Curiosidades, Novidades

Coincidências da História

Em nosso cotidiano, ocorrem coincidências quase todos os dias, algumas até inexplicáveis. Outro dia, lendo sobre isso, descobri algumas coincidências históricas que me deixaram boquiaberto.

Fiz uma pequena seleção delas, que apresento agora a você. Leia e se surpreenda também!

A maldição da invasão

No século IV, Tamerlane era um descendente do grande conquistador Genghis Khan, o famoso imperador mongol. Séculos depois, em 20 de junho de 1941, arqueólogos russos abriram sua sepultura e nela encontraram uma inscrição que dizia que o povo que abrisse seu túmulo sofreria uma grande invasão. Eles não acreditaram na inscrição e não revelaram isso a ninguém. Contudo, dois dias depois, Hitler invadiu a Rússia.

Deus Ex Nostradamus

Às vezes, erros técnicos acontecem. No caso do videogame “Deus Ex” (que gerou uma série de games com temas cyberpunk que combinam elementos de RPG de ação, tiro em primeira pessoa e stealth), lançado em 2000, uma das ambientações era justamente a cidade de Nova York, mas certamente para não gastar muito dinheiro na reprodução da cidade e baratear os custos de produção – ou por limitações técnicas da época, ou simplesmente por erro mesmo -, os desenvolvedores acabaram eliminando o World Trade Center. Quando perceberam e foram tentar corrigir a falha, informaram que as torres tinham sido destruídas no jogo num ataque terrorista. Um ano mais tarde, Nova York sofreu o maior ataque terrorista de sua história.

Eleanor Rigby

Esta é uma das canções mais famosas dos Beatles, porém o título esconde algumas coincidências fora do comum. Paul McCartney queria usar o nome de seu pai na letra, mas achou meio estranho e escolheu ao acaso um outro, “Mckenzie”. O nome Eleanor Rigby vem da atriz Eleanor Bron e da loja Rigby & Evans. Anos mais tarde, um túmulo com o nome de “Eleanor Rigby” foi encontrado e, a poucos passos dele, um outro com o nome “Mckenzie”. De acordo com McCartney, que é um cara mais cético, é possível que os nomes tenham ficado gravados inconscientemente, pois ele e John Lennon passavam longas horas naquele cemitério.

Ele previu o naufrágio do Titanic

Futilidade ou o Naufrágio de Titan (título original: Futility, or the Wreck of the Titan) foi um livro de 1898 escrito por Morgan Robertson. A história apresenta o transatlântico Titan, que afunda no Atlântico Norte após se chocar contra um iceberg.

No livro, as pessoas morreram por falta de botes salva-vidas. Quatorze anos mais tarde, 2500 pessoas morreram no naufrágio do Titanic por falta de botes salva-vidas justamente em abril, na mesma data do livro.

Embora o romance tenha sido escrito antes da construção do Titanic, há muitas coincidências entre os dois navios:

SemelhançasTitanTitanic
Nome do CapitãoSmithSmith
Local do NaufrágioAtlântico NorteAtlântico Norte
MêsAbrilAbril
CausaColisão com IcebergColisão com Iceberg
Comprimento240 metros269 metros
Tonelagem do Deslocamento75.00066.000
Velocidade25 nós23 nós
Número de botes2320 (4 botes desmontáveis)
Compartimentos à prova d’água1716
Hélices33
Passageiros e Tripulantes30002223

 Palavras-cruzadas enigmáticas

Que tal publicar segredos muito confidenciais dos Estados Unidos no jornal? E na forma de palavras-cruzadas? Alguns filmes partem dessa premissa, como “Código para o Inferno” (Mercury Rising, 1998), estrelado por Bruce Willis, no papel de um agente do FBI que investiga o desaparecimento de um menino de nove anos com autismo e decifrou, por acaso, um importante código de segurança dos sistemas do governo, e teve seus pais assassinados logo em seguida…

Bem, em 1944 saiu um jornal com um enigma curioso, no mínimo.
Leonard Dawes, um professor aposentado, produzia as palavras cruzadas do jornal britânico Daily Telegraph durante a 2ª Guerra Mundial. Em um intervalo de duas semanas em maio de 1944, seus passatempos incluíram palavras como Utah e Omaha (codinomes de duas operações dos EUA no Dia D), entre outros termos suspeitos. O serviço secreto britânico interrogou Dawes achando que ele era um espião alemão, mas tudo não passava de uma enorme coincidência.

Lennon e Chapman

Em 1980, Mark Chapman assassinou John Lennon, no que se constituiu um dos mais trágicos acontecimentos no mundo da música. Anos mais tarde, foi feito um filme sobre a vida do artista e, obviamente, um ator foi contratado para interpretar o papel de John. Mas o estranho foi que o ator contratado tinha o mesmo nome do assassino, Mark (Lindsay) Chapman. Os produtores, percebendo essa coincidência mórbida, contrataram outro. Anos depois, porém, Chapman, o ator, ganhou vários prêmios por um outro trabalho em que interpretou o falecido Lennon.

Booth e o filho de Lincoln

O assassinato do presidente norte-americano Abraham Lincoln ocorreu em Washington, em abril de 1865, pouco depois do fim da Guerra Civil Americana. Dias antes, seu filho sofreu um acidente em uma plataforma de trem, quase perdendo a vida, mas foi ajudado por um homem de sobrenome Booth. Tudo teria sido corriqueiro se não fosse pelo fato desse homem ser irmão do outro que, dias mais tarde, assassinaria o presidente.

Lincoln e Kennedy

Falando em Lincoln, há muitas semelhanças entre ele e John Kennedy, muitas delas surpreendentes e inexplicáveis. Veja abaixo uma lista delas:

  • Abraham Lincoln foi eleito para o Congresso em 1846.
  • John F. Kennedy foi eleito para o Congresso em 1946.
  • Abraham Lincoln foi eleito presidente em 1860.
  • John Kennedy foi eleito presidente em 1960.
  • Os nomes Lincoln e Kennedy têm sete letras.
  • Ambos estavam comprometidos na defesa dos direitos civis.
  • As esposas de ambos perderam filhos enquanto viviam na Casa Branca.
  • Ambos os presidentes foram baleados numa sexta-feira.
  • Ambos os presidentes foram assassinados com um disparo na cabeça.
  • Ambos os presidentes foram assassinados na presença da esposa.
  • A secretária de Lincoln tinha o sobrenome Kennedy e lhe disse para não ir ao teatro.
  • A secretária de Kennedy tinha o sobrenome Lincoln e lhe pediu que não fosse a Dallas.
  • Ambos os presidentes foram assassinados por sulistas.
  • Ambos os presidentes foram sucedidos por sulistas.
  • Ambos os sucessores chamavam-se Johnson.
  • Andrew Johnson, que sucedeu a Lincoln, nasceu em 1808.
  • Lyndon Johnson, que sucedeu a Kennedy, nasceu em 1908.
  • Booth, assassino de Lincoln, saiu correndo de um teatro e foi apanhado num depósito.
  • Oswald, assassino de Kennedy, saiu correndo de um depósito e foi apanhado num cinema.
  • Booth e Oswald foram assassinados antes de seu julgamento.
  • Lincoln foi morto no Teatro Ford.
  • Kennedy foi morto num carro da marca Lincoln.

 

Fontes:

http://www.paraoscuriosos.com

Wikipedia

Imdb

Atualidades

Vai ter golpe? Historiadores comparam crise atual com a de 1964

No dia 13 de março de 1964, o então presidente do Brasil João Goulart fez um comício no Rio de Janeiro para pedir apoio popular e apresentar Reformas de Base (agrária, bancária, fiscal, urbana, administrativa e universitária). A estratégia não deu certo. Menos de um mês depois, os militares deram um golpe e assumiram o poder por 21 anos.

