Conheça a Harpia…

…Uma ave tão grande que algumas pessoas acham que é alguém fantasiado

Na mitologia grega, conta-se que, nos céus da antiga Grécia, voavam seres amedrontadores que possuíam rosto de mulher e corpo de águia, além de belos seios para distrair os homens desavisados. Esses seres voavam a grandes velocidades, possuíam olhos mais apurados que os das águias e eram capazes de cortar um homem ao meio com suas poderosas garras.

Eram as Harpias.

Na história de Jasão, as harpias foram enviadas para punir o cego rei trácio Fineu, roubando-lhe a comida em todas as refeições.

Esses estranhos seres também aparecem numa história do Tio Patinhas, criada pelo genial Carl Barks em 1955 e publicada no Brasil com o título “Em Busca do Velo de Ouro”.

Carl Barks gostava tanto desse mito que, mais de 20 anos depois de criar essa aventura, fez uma tela a óleo retratando a harpia ameaçando os pobres patos.

Mas existe uma harpia na vida real. E aqui mesmo no Brasil!

Não parece mesmo alguém vestindo uma fantasia?

A nossa harpia, também chamada de gavião-real, é considerada a maior e mais poderosa águia do mundo. É uma ave de rapina impressionante, as fêmeas pesam pouco mais de 9 kg e alcançam uma envergadura de até 2 metros.

Suas garras são maiores que as de um urso-pardo, com unhas de até 7 cm de comprimento.

A harpia é rápida e possante em suas investidas. É tão forte fisicamente que consegue erguer um carneiro sem maiores dificuldades. Ela voa alternando rápidas batidas de asa com planeio. Tem um assobio longo e estridente e, nas horas quentes do dia, costuma voar em círculos sobre florestas e campos próximos.

As harpias conservam energia se empoleirando silenciosamente, vendo e ouvindo por longos períodos de tempo. 

É uma predadora especializada na captura de macacos, bugios e bichos-preguiça, por vezes capturando animais com o peso/tamanho da própria ave. É uma águia florestal muito rara, encontrada na região amazônica e em alguns pequenos trechos de Mata Atlântica.

Sua alimentação é composta de animais de porte médio, como outras aves, macacos, preguiças e até macacos maiores, como o bugio.

É uma ave feroz. Orgulhosa. Majestosa. Com um brilho de aço nos olhos que praticamente diz: “É melhor você não mexer comigo, garoto, eu como pessoas como você no café da manhã.”

Fontes:

avesderapinabrasil.com

Wikipedia

Bored Panda


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“Unicórnio da Sibéria”, o animal pré-histórico que conviveu com humanos


Uma espécie de rinoceronte gigante que pode ter sido a origem do mito do unicórnio viveu na terra a até pelo menos 39 mil anos atrás.

Conhecido como “unicórnio da Sibéria”, o animal tinha um longo chifre na testa e vivia nas pradarias da Eurásia, a massa de terra que engloba os continentes europeu e asiático.

Novas evidências mostram que a espécie acabou extinta pois tinha hábitos de alimentação muito restritos. Cientistas dizem que saber mais sobre a extinção do animal pode ajudar a salvar os rinocerontes que ainda existem no planeta.

Os rinocerontes estão em perigo pois são muito seletivos em relação ao seu habitat, explica Adrian Lister, professor do Museu de História Natural de Londres e um dos autores do estudo.

“Qualquer mudança em seu ambiente natural é um perigo para eles”, disse Lister. “E, é claro, o que também aprendemos com esse registro fóssil é que uma vez que a espécie vai embora, não há como recuperá-la.”

Pesando até quatro toneladas, o “unicórnio da Sibéria” chegou a coexistir com os seres humanos modernos até 39 mil anos atrás.


Esqueleto do mamífero no Museu de Stavropol, na Rússia.

O que sabemos sobre o rinoceronte ancestral?

Antes das novas descobertas, acreditava-se que a espécie, cujo nome científico é Elasmotherium sibericum, tinha sido extinta há cerca de 200 mil anos.

No entanto, uma nova pesquisa com datação de carbono de 23 espécimes fossilizados ajudou os pesquisadores a descobrir que o gigante da Era do Gelo na verdade sobreviveu no leste da Europa e na Ásia Central até mais recentemente.

Os cientistas também isolaram o DNA do animal pela primeira vez, mostrando que a espécie se diferenciou dos atuais rinocerontes há cerca de 40 milhões de anos.

Porque ele foi extinto?

O estudo também analisou os dentes do animal, confirmando que ele pastava em gramas duras e secas. “Ele era como um cortador de grama pré-histórico”, afirmou Lister.

O ancestral do atual rinoceronte se especializou em um tipo de dieta que pode ter causado seu fim. Conforme a Terra esquentou e começou a sair da Era do Gelo, há cerca de 40 mil anos, os campos começaram a diminuir, restringindo a pastagem para a espécie.

Centenas de espécies de grandes mamíferos desapareceram depois do fim da última Era do Gelo, devido às mudanças climáticas, perda de vegetação e pela caça empreendida pelo homem.

O que ele nos diz sobre o destino dos rinocerontes modernos?

Hoje há apenas cinco espécies de rinocerontes restantes. Poucos animais sobrevivem fora de reservas e parques nacionais por causa da caça ilegal e por perder seu habitat natural, por conta da expansão urbana.

Os caçadores matam os rinocerontes ilegalmente, retiram apenas os chifres e em seguida abandonam o corpo do animal abatido. O chifre do rinoceronte é cobiçado porque é utilizado em várias receitas da medicina tradicional oriental. Um grama do pó do chifre custa mais de USD 3.000,00 e é comprado por gente muito rica. 

Quem o compra acredita que o chifre ralado e misturado com água pode curar ressaca, febres, convulsões, impotência e até câncer. O líquido branco é sorvido em pratos, como uma sopa.


De onde vem o mito dos unicórnios?

O Unicórnio é um ser mitológico, normalmente branco-puro quando é adulto, mas dourado em sua fase de potrinho, e prateado durante a adolescência, com um único chifre posicionado em sua cabeça como uma espiral. Ele vive geralmente nas florestas do norte da Europa, segundo as narrativas.

Essas entidades fantásticas são doces, mansas, puras, facilmente seduzidas por mulheres virgens. São, por esse motivo, adotadas pela iconografia do Cristianismo como símbolos da Virgem Maria, quando a religião assume o dogma da virgindade da mãe de Jesus. 

Supostamente seu chifre, o sangue e o pelo têm poderes mágicos. Em um dos episódios de Harry Potter, de J. K. Rowlling, o sangue desse ser puro é consumido por Voldermort, o vilão, para preservar a vida, mas o ato de matar um ente tão inocente o converte em um morto-vivo.

O unicórnio não convive com o Homem, mas se submete sem maiores problemas diante de uma mulher. Criptozoologistas – especialistas que investigam relatos da aparição de animais pertencentes ao universo das lendas e dos mitos – registram o aparecimento de unicórnios pelas várias regiões do Planeta, particularmente na Índia, sua terra natal.

O nascimento do mito é impreciso. Ele é encontrado nas bandeiras dos imperadores da China, na descrição biográfica de Confúcio; no Ocidente, o unicórnio integra as compilações de seres fantásticos coletados na época de Alexandre, e também nas bibliotecas e produções artísticas do Helenismo.

Imagens do unicórnio podem ser vistas em tapeçarias encontradas no norte da Europa e em caixas de madeira ricamente adornadas – os cassoni -, que integravam o enxoval das noivas italianas nos séculos XV e XVI.

Na Astronomia, ele corresponde à constelação conhecida como Monoceros. O unicórnio também é constante encontrado na literatura fantástica, especialmente nos livros de Lewis Carroll, C.S. Lewis e Peter Beagle.

Venerados como seres mágicos, os unicórnios conquistaram o mundo comercial. Hoje estão estampados em camisetas, bordados em almofadas, presentes no cinema e em games. Ou até são usados em chaveiros.

Fontes:

BBC
brazil.skepdic.com
Wikipedia

Homens conviveram com unicórnios, revela estudo

Homens modernos conviveram com unicórnios. Não os belos equinos da literatura fantástica, mas uma criatura bem menos elegante, apelidada de unicórnio siberiano.

Os cientistas acreditavam que este animal fora extinto há 350 mil anos e que, portanto, não teria habitado o planeta junto com o Homo Sapiens, surgido há cerca de 200 mil anos. Mas a descoberta de um fóssil de 29 mil anos de Elasmotherium sibiricum na região de Pavlodar, no Casaquistão, prova o contrário. A revelação foi descrita num estudo publicado pelo “American Journal of Applied Science”.

A espécie era mais parecida com um rinoceronte do que com um cavalo. Um animal fantástico, e que provavelmente foi o precursor das nossas lendas sobre unicórnios: um gigante de 5 toneladas, 3 vezes maior que um rinoceronte, com grossa pelagem e um único chifre enorme, que podia chegar a 2 metros de comprimento! Ele viveu, principalmente, na região da Sibéria, na Ásia, ao norte do local onde foi encontrado.

Tamanho comparativo do animal com o homem

Tamanho comparativo do animal com o homem

Embora incrível, esse animal não é exatamente uma novidade, afinal já era conhecido pelos paleontólogos há um bom tempo. A grande novidade dessa vez é que os paleontólogos descobriram que esse animal não está extinto há tanto tempo quanto se pensava anteriormente. O Elasmotherium sibiricum, depois desses novos estudos e datações, pode ter vivido na mesma época dos humanos modernos, quando já estávamos em nossa fase de desenvolvimento da linguagem.

Imagina, você dando uma volta para caçar algum pato selvagem para o jantar, e dá de cara com um bichão desses?

 

Fontes:

 

O Globo

curtoecurioso.com.br

Os Meus 10 Melhores Filmes de Monstros

O amigo Lucas Libânio inspirou-me a falar de filmes de monstros.

Os monstros sempre estiveram presentes na imaginação humana, e a eles eram atribuídas as catástrofes e tudo de ruim que acontecia às pessoas. A Mitologia grega é rica desses seres – inclusive servindo de base para inúmeras obras na literatura ou no cinema. Enquanto os heróis mitológicos são seres solares que amam o ar livre, voam, correm nas colinas e caçam nas florestas, os monstros preferem a escuridão ou locais ermos. Como o minotauro, por exemplo, que vivia num labirinto escavado nas profundezas de uma montanha.

Mas o minotauro não era o único monstro dessa galeria. Temos ainda as harpias, a Górgona, Cérbero, os cíclopes e tantos outros.

  

 Os escritores, roteiristas e cineastas beberam nessa fonte para criar suas obras, mas usaram também referências de diversas outras culturas. E o cinema ajudou a popularizar esses seres extraordinários que povoam os nossos pesadelos há gerações.

A minha lista dos Dez Melhores filmes de monstros é:

10. O Enigma de Outro Mundo (1982)

Um parasita do espaço invade um centro de pesquisa perdido no meio do Polo Norte. Esse monstro assimila outros organismos e os imita, e você não sabe dizer qual a verdadeira natureza dessa coisa. Assustador, mesmo, e os efeitos especiais (na época) eram de arrepiar. Assista um trecho a seguir:

9. A Múmia (1932, 1999)
Um icônico filme de monstro, A Múmia é uma clássica história de mistério do Egito antigo. Refilmado 60 anos depois, continuou sendo bastante divertido. Essa refilmagem passa toda hora na TV e vale a pena ver. Mas o original traz Boris Karloff como o monstro, e veja no clipe a seguir como o clima era bastante diferente de seu remake:

8. Cloverfield (2008)

Seguindo a trilha aberta por “A Bruxa de Blair”, o filme no estilo documentário mostra um monstro destruindo Nova York.  Foi um tremendo sucesso e é bastante realista em seus sustos.

7. O Ataque dos Vermes Malditos(1990)

Eh, eh, eh… Umas minhoconas ao estilo “Duna” (de 1984, direção de David Lynch) escavam o solo, só que, ao contrário dos vermes espaciais, não são domesticáveis e querem jantar as pessoas. Para quem ainda não conhece esse filme B muito divertido, essa cidadezinha no deserto começa a sofrer abalos sísmicos, que na verdade eram causados pelos “vermes malditos” abrindo seu caminho debaixo da terra. Abaixo, no trailer oficial, Kevin Bacon enfrenta as criaturas.

6. O Labirinto do Fauno (2006)

Não é um “filme de monstro” no sentido tradicional, digamos assim. Mas esse filme sensacional de Guillermo de Toro é uma fábula sombria (sua obra-prima, na minha opinião) e tem um monstro magrelo e branquelo assustador: os olhos ficam nas palmas das mãos! Se você não assistiu, eu recomendo.

5. A Bolha Assassina (1958)

Chegando na Terra em um meteoro, a Bolha é uma inofensiva e misteriosa gosma. Mas não demora muito até começar a engolir todo ser humano que aparece em sua frente, aumentando seu tamanho quase ilimitadamente. Um dos filmes de monstro mais divertidos de todos os tempos, tem Steve McQueen em seu primeiro papel principal como o jovem que vê a bolha comendo todo mundo, só que ninguém acredita nele! Olha o trailer da época, que máximo!

4. Tubarão (1975)

Desde que Steven Spielberg dirigiu este filme, tem gente que põe os pés na água e já escuta a música-tema… Esse tubarão gigante que devora os banhistas de uma cidadezinha litorânea deve estar na lista dos filmes mais assustadores de todos os tempos.

3. O Monstro da Lagoa Negra (1954)

Um grupo de cientistas encontra no fundo de um lago da Amazônia um assustador humanoide. Quando o monstro persegue a moça por baixo d’água, eu me lembro de ter roído todas as unhas quando assisti o filme, ainda criança. A seguir, um trecho do filme:

2. A Mosca (1958, 1986)

Olha que ideia: um cientista tem seus átomos misturados com os de uma mosca e o resultado é tão nojento e dramático que você nem consegue imaginar. Esse filme de monstro + ficção científica trazia no remake de 1986 Jeff Goldblum como o cientista, até então fazendo mais filmes de TV. “A Mosca” o fez famoso mundialmente, até que despontou ao estrelato em “Jurassic Park”, 8 anos depois.  Veja o trailer do remake de 1986:

1 – King Kong (1933)

O grito de ajuda de Fay Wray nas mãos de um macaco gigante em cima do Empire State é uma das cenas mais inesquecíveis de Hollywood. Esse monstro genial e sua incrível animação stop-motion inspirou toda uma nova geração de criaturas que destruíam cidades, como Godzilla, seu mais famoso descendente. A sequência a seguir está entre as mais conhecidas do cinema e os efeitos especiais são melhores do que toda a série “Crepúsculo”…

0. Alien, o Oitavo Passageiro (1979)

Gosto tanto deste filme que o classifico em todas as categorias que eu posso: filmes de terror, de ficção científica, de monstro… Mas a criatura merece estar em primeiro lugar na minha lista dos Dez Mais, porque esse Alien dá arrepios em qualquer um. Um clássico do cinema em todos os tempos! O trailer original passa toda a tensão desse filme espetacular.

Como você notou, minha lista dos Dez Mais acabou ficando com onze, porque não podia deixar “Alien” de fora. Pensando bem, não podia deixar de fora o Frankenstein, o Lobisomem, todos os filmes do Ray Harryhausen, os insetos das “Tropas Estelares”…