Empresa de sucos joga cascas de laranja em uma área desmatada. Veja o que aconteceu 16 anos depois

A maioria das pessoas joga as cascas de frutas no lixo.

No entanto, alguns ecologistas descobriram que elas podem salvar o mundo… Tudo começou quando eles pediram cascas de laranja a uma empresa de sucos para colocarem em uma área desmatada. O que aconteceu depois foi incrível!

Em 1997, os ecologistas Daniel Janzen e Winnie Hallwachs apresentaram uma proposta a uma empresa de suco de laranja da Costa Rica. Se os donos doassem uma terra florestal completamente intocada à Área de Conservação Guanacaste, eles poderiam despejar suas cascas sem qualquer custo. O lugar onde eles despejariam as cascas de laranja era um pedaço de terra desmatada.

A empresa de suco de laranja concordou e achou que aquele era um ótimo negócio. Um ano depois, foram despejadas 12 mil toneladas métricas de cascas de laranja e restos da fruta. Esse local ficou intocado por mais de uma década depois de ter sido coberto com o “lixo” da empresa de sucos.

Depois de 16 anos, Janzen pediu a um estudante de pós-graduação chamado Timothy Treuer para inspecionar o local e relatar suas descobertas. Apesar de procurar durante várias horas, o aluno não conseguiu achar o terreno descrito pelo professor. Uma semana depois, eles voltaram e descobriram o lugar exato através de coordenadas que tinham sido anotadas logo no começo do experimento.

E quando perceberam que estavam olhando o terreno correto, ficaram em choque.

Em comparação com a área circundante, aquele local parecia um verdadeiro paraíso. Era difícil de acreditar que a única diferença entre as duas áreas fora um monte de cascas de laranja. Eles pareciam ecossistemas completamente diferentes.

A vegetação daquele lugar um dia desmatado estava agora incrivelmente espessa. A fruta descartada fez com que uma nova floresta renascesse das cinzas. Treuer, e uma equipe da Universidade de Princeton, estudaram aquela área nos três anos seguintes. Eles ficaram absolutamente impressionados com os resultados.

Nas plantações à volta, sem cascas de laranja, havia apenas uma espécie de árvore dominante. No lado com os restos de fruta, havia mais de duas dúzias de espécies de vegetação! Para além disso, o solo era melhor, criando árvores fortes e saudáveis… tudo por causa das cascas de laranja!

Mas a maior descoberta dessa pesquisa ainda estava para vir. Eles descobriram que o crescimento de uma floresta secundária, aquela que cresce após a primeira ser derrubada, é crucial para abrandar as mudanças climáticas. Isso porque elas absorvem e armazenam carbono 11 vezes mais rápido que uma floresta “antiga”.

Metade do que é produzido nos Estados Unidos é descartado em aterros – segundo os pesquisadores de Princeton, se a ideia desse projeto com as cascas de laranja for adotado no país, as empresas descartando seus produtos orgânicos com a ajuda dos cientistas e ecologistas, isso ajudaria a reflorestar as áreas devastadas naquele país.

 

 

 

 

 

 

Fontes:

Universidade de Princeton

historiascomvalor.com

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Tomar banho pode prejudicar a saúde e o meio ambiente

da Discovery

Essa novidade o Cascão vai adorar!

Tomar banho é um dos hábitos de higiene mais imprescindíveis, e, nos dias frios, a tendência é passar bem mais tempo debaixo do chuveiro. Com a água quente envolvendo o corpo, fica difícil lembrar que o banho pode causar sérios prejuízos para a saúde e ao meio ambiente – e não é só o gasto excessivo de água que prejudica o planeta.

Sempre utilizado na hora do banho, o sabonete poderia ser dispensado por quem toma duas ou mais chuveiradas diárias. “Se optar por vários banhos ao dia, evite o uso de saponáceos e use-os somente nas axilas e nos genitais”, alerta a dermatologista Daniela Landim. Os sabonetes convencionais não matam as bactérias – apenas perturbam as microcolônias existentes na pele, espalhando-as para outras partes do banheiro. Já aqueles que têm ação antibacteriana nem sempre são 100% eficientes contra os germes, e ainda contêm triclosan – substância que contamina rios e lagos, responsável por causar vários problemas na saúde humana e dos animais.

