UTILIDADE PÚBLICA: Mitos e verdades sobre a gripe

Todo ano é a mesma coisa, muda a estação, os dias esfriam e a gripe aparece antes mesmo que comece a campanha de vacinação.

Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), as infecções respiratórias constituem a maior causa de consulta aos serviços de saúde, principalmente entre crianças até cinco anos. E isso em qualquer época do ano.

Porém, com a queda da temperatura, cresce a incidência dessas doenças, que se mantêm entre as principais causas de internação no país. Além da gripe, causada por vírus, o problema é agravado porque 30% dos brasileiros apresentam complicações alérgicas, como rinite e bronquite, no outono/inverno.

Tem mais: o vírus da gripe sobrevive por mais tempo em ambientes secos, característica típica do inverno no Brasil. Por fim, as pessoas ficam mais tempo em locais fechados, potencializando a transmissão.

Veja a seguir as dicas que vão desmistificar algumas das crenças sobre como tratar e se proteger da gripe, e confirmar outras. Não deixe de ler!

Os analgésicos e antigripais não têm poder de cura e qualquer um deles deve ser ingerido apenas para alívio dos sintomas. A automedicação é totalmente contraindicada. O que vale mais que tudo, sustentam os médicos, é ingerir muita água, comer bem e repousar. Caso não haja melhora, buscar orientação médica para adotar o tratamento adequado.

Embora não existam estudos científicos que comprovem a eficácia de chás no combate à gripe, sabe-se que alguns tipos aliviam os sintomas (chás de hortelã, menta, alho, mel e limão, por exemplo). A menta tem poder expectorante, o alho e o mel estimulam o sistema imunológico. E o chá quente provoca uma vasodilatação nas vias respiratórias, o que minimiza a sensação de desconforto e melhora o afluxo de oxigênio e nutrientes, necessários para o corpo reagir e permitir a reposição de células. Além disso, atenua a congestão nasal.

A gripe é causada pelo vírus influenza e deixa as defesas debilitadas, facilitando a entrada de elementos invasores. Então, embora aumente o risco de se contrair a doença, não se pode dizer que a pneumonia seja uma gripe mal curada. Mas o conselho é que a pessoa observe se os sintomas da gripe mudam ou pioram com o tempo. Porque isso indica que pessoa pode ter desenvolvido outras disfunções, como bronquite, otite, sinusite e até pneumonia.

Para início de conversa, xaropes não são inofensivos. O médico deve ser consultado para orientar se é ou não o caso de usar xarope, e de que tipo. Há os mucolíticos, que tornam o muco mais fluido e ajudam na sua eliminação; os broncodilatadores, que aumentam o tamanho dos brônquios para facilitar a passagem do muco; e os para inibir a tosse. Todo medicamento pode ter efeitos colaterais que variam de acordo com a pessoa. Alguns xaropes, além da propriedade expectorante, são também laxantes e originam irritação gástrica e intestinal, urticária, falta de ar…

Imagine a seguinte situação: você dá a mão para alguém contaminado que acabou de assoar o nariz; aí, coloca a mão no seu nariz ou na sua boca. É possível que tenha carregado o vírus para dentro do seu organismo. Gotas de saliva podem cair em superfícies como mesas e corrimão de escadas e, aí, acontecer a transmissão pelo contato com as mãos.

Não existe injeção contra gripe ou resfriado. Nossos avós tinham esse hábito, mas sabe-se que de nada adianta. O mais relevante é a boa hidratação, o repouso e o alívio dos sintomas com analgésicos.

As infecções não têm relação com a baixa temperatura ou exposição ao frio, já que a transmissão acontece pelo contato com pessoas ou objetos contaminados. O que acontece é que, na época do frio, as pessoas tendem a ficar mais tempo em ambientes fechados, em que há pouca circulação de ar, e isso facilita a transmissão do vírus. Curiosidade: para que um indivíduo contamine outro ao tossir, espirrar ou falar, é preciso que estejam a uma distância de no mínimo 90 cm…

Ele não cura a gripe, mas tem elementos como a alicina, de ação anti-inflamatória e antibacteriana. E várias substâncias do alho vêm sendo relacionadas ao tratamento de resfriados e gripes, reduzindo os sintomas, como a coriza, e a duração das doenças.

Há casos de pessoas que recebem a vacina e, no dia seguinte, acham que estão gripadas. Mas não se trata da doença, pois não há vírus vivo na vacina. O que ocorre é que muitas pessoas, nos dois primeiros dias após a imunização, sentem dormência e vermelhidão no local da aplicação, além de febre baixa (até 38ºC) e sintomas de uma gripe leve. Nestes casos, o vírus estava incubado e os sinais são uma resposta imunológica imediata do organismo.

A proximidade favorece a contaminação, pois os micro-organismos circulam no ar, em gotículas de secreção expelidas pela pessoa contaminada. Importante: apesar de a forma mais comum de transmissão ser de indivíduo para indivíduo, também é possível contrair a moléstia por meio de contato com objetos contaminados, como talheres e teclados de computador. Fique ligado!

O resfriado pode ser detonado por mais de 200 tipos de vírus e tem características inflamatórias, manifestadas por coriza e espirro, por exemplo. Já a gripe é oriunda do vírus influenza, que chega ao organismo pelas mucosas e traz sintomas como febre alta, dores no corpo e indisposição geral. Então gripe não é um resfriado mal curado, ou vice-versa, já que são situações clínicas diferentes.

A limpeza correta das mãos é uma ótima forma de prevenção, assim como a pessoa deve evitar manipular a secreção com as mãos e tossir ou espirrar em ambientes fechados.

