PROJETO MONTAUK: O PROGRAMA OBSCURO QUE INSPIROU “STRANGER THINGS”

Se você assistiu a série “Stranger Things”, talvez goste de saber que boa parte da trama se inspira em um programa obscuro conduzido por cientistas do Governo dos EUA. Era o Projeto Montauk.

Projeto Montauk teria sido uma série de projetos secretos do governo dos Estados Unidos realizados a partir de 1971 em Camp Hero ou Air Force Station em Montauk, Long Island, com a finalidade de desenvolver técnicas de guerra psicológica e investigações exóticas, incluindo a viagem no tempo, teletransporte e a viagem no hiperespaço. Nesse projeto  várias pessoas teriam sido usadas como cobaias. 

A estação militar estava ali desde os anos 1950, mas ganhou vários níveis subterrâneos (claro…) para abrigar o projeto. Conspirólogos sustentam que, apesar de funcionar numa área federal, o Montauk era financiado por um governo oculto – talvez o misterioso MAJESTIC 12.

Lembrou de Arquivo X?


A tese defendida pelos cientistas do projeto era que a mente humana emitia ondas magnéticas que eram decodificadas com maior facilidade pelos chamados sensitivos. A transmissão de ondas artificiais na mesma freqüência das “naturais” possibilitaria, em tese, que os receptores vissem e pensassem o que o emissor quisesse. O Montauk, em síntese, queria manipular idéias à distância. Dizem que conseguiu…

Os relatos sobre esse projeto misterioso começaram a circular em meados dos anos 1980 e, de acordo com Dave Gonzales, do portal Thrillist, um cara chamado Preston B. Nichols teria participado do Projeto Montauk e escreveu uma série de livros sobre suas experiências.

Aparentemente, depois de se desligar do programa – não se sabe exatamente como -, Nichols conseguiu recuperar algumas lembranças que haviam sido suprimidas e deu várias entrevistas revelando o que acontecia nos laboratórios da base. Mais precisamente, Nichols dizia se lembrar de ter participado de uma série de experimentos chamados Montauk Chair — ou Cadeira Montauk, em tradução livre.


A Cadeira Montauk unia o cérebro humano a um computador. Sensitivos foram conectados ao aparelho e incentivados a projetar pensamentos. O que aconteceu foi surpreendente. Eles supostamente conseguiram materializar objetos sólidos a partir do nada. Ou quase isso. Os objetos pensados seriam feitos de orgone – a bioenergia que, segundo o neuropsiquiatra Wilhelm Reich, é emitida por todas as formas de vida.

Conforme contou Nichols, um dos testes realizados era o The Seeing Eye (“O Olho que Tudo Vê” em tradução livre), durante o qual um sensitivo — um garoto identificado como Duncan Cameron Jr. — segurava uma mecha de cabelo ou um objeto qualquer pertencente a outra pessoa e, depois de se concentrar por alguns minutos, conseguia ver através dos olhos desse indivíduo, escutar tudo o que ele ouvia e até sentir as mesmas sensações. 

Se você assistiu a série… Isso te lembra alguma coisa?

Aparentemente, o único limite para o poder da Cadeira Montauk era a imaginação do usuário. Relatos afirmam que prédios inteiros surgiram do nada quando imaginados pelo “pensador”. 

Depois de produzir matéria do nada, os cientistas resolveram mexer com o tempo. Usando a Cadeira Montauk e outras invenções esquisitas (como uma antena chamada Orion Delta T), eles teriam conseguido, em 1981, abrir fendas no espaço-tempo. A partir daí, o Projeto Montauk se dedicou quase que exclusivamente à exploração do passado e do futuro.

Nichols revelou que, em uma das ocasiões, o menino teria libertado no mundo físico um monstro que se encontrava em seu subconsciente. Os transmissores conectados a Duncan apontaram que se tratava de uma criatura de aparência animalesca, enorme, malvada e faminta, e esse ser teria provocado a destruição da base até ser capturado. E teria sido isso que colocou fim ao projeto.

