Cidades no mundo onde a velocidade baixou

A velocidade nas principais vias de São Paulo tem diminuído constantemente. Apesar de muitas queixas dos motoristas, que alegam ter visto o trânsito piorar por causa disso, as últimas medições apontam o contrário.

Além de diminuir a epidemia de acidentes de trânsito, e isso em todas as cidades do mundo que adotaram essa providência,  a redução da velocidade diminui o número de acidentes (e, consequentemente, o de mortos e feridos) e melhora o fluxo do trânsito e qualidade do ar.

Foi Estocolmo, na Suécia, a primeira capital a fazer a mudança, em 1997. Desde então, muitas outras cidades seguiram por este caminho. Em Nova York, por exemplo, a velocidade em vários bairros é de 32 km/h.

Veja como funciona em outras capitais do mundo:

Londres

A capital da Inglaterra vem adotando, nos últimos anos, medidas para diminuir a quantidade de acidentes no trânsito, incluindo a redução de velocidade. Atualmente, o limite de velocidade é de 32 km/h em ruas e avenidas importantes da cidade. A diferença entre Londres e São Paulo é que lá há uma boa rede de transporte público. Por exemplo, o metrô. O sistema da capital paulista, inaugurado em 1974, tem hoje 78,3 quilômetros de extensão – numa média de expansão de 1,91 quilômetro por ano. O metrô de Londres, em operação desde janeiro de 1863, tem uma expansão média de 2,68 quilômetros por ano, e mais de 400 km de extensão…

Paris

A velocidade máxima permitida nas pistas do anel viário da capital francesa foi reduzida para 80 km/h para 70 km/h no começo de 2014. Dentro da cidade, o limite é de 50 km/h, com limites mais baixos em determinadas áreas. Essa é outra capital com boa infraestrutura de transporte público. Dá pra viver bem por lá sem carro.

Nova York

Em novembro de 2014, a administração da maior cidade dos Estados Unidos reduziu o limite de velocidade para 40 km/h. Em vários bairros, porém, o limite é ainda menor: 32 km/h. As medidas foram acompanhadas de uma campanha de conscientização e de ações para aumentar a fiscalização no trânsito. E andar de carro nessa cidade é uma insanidade… Onde há mais de 10.000 táxis rodando apenas em Manhattan. Para que se tenha uma ideia, Manhattan é menor em área do que o bairro de Santo Amaro, em São Paulo…

Cidade do México

O trânsito é um problema histórico da capital do México. Lá, os limites de velocidade foram reduzidos no fim de 2015: 80 km/h em pistas expressas, 50 km/h em avenidas, 40 km/h em vias secundárias e 20 km/h em áreas escolares e nas proximidades de hospitais. Pelo menos, dois serviços públicos lá funcionam muito bem, limpos e no horário: os trens e o metrô. E são baratos. A rede do metrô, com 250 km, cobre todos os bairros da cidade e a passagem custa 5 pesos, ou R$0,90.

Tóquio

Na capital do Japão, os motoristas podem dirigir a no máximo 50 km/h, sendo que há limites mais baixos de – 40 km/h e 30 km/h – em determinadas áreas da cidade. Mas é aquela história: não se deve andar de carro na megalópole. Além da eficiente rede de trens e metrô (que levam ambos cerca de 20 milhões de passageiros/ dia), há ainda o serviço de ônibus urbanos, conhecidos como Toei. Esse meio de transporte é indicado para as viagens curtas e para fazer a interligação com a rede de metrô.

Lima

A capital peruana tem quatro limites de velocidade em vigor: 80 km/h em vias expressas, 60 km/h nas avenidas, 40 km/h nas ruas e 30 km/h nas proximidades de escolas e hospitais.

Aqui, realmente, estamos numa capital do terceiro mundo. Uma cidade tão populosa, com mais de 8 milhões de habitantes, tem um trânsito caótico e um péssimo transporte público. Os ônibus são tipo jardineiras, sujos e caindo aos pedaços. Nos táxis, você tem que exigir que o motorista ligue o taxímetro e o metrô começou a operar há 5 anos. Tem apenas uma linha, com 34 km. Por isso, andar de carro ainda é uma opção preferida por muitas pessoas.