Não há comprovação científica que relacione isso com pegar gripe. A infecção só acontecerá se o sujeito entrar em contato com o vírus. Idem para o medo de dormir com o cabelo molhado: o máximo que pode ocasionar é uma crise de rinite, já que a umidade favorece a proliferação de fungos que resultam em reação alérgica. As variações bruscas de temperatura, em pacientes sensíveis que têm asma ou rinite, contribuem para um quadro desconfortável de congestão, mas que nada tem a ver com gripe ou resfriado.

A porta de entrada é a respiração, o sujeito inala o que está em suspensão no ar, colocando para dentro do corpo por meio do nariz e da boca. O contágio se dá por fala, espirro, tosse e o quadro tem início quando o vírus começa a se dividir: as células do organismo trabalham para barrar tal processo e provocam uma reação inflamatória, com produção de muco.

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Curiosidades sobre os Discos-Voadores

O termo disco-voador, agora em desuso pelos estudiosos, designava um objeto voador no formato de um pires, e que se supunha ser extraterrestre. Hoje se utiliza a expressão OVNI (UFO, em inglês) que significa Objeto Voador Não Identificado.

A expressão “disco-voador” foi cunhada pela imprensa americana por ocasião do chamado “Caso Roswell”, como ficou conhecido o incidente em Roswell, Novo México, em 1947, onde teria caído um OVNI numa fazenda. Embora o fazendeiro nunca tenha usado esse termo para descrever o objeto que ele viu destroçado em suas terras – ele falou “disco”, “prato” e “pires” – os jornais estamparam manchetes gritantes, afirmando que a Força Aérea tinha capturado um “disco-voador” (flying saucer) na região.

A Força Aérea depois informou que os destroços eram, na verdade, de um balão atmosférico. Muita gente acredita que essa informação foi apenas uma “cortina de fumaça” para ocultar a verdade – de que eles teriam capturado um sobrevivente alienígena do acidente.

Durante a Guerra Fria, período de grande animosidade entre os Estados Unidos e a extinta União Soviética, e durante o qual as duas potências rosnavam uma para a outra, exibindo seus arsenais atômicos, o medo de uma guerra nuclear deixava os cidadãos americanos paranoicos e, seja por esse motivo ou por pura coincidência, os relatos de OVNIs passaram a ocorrer com uma frequência nunca vista.  Para os quadrinhos, a invasão dos discos-voadores era uma alegoria do ataque inimigo.

O CCCP que se vê na cápsula espacial é uma abreviatura das palavras em russo de União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, URSS.

O cinema também interpretou esse sentimento popular em vários filmes, um deles o emblemático “A Invasão dos Discos-Voadores”, de 1956, com efeitos especiais do mestre do stop-motion Ray Harryhausen. Ele criou várias maquetes de discos-voadores que se tornaram a mais clássica aparência cinematográfica de um OVNI (uma cabine central estática rodeada por um anel em rotação) e que foi derivada das descrições dadas pelo major Donald Keyhoe em seu livro, que serviu de inspiração para o filme.

Abaixo, a sequência em que os E.Ts. pousam na Terra e atacam.

Foi durante essa década que começaram a surgir informações de que os nazistas vinham testando a construção de discos-voadores durante a Segunda Guerra Mundial. Essas especulações ganharam força nas décadas seguintes e muitas “teorias da conspiração” garantem que, após a guerra, americanos e soviéticos roubaram os planos alemães para construir essas naves.

A foto acima, se não for uma montagem, mostra um disco-voador nazista de segunda geração, o Haunebu II.

Alguns afirmam que, no final dos anos 1960, a força aérea americana considerou seriamente a possibilidade de que os OVNI’s que tinham sido vistos poderiam ter sido, de fato, aviões fabricados secretamente pela URSS baseados em projetos roubados dos alemães.

Outra expressão muito utilizada quando se fala de OVNIs é a “Área 51”.

Área 51 é um dos nomes atribuídos à área militar restrita no deserto de Nevada, próxima ao Groom Lake, Estados Unidos. É uma área tão secreta que o governo norte-americano só admitiu sua existência oficial em 1994, e ainda assim com muitas restrições.

Exatamente por ser tão secreta é que essa base alimentou a imaginação de pessoas no mundo todo, especulando que ali haviam discos-voadores capturados e onde se examinavam os ETs sobreviventes. A base fica a 250 km de Las Vegas, no meio do deserto, com montanhas e vegetação rasteira, e placas que dizem “Nenhum posto de gasolina pelos próximos 250 quilômetros”. Houve uma época em que a região era invadida por turistas atrás de OVNIs, mas com a passagem do tempo e o surgimento inevitável de novos temas de interesse, os filmes e programas de televisão que alimentaram a fixação pelos alienígenas escondidos na Área 51 – de Arquivo X a Independence Day – não chamam mais tanta atenção como antigamente.

E agora que a CIA confirmou recentemente que a base existe mesmo e serve para testar apenas aviões-espiões, sem nada a ver com discos-voadores, o interesse realmente minguou…

Mas o povo continua tentando conseguir boas imagens dos discos-voadores. Abaixo, seguem algumas das fotos mais conhecidas e que ainda não se comprovou que sejam uma fraude:

A foto acima foi tirada na Bélgica em 1990 e mostra um OVNI triangular com luzes nas extremidades.

Esta foi tirada na Califórnia, em 1965.

Bariloche, 1969, foto tirada pelo prof. e físico Sebastian José Tarde.

