Coincidências da História

Em nosso cotidiano, ocorrem coincidências quase todos os dias, algumas até inexplicáveis. Outro dia, lendo sobre isso, descobri algumas coincidências históricas que me deixaram boquiaberto.

Fiz uma pequena seleção delas, que apresento agora a você. Leia e se surpreenda também!

A maldição da invasão

No século IV, Tamerlane era um descendente do grande conquistador Genghis Khan, o famoso imperador mongol. Séculos depois, em 20 de junho de 1941, arqueólogos russos abriram sua sepultura e nela encontraram uma inscrição que dizia que o povo que abrisse seu túmulo sofreria uma grande invasão. Eles não acreditaram na inscrição e não revelaram isso a ninguém. Contudo, dois dias depois, Hitler invadiu a Rússia.

Deus Ex Nostradamus

Às vezes, erros técnicos acontecem. No caso do videogame “Deus Ex” (que gerou uma série de games com temas cyberpunk que combinam elementos de RPG de ação, tiro em primeira pessoa e stealth), lançado em 2000, uma das ambientações era justamente a cidade de Nova York, mas certamente para não gastar muito dinheiro na reprodução da cidade e baratear os custos de produção – ou por limitações técnicas da época, ou simplesmente por erro mesmo -, os desenvolvedores acabaram eliminando o World Trade Center. Quando perceberam e foram tentar corrigir a falha, informaram que as torres tinham sido destruídas no jogo num ataque terrorista. Um ano mais tarde, Nova York sofreu o maior ataque terrorista de sua história.

Eleanor Rigby

Esta é uma das canções mais famosas dos Beatles, porém o título esconde algumas coincidências fora do comum. Paul McCartney queria usar o nome de seu pai na letra, mas achou meio estranho e escolheu ao acaso um outro, “Mckenzie”. O nome Eleanor Rigby vem da atriz Eleanor Bron e da loja Rigby & Evans. Anos mais tarde, um túmulo com o nome de “Eleanor Rigby” foi encontrado e, a poucos passos dele, um outro com o nome “Mckenzie”. De acordo com McCartney, que é um cara mais cético, é possível que os nomes tenham ficado gravados inconscientemente, pois ele e John Lennon passavam longas horas naquele cemitério.

Ele previu o naufrágio do Titanic

Futilidade ou o Naufrágio de Titan (título original: Futility, or the Wreck of the Titan) foi um livro de 1898 escrito por Morgan Robertson. A história apresenta o transatlântico Titan, que afunda no Atlântico Norte após se chocar contra um iceberg.

No livro, as pessoas morreram por falta de botes salva-vidas. Quatorze anos mais tarde, 2500 pessoas morreram no naufrágio do Titanic por falta de botes salva-vidas justamente em abril, na mesma data do livro.

Embora o romance tenha sido escrito antes da construção do Titanic, há muitas coincidências entre os dois navios:

SemelhançasTitanTitanic
Nome do CapitãoSmithSmith
Local do NaufrágioAtlântico NorteAtlântico Norte
MêsAbrilAbril
CausaColisão com IcebergColisão com Iceberg
Comprimento240 metros269 metros
Tonelagem do Deslocamento75.00066.000
Velocidade25 nós23 nós
Número de botes2320 (4 botes desmontáveis)
Compartimentos à prova d’água1716
Hélices33
Passageiros e Tripulantes30002223

 Palavras-cruzadas enigmáticas

Que tal publicar segredos muito confidenciais dos Estados Unidos no jornal? E na forma de palavras-cruzadas? Alguns filmes partem dessa premissa, como “Código para o Inferno” (Mercury Rising, 1998), estrelado por Bruce Willis, no papel de um agente do FBI que investiga o desaparecimento de um menino de nove anos com autismo e decifrou, por acaso, um importante código de segurança dos sistemas do governo, e teve seus pais assassinados logo em seguida…

Bem, em 1944 saiu um jornal com um enigma curioso, no mínimo.
Leonard Dawes, um professor aposentado, produzia as palavras cruzadas do jornal britânico Daily Telegraph durante a 2ª Guerra Mundial. Em um intervalo de duas semanas em maio de 1944, seus passatempos incluíram palavras como Utah e Omaha (codinomes de duas operações dos EUA no Dia D), entre outros termos suspeitos. O serviço secreto britânico interrogou Dawes achando que ele era um espião alemão, mas tudo não passava de uma enorme coincidência.

Lennon e Chapman

Em 1980, Mark Chapman assassinou John Lennon, no que se constituiu um dos mais trágicos acontecimentos no mundo da música. Anos mais tarde, foi feito um filme sobre a vida do artista e, obviamente, um ator foi contratado para interpretar o papel de John. Mas o estranho foi que o ator contratado tinha o mesmo nome do assassino, Mark (Lindsay) Chapman. Os produtores, percebendo essa coincidência mórbida, contrataram outro. Anos depois, porém, Chapman, o ator, ganhou vários prêmios por um outro trabalho em que interpretou o falecido Lennon.