Bogotá

Na capital da Colômbia, a velocidade máxima permitida é de 80 km/h. Em vias situadas nas zonas residenciais e escolares, porém, o limite é de 30 km/h. Aqui, nesta cidade de quase 9 milhões de habitantes, há muitas opções de transporte público. Além dos táxis, que são baratos, há as “busetas” (pequenos ônibus coloridos que fazem trajetos mais curtos) e o Transmilênio, um sistema de VLP inspirado nos corredores de ônibus de Curitiba, melhorado e ampliado. São ônibus enormes, bi-articulados e que cobrem doze linhas, com 1.989 ônibus, 5.318 motoristas e 137 estações em 112,9 km de corredores exclusivos. Assim como em Curitiba, as estações são fechadas, sendo necessário pagar passagem para entrar na estação. Uma vez lá dentro, é possível tomar quantos ônibus forem necessários. Nos horários de pico, a tarifa é mais alta: são 1.800 pesos colombianos, equivalentes a R$ 2,10. Nos domingos e feriados, a passagem custa 1.500 COL, cerca de R$1,76.

Berlim

Na capital da Alemanha, o limite é de 50 km/h na maioria das vias, mas há áreas em que a velocidade máxima permitida é de 30 km/h. Além disso, há uma outra regra: em parte das vias com limite de 50 km/h, os motoristas não podem passar dos 30 km/h durante o período noturno.

Voltamos ao primeiro mundo. O sistema de transporte público em Berlim é excelente. Os táxis não estão entre os mais caros da Europa, o metrô (apesar de antigo, com seus 150 km e estações meio sujas e encardidas) funciona muito bem, e ainda há os trens e os bondes que, somados, percorrem um trajeto de mais de 300 km.

Buenos Aires

Na capital argentina, o limite é de 60 km/h nas avenidas e de 40 km/h nas ruas. Em algumas avenidas mais largas, pistas e autopistas, o motorista pode dirigir a 70 km/h ou a 80 km/h. O transporte público de Buenos Aires é um dos fatores que influenciou o crescimento do turismo, com inúmeras alternativas para transitar pela cidade, inclusive funcionando 24 horas. Com os recentes aumentos nas tarifas desses serviços, ordenadas pelo presidente Macri, os táxis – que eram muito baratos para nós – estão agora com a bandeirada equivalente à de São Paulo. Mas a capital argentina ainda tem uma eficiente rede de ônibus urbanos, o metrô cobre praticamente toda a cidade e há ainda os trens, modernos e limpos.

Em resumo, diminuir a velocidade dos carros nas ruas é ótimo por vários motivos. Mas a cidade precisa de um transporte público eficiente que estimule os proprietários de automóveis a deixar seu carro em casa nos dias úteis.

São Paulo está longe de ter essa infraestrutura eficiente, mas avançou bastante nos últimos anos. Falta muito, mas, pelo menos, estamos a caminho…

 

 

 

 

 

 

 

Fonte:

UOL

Londres projeta “supertúnel” de 25 km para livrar o rio Tâmisa de esgoto

Em 1858, os membros do Parlamento inglês debatiam em salões com cortinas encharcadas de um composto à base de cal, artifício usado para amenizar o fedor do esgoto que era o rio Tâmisa.

O cheiro era tão insuportável que quase fez a sede do governo inglês mudar temporariamente de endereço e, principalmente, forçou Londres a tirar da gaveta um ambicioso projeto de construir uma rede de esgoto na então maior cidade do mundo.

Um século e meio depois da obra, Londres busca dar mais um passo para livrar de vez o Tâmisa dos dejetos da cidade que não para de crescer.

Um conjunto de túneis está sendo construído no subsolo para receber cerca de 39 milhões de toneladas anuais desses dejetos, que costumam ir para o rio em dias de chuva.

No meio da capital inglesa, o Tâmisa, assim como o rio Tietê em São Paulo, é alternativa para, além de oferecer uma melhor paisagem na metrópole, uma fonte de água no futuro.