Bem, do mesmo modo que se diz “não acredito em bruxas, mas que elas existem, existem”, segue abaixo uma lista de informações úteis para deixá-lo bem informado no caso de um dia você se deparar com alguns ETs desgarrados…

  • Convencionou-se chamar de “contato de primeiro grau” a simples observação de um OVNI. De “segundo grau” quando  o OVNI pousa e deixa vestígios de sua passagem. De “terceiro grau” se o narrador diz ter visto as criaturas. Os de “quarto grau” ocorrem quando há contato direto e comunicação com os tripulantes. Nos de “quinto grau”, ocorrem viagens na nave e as abduções.
  • A abdução acontece quando a pessoa é levada por ETs contra a vontade para o interior do OVNI, onde é submetida a experiências e exames clínicos.
  • Gilberto Gil e Gal Costa afirmam que já tiveram contatos com ETs. Chico Buarque e Maria Betânia afirmam já terem visto OVNIs. Fábio Jr. também. Em maio de 2001, a cantora Elba Ramalho declarou à revista Veja que extraterrestres lhe implantaram um microchip, retirado mais tarde por esses “seres celestiais”.
  • Muitos pesquisadores destacam passagens da Bíblia que poderiam estar se referindo a discos voadores e a extraterrestres. A lista é imensa. Por exemplo: “São João, no Apocalipse, nos descreve um anjo que tinha olhos como labaredas e outro com um rosto como sol e os pés, como colunas de fogo”. Supostos OVNIs também são citados como sendo “tronos de fogo”, “braseiros consumidores” ou “rios que jorram em montes de fogo”.
  • São José dos Campos, no interior de São Paulo, é a cidade com maior número de relatos de abduções do mundo.
  • Os países com o maior número de fenômenos OVNIs são os Estados Unidos, México, Peru, Brasil, Rússia e Chile.
  • No Brasil, o caso que mais deu o que falar foi o do ET de Varginha, no interior de Minas Gerais. Segundo relatos, três garotas teriam avistado um ser com protuberâncias na cabeça, pele marrom e olhos vermelhos num terreno baldio da cidade. O incidente teria acontecido no mesmo dia em que diversos moradores relataram avistamentos de possíveis OVNIs. Também foi noticiada uma estranha movimentação de soldados do Exército na mesma região do incidente. Falou-se que o ET teria sido capturado pelas autoridades e levado a algum lugar secreto (alguns boatos apontaram a Universidade de Campinas/UNICAMP) onde teria sido estudado e mantido em sigilo. Outras teorias dizem que o Brasil não tinha como lidar com o caso e entregou o corpo do ET de Varginha para os Estados Unidos, que em troca, levou um astronauta brasileiro para o espaço, o Marcos Pontes.

  • A Área 51 foi citada em inúmeros filmes, séries e desenhos animados, e alguns deles são: Arquivo X, Taken, Transformers, Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal, Hellboy, Independence Day, Os Simpsons, Ben 10, Johnny Quest e Futurama.

  • O Triângulo das Bermudas é uma área do Oceano Atlântico entre a Flórida, a ilha de Porto Rico e o arquipélago das Bermudas, e que ficou famosa pelos desaparecimentos de aviões, barcos e navios. Ocorreram mais de 50 eventos dessa natureza, a maioria entre 1945 e 1950. Muitas teorias foram criadas para explicar o fenômeno e uma delas é  a ação de extraterrestres.
  • Em 1938, o cineasta Orson Welles, diretor do clássico Cidadão Kane, assustou os Estados Unidos com uma teatralização no rádio do romance “Guerra dos Mundos”, de H. G. Wells. Muita gente entrou em pânico. Milhares chegaram a acreditar que a Terra estava sendo invadida por seres alienígenas.
  • Segundo os astrônomos, é impossível que uma nave vinda de outro sistema planetário faça uma visitinha à Terra. Eles argumentam que as longas distâncias, além da dificuldade de obter a energia necessária para a viagem, tornam essa possibilidade nula…
  • Até agora, foram descobertos cerca de 400 planetas fora do Sistema Solar, mas os astrônomos suspeitam que esse número seja infinitamente maior. Alguns acreditam que a maior parte das estrelas possui planetas girando ao seu redor. Considerando que as galáxias menores possuem cerca de 100 bilhões de estrelas e as maiores, trilhões… Quantos planetas podem existir no Universo?

Uma última dica (testada e aprovada): se você quiser ter algum tipo de contato extraterrestre, afaste-se das cidades. A probabilidade de você enxergar um disco-voador numa cidade como São Paulo é muitas vezes menor do que em um local com pouca luminosidade, céu límpido e sem poluição.

Se não avistar nenhum ET, você pelo menos terá feito contato de primeiro grau com a natureza, e observado as estrelas cadentes.

 

 

 

 

 

Fontes:
maisquecuriosidade.blogspot.com.br
Wikipedia
ufocasebook.com
latest-ufo-sightings.net
aliensthetruth.com
zerohora.clicrbs.com.br
alemdaimaginacao.com
photos1.blogger.com

Pesquisa indica por que mosquitos picam algumas pessoas mais que outras

Em tempos de epidemias – não estou falando das epidemias de corrupção, violência etc – de zika, dengue e outras menos votadas, este assunto é mais que oportuno.

 

Por que mosquitos picam algumas pessoas mais do que outras? Segundo um estudo, isso poderia estar ligado aos genes que controlam o odor corporal.

Cientistas da Grã-Bretanha e dos Estados Unidos agruparam 19 gêmeos não idênticos e 18 gêmeos idênticos para testar a atração a mosquitos. Eles descobriram que gêmeos idênticos atraíam a mesma quantidade de picadas, sugerindo a influência de fatores genéticos nesse processo.

Em uma série de testes, cada gêmeo colocou uma mão no final de um túnel de vento em formato de “Y”. Então bombeou-se ar para dentro do túnel, levando consigo odor. Depois, enxames de mosquitos foram liberados, movendo-se para longe ou perto de cada mão.