Exatamente 52 anos depois, milhares de brasileiros saíram às ruas para pedir a saída da presidente Dilma Rousseff. Em meio à crise política e com a ameaça real do impeachment, defensores do governo comparam o período atual com o golpe de 1964. Para saber o que há em comum e quais as diferenças entre as crises dos governos Jango e Dilma, conversamos com os historiadores José Otávio Nogueira e Antônio José Barbosa, ambos professores da UnB (Universidade de Brasília).

O que é parecido

Brasil em crise – 1964

João Goulart entrou no governo após renúncia de Jânio Quadros em 1961. Nos três anos de governo não conseguiu apoio parlamentar no Congresso Nacional. Como saída, buscava o apoio popular. Ao mesmo tempo, ele tentava agradar a direita realizando reformas ministeriais. Após anunciar as Reformas de Base, ele passou a se tornar uma “ameaça comunista” e o golpe foi questão de tempo.

Brasil em crise – 2016

O governo Dilma também vive uma crise política. Dilma tem problemas para aprovar projetos de interesse do governo no Congresso, tem índices de popularidade muito baixos e as operações da Polícia Federal têm desmoralizado seu governo. Como estratégia de governabilidade, oferece cargos a partidos e tenta buscar à militância de movimentos sociais. “Assim como no governo Jango, não há base alguma de governabilidade”, diz Nogueira.

Economia ruim – 1964

O Brasil enfrentava a inflação. O índice chegava a cerca de 90%. “Economicamente, havia uma crise muito maior. Falava-se em carestia, nem era em inflação. A própria situação econômica do país acarretou a pressão pelo fim do governo de Jango”, diz Barbosa.

Economia ruim – 2016

O Brasil também vive uma situação complicada em termos de economia. Apesar de não ser uma crise tão grande como a de 1964 (de acordo com a opinião de Barbosa), o país enfrenta aumento na inflação e queda no PIB.

O povo vai às ruas – 1964

Antes do golpe, diversas manifestações de rua aconteceram no país. Uma das mais importantes foi a Marcha da Família com Deus pela Liberdade, ocorrida no dia 19 de março, em São Paulo. “Foi um movimento elitista. Havia uma elite política e militar envolvida com o golpe”, diz Nogueira. Além dessa marcha, aconteceram manifestações de apoio (como no anúncio das Reformas de Base) e oposição ao governo.

O povo vai às ruas – 2016

O cenário atual também fez com que a população organizasse manifestações. Desde as jornadas de junho de 2013, há manifestações contra (como a de 15 de março do ano passado) e a favor do governo (como manifestações organizados por movimentos sociais). “Os dois governos eram fracos. Em 1964, tentou uma última cartada: ficar ao lado do povo. Hoje, é povo que é que contra o governo e sai às ruas”, diz Barbosa.

Conservadorismo – 1964

Os protestos contra o governo Jango eram realizados por grupos que defendiam o combate à corrupção e a recuperação de valores morais e religiosos. O medo do comunismo era cada vez mais latente e os militares eram vistos como uma alternativa contra um “golpe comunista”.

Conservadorismo – 2016

No que se refere a uma onda conservadora, os historiadores discordam se ela toma conta da sociedade realmente. “Há um discurso moralizador em crescimento. Podemos comparar a bancada do Congresso do BBB (Boi, Bala e Bíblia) com a TFP (Tradição, Família e Propriedade), que organizou a Marcha da família”, diz Nogueira. Barbosa aponta que o discurso sobre o crescimento do moralismo é uma estratégia. “Eu vejo uma tentativa de quem está ao lado do governo de desqualificar conservadores”.

O que tem de diferente

Envolvimento internacional – 1964

O cenário internacional era muito diferente de hoje. No auge da Guerra Fria, EUA e URSS disputavam o controle político mundial. Neste sentido, o Brasil acabou se tornando estratégico para os americanos. “Anos depois do golpe, soube-se que os EUA tiveram participação direta”, diz Nogueira. “Havia um medo do comunismo e os militares se apoiaram nele para dar o golpe”, completa Barbosa.

Envolvimento internacional – 2016

Hoje, o comunismo quase não existe mais. E os EUA têm outras preocupações (como a questão do Oriente Médio) consideradas mais importantes do que quem fica no poder no Brasil. “Hoje ninguém está preocupado com o que acontece aqui”, diz Barbosa.

Papel das Forças Armadas – 1964

As Forças Armadas eram vistas como a salvação do país por parte de quem apoiava o golpe. Dois motivos apontavam para a força política da instituição: a democracia frágil e o fato de os militares já terem ocupado o poder (no início da República). “Podemos dizer que eles já haviam dado um golpe antes. Por isso, tinham força. Hoje [já] não têm essas forças”, aponta Barbosa.

Papel das Forças Armadas – 2016

Apesar de pequenos grupos defenderem a volta dos militares, a instituição não tem força política e apoio popular para dar outro golpe. “As Forças Armadas, hoje, têm um papel totalmente fora da política. Os generais falam que não vão agir contra o governo. Até porque o período militar desgastou a imagem deles”, aponta Nogueira.

Poder do Judiciário – 1964

Em 1964, não era só o Executivo que estava enfraquecido. Quando o Golpe de 64 aconteceu, o Legislativo foi atropelado. “Em 1964, houve um golpe. Os militares foram contra a Constituição Federal”, aponta Nogueira. “Não se tinha uma noção real de democracia no país”, completa Barbosa.

Poder do Judiciário – 2016

Nos dias atuais, o papel do Judiciário é outro. “Hoje, tenta-se tirar o governo pela via legal. E o Judiciário começou a ter um papel fortíssimo na política. É o STF que define os rumos do país”, aponta Nogueira. “Temos um Executivo fraco e um Legislativo [que funciona] pela Justiça. Aí, sobra o Judiciário, que simplesmente está agindo porque chegou a uma organização criminosa que está no poder. Isso sim é uma mostra que a nossa democracia evoluiu”, afirma.

 

Fonte:

UOL

 

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Fotos históricas e que foram colorizadas

Muitas vezes a gente vê aquelas magníficas fotos em preto e branco que foram tiradas há um século ou menos e se esquece de que a vida era vivida com as mesmas cores vibrantes que nos cercam hoje. A gente vê essas fotos, ou aqueles filmes mudos dos primeiros anos do século XX, e acha que era tudo em tons de cinza (os 50 tons de cinza, na verdade, cobriram nossos olhos atualmente, isso sim).

Por isso acho o máximo quando artistas digitais superqualificados nessa arte conseguem nos apresentar essas mesmas fotos em cores, usando uma combinação de referências históricas e um talento natural para colorizar as cenas de forma tão próxima do natural. Embora muitos não gostem desse ato de “conspurcar” a pureza das imagens, eu acho que dá uma vida e uma aproximação àquelas situações que o preto em branco (embora profundamente artístico) carece.

As imagens abaixo exemplificam o que acabo de dizer:

1. Londres, 1945. Menino abandonado e seu bichinho de pelúcia.

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O fotógrafo Tony Frissel conta como fez a foto: “Contaram-me que ele voltou para casa depois de ter ido brincar em outro lugar e, durante o bombardeio, se escondeu num túnel de metrô. Ao chegar em casa, viu aquela confusão e encontrou os pais e o irmão mortos debaixo dos escombros. Quando o vi, ele estava olhando para o céu, em seu rosto uma expressão que misturava confusão e desafio. Esse desafio me lembrou Winston Churchill, daí cliquei. Anos depois, essa foto foi usada pela IBM numa exposição em Londres e um motorista de caminhão passou por ali, viu a foto e se reconheceu nela. Era o menino…”

2. Foto tirada por artista desconhecido em 1864, no terraço da prefeitura em Nashville, Tennessee, durante a Guerra Civil americana.

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3. Carro trombado, Washington, 1921.

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4. Albert Einstein no verão de 1939 em Long Island, NY.

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5. Lojinha do interior dos Estados Unidos, de 1939.

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A foto é de Dorothea Lange. Nos anos 1930, a serviço da Farm Security Administration, ela percorreu vinte e dois estados do Sul e Oeste dos Estados Unidos, recolhendo imagens que documentavam o impacto da Grande Depressão na vida dos trabalhadores. Na foto abaixo, de 1936, Dorothea está documentando a vida dos operários na Califórnia.

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Talvez sua foto mais conhecida tenha sido a da “Mãe Migrante”, de 1936, uma das fotos mais reproduzidas da história da fotografia, tendo aparecido em mais de dez mil publicações ao longo dos anos.

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Florence Thompson foi o tema da fotografia  Migrant Mother, acima, um ícone da Grande Depressão. Ela era colhedora de ervilhas nas plantações e estava desempregada, com sete filhos.  A filha da senhora Thompson, Katherine, (à esquerda na imagem, escondendo o rosto) disse em uma entrevista de dezembro de 2008 que a fama da foto fez a família sentir vergonha de sua pobreza. Thompson foi hospitalizada e sua família apelou por ajuda financeira no final de agosto de 1983. Em setembro, a família havia coletado 25.000 dólares em doações para pagar a assistência médica. Florence morreu de problemas de câncer e coração em Scotts Valley, Califórnia, em 16 de setembro de 1983. Ela foi enterrada ao lado de seu marido George, em Lakewood Memorial Park, em Hughson, Califórnia, e em seu túmulo lê-se: FLORENCE LEONA THOMPSON Mãe Migrante – A Força da Maternidade americana.

6. 1933, Joseph Goebbels encarando o fotógrafo Alfred Eisenstaedt… Ele tinha acabado de descobrir que o fotógrafo era judeu!

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7. Mark Twain, no jardim de sua casa, 1900.

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Para quem não o conhece, Mark Twain (pseudônimo de Samuel L. Clemens) foi um dos maiores escritores americanos, autor de “Tom Sawyer” e “As Aventuras de Huckleberry Finn”, entre tantos outros. E ficou famoso também por suas palestras, onde soltava tiradas como esta: “O princípio da democracia é dar e receber; dar um e receber dez.”

8. Os três irmãos Kennedy na Casa Branca (da esquerda para a direita, Bob, Edward e John) na última foto dos três juntos, em outubro de 1963. Um mês mais tarde, John foi morto em Dallas, Texas.

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9. Três prisioneiros sulistas. Foto tirada durante a Guerra Civil americana em Gettysburg, 1863.

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10. O desastre do dirigível Hindenburg, em 1937.  Ele pegou fogo quando realizava manobras para pouso em Lakehurst, New Jersey. Dos 97 passageiros e tripulantes a bordo, 62 foram resgatados, mas 35 morreram no acidente juntamente com um membro da tripulação do solo.

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Bomba nuclear esteve prestes a explodir acidentalmente nos EUA em 1961

Bomba mais potente que Hiroshima quase explodiu em 1961 nos EUA

Em 1964, Stanley Kubrick – só ele mesmo! – lançou uma comédia sobre a Guerra Fria… Em plena Guerra Fria! Em seu filme “Dr. Strangelove or : How I Learned to Stop Worrying and Love the Bomb” (no Brasil, Dr. Fantástico), ele narra a história de um general americano que acredita que os soviéticos estão sabotando os reservatórios de água dos Estados Unidos e resolve fazer um ataque anticomunista, bombardeando a União Soviética para se livrar dos “vermelhos”. Com as comunicações interrompidas, ele é o único que possui os códigos para parar as bombas e evitar o que provavelmente seria o início da Terceira Guerra Mundial.

Com atuações soberbas de Peter Sellers em 3 papéis, um deles como um cientista maluco, George C. Scott como o general belicista e Slim Pickens como o piloto caubói do bombardeiro B 52, o filme é considerado um dos melhores de todos os tempos.

Peter Sellers

George C. Scott

Slim Pickens

Lembrei-me imediatamente desse filme ao ler a notícia de que os Estados Unidos quase bombardearam a si mesmos em 1961… Verdade, isso não é enredo de nenhum filme (mas é possível que venha a ser em breve!).

Uma bomba atômica  260 vezes mais potente que a de Hiroshima esteve prestes a explodir em janeiro de 1961 na Carolina do Norte, no leste dos Estados Unidos, informou o jornal britânico The Guardian, citando um documento americano secreto e recentemente liberado.

Acidente com avião fez com que duas bombas atômicas caíssem sobre os EUA em 1961

Segundo o relatório secreto, no dia 23 de janeiro de 1961 um bombardeiro B-52, como o da foto abaixo, se partiu em dois em pleno voo, provocando a queda de duas bombas sobre a cidade de Goldsboro, na Carolina do Norte.

Uma das bombas caiu num riacho, mas a outra se comportou exatamente como se espera que uma bomba nuclear o faça quando é lançada intencionalmente. “Seu paraquedas abriu e o processo de inicialização começou”, publica o jornal. Um simples interruptor evitou que a bomba explodisse, já que os outros três mecanismos de segurança destinados a impedir uma explosão acidental falharam, segundo o autor do relatório, Parker F. Jones, um engenheiro que trabalhava nos laboratórios encarregados de criar esses mecanismos de segurança para as bombas nucleares. A catástrofe poderia ter afetado as cidades de Washington, Baltimore, Filadélfia e até mesmo Nova York, colocando “milhares de vidas em perigo por conta das partículas radioativas geradas pela explosão”.

Quando a bomba caiu no chão – seu paraquedas ficou preso nos galhos de uma árvore – um sinal de disparo foi enviado para a central nuclear do dispositivo e foi apenas o último interruptor, altamente vulnerável e que deve ter pifado durante o impacto no solo, que evitou um desastre.

O relatório do engenheiro foi escrito oito anos após o incidente, e concluía que a bomba nuclear daquele modelo não tinha mecanismos de segurança apropriados para ser transportada a bordo de um B-52. Foi classificado como secreto durante todos esses anos. Quer dizer, não eram tanto os “vermelhos” a grande ameaça nuclear da Guerra Fria, certo?

Finalizando, fiquei pensando como esse momento da História moderna foi tenso. E esses dois fatos, o quase acidente nuclear de 1961 e o filme de Kubrick, de 1964, ocorreram na “era Kennedy”, se posso chamar assim.

O acidente com o B-52 ocorreu em 23 de janeiro de 1961. Apenas três dias antes, em 20 de janeiro, Kennedy tomava posse como presidente do país. O filme de Kubrick foi lançado em 29 de janeiro de 1964, três meses depois do assassinato de Kennedy em Dallas (inclusive uma fala do filme que citava Dallas foi dublada na versão final e virou Vegas).

Tenso, não é não?

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Escândalos sexuais envolvendo políticos

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Normalmente, a imprensa faz um estardalhaço quando se sabe de uma baixaria envolvendo políticos e sexo, e há quem pense que a ocorrência de escândalos sexuais causados por infidelidades, fantasias e excentricidades de políticos e outros tipos de pessoas públicas só aconteça nos dias de hoje, quando cada vez mais fotos e filmagens registrados em momentos de intimidade teimam em se tornar públicas através da internet. Mas isso é um engano. Escândalos sexuais ocorrem há milhares de anos.

Por exemplo, na Roma Antiga, o estupro de Lucrécia por Sexto, filho do rei, foi aproveitado pelo Senado, que expulsou Tarquínio e aumentou o próprio poder político, instituindo, assim, o regime republicano. Como se vê, desde então o fato era aproveitado em desdobramentos para além da questão moral. Outras vezes, ele era apenas a ponta de um iceberg de baixarias ainda maiores.

