500 anos da morte de Leonardo da Vinci

Leonardo da Vinci é considerado um gênio, pois utilizava seu talento nas artes, medicina, engenharia, arquitetura e física.

Desde novembro de 2019, a cidade de São Paulo está recebendo ““Leonardo da Vinci — 500 Anos de um Gênio”, a maior e mais completa exibição já realizada sobre a obra do artista. Sua criação é uma parceria da Grande Exhibitions com o Museo Leonardo da Vinci, de Roma. Uma das atrações é uma animação do afresco ‘A Última Ceia’, que mostra uma projeção da obra em tamanho real (4,6 m x 8,8 m).

Leonardo da Vinci, reconhecido como um dos mais completos artistas de todos os tempos, era um pintor que, além de obras de arte, com pinturas muito famosas e as mais reproduzidas pelo mundo todo, também utilizava sua genialidade e talento nos ramos da medicina, engenharia, arquitetura e física.

Leonardo di Ser Piero “da Vinci” nasceu em 15 de abril de 1452, em Vila de Vinci, na Toscana, Itália. Leonardo era filho da camponesa Caterina Lippi e do tabelião Piero da Vinci. Seus pais não eram casados, e ele acabou sendo educado por parentes próximos, como sua madrasta e avó, já que sua mãe entregou a sua guarda ao pai quando o artista tinha apenas 5 anos de idade.

Leonardo da Vinci passou a juventude na cidade de Florença, num período de grande excitação artística e cultural. Posteriormente, ainda viveu em Milão, Roma e, por último, na França

Apesar de todos acharem que “da Vinci” trata-se de seu sobrenome, isso não é real. Escolheu-se essa denominação devido ao vilarejo onde nasceu. Traduzindo para o português, seria algo como Leonardo da Vila da Vinci, que se resumiu em Leonardo da Vinci

A Última Ceia, afresco que representa a última ceia de Jesus, localizado na parede de uma igreja de Milão.

Como era da Vinci?

Relatos antigos apontam que Leonardo tinha cabelos louros, nariz aquilino e olhos azuis. Na biografia de da Vinci escrita por Walter Isaacson, o autor define o artista com a seguinte frase: “O maior gênio da história era filho ilegítimo, gay, vegetariano, canhoto, muito disperso e, às vezes, herético”. Isaacson também afirma que da Vinci era um grande ativista pelos animais, do tipo que faria inveja aos militantes de hoje.

Quando jovem, Leonardo da Vinci chamava atenção por ser dono de uma beleza física inigualável. É difícil conseguir visualizar todas essas características na imagem que conhecemos de da Vinci, já que a maioria das pinturas que o retratam são dele já mais velho. Na imagem abaixo, uma possível representação do gênio quando jovem…

Leonardo da Vinci morreu aos 67 anos, em 2 de maio de 1519, em Cloux, na França. Foi enterrado na igreja de Saint-Florentin, em Amboise.

Física, Natureza e Anatomia

Para além de suas pinturas, as mais conhecidas em todo o mundo, Leonardo também era inventor e cientista. Entre os rascunhos de seus cadernos, também estavam os seus desenhos. Muitos deles contribuíram para estudos no ramo da Física. Por exemplo, havia anotações que mostravam desenhos de espelhos côncavos que concentrariam raios de luz a partir de diversos ângulos, ajudando a entender mais sobre o funcionamento da Óptica. Teoremas iniciais referentes à inércia, à força e à ação/reação também foram encontrados.

Não há como deixar de destacar a sua curiosidade pela anatomia humana e toda a sua funcionalidade. Relatos apontam que da Vinci chegava a ficar noites inteiras em hospitais a fim de saber como era a funcionalidade do corpo.

Sua famosa obra “O Homem Vitruviano”, de 1492, é uma ilustração que conta com um desenho de uma figura humana com proporções perfeitas, com os braços e as pernas estendidos dentro de um círculo e de um quadrado. Ela foi inspirada em uma célebre passagem do arquiteto romano Vitruvius.

As invenções de da Vinci

O artista foi o responsável por um grande número de invenções à frente de seu tempo, ele parecia antever o futuro. Mas nem tudo que ele pensou teria funcionado direito.