No caso dos gêmeos idênticos – que compartilham grande parte do material genético – houve uma distribuição uniforme dos mosquitos. Isso sugere que os insetos não tinham preferência pelo cheiro de uma mão ou outra. Por outro lado, resultados com testes em gêmeos não idênticos – que dividem menos genes – foram mais variados.

Pesquisadores acreditam que a atratividade a mosquitos pode estar relacionada a genes ligados ao odor corporal. O próximo passo é descobrir quais genes específicos estariam envolvidos.

Comentando a pesquisa, o professor David Weetman, da Escola de Medicina Tropical de Liverpool, disse que o resultado é “intrigante”: “É a primeira vez que uma base genética foi demonstrada”, disse. “Mas mosquitos não são atraídos apenas pelo cheiro – fatores como o dióxido de carbono também desempenham um papel. Estudos maiores deverão ajudar a avaliar o grau de relevância destas descobertas fora do laboratório, onde outros fatores podem ser importantes.”

A seguir, alguns mitos e verdades sobre as picadas de mosquitos:

Comer determinados alimentos ajuda a evitar picadas de mosquito.

MITO: Alguns estudos mostram que as pessoas não possuem um odor característico que repele os insetos. Então, comer um alimento não é suficiente para modificar o odor da pele.

Espremer a inflamação ajuda a espalhar as bactérias presentes na picada do mosquito.

VERDADE: Segundo o alergista e presidente da ASBAI (Associação Brasileira de Alergia e Imunologia), José Carlos Perini, o indivíduo nunca deve espremer nenhuma lesão infectada da pele, pois, ao fazer isso, a pessoa pode romper outras áreas em volta e fazer com que a secreção com bactérias penetre e dissemine a infecção.

Nosso suor atrai o inseto.

VERDADE: O mosquito gosta muito de umidade, então, a pele suada atrai mais os insetos, assim como o odor exalado. A atração pelo inseto é determinada, principalmente, por uma predisposição individual genética, pois vai depender do cheiro que o corpo do indivíduo exala e das sustâncias químicas presentes no suor, como o ácido láctico.

Todos os insetos que voam podem picar o ser humano.

MITO: O alergista José Carlos Perini afirma que a maioria dos insetos não ataca os seres humanos. Os insetos que picam, o fazem por duas razões. A primeira é para sugar o sangue, que são os hematófagos, como pulga, mosquito e carrapato. A segunda razão é para injetar veneno, como forma de proteção, como por exemplo, a vespa e o marimbondo. Estes dois tipos de insetos podem causar alergias.

 

 

“Os irmãos Wright usavam catapulta” e outros mitos em defesa de Santos Dumont

Foi legal ver o 14 Bis na abertura das Olimpíadas. Mas está na hora de admitir que os irmãos Wright voaram mais e voaram antes que o brasileiro.

14 bis

Alberto Santos Dumont foi um grande brasileiro, um homem admirável, mas, sorry, ele não inventou o avião. Os brasileiros precisam tomar uma atitude menos provinciana e admitir que os irmãos Wright voaram antes, voaram mais, voaram melhor. E que o 14 Bis não voava: dava pulinhos.

Dedico um capítulo do Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil a mostrar por que os argumentos mais frequentes em defesa do pioneirismo de Santos Dumont são papo furado. Eis um resumo:

Mito 1: “Os irmãos Wright só decolavam com catapultas”

“O avião dos Wright não saía do chão com a própria força”, dizem os defensores do brasileiro, “porque eles usavam catapulta, uma força externa, na decolagem”. É verdade que os primeiros modelos dos Wright usavam catapultas. O mecanismo simplificava a decolagem e evitava solavancos. A partir do Flyer 3, de 1905, os irmãos prescindiram da catapulta. Como o trem de pouso não tinha rodas, usavam um trilho (sem declive) para guiar o avião. Depois do motor levar o Flyer a uma velocidade suficiente, o piloto o desconectava do trilho e levantava voo.

É preciso deixar isso claro. Em 1905, sem catapulta, sem força externa empurrando o avião, os Wright fizeram um voo de 39 mil metros. Em 1906, Santos Dumont fez um voo de 220 metros.

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1904. O aviãozinho dos Wright.

Em 1908, quando os Wright enfim conseguiram atravessar o Atlântico e demonstrar sua invenção na França, os técnicos franceses questionaram o uso da catapulta. Wilbur Wright sequer discutiu. Decolou sem a propulsão externa. Voou e quebrou recordes do mesmo modo.

Mito 2: “Não há provas dos voos dos irmãos Wright”

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Dê uma olhada na imagem acima. É o registro da patente número 821.393, referente a uma “máquina de voar”. Na descrição do projeto, os irmãos Wright definem sua criação:

Nossa invenção é relacionada à classe de máquinas de voar em que o peso é sustentado por reações resultantes em aeroplanos sob um pequeno ângulo de incidência, através da aplicação de força mecânica ou pela utilização da força da gravidade.

Parece uma descrição perfeita de um avião, não? Os irmãos solicitaram o registro em 1903. A patente demorou para ser aprovada, mas nem tanto. Foi emitida em maio de 1906, seis meses antes de Santos Dumont ganhar prêmios com o 14 Bis.

Além dessa prova, há diversos registros de voos dos Wright antes do 14 Bis. Em 5 de outubro de 1905, Wilbur Wright voou com o Flyer 3 durante 39 minutos, percorrendo 38,9 quilômetros. Sessenta pessoas assistiram àquela e a outras demonstrações; a Scientific American, meses depois, escreveu sobre o episódio.

