Curiosidades, Novidades

Grandes lojas que foram marcos em São Paulo

Relembre o passado do comércio paulistano

Grandes lojas que pareciam imunes à crise financeira acabaram fechando suas portas ou por falência ou porque foram incorporadas a empresas maiores, uma prática comum há muito tempo. Assim, varejistas muito conhecidos acabaram sendo esquecidos pelo tempo ou estão nesse processo. Relembre grandes nomes do comércio do passado, de diversas especialidades.

•    Mappin
Quando pensamos em “grandes lojas que não existem mais”, o nome do Mappin é o primeiro que nos vem à mente. Cartão postal da cidade desde 1913, quando foi fundado, a sede da Casa Anglo Brasileira na Praça Ramos foi um dos pontos mais conhecidos da capital por muito tempo. Abriu diversas filiais no decorrer dos anos. Sua loja da Avenida São João se tornou a primeira da metrópole a contar com estacionamento próprio, uma novidade absoluta nos anos 50. Decretou falência em 1999.

•    Mesbla
A segunda loja de departamentos mais lembrada da cidade foi, na verdade, fundada no Rio de Janeiro como subsidiária de uma companhia francesa especializada no comércio de máquinas. Nos anos 80, tinha mais de 180 lojas por todo o Brasil. Dificuldades na década seguinte levaram a Mesbla a perder todo seu valor. Foi comprada pelo Mappin em 1996. Com a falência, três anos depois, as duas marcas mais conhecidas do público em lojas de departamentos acabaram de uma só vez. Em 2010, foi relançada como um e-commerce, mas a iniciativa não deu certo e logo saiu do ar.

•    Arapuã
Uma das lojas mais conhecidas em vendas de eletrodomésticos teve sua origem no interior de São Paulo, em Lins, no ano de 1957. Nos anos 1990, era uma das maiores varejistas do Brasil, rivalizando com as Casas Bahia e o Ponto Frio. Entrou em recuperação judicial nos anos 2000, com uma dívida de mais de 1 bilhão de reais.

•    G. Aronson
Fundada em 1944 em São Paulo para comercializar casacos de pele, a rede chegou a ter 38 lojas no estado vendendo eletrodomésticos. Sua falência foi decretada em 1998.

•    Sears
A gigante americana fazia muito sucesso na cidade nos anos 1980, e sua maior loja era onde se encontra hoje o Shopping Pátio Paulista. A rede chegou ao país em 1949 e tinha onze filiais quando decidiu encerrar suas atividades no Brasil, no início dos anos 1990. Há alguns anos, foi anunciado que a rede voltaria ao Brasil, mas nada de concreto ainda apareceu.

•    Jumbo-Eletro
Nos anos 40, surgia no Brás uma oficina de conserto de rádios que, com o passar dos anos, diversificou suas atividades, vendendo também equipamentos e eletrodomésticos em geral, chamada Eletroradiobraz. Na década de 1970, a rede, já gigantesca, inaugurou seu primeiro supermercado, tendo como símbolo uma baleia, para fazer concorrência ao primeiro hipermercado do país, o Jumbo, do Grupo Pão de Açúcar, cujo símbolo era um elefante. Em 1976, o Jumbo incorporou a Eletroradiobraz, surgindo o Jumbo-Eletro, que passou a ser a maior rede de lojas e supermercados do Brasil. Os supermercados da rede passaram a ser conhecidos como Pão de Açúcar, os hipermercados passaram a ser Jumbo-Eletro e os magazines, simplesmente Eletro. Hoje, o GPA, do grupo francês Casino, é dono das marcas Pão de Açúcar, Compre Bem, Assaí e Extra, entre outras.

•    Ducal
Fundada em 1950, a conhecida loja de roupas masculinas teve seu auge nos anos 1960 e 1970. Com filiais em três estados brasileiros, era especializada em moda para homens, com peças bem cortadas, mas não impecáveis, barateando assim o preço. Sua última loja foi fechada em 1986.

•    Peg Pag Supermercados
O primeiro supermercado da capital foi inaugurado em 1957 e era uma completa novidade. Todo mundo queria ver aquele lugar em que você mesmo pegava as mercadorias e depois levava ao caixa pra pagar. Peg Pag foi um dos nomes mais conhecidos do ramo até 1978, quando foi incorporado pelo Grupo Pão de Açúcar. Hoje, existem alguns supermercados com esse nome espalhados pelo país, mas eles nada têm a ver com o original.

•    Casas Buri
Começou como uma loja de tecidos em 1942 e passou a vender também eletrodomésticos nos anos 1970. Chegou a ter mais de 200 lojas em São Paulo, Paraná e Centro-Oeste do Brasil. Em 1992, a marca foi comprada pelo Ponto Frio, que rebatizou todos os endereços.

•    Lojas Pirani
“Uma loja dos sonhos” era como definiam a Pirani no início dos anos 1970. Localizada no Brás, era conhecida por sua decoração de Natal, a mais caprichada da cidade naqueles tempos. Possuía também uma loja de cinco andares no Edifício Andraus, e foi confirmado que lá se originou o famoso incêndio que destruiu o prédio em 1972, por negligência técnica. Os donos tiveram que ressarcir as famílias das vítimas do incêndio, o que levou a loja à falência.

•    Ultralar
A Ultralar foi uma loja de departamentos fundada em 1956 e fazia parte do grupo Ultragás. Como os fogões a gás ainda eram raros no país, a Ultragás montou uma loja para vendê-los e alavancar o negócio de gás de cozinha. A rede cresceu e se diversificou, abrindo inclusive um hipermercado nos anos 1970, o Ultracenter, na Marginal Pinheiros, mais tarde comprado pelo Carrefour. No ano 2000, foi decretada a falência da Ultralar e a maioria das suas lojas foi comprada pelas Casas Bahia.