(não consegui descobrir mais relatos desse monstro e nem saber como ele foi capturado… mas, claro, é tudo ultrassecreto, então…)

Nesse edifício é onde teriam ocorrido os experimentos

Origens

Os rumores apontam que o Projeto Montauk seria um desdobramento de outro programa supersecreto e sobre o qual já falei. Aqui está o link para o meu post.

Você pode conferir todos os detalhes, mas vou resumir: o chamado Projeto Filadélfia consistia em uma série de testes realizados pela Marinha dos EUA na década de 1940 e tinha como objetivo aplicar a teoria do Campo Unificado de Albert Einstein. O resultado teria sido o teletransporte de um navio de guerra — chamado USS Eldridge — da Filadélfia até a Virgínia com todos os tripulantes a bordo.


O USS Eldridge

Então, Duncan, o tal médium-mirim, seria um dos tripulantes do USS Eldridge e teria viajado no tempo, dos anos 1940 até os anos 1980, durante a desmaterialização do navio de guerra — e incorporado no Projeto Montauk no corpo de um menino.

De acordo com o “delator” do projeto, diversas crianças teriam participado dos experimentos, e algumas chegaram a ser enviadas a pontos desconhecidos do espaço-tempo através de um portal. Após vários anos de experimentos, os envolvidos no projeto desenvolveram a capacidade de viajar em relativa segurança no tempo e a outros lugares no espaço, como… a Marte, por exemplo!

                          
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Voltando ao seriado, antes de ele entrar em produção, seu nome não era Stranger Things, mas sim Montauk — em referência ao projeto supersecreto conduzido pelos militares norte-americanos. Além disso, em vez de a história se desenrolar na cidadezinha (fictícia) de Hawkins, em Indiana, a trama acontecia em Long Island, localização das bases em que os experimentos secretos teriam sido conduzidos.

Haja imaginação, não é? Ou Coisas Estranhas aconteceram mesmo por lá?

Fontes:

Wikipedia

thoth3126.com.br

megacurioso.com.br

averdadeoculta1.blogspot.com

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Dez mistérios sobre os dinossauros

Dinossauros, cujo nome significa ” lagartos terríveis “, não eram muito parecidos com lagartos e a maioria deles não era tão terrível assim, sendo dóceis herbívoros que conviviam pacificamente. Hoje em dia, sabemos mais sobre os dinossauros do que há um tempo. Os paleontólogos continuam estudando e descobrindo uma nova espécie a cada duas semanas, mais ou menos, e construindo de forma mais precisa a teoria sobre alguns dinossauros mais conhecidos, como o Tiranossauro e o Tricerátopo.

Porém, apesar de todo esse empenho, os dinossauros ainda apresentam uma série de questões não resolvidas. Confira abaixo uma lista com 10 mistérios que continuam a causar perplexidade nos paleontólogos.

1 – Qual foi o primeiro dinossauro?

Bem, o problema é que o registro fóssil é composto de trechos da história de vida do bicho e não dela completa, de modo que encontrar vestígios desde o nascer dos dinossauros depende da sorte tanto quanto da ciência.

Até agora, esses achados sugerem que os “lagartos terríveis” evoluíram cerca de 245 milhões de anos atrás, e o melhor candidato para o mais antigo dinossauro é um animal magrela do tamanho de um cão chamado Nyasasaurus.

2 – Os dinossauros tinham o sangue quente ou frio?

Múltiplas evidências — incluindo sua microestrutura e crescimento ósseo — sugerem que eles eram bichos muito ativos. Logo, teriam sangue quente. Os paleontólogos sugeriram que, de acordo com a fisiologia dos animais, os dinossauros usavam seus músculos para aquecer seus corpos.

3 – Qual foi o maior dinossauro que já existiu?

Espécies como Supersaurus, Diplodocus, Argentinosaurus, Futalognkosaurus, entre outros, tinham em torno de 100 a 110 metros ou mais.

