Os hotéis mais bizarros do mundo

As férias de final de ano estão chegando, então o Treco Certo, num serviço de utilidade pública, oferece algumas dicas preciosas de hospedagem. Escolha seu destino e… Boa viagem!

A cidade norte-americana de Cottonwood, no Arizona, conta com um hotel em formato de cachorro. O “Dog Bark Park Inn” é um prédio que se assemelha com um cão da raça Beagle.

Em Harlingen, Holanda, que tal alojar-se num guindaste no porto? O “Dockside Crane Hotel” oferece muito luxo para duas pessoas e foi construído dentro do antigo guindaste do porto. No quarto com muitas janelas, tudo pode ser comandado por controle remoto e se os hóspedes estiverem cansados da vista, podem dirigir o guindaste, que gira 360 graus!

É para viajar ou dormir? O Jumbo Hostel está estacionado à entrada do aeroporto de Arlanda, em Estocolmo, na Suécia, e tem 85 camas divididas por 25 quartos. A suíte nupcial ocupa a cabine e é o único quarto com banheiro privativo.

O Tianzini Hotel fica localizado na província de Hebei, na China, e possui o recorde mundial do Guinness para a “maior imagem construída”. O hotel é uma representação de dez andares dos deuses chineses: Fu (Felicidade), Lu (Fortuna) e Shou (Longevidade).

A praia de Weymouth, em Dorset, Reino Unido, possui um hotel inusitado feito de areia! A instalação foi criada por uma empresa local e é considerada pelo livro Guinness como o primeiro hotel de areia habitável. A pernoite custa 10 libras, mas não tem banheiro nem telhados e fica aberta para o público até ser destruído pela chuva. Isso que é hotel bizarro…

Pensa que acabou? Não!

Decorado com a frente de um antigo Mercedes-Benz e simulando a entrada em um lava rápido, o quarto é do V8 Hotel, localizado em Stuttgart, Alemanha. Esse é um hotel temático no qual você pode escolher em qual marca… Aliás, em qual carro você quer ficar.

O hotel, a recepção e alguns dos quartos:

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Temos ainda o hotel de gelo em Jukkasjärvi, na Suécia, e que funciona entre dezembro e abril, quando o calor faz o hotel literalmente… Derreter. O hotel é feito inteiramente de neve e blocos de gelo do rio Torne; até os copos do bar são feitos de gelo.

A entrada do hotel.

O bar, mais acima, e a recepção do hotel.

A suíte…

Recomenda-se, por motivos óbvios, que os hóspedes com muito calor humano moderem seu… Hã… Fogo interior.

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Estranhos sabores da Pepsi

O americano Caleb Bradham, um farmacêutico de New Bern, na Carolina do Norte, criou em 1898 um refrigerante chamado Brad’s Drink. Segundo o inventor, a bebida era revigorante, rejuvenescedora e ajudava na digestão. O novo nome, Pepsi-Cola, veio dos seus principais ingredientes (pepsina e nozes de cola). Foi usado pela primeira vez em 28 de agosto daquele ano, mas Bradham só registrou a marca em 1902.

Caleb Bradham

Ao longo dos anos, o refrigerante cresceu e obteve um sucesso tão significativo que se tornou o concorrente número um da Coca-Cola, de Atlanta. Ao contrário de sua concorrente, porém, a Pepsi ficou conhecida por mudar sua marca, adaptando-a inúmeras vezes ao longo de todo esse tempo.

Mudanças do logo da Pepsi desde 1898.

Mudanças no logo da Pepsi desde 1898.

As variações não se restringiram ao logo apenas, mas também ao próprio produto. A Pepsi é hoje um dos refrigerantes com a maior variedade de sabores… E dos mais estranhos também. Veja só:

Pepsi white – Sabor iogurte+refrigerante… Argh!

Pepsi Ice pepino – Pepsi sabor pepino, vendida apenas no japão em 2007. Esses japoneses são malucos…

Pepsi Blue Hawaii – Tem cara de listerine. Essa Pepsi azul tem sabor de limão com abacaxi e era vendida apenas no Japão, depois que a de pepino foi descontinuada.

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Pepsi Boom – além do nome estranho, o refrigerante vem sem cafeína nem açúcar, com venda limitada a Alemanha, Itália e Espanha. Não sei que gosto tem.

Pepsi Fire –  Uma Pepsi vermelha sabor canela, vendida apenas na Malásia, Filipinas, Guam, Singapura, Tailândia e México. Muito picante, daí o “fire”!