Um ano antes do 14 Bis voar 220 metros, a uma altura máxima de… 6 metros, os Wright já negociavam a produção em série de aviões para o Exército americano. “Precisamos saber se vocês desejam reservar o monopólio do uso dessa invenção, ou se permitirão que aceitemos pedidos de máquinas similares para outros governos, e para dar demonstrações públicas, etc.”, escreveram eles em outubro de 1905.

Mito 3: “A aviação teve vários pioneiros; Santos Dumont tem tanta importância quanto os Wright”

É verdade que muitas pessoas contribuíram para a invenção do avião. Mas achar que Santos Dumont teve tanta importância quanto os Wright equivale a dizer que Anitta inventou a Bossa Nova. Santos Dumont ganhou fama como um balonista. Sua grande paixão eram os balões; ele começou a estudar asas planas a contragosto, por insistência dos colegas, que não paravam de ouvir boatos sobre o sucesso dos americanos com máquinas mais pesadas que o ar.

Quando conheceram os Wright, em 1908, os franceses ficaram boquiabertos. Os americanos não só tiravam o negócio do chão como davam curvas e oitos no ar. Tanto domínio certamente não havia surgido de um dia para o outro. “Por muito tempo, os irmãos Wright foram acusados de serem impostores. Hoje eles são venerados na França e eu me incluo com prazer entre os primeiros a se corrigir”, disse Ernest Archdeacon, o milionário que dois anos antes deu o prêmio a Santos Dumont.

No mundo todo, a polêmica acabou ali. Depois do sucesso dos Wright na França, o brasileiro foi aos poucos sendo esquecido pelos franceses. Decidiu então voltar para o único país que ainda acreditava em seu pioneirismo: o Brasil.

Resgate na sua memória a imagem do 14 Bis: ela se parece de alguma forma com um avião moderno? Agora veja, abaixo, o Flyer 4 voando em 1905 (um ano antes do 14 Bis). Deixo com você a resposta sobre quem contribuiu mais para a aviação.

 

 

Fonte:
Leandro Narloch
Veja.com.br

 

PS – Bem, achei a matéria interessante, por isso a reproduzi. Mas, pessoalmente, tenho ressalvas às afirmações do autor. Primeiro, está documentado que todas as réplicas do 14 Bis construídas posteriormente (com os mesmos materiais usados à época) voam normalmente. Réplicas dos Flyer (os aviões – ou planadores? – dos Wright) que seriam objeto do pioneirismo não voam a não ser catapultados. Outro fato comprovado é que o 1º equipamento (mais pesado que o ar) que saiu do solo com propulsão própria, comandável, com experimento repetido e testemunhado foi o de Alberto Santos Dumont.

E tem mais, o primeiro avião a ser produzido em série na história, e que inspirou o desenho de vários outros, foi uma invenção de Dumont: o Demoiselle, de 1907.

Cerca de 300 foram produzidos pela fábrica Clément Bayard. Santos-Dumont distribui o projeto de graça!

Santos_Dumont_Demoiselle

Quantos aviões inspirados no projeto patenteado dos Wright foram produzidos em série? Nem o exército americano o quis, porque o modelo era instável demais.

A grande contribuição de Santos-Dumont foi realmente o Demoiselle, que tinha até leme na cauda para controlar o voo e a estabilidade. E o fato de ele distribuir o projeto permitiu que outros estudiosos e aviadores o fizessem evoluir.

Segundo estudiosos, o projeto tanto do 14 Bis quanto do Flyer, com o “bico” na frente, é muito instável, por isso não foi adiante. Segundo esses mesmos estudiosos, o sonho de Santos-Dumont para a aviação não era o de cruzar grandes distâncias, era o de ter o avião em sua casa, para usá-lo no dia-a-dia, para ir ao trabalho ou visitar os amigos, de forma prática e simples.

E, finalmente, nenhum voo inicial dos americanos foi documentado. Ter o testemunho de 60 pessoas de alguma forma ligada aos inventores que tinham interesse financeiro em seu aparelho (por isso o patentearam) é altamente suspeito…

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Afinal, os franceses tomam banho?

Há pouco tempo, um passageiro francês de origem argelina foi expulso de uma aeronave pouco antes de ela decolar. A tripulação e os passageiros se queixaram, dizendo que ele estava cheirando mal, mesmo o homem alegando que tinha passado um perfume Dior no Duty Free.

Esse evento me fez recordar os mitos sobre a França e os franceses, como o da baguete levada debaixo do braço, ou a  “ojeriza” do francês em não tomar banho, ou de serem grosseiros e mal educados.  Talvez o mais recorrente deles seja mesmo o de não gostarem de tomar banho. E, numa época em que todos se preocupam com a escassez de água para consumo, o assunto “banho + economia de água” é mais do que oportuno…

Quando visitei Paris pela primeira vez, há muitos anos, estranhei a pergunta quando fui reservar o quarto do hotel: “Com ou sem banho no quarto?” – perguntou-me a pessoa da reserva. Claro que pedi com banho, porque a única vez em que fiquei num hotel com chuveiro coletivo foi numa cidade do interior do Estado, quando estava na faculdade… O preço do quarto em Paris era muito mais caro “com banho”, e quando cheguei, notei uma banheira enorme, parecia uma piscina… E fiquei imaginando quanta água seria necessária para enchê-la. E decidi só tomar banho de ducha, mesmo.

Na Alemanha, a mesma coisa. A diferença é que não havia banheira, e o chuveiro funcionava com uma espécie de “timer”. A água saía por apenas alguns minutos, e se você não tivesse terminado até então, já era… Na primeira vez, a água acabou quando eu estava com o cabelo cheio de xampu…

A água é um bem bastante escasso em toda a Europa, especialmente quando se compara à teórica abundância que temos desse recurso no Brasil. Teórica porque a água que sobra para a população é mínima, dado o volume que é desperdiçado em vazamentos e a água que é poluída pelas indústrias e esgotos.