SUPERESGOTO

Na cidade de Londres, o sistema de coleta foi desenhado no século 19, com canos que pudessem receber tanto os dejetos das casas como a água da chuva.

Construída em 1830, a London Bridge Sewer é a rede de esgoto mais antiga de Londres ainda em operação. O lençol freático do subsolo, remanescente de um antigo curso d’água que começou a desaparecer na época dos romanos, abriu caminho por entre a parede de tijolos do túnel e pequenos fluxos de água jorram em todas as direções.

Em dias secos, Londres capta e trata 100% de seu esgoto (em São Paulo, esse índice é de apenas 68%; a maior parte do excedente é despejada no Tietê).

“O problema é que hoje Londres está muito maior e, quando ocorrem chuvas, a tubulação enche muito mais rapidamente e o excesso é despejado no rio”, diz o professor da universidade federal gaúcha, Carlos Tucci.

O esgoto, que só deveria ir para o rio uma vez ao ano, hoje cai no Tâmisa cerca de 50 vezes ao ano. É aí que entra o novo sistema em construção. O objetivo é construir um grande túnel sob o leito do rio Tâmisa.

Chamado de TideWay, o túnel deverá ter 25 km de extensão e mais de sete metros de diâmetro. O valor do projeto é de 4,2 bilhões de libras (R$ 24 bilhões). O custo é o principal alvo das críticas à empreitada, que já recebeu licenciamento. O projeto deverá ser entregue em 2020.

COMO VAI FUNCIONAR
HOJE, a tubulação enche rapidamente e transborda para o rio.
DEPOIS Em vez de ir ao rio, o que transbordar vai ser despejado no novo túnel.
O sistema de esgotos de Londres conta com uma rede integrada de esgotos que transborda no rio. Há muitos pontos de descarga ao longo do Tâmisa, que são usados durante as chuvas mais fortes.

 

Já a cidade de São Paulo…

… ainda engatinha para revigorar o rio Tietê – diante da recente crise hídrica, a Sabesp decidiu congelar a maioria de seus investimentos em esgotos. Um desses cortes deve frear justamente a criação de um túnel sob o rio Tietê que deveria diminuir a quantidade de esgoto despejada no rio mais famoso de São Paulo.

Zoológicos Humanos

Era muito comum haver exposições de “povos exóticos” na Europa depois que as grandes navegações atingiram regiões desconhecidas no planeta. Por exemplo, uma das primeiras exposições ocorreu quando os exploradores levaram os índios tupinambás à França, em 1550, para desfilar diante do rei Henrique II em Rouen.

Pessoas com deformações físicas e mentais também serviam de atração para as cortes europeias na época.

No início do século XIX, a exibição de “selvagens” deixou de ser reservada às elites, com o surgimento de “shows étnicos”, que ganharam força com o desenvolvimento da antropologia e a conquista colonial. Londres, que apresentou uma exposição de índios brasileiros Botocudos em 1817, tornou-se a “capital dos espetáculos étnicos”, seguida pela França, Alemanha e Estados Unidos.

A exibição em Londres, em 1810, e em Paris, em 1815, da sul-africana Saartje Baartman, conhecida como “Vênus Hotentote” (nome pelo qual sua tribo era conhecida à época), que tinha nádegas proeminentes, marcou uma reviravolta nesse tipo de apresentação.

Indústria de espetáculos

Esses “shows” se profissionalizaram com o interesse cada vez maior do público, tornando-se uma indústria de espetáculos de massa, com turnês internacionais. Em Paris, um “vilarejo” africano foi montado próximo à Torre Eiffel em 1895, com apresentações sensacionalistas de mulheres quase nuas e homens tidos como canibais.

Esses espetáculos de “diversão” serviam também como instrumento de propaganda, para legitimar a colonização dos povos considerados inferiores e primitivos. O apogeu dessas exibições ocorreu entre 1890 e os anos 1930.