Mas existe muita divergência entre esses números, porque os maiores dinossauros só são conhecidos a partir de esqueletos parciais, menos da metade dos ossos para baixo. Isso significa que os paleontólogos precisam confiar nos primos menores dos gigantes para chegar a estimativas de tamanho, e estes números são revistos quando os pesquisadores descobrem novos fósseis.

4 – Como era o acasalamento dos dinossauros?

Tudo o que sabemos é que cada dinossauro começou a sua vida a partir da eclosão de um ovo. Mas, como os primeiros dinossauros se acasalaram para dar início a uma nova geração, isso ainda não se sabe.

Até mesmo a anatomia sexual dos dinos é um mistério. Provavelmente, eles tiveram uma cloaca, assim como as aves e os crocodilos. Também é possível que os dinossauros machos apresentassem um órgão semelhante aos de patos e avestruzes. Porém, nunca foi encontrado nenhum traço desse tal órgão.

5 – Por que algumas espécies têm adornos?

Muitos dos dinos conhecidos, como Tricerátopos, trazem alguns tipos de chifres, cristas e outros adornos paleontológicos. Como esses animais evoluíram para ter essas estruturas bizarras é um dos pontos mais debatidos entre os especialistas.

A primeira ideia é que esses adornos evoluíram principalmente em função de defesa. Os paleontólogos sugerem que os chifres de dinossauros como o Styracossauro foram desenvolvidos para identificar os membros de sua própria espécie. Outros especialistas discordam e acham que partes da “armadura” do dinossauro, como crista e chifre, tinham função sexual, para impressionar as companheiras.

6 – Os dinossauros caçavam em bando?

As pistas têm mostrado que dinossauros predadores, como velociraptors e tiranossauros, sempre caminhavam juntos, mas isso não quer necessariamente dizer que eles caminhavam lado a lado. Os paleontólogos ainda precisam encontrar um conjunto de pegadas de dinossauros predadores interceptando o rastro de uma vítima, com sinais de briga ou até mesmo um esqueleto no final.

7 – Quais os dinossauros que viviam de noite?

Um dos tópicos mais comuns em debate é que os dinossauros pequenos eram mais ativos durante a noite, enquanto os maiores dormiam. O grande problema é que é muito difícil dizer com certeza quando os dinossauros estavam acordados.

Por isso, temos que confiar nas evidências que eles mesmos deixaram. Um estudo descobriu um conjunto de ossos delicados nos olhos dos animais, chamado anéis de esclera,  que impediam a luz de entrar. Com base nesses indícios, o estudo sugere que pequenos dinossauros predadores, como o Velociraptor, seriam mais ativos à noite.

8 – Como é que os dinossauros aprendiam a voar?

Os paleontólogos têm considerado que esses bichos levantavam voo de várias maneiras. Talvez a mais comum fosse que os dinossauros com asas estivessem prestes a despencar de uma superfície inclinada, e ao se debater, alçaram voo.

9 – Quais espécies de dinossauros tinham penas?

Além de espécies relacionadas aos primeiros pássaros, como Anchiornis e Microraptor, até mesmo tiranossauros enormes tinham cerdas em suas caudas.

10 – Por que os dinossauros foram extintos?

Sabe-se que um gigantesco asteroide atingiu o planeta naquela época, após um período prolongado de mudança ecológica e intensa atividade vulcânica, mas os especialistas não sabem como isso pode ter sido o estopim para a extinção em massa de todos os dinossauros.

Sem mencionar que a maior parte do que sabemos sobre a catástrofe vem da América do Norte, e os dinossauros viveram no mundo inteiro. Os paleontólogos conhecem as vítimas e as “armas do crime”, mas ainda têm muito o que reconstruir para chegar a entender como a mudança ecológica aconteceu.

 

 


Mistério de tronco que flutua na vertical há 120 anos intriga a ciência

Sim, você leu o título certo. O gigante lago Crater, situado no Oregon (Estados Unidos), tem um tronco de árvore que está flutuando na vertical pelas águas há pelo menos 120 anos. Os motivos deste fenômeno incomum são um mistério para os cientistas até os dias de hoje.