•    Hi-Fi Discos
A partir do final dos anos 1980, tradicionais lojas de discos, como Breno Rossi, Bruno Blois, Museu do Disco e Hi-Fi Discos, começaram a ter sua clientela reduzida, primeiro graças às gravadoras, que preferiam mandar seus produtos para grandes magazines e supermercados. Depois, a popularização da música digital, que praticamente aboliu a mídia física da vida dos clientes e decretou o declínio do ramo. Assim, assistimos ao fim de lojas em que os amantes da boa música costumavam passar os dias atrás de novidades e raridades.

A Exposição-Clipper

Aqueles que viveram a partir da segunda metade do século passado se lembrarão das lojas “A Exposição-Clipper”. Com loja central no Largo Santa Cecília em São Paulo e outras unidades na mesma região, disputavam espaço com o Mappin, Garbo, Mesbla, Ducal, Pirani, entre outras. Ela foi a responsável pela criação de uma data muito comemorada no Brasil, o “Dia dos Namorados”. Um publicitário chamado João Dória, pai do atual governador de São Paulo, foi contratado para elaborar a peça publicitária que fez com que o 12 de junho se tornasse marcado todo ano para os namorados brasileiros. A escolha dessa data aconteceu em 1945, com a percepção de que junho era um mês fraco para os negócios, pois o Dia das Mães já havia passado e a próxima comemoração boa para as vendas seria apenas em agosto, com o Dia dos Pais. Além disso, a data escolhida era próxima do dia de Santo Antônio, o famoso santo “casamenteiro”, em 13 de junho. As lojas Clipper eram dedicadas às roupas e acessórios femininos e a Exposição ao público masculino. Fechou as portas nos anos 1970.

Fontes:

Wikipedia

Veja São Paulo

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Só podia dar errado

Errar é humano, insistir é burrice.

Perder milhões com o erro? Ah, isso é marketing. Conheça os desastres de que só o reposicionamento estratégico da marca é capaz… claro, só podia dar errado!