Depois disso, os “shows étnicos” deixaram de existir por razões diversas: falta de interesse do público, surgimento do cinema e desejo das potências de excluir o “selvagem” da propaganda de colonização. A última apresentação desse tipo foi realizada em Bruxelas, em 1958. Um “vilarejo congolês” teve de ser fechado devido às críticas na época.

Recentemente, foi organizada uma exposição no museu do Quai Branly, em Paris, Exibições – A Invenção do Selvagem, relembrando que esses “espetáculos”, que tinham o objetivo de entreter os espectadores, influenciaram o desenvolvimento de ideias racistas que perduram até hoje.

Lilian Thuram

Lilian Thuram

“A descoberta dos zoológicos humanos me permitiu entender melhor por que certos pensamentos racistas ainda existem na nossa sociedade”, informou o ex-jogador da seleção francesa de futebol Lilian Thuram, que foi um dos curadores da mostra.

Thuram, campeão da Copa do Mundo de Futebol de 1998 pela França, criou uma fundação que luta contra o racismo. Ele narrava os textos ouvidos no guia de áudio da exposição. “É difícil acreditar, mas o bisavô de Christian Karembeu (também ex-jogador da seleção francesa) foi exibido em uma jaula como canibal em 1931, em Paris”, disse Thuram.

A exposição foi fruto das pesquisas realizadas para o livro Zoológicos Humanos, do historiador francês Pascal Blanchard e também curador da mostra.

Medição de crânios

A exposição reunia cerca de 600 obras, entre fotos e filmes de arquivo, além de pôsteres de “espetáculos” e objetos usados por cientistas no século 19, como instrumentos para medir os crânios.

Nesse período, desenvolveram-se noções sobre a raça e o conceito de hierarquia racial, com teses de que os africanos seriam o elo que faltava entre o macaco e os homens brancos ocidentais, ou o “homem normal”, como consideravam os cientistas.

Cartão postal com “um pequeno grupo de peles vermelhas”, exibidos em 1911

Cartão postal com “um pequeno grupo de crianças nativo-americanas”, exibido em 1911

 O apresentador de shows “exóticos Guillermo Antonio Farini posa com pigmeus no Royal Aquarium de Londres. 1884.

O apresentador de shows “exóticos Guillermo Antonio Farini posa com pigmeus no Royal Aquarium de Londres. 1884.

Exibição da Caravana Egípcia no Jardim da Aclimação em Paris, em 1891. Uma era de shows gigantescos, onde o estranho, o disforme, o bizarro estavam no centro das atrações, atraindo um público cada vez maior na Europa e nos Estados Unidos.

Vila congolesa na cidade do Porto, em Portugal, em 1934. Essa triste era da história só foi encerrada em 1958, na Exposição Universal de Bruxelas.

Cartaz de 1931.

Menininha africana sendo alimentada na "Vila Africana" em Bruxelas, Bélgica , em 1958

Menininha africana sendo alimentada como um animal exótico na “Vila Africana” em Bruxelas, Bélgica , em 1958

Segundo os organizadores da mostra, mais de 1 bilhão de pessoas assistiram aos espetáculos exóticos realizados entre 1800 e 1958…

 

 

 

 

Fonte:

BBC

 

 

Ficar em forma acabou com o casamento

Angela Crickmore, britânica de 36 anos, contou ao “Daily Mail” que seu novo estilo de vida acabou com o casamento de 9 anos.

Ela se sentia cansada e era um grande esforço fazer caminhadas um pouco mais longas. Apesar de ser naturalmente magra da adolescência, ela engordou tanto ao longo dos últimos 20 anos que ficou desesperada e estava considerando fazer uma cirurgia para colocar um bypass gástrico.

Depois que o filho nasceu, Angela passou a ter uma vida sedentária, restrita a trabalhar, cozinhar e ficar sentada assistindo TV. “”Eu me sentia bonita, meu marido também me achava bonita, mas a pressão de fora, de amigos e familiares, me fez mudar de rumo”, explicou ela. “Eu tinha que fazer alguma coisa. Até então, nunca havia feito algo por mim”.

