Sabe onde o Facebook guarda as nossas selfies?

Eu sempre me perguntei onde o pessoal dessas redes sociais armazena aquilo que a gente posta: vídeos, fotos, conversas… O pessoal do Twitter, do Facebook, do Whatsapp. Fiquei imaginando o tamanho do banco de dados deles, como isso deve ser gigantesco,  guardando todas essas centenas de milhares de informações.

Bem, dos outros não sei, mas do Facebook eu descobri. Ele tem três data centers espalhados pelos Estados Unidos e um na Europa, que acaba de ser inaugurado.

Mas, antes de mostrar esses CPDs (Centro de Processamento de Dados, que é data center em português), vamos definir o que é isso: um data center é o local onde são concentrados os equipamentos de processamento e armazenamento de dados de uma empresa ou organização. Lá estão os milhares de servidores e bancos de armazenamento de dados, processando grande quantidade de informação.

Esses prédios estão longe de ser edifícios normais: alguns data centers usam mais de cem vezes a energia de um prédio de escritórios. Eles precisam ser ultra seguros e ultra estáveis contra hackers, contra desastres naturais e contra todo tipo de problema ambiental. Afinal, eles guardam os dados do mundo inteiro!

O Facebook tem mais de 130 bilhões de usuários, então imagine a quantidade de informação que esse povo produz – e a quantidade de energia que é necessária para manter esses data centers funcionando. Pois bem, o Facebook se gaba de ter conseguido economizar USD$ 1.2 bilhões nos últimos três anos, otimizando seus data centers, hardwares e softwares.

Enfim, vamos ver os locais onde nossos vídeos e selfies estão guardados.

Este é o principal data center do Facebook, em Prineville, Oregon (EUA). Tem mais de mil quilômetros de cabos, que se fossem esticados um na frente do outro, seriam equivalentes à distância entre São Paulo e Porto Alegre.

Esse data center é uma obra de engenharia pensada para otimizar a forma como algo assim deve ser. O projeto foi o primeiro a sair da iniciativa Open Compute Project, criada pelo próprio Facebook para repensar esse tipo de prédio — e que é disponibilizada gratuitamente para todos. Dessa forma, mais empresas podem seguir os passos do OCP e criar data centers mais práticos.

Por conta disso, ele é 38% mais eficiente que os equivalentes em economia de energia, e gastando 24% a menos em custos operacionais.

Outro enorme data center foi inaugurado em Altoona, Iowa (EUA) e tem o dobro do tamanho da Disneylândia.

Este primeiro prédio que se vê na foto já está em operação e, assim que a prefeitura local liberar, será construído um segundo ao lado dele, do mesmo tamanho e estrutura. Que ficará pronto em um ano, com 460 operários trabalhando diariamente.

O terceiro data center foi construído em Forest City, Carolina do Norte (EUA) ao custo de USD$ 200 milhões. Graças aos projetos baseados na eficiência gerados pela iniciativa OCP, foi possível economizar – em custos de infraestrutura – o equivalente à geração de energia para 40.000 casas durante um ano.

Para demonstrar uma das formas como acontece essa economia de energia, Facebook explicou que eles reusam o calor emitido pelos servidores para aquecer os escritórios durante os meses de inverno – que, naquela região, é bastante intenso.

Já nos meses de calor, um sistema de resfriamento evaporativo é usado para evaporar a água para resfriar o ar que entra –  ao contrário de sistemas de refrigeração tradicionais. Ele minimiza o consumo de água usando o ar exterior. Esse data center não usa aparelhos de ar-condicionado para resfriar seus servidores, baseando-se 100% no ar resfriado que vem de fora.

Agora, o mais impressionante data center que achei é também o primeiro fora dos Estados Unidos. Uma grande sacada!

O Facebook é o segundo site mais acessado da internet, perdendo apenas para o onipresente Google. Como eu escrevi acima, precisa de milhares de servidores, que esquentam. Como resfriar tantos servidores assim? Construindo um gigantesco data center eficiente num refrigerador natural, ou seja, próximo ao círculo ártico!

Está instalado em Lulea, na Suécia. Quer dizer, basta abrir a janela e o vento gelado resfria as máquinas.