Pepsi Azuki – outra dos japoneses… Essa tem o feijão (doce) como seu principal ingrediente, e só foi lançada no Japão.

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Pepsi Capuccino –  Com mistura de leite condensado e sabor de café, essa Pepsi é vendida na Ásia, América Central e Europa. E chamada de Pepsi Tarik na Malásia.

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Pepsi Retrô – adoçada com cana-de-açúcar, só foi lançada no México.

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Pepsi Gold  – uma edição limitada lançada na Copa de 2006 com um “tempero” de gengibre, vendida na Rússia, Oriente Médio e no sudeste da Ásia. Pelo menos era bonita de se ver…

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Pepsi Mojito – Pepsi com limão e um toque de hortelã. Devia ser saborosa.

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Pepsi Black – com menos 50% açúcar do que a Pepsi comum, e um toque de limão, lançada no verão de 2012 no Japão. O problema é que ninguém se entusiasmou em tomar um refrigerante com tão pouco açúcar, e parece que o sabor era de fato horrível.

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Uma coisa ninguém pode negar: errando ou acertando, a Pepsi sempre tentou sabores criativos para seu popular refrigerante.

 

A lista de sabores da Pepsi é enorme. Aqui tem a lista completa onde você pode conhecer mais sabores inusitados.

 

Tsunami no Japão: as histórias de objetos devolvidos depois de cruzar o oceano

Segundo o governo japonês, 20 milhões de toneladas de detritos já foram recolhidas após a tragédia que matou 16 mil pessoas

Verão de 2012. O dia amanhece sombrio e cinza no meio do Oceano Pacífico. Mas um pequeno ponto branco persiste no horizonte.

No início, as autoridades acharam que era uma baleia, mas à medida que se aproximaram do local, perceberam se tratar de um grande barco de pesca abandonado com caracteres em japonês.

“Foi quando tudo aconteceu. Esse objeto pertencia a alguém”, lembra Marcus Eriksen, um ambientalista que liderou uma expedição em 2012 para investigar a grande quantidade de destroços lançada ao mar por causa de um tsunami provocado pelo terremoto de grandes proporções que atingiu a costa nordeste do Japão, em 11 de março de 2011.

Muitos desses destroços afundaram, mas, cinco anos depois, alguns deles ainda continuam aparecendo ao longo do litoral da América do Norte e do Havaí. Desde setembro de 2015, 64 objetos foram descobertos e oficialmente identificados como escombros do tsunami.

Sediado no Havaí, o Programa de Destroços Marinhos da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOAA, na sigla em inglês) vem trabalhando em conjunto com o governo japonês, por meio de consulados locais, para identificar tais objetos, alguns dos quais trazem consigo histórias surpreendentes. E, quando possível, são devolvidos a seus proprietários.

Motocicleta

Uma moto Harley-Davidson, por exemplo, foi encontrada na Ilha Graham, na província da Colúmbia Britânica, no oeste do Canadá, em um contêiner que seu dono, Ikio Yokohama, usava para armazená-la no Japão.

O americano Peter Mark, que fez a descoberta em abril de 2012, percebeu que o veículo possuía uma placa japonesa e poderia ser um dos destroços do tsunami. A partir dali, deu início a uma longa busca até descobrir o paradeiro do proprietário.

Depois de avaliar a possibilidade de enviar a moto de volta ao Japão para ser restaurada, o dono optou por permitir sua exibição no Museu da Harley-Davidson, em Milwaukee, nos Estados Unidos, como um memorial de todos aqueles que morreram na tragédia. Yokoyama mesmo perdeu vários familiares por causa do tsunami.

Placa

O vilarejo de Tanohata foi devastado pelo terremoto e pelo tsunami de 2011. Grande parte da cidade foi varrida pelas águas.

Entre os destroços, estava uma placa de madeira. Com aproximadamente três metros de comprimento, o objeto tinha o mesmo nome do edifício residencial de onde provinha – “Shimanokoshi”. A placa foi descoberta em outubro de 2013, a cerca de 6 mil quilômetros de sua origem, na praia de Kahuku, na ilha de Oahu, no Havaí. E, em julho de 2014, depois do trabalho de identificação, foi finalmente devolvida.

O vilarejo decidiu exibir a placa como uma lembrança para as gerações futuras.

Bola de futebol

Misaki Murakami, de 16 anos, perdeu tudo o que tinha quando o tsunami atingiu sua casa, em Rikuzentakata. Mas, pouco mais de um ano depois, no litoral da ilha de Middleton, no Alasca, David e Yumi Baxter encontraram a bola de futebol que Misaki havia recebido de presente de seus colegas de turma muitos anos antes, quando mudou de escola.

Natural do Japão, Yumi pôde traduzir o nome, a escola e mensagem de “boa sorte” escrita no objeto, permitindo que ele fosse devolvido ao dono.

“Fiquei surpreso, mas também muito feliz, ao poder ter recuperado pelo menos um dos meus pertences”, afirmou Misaki.

Barco a remo

Um barco a remo, ou esquife, foi encontrado no dia 7 de abril de 2013 no litoral de Crescent City, no Estado americano da Califórnia. O barco, conhecido como Kamome (Gaivota), pertencia a uma escola em Rikuzentakata, que foi completamente arrasada pela onda gigantesca que atingiu a cidade dois anos antes.

Após retirar as cracas que o cobriam, identificando sua origem, os alunos da escola Del Norte, nos Estados Unidos, trabalharam em conjunto com as autoridades japonesas e americanas para devolver o objeto de volta ao Japão.

A partir daí, os dois colégios organizaram visitas de intercâmbio e se tornaram formalmente “escolas-irmãs”. A história do barco, e as conexões que ele permitiu forjar, foi contada em um livro ilustrado bilíngue.

Navio de pesca

Um dos destroços que se tornou símbolo da tragédia, mas não pôde ser recuperado, foi o “navio-fantasma” flagrado pela primeira vez no litoral da província canadense da Colúmbia Britânica, no dia 23 de março de 2012, à deriva.

Por causa do risco que o Ryou-Un Maru representava para outros navios, e as dificuldades de recuperá-lo, as autoridades não tiveram outra escolha senão afundá-lo. A embarcação, de pesca de lulas, foi a pique com tiros de canhão a cerca de 314 km de Sitka, no Alasca.

 

O fato é que a grande maioria dos destroços levados ao mar pelo tsunami é de objetos pequenos.  São esses detritos que hoje flutuam no Pacífico. Os objetos mais pesados, que afundaram, só se deslocam por meio de correntes marítimas, e alguns deles se acumularam em uma área chamada Grande Porção de Lixo do Pacífico.

O impacto do tsunami ainda está sendo avaliado e sentido a milhares de quilômetros de seu local de origem. As pessoas encontram objetos, eles são registrados por cientistas, oceanógrafos aprendem sobre as correntes marítimas, o fluxo dos mares e dos ventos, e os ambientalistas avaliam seu impacto.

Mas cada objeto conta histórias das vidas atingidas por uma das maiores tragédias de todos os tempos, o tsunami de 2011.

 

 

 

Fonte:

JpaBBC

Construções bizarras… E os motivos pelos quais foram feitas

Prédios icônicos, como o Edifício Itália em São Paulo, ou o Empire States em Nova York, são reverenciados pelo seu significado histórico ou cultural. Mas há outras construções importantes espalhadas pelo mundo e que sobreviveram ao tempo, ou às guerras, e continuam de pé para contar suas histórias.

O menor arranha-céu do mundo

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Esse predinho fica em Wichita Falls, no Texas e tem quatro andares, cada um deles com 11 m2. Só as escadarias ocupam 25% do seu espaço interior, tornando a estrutura toda meio que inabitável. Quem foi o maluco que investiu nisso? E por que ele é chamado de “arranha-céu”?

Dizem que o prédio foi construído durante o “boom” do petróleo em 1919, quando um campo de petróleo foi descoberto em uma cidade próxima. Milhares de moradores da região se entusiasmaram com a ideia de ficarem milionários e venderam suas terras para as petroleiras. Um promotor local, chamado J.D. McMahon, prometeu um prédio que ficaria próximo a um hotel concorrido, e depois de apresentar o projeto, vendeu imediatamente US$ 200 mil em ações aos investidores.

Só que havia um detalhe que McMahon não mencionou aos investidores (esses, aparentemente muito empolgados para notar): a escala do seu projeto estava em polegadas, em vez de pés (a unidade de medida mais comum por lá). Quando o prédio foi concluído, os investidores ficaram chocados ao descobrirem que ele era muito menor do que imaginavam. A essa altura, McMahon já estava longe. Os investidores tapeados o encontraram e ele foi processado. Só que o processo não foi adiante, já que McMahon tinha construído o prédio seguindo exatamente o que estava no projeto.  Como tinham investido uma fortuna e precisavam de escritórios, as petroleiras acabaram usando as salinhas até que o ‘boom” se esgotou. E o prédio acabou sendo abandonado durante a Grande Depressão, em 1929.

A menor casa da Grã-Bretanha

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“A menor casa da Grã-Bretanha” está localizada em Conwy Quay, no País de Gales. A casa tem apenas 1,8 metros de largura e 3,1 metros de comprimento. Ela foi erguida no século XVI e teve vários moradores desde então. Um pescador de 1,90 de altura, chamado Robert Jones, foi o último ocupante da casa. Ele se mudou em 1900. Hoje, a casinha é uma atração turística e as pessoas pagam para vê-la por dentro.

Se você se pergunta o motivo de alguém construir uma casa tão pequena, a explicação até que é simples. Na era medieval, era prática comum construir casas enfileiradas contra a muralha da cidade. Duas fileiras foram construídas começando nas pontas opostas da rua,  uma em direção da outra. As duas fileiras geralmente não se encontravam, então o vão entre elas era usado para construir casas de baixíssimo custo. Foi o caso da minúscula residência.

Apesar de pequena, ela é considerada prática. Dentro da casa, há espaço suficiente para uma cama de casal, um depósito de carvão e uma lareira… Não me perguntem onde fica o banheiro, não tenho ideia…

Falando em residências pequenas, olha só esta:

A torre de cápsulas

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Esse prédio é famoso no mundo inteiro.

Logo após a II Guerra Mundial e até os anos 1970, o Japão viveu um rápido desenvolvimento econômico e cultural. Nesse período, um movimento arquitetônico chamado “Metabolismo” emergiu com a promessa de redefinir as áreas urbanas do país. O nome do movimento, adotado da biologia, baseava-se no conceito de ambiente urbano que poderia crescer, se reproduzir e responder ao ambiente – exatamente como um organismo vivo.

A mais conhecida aplicação do Metabolismo é a Nakagin Capsule Tower, em Tóquio. Construída em 1972, a torre consiste em 140 cápsulas de concreto grudadas em duas torres. Cada cápsula é um apartamento individual. Um lado do apartamento tem uma parede de aparelhos, incluindo uma geladeira, um fogão e balcões de cozinha. Do outro lado está uma grande janela com com uma cama embaixo. O prédio foi pensado para acolher especialmente as pessoas solteiras.

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Apesar do conceito, o resultado não foi nada prático. A prometida flexibilidade da estrutura ficou só na teoria. Substituir ou acrescentar novas cápsulas era considerado muito caro. Sem falar que a experiência de viver em uma delas era ruim. O espaço apertado não era confortável, e a enorme janela deixava o interior da cápsula totalmente exposto a quem olhava de fora. Por tudo isso, o prédio não foi mais renovado e hoje está em ruínas, com seus proprietários pensando o que fazer com ele…

As pontes vivas

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A cidade de Cherrapunji, na Índia, está em um dos lugares mais úmidos do planeta. A região é repleta de rios e córregos que se enchem rapidamente com as chuvas, que praticamente não param o ano todo. Por muitos anos, isso representou um desafio às necessidades locais de locomoção e tornava quase que impossível construir pontes do modo tradicional, já que o concreto e o cimento não secavam o suficiente, e o solo era molhado demais para assentar as estruturas. Então, os moradores encontraram uma solução: fazer com que as pontes crescessem em vez de construí-las…

Eles repararam que  a Ficus elastica, uma árvore nativa da Índia e dos países vizinhos, criava diversas raízes secundárias que se estendiam acima do tronco. Como as raízes podiam facilmente ficar longas o suficiente para atravessar rios, concluíram que essa seria a saída, criar “pontes vivas”.

Só que, para criar uma ponte viva, alguns sistemas de orientação  tiveram que ser instalados para as raízes, o que exigiu uma leve modificação no tronco da planta. A ponte era então deixada crescendo por vários anos antes de se tornar forte o bastante para ser utilizada pelas pessoas. A mais impressionante delas é a que foi batizada de Umshiang, uma ponte sobre a outra(na foto acima). Nas fotos abaixo, uma visão de como é a travessia.

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Fonte:
Este artigo é uma parte reproduzida do Listverse.

Tempurá – Origem e Receita

Tempurá [天ぷら] é um prato muito popular no Japão e a receita foi trazida por jesuítas portugueses em meados do século XVI. Segundo a tradição católica, não se deve comer carne vermelha durante a Quaresma e o tempurá de legumes e frutos do mar passou a ser uma alternativa de alimentação para os missionários. Os portugueses acabaram sendo expulsos pelos japoneses, que não queriam ser catequizados e ficaram somente com a sua herança gastronômica: o tempurá.

A origem do nome “Tempura” ainda é bem controversa. Uns dizem que se originou de “Tempora”, uma palavra em latim que se traduz como “um período de tempo” e que provavelmente fazia referência aos 40 dias da Quaresma. Outros dizem que Tempura surgiu a partir da palavra portuguesa“Tempero”.

De qualquer maneira, esse prato agradou ao paladar japonês e, apesar da receita ter vindo do Ocidente, tornou-se um dos pratos mais clássicos da culinária japonesa, tanto que até possui um kanji* específico para denominá-lo: 天麩羅. Quer dizer então que o tempurá é um prato japonês? Sim, pois assim como o gyozaque tem origem chinesa, as versões japonesas são muito diferentes dos pratos originais.

Os japoneses adaptaram a receita, deixando a massa mais fina, usando um óleo mais leve e acrescentando mais vegetais, até chegar ao que conhecemos hoje em dia. O tempurá se popularizou quando passou a ser vendido em barracas de rua e hoje existem restaurantes especializados nesse prato.

Que pode ser feito com uma grande variedade de legumes, como repolho, berinjela, abóbora, cenoura, cebola, vagem, brócolis,  ou com peixes e camarão. O segredo está na massa, que deve ser bem fluida, e no molho agridoce, que dá sabor especial e um toque puramente japonês.

Confira abaixo uma receita super fácil!

Receita de Tempurá de legumes e camarão

Ingredientes

  • 1 cebola
  • 1 cenoura
  • 1 pimentão verde
  • 4 vagens
  • 1/4 de abóbora japonesa
  • 1 batata-doce
  • 4 ervilhas-tortas
  • 1/2  berinjela
  • 1/4 de pé de couve-flor
  • 1/4 maço de brócolis
  • 4 camarões pistola

Massa

  • 4 xícaras (chá) de farinha de trigo
  • 1 ovo
  • 1 litro de água gelada
  • 1 saquinho de sazón (amarelo ou laranja) – opcional

Molho

  • 2 xícaras (chá) de caldo de peixe
  • 1/2 xícara (chá) de shoyu
  • 1 xícara (café) de saquê mirim
  • 1/4 xícara (chá) de nabo ralado(s)

Modo de Preparo

Como fazer

  1. Corte a cebola em rodelas e depois corte-as ao meio, espetando um palito para os anéis não se separarem.
  2. Corte a cenoura em fatias finas.
  3. Corte o pimentão em fatias finas.
  4. Corte a vagem ao meio sem separá-la totalmente, deixando 1 cm na base.
  5. Corte a abóbora japonesa em fatias finas.
  6. Corte a batata doce em fatias finas.
  7. Tire as pontas da ervilha torta e o fiapo fibroso que fica na lateral.
  8. Corte a berinjela em fatias finas.
  9. Corte a couve-flor em talos pequenos.
  10. Corte o brócolis em talos pequenos.
  11. Limpe e tire a casca do camarão e faça três cortes horizontais na barriga, para que ele fique reto na hora de fritar.

Massa

  1. Bata o ovo levemente.
  2. Misture a água gelada com o ovo.
  3. Acrescente a farinha toda de uma vez e misture, não se preocupando em dissolver totalmente a farinha. Pode deixar alguns grumos. Eles dão crocância durante a fritura.
  4. Acrescente o camarão e os legumes e frite-os em óleo quente (180º C) por 1 a 3 minutos, colocando com uma colher pequenos bolinhos, até que fiquem ligeiramente dourados.
  5. Retire do óleo e deixe-os escorrer em uma grade (melhor que no papel absorvente, que vai deixar o tempurá encharcado). Você pode improvisar um escorredor de frituras com seu escorredor de louças.

Molho

  1. Misture o caldo de peixe, o shoyu e o sake mirim e aqueça-os em uma panela.
  2. Antes de servir com o tempurá, acrescente o nabo ralado.
Dicas:
– Para se fazer um bom tempurá, é importante que a água esteja bem gelada e a farinha não se dissolva totalmente, ficando empelotada.
– A massa do tempurá é a última coisa que deve ser feita.
– Se você não for usá-la completamente, faça apenas meia receita, pois ela não pode ser guardada.
– Para saber se o óleo está na temperatura exata, jogue um pouco de massa. Se ela subir à superfície rapidamente, o óleo está no ponto.
– Certifique-se de que os legumes e os camarões estejam bem secos.
– Para o molho, você poderá usar caldo de peixe em tabletes ou em pó.
– Se você quiser um tempurá mais dourado, use mais um ovo.
– Os ingredientes são apenas uma sugestão, você poderá usar qualquer tipo de legumes ou frutos do mar.