A água quente, responsável pelo relaxamento do corpo, também agride a pele, principalmente nos banhos mais longos: assim, ficar muito tempo debaixo do chuveiro pode atacar a camada hidrolipídica, uma barreira capaz de impedir a penetração de agentes irritantes e até mesmo micro-organismos, como algumas bactérias oportunistas.

Sendo assim, o ideal para manter a pele protegida é usar sabonetes neutros e deixar a temperatura da água sempre morna, além de evitar o uso de esponjas e buchas, que deixam a derme mais sensível.

A secagem natural é uma das recomendações mais difíceis de serem seguidas, principalmente no inverno. Mas jogar a toalha rapidamente sobre o corpo é a opção mais saudável, uma vez que esfregar o tecido na pele pode acabar danificando mais ainda a barreira de proteção natural.

Uma alternativa para quem não consegue deixar a secagem de lado é apostar em toalhas mais macias, trocando-as sempre.

Ele é provavelmente o homem com mais sujeira acumulada no corpo, um Cascão da vida real e que segue à risca o lema “tomar banho pode fazer mal à saúde”. Amou Haji tem 80 anos e não toma banho desde os 20, numa atitude que justifica com a ideia de que “a limpeza traz doenças”. O recorde de permanência sem banho é desse iraniano, que vive isolado na província Fars, no sul do país. Haji está tão sujo que poderia se camuflar facilmente no meio da terra. Mas se você pensa que as informações surpreendentes acabam por aqui, tem mais: Haji odeia água potável e alimentos frescos. Como sobrevive? Comendo carne de porco apodrecida e bebendo água de um cantil velho e enferrujado (é difícil de acreditar que ainda esteja vivo, e com 80 anos). Não se sabe ao certo a origem da decisão radical do velhinho, que, como se tudo isso não bastasse, ainda fuma um cachimbo com fezes de animal no lugar de tabaco e vive numa espécie de cova solitária. Sabe-se lá o que motivou essa decisão tão radical, mas que ele parece feliz vivendo assim, parece…

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Nova sede do Facebook pode ser inundada devido ao aquecimento global

Várias companhias com sede na área da baía de San Francisco, na Califórnia, correm o risco de verem seus prédios milionários serem inundados devido ao aquecimento global. E quem provavelmente enfrentará mais problemas será Mark Zuckerberg.

O Facebook possui um campus novo na região, que tem quase 40 mil metros quadrados e pode ser ocupado com 2,8 mil funcionários. A proximidade do empreendimento com a água pode fazer com que ele seja uma das primeiras vítimas da elevação dos níveis do mar, segundo prevê a Bay Conservation and Development Commission.

“O Facebook está muito vulnerável”, afirmou a planejadora Lindy Lowe ao The Guardian. “Eles construíram em um local muito baixo – eu não sei por que eles decidiram construir lá. O Facebook pensa que pode pagar o suficiente para se proteger.”

O prédio começará a encarar inundações temporárias, o que pode até ser combatido, mas o problema maior é que as ruas de acesso à sede também serão invadidas por água. “Veremos quão dedicados eles são àquela sede”, comentou a cientista.

O local foi construído acima do nível do mar, mas mesmo as projeções mais otimistas – segundo as quais o nível subirá 48 centímetros até o fim do século – mostram que a sede ficará debaixo d’água. Em algumas décadas, as ruas já estariam sofrendo tanto com alagamentos que as operações do Facebook ficariam comprometidas.

A empresa não é a única que tem de se preocupar com a situação. Google, Cisco, Salesforce e Airbnb estão entre as que provavelmente terão de repensar suas sedes. Prevê-se que o equivalente a US$ 100 bilhões de dólares em empreendimentos imobiliários estejam em risco na região.

 

Fonte:

 

Olhar Digital

Carro de bambu é apresentado no Japão

‘Bamgoo’ tem motor elétrico e autonomia de 50 quilômetros.
Modelo foi projetado por estudantes da Universidade de Kyoto.

Do G1, em São Paulo, com informações da Reuters

 O ‘Bamgoo’, carro elétrico com carroceria fita de fibra de bambu, foi apresentado na cidade de Kyoto, no Japão. O modelo idealizado pelos estudantes da Universidade de Kyoto pesa 60 quilos e leva apenas uma pessoa. Ecologicamente correto, o ‘Bamgoo’ mede 2,70m de comprimento; 1,30m de largura e 1,65m de altura, tem autonomia de 50 quilômetros a cada carga completa das baterias.