Coca com gosto de Pepsi

Produto – New Coke O que era – Substituta da Coca-Cola Duração – Abril a junho de 1985 Ideia – A poderosa Coca-Cola via seu reinado no mercado de refrigerantes ameaçado pela Pepsi, conhecida então como “o sabor da nova geração”. Para contra-atacar, decidiu criar um sabor parecido com o da concorrente. Até aí tudo bem. Mas então os executivos pensaram: “é hora da gente mudar… ou mudar de vez”. Além de lançar a nova Coca-Cola, retiraram o sabor antigo das prateleiras. Resultado – Os consumidores execraram a New Coke – tanto que a Pepsi virou líder sem aumentar as vendas. Até Fidel Castro, fã da Coca tradicional, taxou a troca de fórmula um sinal da decadência do capitalismo. Em 3 meses, o sabor antigo estava de volta com um novo nome, Classic Coke. Prejuízo – US$ 1 bilhão. Feiura sobre rodas Produto – Ford Edsel O que era – Carro do futuro Duração – 1957-1960
Ideia – Dona do mercado de automóveis, a Ford concluiu que, para promover seu novo carro, bastava criar expectativa com anúncios que não mostravam o veículo. Os cartazes anunciavam apenas que “O Edsel está chegando”. Resultado – “Um trator chupando limão.” “Um vaso sanitário.” “Uma vagina com dentes.” Essas foram algumas das reações ao… er… digamos… peculiar design da dianteira do Edsel – se eles tivessem mostrado o carro a pelo menos um consumidor, talvez tivessem evitado esse problema. Ah, os americanos também acharam o nome esquisito – e pior que era homenagem ao filho do fundador, Edsel Ford. O carro, que deveria vender 200 mil por ano, saiu de linha em 1960 vendendo… 2 800 unidades. Prejuízo – US$ 2,25 bilhões. Complexo de vira-lata Produto – Pets.com O que era – Uma pet shop online Duração – 1999-2000 Ideia – Durante a bolha da internet, empresas iniciantes sugavam milhões dos investidores apenas com a expectativa do quanto poderiam render um dia. Entre essas, a Pets.com se destacou pela estratégia de torrar toda a grana que conseguiu em anúncios estrelados pelo mascote do site, um cachorrinho feito de fantoche de meia. Se ficasse conhecida logo, os lucros viriam e, com eles, a infraestrutura seria construída. Resultado – Além de não ter diferencial (vendia a mesma coisa que a petshop da esquina, e pelo mesmo preço), os gastos absurdos com publicidade faziam com que o site perdesse US$ 4 para cada um que ganhava. Pior: ninguém acessava o site para comprar produtos para animais. O único sucesso de vendas era o fantoche do cachorrinho. Em um ano, o Pets.com fechou. Prejuízo – US$ 300 milhões. O sonho acabando Produto – Let it Be O que era – Disco e filme dos Beatles Duração – 1969 Ideia – Em 1969, após 5 anos como a maior banda de rock do mundo, o clima entre os Beatles já não era tão bom. Foi então que Paul McCartney convenceu os outros 3 de que um disco básico, “gravado ao vivo”, seria a melhor terapia de grupo. Para saciar a curiosidade dos fãs, todo o processo criativo seria registrado em filme. O nome do projeto inspirava: Get Back. Resultado – O estúdio virou uma panela de pressão. Ao invés de impedir, o projeto acelerou o fim dos Beatles – que, ao menos, se reuniram no mesmo ano para gravar um adeus decente, o excelente “Abbey Road”. O resultado daquelas sessões, o disco “Let it Be”, apareceu só em 1970, após o fim da banda, junto com um documentário que registrava toda a tensão entre os 4 ex-amigos. Prejuízo – Incalculável. Ken saiu do armário Produto – Earring Magic Ken O que era – Boneco da Mattel Duração – 1993 Ideia – Preocupada com a falta de carisma do boneco Ken, sua fabricante foi saber das jovens consumidoras se Barbie precisava de um novo eterno namorado. O veredicto: Ken podia ficar, mas tinha que ser mais cool. Mas o que é cool? Em 1993, para a Mattel, era um Ken com pele bronzeada, cabelo oxigenado, blusa de redinha, colete de couro roxo, brinco na orelha direita e um colar de argola. Não acredita? Veja a foto aí de cima. Resultado – Meninas e seus pais não entenderam a renovação de visual. Ou melhor, entenderam perfeitamente: o novo Ken foi considerado a coisa mais gay a leste de São Francisco. A Mattel cancelou a produção e recolheu todos os que conseguiu, sem nunca deixar claro se o visual de Ken havia sido intencionalmente gay ou não. Prejuízo – US$ 50 milhões. Sem fumaça e sem noção Produto – Premier e Eclipse O que era – Cigarros sem fumaça Duração – 1988 e 1996 Ideia – Para driblar as preocupações crescentes com o fumo passivo, a RJ Reynolds (fabricante das marcas Camel e Winston) criou um cigarro que não soltava fumaça. Resultado – O primeiro modelo, Premier, além de precisar de muito fogo para ser aceso e muito fôlego para ser tragado, tinha um gosto horrível. Sua reencarnação, o Eclipse, tinha um filtro de carvão embutido dentro do cigarro, o que tornava o gosto ainda pior. Ambos prometiam ser mais “limpos”, ou seja, mais saudáveis, o que simplesmente não era verdade. Mas o que ninguém entende é: por que fazer (duas vezes!) um cigarro para quem não gosta da fumaça? Esse público, apropriadamente conhecido como não-fumante, não costuma comprar cigarros… Prejuízo – US$ 450 milhões. Perdidos no Espaço Produto – “Escritório virtual” O que era – Conceito de decoração Duração – 1993-1995 Ideia – Jay Chiat sabia que sua agência de publicidade, a lendária Chiat\Day, precisava de uma repaginada para atrair novamente a atenção do mercado. Amante do minimalismo, ele concluiu que o melhor era jogar praticamente toda a mobília fora, criando um ambiente aberto, onde os grupos de reuniriam como em um campus de universidade. Na Chiat\Day, ninguém mais tinha mesa, cadeira ou lugar fixo, e toda manhã era preciso retirar um celular e um notebook na entrada. Resultado – Caos. Faltavam telefones e computadores, ninguém conseguia saber onde o outro estava e os espaços para reunião, os únicos mobiliados, eram disputados literalmente aos gritos. Houve um motim na sede de Los Angeles, a agência virou piada, e Chiat se viu forçado a vendê-la e se aposentar. Prejuízo – US$ 200 milhões. Tradição, família e impropriedade Produto – Who’s Your Daddy O que era – Reality show da Fox Duração – 2 de janeiro de 2005 Ideia – No começo do século 21, as emissoras de TV vinham inventando reality shows cada vez mais ousados, de gincanas na selva e confinamentos consentidos passou-se a tortura voluntária e buscas por esposas e maridos. Até que alguém na Fox, a emissora de maior audiência dos EUA, decidiu chutar o balde com Who’s Your Daddy?, em que uma moça que havia sido adotada (e era gostosa, claro) ganharia US$ 100 mil se adivinhasse qual entre 8 homens era o seu pai biológico. Se ela errasse, era o impostor que levava o prêmio, e ela, só o pai. Resultado – A Fox virou sinônimo de baixaria e, fato único na história da emissora até hoje, cancelou o programa após a exibição de apenas um episódio. Prejuízo – US$ 150 milhões em anúncios cancelados.                 Fonte: superinteressante.com.br

 
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Significados por trás dos nomes de marcas famosas

Sou uma pessoa curiosa, e isso me leva a pesquisar. Pesquiso sobre praticamente todos os assuntos que me despertam a atenção, e um desses assuntos é o que existe por trás das marcas e logotipos. Não apenas em relação ao seu design, mas principalmente em relação ao seu significado. No O TRECO CERTO já postei sobre esse tema, aqui e aqui, por exemplo.

Desta vez, o que me fez investigar  foi o interesse das empresas em escolher siglas na hora de definir a sua marca, ou então sentidos “obscuros”. Por isso, fui atrás da explicação dos nomes de algumas empresas famosas. Veja o que descobri:

O nome da marca tenta comprimir o som da palavra action, ou ação, em inglês. O problema é que quase todo mundo prefere soletrar, mesmo…

HBO é a abreviação de Home Box Office. A expressão Box Office significa bilheteria. Ou seja, sucessos de cinema, só que em casa.

Em 1841, os irmãos Clemens e August Brenninkmeijer abriram uma loja de tecidos, na Holanda. A escolha da marca foi simples: as letras iniciais dos primeiros nomes de cada um deles.

Ao contrário do que muita gente pensa, não é um acrônimo da frase em inglês “All Day I Dream About Sports”, ou “Todo Dia eu Sonho com Esportes”. Na verdade, é uma junção do nome do fundador, Adolf (Adi) Dassler.

A empresa coreana é conhecida principalmente como montadora de automóveis, mas fazendo jus ao nome (que significa “modernidade”), ela também cria produtos para indústrias tão diversificadas quanto aeroespacial, construção civil e metalúrgica.

Lego é uma contração da frase em dinamarquês leg godt, que significa “brinque bem”.

IBM é a abreviação de International Business Machines, ou “companhia internacional de máquinas de negócios”.

Niveus, em latim, quer dizer “branco”. E a pureza dessa imagem está evocada na cor do hidratante da empresa.

Os M&M’s foram sensação entre soldados americanos  na 2ª Guerra Mundial. Surgiram da parceria de Forest Mars e Bruce Murrie, os dois Ms.

Em coreano, sam significa três e sung, estrelas. Samsung, então, quer dizer literalmente três estrelas. Acontece que o número três, na cultura coreana, é um número da sorte, representando ainda algo grande, poderoso e numeroso…

Nice (Níkē) era a deusa grega que personificava a vitória, força e velocidade, representada por uma mulher alada. A marca de roupas Nike teve seu nome inspirado por ela, e o símbolo da marca é semelhante a uma asa.

 

 

 

 

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O pai da invenção mais mortal de todas

A invenção desse homem mata mais do que todas as guerras, todos os acidentes de carro e todas as catástrofes da natureza. Porque as mortes provocadas por sua invenção somam mais de 1 milhão de pessoas por ano!

James Buchanan Duke modernizou a indústria tabagista, com máquinas e marketing
James Buchanan Duke

James Buchanan Duke teve simplesmente a ideia de inventar uma máquina de fazer cigarros! Claro, não foi ele quem inventou o cigarro. Na verdade, o tabaco enrolado com papel já existia há mais de um século, e o hábito de mascar fumo era disseminado deste tempos imemoriais. Mas o que ele criou transformou-o no responsável pelo fenômeno do cigarro no século XX.

O câncer de pulmão era quase inexistente antes desse fenômeno. O cirurgião americano Alton Ochsner lembra que, quando ainda era estudante de medicina em 1919, sua turma foi chamada para assistir a uma autópsia de uma vítima de câncer de pulmão. Na época, a doença era tão rara que os estudantes acharam que não teriam outra chance de testemunhar algo parecido!

Em 1880, aos 24 anos, Duke entrou em um nicho da indústria do tabaco – os cigarros já enrolados.  Dois anos depois, percebeu uma chance de ganhar dinheiro. Ele começou a trabalhar com um jovem mecânico chamado James Bonsack, para construir uma máquina para fabricar cigarros. Duke estava convencido que as pessoas estariam dispostas a fumar os cigarros perfeitamente simétricos produzidos pela máquina.

E foi esse equipamento que revolucionou a indústria.

James Buchanan Duke, o pai do maior assassino da história (4)

O plano da máquina que eles construíram, e que fazia 120 mil cigarros por dia! Hoje, se produz 16 mil cigarros… Por minuto!

A máquina produzia essencialmente um cigarro comprido que era depois cortado em pedaços menores e do mesmo comprimento. Mas, como as pontas ficavam abertas, o tabaco precisava ser umedecido, para ficar rígido e não cair do cigarro. Isso era feito com ajuda de aditivos químicos, como glicerina, açúcar e melaço.

A produção era excelente, muito maior do que os enrolados manualmente, que era de 200 cigarros por turno, por funcionária. O problema é que os 120 mil cigarros diários que saíam da máquina representavam um quinto do consumo nos Estados Unidos.  Quer dizer, Duke produzia muito mais cigarros do que conseguia vender. E foi aí que ele teve outra ideia fantástica.

Fazer marketing e publicidade!

Duke patrocinou corridas, distribuiu cigarros gratuitamente em concursos de beleza e colocou anúncios nas revistas da época.

Anúncio de cigarro de 1900, na cola dos primeiros anúncios criados por Duke.

Ele também percebeu que a inclusão de figurinhas colecionáveis nas carteiras de cigarro era tão importante quanto trabalhar na qualidade do produto. Em 1889, gastou US$ 800 mil em marketing (ou US$ 25 milhões, em valores de hoje em dia). O sucesso de Duke confirmou o que ele suspeitava, que as pessoas gostavam dos cigarros feitos pela máquina. Eles tinham aparência mais moderna e higiênica. Uma das campanhas enfatizava o fato de que cigarros manuais eram feitos com contato da mão e da saliva de outras pessoas.

Mas, apesar de o número de fumantes ter quadruplicado nos 15 anos até 1900, o mercado ainda era um nicho, já que a maioria das pessoas mascava tabaco ou consumia cachimbos ou charutos. Duke – que também era fumante – viu o potencial competitivo dos cigarros em relação aos demais produtos. Uma das vantagens era a facilidade para acendê-los, ao contrário dos cachimbos. Os cigarros chegaram ainda a ser promovidos como benéficos à saúde. Eles eram listados nas enciclopédias farmacêuticas até 1906 e indicados por médicos para casos de tosse, asma, resfriado e tuberculose – uma doença que é agravada pelo fumo.

No começo dos anos 1900, houve um movimento antitabagismo, mas ele estava mais relacionado à moralidade do que à saúde. O crescimento no número de crianças e mulheres fumantes era parte de um debate sobre o declínio moral da sociedade. Os cigarros foram proibidos em 16 Estados americanos entre 1890 e 1927. E a atenção de Duke voltou-se para o exterior.

Em 1902, ele formou a empresa britânica British American Tobacco. As embalagens e o marketing foram ajustados para mercados consumidores diferentes, mas o produto era basicamente o mesmo. Aquilo que chamamos hoje de globalização foi antecipado por Duke há mais de um século. A partir de então, todos os demais fabricantes passaram a usar a mesma estratégia (produção industrial de cigarros e propaganda maciça) e a indústria do cigarro conquistou todos os mercados do mundo.

camel-john-wayne_1939352i Fumar era chique, charmoso, coisa de astros do cinema, esportistas e médicos, e ajudava a emagrecer.

Só que um elo direto do cigarro com câncer de pulmão não foi encontrado até 1957 na Grã-Bretanha e 1964 nos Estados Unidos.