Listei abaixo alguns dos casos mais comentados, tanto no Brasil quanto em outros países:

John Kennedy e a minha musa

A atriz Marilyn Monroe e o presidente John Kennedy

Apesar de ser casado com Jackie, considerada uma das mulheres mais bonitas e elegantes do mundo, o presidente John Kennedy, de vez em quando, dava suas puladas de cerca. E a mais conhecida de todas teria sido com a deusa do cinema Marilyn Monroe. Embora nunca tenha sido comprovado com absoluta certeza, o caso entre os dois aparece em diversos livros, fofocas e filmes. Mas a clássica cena em que a atriz, maior símbolo sexual da época, canta “Happy Birthday, Mr. President” de forma insinuante no aniversário de 45 anos dele, de fato ocorreu, como se pode ver no YouTube.

Charles e Diana

O nobre casal britânico Charles e Diana viveu uma sequência de escândalos durante seu conturbado casamento, com direito a cobertura da imprensa mundial em cada reviravolta. Eles se casaram em 1981 (“o casamento do século”) e tiveram dois filhos, mas ambos mantiveram casos extraconjugais nos anos seguintes. Diana admitiu ter traído o marido com seu professor de equitação, James Hewitt, e sabia que Charles era amante de Camilla Parker-Bowles. O casal se separou em 1992 e, cinco anos depois, quando se noticiava o namoro de Diana com o milionário Dodi al Fayed, a princesa morreu em um acidente de carro. Atualmente, Charles é casado com Camilla, a “rottweiller”, como Diana chamava sua rival…

Bill Clinton e a estagiária

Tudo começou com uma denúncia de assédio sexual. Paula Jones, que era funcionária pública enquanto Bill Clinton era governador de Arkansas, entrou com um processo contra ele. Para provar que ele não era nenhum santinho, o advogado dela trouxe à tona o nome da estagiária da Casa Branca Monica Lewinsky, então uma grande desconhecida para a maioria dos americanos. O presidente negou por meses a acusação. Enquanto isso, detalhes iam surgindo na mídia, como o vestido manchado com sêmen que ela guardou sem lavar. Clinton acabou admitindo em 1998 que, sim, ele havia tido um caso com a estagiária entre 1995 e 1997.

Em seu livro de memórias, o ex-presidente descreve o “asco” que sentiu por sua relação com Lewinsky e por ter que dormir no sofá para ganhar novamente o respeito da mulher, Hillary Clinton, e de sua filha, Chelsea.

Zélia e Bernardo

O próprio Fernando Collor definiu o caso na época como “nitroglicerina pura”. A ministra da Economia Zélia Cardoso de Mello (a do confisco das poupanças) passou a dividir mais do que reuniões interministeriais com Bernardo Cabral, ministro da Justiça. Zélia era solteira, mas Cabral, não. Na época, o adultério ainda era considerado crime no Brasil, e a amante poderia ser julgada como cúmplice. O caso rolava apenas na intimidade de Brasília quando foram parar nos jornais alguns bilhetes trocados pelo casal (como o que falava sobre a saia curta “deliciosa” que Zélia estava usando) e o relato de uma dança que eles dividiram na festa de aniversário dela. A música era “Besame Mucho”.

Berlusconi e as festinhas

 

As festinhas do então primeiro-ministro da Itália, Silvo Berlusconi (o “Maluf pornô”, segundo o jornalista Zé Simão) eram tão animadas que a promotoria decidiu investigar. E descobriram que ele pagou um bom dinheiro à jovem marroquina Karima El-Mahroug – conhecida como Ruby Rubacuori – e a outras 32 mulheres que frequentavam os encontros em sua mansão em troca de favores sexuais. Ruby é especial não só por ser uma das mais assíduas (foram 13 encontros entre 2009 e 2010) como por ser menor de idade na época, o que é considerado crime na Itália.