Escafandro

Tudo indica que uma rápida passagem de Leonardo da Vinci por Veneza, no fim do século 15, tenha inspirado a tentativa do mestre de criar um escafandro (ou traje de mergulho). A tese faz bastante sentido: além da localização semiaquática da cidade-estado italiana, com seus famosos canais, havia a motivação militar, que também está por trás de outros vários dos inventos do renascentista.

Naquela época, a república veneziana travava uma guerra duríssima contra o Império Otomano, liderado por turcos muçulmanos. O conflito colocava em risco o poderio comercial de Veneza no Mar Mediterrâneo. Diante desse cenário conflituoso, Da Vinci teria tido um estalo. E se os venezianos conseguissem atacar as embarcações turcas por baixo, com investidas pelo fundo do mar?

A solução, esboçada pelo inventor em seus cadernos, lembra, à primeira vista, uma roupa de aviador do começo do século 20. Feita de couro, ela recobriria o corpo todo do escafandrista, incluindo jaqueta, calças e uma máscara com um par de visores para que o mergulhador conseguisse enxergar o ambiente ao seu redor. Os esboços mostram longos tubos flexíveis que saem da máscara e vão terminar acima da linha da superfície, em flutuadores que seriam feitos de cortiça – e que, por isso, ficariam boiando. Isso permitiria que as pontas desses tubos ficassem permanentemente em contato com o ar, possibilitando a respiração regular do mergulhador.

Aeroplano

Leonardo da Vinci era vidrado no voo das aves. O renascentista queria a todo custo descobrir o segredo dos pássaros, talvez porque sonhasse em voar mais do que qualquer outro homem já tinha ousado sonhar. Como era um gênio e tinha total noção da sua genialidade, achou que seria capaz de criar uma máquina voadora.

O modelo tinha grandes asas inspiradas nas dos morcegos e seria equipado com uma grande argola, dentro da qual ficaria encaixado o corpo do piloto. Teria também suportes para direcionar as asas e estribos que permitiriam batê-las. A estabilidade, na imaginação do inventor, seria proporcionada por uma pequena cauda. Mas… talvez ele soubesse que nenhum ser humano conseguiria bater as asas do aparelho com a força e a rapidez necessárias para mantê-lo no ar. Por isso, o projeto jamais saiu do papel.

Paraquedas

No século XV, da Vinci estudou o voo dos pássaros e tirou conclusões básicas sobre a aerodinâmica. É considerado por muitos o pai do paraquedas, o qual inventou com o intuito de resgatar pessoas presas em prédios em chamas.

Em 1483, ele idealizou um “protetor para quedas”, feito de pano e com o formato de uma pirâmide, que serviu para estudar os princípios da aerodinâmica: ao aumentar a resistência ao ar, o objeto diminui a velocidade de queda de um corpo na atmosfera. Diferentemente do que se vê nos equivalentes modernos, Da Vinci não previu no seu projeto um pequeno furo no topo – hoje, considerado essencial para a estabilidade na descida.

Tanque blindado

Este projeto foi desenhado, aproximadamente, em 1487. O tanque blindado do inventor italiano tinha o formato de um disco voador e canhões em toda a culatra, permitindo um giro de 360º. A cobertura convexa tinha como objetivo desviar dos ataques dos inimigos. Tinha capacidade para até oito pessoas.

A blindagem seria feita de madeira e recoberta com folhas de metal, mais ou menos como certos escudos militares da época, e encimada por uma torre de observação. Como não havia motores movidos a diesel no século 15, o tanque de guerra, se tivesse sido construído, teria de ser impulsionado a muque humano mesmo. Os oito tripulantes precisariam girar um conjunto de manivelas, propelindo as rodas do veículo.

De acordo com as anotações do próprio Leonardo da Vinci, o tanque foi projetado para servir a um objetivo tático bem definido: o de assustar o inimigo e abrir a maior brecha possível em suas fileiras, de modo que os soldados de infantaria aliados conseguissem empreender um ataque fulminante e decisivo. O inventor sabia, entretanto, que nem sempre seria possível empregar essa arma secreta, uma vez que a estrutura da máquina de guerra era extremamente pesada e suas rodas ofereceriam bem pouca ou nenhuma mobilidade em campos de batalha íngremes ou acidentados.

