A história da Chapeuzinho Vermelho na mídia

Você já imaginou como seria?

Jornal Nacional

(William Bonner): “Boa noite. Uma menina chegou a ser devorada por um lobo na noite de ontem…”

(Renata Vasconcelos): “mas a atuação de um caçador evitou a tragédia.”

Brasil Urgente

(Datena): “onde é que a gente vai parar, cadê as autoridades? Cadê as autoridades? A menina ia pra casa da vovozinha a pé! Não tem transporte público! Cadê as ibagens? E foi devorada viva um lobo, um lobo safado. Põe na tela, primo! Porque eu falo mesmo, não tenho medo de lobo, não tenho medo de lobo, não!”

Globo Repórter

(Sérgio Chapelim): “Tara? Fetiche? Violência? O que leva alguém a comer, na mesma noite, uma idosa e uma adolescente? O Globo Repórter conversou com psicólogos, antropólogos e com amigos e parentes do Lobo, em busca da resposta. E uma revelação: casos semelhantes acontecem dentro dos próprios lares das vítimas, que silenciam por medo. Hoje, no Globo Repórter.”

Discovery Channel

Vamos determinar se é possível uma pessoa ser engolida viva e sobreviver.

Revista Veja

Lula sabia das intenções do Lobo.

Revista Cláudia
Como chegar à casa da vovozinha sem se deixar enganar pelos lobos no caminho.

Revista Isto É

Gravações revelam que lobo foi assessor de político influente.

Revista Caras

(Ensaio fotográfico com a Chapeuzinho na semana seguinte): Na banheira de hidromassagem, Chapeuzinho fala a CARAS: “Até ser devorada, eu não dava valor pra muitas coisas na vida. Hoje, sou outra pessoa.”

Revista Superinteressante
Lobo Mau: mito ou verdade?

Folha de São Paulo
Legenda da foto: “Chapeuzinho, à direita, aperta a mão de seu salvador”. Na matéria, box com um zoólogo explicando os hábitos alimentares dos lobos e um imenso infográfico mostrando como Chapeuzinho foi devorada e depois salva pelo lenhador.

O Estado de São Paulo
Lobo que devorou menina seria filiado ao PT.

O Globo
Petrobras apoia ONG do lenhador ligado ao PT, que matou um lobo para salvar menor de idade carente.

Jornal Extra
Promoção do mês: junte 20 selos mais 19,90 e troque por uma capa vermelha igual à da Chapeuzinho!

Jornal Meia hora
Lenhador passou o rodo e mandou lobo pedófilo pro saco!

Anúncios antigos

Se você for da Geração “Baby Boomers” ou até mesmo da Geração X, pode ser que se lembre de algumas dessas propagandas (ou “reclames”, como falavam na época) menos aquelas muuuuuuito antigas… Os da Geração Y certamente irão se divertir com as “novidades” de então.

Antes de mostrar os anúncios, vou apenas traduzir esses conceitos de “Geração isso e aquilo”, para quem não sabe ou para aqueles que se esqueceram:

(1)   Geração Y: também chamada Geração do Milênio ou Geração da Internet, é um conceito em Sociologia que se refere, segundo alguns autores, aos nascidos após 1980 e, segundo outros, de meados da década de 1970 até meados da década de 1990, sendo sucedida pela Geração Z.

(2)   Geração X: também abreviado como Gen X, é o termo que refere-se à geração nascida após os “Baby Boomers”. Ela geralmente inclui as pessoas nascidas a partir do início dos anos 1960 até o final dos anos 1970, podendo alcançar o início dos anos 1980, sem contudo ultrapassar 1982.

(3)   Baby Boomers: em geral, a atual definição de Baby Boomers se refere aos filhos pós-Segunda Guerra Mundial, já que depois da guerra houve uma explosão populacional. Normalmente são consideradas as pessoas nascidas no final da década de 1940 até o final da década de 1950.

Vamos aos anúncios, muito legais – especialmente na estética.

Uma curiosidade sobre a imagem acima. Até o final do século XIX, o Papai Noel era representado com uma roupa de inverno na cor marrom ou verde escura. Em 1886, o cartunista alemão Thomas Nast criou uma nova imagem para o bom velhinho. A roupa nas cores vermelha e branca com cinto preto, e criada por Nast, foi apresentada na revista Harper’s Weeklys nesse mesmo ano.

Em 1931, uma campanha publicitária da Coca-Cola mostrou o Papai Noel com o mesmo figurino criado por Nast, que também eram as cores da marca do refrigerante. A campanha publicitária fez um grande sucesso, ajudando a espalhar a nova imagem do Papai Noel pelo mundo.

Por que papéis amarelam?

Por Matt Blitz – TodayIFoundOut.com

Quando eu era criança, meus pais tinham uma coleção de jornais históricos e amarelados. Me lembro perfeitamente de um velho Washington Post em uma estante, datado em 21 de julho de 1969, com a manchete “A Águia Pousou — Dois Homens Andam Sobre a Lua”. Ou um desbotado, meio amarelado, de 8 de agosto de 1974, com a grande manchete “Nixon Renuncia”. Estes jornais são fascinantes artefatos de documentação histórica, mostram desde momentos marcantes até os mais relativamente mundanos. Infelizmente, eles também eram bem difíceis de ler, devido à coloração amarelada, meio marrom e às letras desbotadas. Então por que jornais antigos — e livros ou revistas — amarelam? E existe alguma maneira de prevenir isso?

O papel foi inventado por volta do ano 100 antes de Cristo, na China. Originalmente feito de cânhamo molhado que era, então, reduzido a uma polpa — casca de árvore, bambu e outras fibras de planta foram ainda usados. O papel se espalhou por toda a Ásia, primeiramente sendo usado apenas em documentos oficiais e importantes, mas assim que o processo se tornou mais eficiente e barato, ele se tornou muito comum.

O papel chegou pela primeira vez à Europa por volta do século XI. Historiadores acreditam que o documento de papel mais antigo do “Ocidente Cristão” é o Missal de Silos da Espanha, que é essencialmente um livro que contêm textos para serem lidos durante a missa. Esse papel foi feito de um tipo de linho. Enquanto papel, livros e a impressão evoluiriam pelos próximos 800 anos, com a impressa de Gutenberg chegando em meados do século XV, o papel era normalmente feito de linho, trapos, algodão e outras fibras de plantas. Foi na metade do século XIX que o papel feito de fibra de madeira passou a imperar.

Então o que mudou? Em 1844, dois indivíduos inventaram o processo para fazer papel com madeira. De um lado do Oceano Atlântico estava o inventor canadense Charles Fenerty. Sua família era dona de serrarias na Nova Escócia. Conhecendo a durabilidade, baixo custo e disponibilidade da madeira, ele percebeu que ela seria uma boa substituta para a o algodão usado para fazer papel. Ele experimentou com a polpa de madeira e, em 25 de outubro de 1844, enviou o papel de polpa de madeira para o principal jornal da cidade de Halifax, o Acadian Recorder, junto de uma nota que explicava a durabilidade e custo-benefício desse material. Dentro de algumas semanas, o Recorder usava o papel de polpa de madeira de Fenerty.

No mesmo período, o encadernador e tecelão alemão Friedrich Gottlob Keller trabalhava em uma cortadora de madeira quando descobriu o mesmo que Fenerty — que a polpa da madeira funcionava para fazer papel. Ele produziu uma amostra e, em 1845, recebeu uma patente alemã para o processo. De fato, alguns historiadores dão mais crédito a Keller pela invenção do que a Fenerty, pelo simples fato dele ter recebido uma patente e o canadense não.

Trinta anos depois, o papel feito de polpa de madeira estava no auge. Mas enquanto a polpa era mais barata e tão durável quanto o algodão ou outros papéis de linho, havia alguns inconvenientes. O mais significante: papel de polpa de madeira é muito mais predisposto a reagir aos efeitos do oxigênio e da luz do Sol.

Brick Bradford, 1948

Brick Bradford, 1948

A madeira é feita primariamente de duas substâncias polímeras — celulose e lignina. Celulose é o material orgânico mais abundante na natureza. É também sem cor e reflete luz muito bem, ao invés de absorvê-la (o que resultaria em opacidade); por causa disso, os seres humanos veem a celulose na cor branca. Entretanto, ela também é suscetível à oxidação, apesar de não tanto quanto a lignina. Oxidação causa a perda de elétrons e enfraquece o material. No caso da celulose, isso pode resultar na absorção de um pouco da luz, fazendo o material (neste caso, a polpa da madeira) parecer menos branca (alguns as descrevem como “mais quente”), mas não é apenas isso que causa a maior parte do amarelamento de papéis antigos.

