aerie aposta na beleza real das mulheres.

Na contramão de sua concorrente Victoria’s Secret, a Aerie faz suas campanhas com mulheres comuns e sem retoque nas imagens com Photoshop. A marca, da American Eagle, vende sutiãs, calcinhas e pijamas para o público feminino entre 15 e 30 anos, idade em que as jovens são constantemente pressionadas a se encaixar nos padrões de beleza.

A mudança de estratégia de marketing também acompanhou a loja online da marca. Na hora de comprar sutiãs, a consumidora vai selecionar o tamanho da peça e verá uma foto de uma modelo vestindo exatamente aquele tamanho.

Cada peça foi fotografada em todos os tamanhos para dar às clientes uma imagem mais real dos sutiãs. Em outras lojas, é comum comprar um tamanho 44, por exemplo, enquanto a foto mostra uma modelo vestindo a mesma peça no tamanho 36.

A mensagem da empresa diz que “é hora de mudança. Achamos que é hora de ser real e pensar real. Queremos que todas as garotas se sintam bem sobre si mesmas e sua imagem, por dentro e por fora. Isso significa: sem retoque e sem supermodelos. Porque não há motivo para retocar a beleza.”

Achei bem legal. Veja só algumas das fotos das campanhas: