As ruínas mais fantásticas do mundo

As civilizações que um dia povoaram nosso planeta deixaram muitos legados. E um dos mais notáveis foram as esculturas, templos e construções que elas ergueram e que sobreviveram à passagem do tempo. Veja algumas dessas ruínas impressionantes que contam um pouco da história da humanidade.

Ayutthaya – Tailândia: Fundada em 1350 pelo rei U Thong, se tornou capital do reino de Ayutthaya, um dos mais poderosos do sudeste asiático na época. Foi destruída em 1767 pelo exército Birmanês, junto com seu povo.

As ruínas, que incluem belos templos budistas como o Wat Chaiwatthanaram, são consideradas Patrimônio da Humanidade pela UNESCO.

Atenas – Grécia: Considerada o berço da civilização ocidental, Atenas teve seu auge entre os anos 500 a.C. a 300 a.C., época de intenso desenvolvimento cultural, filosófico e arquitetônico.

Parte de seu legado ainda está presente no centro urbano da cidade, como a Acrópole, antigo centro sagrado, ou o Partenon, templo dedicado à deusa que dá nome à cidade.

Roma – Itália: Fundada em 753 a.C., a cidade chegou a ter 45 mil apartamentos e uma população de 1,6 milhão de habitantes durante o auge do império romano, no século 2.

Invasões bárbaras causaram o colapso do império, no século 5, mas restaram ruínas, como o Fórum Romano e o Coliseu.

Palenque – México: É um dos principais exemplos da arquitetura e escultura do povo maia, com 36 edifícios ocupando cerca de 2,5 km². Esses números, porém, representam somente o que é possível observar. Estima-se que 500 edifícios estejam enterrados em uma área de 15 km².

As construções datam dos anos 500 d.C. a 700 d.C., sendo que a maioria foi construída graças a Pacal, governante da época.

Hampi – Índia: Hoje cercada pela cidade de Hampi, na Índia, Vijayajagara foi a capital do império que dá nome à cidade, abrigando 500 mil pessoas por volta do ano 1500.

Sucessivas guerras com reinos muçulmanos causaram a derrocada do império, mas até hoje exemplos da rica arquitetura e arte estão presentes em templos. O principal, dedicado a Virupakashan, continua a ser utilizado.

Copán – Honduras: Importante cidade da região sul do território maia entre os séculos 4 e 9, quase na fronteira com a Guatemala, é famosa por ter parte de sua história contada em 38 estelas, que são esculturas cavadas em um único bloco de pedra.

Séculos de esquecimento, terremotos e o rio Copán destruíram parte da cidade, mas o que sobrou ainda serve como bom exemplo do que a arte maia tem de melhor.

Palmyra – Síria: Com registros de sua existência remetendo a 2 mil anos antes de Cristo, está localizada em um oásis em meio ao deserto da Síria e durante anos serviu como ponto de parada de caravanas de comerciantes.

Banteay Chhmar – Camboja: Comuna com 14 vilas construída entre os séculos 12 e 13 no reinado do imperador khmer Jayavarman 7º, tem como sua principal marca as esculturas em relevo nas paredes de seu templo mais importante.

Localizada próxima da fronteira com a Tailândia, sofreu com conflitos ao longo do tempo no local: relíquias foram roubadas e destruíram parte de um dos mais importantes e menos compreendidos complexos arqueológicos do Camboja.

Tikal – Guatemala: Uma das maiores cidades da civilização maia, Tikal chegou a abrigar de 100 a 200 mil habitantes no seu auge.

Hoje, Tikal é considerada Patrimônio da Humanidade pela UNESCO, com apenas parte das centenas de construções escavadas. Seis grandes pirâmides apoiam os templos. Todos datam do período entre os anos 200 d.C. e 850 d.C.

Machu Picchu – Peru: Não dá para fazer uma lista de ruínas antigas e deixar uma das mais famosas de fora. A cidade perdida dos incas, localizada no topo de uma montanha no vale do Rio Urubamba, foi construída no século 15, sob ordens de Pachacuti, para ser utilizada em estudos de astrologia e religião.

Pirâmides egípcias – Outras ruínas muito famosas, são estruturas antigas de alvenaria construídas pela civilização do Egito Antigo. Até novembro de 2008, existiam fontes citando entre 118 e 138 pirâmides identificadas.

Mas o “problema” com as ruínas do Egito é que são tantas, e tão fabulosas, que merecem um capítulo inteiro… Karnak, a tumba da rainha Nefertari, Abu Simbel… o Vale dos Reis (foto abaixo)… Acho que vou dedicar um post só a elas, mais tarde…

Petra – Jordânia: Local habitado desde 1200 a.C. pela tribo dos Edomitas, possivelmente foi fundada somente no ano 312 a.C., pelos Nabateus. Não se sabe ao certo quando suas principais construções foram feitas, mas segue como um dos principais pontos turísticos do mundo.

É também considerada Patrimônio da Humanidade e uma das maravilhas do mundo. Sua mais famosa construção, Al Khazneh (tradução árabe para “O Tesouro”), foi cenário do filme “Indiana Jones e a Última Cruzada”.

 

 

 

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Não confunda a Suméria com a Ciméria

Momento Discovery Channel:

Muita gente (especialmente entre os curtidores de quadrinhos) confunde Ciméria com Suméria.