Voltando, o continente europeu vivia, há não muitas décadas, uma situação em que a água encanada servia apenas aos primeiros andares dos prédios, onde moravam os mais ricos. Os que moravam nos andares mais altos, os menos abonados, tinham que descer vários lances de escadas para buscar água em fontes públicas ou pagar pelos serviços dos entregadores do líquido a domicilio. Imagine então o sufoco de quem vivia ali para cozinhar, para lavar as roupas… E para tomar banho!

Acredito ser por isso que o banho diário não fizesse parte dos hábitos dos franceses, mas a “culpa” não poderia ser lançada toda sobre a falta de água. Havia ainda a herança cultural desde os tempos medievais, quando se acreditava que o banho provocasse descamação da pele, eliminando a proteção natural contra doenças. (Claro que esse pensamento não era exclusivo dos franceses, era uma crença espalhada por toda a Europa e levada às Américas pelos conquistadores espanhóis, ingleses e portugueses. Quando D. João VI e a família imperial chegaram ao Brasil em 1808, toda a corte ficou escandalizada ao ver os escravos e os índios tomando banho de mar com frequência, e acharam que eles deviam ter doenças de pele…).

Os médicos medievais achavam que a água, sobretudo quente, debilitava os órgãos, deixando o corpo exposto a insalubridades e que, se penetrasse através dos poros, podia transmitir todo tipo de doenças. Daí veio a ideia de que uma camada de sujeira protegia contra as doenças e que, portanto, o asseio pessoal devia ser realizado “a seco”, só com uma toalha limpa para esfregar as partes expostas do corpo.  Além disso, a Igreja condenava o banho por considerá-lo um luxo desnecessário e pecaminoso. E, como se sabe, o Estado mais poderoso daqueles tempos era aquele governado pelo Papa, e se ele falasse, estava falado…

As coisas não melhoraram muito no campo da higiene com o passar dos séculos. No suntuoso Palácio de Versalhes, por exemplo, um decreto de 1715, baixado pouco antes da morte do rei Luís XIV, estipulava que as fezes seriam retiradas dos corredores uma vez por semana – então, a gente deduz que o recolhimento dos dejetos era ainda mais esparso antes. Versalhes não tinha banheiros, mas contava com um quarto de banho equipado com uma banheira de mármore encomendada pelo próprio Luís XIV, um objeto que serviria apenas à ostentação, caindo no mais absoluto desuso.

Outra crença curiosa do mesmo período diz respeito ao poder purificador da roupa: acreditava-se que o tecido “absorvia” a sujeira do corpo. Bastaria, portanto, trocar de camisa todos os dias para manter-se limpinho. Nosso velho amigo D. João VI, o fujão que estabeleceu sua corte no Rio de Janeiro para escapar dos avanços de Napoleão e que citei mais acima, mostrava-se descrente até da troca de camisas, que ele literalmente deixava apodrecer no corpo.  Mesmo coberto de feridas e contaminações na pele, e habituado a outras porquices, ele fugia da água como o Cascão.

Foi só no século XIX, com a propagação da água encanada e do esgoto e com o desenvolvimento de uma nova indústria da higiene – principalmente nos Estados Unidos –, que o banho foi reabilitado. O sabão, conhecido desde a Antiguidade, mas por muito tempo considerado um produto de luxo, foi industrializado e popularizado.

Hoje, a água chega nas residências, seja de ricos ou de pobres. Mas o francês, especialmente o mais tradicional e aquele que vive nas cidades do interior, não tem duchas em casa. Ele acha que banho é o que se toma na banheira e que chuveiro é uma invenção americana que não substitui o banho, portanto não há banho sem banheira. O banho de banheira é uma coisa muito especial, não diria que é um ritual, mas encher uma banheira e mergulhar o corpo nela demanda tempo, exige alto consumo de água e isso não pode ser feito todos os dias. O que eles fazem diariamente é a sua “toilette”, o que chamamos de “banho de gato”.

Claro que muitos tomam uma ducha, mas não é a regra entre os mais idosos. Mas todos os dias, religiosamente, o francês típico faz a sua toilette matinal. Enche a pia de água quente e com uma luvinha umedecida e ensaboada,  higieniza seu corpo de cima abaixo.

Essas luvas, em francês “gants de toilette”, são tão comuns e necessárias à higiene quanto o sabonete ou o papel higiênico.  Parece que receber um hóspede em casa sem lhe oferecer sua própria gant de toilette junto às toalhas de banho e de mão seria uma grosseria tão grande como lhe dar um par de lençóis sem fronha.

Me parece que há um outro agravante em tudo isso: além de ser um recurso finito (como estamos aprendendo a duras penas em São Paulo), a água na França também é muito calcária, principalmente em Paris. Ela de fato destrói a proteção natural da pele, o filme hidrolipídico – a camada que mantém a hidratação e protege a pele. (quer dizer, os médicos medievais até que não estavam tão errados assim…). Então, a pessoa pode ter alergias e outros problemas de pele por conta da descamação e ressecamento em excesso, causado pela água calcária. Mas isso tem “cura”: existem diversos produtos para a pele que “repõem” a hidratação e nutrem a pele ressecada até que ela se acostume.

Falando nesses cremes para o corpo e cabelo, fica aquela indagação sobre o que veio primeiro, o ovo ou a galinha…? Os franceses têm maravilhosos perfumes e produtos de higiene fantásticos (Avene, Uriage, Klorane, L’Occitane etc etc) por que o francês é porquinho e tudo isso é para disfarçar, ou eles consomem esses produtos de montão justamente porque se cuidam muito?

Não sei.