O tronco de nove metros de altura que passeia pelo lago foi descoberto em 1896 pelo geólogo e explorador Joseph Diller, de acordo com o site Science Alert. O objeto, que ganhou até o apelido de “Velho Homem do Lago”, está flutuando na água desde então, ficando cerca de 1,2 metros acima da superfície.

Em 1902, Diller publicou o primeiro estudo científico sobre o fenômeno e notou que, nos primeiros cinco anos da descoberta, o tronco viajou 400 metros pelo lago. Já um segundo experimento mais conclusivo feito em 1938 apontou que, graças a ventos e ondas, o “Velho Homem do Lago” circula um total de 99.9 km pelo lago em três meses.

“Você pensaria que um tronco de 9 metros funcionaria como uma vela náutica, mas às vezes ele se move por toda a extensão do lago contra o vento”, afirmou Mark Buktenica, ecologista do Parque Nacional do Sul de Oregon à rede de TV CBS News.

Este é o incrível lago Crater, onde o tronco de madeira flutua

Este é o incrível lago Crater, onde o tronco de madeira flutua

Mas como o tronco ficou na posição vertical e, além disso, como continua deste jeito? Esta é a pergunta que ninguém consegue responder claramente. A física básica aponta que, por causa de seu centro de massa, a madeira de nove metros, com diâmetro de 61 cm, deveria flutuar na horizontal.

Há uma teoria que sugere que, quando o tronco caiu no lago há mais de 100 anos, rochas teriam se enroscado em suas raízes. Elas teriam servido como pontos de ancoragem natural e orientado o toco a flutuar verticalmente. O problema é que não há rochas no tronco agora, e nem há vestígios delas.

Outra argumentação é de que a parte submersa ficou cada vez mais densa e pesada com o tempo, enquanto a área acima da água seguiu permanentemente seca.

Cientistas já realizaram datações de carbono e perceberam que o misterioso tronco tem ao menos 450 anos de idade. Acredita-se que a baixa temperatura do lago mantenha a madeira preservada.

O lago Crater fica na caldeira de um vulcão extinto e é o mais profundo dos Estados Unidos, sendo o nono mais profundo do mundo, com 597 metros na profundidade máxima – tem 9,6 km na largura máxima.

A sua água é de uma impressionante coloração azul por causa da pouca atuação de microorganismos no local. De fato, não há espécie nativa de peixe na água e, das seis espécies introduzidas desde o século 19, apenas duas seguem no lago (uma de um tipo de salmão e outra de truta).

Logo uma lenda surgiu de que o Velho controlaria o clima. Em 1988, durante uma expedição submarina no lago, os cientistas o amarraram perto da ilha Wizard para evitar que a árvore esbarrasse no submarino. A história conta que, no momento em que o amarraram, o céu escureceu e uma tempestade se formou. Os céus milagrosamente ficaram limpos apenas quando o “velho do lago” foi libertado…

Quem matou Dana de Teffé?

Desaparecida em 1961, a socialite Dana de Teffé foi vista pela última vez entrando no carro do advogado Leopoldo Heitor de Andrade Mendes, com quem faria uma viagem do Rio de Janeiro para São Paulo. Principal suspeito de tê-la matado, ele contou três histórias diferentes.

Desaparecida em 1961, a socialite Dana de Teffé foi vista pela última vez entrando no carro do advogado Leopoldo Heitor de Andrade Mendes, com quem faria uma viagem do Rio de Janeiro para São Paulo. Principal suspeito de tê-la matado, ele contou três histórias diferentes

Parece enredo de novela… Eu era criança quando essa história estava em todas as revistas e jornais da época. Um caso rumoroso e que eu, ainda pequeno, não entendia muito bem. Só sabia que uma mulher rica e bonita tinha sumido.

O que teria acontecido à socialite Dana de Teffé? Ela foi vista pela última vez na noite de 29 de junho de 1961, entrando no carro do advogado Leopoldo Heitor, com quem faria uma viagem do Rio de Janeiro para São Paulo.

Linda, poliglota – falava seis línguas – rica e bem relacionada, tinha então 48 anos. Heitor, 38. Nascida na antiga Tchecoslováquia, ela fugiu para a Itália aos 15 anos, depois de perder os pais e a irmã na Segunda Guerra Mundial. Lá, tornou-se amante do tenente-coronel Ettore Muti, morto em um atentado durante um passeio dos dois pelas cercanias de Roma. Logo, ela migrou para a Espanha e, em 1944, casou-se com o dentista Umberto Dias. Quatro anos depois, trocou a Espanha pelo México e conheceu seu terceiro marido, o jornalista Carlos Denegri. Em outubro de 1951, já separada dele, veio para o Brasil. Desembarcou na alta sociedade carioca, onde, em um jantar de gala, foi apresentada ao diplomata brasileiro Manuel de Teffé Von Hoonholtz – sobrinho do Barão de Teffé -, de família muito rica, por quem se apaixonou instantaneamente. Contando com Ettore Muti, que se separou da mulher para ficar com ela, era seu quarto casamento. Os dois ficaram casados até 1961.

Para cuidar da papelada do desquite (ainda não existia divórcio no Brasil), constituíram um escritório de advocacia. O advogado responsável pela parte de Dana na divisão de bens era Leopoldo Heitor…

O advogado do Diabo

Famoso por motivos não necessariamente dignificantes, Heitor era uma figura polêmica. Na primeira vez em que seu nome surgiu no noticiário policial, estava atrelado ao rumoroso crime da ladeira do Sacopã, no Humaitá, zona sul do Rio.

O Advogado do Diabo, Leopoldo Heitor

No dia 6 de abril de 1952, o bancário Afrânio Arsênio de Lemos foi encontrado morto com três tiros dentro de seu Citroën preto. A polícia recolheu no local um retrato de Marina de Andrade Costa, namorada do tenente da FAB Alberto Bandeira.

Marina Costa

Marina Costa

Várias versões foram levantadas para explicar o caso, que a essa altura havia ganhado enorme projeção na mídia. Leopoldo Heitor, que adorava um holofote, apareceu na delegacia dizendo que um cliente seu era testemunha ocular do crime. Depois de algum suspense, trouxe para depor um suposto amigo da vítima, chamado Walton Avancini. O depoente contou uma história cheia de voltas, que juntava um pouco de tudo o que já havia se especulado na mídia, e terminava por incriminar o tenente Bandeira.

Graças a Avancini e a uma série de outras testemunhas de ocasião, Bandeira acabou sendo condenado a 15 anos de prisão, em um processo considerado anos mais tarde ilegítimo pelo Supremo Tribunal Federal (Bandeira já havia cumprido sete anos de prisão e deixado a cadeia). Leopoldo Heitor ganhou a alcunha de “advogado do diabo”. Em 1957, voltou às manchetes por envolvimento na falsificação de um cheque de 18 milhões de cruzeiros. Acuado, ele fugiu com a mulher para a Argentina e ficou lá até 1960, quando a sentença já havia sido revogada.

As vidas se cruzam

Por todo esse histórico, os amigos de Dana de Teffé recomendaram muita prudência quando perceberam que Leopoldo Heitor se aproximava cada vez mais dela. Um dia, Heitor disse à cliente que havia arrumado para ela um posto de representante para a América Latina da empresa Olivetti, de máquinas de escrever. Dana acreditava que seu dinheiro não duraria para sempre e por isso queria arranjar um emprego. Heitor explicou que a sede da empresa era em São Paulo, e a convenceu a fazer a viagem de carro.

Os dois partiram às 22h daquele 29 de junho. Nunca mais encontraram nem mesmo seu corpo.