No entanto, se pensarmos bem, Duke não pode ser responsabilizado sozinho, afinal, ninguém é obrigado a fumar. Hoje, se a ideia for apontar o dedo, é preciso considerar toda a cadeia produtiva, desde os agricultores até os executivos da indústria, passando pelos designers que criam as embalagens e os donos dos canais de varejo. É uma discussão que envolve a saúde das pessoas, mas que passa também por milhões de empregos e pela receita gerada pelos impostos. Uma discussão ética, moral, de sustentabilidade, de emprego e trabalho.

Acho que a única certeza cristalina mesmo é que o cigarro faz mal à saúde!

Mas James Duke tem uma importância que, à parte as consequências de sua invenção, é enorme: sua visão pioneira do mercado, do marketing, do uso da publicidade inspirado pelo conhecimento da psicologia humana.

Acredito que podemos usar suas lições em algo que traga mais benefícios às pessoas.

 

Fonte: BBC Brasil
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Uma breve história da Avon

Conversando com a amiga Clene Salles, ficamos nos perguntando sobre quando começou a expansão de alguns negócios, como a Coca-Cola, ou a Avon.  Pesquisando sobre a Avon, para a qual a Clene criou diversos livros que foram vendidos pelo catálogo, encontrei o seguinte relato, que é um resumo da história da empresa:

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O sistema de vendas diretas no qual a empresa se firmou começou quando o vendedor de livros porta em porta David H. McConnell, fundador da Avon, passou a oferecer um frasco de perfume como brinde para suas clientes. Ele criou uma fragrância de rosas para presentear com vidrinhos de perfume quem aceitasse ouvir sua apresentação, geralmente as donas de casa, pois não era bem recebido – aliás, como geralmente acontece com os vendedores… Os perfumes fizeram mais sucesso que os livros e  McConnell resolveu mudar de ramo em 1886.

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Os primeiros perfumes da recém-fundada California Perfume Company, que mais tarde se expandiu pelo mundo, com o nome de AVON.

O negócio começou em um espaço não maior do que uma despensa de cozinha. Ele próprio produzia os perfumes, era o caixa,  o despachante e o office boy. Nascia, então, a California Perfume Company, e como seu foco eram as vendas em domicílio, McConnell convidou Florence Albee para ser a primeira revendedora de sua nova empresa. Durante seis meses, Florence foi sua única funcionária e viajava de trem, charrete ou a cavalo para vender os produtos.

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A empresa começou também a mudar o papel das mulheres na sociedade.  Vivendo em uma época em que a única ocupação aceitável para uma mulher era a de dona de casa, Ms. Albee apostou no modelo de negócio e convidou outras amigas para assim montar o primeiro grupo de revendedoras da história da Avon.

Representação dessas pioneiras.

Menos de uma década após sua fundação, em 1896, a empresa apresentava seu primeiro catálogo. Por meio dele, as consumidoras podiam escolher entre perfumes, sabonetes, pó-de-arroz, cremes para a pele, xampus, entre outros produtos. Logo, as representantes começaram a visitar as residências, como na foto abaixo, tirada em 1918.rep1

Em 1928 a empresa já estava presente em 48 estados norte-americanos, fazendo com que a marca Companhia de Perfumes Califórnia parecesse regional demais. O nome Avon surgiu em 1929, para uma linha de produtos. Era uma homenagem a William Shakespeare, escritor nascido na cidade inglesa de Stratford-on Avon, de quem McConnell era grande fã. Dez anos mais tarde, em 1939, o nome foi adotado para toda a companhia.

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A história do logotipo da Avon

Na década de 1950, com o crescente sucesso dos perfumes fabricados exclusivamente para a Avon, a empresa resolveu expandir seus negócios e se espalhou rapidamente pelos cinco continentes.  Em 1954 as vendas atingiam a marca de US$ 55 milhões, uma fábula na época, e a famosa campanha publicitária “Avon Calling!” (Avon Chama!) foi lançada nos Estados Unidos e, depois, mundialmente.

Anúncio de 1961, contando a história da Avon e usando o slogan “Avon Chama”.

Hoje, a companhia é uma das maiores do mundo e opera em mais de 100 países, dentre os quais o Brasil figura como uma de suas maiores operações, e  não é por acaso: o país é o terceiro maior mercado global em produtos de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos, atrás apenas dos Estados Unidos e Japão.

A Avon do Brasil tem cerca de um milhão e meio de representantes, cobrindo praticamente todo o território nacional.

 

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Veja profissões que estão em alta e em baixa em oito setores do mercado

Todos sabem que o Brasil enfrenta uma crise – mais uma! – mas, apesar de algumas profissões se encontrarem em baixa, há outras que estão em alta. Justamente pelo fato de o país ser tão imenso e, portanto, há setores onde a crise afeta mais do que em outros. De um modo geral, os profissionais que geram ganhos de eficiência para as operações das empresas ou podem evitar perdas financeiras são os mais requisitados agora.

A FSP ouviu dez empresas especializadas em encontrar profissionais para grandes companhias, e os consultores responderam quais os profissionais que estão sendo mais buscados e quais enfrentam um momento de vacas magras nos setores de marketing e promoções, mercado financeiro e seguros, tecnologia, comércio, educação, engenharia e infraestrutura, saúde e jurídico.

MARKETING

EM ALTA

Analista de bancos de dados

O QUE FAZ Com as informações do comportamento dos clientes capturadas por sistemas de informação, define qual deve ser a estratégia da empresa.

POR QUE ESTÁ EM ALTA Empresas têm sido criteriosas para definir sua atuação comercial e buscam tomar decisões com grande precisão.

Desenvolvedor de tecnologia mobile

O QUE FAZ Apresenta ideias para novos aplicativos e as passa para os programadores.

POR QUE ESTÁ EM ALTA É relevante tanto para start-ups que criam seus aplicativos quanto para grandes empresas que correm atrás de inovação.