O que eu sei é que é difícil avaliar se a “porquice” é uma coisa cultural ou algo pessoal, mesmo.

Conheci alemães, russos e holandeses que me olhavam torto quando eu dizia que ia tomar “uma ducha” antes de dormir (deviam pensar: “Esse cara está desperdiçando água, será que ele tem sarna?”). Japoneses com quem eu teria reuniões me olhavam com desconfiança porque não tirava os sapatos antes de entrar na sala (para eles, o porco era eu, ao trazer sujeira de fora!). Minha filha mais nova, durante o intercâmbio que fez nos Estados Unidos, ficou horrorizada com os hábitos… Aliás, com a falta de hábitos de higiene da família com quem morou (tomar banho todos os dias, escovar os dentes após todas as refeições, tudo isso era raro de acontecer…).

Mas, por outro lado, e quantos brasileiros conheci que fugiam da água como se fosse o diabo da cruz?

PS – sobre a água calcária, ou a “água dura” de Paris, um comentário:  água dura é aquela que contém um alto nível de minerais, concretamente de sais de magnésio e cálcio. Esse tipo de água é encontrada em solos calcários.

Ela não causa problemas de saúde, além daqueles de descamação de peles mais sensíveis, e abastece inúmeras regiões na Europa: Londres, Paris, diversas zonas na Suíça e na Suécia, Portugal, Alemanha, Estados Unidos e mesmo no Brasil, por exemplo,  nas regiões de Sete Lagoas e Montes Claros, em Minas Gerais.

Vários estudos tentaram correlacionar a constituição físico-química da água potável de determinadas regiões com a incidência de pedras nos rins. Mas pesquisadores observaram até mesmo uma correlação negativa, ou seja, menor incidência de pedra nos rins com o consumo da água dura!

Enfim, os estudos ainda estão sendo sendo conduzidos e um deles atribui ao magnésio, presente na água, alguns efeitos benéficos para a saúde humana, incluindo menor incidência de doenças cardiovasculares e renais e aumento da quantidade de colágeno, “responsável pela constituição celular (…) e bom para manter a pele jovem e saudável”.

Em Paris, você pode beber água da torneira, e o calcário só vai deixá-la com um gosto estranho para nós, brasileiros. As normas europeias que controlam a potabilidade da água são as mais rigorosas do mundo. E a água de Paris passa nos 56 parâmetros de potabilidade definidos pelo código europeu de saúde pública.

E se você gosta da água Perrier, a segunda mais vendida no mundo depois da Evian, saiba que aquelas bolhinhas são resultado das fontes subterrâneas de onde ela é extraída, e que cortam áreas com enormes quantidades de restos vegetais, cujas moléculas ácidas atacam o carbonato, componente das rochas calcárias. Isso gera o puríssimo gás carbônico que compõe a receita dessa água deliciosa, que é… Uma prima da água dura!

Fontes:
13anosdepois.com
portedoree.blogspot.pt
viverplenamenteparis.blogspot.com.br
diclorina.com.br

Refrigerantes diet realmente são mais saudáveis?

É raro conseguir consumir algo que seja doce e ao mesmo tempo saudável. Sendo assim, é possível que os populares refrigerantes diet sejam uma opção benéfica à saúde?

Nenhum especialista afirma que o consumo de refrigerante faz bem para a saúde, já que uma garrafa de 500 ml pode conter cerca de 200 calorias. Mas uma versão diet da mesma bebida pode ter apenas uma caloria.

Seguindo uma lógica simples, portanto, trocar a bebida com açúcar pela versão dietética diminuiria o consumo de calorias. No entanto, os “refrigerantes diet” têm uma reputação polêmica.

Alguns cientistas argumentam que são justamente eles que podem levar ao ganho de peso, além de aumentar o risco de desenvolver diabetes tipo 2.

“Muitos acreditam que (os refrigentes diet) sejam uma opção saudável pois não são bebidas com açúcar, mas o que é muito importante que as pessoas entendam é que não temos qualquer evidência científica disso”, afirma Susan Swithers, professora da Universidade de Purdue, nos Estados Unidos.

As experiências de Swithers, da Universidade de Purdue, em ratos sugerem que as bebidas dietéticas alteram a forma com que o corpo lida com o açúcar normal, o que pode acabar levando ao ganho de peso.

Isso porque, quando chega à língua, o açúcar emite um alerta ao corpo de que a comida está a caminho. Com os adoçantes de zero caloria, a mesma mensagem é enviada, mas nenhum alimento chega.

“Acreditamos que refrigerantes diet podem fazer mal à saúde porque mudam a forma como o corpo lida com o açúcar que ingere”, disse Swithers.

A professora também cita outro problema: compensação. Segundo a especialista, quando sabemos que estamos retirando calorias de uma parte da dieta, tendemos a compensar essa carência comendo mais.

“É aquela velha lógica: tomei um refrigerante diet, por isso posso comer um biscoito”, disse.

Polêmica

O aspartame é um dos adoçantes de baixa caloria mais conhecidos, mas também o mais polêmico. Ele é 200 vezes mais doce do que o açúcar e já foi ligado a uma série de efeitos colaterais desde que foi introduzido em alimentos, na década de 1980. Entre os supostos danos à saúde, estão alergias, nascimentos prematuros e câncer.

A Pepsi afirma que a falta de confiança dos consumidores neste adoçante é o principal motivo de as pessoas estarem desistindo do refrigerante diet nos EUA. No entanto, o aspartame é descrito com frequência como um dos ingredientes mais testados do mundo.

Uma análise da Autoridade Europeia de Segurança Alimentar, feita em 2013, concluiu que “não há problemas de segurança” em relação ao adoçante, incluindo para gestantes e crianças.