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Os pesquisadores entendem que a durabilidade e o peso, muito leve, são os ingredientes principais de um carro ecológico. Assim, escolheram o bambu, forte e resistente, quase tanto quanto o aço e o alumínio, metais comuns usados na construção do corpo de um carro.

(Fotos: Reuters/Issei Kato)

Dubai descobre o lado menos fascinante do crescimento

O horizonte de Dubai é o mais conhecido de todo o Oriente Médio. Todo mundo fica fascinado pela modernidade e pela arquitetura dos novos edifícios. Mas os problemas ambientais estão se acumulando.

Dessalinizar água do mar para abastecer torneiras, propriedades irrigadas e fontes está aumentando a concentração de salinidade no mar. Ainda que esteja sobre vastas reservas de petróleo, a região está ficando sem fontes de energia para sustentar seu pomposo estilo de vida. Coisas básicas – como o tratamento de resíduos e fornecimento de água limpa – somadas aos inúmeros projetos industriais demandam tanta energia elétrica que a região está a caminho de se tornar inviável se não agirem rapidamente. Deslumbrados com a rápida urbanização de Dubai, outros países na região do Golfo tentam seguir seu modelo enquanto se preparam para o grande estouro populacional que está por vir nos próximos dez anos.

“O crescimento tem sido intenso nos últimos trinta anos, mas as pessoas esquecem do meio ambiente,” diz Jean Francois Seznec, especialista em Oriente Médio e professor da Universidade Georgetown, em Washington. “A postura era a de que os negócios sempre vinham em primeiro lugar. Mas agora eles estão percebendo o aumento dos problemas, e descobriram que precisam ser mais cautelosos.”

O maior desafio de Dubai é conseguir água, e ela só é própria para consumo com a ajuda de grandes usinas de dessalinização. São elas que produzem as emissões de dióxido de carbono que tornaram os Emirados Árabes Unidos um dos países que mais emitem carbono do mundo. As usinas geram ainda uma enorme quantidade de sedimentos que são bombeados de volta ao oceano.

Usina de dessalinização de água do mar.

Para saciar a sede, os Emirados Árabes dessalinizam o equivalente a 4 bilhões de garrafas de água por dia. Mas sua fonte é escassa: a região tem em média um suprimento de água estimado para apenas quatro dias. Essa margem de escassez é ainda mais reduzida pelo consumo exagerado de ícones da construção civil, a exemplo do Burj Khalifa, considerado o prédio mais alto do mundo, e que sozinho consome o equivalente a quantidade de água em 20 piscinas olímpicas por dia para manter-se com temperatura amena em meio ao deserto.

O rápido crescimento causou também outros tipos de problemas ambientais, como o tratamento dos detritos. No ano retrasado, a única unidade de tratamento de dejetos de Dubai foi forçada a manejar 480.000 metros cúbicos de água com detritos diariamente, quase o dobro de sua capacidade total.

Alguns dos 4.000 motoristas dos carros tanques que transportam dejetos diariamente de Dubai até a usina (vídeo acima) simplesmente desaguavam o carregamento nas linhas de esgoto do elegante bairro de Jumeirah, poluindo lugares como o Dubai Offshore Sailing Club, onde manchas negras ainda são vistas em rochas próximas à marina, denunciando o derramamento de esgoto. Enquanto isso, centenas de arranha-céus tiveram de repensar suas prioridades e soluções em relação ao consumo e obtenção de água e gasto de eletricidade. A grande maioria dos edifícios ainda usa fossas, uma vez que a rede de esgoto da cidade é praticamente inexistente.

Para enfrentar o problema da água, o que mais atormenta os governantes, a capital dos Emirados, Abu Dhabi, montou um sistema de monitoramento de água subterrânea e está conseguindo reutilizá-la para irrigar propriedades e florestas no deserto. No final do ano, o governo aprovou o início da construção do primeiro reservatório de água dos Emirados Árabes Unidos, com capacidade para estocar água para abastecimento durante um mês. O governo também passou a exigir que novas construções sejam projetadas utilizando os padrões ocidentais de redução de impacto ambiental no tocante ao consumo de água e energia.