A maioria dos estudiosos acredita que, na verdade, Da Vinci sabia perfeitamente bem que sua invenção tinha muitas outras limitações além dessa. Afinal, ele entendia de mecânica como poucos – ou melhor, como pouquíssimos. Mesmo assim, optou por produzir esquemas confusos. As motivações para essa esquisitice podem ser o notório ciúme que o mestre tinha de suas criações e também seu pacifismo. Apesar de botar banca como engenheiro militar, costumava criticar os absurdos da guerra em seus escritos, bem como todas as demais formas de violência.

Da Vinci era gay?

A especulação sobre a sexualidade de Da Vinci é um passatempo centenário. Escrevendo na década de 1560, o artista Giovanni Paolo Lomazzo inventou um diálogo entre o artista e o escultor grego Phidias, no qual este o questiona sobre a natureza de seu relacionamento com um de seus jovens assistentes: “Você talvez brincou com ele aquele ‘jogo do traseiro’ que os florentinos amam tanto?” Leonardo responde afirmativamente com entusiasmo. Em 1910, Sigmund Freud especulou que, apesar de cercar-se de jovens bonitos, a homossexualidade de Da Vinci era apenas latente e não era colocada em prática.

Um desses jovens foi Gian Giacomo Caprotti, conhecido por Da Vinci como Salaí (“pequeno demônio”), um garoto de família pobre que ingressou na sua oficina aos 10 anos, em 1490, quando o mestre tinha quase 30 anos. Ele imediatamente se notabilizou como um causador de problemas: há referências frequentes de Da Vinci a Salaí por roubos ou por ter comido mais do que o artista considerava respeitável. Ele era um garoto da classe trabalhadora e, evidentemente, muito difícil de lidar, mas acabou ficando com Leonardo por 25 anos.

Relacionamentos homossexuais eram comuns na época

Enquanto Da Vinci era um homem à frente de seu tempo de muitas maneiras, a natureza de sua ligação com Salaí era algo comum na época. Relacionamentos como este, entre homens adultos e adolescentes, eram realmente muito comuns no mundo em que Leonardo viveu. No período em que Leonardo morou em Florença, no início de sua carreira, as relações homossexuais eram tão predominantes que o termo “florenzer” se tornou uma gíria alemã para as relações entre pessoas do mesmo sexo.

No entanto, na tentativa de controlar a prática, o governo da cidade incentivou os cidadãos a denunciá-la. Aos 23 anos, Leonardo estava entre os quatro artistas acusados publicamente de sodomia após uma denúncia anônima. Mas não se sabe se ele foi preso.

Sabemos muito sobre os interesses de Leonardo da Vinci em botânica e anatomia humana, suas explorações na aviação, de máquinas de guerra e do fluxo de água, suas habilidades como pintor e até mesmo sua reputação de deixar projetos inacabados. Mas o que sabemos sobre o homem e suas paixões?

Fontes:

mundoeducacao.bol.com.br
superabril.com.br
sabercultural.com.br
wikipedia

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Mana Lisa, a interpretação transgênero do clássico de Da Vinci

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O autor da Mana Lisa não está identificado, como boa parte do acervo do museu. Mas não pense que isso facilita para qualquer rabisco integrar a coleção.  Segundo Louise Reilly Sacco, diretora executiva do museu, só são aceitos se forem “sinceros e originais”.

“Procuramos trabalhos que deram errado em algum sentido. Pode ser um trabalho de um artista talentoso que estava buscando algo novo e tomou uma decisão infeliz”, disse Sacco ao tabloide inglês “Daily Mail”.

Por mês, o museu recebe cerca de 20 trabalhos para serem avaliados, mas apenas quatro ou cinco passam a integrar a coleção do museu. Hoje, o museu conta com 600 obras distribuídas em várias galerias.

A seguir, algumas amostras:

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O logotipo do museu explica sua filosofia:

MuseumofBadArt