Heitor apareceu dias depois, com um ferimento na perna, e contou a primeira de três versões para explicar o sumiço de sua acompanhante. Disse que assim que chegaram a São Paulo, um “senhor distinto” aproximou-se deles em um restaurante, falando outro idioma, e disse a ela que sua mãe havia sobrevivido e estava em um asilo na Tchecoslováquia. Aos prantos, Dana teria decidido embarcar imediatamente para Praga.  Quando Heitor ponderou: “Mas você vai precisar de dinheiro”, ela teria escrito uma carta-procuração dando a ele poderes para vender seu apartamento e joias… O advogado ainda calculara que seria preciso “uma boa reserva para tirar a mãe do asilo”. O ferimento na perna, segundo ele, fora causado por “fogos de artifícios que amigos de meus filhos soltaram”.

Em uma segunda versão, Heitor afirmou que havia tido problemas com o carro e, ao parar para verificar o que era, foi assaltado. Depois de travar um tiroteio com o bandido, percebeu que Dana havia sido atingida. Pensou em levá-la para um hospital em Barra do Piraí, no interior fluminense, mas no caminho viu que ela já estava morta. Com receio de ser acusado de assassinato, procurou um amigo para ajudá-lo no sepultamento do cadáver. Quem era? Ele não podia dizer. Onde o corpo foi sepultado? Só o amigo sabia.

Uma terceira versão, que ele sustentou até o último dos quatro julgamentos a que foi submetido entre 1963 e 1971, dava conta de que Dana havia sido sequestrada por um grupo de nazistas (mais de 15 anos depois da guerra!) ou comunistas tchecos. Eram “homens altos, louros e fortes”. “Minha tese é a de sempre, que Dana foi sequestrada e levada para fora do Brasil”, disse ele, em 1999, para um programa da TV Globo. “Quem conta três verdades, não conta nenhuma”, sustentava o promotor José Ivanir Gussem.

Minha Casa, Sua Vida

Dois meses depois do sumiço de Dana, Leopoldo Heitor mudou-se com a mulher, Verinha, e os dois filhos para o apartamento dela. A promotoria o acusou de ter transformado um ponto em vírgula, ao fim da procuração assinada por Dana, e acrescentado que ele tinha direito a vender, alugar e receber todos os bens dela. Nove meses depois, o advogado já havia embolsado mais de 25 milhões de cruzeiros da vítima, ou o equivalente a mais de R$ 1 milhão, em valores atualizados.

Tudo indicava que Leopoldo Heitor havia matado Dana de Teffé para ficar com o dinheiro dela. As histórias dele não se confirmavam. A Olivetti desmentiu que o cargo de representante para a América Latina estivesse vago e também que o nome de Dana tinha sido cogitado para ocupá-lo. Tampouco havia registros da saída da tcheca do Brasil, de acordo com investigações feitas no consulado, nas companhias aéreas e na polícia marítima. A promotoria questionava como Dana poderia deixar o país, se seu passaporte estava entre os documentos reunidos no processo. Segundo Heitor, sua cliente deixara o Brasil com um passaporte falso.

Nessa versão, Dana havia ligado de fora e, apesar de ter pedido para não comentar o telefonema com ninguém, ele contratara um “escritório internacional” e descobrira que ela estava em Praga.

Dana de Teffé

Dana de Teffé

Todos os indícios apontavam para Leopoldo Heitor como o criminoso.  Preso em 31 de março de 1962, sob a acusação de homicídio e ocultação de cadáver, ele fugiu em 4 de outubro do mesmo ano. Capturado dez dias depois no Mato Grosso, Heitor foi julgado em fevereiro de 1963 e condenado a 35 anos de cadeia, dos quais cumpriu oito. Em dezembro de 1964, mesmo preso, o Tribunal de Justiça do Rio anulou a sentença do juiz Ulysses Salgado, e o réu foi a novo julgamento. Embora tudo indicasse que ele havia dado sumiço no corpo, e não houvesse nenhum outro suspeito, o advogado foi absolvido em mais três julgamentos.

O júri foi convocado em Rio Claro, interior de São Paulo, onde o réu tinha um sítio e era considerado por todos um advogado sempre disposto a ajudar os mais carentes. No tribunal Leopoldo Heitor assumiu sua própria defesa. O júri foi anulado porque a imprensa conseguiu entrar na sala onde jurados e o juiz decidiriam a sentença. Em outros dois julgamentos na mesma cidade, o último em 1971, Heitor foi absolvido.

O promotor Gussem afirmou tempos mais tarde que “em Rio Claro, ninguém ganharia aquele júri”. Alguns jurados que nunca tinham saído da cidade disseram décadas depois que não tinham ideia de quem fosse Dana de Teffé. Um deles chegou a afirmar que “estava querendo que aquilo acabasse logo, não entendia nada do que se passava”. Por falta de provas materiais, o Supremo Tribunal de Justiça não autorizou a reabertura do processo.

Em 1981, o crime prescreveu.

Depois de sair da cadeia, Leopoldo Heitor ainda se casou duas vezes. Ao morrer, em 2001, com 78 anos, deixou dez filhos e um mistério que jamais será resolvido.

Quem matou Dana de Teffé?

 

 

 

 

 

Fontes:

O Globo

Paulo Sampaio, Revista J.P de agosto

 

Navio surge depois de ter desaparecido no Triângulo das Bermudas

A Guarda Costeira cubana anunciou que interceptou um navio à deriva na costa da ilha caribenha. O navio, identificado como sendo o SS Cotopaxi, desapareceu em dezembro de 1925 e, desde então, seu sumiço tem sido ligado ao famoso Triângulo das Bermudas.

As autoridades cubanas tentaram se comunicar com a tripulação exaustivamente durante dias, porque a embarcação estava se aproximando perigosamente de uma instalação militar, mas todos os esforços foram infrutíferos. Finalmente, mobilizaram barcos-patrulha até que os homens conseguiram abordar o navio.

De início, ficaram surpresos por não haver ninguém a bordo, e uma busca completa possibilitou que eles encontrassem o diário do capitão. Foi nesse momento que descobriram tratar-se do navio-fantasma, embora o diário não trouxesse nenhuma pista do que aconteceu com o Cotopaxi nos últimos 90 anos.

O especialista cubano Rodolfo Cruz Salvador analisou os documentos e acredita serem autênticos.

O diário está cheio de informações preciosas sobre como era o cotidiano dos marinheiros, mas as entradas cessam exatamente no dia 1 de dezembro de 1925, o dia em que o navio desapareceu. Ele havia partido em 29 de novembro daquele ano de Charleston, na Carolina do Sul, Estados Unidos, a caminho de Havana. A tripulação era composta por 32 homens, sob o comando do capitão Myers, e levava uma carga de 2.300 toneladas de carvão. Foi dado como desaparecido apenas dois dias depois.

O Triângulo das Bermudas é uma região que abrange a área entre Miami, Porto Rico e Bermudas e onde desapareceram dezenas de navios e de aviões, todos em circunstâncias misteriosas.  As lendas atribuem esses desaparecimentos a fenômenos paranormais e sobrenaturais, ou a atividades extraterrestres. Existem até mesmo aqueles que sustentam que os restos de uma civilização perdida (Atlântida?) ainda exerceriam influência eletromagnética sobre quem ousasse navegar naquelas águas.

A maioria dos cientistas, porém, nem reconhece a existência desse triângulo e afirma que os desaparecimentos se deram por conta de erros humanos ou fenômenos naturais. O fato, entretanto, é que o reaparecimento surpreendente do SS Cotopaxi deve obrigar a comunidade científica a rever suas crenças…

 

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Bem, essa foi a notícia que vem deixando o mundo alvoroçado há muitos meses…

Ela surgiu na segunda quinzena de maio de 2015 e conta a incrível história do navio SS Cotopaxi, que desapareceu em 1925 na região conhecida como o Triângulo das Bermudas e teria sido encontrado pela Guarda Costeira de Cuba.

Segundo o texto, que reproduzi acima, a Guarda Costeira cubana teria anunciado que haviam interceptado uma embarcação e que uma inspeção feita no navio descobriu o diário de bordo do capitão. Esse diário, após ser examinado pelo especialista cubano Rodolfo Cruz Salvador, teria confirmado ser autêntico.

A imagem abaixo seria uma das fotos comprovando o achado intrigante:

A região conhecida como Triângulo das Bermudas é um local cercado por lendas e teorias sobre navios desaparecidos e acontecimentos inexplicáveis, por isso a notícia ganhou tanto destaque em diversos sites e blogs.

No entanto, é bom que fique claro que essa história é falsa!

O navio SS Cotopaxi existiu, de fato, e afundou em 1925 durante uma viagem entre a Carolina do Sul e Havana. Apesar do capitão deixar evidente, em sua última transmissão de rádio, que o navio estava afundando, muitas pessoas ainda tratam o ocorrido como se fosse um desaparecimento, associando o incidente com as lendas sobre a região.

Não há nenhuma nota da Guarda Costeira cubana comprovando o achado e tampouco não houve nenhuma confirmação de órgãos oficiais sobre o suposto reaparecimento do navio.

E tem mais!

O homem que aparece na reportagem não se chama Rodolfo Cruz Salvador e também não é cubano. Seu nome é Lee Smale, um britânico que encontrou o diário de seu pai. Claro, ele não tem nada a ver com a história do navio que teria reaparecido.

O britânico Lee Smale teve sua foto usadda indevidamente na matéria falsa!

O britânico Lee Smale teve sua foto usada indevidamente na matéria falsa!

Aqui está o link da matéria publicada em 2013 sobre o diário do pai do britânico, que era mergulhador da Marinha inglesa e participou das tentativas de resgatar um submarino afundado durante a Primeira Guerra Mundial.

A foto do navio usada para ilustrar essa notícia falsa é, na verdade, uma montagem (até meio tosca) de um frame do filme “Contatos Imediatos do Terceiro Grau”, de 1977, dirigido por Steven Spielberg. Na cena, o Cotopaxi havia sido encontrado no deserto de Gobi.

Esse boato surgiu de uma publicação feita no dia 18 de maio de 2015, no site humorístico World News Daily Report. Rapidamente, vários sites começaram a copiar a notícia e, em pouco tempo, o assunto passou a se espalhar como se fosse real.

Isso também acontece por aqui, quando falsas notícias publicadas em sites de humor, como o Sensacionalista, acabam sendo espalhadas por pessoas que ou não entendem a piada e acham que a notícia é verdadeira, ou simplesmente resolvem difundir a brincadeira.

 

Para desilusão dos que acham que os deuses eram astronautas, a notícia do navio reaparecido é falsa. Sei que muita gente divulgou essa farsa na boa fé, por acreditar em muitas das teorias e lendas que correm por aí. Histórias nunca comprovadas de abduções, de avistamentos de OVNIs, lendas sobre mulas sem cabeça, zumbis ou lobisomens.

Eu, por exemplo, sou um dos que não acredita em bruxas.

Mas, que elas existem, existem…

 

 

 

 

 

 

 

 

Fontes:

internet

http://www.e-farsas

 

 

 

Carros levitam na China!

Um vídeo publicado no site LiveLeak vem causando espanto e estranheza em internautas do mundo pelo simples fato de desafiar as leis da física. Nas imagens gravadas da cidade de Xingtai, na China, é possível observar uma van se aproximando de uma via, quando, ao chegar próximo a uma faixa de pedestres, é misteriosamente ‘puxada’ para cima, ao mesmo tempo que o carro ao lado é ‘empurrado’. Ainda no canto direito do vídeo, é possível ver outro carro se movendo sem explicações aparente.

Muitas foram as tentativas de explicar o bizarro fenômeno.

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Maaaassssssssssss…

 

Parece que o mistério foi revelado.

Segundo as informações da CNN, um cabo de aço que estava caído no chão acabou ficando agarrado em um caminhão, que, ao se movimentar, acabou esticando o cabo, fazendo os três veículos tombarem.

A explicação está de acordo com a suposição de um internauta, que havia sugerido que a causa do acidente estava atrelada ao caminhão.