Booth e o filho de Lincoln

O assassinato do presidente norte-americano Abraham Lincoln ocorreu em Washington, em abril de 1865, pouco depois do fim da Guerra Civil Americana. Dias antes, seu filho sofreu um acidente em uma plataforma de trem, quase perdendo a vida, mas foi ajudado por um homem de sobrenome Booth. Tudo teria sido corriqueiro se não fosse pelo fato desse homem ser irmão do outro que, dias mais tarde, assassinaria o presidente.

Lincoln e Kennedy

Falando em Lincoln, há muitas semelhanças entre ele e John Kennedy, muitas delas surpreendentes e inexplicáveis. Veja abaixo uma lista delas:

  • Abraham Lincoln foi eleito para o Congresso em 1846.
  • John F. Kennedy foi eleito para o Congresso em 1946.
  • Abraham Lincoln foi eleito presidente em 1860.
  • John Kennedy foi eleito presidente em 1960.
  • Os nomes Lincoln e Kennedy têm sete letras.
  • Ambos estavam comprometidos na defesa dos direitos civis.
  • As esposas de ambos perderam filhos enquanto viviam na Casa Branca.
  • Ambos os presidentes foram baleados numa sexta-feira.
  • Ambos os presidentes foram assassinados com um disparo na cabeça.
  • Ambos os presidentes foram assassinados na presença da esposa.
  • A secretária de Lincoln tinha o sobrenome Kennedy e lhe disse para não ir ao teatro.
  • A secretária de Kennedy tinha o sobrenome Lincoln e lhe pediu que não fosse a Dallas.
  • Ambos os presidentes foram assassinados por sulistas.
  • Ambos os presidentes foram sucedidos por sulistas.
  • Ambos os sucessores chamavam-se Johnson.
  • Andrew Johnson, que sucedeu a Lincoln, nasceu em 1808.
  • Lyndon Johnson, que sucedeu a Kennedy, nasceu em 1908.
  • Booth, assassino de Lincoln, saiu correndo de um teatro e foi apanhado num depósito.
  • Oswald, assassino de Kennedy, saiu correndo de um depósito e foi apanhado num cinema.
  • Booth e Oswald foram assassinados antes de seu julgamento.
  • Lincoln foi morto no Teatro Ford.
  • Kennedy foi morto num carro da marca Lincoln.

 

Fontes:

http://www.paraoscuriosos.com

Wikipedia

Imdb

“O Senhor dos Anéis”, estrelando os Beatles e com direção de Stanley Kubrick?

Cartaz do filme-que-não-existiu… Mas que poderia ter existido!

Você pode não acreditar, mas houve um tempo em que as pessoas liam livros, muitas pessoas, inclusive os grandes artistas, cantores e até bandas de rock. Esse era o caso dos Beatles, e de John Lennon em especial.

No auge da popularidade, Lennon atuou em “Como eu Ganhei a Guerra”, uma comédia britânica de humor negro, e isso despertou nele a ideia de atuar como Gollum numa adaptação de O Senhor dos Anéis, de J. R. R. Tolkien, e quase concretizada mais tarde.

Estamos falando de 1967, 1968, quando as turnês da Beatlemania tinham se tornado exaustivas para os quatro Beatles e eles estavam mais interessados em explorar novos limites na música e na arte, em geral.

Os Beatles saindo de um de seus últimos shows em estádios.

Os Beatles saindo de um de seus últimos shows em estádios.

O final de seu última turnê, no Candlestick Park em agosto de 1966, em São Franscisco (EUA) aconteceu apenas um ano após a estreia de seu segundo filme, Help!. E o lançamento de Rubber Soul alguns meses depois marcou efetivamente a guinada do grupo, tanto musical quanto em sua imagem pública.

Ao fim da turnê de 1966, os Beatles se separaram durante três meses para um período de “descompressão”, e foi assim que cada um deles embarcou em uma jornada de descobertas individuais e projetos solo. George Harrison revelou, muitos anos depois, que foi nessa época que ele realmente “saiu” dos Beatles e iniciou seu período de autodescoberta que levou, finalmente, à dissolução da banda. Ele e sua esposa Patti viajaram à Índia para que George tivesse outras aulas de cítara e aprendesse mais sobre o povo e a cultura da antiga colônia britânica. Mal sabia ele que essa viagem seria o início de sua conversão ao hinduísmo.

Paul ficou na Inglaterra, visitando as galerias de arte e assistindo peças de teatro, exposições e happenings. Paul sempre foi workaholic, e aproveitou o tempo de “folga” para compor a trilha de um filme, “The Family Way”, que se tornou o primeiro projeto solo oficial de um dos Beatles.

Ringo, por sua vez, ficou curtindo a vida doméstica com sua esposa e o filho bebezinho Zak. E John foi estrelar a comédia de Richard Lester mencionada mais acima, filmada na Espanha.

Foi lá que John retornou ao seu espírito de nostalgia por Liverpool, que tinha começado um ano antes com “In My Life”, e compôs “Strawberry Fields Forever”, uma viagem à área de Liverpool onde ele brincava quando criança.

A carreira cinematográfica da banda sofreu uma interrupção durante os anos seguintes, enquanto eles se concentravam em seus novos álbuns, mas, por contrato, ainda deviam um terceiro filme à United Artists…

O terceiro filme

Claro que os dois primeiros filmes foram enormes sucessos de bilheteria, mas os Beatles precisavam de um tempo para recarregar as baterias. Não só isso, mas de fato ansiavam por novos desafios, especialmente no cinema,  onde eles poderiam atuar.

Se formos avaliar com critério, Magical Mystery Tour foi um especial de TV caótico;  Yellow Submarine teve quase nenhum envolvimento do grupo, além das canções e uma rápida aparição no final do filme, e Let it Be foi um documentário.

No final de 1967, a coisa estava preta. O empresário Brian Epstein tinha falecido, Magical Mystery Tour tinha sido um fiasco e a banda estava embarcando em sua primeira grande aventura empresarial sem o mínimo conhecimento administrativo, a Apple Corps. No início, a corporação tinha cinco divisões: Apple Records, Apple Electronics, Apple Publishing, Apple Retail e Apple Films.

Em meados de fevereiro de 1968, a banda estava relaxando na Índia e compondo uma quantidade sem precedentes de novas canções que depois apareceriam no White Album. Foi nessa época que o gerente da Apple Films, Denis O’Dell, ouviu dizer que J. R. R. Tolkien estava a fim de negociar os direitos para cinema de sua épica trilogia, “O Senhor dos Anéis”, que já era um fenômeno cultural. Denis foi à Índia e explicou aos patrões a situação, informando que esse filme poderia ser aquele com o qual pagariam seu débito contratual com a United Artists.

John, ainda considerado pelos colegas de banda como seu intrépido líder, e baseado na crença e no ego de que tudo era possível para os Beatles, foi o mais entusiástico apoiador da ideia de se fazer um filme baseado na trilogia de Tolkien. Sua abordagem era bem simples: George, mais espiritualizado, faria Gandalf; Paul, com seu ar inocente e agradável seria Frodo Baggins; o divertido e leal Ringo seria o fiel companheiro de Frodo, Sam; e John faria a desonesta criatura Gollum.

De repente, e sem saber, John talvez já viesse treinando para ser Gollum desde o início da década, quando ele brincava no palco, entre uma canção e outra, com sua versão do “Corcunda de Notre Dame”, só para tirar uma com a cara dos outros Beatles…

As discussões avançaram quanto aos diretores considerados para a aventura: David Lean, Stanly Kubrick e Michaelangelo Antonioni. Lean era conhecido por seu “Lawrence da Arábia”, Antonioni por “Blow Up” e Kubrick por “Spartacus”. Lennon estava pensando alto e imaginava o que cada um deles faria com sua produção.

Kubrick era o preferido, por sua obsessão com perfeição e que o fazia refilmar até 70 vezes uma cena, o que combinava com a própria obsessão de Lennon.

Os Beatles na época em que sonhavam com sua versão de "O Senhor dos Anéis".

Os Beatles na época em que sonhavam com sua versão de “O Senhor dos Anéis”.

Ele e Paul abordaram Kubrick nos estúdios da MGM em maio de 1968, que educadamente recusou. Primeiro, alegando ser impossível então filmar as três partes da trilogia ao mesmo tempo, e em segundo lugar, por estar muito concentrado em seu próximo filme… “2001, Uma Odisseia no Espaço”. David Lean também recusou, ocupado na pré-produção de “A Filha de Ryan”.

Na verdade, porém, a United Artists estava mais interessada na bilheteria que os Beatles poderiam gerar e não em seus dotes como atores. O filme iria precisar de um álbum com a trilha, possivelmente oito novas canções, e isso também iria dar muito lucro. John começou a discutir essas novas músicas com a banda enquanto os Beatles gravavam o “White Album”, e o clima que ele queria, segundo a lenda, era o de canções como “A Day in the Life” e “I am the Walrus”. Fica fácil imaginar como seria a balada dos Hobbits, por exemplo…

Mas… Apesar de todos os esforços dos Beatles, Tolkien recusou-se a vender os direitos de sua obra à Apple Records e, ironicamente, vendeu-os à… United Artists, que lançou a versão de Ralph Bakshi dez anos depois – mas isso é outra história.

JRR Tolkien em 1968.

JRR Tolkien em 1968.

A pergunta que se faz é: por quê Tolkien foi contra os Beatles adaptarem sua trilogia? Talvez a resposta esteja numa carta escrita há mais de 50 anos. Nela, Tolkien reclama “do rádio, da TV, dos cachorros e das scooters, da buzina dos carros e do barulho, que começa desde cedo e vai até as duas da manhã. Além disso, em uma casa vizinha, vive um membro de um grupo de jovens que evidentemente desejam se tornar os novos Beatles. Naqueles dias em que eles decidem ensaiar, o barulho é indescritível”.

A recusa de Tolkien frustrou os planos da banda e da United Artists em ter um terceiro filme com os Beatles. Outras ideias foram discutidas nos escritórios da Apple, até que finalmente todos chegaram a um acordo e Let it Be cumpriu o contrato…

Cá entre nós, seria muito melhor assistir a versão dos Beatles para “O Senhor dos Anéis”, né não?

 

 

 

 

 

 

 

 

Curiosidades sobre os filmes da Disney…

Há alguns fatos curiosos por trás das animações da Disney que são divertidos e surpreendentes.