Também foi construído de acordo com um projeto gerado pelo OCP. As instalações e paredes foram feitas em outros locais e chegaram ao local do data center só para serem instaladas. Já os servidores chegaram em caixas compactas, desmontados, mas com simples passos de montagem. Assim nasceu o Rapid Deployment Data Center (RDDC), nome desse processo para criar e montar um data center de maneira bem rápida, como se fosse LEGO!

Os servidores em Lulea. A luz azul ajuda a resfriar as máquinas!

A foto mostra um rack com servidores, nas instalações de Lulea. No alto, os comutadores de rede, depois estão os servidores, que enchem a maior parte do rack e, na parte inferior, está o local de armazenamento. Olha quantos servidores!

A área escolhida, com pouco mais de dois hectares, tem temperatura abaixo de zero na maior parte do ano. Além disso,  o país tem uma das melhores distribuições de energia do mundo. Isso é bem importante para quem precisa garantir que suas fotos não se percam por aí, afinal eles recebem 400 bilhões de fotos e seis bilhões de curtidas por dia!

Mas, caso essa distribuição de energia falhe, o prédio ainda conta com 14 geradores de reserva.

Mas, para que ninguém pense que esses data centers sejam apenas um monte de servidores empilhados, há áreas sociais bem legais, como o escritório dos funcionários em Lulea, repetindo o mesmo modelo que existe em todos os prédios do Facebook.

Ah, e para aqueles mais catastróficos, que podem estar se perguntando: “E se um maluco fundamentalista que prega a volta a uma vida sem computadores explodir tudo?”, a resposta é: não se preocupe, o Facebook ainda aluga muita infraestrutura em outros locais.

Isso significa, meu caro amigo, que aquela sua selfie ridícula postada por sua ex-namorada como vingança ainda estará lá…

 

 

 

 

Fontes:

Facebook

manualdousuario.net

datacenterknowledge.com

tecnoblog.net

Significados por trás dos nomes de marcas famosas

Sou uma pessoa curiosa, e isso me leva a pesquisar. Pesquiso sobre praticamente todos os assuntos que me despertam a atenção, e um desses assuntos é o que existe por trás das marcas e logotipos. Não apenas em relação ao seu design, mas principalmente em relação ao seu significado. No O TRECO CERTO já postei sobre esse tema, aqui e aqui, por exemplo.

Desta vez, o que me fez investigar  foi o interesse das empresas em escolher siglas na hora de definir a sua marca, ou então sentidos “obscuros”. Por isso, fui atrás da explicação dos nomes de algumas empresas famosas. Veja o que descobri:

O nome da marca tenta comprimir o som da palavra action, ou ação, em inglês. O problema é que quase todo mundo prefere soletrar, mesmo…

HBO é a abreviação de Home Box Office. A expressão Box Office significa bilheteria. Ou seja, sucessos de cinema, só que em casa.

Em 1841, os irmãos Clemens e August Brenninkmeijer abriram uma loja de tecidos, na Holanda. A escolha da marca foi simples: as letras iniciais dos primeiros nomes de cada um deles.

Ao contrário do que muita gente pensa, não é um acrônimo da frase em inglês “All Day I Dream About Sports”, ou “Todo Dia eu Sonho com Esportes”. Na verdade, é uma junção do nome do fundador, Adolf (Adi) Dassler.

A empresa coreana é conhecida principalmente como montadora de automóveis, mas fazendo jus ao nome (que significa “modernidade”), ela também cria produtos para indústrias tão diversificadas quanto aeroespacial, construção civil e metalúrgica.

Lego é uma contração da frase em dinamarquês leg godt, que significa “brinque bem”.

IBM é a abreviação de International Business Machines, ou “companhia internacional de máquinas de negócios”.

Niveus, em latim, quer dizer “branco”. E a pureza dessa imagem está evocada na cor do hidratante da empresa.

Os M&M’s foram sensação entre soldados americanos  na 2ª Guerra Mundial. Surgiram da parceria de Forest Mars e Bruce Murrie, os dois Ms.

Em coreano, sam significa três e sung, estrelas. Samsung, então, quer dizer literalmente três estrelas. Acontece que o número três, na cultura coreana, é um número da sorte, representando ainda algo grande, poderoso e numeroso…

Nice (Níkē) era a deusa grega que personificava a vitória, força e velocidade, representada por uma mulher alada. A marca de roupas Nike teve seu nome inspirado por ela, e o símbolo da marca é semelhante a uma asa.