A ameaça do esgoto diminuiu desde que Dubai inaugurou parte da nova estação de tratamento de água em 2013 (abaixo), duplicando a capacidade de tratamento. Mas até mesmo estas soluções enfrentam dificuldades. “Muitas coisas boas vêm acontecendo,” conta Mohammed Raouf, diretor ambiental do Gulf Research Center. “Mas ao mesmo tempo, com todas as leis ambientais, estratégias e planos de sustentabilidade, nem tudo tem sido aplicado.”

Os ambientalistas afirmam que ainda existem denúncias do despejo de dejetos no deserto. E enquanto o governo tenta abordar os problemas da água e dos detritos, Dubai e Abu Dhabi aguardam ansiosamente a nova leva de moradores que chegará na próxima década, implicando uma nova demanda por água tratada, saneamento e eletricidade. Grandes projetos industriais, a exemplo da fundição do alumínio e produção de aço, que exigem fontes estáveis de eletricidade, sobrecarregam a capacidade de energia dos Emirados Árabes. Muitos desses projetos são de produção para exportação e que complementam os negócios petrolíferos do país e também são utilizados na implementação de infraestrutura.

No entanto, são abastecidos com gás natural do Catar, com capacidade limitada de suprimento. Alternativas, como energia eólica e solar, já estão em projeto. No início de 2014, Dubai lançou o projeto de construir a maior usina de produção de energia solar do mundo. Será construída em fases, e quando estiver operando em sua totalidade, em 2030, vai gerar 3 gigawatt de potência/hora e estará situada a 30 km da cidade. Essa energia será suficiente para abastecer uma cidade de 5 milhões de pessoas- a população atual de Dubai é de quase 2 milhões de habitantes.

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Maquete da usina solar de Dubai, cuja construção começou em 2014

Simultaneamente, há outras ações já em andamento, uma vez que perceberam que, se não agirem rápido, esgotarão todos os seus recursos em breve. O administrador de Dubai, xeque  Mohamed bin Rashid al-Maktoum, está liderando um projeto piloto destinado a tornar mais ecoamigável o transporte público no país. Ele pretende desenvolver biodiesel para ônibus, um projeto nacional de estradas de ferro, um plano de partilhamento de automóveis, pontes para pedestres e ciclovias.

Além de tudo isso, seu Plano Estratégico do Município prevê um aumento da área verde per capita para 23,4m2, e ele já anunciou que todos os seus parques serão iluminados por meio de energia solar. O primeiro deles a utilizar esse sistema de iluminação está localizado na zona de Al Sofouh em uma área de 1,55 hectares. E a ideia, segundo o diretor-geral do Município de Dubai, Hussain Nasser Lootah, é gradualmente abranger todos os parques da cidade.

Parque iluminado por energia solar.

Parque iluminado por energia solar.

Lootah acrescentou ainda, em entrevista ao site Gulf News, que as ideias para um município sustentável não param por ai. Uma das outras propostas é converter todos os carros oficiais de gasolina para gás.

Finalmente perceberam que se não tornarem Dubai “verde”, o futuro será negro.

 

 

Fontes:
http://veja.abril.com.br/
http://catracalivre.com.br/

Como é possível recuperar um rio poluído?

O atual governador foi reeleito. Entre outras promessas, ele jura que vai limpar o rio Tietê… Bem, o projeto de despoluição do Tietê começou em 1992, no governo de Orestes Quércia e  já foram investidos quase US$ 4 bilhões. A nova etapa vai começar no ano que vem, vai durar até 2019 e deve custar  mais US$ 2 bilhões…

Se isso de fato ocorrer, teremos levado 27 anos para despoluir o rio.

Mas é tão difícil assim limpar um rio que nós mesmos degradamos? Há várias cidades do mundo que conseguiram, e cujos projetos poderiam nos servir de exemplo.

Rio Sena, Paris (França)

O Sena, em Paris, foi degradado por conta da poluição industrial, situação comum a outros rios europeus. Neste caso, porém, houve um agravante: o recebimento de esgoto doméstico.

Por conta de seu estado lastimável, desde a década de 1920 o Sena é alvo de preocupações ambientais. Mas foi apenas em 1960 que os franceses passaram a investir na revitalização do local, construindo estações de tratamento de esgoto. Hoje já existem 30 espécies de peixes no rio, mas o processo para que isso acontecesse foi lento.