Lignina é a outra substância encontrada em abundância no papel, em particular nos jornais. Ela é o composto que faz com que a madeira seja forte e dura. Inclusive, de acordo com o Dr. Hou-Min Chang da Universidade Estadual da Carolina do Norte, em Raleigh, EUA: “Sem a lignina, uma árvore poderia atingir somente uns 2m de altura”. Essencialmente, a lignina funciona como uma forma de cola, ligando com mais firmeza as fibras de celulose, ajudando a manter a árvore muito mais firme, o que faz com que fique mais alta, além de ajudar a resistir à pressões externas, como o vento.

A lignina possui uma cor mais escura por natureza (caso das caixas de papelão, nas quais é deixada uma quantidade maior de lignina para fortalecer o papel; isso diminui o valor desse tipo de papel, já que o processo para produzi-lo é menos complexo). A lignina também é altamente suscetível à oxidação. A exposição ao oxigênio (especialmente quando combinada com a luz do Sol) altera a estrutura molecular da lignina, ocasionando uma mudança na forma como o composto absorve e reflete a luz, resultando em uma cor amarelo-amarronzada ao olho humano.

Como o papel de jornais tende a ser feito com processos mais baratos (muita polpa de madeira é necessária), é comum que os níveis de lignina sejam altos e que ela esteja mais presente em jornais do que em, digamos, nos papéis para livros, no qual um processo de clareamento é usado para remover um pouco da substância. Assim, conforme o papel jornal vai ficando velho, ele é exposto a mais oxigênio, tornando-se, assim, amarelado mais rapidamente do que os outros tipos de papel.

Os papeis usados em livros tendem a ter maior qualidade, pois têm boa parte da lignina removida durante um processo de clareamento. É por isso que eles demoram mais a amarelar. Entretanto, os químicos usados no processo para tornar o papel mais branco deixam a celulose ainda mais suscetível à oxidação do que antes, o que faz com que os livros acabem amarelando — mas só depois de longos períodos.

Hoje, para combater o amarelamento, muito documentos importantes são escritos em papéis livres de ácidos e com uma quantidade reduzida de lignina, para prevenir a rápida deterioração.

Já para documentos históricos — ou os jornais na casa dos meus pais — não existe uma maneira de reverter o dano causado, mas podemos impedir que a situação piore. Devemos armazenar esses documentos ou jornais em ambientes frescos, secos e escuros, da mesma forma que os museus fazem: em salas de temperatura controlada com baixa luminosidade. Além disso, melhor evitar o sótão ou o porão, lugares geralmente mais úmidos e com temperaturas muito variáveis. Caso queira expor esses documentos, coloque-os dentro de vidros com proteção a raios ultravioleta, ou em sacos plásticos a vácuo. E mais importante: limite a quantidade de vezes que você o manuseia — nada destrói mais uma valiosa peça do que ficar mexendo nela com frequência.

Fonte:

Gizmodo

AS MAIORES MENTIRAS ESPALHADAS PELA IMPRENSA

Era primeiro de abril quando uma reportagem na televisão revelou um macarrão que nascia em árvores. Também era primeiro de abril quando uma propaganda anunciava um hambúrguer feito especialmente para ser comido por canhotos.

Mulher colhe macarrão em cena de especial da BBC.

É bom tomar cuidado com as notícias do “Dia da Mentira”, porque às vezes isso ultrapassa as brincadeiras entre amigos e pode atingir a mídia de todo o mundo, se espalhando com muito mais facilidade por maldade de quem cria as falsas notícias ou por ingenuidade de quem as publica. Abaixo, segue uma lista com as maiores mentiras que já foram espalhadas pela imprensa em 1º de abril de anos anteriores. O ranking foi divulgado pela agência de notícias France Presse.
10º – A rede inglesa “BBC” fez uma reportagem em 1957 dizendo que, graças ao clima e ao controle de pragas, os fazendeiros suíços estavam conseguindo uma excelente safra de espaguete. As imagens mostravam fazendeiros colhendo o macarrão direto de árvores. A redação da TV recebeu milhares de ligações pedindo mais detalhes da história.

 – Uma reportagem da revista “Sports Illustrated” dizia que o time de beisebol New York Mets havia contratado um lançador capaz de arremessar a bola a 270 km/h, muito acima das melhores velocidades registradas, em torno dos 160km/h. Em entrevista, o jogador dizia que havia desenvolvido a técnica num monastério tibetano. A história foi desmascarada pouco tempo depois.

8º – Em 1962, quando só havia TVs em preto-e-branco na Suécia, um técnico do único canal do país convenceu os suecos a colocarem uma meia-calça de nylon cobrindo as telas dos aparelhos de televisão. Ele dizia que se tratava de uma nova tecnologia que permitiria que, assim, passassem a ver o sinal da TV em cores. A TV colorida só passou a existir no país em 1970.