1. O rosto de Aladim foi baseado em Tom Cruise.

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2. “Can You Feel the Love Tonight” foi quase cortada na versão final de O Rei Leão (1994). Quando Elton John soube disso, disse aos produtores que eles DEVIAM colocá-la de volta… Para quem não se lembra:

3. Ao contrário do que se pensa, Tinker Bell não foi inspirada por Marilyn Monroe e sim na modelo Margaret Kerry, que serviu de referência.

4. John Lennon recusou o convite do estúdio Disney para que os Beatles fizessem as vozes da banda que aparece em Mogli, o menino-lobo (1967). A banda tinha sido inspirada no quarteto de Liverpool, e mesmo com a recusa de Lennon, Walt Disney decidiu manter os personagens mesmo assim. Aliás, Mogli foi o último filme que ele supervisionou, e foi lançado dez meses após a morte de Disney, em 1966.

5. O pênis na capa original do lançamento em VHS de A Pequena Sereia (1989) foi puramente acidental. De acordo com o artista que a desenhou, ele estava com pressa para terminá-la e não estava nem com raiva dos chefes e nem prestes a ser demitido – como se especulou na época.

6. O mago Yen Sid, para quem Mickey vai trabalhar no segmento “O Aprendiz de Feiticeiro” de Fantasia (1940), tem o nome Disney soletrado de trás para frente.

7. Walt Disney recebeu um Oscar honorário por Branca de Neve e os Sete Anões (1937), e mais sete estatuetas em miniatura.

8. Ursula, a vilã de A Pequena Sereia, foi inspirada na vilã Madame Medusa de Bernardo e Bianca (1977) e na drag-queen Divine.

From L-R: Madame Medusa, Ursula, Divine (Photo: Everett/Getty)

9. Não se ouvem rugidos de leões em O Rei Leão.  Os produtores acharam que eram muito baixos, então usaram os rugidos de tigres!

10. Esta é boa: o nome do tubarão vegetariano em Procurando Nemo (2003) é Bruce, e foi batizado assim em homenagem ao tubarão mecânico usado no filme de Steven Spielberg Tubarão (1975). O Bruce de Spielberg recebeu esse nome em “homenagem” ao antigo advogado do diretor… Ah, ah, ah!

11. O príncipe de “A Bela Adormecida” foi o primeiro a receber um nome, Felipe, em homenagem ao Duque de Edinburgo, marido da rainha Elizabeth e pai do príncipe Charles.

12. Para gravar um minuto de “O Estranho Mundo de Jack”, o filme em stop-motion dirigido por Tim Burton, era necessário uma semana!

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13. Walt Disney tinha a ideia de uma sequência para “Branca de Neve”, um curta-metragem chamado “Snow White Returns”, que nunca foi desenvolvido. Restaram apenas algumas cenas esboçadas e mais nada…

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14. A atriz Eleanor Aubrey foi quem deu o rosto e as expressões para duas das maiores vilãs da Disney: Lady Tremaine de “Cinderela” e Maléfica de “A Bela Adormecida”.

15. Quando criança, Walt Disney interpretou “Peter Pan” em uma peça teatral na escola.

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BÔNUS

O Disney World de Orlando, na Flórida, é muito mais do que… O Magic Kingdom, cujo símbolo é o castelo da Cinderela. Ele ainda inclui o Epcot, o Animal Kingdom, o Disney MGM e mais um monte de coisas… Ah, e é do tamanho da cidade de San Francisco…

Revolution

De tantas músicas que gosto dos Beatles, “Revolution” está entre as favoritas. Não apenas pela levada, com distorções e uma batida reta de Ringo que nunca tinham sido vistas até então numa música dos Beatles, mas também pela letra de John Lennon. “Revolution” foi o lado B do primeiro compacto simples da Apple Records, gravadora dos Beatles, lançado em 1968 com “Hey Jude” no lado A. (para quem não era nascido então, naquela época não havia CDs nem MP3, então a gente comprava discos de vinil que eram gravados dos dois lados. Os que traziam mais músicas, algo como 12 em média, eram os LPs. Os que traziam duas músicas, uma faixa de cada lado, eram os compactos simples).

“Revolution” foi executada no programa de David Frost, na ITV, em 4 de setembro de 1968. A apresentação histórica pode ser apreciada abaixo:

John Lennon compôs a canção durante seu período de meditação na Índia e a letra foi inspirada na situação global da época, como a revolta estudantil em Paris, a Guerra do Vietnã e o assassinato de Martin Luther King. Lennon contou como ele se sentia numa entrevista à revista Rolling Stone: “Eu queria desabafar sobre o que eu pensava da revolução. Eu achava que já era hora de falarmos sobre isso e parar de não responder perguntas sobre o que achávamos da guerra do Vietnã. Vamos falar de guerra dessa vez e não só embromar. Eu pensava sobre isso nas montanhas na Índia. Eu ainda tinha aquele sentimento de que ‘Deus irá nos salvar, ’ e que tudo ficaria bem.”

A letra segue abaixo, e logo depois a tradução.