No começo, havia apenas 11 estações em funcionamento. Em 2008 já eram duas mil, mas a meta é que em 2015 o rio já esteja 100% despoluído. Como parte do processo de tratamento de esgoto, o governo criou leis que multam fábricas e empresas que despejarem substâncias nas águas. Além disso, há um incentivo entre 100 e 150 euros por hectare para que agricultores que vivem às margens do rio não o poluam.

O rio Sena tem 770 km e dois ambientalistas brasileiros foram conferir se ele realmente está limpo, viajando de caiaque por toda a sua extensão remando entre 30 a 40 km por dia.

Os remadores viram o que as pesquisas indicavam. Os peixes voltaram e, em 40 anos, passaram de quatro para mais de 30 espécies. Os franceses medem a qualidade da água que sai das estações de esgoto e das indústrias que ficam à margem do Sena o tempo todo, de forma a controlar a poluição e evitar que o Sena volte a ser um esgoto a céu aberto.

Rio Tâmisa, Londres (Reino Unido)

Talvez o caso mais conhecido e de maior sucesso de despoluição de um rio seja o do Tâmisa. Ele foi o rio mais poluído do mundo no século XIX, exalando mau cheiro por toda a cidade e provocando surtos de cólera. O Tâmisa tem quase 350 km de extensão e um longo histórico de poluição. Suas águas deixaram de ser consideradas potáveis ainda em 1610, por conta da falta de saneamento básico da Inglaterra. Em 1858, as reuniões no Parlamento precisaram ser suspensas por conta do mau cheiro das águas, o que levou os governantes a resgatar a vida do rio, que era apelidado como “ Grande fedor”.

Na época, foi colocada em prática uma alternativa de limpeza que não deu certo, já que o sistema que coletava o esgoto despejava os dejetos recolhidos no rio a certa distância abaixo da cidade. Apenas entre 1964 e 1984 novas ações de revitalização surtiram efeito. Foram criadas duas estações de tratamento de esgoto com investimentos de 200 milhões de libras. Quinze anos depois, um incinerador passou a dar destino aos sedimentos vindos do tratamento das águas, gerando energia para as duas estações. Fora isso, hoje dois barcos percorrem o Tâmisa de segunda a sexta e retiram 30 toneladas de lixo por dia.

Rio Tejo, Lisboa (Portugal)

O rio Tejo tem a mesma extensão do rio Tietê, 1040 km, e foram investidos 800 milhões de euros para despoluir esse famoso rio. A revitalização, que se encerrou em 2012, incluiu obras de saneamento e renovação da rede de distribuição de águas e esgotos, visto que os dejetos eram depositados diretamente nas águas do rio – isso não lembra o que acontece com a maior cidade do Brasil? Foram beneficiados com o projeto 3,6 milhões de habitantes.

O Tejo é o maior rio da Europa ocidental e passou a ser despoluído com a criação da Reserva Natural do Estuário do Tejo, em 2000. O plano envolveu a construção de infraestrutura de saneamento de águas residuais e renovação de condutas de abastecimento de água. Hoje, até golfinhos voltaram a saltar nas águas do rio europeu.

Rio Cuyahoga, Cleveland (Estados Unidos)

Localizado no estado de Ohio, ele conta com 160 km de extensão, passando pelo Parque Nacional do Vale Cuyahoga e desaguando no Lago Eire. Hoje é parte fundamental do ecossistema da região, sendo lar e fonte de sustento de diversos animais. No entanto, a história era bem diferente em um passado não muito distante.

Devido à atividade industrial maciça e ao esgoto residencial da região entre Akron e Cleveland, o rio era bastante poluído. Para piorar a situação, em junho de 1969 uma mancha de óleo e outros produtos químicos causou um enorme incêndio na superfície do rio.

Por conta desses fatores, em 1970 foi assinado o Ato Nacional de Proteção Ambiental, que viabilizou a criação da Lei da Água Limpa, em 1972, estipulando que todos os rios do país deveriam ser apropriados para a vida aquática e para o lazer humano.

Assim, Cleveland – cidade de cerca de 400 ml habitantes, mesmo tamanho de São José do Rio Preto –  investiu mais de 3,5 bilhões de dólares para a purificação da água do Cuyahoga e dos seus sistemas de esgoto. E a previsão é de investir mais 5 bilhões nos próximos 30 anos para manter o bom estado de suas águas.

Canais de Copenhagen (Dinamarca)

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Quando estive lá foi no inverno, então não pude fazer esses tours de barco pelos canais, como se vê na foto acima, mas sei que é um passeio muito procurado. E essa cidade tem uma meta bem definida: pretende chegar a 2025 como a primeira capital do mundo a neutralizar suas emissões de carbono.

Mas, num passado não muito distante, os canais hoje limpíssimos estavam como os rios e canais de outras cidades do mundo: a água de chuva muitas vezes se misturava com a rede de esgoto, transportando os dejetos para as águas. Além disso, o entorno era uma área industrial, o que fazia com que boa parte do lixo da região fosse para os canais e rios.

Em 1991, no entanto, – um ano antes do governo do estado de São Paulo começar seu plano de despoluição do rio Tietê e que dura até hoje… – surgiu o plano dinamarquês de despoluição das águas e a remoção da área industrial ao redor do rio. Assim, as galerias pluviais foram reconstruídas, os reservatórios de água foram colocados em pontos estratégicos da cidade para que a água da chuva fosse armazenada, e o encanamento dos esgotos foi melhorado. O lixo, por sua vez, passou a ser reciclado e incinerado.

 

Apenas para nos dar uma perspectiva, informo a seguir a população e a área urbana de cada cidade citada, em comparação com a cidade de São Paulo:

São Paulo – 1. 522,9 km2/ 11.900.000 hab.

Paris – 2.844,8 km2/ 10.500.000 hab.

Londres –  1.572 km²/ 8.300.000 hab.

Lisboa – 958 km2 / 3.000.000 hab.   

Cleveland – 213 km2 / 400.000 hab.

Copenhagen – 100 km2 / 1.200.000 hab.

Quer dizer, sempre ouço dizer que é difícil administrar um país com a extensão do Brasil, ou uma cidade com o tamanho de São Paulo. Concordo, e quando vejo exemplos bem-sucedidos de administração pública nas áreas de saúde ou educação em outros países menores, por exemplo, levo em conta essa proporcionalidade.

Investir em saúde pública num país como Cuba – que caberia na área de São Paulo e tem 12.000.000 de hab. – nem se compara com o Brasil. Em Cuba há hoje 6,4 médicos para mil habitantes. No Brasil, esse índice é de 1,8 médico para mil habitantes. Segundo a New England Journal of Medicine, uma das importantes revistas médicas do mundo, o sistema de saúde cubano parece irreal. Todo mundo tem um médico de família. Tudo é gratuito. Apesar de dispor de recursos limitados, seu sistema de saúde resolveu problemas que o dos EUA não conseguiu resolver ainda… De novo, a proporcionalidade…

Mas, voltando à questão da despoluição dos rios nas cidades, busquei exemplos bem sucedidos em cidades muito menores que São Paulo (Lisboa ou Copenhagen), mas também em metrópoles equivalentes, como Paris ou Londres… Todas com os mesmos problemas, e todas resolveram parcial ou totalmente o problema. Há peixes no Sena… Golfinhos foram flagrados no Tâmisa em dezembro passado…

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A pergunta que fica é: como eles conseguiram e nós, depois de mais de 20 anos, continuamos patinando no esgoto?

 

 

 

10 dicas para economizar combustível

Carros com motores cada vez mais compactos e ao mesmo tempo mais potentes estão no foco das montadoras. O objetivo destes desenvolvimentos é gerar uma relação custo/benefício mais vantajosa ao consumidor, se vangloriar do título de fabricar o carro mais econômico e também, porque não, cuidar do ambiente. Só que estes avanços não adiantam nada se a condução do carro não levar a redução do consumo em conta. Com isso em vista, veja 10 dicas para você gastar menos e contribuir com o meio ambiente.

1 – Não aqueça o motor com o veículo parado. Isso só era necessário na época do carburador, em que os carros precisavam ser aquecidos para não engasgar na esquina. Hoje, a injeção eletrônica toma conta para que isso não aconteça. Quando você deixa o carro “esquentando” parado, o motor demora mais para chega à temperatura ideal. Logo, a emissão de poluentes e o consumo de combustível são maiores. O melhor é partir levemente, evitando regimes de rotação elevados.