Em 2011, Angela mudou completamente sua rotina. Ela passou a comer com mais frequência alimentos como carne magra, abacate e nozes. Em pouco tempo, se sentiu motivada para fazer exercícios, mesmo com vergonha de ir à academia.

“Era capaz de comer qualquer coisa sem ganhar um quilo. Meu marido e meu filho de 9 anos não queriam compartilhar meus novos hábitos alimentares ou até mesmo participar dos meus passeios. Disse a ambos que eles teriam que cuidar de suas próprias refeições e parei de cozinhar para eles – foi mais como uma proteção a mim mesma, que não queria jogar pela janela todo o trabalho que eu tinha feito se voltasse aos antigos hábitos”, falou ela, que perdeu 35kg em oito meses, sem fazer tratamento com remédios ou nenhum tipo de cirurgia.

Angela passou a se sentir melhor, querendo acampar, fazer caminhadas, viajar, encontrar pessoas. Até parou de assistir TV. Foi então que as rachaduras no casamento começaram a aparecer. Porque as prioridades do casal passaram a ser muito diferentes.

Atualmente, Angela está solteiríssima e não se arrepende de ter reformulado sua vida para se tornar a pessoa que ela é hoje. A britânica voltou a estudar, se formou em nutrição esportiva e, agora, espera transformar sua perda de peso num exemplo, tornando-se uma preparadora física.

“Eu quero ajudar as pessoas. Isso me faz sentir bem”, finalizou ela.

Fotos históricas e que foram colorizadas

Muitas vezes a gente vê aquelas magníficas fotos em preto e branco que foram tiradas há um século ou menos e se esquece de que a vida era vivida com as mesmas cores vibrantes que nos cercam hoje. A gente vê essas fotos, ou aqueles filmes mudos dos primeiros anos do século XX, e acha que era tudo em tons de cinza (os 50 tons de cinza, na verdade, cobriram nossos olhos atualmente, isso sim).

Por isso acho o máximo quando artistas digitais superqualificados nessa arte conseguem nos apresentar essas mesmas fotos em cores, usando uma combinação de referências históricas e um talento natural para colorizar as cenas de forma tão próxima do natural. Embora muitos não gostem desse ato de “conspurcar” a pureza das imagens, eu acho que dá uma vida e uma aproximação àquelas situações que o preto em branco (embora profundamente artístico) carece.

As imagens abaixo exemplificam o que acabo de dizer:

1. Londres, 1945. Menino abandonado e seu bichinho de pelúcia.

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O fotógrafo Tony Frissel conta como fez a foto: “Contaram-me que ele voltou para casa depois de ter ido brincar em outro lugar e, durante o bombardeio, se escondeu num túnel de metrô. Ao chegar em casa, viu aquela confusão e encontrou os pais e o irmão mortos debaixo dos escombros. Quando o vi, ele estava olhando para o céu, em seu rosto uma expressão que misturava confusão e desafio. Esse desafio me lembrou Winston Churchill, daí cliquei. Anos depois, essa foto foi usada pela IBM numa exposição em Londres e um motorista de caminhão passou por ali, viu a foto e se reconheceu nela. Era o menino…”

2. Foto tirada por artista desconhecido em 1864, no terraço da prefeitura em Nashville, Tennessee, durante a Guerra Civil americana.

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3. Carro trombado, Washington, 1921.

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4. Albert Einstein no verão de 1939 em Long Island, NY.

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5. Lojinha do interior dos Estados Unidos, de 1939.

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A foto é de Dorothea Lange. Nos anos 1930, a serviço da Farm Security Administration, ela percorreu vinte e dois estados do Sul e Oeste dos Estados Unidos, recolhendo imagens que documentavam o impacto da Grande Depressão na vida dos trabalhadores. Na foto abaixo, de 1936, Dorothea está documentando a vida dos operários na Califórnia.

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Talvez sua foto mais conhecida tenha sido a da “Mãe Migrante”, de 1936, uma das fotos mais reproduzidas da história da fotografia, tendo aparecido em mais de dez mil publicações ao longo dos anos.