Não é o único escândalo em que Berlusconi se envolveu. Em maio de 2009, houve o caso Noemi, uma menor com quem Berlusconi se encontrava e que acabou levando a mulher do chefe de governo a pedir o divórcio, e, em junho de 2009, o caso D’Addario, uma prostituta que tornou pública uma noite tórrida com o político.

Renan Calheiros e a jornalista

Esse caso foi noticiado em 2007. O presidente do Senado, Renan Calheiros, foi acusado de receber recursos de uma empreiteira por meio de um lobista, para pagar “em dinheiro vivo” uma pensão à jornalista Mônica Veloso, com quem, soube-se então, tem uma filha fora do casamento. Segundo ela, o político “fazia as mais belas declarações de amor, me ligava várias vezes durante a noite para contar seus passos, cantarolava ‘Eu Sei que Vou Te Amar’ ao telefone”.

O senador foi investigado por quebra de decoro parlamentar no Conselho de Ética do Senado e outras acusações foram se somando, como a de que ele grilava terras em Alagoas e de que usou laranjas para virar sócio de uma empresa de comunicação. Mas escapou de todas graças aos colegas de Senado (em troca de …?). Ela, depois de posar nua e lançar um livro sobre o caso, está em um relacionamento firme com um empresário mineiro.

John Profumo e Christine Keeler

John Profumo e Christine Keeler

Já tratei desse escândalo aqui, mas resumindo: em plena guerra fria, o Secretário da Guerra da Grã-Bretanha, John Profumo, tinha papel estratégico na luta ideológica contra o comunismo. Era casado, mas caiu em tentação ao conhecer Christine Keeler, uma prostituta londrina, numa festa. O relacionamento, porém, era muito mais grave que um caso convencional de adultério – afinal, Christine tinha outro amante influente, um espião russo. Para piorar a situação, Profumo mentiu ao ser questionado sobre o caso numa sessão do Parlamento. Acabou sendo forçado a renunciar. O affair foi tão marcante nos anos 1960 que inspirou filmes, documentários e canções pop.

Fernando Lugo e as fiéis

Durante décadas, Fernando Lugo exerceu funções religiosas em nome da Igreja Católica no Paraguai, até renunciar ao ministério sacerdotal, em 2006, para se lançar candidato à presidência, sendo eleito em 2008. Maaas… Ele é “o” cara, o sacerdote mais mulherengo abaixo da linha do Equador. O então bispo, quase cinquentão e que ganhara fama como “bispo dos pobres”, seduziu a adolescente Viviana Carrillo. Foi só um dos casos de Lugo – quando o escândalo foi revelado, num intervalo de só dez dias apareceram três mulheres com os respectivos “luguinhos”. Os mais exagerados falavam em dezesseis herdeiros… Mas Lugo assumiu apenas a paternidade de Guillermo Armindo; o segundo processo terminou em acordo e o terceiro teve exame de DNA negativo. O presidente paraguaio teria ainda uma segunda filha, de 19 anos de idade…

Será que o poder corrompe e é erótico?

 O poder não corrompe o homem; é o homem que corrompe o poder. O homem é o grande poluidor, da natureza e do próprio homem. Quanto a ser erótico, não sei… Depois que for eleito eu conto.

 

 

 

 

 

 

Fontes:

www,clicqueaprenda.com

folha.uol.com.br

noticias.uol.com.br

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Fotos históricas e incríveis! (2)

6 de junho de 1944,o Dia D. O desembarque das forças aliadas na Normandia marcou o início da libertação da França da ocupação nazista.

22 de novembro de 1963. Dallas, Texas. Essa foto foi tirada instantes depois dos disparos que mataram o presidente John F. Kennedy.

16 de outubro de 1968, Cidade do México. Os atletas americanos Tommie Smith e John Carlos protestam contra a discriminação racial nos Estados Unidos, fazendo a saudação dos Panteras Negras. Ambos sofreram graves represálias por causa disso.

20 de julho de 1969. O homem na Lua.

9 de novembro de 1989. A queda do Muro de Berlim. Esse ato significou a desintegração do bloco socialista europeu.