Especialista em mídias específicas

O QUE FAZ Atua com os aplicativos próprios de cada empresa.

POR QUE ESTÁ EM ALTA São buscados pelas marcas que querem manter sua estratégia de tecnologia mobile ativa.

EM BAIXA

Analista de mídia social

O QUE FAZ Dissemina informações nas redes sociais, como o Facebook ou o LinkedIn, usando o linguajar típico de cada uma delas.

POR QUE ESTÁ EM BAIXA Há uma oferta muito grande desse tipo de profissional no mercado, maior do que a demanda.

Agente de turismo

O QUE FAZ Comercializa pacotes de viagens para clientes físicos e corporações.

POR QUE ESTÁ EM BAIXA O serviço enfrenta concorrência de sites de comparação de preços de viagens, que tornaram a busca mais fácil.

MERCADO FINANCEIRO

EM ALTA

Especialista em compliance

O QUE FAZ Garante que a companhia respeite a legislação, evitando multas; também pode averiguar se há corrupção na empresa.

POR QUE ESTÁ EM ALTA Com investigações da Polícia Federal, prisões e escândalos internacionais, o serviço passou a ser mais procurado.

Gerente de riscos

O QUE FAZ É parte da equipe de planejamento estratégico de bancos, financeiras e grandes empresas; analisa eventuais riscos aos negócios.

POR QUE ESTÁ EM ALTA Com economia encolhida, empresas ficam mais atentas a ameaças.

Atuário

O QUE FAZ Em seguradoras, calcula reservas e provisões em caso de sinistro e precifica o produto; também atua em fundos de pensão, bancos e planos de saúde.

POR QUE ESTÁ EM ALTA Mercado cresceu nos últimos anos, com novas empresas e produtos.

EM BAIXA

Gerente de agência bancária

O QUE FAZ Atende clientes em agências físicas com foco comercial, ou gerencia as lojas para que sejam rentáveis.

POR QUE ESTÁ EM BAIXA Clientes de bancos passaram a usar mais os serviços oferecidos pela internet.

Analista de investimentos

O QUE FAZ Escolhe opções de investimento e presta conta aos investidores; busca capital para empresas que precisam.

POR QUE ESTÁ EM BAIXA Caiu a quantidade de investimentos na economia como um todo.

TECNOLOGIA

EM ALTA

Gestor de big data

O QUE FAZ Cria os softwares para capturar grandes quantidades de dados sobre o comportamento dos consumidores de bens finais.

POR QUE ESTÁ EM ALTA Ajuda na definição de estratégia corporativa.

Arquiteto de TI

O QUE FAZ Planeja e constrói os sistemas de informação das empresas.

POR QUE ESTÁ EM ALTA Trabalha em todos os setores da economia, as corporações não podem prescindir dele.

Cientista de dados

O QUE FAZ Avalia a qualidade dos bancos de dados das empresas.

POR QUE ESTÁ EM ALTA Encontra posições em corporações de diferentes segmentos da economia.

EM BAIXA

Analista de suporte e help desk

O QUE FAZ Auxilia os funcionários que têm problemas para usar o sistema informatizado da empresa.

POR QUE ESTÁ EM BAIXA A tendência é de crescente automatização desse tipo de atendimento.

Gerente técnico

O QUE FAZ Lidera as equipes de analistas de help-desk.

POR QUE ESTÁ EM BAIXA Assim como os serviços dos analistas, o do gerente está se tornando menos corriqueiro por novas automações.

Desenvolvedor de páginas de web

O QUE FAZ Cria sites.

POR QUE ESTÁ EM BAIXA Assim como os serviços dos analistas, o do gerente está se tornando menos corriqueiro por novas automações.

COMÉRCIO

EM ALTA

Vendedor externo

O QUE FAZ Visita empresas para coletar pedidos e negociar preços, volumes e prazos de entrega.

POR QUE ESTÁ EM ALTA Demanda atende expansão de redes para Nordeste e Centro-Oeste.

Executivo de logística

O QUE FAZ Acompanha toda a cadeia de suprimentos, desde o pedido até a entrega; além de comércio, atua em transportadoras.

POR QUE ESTÁ EM ALTA Por centralizar todo o processo, enxugando custos de pessoal.

Planejador de demanda

O QUE FAZ É capaz de avaliar qual será a procura por certo bem de consumo.

POR QUE ESTÁ EM ALTA Evita excesso e sobras em estoque que poderiam se traduzir em perdas.

EM BAIXA

Corretor de imóveis

O QUE FAZ Faz a intermediação entre compradores e vendedores.

POR QUE ESTÁ EM BAIXA O mercado está saturado desses profissionais.

Executivo de varejo

O QUE FAZ Planejamento e gestão financeira, comercial ou de compras.

POR QUE ESTÁ EM BAIXA Há uma tendência de concentração de funções entre poucos profissionais.

Auxiliar de suprimentos

O QUE FAZ Da área de compras, prospecta novos fornecedores.

POR QUE ESTÁ EM BAIXA Com desempenho ruim do varejo, empresas estão cortando auxiliares.

EDUCAÇÃO

EM ALTA

Professor de economia e contabilidade

O QUE FAZ Dá aulas de graduação, pós, mestrado e doutorado nas cadeiras de ciências econômicas e contábeis.

POR QUE ESTÁ EM ALTA A crise econômica tem feito mais pessoas se interessarem em entender os assuntos. E, com a popularização das carreiras, mais professores estão sendo requisitados pelas instituições.

Diretor de educação a distância

O QUE FAZ Estrutura os cursos, chama gente para desenvolver o conteúdo, forma a equipe de educadores e da tecnologia, traça o escopo.

POR QUE ESTÁ EM ALTA Essas modalidades estão mais populares graças a preço competitivo e falta de tempo das pessoas.