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Florence Thompson foi o tema da fotografia  Migrant Mother, acima, um ícone da Grande Depressão. Ela era colhedora de ervilhas nas plantações e estava desempregada, com sete filhos.  A filha da senhora Thompson, Katherine, (à esquerda na imagem, escondendo o rosto) disse em uma entrevista de dezembro de 2008 que a fama da foto fez a família sentir vergonha de sua pobreza. Thompson foi hospitalizada e sua família apelou por ajuda financeira no final de agosto de 1983. Em setembro, a família havia coletado 25.000 dólares em doações para pagar a assistência médica. Florence morreu de problemas de câncer e coração em Scotts Valley, Califórnia, em 16 de setembro de 1983. Ela foi enterrada ao lado de seu marido George, em Lakewood Memorial Park, em Hughson, Califórnia, e em seu túmulo lê-se: FLORENCE LEONA THOMPSON Mãe Migrante – A Força da Maternidade americana.

6. 1933, Joseph Goebbels encarando o fotógrafo Alfred Eisenstaedt… Ele tinha acabado de descobrir que o fotógrafo era judeu!

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7. Mark Twain, no jardim de sua casa, 1900.

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Para quem não o conhece, Mark Twain (pseudônimo de Samuel L. Clemens) foi um dos maiores escritores americanos, autor de “Tom Sawyer” e “As Aventuras de Huckleberry Finn”, entre tantos outros. E ficou famoso também por suas palestras, onde soltava tiradas como esta: “O princípio da democracia é dar e receber; dar um e receber dez.”

8. Os três irmãos Kennedy na Casa Branca (da esquerda para a direita, Bob, Edward e John) na última foto dos três juntos, em outubro de 1963. Um mês mais tarde, John foi morto em Dallas, Texas.

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9. Três prisioneiros sulistas. Foto tirada durante a Guerra Civil americana em Gettysburg, 1863.

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10. O desastre do dirigível Hindenburg, em 1937.  Ele pegou fogo quando realizava manobras para pouso em Lakehurst, New Jersey. Dos 97 passageiros e tripulantes a bordo, 62 foram resgatados, mas 35 morreram no acidente juntamente com um membro da tripulação do solo.

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O pior museu de cera do mundo

Acho que todo mundo já ouviu falar do Museu de Cera de Madame Tussaud.

 Ele possui a maior coleção de figuras de celebridades do mundo. A sede está em Londres, mas também existem filiais em Nova Iorque, Washington, Las Vegas, Orlando,  Los Angeles, Tóquio e muitas outras cidades.

O verdadeiro Ryan Reynolds está à esquerda…

Marie Tussaud nasceu em Estrasburgo, França, e  sua mãe trabalhou como governanta para o Dr. Philippe Curtius, um médico com talento em modelação da cera, que ensinou à menina essa arte. Ela começou sua carreira fazendo em cera máscaras de vítimas famosas da Revolução Francesa. Então, se mudou para a Inglaterra em 1802, aceitando uma oferta de um mágico para exibir suas criações no espetáculo dele.

Por conta das guerras napoleônicas, ela não pôde voltar à França e continuou viajando pela Grã-Bretanha exibindo sua coleção, até que se estabeleceu na Baker Street em Londres (isso mesmo, a rua onde teria vivido Sherlock Holmes!) e lá abriu seu museu. Para incrementar a coleção, ela adicionou figuras de Lord Nelson e de outras celebridades da época.

O sucesso das figuras de cera de Madame Tussaud sempre se deveu à extrema fidelidade aos modelos reais, assombrosamente parecidos com as pessoas de carne e osso.

Mas há um Tussaud que rompeu com a família e abriu seu próprio museu: Louis Tussaud’s House of Wax, que hoje fica em Norfolk, região litorânea no leste da Inglaterra.

Bisneto da fundadora, ele brigou com o irmão – diretor artístico do Museu de Cera famoso – talvez porque seus trabalhos de modelagem não chegassem a alcançar os critérios estabelecidos pela casa famosa.

Furioso, passou a exibir seus trabalhos em seu museu, transformando-o no mundialmente conhecido “Pior Museu de Cera” da história. E seus seguidores continuam mantendo a… Digamos… Tradição em criar os piores bonecos de cera de todos os tempos. Alguns exemplos:

É ele, sim, o Arnold.

