Algodão ou papel-toalha? Como limpar a tela do celular (e como não limpar!)

  • Telas de smartphones precisam de limpeza com certa frequência
  • Panos de microfibra e algodão são as melhores opções para higienizar os aparelhos
  • Uso de toalhas de papel, sabonete e esponjas pode piorar situação
Você é daqueles que limpa a tela do celular no primeiro pedaço de pano que vê pela frente? Mesmo que isso signifique esfregar o vidro do seu caríssimo smartphone na calça jeans? Apenas pare. É sempre bom limpar a gordura e eliminar as bactérias do aparelho, mas é preciso cautela. Existem jeitos certos (e muito errados) de tirar a sujeira do touchscreen. Separamos algumas dicas, mas antes de mais nada desligue o aparelho antes de tomar qualquer tipo de atitude em relação a isso, ok? 

O que usar

Pano de microfibra

O pano de microfibra, com certeza, é a melhor opção para higienizar o seu aparelho. Não quer passar só o pano na tela? É possível utilizar (pouca) água destilada para umedecê-lo e deslizá-lo pela região frontal do celular com cuidado – de cima para baixo ou de um lado para o outro. Limpe as partes laterais e a traseira também, da mesma maneira. Lembre-se que líquido e alguns eletrônicos (os que não são à prova d’água) não “dão match”, então, nada de encharcar o pano –um borrifador, nestes casos, é a melhor opção…

Fitas adesivas

Foi para a praia com o celular ou acabou deixando ele na grama? Saiba que grãos e fiapos adoram as fendas de eletrônicos. Um truque que pouca gente conhece é usar fitas adesivas, que são aliadas na “briga” contra objetos minúsculos. É só colocá-las –sem muita força, é claro– ao longo das bordas do smartphone para que a sujeira grude na fita.

Algodão

Assim como o paninho de microfibra, o algodão levemente umedecido pode ajudar a combater a sujeira. Camisetas, flanelas ou paninhos feitos de algodão também são úteis. Só as camisetas de algodão, ok? Nada de tecidos mais grossos, que podem riscar o vidro.

O que não usar?

Toalha de papel

Elas parecem as mais indicadas (e fáceis) para dar um jeito na tela do seu celular, certo? Errado. Na verdade, as toalhas de papel são inimigas da limpeza, porque podem causar arranhões no aparelho. É melhor deixar elas para comidas e higiene pessoal, mesmo.

Sabonete

Jamais. Deixe o sabonete para o seu corpo –a composição química do produto pode estragar tanto a tela quanto a parte eletrônica do seu smartphone.

Vinagre

Essa solução pode virar uma dor de cabeça daquelas. É que o vinagre é capaz de tirar o revestimento da tela do seu aparelho, e o que já está ruim, pode piorar…

Esponjas

Parece óbvio, mas é bom lembrar que a tela do seu celular odeia coisas ásperas. E isso vale para esponjas.

Fonte:

Bruno Madrid

De Tilt, em São Paulo

 

Anúncios

No começo da aviação, cocô e xixi eram jogados no ar

Há 112 anos, o 14 BIS fazia seu primeiro voo e inaugurou a “Era das chuvas de fezes e urina humana”. Mas hoje, são extremamente raras de acontecerem…

Foi em outubro de 1906 que Santos Dumont realizou seu épico voo nos campos de Bagatelle,  na França, com o 14 BIS, e inaugurou uma nova Era. Naquela época, a tecnologia começava a engatinhar e nem se pensava num problema que só muitos anos depois ficou evidente: como descartar as fezes e urina dos passageiros?

Já pensou ser atingido por um cocô humano voador? Pode parecer bizarro (e principalmente nojento!), mas essa situação já causou diversos acidentes no passado. O primeiro relato oficial de um avião eliminando dejetos humanos nas alturas ocorreu em 1927, quando o piloto Charles Lindbergh fez o primeiro voo sem escalas entre Nova York e Paris.  Posteriormente, ao encontrar o rei George V, da Inglaterra, o monarca ficou curioso para saber como Lindbergh tinha feito para ir ao banheiro. O piloto explicou que fez xixi em um recipiente de alumínio, que ele jogou em “algum lugar da França”.

Foto de Lindbergh pilotando seu “Spirit of St. Louis”

No começo da aviação, costumava-se jogar os dejetos em recipientes no mar. Aliás, em muitas aeronaves antigas havia um buraco no chão do banheiro, pelo qual o xixi e o cocô iam direto para fora da aeronave – as empresas acreditavam que eles se desintegravam antes de chegar ao chão (e tinha gente que morria de medo de ser sugada por esse buraco enquanto fazia o número 2!). Foi só a partir de 1930 que os aviões passaram a ter tanques de armazenamento para os resíduos. Devido à grande altitude em que voavam as aeronaves, os dejetos congelavam e se tornavam mortíferos blocos que pesavam até 150 kg. Desde a década de 1950 até o início dos anos 1980, os acidentes com blocos de fezes e urina se tornaram frequentes. Há registros de diversos casos de pedaços congelados recheados de “cocô” que caíram do céu na Europa e nos EUA.

A grande invenção que fez a “chuva de cocô” diminuir consideravelmente foi o banheiro a vácuo. Criado na década de 1980, o equipamento acabou com a utilização em excesso de água dentro do vaso sanitário das aeronaves, diminuindo substancialmente o peso dos ‘blocos de cocô’ e por consequência, atenuando vazamentos de líquidos.

Entretanto, casos de falhas no sistema ainda são registrados, como um que ocorreu em 2016 em Bophal, na Índia. Um senhora de 60 anos ficou ferida quando um pedaço de gelo (cheio de cocô) do tamanho de uma bola de futebol atravessou o telhado da casa e a atingiu no ombro (por sorte, não a acertou na cabeça!).

Deepak Jain, professor na escola local, contou que ele, as crianças e os moradores da vizinhança viram quando o meteorito de m* caiu dos céus e, logo em seguida, ouviram os gritos da sra. Rajrani. Eles a levaram ao hospital e o professor afirma “que ela só está viva porque a bola de gelo atingiu o telhado primeiro, senão teria esmagado sua cabeça”.

Mas esses relatos são raríssimos, hoje em dia, pois a probabilidade de uma falha no sistema ocorrer no momento em que a aeronave sobrevoa uma região habitada é muito pequena. De qualquer forma é recomendável preparar o guarda-chuva!

Maas…

 

Como tudo isso é armazenado, hoje em dia?

As fezes vão para um reservatório no fundo das aeronaves. No fim da viagem, o reservatório é esvaziado e seu conteúdo segue para a rede de esgoto – o mesmo acontece com o banheiro de ônibus. Os toaletes dos veículos funcionam de maneira parecida à dos banheiros químicos, aquelas privadas móveis de shows ao ar livre, por exemplo. Sem ligações de água, elas são descarregadas na rede sanitária.

Tanques armazenam o esgoto na parte traseira do avião

No avião

1. Assim que a pessoa faz um depósito no Banco de Boston e a descarga é ativada, um aspirador a vácuo suga o conteúdo da privada. Nos modelos mais modernos não há nenhum pingo de água – sem ela, é mais econômico e evita problemas de pressurização. Para perfumar o ambiente, pouquíssimos mililitros de um desinfetante higienizam o vaso.

2. Dali, a sujeira passa por canos embaixo do piso e chega ao reservatório. Os aviões de viagens intercontinentais, como o Boeing 747, têm dois reservatórios de 250 litros, um ao lado do outro, na parte traseira. Como o reservatório é pressurizado e fica distante, o (mau) cheiro não chega aos passageiros.

3. Por lei, deve haver um banheiro para cada 50 passageiros. Considerando-se que cada pessoa é capaz de eliminar 1,4 litro de cocô e xixi em 24 horas, em uma viagem de São Paulo a Paris, por exemplo, todos os passageiros juntos encheriam um reservatório inteiro e cerca de 20% do outro. Em um Boeing 747, que transporta 416 passageiros, haveria 8 ou 9 banheiros.

4. Quando o avião pousa, um caminhãozinho esvazia os reservatórios. Com uma mangueira acionada por uma bomba, ele suga o esgoto e o armazena em uma caixa. Dali, o veículo segue para uma área coletora do aeroporto, onde despeja o conteúdo em um buraco interligado à rede de esgoto.

No busão

Uma caixa de 50 litros debaixo do vaso sanitário guarda o fruto da descarga, depois que a pessoa mandou o elevador pro térreo. Lá, há 60 mililitros de um bactericida que desintegra o material orgânico e dilui as fezes e a urina, facilitando o tratamento do esgoto. Aquela água que sai da traseira dos ônibus não é xixi, mas água do ar-condicionado.

Ufa!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fontes:

mundo estranho

eco viagem

Os dez lugares mais contaminados dentro de casa

Toalhas úmidas, escovas de dente sem escorrer, brinquedos espalhados pelo chão…esses são alguns dos “ambientes perfeitos” para fungos e bactérias se multiplicarem dentro de casa.

Segundo um estudo feito pela Fundação de Pesquisa para Saúde e Segurança Social (FESS), em parceria com a Universidade de Barcelona para a empresa de produtos de limpeza Sanytol, os nossos hábitos de limpeza podem transformar uma casa em um lugar bastante propício para a transmissão de doenças.

A pesquisa atestou que o banheiro é o local mais cheio de germes de uma residência. No entanto, ele também é o cômodo que se limpa com mais frequência e, sendo assim, muitas vezes acaba não sendo tão “perigoso” nesse aspecto quanto outros locais que ficam “esquecidos”, apenas acumulando sujeira – e, consequentemente, bactérias e outros tipos de micro-organismos. Por isso, o Departamento de Microbiologia da Universidade que liderou a pesquisa chamou a atenção para aquelas que chamou de “zonas esquecidas”.

A seguir, o ranking dessas zonas que podem colocar em risco a saúde dos moradores da casa.

1- Banheiro

Levando em consideração a função dos banheiros, não é muito surpreendente saber que eles estão no topo da lista. O estudo inclui uma pesquisa com mil famílias espanholas e, de acordo com os resultados, somente 56% desse grupo faz uma limpeza diária nos banheiros. E apenas 32% os desinfeta. Limpar o banheiro não é a mesma coisa que desinfetá-lo. Ter uma superfície limpa não é o mesmo que ter uma superfície sem contaminação.

2- Esponjas e panos de cozinha

Segundo a pesquisa, a cozinha é outro local cheio de germes dentro de casa. Eles se concentram principalmente nas esponjas e nos panos. De acordo com o estudo, eles não costumam ser lavados diariamente e, muitas vezes, ficam úmidos ao longo do dia, o que colabora para a proliferação dos germes.

Esses germes e bactérias podem ficar até duas semanas em uma esponja úmida.

3- Pia

A pia da cozinha concentra 100 mil vezes mais germes do que o banheiro. Segundo o estudo, 14% delas abrigava mais de um milhão de bactérias por metro quadrado.

E muitas vezes, esses micro-organismos se acumulam em pilhas de pratos com restos de comida.

4 – Torneiras, banheiras, máquinas de lavar e geladeiras

Assim como acontece com a pia, a umidade e o material orgânico acumulado nessas áreas criam um ambiente perfeito para a proliferação de bactérias. Na borracha da máquina de lavar e da geladeira, por exemplo, não é estranho encontrar mofo ou bolor. Ela tem dobras muito difíceis de limpar e, sendo assim, acaba acumulando esses micro-organismos.

5- Escovas de dentes e seus copos

A boca abriga centenas de micro-organismos, que podem ser transferidos à escova de dente durante o uso. Bactérias como estafilococos, coliformes, pseudomonas, levedura, bactéria intestinal e até germes fecais podem ficar alojados ali, uma vez que as escovas ficam no banheiro e, geralmente, perto do vaso sanitário.

A pesquisa da universidade espanhola garante que 80% das escovas de dente examinadas abrigam milhões de micro-organismos que podem vir a ser prejudiciais à saúde.

6- Chão

É comum deixarmos cair um pedaço de comida no chão. Muita gente pega o pedaço de volta, dá aquela assopradinha e acha que, assim, já eliminou todas as bactérias que estavam ali. Mas isso não é suficiente.

O chão de uma casa é um dos lugares com maior concentração de micro-organismos, segundo a pesquisa. Muitos deles são trazidos da rua com nossos sapatos. Além disso, os especialistas em microbiologia advertem que as bactérias precisam somente de dez segundos para “colonizar” um pedaço de comida que cai no chão.

7- Tábuas para cortar

O estudo mostra que até 20% das infecções alimentares ocorrem dentro de casa. Os micro-organismos que frequentemente provocam esse tipo de problema são a salmonela, a escherichia coli e o campylobacter. Todos eles podem se acumular na borracha que veda a geladeira ou em panos úmidos. Mas também é comum encontrá-los nas tábuas de cortar, que são ambientes propícios para abrigar germes.

Para evitar isso, é preciso desinfetá-las com frequência, e escolher bem sua tábua de corte. A tábua mais indicada é a de polietileno, que tem mais resistência do que as de madeira às ranhuras que se abrem nas superfícies devido ao uso sucessivo das tábuas. É nelas que se acumulam as bactérias, mesmo após a lavagem da tábua e, na hora do novo uso, poderiam infectar outros alimentos.

Os especialistas recomendaram a troca periódica da tábua, além da higienização, como a melhor maneira de prevenir a contaminação.

8- Dispositivos tecnológicos

O teclado de um computador ou a tela de um celular podem chegar a ter 30 vezes mais micro-organismos do que um banheiro limpo!

É que essas telas de celulares, os telefones em geral, controles remotos e outros dispositivos tecnológicos estão em constante contato com nossas mãos. Nós mexemos em muitas coisas e não desinfetamos nossas mãos a todo o momento. Por isso, os teclados podem acumular até 450 tipos de germes diferentes, afirma a pesquisa.

9- Maçanetas

Elas são utilizadas uma vez ou outra ao longo do dia, mas geralmente a gente se esquece delas na hora da limpeza. Além de acumularem germes, todos os especialistas consideram que elas desempenham um papel importante na transmissão de vírus como o da gripe e outros, que provocam doenças respiratórias.

10- Brinquedos

Não é raro encontrá-los espalhados pelo chão numa casa que tem crianças. Eles são arrastados pelo tapete e as crianças costumam colocá-los na boca. A pesquisa mostrou que 17% dos entrevistados nunca desinfetam os brinquedos, o que facilita a proliferação dos germes.

Por tudo isso, pessoal, vamos prestar atenção nessas “zonas esquecidas” na próxima vez. E, para facilitar as coisas, o desenho abaixo resume tudo o que foi dito. Boa limpeza!

 

 

Fonte:

BBC

Como limpar a tela do celular sem danificá-lo

Companheiro de todas as horas —há quem não fique sem ele nem no banheiro—, o celular não raramente fica cheio de marcas de digitais e poeira e, embora não sejam visíveis, de germes e bactérias.

Mas limpá-lo efetivamente não é algo tão simples assim.

Durante a fabricação, a maioria das telas desses aparelhos —inclua aqui também as dos tablets e dos laptops mais modernos— passa por uma série de processos químicos que garantem maior resistência e as deixam eletricamente carregadas para que, assim, respondam ao toque. Essa eficiência, porém, tem um preço: as superfícies ficam mais sensíveis a determinadas substâncias. Logo, usar o produto errado para a limpeza pode levar a um belo prejuízo na assistência técnica.

Sendo assim, qual a melhor maneira de higienizar o celular? Usando pano, papel ou algodão? Com ajuda de água ou de álcool? A BBC Mundo, serviço em espanhol da BBC, foi buscar a resposta com especialistas:

O PANO CORRETO

Segundo Martín Errante, gerente de produto da Motorola na Argentina, há três maneiras recomendáveis de remover a sujeira desses aparelhos:

  • Opção 1: Usar uma flanela suave e seca;
  • Opção 2: Usar o mesmo tipo de pano, mas úmido;
  • Opção 3: Levar a um serviço autorizado, onde é possível realizar uma limpeza mais profunda de todo o aparelho.

Caso você opte por fazer o serviço em casa, Errante lembra que é preciso lançar mão de um pano bem limpo: se ele estiver sujo de pó, por exemplo, pode acabar arranhando a tela.

E OS GERMES?

Os conselhos acima ajudam a manter o aparelho aparentemente limpo. Mas… e quanto aos germes e bactérias?

Um estudo sobre hábitos de higiene em casa, feito em conjunto pela Fundação de Estudos para Saúde e Seguridade Social e pela Universidade de Barcelona (Espanha), mostra que o teclado de um computador ou a tela de um celular podem ter até 30 vezes mais microrganismos que uma tampa de vaso sanitário limpa. O motivo: esses aparelhos estão em contato constante com nossas mãos.

Professor de microbiologia e ciências ambientais da Universidade do Arizona (EUA), Charles Gerba também estudou a presença de bactérias em telefones celulares. E é taxativo: “A recomendação é limpá-los com desinfetante”.

Porém, como fazer isso sem danificar a tela dos aparelhos?

“Uma das melhores formas para deixar uma tela tátil impecável é utilizando álcool, desde que seja isopropílico ou etílico”, aconselha a engenheira química Tamara Rodriguez, da Venezuela. Ela lembra, no entanto, que, se a limpeza com esses produtos for frequente, pode levar a um desgaste considerável da superfície no longo prazo, “já que hoje em dia muitas dessas telas vêm com uma cobertura especial que ajuda a diminuir a aderência de sujeira e gordura”.

Além disso, acrescenta, as telas “são muito sensíveis a qualquer substância líquida”. No caso das feitas de LED, LCD ou plasma, há risco de danos aos pixels.

FÓRMULA CORRETA

Para higienizar o aparelho sem danificá-lo, diz a especialista, é preciso recorrer a uma “poção química”.

“Pode-se usar água destilada, que, por não possuir sais nem bactérias, é um excelente agente limpador. Mas ela sozinha não elimina as bactérias”, explica Rodriguez. “Para isso, pode-se misturar uma pequena quantidade diluída de álcool isopropílico ou ácido acético (aquele encontrado no vinagre). Essas substâncias têm um pH baixo, e os microrganismos não sobrevivem a esses níveis.”

Com álcool o uso de isopropílico, fica menor o risco de dano elétrico caso o líquido entre no dispositivo. Além disso, a substância evapora rápido e é eficiente na eliminação de gorduras, garante a engenheira química.

Martín Errante, da Motorola, afirma que os serviços técnicos “geralmente usam álcool isopropílico”, mas recomenda que a limpeza com o produto seja feita por uma pessoa preparada.

O QUE EVITAR

  • Toalhas, lenços faciais ou qualquer material áspero;
  • Água da torneira, pois contém cloro e pode provocar manchas na tela;
  • Molhar diretamente o dispositivo, já que há o risco de o líquido entrar em seu interior, provocando danos graves. O mais seguro é umedecer levemente o pano e esfregá-lo em uma mesma direção.

 

 

Fonte:

BBC

Quantas vezes você pode usar a mesma roupa de cama?

Não faz muito tempo, falei sobre um tema que sempre me deixou curioso, quantas vezes a gente pode usar a mesma toalha de banho. Foi aqui.

Bem, continuando a série “tudo aquilo que você sempre quis perguntar, mas nunca teve a quem fazer isso”, hoje vou falar sobre as roupas de cama.

Sabe a cobra, que troca de pele? Pois bem, a gente também faz isso. O tempo todo. As células mortas ficam na roupa de cama. E isso é um banquete para micro-organismos, e também para aqueles seres bem conhecidos do povo que sofre de alergia, os ácaros.

(pensei em colocar aqui uma imagem desses ácaros, mas achei melhor não… Parecem monstros de filme japonês…)

Esses micro-aracnídeos se escondem justamente nos colchões e travesseiros. “O que mais vamos encontrar em nossas roupas de cama são os ácaros”, explica Ralcyon Teixeira, infectologista do Hospital Emílio Ribas. “Eles vão se acumulando dentro do colchão e do travesseiro, que são feitos de fibras naturais ou semi-sintéticas.”

Troca semanal

Os especialistas concordam que não há um tempo máximo ou mínimo ideal para se trocar a roupa de cama, o que vale é o bom senso. “Pensando nos ácaros, o ideal é trocar semanalmente. Quanto menos ácaros, menores serão os problemas com rinite alérgica, asma e alergias de pele”, diz Teixeira. “Um ambiente sempre arejado também é recomendado.”

No caso dos cobertores e edredons, basta lavar no início e ao final da estação de uso, explica a microbiologista Maria Teresa Destro. “Durante o uso, eles devem ser colocados para tomar ar pelo menos uma vez por semana.”

Para limpar os lençóis e fronhas de pessoas saudáveis, basta lavá-los com sabão em pó e secar preferencialmente ao sol, cujos raios ultravioleta matam os ácaros.

Para as crianças pequenas, com até três anos de idade, e que são mais sensíveis por ainda estarem formando os anticorpos naturais, além de lavar e secar ao sol, é recomendável passar a roupa de cama a ferro. E, uma vez por semana, ou a cada quinze dias, passar um aspirador de pó no colchão e no travesseiro dela.

Limpeza mais intensa no calor

Gustavo Johanson, infectologista da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), lembra que o clima influencia muito. “Vai do bom senso da pessoa e, se o clima está muito quente, suamos mais e o ideal é trocar a cada dois ou três dias. Em clima mais seco e frio, troca-se com menos frequência. O calor, o suor e a pele morta são ambientes ideais para a proliferação de microrganismos”, explica. Dentre eles, podem aparecer os fungos, que às vezes causam doenças.

E há dois insetos que podem habitar as roupas de cama de pessoas saudáveis: as pulgas e os percevejos. “Os percevejos são mais comuns no hemisfério Norte e chegam até a ser encontrados em camas de hotéis de quatro, cinco estrelas. A única forma de eliminá-los é se desfazer do colchão. Já a pulga pode ser eliminada com limpeza do colchão e da roupa de cama”.

Em caso de doença

A coisa muda de figura se uma pessoa tiver doenças como sarna, escabiose (piolho), chato (piolho pubiano), micoses, machucados e escaras (feridas que se formam quando a pessoa fica muito tempo na cama). Nesses casos, os especialistas recomendam lavar a roupa de cama todos os dias, evitar chacoalhar o lençol ao retirá-lo e lavar com água quente acima de 60° C, secar na secadora ou passar a ferro na mesma temperatura.

A microbiologista Maria Teresa também recomenda o uso de um protetor entre a cama e o lençol para crianças e idosos que possam ter problemas para conter a urina à noite.

“O colchão é feito de espuma e absorve a umidade, por isso é preciso limpar com água e deixar secar completamente. Secar é a melhor coisa, pois sem umidade não cresce bactéria”, diz.

Finalmente, para manchas de menstruação, ela recomenda a higienização com água oxigenada volume 10, que quebra as moléculas de sangue. E, para as famílias que têm condições de contratar uma limpeza com vaporização de colchão, ela sugere que seja feita a cada seis meses.

 

 

 

 

Fonte:
Paula Moura, UOL

O sal pode ser usado para muito mais coisas que se imagina!

O sal foi o primeiro tempero da civilização. Ele traz qualidade de vida aos homens desde as épocas mais remotas.

O sal é uma combinação de dois elementos químicos: sódio (Na+) e cloro (Cl-). O sódio é um metal tão instável que se inflama em contato com a água e o cloro é um gás letal. O resultado da combinação entre os dois elementos, entretanto, resulta numa substância fundamental para a vida no planeta.

Nos animais, o sal regula a troca de água entre as células e seu meio externo, ajudando-as a absorver os nutrientes e eliminar os detritos para a corrente sanguínea. O sódio é necessário para a contração muscular, incluindo as batidas do coração, e para a transmissão dos impulsos nervosos.

O excesso de consumo de sódio, porém, pode ser prejudicial à saúde, não exagere, nem passe dos limites recomendados para ingestão desse elemento.

Quando o homem começou sua aventura no planeta, o sal não era problema, pois o suprimento diário de cloreto de sódio era obtido a partir da carne crua dos animais que caçavam.

Porém, quando surgiu o fogo, as coisas mudaram. Com o cozimento da carne perde-se o sal naturalmente contido no alimento e aquele sabor, essencial à vida, precisava ser buscado em outro lugar. O homem começava aí sua grande corrida pelo sal.

As primeiras minas (no início, o sal era extraído das minas a céu aberto, e hoje também é retirado do mar) fizeram a riqueza de muitos povos antigos. Era comercializado literalmente a peso de ouro – grama de pó branco contra grama de metal dourado. O que levou Cassiodoro, o senador romano, a observar: “Alguns não precisam de ouro, mas qual é o homem que não precisa de sal”?

A principal via de transporte da Roma antiga chamava-se Via Salaria (Estrada do Sal), por onde os soldados transportavam os carregamentos dos cristais preciosos para a cidade. Como pagamento, eles recebiam o salarium, que significava “dinheiro para comprar sal”. A palavra ficou e a usamos até hoje, sem desconfiar de suas origens.

Marco Pólo descreveu as moedas de sal cunhadas com o selo de Gengis Khan. Até o início do século XX, a Etiópia usava discos de sal como moedas e em algumas regiões da África central era possível comprar uma noiva com um bom carregamento de sal.

Tão valioso, o sal ganhou um significado quase sagrado. Tornou-se sinônimo de graça, espírito, sabedoria, pureza e hospitalidade. O poeta grego Homero chamou-o de “divino”. O filósofo Platão definiu-o como a “substância cara aos deuses”. “Vós sois o sal da terra”, disse Jesus, segundo a Bíblia . Os hebreus selavam seus acordos trocando sal. Os beduínos, na Arábia Saudita, não atacavam um homem cujo sal haviam partilhado alguma vez.

Tanto hebreus, quanto gregos e romanos, costumavam salgar os sacrifícios oferecidos aos deuses. Nesses rituais está a origem de uma das superstições mais comuns da Antiguidade. Se o sal era derrubado na hora do sacrifício, isso prenunciava má sorte.

Mas o sal também tem muitos usos em casa, para além de temperar a comida. Por exemplo, na limpeza doméstica!

Veja só:

  • Elimina toda a sujeira que se produz por queimas ou derramamento nas panelas, frigideiras, panela de pressão, forno e boca do fogão. Aplique sal e retire com toalha de papel.
  • Retira as manchas de vinho dos tecidos: você deve secar aplicando sobre a área atingida uma quantidade generosa de sal. Deixe por alguns minutos e depois enxágue a peça, caso se trate de uma roupa. Se for um tapete, varra e passe o aspirador.
  • Desodoriza e limpa a geladeira. Aplique sal e água com gás na porta e dentro da geladeira por alguns minutos antes de descongelar ou limpar.

  •  Elimina as manchas de ferrugem nos tecidos, misturando um pouco de sal com suco de limão, umedecendo bem e depois secando ao sol. Lave depois, como de costume.
  • Reduz o mau cheiro nos frascos e garrafas, tanto de vidro como de plástico. Adicione uma colher de sal dentro do recipiente e deixe por alguns minutos. Lave-o normalmente com detergente ou outro produto de limpeza.
  • Retira as manchas da banheira, pia do banheiro e da cozinha. Faça uma mistura de aguarrás com sal. Aplique sobre as superfícies e deixe por 15 minutos. Desse modo, aquela incômoda cor amarela sairá. Depois, passe uma esponja úmida para retirar os excessos e ficar com as peças limpas.

  •  Dá brilho às peças de bronze, estanho, prata e cobre. Faça uma mistura em partes iguais de vinagre, farinha e sal. Aplique nos objetos e deixe por quinze minutos. Retire com uma escova suavemente e seque com um pano seco. Depois é só polir.
  • Dá brilho às cores das roupas ao lavá-las, como, por exemplo, as cortinas e os tapetes de fibras naturais.
  • Remove as manchas de suor da roupa. Coloque quatro colheres de sal em um litro de água quente. Esfregue com uma esponja até que a auréola desapareça.

Fonte:
http://melhorcomsaude.com/

Cadê o Lee Kuan Yew?

Existe um texto por aí na internet falando que o senhor da foto, Lee Kuan Yew, deveria ser o presidente do Brasil e coisa e tal. O texto é o seguinte, para quem ainda não leu (entre aspas e os destaques em negrito vieram no email que recebi, não são meus):

“O Sr. Lee Kuan Yew assumiu com mão de ferro o comando do país, e, em seis meses, dos cerca de 500 mil presidiários sobraram somente 50. Todos os outros, criminosos confessos, foram fuzilados. Todo homem público (político, policial, etc.) corrupto foi fuzilado, pois existiam muitas provas contra eles.  Todos os empresários ladrões foram fuzilados ou fugiram rápido do país. Aquela multidão de drogados que ficava dormindo nas ruas, fugiu desesperadamente para a Malásia, para não ter que trabalhar, ou seria fuzilado. Havia uma mensagem de televisão onde o novo governo avisava que o país estava com câncer e que a única solução era extirpá-lo, tipo “se algum parente seu foi extirpado, compreenda, ele era um câncer para a nação”.  Depois de ter feito toda a limpeza no país, reorganizado o sistema político, judiciário e penal, esse militar convocou eleições diretas e se candidatou para presidente. Venceu as eleições com 100% dos votos.  Hoje, Cingapura é um dos países mais seguros de se morar. E um dos mais desenvolvidos, e mais seguros que os Estados Unidos, Inglaterra, ou Israel. Já no avião, a ficha de desembarque tem um “DEAD” (morte) bem grande em vermelho e a explicação da penalidade sobre o porte de drogas. Qualquer droga.  Com zero virgula nada de cocaína encontrada, o sujeito ou é sumariamente fuzilado, ou é condenado a prisão perpétua com trabalhos forçados. Um surfista brasileiro tentou entrar em Cingapura com uma prancha de surf recheada de cocaína. Óbvio que ele determinou sua própria morte. E a mãe do jovem traficante apareceu na TV pedindo para o Lula interceder pelo filho. Não adiantou nada. Nem mãe, nem Lula, nem protestos, evitaram o cumprimento da lei.Nos hotéis, os “Guias da Cidade” tem uma página explicando que a polícia de Cingapura garante a integridade física de qualquer mulher 24 horas por dia (isso porque na antiga Cingapura, sem lei e ordem, as mulheres que saíam sozinhas eram estupradas e ou mortas) O chiclete é proibido em Cingapura, pelo simples fato de que, se jogados no chão, suja as calçadas da cidade. Distribuir panfletos, sem chance. Só em lojas e não devem ser entregues às pessoas, que, se os quiserem, pegam-os em uma gôndola ou suporte. Jogar no chão então… dá multa cara.
Ano retrasado, a secretária local de um amigo, que estava fazendo um trabalho por lá, foi seguida pela polícia desde sua casa até o trabalho. Quando chegou no trabalho ligou a seta do carro para entrar no prédio, a polícia deu-lhe sinal para que ela parasse. Um dos policiais veio até a janela do seu carro e disse: “Como a Sra. sabe, estamos fazendo uma campanha de civilidade no trânsito. Multando os infratores e dando bônus a quem dirige corretamente. E a Sra., em todo o trajeto da sua casa até aqui, não cometeu nenhuma infração. Parabéns! Aqui está um cheque de 100 dólares cingapurianos (equivalente a cerca de R$ 128,00) e pediria para a Sra. assinar o recibo, por favor.