Foto: Reprodução

Reportagem do “NY Times” sobre o Taco Liberty Bell…

 – Em 1997, a rede de lanchonetes Taco Bell irritou milhares de cidadãos norte-americanos ao anunciar que havia comprado o Sino da Liberdade da Filadélfia [Liberty Bell, em inglês], um símbolo histórico da independência norte-americana. A lanchonete dizia que ia mudar o nome do sino para “Taco Liberty Bell”. Já estavam acontecendo protestos quando a Taco Bell revelou que era uma pegadinha de 1º de abril.

Mapa de San Serrife, república fictícia do “Guardian”.

 – O “Guardian”, um dos principais jornais ingleses, publicou em 1977 um suplemento especial de sete páginas sobre o aniversário de dez anos de San Serriffe, uma pequena república no Oceano Índico formada por várias ilhas no formato de ponto-e-vírgula. Vários artigos descreviam a geografia e a cultura das duas principais ilhas, chamadas de “Ponto” e “Vírgula”. para quem é versado em tipografia, vai notar que o nome da república é Sem Serifa e que o nome das cidades e outros pontos geográficos são nomes de fontes e outros sinais gráficos.

 – A “National Public Radio” dos Estados Unidos anunciou em 1992 que o ex-presidente Richard Nixon voltaria a ser candidato à Presidência. Seu novo slogan de campanha seria: “Eu não fiz nada de errado e não farei novamente.” A rádio divulgou até mesmo clipes de Nixon anunciando a candidatura. Depois de a notícia se espalhar, a rádio admitiu que a voz de Nixon havia sido gravada por um imitador.

 – Uma newsletter divulgada pela suposta entidade New Mexicans for Science and Reason divulgou em 1998 um artigo em que dizia que o estado norte-americano do Alabama havia decidido mudar o valor de pi de 3,14159… para o “valor bíblico” de 3,0.

 – A rede de fast-food Burger King publicou um anúncio de página inteira no jornal “USA Today” em 1998 anunciando a criação do “Whopper canhoto”, projetado especialmente para os 32 milhões de norte-americanos canhotos. Pela propaganda, o novo sanduíche incluía os mesmo ingredientes do Whopper original, mas os temperos eram colocados em rotação de 180º. Milhares de clientes se dirigiram às lojas pedindo a novidade, enquanto tantos outros pediam a versão original “para destros”.

Foto do hotheaded naked ice borer apresentado na “Discover Magazine”.

2º – A “Discover Magazine” anunciou em 1995 que o altamente respeitado biólogo Aprile Pazzo [nome italiano para primeiro de abril] havia descoberto uma nova espécie na Antártida: o hotheaded naked ice borer [algo como atravessador de gelo pelado de cabeça quente]. A criatura era descrita como tendo uma crista fervente que permitia que os animais atravessassem o gelo em alta velocidade – técnica usada para caçar pinguins. O animal fotografado foi criado por um diretor de arte, e a revista recebeu mais cartas sobre essa notícia, desmentida mais tarde, do que sobre qualquer outro artigo publicado até então. A história foi repetida como sendo verdadeira no livro “The Unofficial X-Files Companion” (page 38–39) de N.E.Genge, [Macmillan 1996].

 – O reconhecido astrônomo inglês Patrick Moore anunciou no rádio, em 1976, que exatamente às 9h47 um evento astronômico inédito iria acontecer: Plutão iria passar por trás de Júpiter e assim causar um alinhamento gravitacional que reduziria a gravidade terrestre. Moore dizia que, se os ouvintes pulassem no momento exato do alinhamento, poderiam experimentar uma sensação de flutuar. Centenas de pessoas relataram ter sentido a sensação…

Acho que, hoje em dia, brincadeiras como essas não seriam mais possíveis, principalmente por causa da internet e da facilidade em se checar fatos. Mas, pensando bem, exatamente por causa da internet acho que elas seriam disseminadas mais rapidamente…

Acho que vou testar, eh eh eh…

 

 

 

Fonte:
 France Presse 

Anúncios antigos 2

 

 

Uma das lojas Isnard, grande rede de magazines de São Paulo, ficava na av. São João. Quase ao lado, ficava o cine Comodoro, onde todas as crianças queriam ir para assistir ao filme ” As 7 Maravailhas do Mundo” em cinerama!