O… Glup!… Michael Jackson.

Supostamente, o Mr. Bean.

Victoria Beckham de verdade.

Essa é a Victoria Beckham do museu de cera, juro!

Todo mundo sabe quem é esse, não? O Charles…

E todo mundo sabe quem são esses, não é mesmo?

Pra encerrar a exibição, a semelhança é incrível…

Sem querer zoar demais, mas já fazendo isso… Compare com os bonecos de cera dos 007 que foram exibidos no Madame Tussaud.

Da esquerda para a direita, Sean Connery, George Lazenby, Roger Moore, Timothy Dalton e Pierce Brosnan.

O atual James Bond, Daniel Craig.

O irmão de Louis Tussaud teve razão em demiti-lo, certo?

 

As leis absurdas do Reino Unido

Postei aqui um texto falando de algumas leis bizarras em alguns dos estados dos Estados Unidos. Graças ao amigo Benny de Lima, que vive há décadas em Londres e passou a dica, descobri que essa coisa de leis malucas não é exclusividade de nossos irmãos do norte. Os amigos do Império Britânico também criaram algumas leis bem estranhas.

Veja só…

Proibido andar mais de 3 pessoas em cadeiras com rodas

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Teoricamente, ainda é proibido que um grupo de mais de 3 pessoas transitem juntas em bicicletas ou cadeiras de rodas em Londres.

A lei, que tentava evitar congestionamentos nas ruas da capital, vêm da popularidade das bathchairs no século XVIII, definidas como “transporte de rodas com propulsão humana”, antes que bicicletas e cadeiras de rodas fossem inventadas.

Essas bathchairs, inventadas em Bath ao redor de 1750 por James Heath, eram na verdade uma poltrona sobre rodas – impulsionada por uma pessoa – e usadas especialmente por pessoas deficientes. O nome pode ter sido por causa de sua origem, a cidade de Bath, e possivelmente também porque se parecia com uma banheira… (bathtub, em inglês).

Pastoreando

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Ainda é possível requisitar que ruas e pontes no centro de Londres sejam interditadas para o transporte de rebanhos de ovelhas.

É proibido morrer

Desde 1313, por decreto do Rei Edward II, é proibido morrer no Parlamento Inglês.

Como o prédio é considerado um palácio real, qualquer um que venha a falecer no prédio é obrigado por lei a ser enterrado com honras de Estado, o que o monarca queria evitar.

Pelo mesmo decreto, é proibido que um parlamentar atenda à uma sessão da Câmara dos Comuns (House of Commons) trajando um armadura…

Salmão? Sei não…

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É ilegal você portar um salmão “em circunstâncias suspeitas” – embora a lei não defina exatamente o que seria uma circunstância suspeita… E tem mais: há decretos rigorosos contra a posse ilegal de salmão.

Chocolate é proibido para mulheres

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Isso mesmo! Há uma lei do século dezenove – e ainda em vigor! – que proíbe que as damas comam chocolate no transporte público da capital do Reino Unido. O movimento feminista esqueceu-se dessa lei, mas talvez agora estejam se organizando para derrubá-la…

Er… Não entendi…

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Essa é difícil… Há uma lei, ainda válida em todo o território britânico, que declara “ilegal não dizer ao preceptor o que não se quer que ele saiba, mas sendo legal dizer o que não se incomoda que ele saiba”.

Grávida pode

As mulheres grávidas têm o direito de se aliviar em qualquer lugar, inclusive no capacete de um guarda. Imagino a cara do guarda…

Esta é de Liverpool

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Uma lei municipal muito bizarra… Há um estranha determinação na terra dos Beatles que permite que as mulheres trabalhem com os seios de fora, desde que sejam funcionárias de uma loja de peixes tropicais.

E esta vale para todo o Reino Unido

Caso você encontrar uma baleia morta na costa do Reino Unido, a cabeça se torna automaticamente propriedade do rei, e a cauda, da rainha.