Bactéria

Cientistas do Instituto de Ciências Weizmann, em Israel, mostraram que adoçantes de baixa caloria alteraram o equilibrio das bactérias nos intestinos de ratos.

O corpo humano tem dez vezes mais bactérias, vírus e fungos do que células e este “microbioma” tem um impacto enorme na saúde.

O estudo, publicado na revista especializada Nature, mostrou que os adoçantes de baixa caloria alteraram o metabolismo de animais e levaram a um aumento do nível de açúcar no sangue, um dos primeiros sinais do desenvolvimento da diabetes tipo 2.

Sete voluntários humanos passaram sete dias ingerindo níveis altos de adoçantes de baixa caloria. Os resultados obtidos com metade deles foi o mesmo do que o obtido com os animais.

Água

Especialistas afirmam que, em um mundo ideal, a melhor alternativa seria beber água.

Um estudo publicado na revista especializada Obesity sugere, inclusive, que beber água meia hora antes das refeições ajuda na perda de peso.

Mas até uma crítica ferrenha dos adoçantes de baixa caloria como Swithers argumenta que pode eles podem ser um elemento de “transição” para quem precisa fazer dieta.

“Um refrigerante diet pode ser útil em sua dieta como (uma bebida de) transição se você está tomando refrigerante comum todo dia e acha difícil parar”, disse.

 

Fonte: BBC

Estranhos mitos antigos sobre as mulheres

Adoro vasculhar a História, justamente pelas coisas inusitadas que acabo descobrindo. Uma coisa fica muito clara: quem escreve a História são as pessoas que estão no poder. Elas podem manipular os fatos a seu bel-prazer, porque ninguém terá coragem de contestá-las.

Foi isso o que aconteceu, por exemplo, com as mulheres. Os poderosos, ditando as regras, espalharam uma série de fatos errados sobre elas e que perduraram por séculos. Por exemplo:

Que as mulheres menstruadas secretavam veneno…

Essa época do mês sempre foi um terror para os homens, e um dos mitos mais insanos era a crença de que bastava ficar na presença de uma mulher menstruada que os alimentos estragavam.  As frutas transportadas por ela apodreciam e a manteiga azedava…

Outro desses mitos dizia que Dormir com uma Virgem Manteria vivo um Idoso.

Essa era uma prática médica medieval e muito difundida entre os mais nobres. Recomendava-se que os homens idosos dormissem na mesma cama das mulheres em idade de casar porque o calor e a umidade dos jovens corpos iriam revitalizar os corpos enrugados dos anciãos! Era uma espécie de viagra natural.

Uma outra ideia idiota era a de que Mulher Bebendo Chá era um Ato de Revolta.

As mulheres não podiam ter esse momento de relaxamento porque isso era considerado uma deliberada sabotagem das regras sociais vigentes. Os homens da classe superior argumentavam que, se as mulheres tivessem a permissão de reservar um momento para tomar chá,  isso significaria que elas estavam negligenciando os seus deveres domésticos. E se estavam negligenciando os seus deveres domésticos, Deus sabe o que mais estariam fazendo em seus momentos livres…

Mas a coisa não parava aí.

Acreditava-se, e essa crença perdurou até poucos anos atrás, que As Impressões Maternas causavam os Defeitos de Nascimento.

A gestação de uma criança no útero foi motivo de nove meses de mistério até os dias do ultrassom. Os médicos sabiam que um bebê estava lá dentro, mas o que acontecia durante esse tempo era inexplicável, especialmente se esse bebê nascia… digamos… Diferente. Uma das primeiras explicações dos médicos para esses defeitos no nascimento, nos séculos 18 e 19, foram as “impressões maternas”; em outras palavras, os estímulos no cérebro da mulher grávida faziam o bebê se desenvolver de forma incorreta. Foi essa a explicação para o caso de Joseph Merrick (1862-1890), o Homem-Elefante. Os médicos disseram que a culpa de seu problema foi de sua mãe grávida, que tomou um susto com um elefante quando foi ao circo…

A seguir,  outra crença que durou séculos, por mais surpreendente que seja, já que seria fácil de provar que essa crença estava errada… A de que Mulheres têm menos Dentes.

Aristóteles foi o cientista grego que lançou as bases para as ciências que estudam a vida e para o desenvolvimento da Medicina. Mas ele tinha lá sua cota de ideias bizarras, e uma delas era a de que as mulheres nasciam com menos dentes do que os homens. O estranho é que foi casado duas vezes, quer dizer, seria fácil para ele confirmar sua tese, bastando que pedisse às esposas que abrissem a boca.

O mito da Vagina Dentada é universal.

Existia desde a Roma antiga e foi encontrado inclusive até nas tribos da América do Sul. Basicamente, esse mito avisava que algumas mulheres tinham uma dentadura completa, e com dentes afiados, escondida lá dentro e que servia para castrar o sujeito azarado que fosse xeretar sem autorização. Claro que, biologicamente, isso é impossível, mas pessoas do mundo inteiro acreditavam nesse fato.

Para encerrar, um daqueles mitos criados para manter subjugada a população feminina: Ler livros deixam as mulheres estéreis.

Em 1873, um professor de Harvard chamado Dr. Edward Clarke afirmou que as mulheres deveriam ser mantidas longe da universidade, em nome da sobrevivência da humanidade! Sua teoria era a de que muita reflexão levava o sangue para o cérebro e o tirava do útero, e assim os órgãos reprodutivos seriam fracos… Se as mulheres continuassem a estudar, iriam se transformar em criaturas com “cérebros inchados” e “corpos franzinos e com má digestão”. O estranho é que sua teoria não explicava porque isso não acontecia com os homens…






Fonte:
K. THOR JENSEN