You say you want a revolution
Well, you know
We all want to change the world
You tell me that it’s evolution
Well, you know
We all want to change the world
But when you talk about destruction
Don’t you know that you can count me out
Don’t you know it’s gonna be all right
All right, all right

You say you got a real solution
Well, you know
We’d all love to see the plan
You ask me for a contribution
Well, you know
We’re doing what we can
But when you want money 
For people with minds that hate
All I can tell is brother you have to wait
Don’t you know it’s gonna be all right
All right, all right
Ah

Ah, ah, ah, ah, ah…

You say you’ll change the constitution
Well, you know
We all want to change your head
You tell me it’s the institution
Well, you know
You better free you mind instead
But if you go carrying pictures of chairman Mao
You ain’t going to make it with anyone anyhow
Don’t you know it’s gonna be all right
All right, all right
All right, all right, all right
All right, all right, all right

Tradução

Você diz que quer uma revolução
Bem, você sabe
Todos nós queremos mudar o mundo
Você me diz que é evolução
Bem, você sabe
Todos nós queremos mudar o mundo
Mas quando você fala sobre destruição
Saiba que não pode contar comigo
Você não sabe que vai ficar tudo bem?
Tudo bem, tudo bem…

Você diz que tem uma solução de verdade
Bem, você sabe
Todos nós adoraríamos ver o seu plano
Você me pede uma contribuição
Bem, você sabe
Estamos fazendo o que se pode
Mas se você quer dinheiro
Para pessoas com mentalidade de ódio,
Tudo o que posso dizer é, cara, você vai ter que esperar
Você não sabe que vai ficar tudo bem?
Tudo bem, tudo bem…

Ah , ah, ah , ah, ah …

Você diz que quer mudar a Constituição
Bem, você sabe
Todos nós queremos mudar essa sua ideia
Você me diz que é a instituição
Bem, você sabe
É melhor libertar a sua mente, então.
Mas se você ficar carregando fotos do ditador Mao
Você não vai conseguir nenhum apoio, de ninguém
Você não sabe que vai ficar tudo bem?
Tudo bem, tudo bem…

 

Os maiores mitos e verdades sobre os Beatles

Aproveitando a notícia de que uma exposição sobre os 50 anos dos Beatles estará no Consulado Britânico em São Paulo (http://www.timeout.com.br/sao-paulo/na-cidade/events/2091/beatles-50-anos-de-historia), vou rememorar alguns dos mitos que se construíram ao longo da carreira da maior banda de rock de todos os tempos.

A capa de “Yesterday and Today” era um protesto – Quando foi lançada a coletânea Yesterday and Today, em 1966, muitos tentaram interpretar a capa do vinil: em meio a pedaços de carne e vestindo roupas de açougueiro, os quatro Beatles seguravam bonecas desmembradas. Enquanto uns viram a foto como um protesto contra a Guerra do Vietnã, outros acreditaram se tratar de uma alfinetada na Capitol, pelo fato de a gravadora constantemente “retalhar” os álbuns da banda. A verdade é que a imagem foi apenas a reprodução de um sonho de Robert Whitaker, o fotógrafo, conforme ele mesmo revelou posteriormente. A polêmica foi tanta que forçou a confecção de uma nova capa, fazendo com que a original virasse item de colecionador (recentemente, uma dessas foi vendida num leilão por quase 40 mil dólares!).  Como iria ficar muito caro imprimir uma capa nova, eles imprimiram apenas um adesivo de uma novo foto (abaixo) e colaram por cima. Muita gente rasgou sua capa tentando descolar o adesivo…

The Beatles, Yesterday And Today - 2nd State, USA, Deleted, vinyl LP album (LP record), Capitol, T2553, 293286

O “love affair” entre John Lennon e Brian Epstein – o próprio John falou sobre esse rumor certa vez: “I went on holiday to Spain with Brian… which started all the rumors that he and I were having a love affair. Well, it was almost a love affair, but not quite. It was never consummated. But we did have a pretty intense relationship.” (Fui de férias para a Espanha com Brian … Foi isso que começou todos os rumores de que ele e eu estávamos tendo um caso. Bem, era quase um romance, mas não completamente. Ele nunca foi consumado. Mas nós tivemos um relacionamento muito intenso).  O episódio ocorreu logo após o nascimento do filho de Lennon com sua primeira mulher, Cynthia, e despertou suspeitas pelo fato de Epstein ser gay. Em entrevistas dadas pouco antes de sua morte, no entanto, John negou os boatos e afirmou que se aproximou do empresário porque tinha curiosidade de saber como era ser gay em uma época conservadora como aquela. Já Paul McCartney deu outra versão dos fatos: “John, que não era burro, viu a oportunidade de mostrar ao senhor Epstein quem mandava na banda”.

Bob Dylan apresentou a maconha aos Beatles – A história de que Bob Dylan introduziu os Beatles à maconha em 1964 é desmentida na autobiografia The Beatles Anthology, lançada em 2000 por George Harrison, Ringo Starr, Paul MCartney e Yoko Ono. No livro, Harrison conta que o primeiro cigarro de maconha do grupo foi fornecido por um baterista de outro grupo de Liverpool. “Me lembro que nós fumamos no camarim da banda durante um show em Southport e todos nós aprendemos a dançar o twist naquela noite”, recorda ele. Em outros trechos, citações de John sugerem que o grupo experimentou a droga pela primeira vez em 1960. Mas é fato que em 1964, Dylan e os Beatles se conheceram no hotel Delmonico, em Nova York, quando Dylan sugeriu que eles fumassem um baseado. Dylan enrolou um, passou a John, que o passou a Ringo, seu “provador oficial”, brincou. Como eles ainda não estavam muito acostumados com a etiqueta, que era provar e passar ao próximo, Ringo fumou o baseado todo e obrigou Dylan a enrolar outro…

Eles fumaram maconha no palácio de Buckingham – Ainda falando do tema, John Lennon chocou a sociedade ao afirmar que ele, Paul, George e Ringo fumaram maconha em um banheiro do Palácio de Buckingham em 1965, pouco antes de o grupo conhecer a rainha e receber a medalha da Ordem do Império Britânico. “Ríamos feito loucos porque tínhamos acabado de fumar um baseado nos banheiros do Palácio de Buckingham… Estávamos tão nervosos!”, diz uma citação atribuída a John na autobiografia The Beatles Anthology. No mesmo livro, George confirma a ida ao banheiro, mas ressalta que era para fumar um cigarro comum, assim como diz Paul. Ringo, por sua vez, diz não ter certeza se foi fumado um baseado ou não. Quer dizer, o mito continua…

“Lucy in the Sky with Diamonds” é uma alusão ao LSD – A associação entre a canção Lucy in the Sky With Diamonds e o LSD não é gratuita. Além de ter as mesmas iniciais da droga, o videoclipe feito para a música é carregado de referências a uma “viagem” de ácido. Apesar disso, os Beatles insistiram durante muitos anos que não se tratava de uma referência ao LSD, e sim, uma composição inspirada em um desenho (abaixo) feito pelo filho de John, Julian, então com 4 anos. Em uma entrevista com Paul publicada em junho de 2004, a versão já era um pouco diferente. Embora tenha reiterado que a inspiração veio do desenho de Julian, disse que “é bem óbvio que a música é sobre uma viagem de ácido”.

Abaixo, o vídeo oficial:

Paul morreu e foi substituído por um sósia – O mito de que Paul McCartney morreu ainda nos anos 1960 persiste até hoje. O baixista teria falecido em um acidente de carro em 1966, quando o grupo estava no auge e, por isso, a gravadora teria decidido substituí-lo por um sósia. Contrariados, os outros três Beatles teriam implantado uma série de mensagens codificadas nos álbuns seguintes para que o público percebesse a farsa. Uma delas teria sido a foto do álbum Abbey Road, em que o quarteto aparece atravessando uma rua sobre uma faixa de segurança – para alguns, a representação de um cortejo fúnebre. Entre as outras evidências estariam o cigarro na mão direita de Paul, canhoto, e o fato de ele estar descalço. Paul de fato sofreu um acidente, mas de moto… E só perdeu um dente, não a vida!

 Imagem extraída do vídeo de “Rain” , gravado logo após o acidente e onde se vê o dente quebrado.

Abaixo, imagens produzidas por pessoas que queriam provar a farsa, algumas até dando o nome do suposto sósia… Ele seria o Billy Shears citado em Sgt. Peppers

 

 

 

 

 

 

 

Há 50 anos, os Beatles iniciavam a invasão dos Estados Unidos – e do mundo!

(*) Por Michael Sebastian, do Advertising Age

“Quem são os Beatles?” Essa pergunta ricocheteou pelos perfis do Twitter durante a cerimônia de premiação do Grammy 2014, quando Paul McCartney e Ringo Starr se reuniram no palco para uma apresentação.

Essa é uma pergunta absurda, mesmo vindo daqueles que mal têm idade suficiente para twittar. A conta oficial dos Beatles no Twitter tem mais de dois milhões de seguidores. O perfil de Paul McCartney na mesma rede social tem 1,7 milhão de seguidores. A banda, que se separou há 44 anos, vendeu aproximadamente 350 milhões de álbuns e mais de 2,7 milhões de músicas digitais no ano passado, segundo a Nielsen SoundScan. Eles continuam com uma presença constante nas ondas do rádio. “Love”, show do Cirque du Soleil inspirado na obra dos Beatles, continua uma atração popular em Las Vegas e o CD da trilha, de 2006, vendeu mais de 6 milhões de cópias..

No que diz respeito ao mercado de mídia e marketing, a Beatlemania está viva e muito bem no aniversário de 50 anos da estreia da banda na TV norte-americana no The Ed Sullivan Show.

PS: eu havia colocado aqui um vídeo do show completo, mas a Apple Corps. mandou uma notificação para o YouTube, mandando retirar o material – provavelmente porque existe um DVD com essa gravação à venda… Então substituí apenas por este trechinho do show, que por enquanto ainda está no ar…

O Fab Four apareceu recentemente na capa de revistas, dentre elas a Rolling Stone. Títulos da Time Inc. como Time, People e Life estão publicando livros sobre a banda. A iTunes Store está vendendo álbuns da banda recém-remasterizados. A Vans criou um sapato com o tema Beatles. Já a Bloomingdale’s está comercializando uma coleção de itens – que vão de abotoaduras a paletós – criada por designers britânicos. A Target, por sua vez, está veiculando comerciais na TV promovendo o CD “Beatles 1”, compilação de sucessos que atingiram a primeira posição nas paradas, originalmente lançado em 2000.