EM BAIXA

Diretor acadêmico

O QUE FAZ Estrutura cursos de faculdades e instituições de ensino superior.

POR QUE ESTÁ EM BAIXA Mudanças no sistema oficial de financiamento de ensino comprometeram a criação de novos cursos.

INFRAESTRUTURA

EM ALTA

Gerente industrial

O QUE FAZ Comanda os trabalhadores da linha de fábrica e determina qual deve ser o tamanho da equipe.

POR QUE ESTÁ EM ALTA Atuação está ligada a manutenção de custos em baixa em época de menor demanda.

Engenheiro de planejamento

O QUE FAZ Atua em todos os campos da engenharia antes da execução dos projetos, dimensionando a equipe.

POR QUE ESTÁ EM ALTA Ajuda a fazer obras com menos dinheiro e em menores prazos.

Gerente de novos produtos

O QUE FAZ Desenvolve design, funcionalidades e características de novos bens.

POR QUE ESTÁ EM ALTA Produtos precisam custar cada vez menos para serem lucrativos.

EM BAIXA

Engenheiro de óleo e gás

O QUE FAZ Trabalha na exploração e prospecção de óleo e gás em plataformas e refinarias.

POR QUE ESTÁ EM BAIXA Setor é muito dependente da Petrobrás e, além disso, preço internacional do barril está em baixa.

Profissional de manutenção fabril

O QUE FAZ Atua em linha de fábrica, é especializado em uma determinada máquina.

POR QUE ESTÁ EM BAIXA Com a desaceleração da indústria, principalmente automobilística, algumas linhas foram descontinuadas, e ele não costuma ter flexibilidade para atuar em outros setores.

SAÚDE

EM ALTA

Geriatra

O QUE FAZ Cuida de pacientes idosos.

POR QUE ESTÁ EM ALTA Envelhecimento da população e aumento da expectativa de vida tornam essa especialidade mais procurada.

Dermatologista

O QUE FAZ Especialista no diagnóstico, tratamento e prevenção de doenças da pele, pelos, mucosas, cabelos e unhas.

POR QUE ESTÁ EM ALTA Mercado de estética é imune à crise; clínicas particulares buscam esse profissional.

EM BAIXA

Fisioterapeuta

O QUE FAZ Diagnostica e trata problemas causados por má-formação, acidentes ou vícios de postura.

POR QUE ESTÁ EM BAIXA Diminuiu a contratação desse tipo de profissional em hospitais.

DIREITO

EM ALTA

Recuperação judicial e de crédito

O QUE FAZ Profissional atua em falências ou litígios entre empresas que fizeram negócios.

POR QUE ESTÁ EM ALTA A demanda por esses profissionais sempre cresce durante crises.

Setor trabalhista

O QUE FAZ Defende pessoas que foram demitidas e empresas processadas por funcionários.

POR QUE ESTÁ EM ALTA Demissões aquecem a busca por esse especialista; também são contratados para prevenir problemas.

Setor tributarista

O QUE FAZ Estuda a estrutura legal para ajudar empresas a encontrar maneiras menos onerosas de estar em dia com as suas obrigações.

POR QUE ESTÁ EM ALTA Sua atuação implica redução de custos.

EM BAIXA

Fusões e aquisições

O QUE FAZ Advogado levanta passivos de empresas que podem ser compradas, estuda a viabilidade de fusões sob a ótica do direito econômico.

POR QUE ESTÁ EM BAIXA Há excesso de profissionais na área.

Setor ambiental

O QUE FAZ Especialista ajuda empresas a se adequarem à legislação.

POR QUE ESTÁ EM BAIXA Setores como a mineração e grandes obras enfrentam gargalos.

Direito societário

O QUE FAZ O advogado aqui auxilia novas empresas ao redigir contratos, ou as antigas que enfrentam conflitos societários.

POR QUE ESTÁ EM BAIXA Diminuiu ritmo de fundação de empresas.

 

Atualidades, Curiosidades, Novidades, Sabedoria

Teleporte na China: ciclista é salvo de atropelamento por herói misterioso!

Um vídeo que foi postado nas redes sociais, capturado por câmeras de segurança em algum lugar na China, tem deixado as pessoas intrigadas:

Alguns dizem que foi um anjo da guarda que salvou o rapaz; outros dizem que foi um alien, outros ainda afirmam que foi o Goku. O fato é que a polêmica se espalhou pelo mundo… Teríamos finalmente gravado a prova de que o teleporte realmente existe? 

Teleporte (ou teletransporte) é  o processo de movimentação de objetos de um lugar para outro com a transformação da matéria em alguma forma de energia, e sua posterior reconstituição em outro local, baseado na famosa fórmula de Einstein: E=m.c². O teleporte é usado frequentemente no cinema e da televisão, e talvez a imagem mais famosa desse processo seja do seriado “Jornada nas Estrelas”:

Voltando ao vídeo, que é de 2012 – mas recentemente voltou a pipocar no mundo virtual -, ele mostra um ciclista sendo salvo do atropelamento por um caminhão e teleportado para a calçada em segurança. Quando você assiste o vídeo em camêra lenta, ou congela a imagem, é possível ver uma pessoa correndo para o ciclista segundos antes do caminhão chegar.

Como fiquei intrigado, fui tentar descobrir se aquilo poderia ser falso ou não, e o que apurei no site http://www.e-farsas.com/ foi o seguinte:

Luzes e sombras

A primeira coisa a verificar são as luzes e sombras. A maioria das montagens pode ser “denunciada” por falhas nesses detalhes. Quem trabalha com edição de vídeo (digital ou não) sabe que a iluminação ajuda muito no trabalho final, mas também pode arruinar por completo um trabalho se for malfeito.