Ciméria é a terra de origem fictícia dos bárbaros na Terra Antediluviana e pátria de Conan, o Bárbaro, principal personagem do escritor Robert E. Howard.

O personagem nasceu em 1932, e fez sua primeira aparição na revista pulp Weird Tales no conto chamado “The Phoenix on the Sword” (em português, A Fênix na Espada). Howard escreveu mais dezenove histórias e um romance protagonizados pelo personagem (três dos contos só publicados após sua morte), sendo que outros escritores também criaram histórias de Conan ou reescreveram contos, a partir de sinopses e fragmentos originais após 1936, ano em que Howard se suicidou.

No começo da década de 1970 a Marvel Comics começou a publicar histórias em quadrinhos de Conan com estrondoso sucesso, e esse é o meio ao qual sua imagem ficou mais vinculada. Os quadrinhos de Conan foram editados pela Marvel até 2004, quando a editora desistiu dos direitos do personagem, que foram adquiridos pela Dark Horse Comics, que começou então a publicar a premiada revista Conan.  Outro meio pelo qual o personagem ficou conhecido do grande público foi o cinema, nos filmes estrelados por Arnold Shwarzennegger e mais recentemente por Jason Momoa.

  

Conan nos quadrinhos e no cinema.

Agora, a Suméria é outra história.

A Suméria é a civilização mais antiga de que se tem registro, e estima-se que eles viveram há cerca de 3.500 anos antes de Cristo. Alguns historiadores colocam essa data mais para trás, 6.000 anos! Os sumérios foram os pais da escrita, chamada escrita cuneiforme, da astronomia, teriam inventado a roda e muito mais. Eles habitavam o sul da Mesopotâmia, entre o rio Tigre e Eufrates, lugar extremamente fértil que a Bíblia chamou de Terra Prometida.
mapa Suméria
Os sumérios – ao contrário dos bárbaros de Conan – foram um povo muito além de seu tempo. Possuíam tecnologia e informações que a civilização ocidental só foi redescobrir muitos séculos mais tarde. Para se ter uma ideia, os sumérios faziam cálculos das distâncias entre os planetas de nosso Sistema Solar, inclusive quantos planetas existem, sabiam que o Sol é uma estrela e a órbita de cada um!
Abaixo, segue uma listinha dos conhecimentos desse povo e que as civilizações posteriores acabaram adotando, depois de decifrar a escrita sumeriana em tábuas de argila onde o conhecimento tinha sido armazenado:
  • Técnicas de medicina, arquitetura, engenharia e hidráulica, baseados em conhecimentos de matemática, química, física e astronomia.
  • Profundos conhecimentos de astronomia
  •  Técnicas de irrigação e drenagem de solo, construção de canais, diques e reservatórios;
  • Sistema de escrita cuneiforme, assim chamado porque escreviam em plaquetas de argila com um estilete em forma de cunha;
  • Criaram as primeiras bibliotecas. Na cidade de Nipur, a 150 km ao sul de Bagdá, foi encontrada uma biblioteca sumeriana inteira, contendo cerca de 60.000 tabletes de barro com inscrições cuneiformes sobre a origem da humanidade.
  • Criaram as fabulosas construções chamadas de zigurates, pirâmides com várias camadas de edifícios interligados por rampas espirais desde a base até o topo.

Imagem de computador de um zigurate.
O que intriga a todos os estudiosos e pesquisadores é como uma civilização tão antiga possuía tais conhecimentos? Eles sabiam que a Terra é redonda, conheciam a existência de Plutão, e muitas peças criadas pelos sumérios foram encontradas espalhadas pelo mundo. Como essas peças foram levadas até lá?
E não foram apenas peças de arte que se espalharam. Vejam abaixo as imagens de construções de outros povos, que foram erigidas muito depois deles, e notem as semelhanças:
7-12
Zigurate na cidade de Ur, 3.500 a.C.
Ficheiro:Chichen-Itza El Castillo.jpg
Maias, 1.500 a. C.
El Brujo
Pirâmides aos norte do Peru, com 30 metros de altura e 1.500 metros de extensão, da cultura Mochica, entre 0-600 d.C.
O que esses povos tinham em comum, mesmo habitando tão distantes uns dos outros? O conhecimento! Os maias e os sumérios deixaram uma escrita misteriosa – os mochicas não tinham escrita. Todos tinham conhecimentos surpreendentes (no Peru existem aquedutos desde aquela época que foram usados pelos Incas e que funcionam até hoje, trazendo água dos Andes para as regiões mais áridas!). Outra coisa em comum é o desaparecimentos dessas civilizações. Os maias, que tinham cidades com 70 mil habitantes, ficaram reduzidos a poucas centenas de remanescentes empobrecidos. Os sumérios, depois de conquistados pelos acádios, sumiram do mapa. (como um povo tão avançado como os sumérios foram conquistados por um povo nômade, os acadianos?). E os mochicas também sumiram, algumas teorias rezam que uma prolongada seca dizimou as plantações e a população se espalhou em busca de outros lugares para morar, desaparecendo lentamente.
Será que algum dia as perguntas serão respondidas? Ou o mistério permanecerá para sempre?