A celebração final ocorrerá no domingo, 9 de fevereiro – exatos 50 anos da apresentação no programa de Ed Sullivan – com um especial de duas horas com Paul e Ringo na CBS, rede na qual a performance foi ao ar. “A apresentação é a quintessência da história da cultura pop e é parte da nossa história corporativa”, disse Jack Sussman, vice-presidente executivo de especiais, música e eventos ao vivo da CBS Entertainment. O concerto vai apresentar músicos de várias gerações tocando hits dos Beatles e imagens de arquivo da banda, segundo Sussman, que não quis revelar os patrocinadores. Por mais uma vez, Paul e Ringo vão dividir o palco.

Obviamente, o mercado de mídia é muito diferente daquele de 1964: a aparição dos Beatles na atração do Ed Sullivan atraiu a atenção de 73 milhões de telespectadores – número cerca de cinco vezes maior que um show top nos dias de hoje.

Tradução: Fernando Murad

A chegada da banda a Nova York, em 7 de fevereiro de 1964, foi episódio fundamental na história da música pop. É um marco da “invasão britânica” às paradas americanas. Mas, para o “New York Daily News”, seria apenas “leve entretenimento” passageiro, enquanto não vinham problemas mais pesados, como a Guerra Fria.

No aeroporto, John, Paul, George e Ringo rebateram perguntas maliciosas em entrevista coletiva. “Que acham de Beethoven?”, quis saber um repórter. “Ótimo. Especialmente seus poemas”, troçou Ringo. “Já decidiram quando vão se aposentar?”, atacou outro. “Semana que vem”, disse Lennon. A banda seguiu por mais seis anos e nunca mais foi tratada com tanto desdém.

Mas na época, sofreu pesado bombardeio da mídia (se quiser ver a imagem maior, basta clicar em cima e ela abre em uma nova janela, onde pode ser ampliada):

OBS – Curioso como o tom dos comentários nos jornais, mesmo com meio século de idade, se parecem muito com os comentários atuais sobre inúmeros assuntos. A mídia, e as pessoas, não mudaram muito depois de 50 anos…

Os Monkees, o grupo que veio para concorrer com os Beatles

Estamos em 1966.

Um dos carros mais vendidos no Brasil era a Vemaguet. Sérgio Mendes estoura nos Estados Unidos, e depois na Europa. A participação brasileira na Copa do Mundo de 1966 foi uma das piores da história. O Brasil foi eliminado logo na primeira fase com vitória de 2×0 para a Bulgária, e derrotas de 3×1 para Hungria e 3×1 para Portugal – com Pelé, Garrincha e cia. A Guerra do Vietnã estava numa escalada sem fim, e os EUA já tinham enviado mais de meio milhão de homens. E um famoso grupo de rock, os Beatles, faziam seu último show no estádio Candlestick Park, em São Francisco – EUA, e lançavam seu álbum “Revolver”.

Na TV, o grande sucesso de audiência no Brasil eram os festivais de música, e os programas musicais em geral. Normalmente você via artistas como Elis Regina, Jair Rodrigues, Roberto Carlos, Chico Buarque… Outros líderes de audiência eram os programas de humor, com Renato Corte Real ou Chico Anysio. Mas os seriados também conquistavam enorme audiência – aqui e nos Estados Unidos: Bonanza, O Fugitivo, Quinta Dimensão… Batman…

Foi um período de efervescência em todos os segmentos da sociedade e o seriado do Batman, com sua atmosfera “camp”, atraiu especialmente os jovens. Camp se referia a uma atitude artificial, exagerada, era uma estética especial que ironizava ou ridicularizava tudo o que fosse dominante. E foi exatamente nessa brecha que um grupo de executivos da rede americana NBC criou um projeto: uma banda que pudesse rivalizar com os Beatles em popularidade, na venda de discos e de produtos licenciados, mas contando com um grande trunfo, uma série de TV.

O tema do seriado.

“Os Monkees” estreou em 1966 apresentando a vida de um grupo de rock desempregado em busca de uma oportunidade para mostrar sua música. Adotando a linguagem “psicodélica”, a série apresentava várias situações nas quais Davy, Mike, Mickey e Peter se envolviam. Os membros da banda foram escolhidos a dedo, entre quase 500 candidatos: Mike Nesmith, músico  e excelente compositor; Mickey Dolenz, ator/cantor que já estrelara uma série de TV quando criança (“O Menino do Circo”); Peter Tork, o homem dos mil instrumentos, e Davy Jones, com experiência em teatro.

Da esquerda para a direita, Pete, Mike, Mickey e Davy.

Aliando a série a turnês, à execução de músicas no rádio e ao lançamento de álbuns, a produção de “Os Monkees” criou uma estrutura multimídia que é utilizada ainda nos dias de hoje com “Glee”, por exemplo. Foram duas temporadas com 58 episódios, que receberam vários prêmios e conquistaram vários fãs, os próprios Beatles entre eles. John Lennon disse: “I think you’re the greatest comic talents since the Marx Brothers. I’ve never missed one of your programs.” (Eu acho que vocês são os maiores talentos cômicos desde os Irmãos Marx. Eu nunca perdi um de seus programas). Outra demonstração da popularidade gigantesca que eles conseguiram foi que um cantor britânico que despontava com algum sucesso mudou seu nome artístico de Davie Jones para David Bowie – justamente para não haver confusão com o astro da banda.