 Pelo visto, o Brasil tem SOLUÇÃO… Mas, a população diminuiria muito, muito mesmo.”

Bem, não posso discordar de muita coisa que está escrita aí, levando em conta o estado do Brasil em termos de violência, insegurança, corrupção etc.

Mas, por outro lado, estranhei algumas informações, porque tenho uma amiga que vive em Singapura e ela nunca tinha me dito coisas parecidas. Então, fui checar para colocar os devidos pontos nos “iis”, não com o intuito de desmentir ou de contraargumentar, mas apenas tentando restabelecer a verdade dos fatos, para não se difundir falsos mitos:

1. Singapura é minúscula, com uma população pouco maior do que a de Belo Horizonte. Por isso mesmo, e também porque não tem recursos naturais, suas conquistas foram a ferro e fogo (de fornalhas, não de armas). Não só na engenharia civil, mas também humana. A sociedade ali parece ter sido construída, tamanha a capacidade do governo em incentivar as pessoas e planejar suas políticas, fazendo seus habitantes se esforçarem para conseguir seus objetivos pessoais. É um povo que se levantou de uma situação de miséria, analfabetismo, falta de lares e sem visão de um futuro. Por isso, pelo fato de depender das pessoas, não pode se dar ao luxo de sair fazendo matanças. Muitos presos são recuperados porque o país precisa de gente para trabalhar. Então, essa coisa de matança de prisioneiros é duvidosa. O país tem cadeias como as da China, péssimas, pois eles acham que  o cara tem que passar o diabo justamente para que a pessoa não queira voltar. Mas matança, nunca se ouviu falar.

2. Fuzilamentos? Só durante a ocupação dos japoneses na Segunda Guerra.

3. É um estado autoritário? Sim. Não tolera drogas? Não. O tráfico de drogas é passível de pena de morte (não o consumo). Isso de DEAD no avião é lenda. Se você chega com 3 gramas de cocaína e 15 de maconha, vai ser preso, levar chibatadas e depois extraditado. Mais do que isso, é pena de morte (aí você seria traficante).

A tal história do turista brasileiro com cocaína na prancha de surfe é verdade, mas o rapaz ainda não foi executado. O governo brasileiro intercedeu e coisa e tal, mas até agora nada de perdão.

4. Eleição não existe, só há um partido. E o Lee Kuan não era presidente, era primeiro-ministro e se aposentou, deixando o posto para o filho…

5. Chicletes: são vendidos como remédio para branquear os dentes, são caros e realmente, cuspir no chão dá multa. A internet também tem censura, mas calma: de sites pornôs, de exploração infantil, coisas que qualquer pessoa saudável acharia natural proibir.

6. Por fim, o senhor Lee hoje deve ter seus quase 90 anos, e não foi militar, ele é advogado e governou o país por três décadas.

Pelo que pude apurar, um brasileiro ali sempre se assusta: as construções cinematográficas; o verde espalhado por toda a cidade; a organização dos meios de transporte público; o desempenho do país em diversos indicadores internacionais… tudo isto causa imensa vergonha alheia de ter a história política e econômica que temos. Mas acho que ainda há saída: renovemos os políticos que só querem mamar às nossas custas que um dia chegaremos lá.