2 – Evite acelerações quando o carro estiver parado. Aquela história de dar uma cutucada no acelerador antes de virar a chave é coisa para lá de velha. Isso é uma prática inventada por motoristas que amam ouvir o último ronco do propulsor. Hábito fora de moda… Só ajuda a aumentar o consumo, sem benefícios para o motor.

3 – Não tenha preguiça de trocar a marcha. Aquelas tiazinhas que andam em segunda marcha durante 50 km, assim como aqueles meninões que esticam o motor até o talo, estão errados. A troca da velocidade influencia muito no consumo. Andar em quinta marcha em uma subida muito íngreme aumenta a emissão de poluentes, desgasta mais o motor e fere a média de consumo. O ideal é efetuar as trocas no tempo certo. Se houver dúvidas, cada automóvel faz a indicação da mudança correta de acordo com a velocidade no manual do proprietário.

4 – Se não precisar, não corra. O consumo do combustível aumenta proporcionalmente em relação à velocidade que o veículo desenvolve. Em uma retomada de 90 km/h a 120 km/h o incremento de consumo é de aproximadamente 30%.

5 – Não tenha medo das ladeiras. Tem gente que, quando vê uma subida, até freia antes, de tanto medo. O correto é acelerar antes, para que o carro não perca o ritmo no meio do caminho. Ter de pisar fundo durante a subida para o embalo não acabar é mortal para o tanque.

6 – Não tenha medo das descidas. Aquela história de ponto-morto na descida, a popular “banguela”, já virou lenda urbana. Por favor, isso era coisa da época do carburador… Com o sistema de injeção eletrônica, a forma ideal é manter o automóvel engrenado. Nessa situação, sem carga no acelerador, não há injeção de combustível. No ponto-morto, a injeção continua a funcionar. Além de ser mais econômica, essa maneira é a mais segura.

7 – Não viaje com o vidro aberto. A resistência do ar é maior quando as janelas do automóvel estão abertas. Isso faz com que o carro exerça uma força maior para se deslocar. O ideal é deixar uma fresta aberta ou utilizar os recursos de ventilação do modelo.

8 – A corrente elétrica também gasta mais petróleo. Utilize os dispositivos somente pelo tempo necessário. A exigência dos componentes pede maior consumo de combustível para recarregar a bateria.

9 – Não rode com excesso de carga. Todo automóvel indica a sua capacidade máxima de carga. Qualquer volume desnecessário pode fazer com que o automóvel beba mais. Tem pessoas que fazem do porta-malas uma extensão do guarda-roupa. Cerca de 50 kg já fazem a diferença na bomba.

10 – Acessórios que podem custar caro. Evite todos os apetrechos, pois eles pesam mais e interferem na maioria das vezes negativamente na aerodinâmica. Se não for utilizar o bagageiro, deixe-o em casa. O seu consumo vai melhorar.

Como calcular o consumo do seu carro:

Em um determinado dia da semana, procure um posto que não venda gasolina muito barata ou que você frequente normalmente. Encha o tanque até o disparo automático da bomba. Zere o hodômetro e rode com o automóvel em condições normais. Se você quiser, volte ao posto depois de alguns dias e complete o tanque novamente. A quantidade de km rodados deve ser dividida pela quantidade de litros. Por exemplo: 100 km rodados com 10 litros de gasolina. Isso é igual a 10 km/l!

Se você pedir para o frentista colocar aquele chorinho, pense novamente e não faça mais isso. O abastecimento além da trava automática pode fazer com que o excesso acabe transbordando pela válvula ou pela própria tampa do bocal. Isso pode danificar o cânister e causar entupimentos que farão o carro morrer, além de representarem um prejuízo razoável. Se a bomba indica que o tanque está cheio, acredite nela.

Para calcular a média em carros com tecnologia flexível em combustível, use um tanque por vez com cada combustível, fazendo o mesmo processo descrito acima, para determinar qual é economicamente mais vantajoso. A regra de que o álcool só compensa se custar até 70% do valor do litro da gasolina nem sempre é válida. Isso porque alguns carros rodam melhor com álcool do que com gasolina. Assim, o melhor cálculo é o que é feito caso a caso.