Abaixo, um trecho de um dos episódios, que intercalavam ação com uma música:

O que foi feito deles, depois que o seriado acabou e a banda se desintegrou?

Mike Nesmith – Depois que a série foi cancelada, Mike formou a “The First National Band”, que durou apenas um ano. Tentou investir no negócio de gravadoras, montando a Countryside, em parceria com a Elektra Records, que também não foi adiante. Sua vida mudaria quando sua mãe, uma engenheira química que inventou o liquid paper, vendeu os direitos do produto para a Gillette Corporation em 1979. Falecendo em 1980, ela deixou sua fortuna para Mike, que utilizou o dinheiro para criar a Pacific Arts Pictures, com a qual passou a produzir e distribuir filmes. Atualmente com 68 anos, Mike mantém a empresa Pacific Corporation, que expandiu para as áreas de produção de vídeo game, home vídeo, livros áudio e programas para a Internet, como oVideorach 3D. Além de homem de negócios, músico e compositor, Mike também é autor de livros.

Mickey Dolenz – Ele já fazia parte do mundo do show business quando estrelou a série “Os Monkees”. Filho do ator George Dolenz, da série “O Conde de Monte Cristo”, Mickey iniciou carreira aos nove anos de idade quando estrelou o seriado “O Menino do Circo”. O ator retornou à carreira artística em 1964, com participações especiais. Nessa mesma época formou a banda Missing Links, utilizando o nome de Mike Swain. Foi nesse período que ele foi contratado para integrar o elenco de “Os Monkees”, passando a usar seu próprio nome, Mickey Dolenz.

Com o fim da série e do grupo, dividiu seu tempo entre duas carreiras, a de músico e a de diretor de filmes, episódios de séries, vídeo clipes e peças de teatro, atuando nos EUA e na Inglaterra. Atualmente com 65 anos, Mickey se mantém em atividade também como ator e cantor. Seu mais recente trabalho foi a montagem do musical “Hairspray“, que iniciou em Londres e chegou à Broadway.

Davy Jones –  O ator inglês iniciou sua carreira fazendo participações em programas do rádio e da TV. Logo depois passou a atuar em musicais, chegando a interpretar Artful Dodger na montagem de “Oliver!”. Foi com esse musical que ele chegou à Broadway em 1963, dando ao ator e cantor de 17 anos de idade uma indicação ao prêmio Tony. Divulgando o musical, Davy  e o elenco se apresentaram no programa “The Ed Sullivan Show”, no dia 9 de fevereiro de 1964, pouco antes do  grupo The Beatles fazer sua histórica apresentação na TV americana.

O sucesso do musical levou Davy a Los Angeles, onde assinou um contrato com a Columbia Pictures para lançar seus discos solo. Pelo contrato, o estúdio teria que lhe arranjar um programa para estrelar na TV. Assim, após algumas participações especiais, Davy entrou para o elenco de “Os Monkees”. Sua baixa estatura e sua carinha de adolescente o transformaram no ídolo das jovens da época. Depois do fim do grupo, ele continuou a gravar e a se apresentar em turnês.

Desde pequeno sonhava em ser jóquei, profissão que nunca seguiu, mas ao longo dos anos montou seu próprio haras, onde criava e treinava cavalos que lhe renderam diversos prêmios. Faleceu em fevereiro de 2012.

Peter Tork –  Filho de militar, ele foi morar na Alemanha quando tinha cinco anos de idade. Na época, seu pai era um dos responsáveis por supervisionar a retirada das tropas americanas do território alemão. Sonhando em se tornar professor de inglês, Peter trocou os livros pela música. Aprendeu a tocar banjo, violão e trompa, passando a integrar a orquestra da Universidade de Connecticut, quando ainda estava na faculdade. Nessa mesma época, estreou como ator em peças universitárias.

Mudou-se para Nova Iorque para viver com a avó. Lá, trabalhou como mensageiro de uma agência teatral. Logo se mudou para o Greenwish Village, onde passou a se apresentar como músico em bares, trabalhando como lavador de pratos em restaurantes durante o dia. Em 1965 mudou-se para Los Angeles onde, pouco depois, fez testes para a série “Os Monkees”. Comparado pelos produtores ao comediante Harpo Marx, Peter foi contratado para ser o ‘pateta’ do grupo.

Com o fim da série, Peter seguiu uma carreira solo como cantor e guitarrista. Percorreu várias cidades dos EUA e chegou a ser preso por vadiagem e porte de drogas. Em 2009, Tork foi diagnosticado com uma forma rara de câncer, encontrado nas glândulas salivares. No caso de Tork, o tumor foi descoberto na região baixa da língua. Submetido a uma cirurgia e a um tratamento de quimioterapia, Tork se recuperou, voltando a se apresentar em shows em 2010. Atualmente, o ator e músico está com 68 anos.