Separamos abaixo dois trechos do filme onde as luzes e sombras não se comportam como deveriam.

Quando o caminhão se aproxima da “ex-futura” vítima, podemos ver que as sombras dos personagens aparecem por cima das luzes do farol do veículo:

Portanto, chegamos à seguinte conclusão: As luzes foram inseridas posteriormente à gravação. Foi tudo inserido digitalmente. No caso dos faróis do caminhão, que passam “por baixo” das sombras do ciclista e de seu salvador, fica óbvio que ambos foram colocados ali depois. Outra montagem!

Também há o fato da personagem aparecer em cena com as mãos brilhando, evidenciando aí algum superpoder (não que o fato de se teletransportar não seja um baita superpoder). O motorista do caminhão quase nem a nota, passando ao seu lado!

Um pouco mais de pesquisas e você descobre que tudo faz parte da campanha de lançamento de um jogo chamado Zhu Xian 2.  Ao que parece, uma das heroínas do jogo é a Menina Dragão ou algo parecido – segundo o tradutor do Google – e essa menina possui vários poderes, inclusive o de teleporte! No site WanMei pode-se encontrar o vídeo do teleporte e vários outros, demonstrando os poderes da moça.

Que parece ser bem popular por lá, porque há vários artigos falando dela e fotos onde ela visita hospitais, escolas e abrigos de animais.

Conclusão: o vídeo é de uma campanha de marketing, e muito bem feito!

 

 

 

 

Atualidades, Curiosidades, Family, Novidades, Sabedoria

MARCAS DE CARROS E SEUS SIGNIFICADOS

Sempre tive curiosidade de saber a origem dos nomes das marcas e modelos dos carros. Alguns são óbvios (Brasília, Ford e Ferrari são um bom exemplo dessa obviedade), outros me despertavam dúvida.

Por exemplo, não sabia que Pontiac deriva de uma cidade americana cujo nome era de um chefe índio. Ou que Chevrolet era o sobrenome de um piloto de corridas francês, Louis Chevrolet.

A Pajero, da Mitsubishi, é um nome com vários significados nos países latino-americanos, e sua expressão comercial vem de Paja, cuja definição mais correta vem da Argentina:

Nos anos 40, na Argentina, criaram veículos que circulavam ou eram usados no campo sobre as pajas ou pasto seco. Então popularmente tiveram a ideia de dar o nome de rastrojero, que é o mesmo que rastrojo, sinônimo de paja (andar sobre pasto seco). Assim, a Mitsubishi resolveu adotar esse nome, pois na verdade significa andar em qualquer terreno. Uma vez que o significado da expressão andar sobre pasto seco é o mesmo que andar em terrenos irregulares e/ou macios, o que provoca muita derrapagem.

Daí a razão de usarem o sistema 4×4 para reforçar ainda mais a estabilidade do veículo em determinados tipos de terrenos.

Outras marcas são apenas siglas:

BMW – sigla de Bayrische Motorenwerke (Fábrica de Motores da Baviera)

FIATFabrica Italiana Automobili Torino (Fábrica Italiana Automobilística de Turim)

SAAB- (que inicialmente se dedicava à aeronáutica) é na realidade a Svenska Aeroplanaktiebolaget. ( Corporação de Aeroplanos Suecos, ou algo assim)

O que mais gostei de saber, em minhas pesquisas, foi o significado das logomarcas dos fabricantes de automóveis!

Mas isso fica pra outro post…

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Polícia investiga como um supermercado conseguiu carne de dinossauro para vender

do G1

Em Sidney, Austrália, a polícia está investigando um supermercado que colocou carne de dinossauro na prateleira, para ser vendida. Para o inspetor de polícia, o caso é um grande mistério: “Se não existe dinossauro, não deve existir carne dele para vender”, disse o policial.

Por enquanto, a polícia trabalha com duas linhas de raciocínio: que a carne em questão é falsificada ou, que ainda existem dinossauros vivos e alguns empresários estão comercializando a sua carne secretamente.  O proprietário do supermercado não quis revelar como conseguiu a carne. Ao depor na polícia australiana, o empresário disse que conseguiu a carne com o diretor de cinema Steven Spielberg, mas a polícia não caiu nesta versão.

Suspeita-se que é um novo lançamento da Friboi, “Frissauro”, e que a campanha seria estrelada por um dinossauro, que na Idade da Pedra foi ídolo da “Jovem Pedra”.

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Não sei se alguém que leu a notícia acima levou a sério, mas a primeira pista “estranha” está na etiqueta da coxinha de tiranossauro: desde quando a BOSCH vende carne? Tudo na verdade foi uma ação da BOSCH para promover a VitaFresh, uma nova tecnologia de refrigeração da empresa.

Pensando em mostrar a potência do negócio, a marca introduziu uma série de “partes” de dinossauros em bandejinhas ao lado de outros produtos nos freezers dos supermercados. Com direito a etiqueta de preço e especificação da raça do animal, mostrando que mesmo após milhares de anos, aquela carne ainda estava fresca e pronta para comer.

As embalagens continham QR Codes que encaminhavam os mais curiosos para um website criado para falar sobre a VitaFresh, tecnologia de refrigeração que mantém fruta, verdura, peixe e carne até três vezes mais frescos que os refrigeradores habituais.

Como se não bastasse o produto estar ali exposto, a ação ainda contava com inserções em panfletos promocionais dos supermercados e anúncios nos falantes internos das lojas. Imagine você estar em um supermercado e ouvir que a oferta do dia é filé de mamute? A ação rolou durante 6 dias, em 24 supermercados, atingindo cerca de 75.000 pessoas.

O vídeo abaixo mostra como foi o lançamento na Alemanha, com direito, na trilha, à música-tema dos Flintstones:

Fontes:
http://www.ypsilon2.com/
Youtube