 

 

 

 

*Os kanji (漢字) são caracteres da língua japonesa adquiridos a partir de caracteres chineses, da época da Dinastia Han, que se utilizam para escrever em japonês junto com os caracteres katakana e hiragana. No mundo ocidental, kanji também é sinônimo de ideograma.

 

 

Fonte:

Silvia Kawanami, Japão em Foco

A tatoo e sua história ou… Se arrependimento matasse…

Você certamente conhece alguém que tem um desenho gravado na pele. Ou é você que tem uma tattoo?

Usadas para marcar um momento importante, fazer uma homenagem ou simplesmente para embelezar o corpo, as tatuagens têm suas origens muito antes de Cristo. Com o passar do tempo e dos acontecimentos históricos, os estilos de tatuagem foram mudando, assim como o público adepto de carregar esse tipo de arte na pele.

O registro mais antigo de uma tatuagem foi descoberto em 1991 no cadáver congelado de um homem da Idade do Cobre. Os restos mortais do homem, que foi apelidado pelos cientistas de “Ötzi”, datam de 3.300 anos antes de Cristo. Em seu corpo foram encontradas diversas linhas na região das costas, tornozelos, punhos, joelhos e pés. Supõe-se que os desenhos tenham sido criados a partir da fricção de carvão em cortes verticais feitos na pele.

Depois de estudar o corpo, exames de raio X revelaram degenerações ósseas ao lado de cada uma das tatuagens. Isso levou os cientistas a acreditar que o povo de Ötzi – que são os ancestrais de parte dos europeus – utilizasse os desenhos como uma espécie de tratamento médico para diminuir a dor.

Com o desenvolvimento das civilizações, as tatuagens ganharam outros significados. As mulheres que dançavam nos funerais egípcios por volta de 2.000 antes de Cristo tinham os mesmos desenhos abstratos de traços e pontos encontrados em múmias do sexo feminino desse período. Mais tarde, notou-se também o surgimento de tatuagens que representavam Bes, a deusa egípcia da fertilidade e da proteção dos lares.

Os romanos e as cruzadas

Povos antigos já tatuavam o corpo.

Povos antigos já tatuavam o corpo.

Enquanto algumas civilizações costumavam adornar seus corpos com desenhos variados, os antigos romanos não faziam tatuagens por acreditarem na pureza da forma humana. Por esse motivo, as tatuagens eram banidas e reservadas apenas para os criminosos e os condenados. Com o passar do tempo, porém, os romanos começaram a mudar sua visão com relação à tatuagem, motivados principalmente pelos guerreiros bretões, que usavam insígnias de honra tatuadas na pele. Assim, eles passaram a admirar a bravura dos guerreiros e os símbolos que eles carregavam. Em pouco tempo, soldados romanos também gravaram suas próprias marcas. Outro fato interessante é que os médicos romanos desenvolveram excelentes técnicas para aplicar e remover os desenhos.

Já durante as cruzadas dos séculos 11 e 12, as tatuagens foram usada para identificar os soldados de Jerusalém. Todos aqueles que tivessem o desenho da cruz em seus corpos receberiam um enterro propriamente cristão se fossem mortos em batalhas.

A origem do nome

No começo do século 18, marinheiros europeus tiveram seu primeiro contato com povos que viviam em ilhas na região sul e central do Oceano Pacífico e tinham as tatuagens como um importante aspecto cultural.

No Havaí, por exemplo, quando as pessoas estavam de luto, tinham três pontos tatuados na língua. Já em Bornéu, os nativos costumavam gravar a imagem de um olho na palma da mão do falecido para que servisse como um guia espiritual que o levaria à próxima vida. Na Nova Zelândia, os Maoris tatuam o rosto como uma forma de expressão e uma maneira de identificar a família a que se pertence.

Em 1769, o capitão britânico James Cook desembarcou no Taiti, onde a palavra “tatau” era usada para designar a maneira com que a tatuagem era feita – fazendo a tinta penetrar no corpo. Um dos instrumentos utilizados pelos habitantes para fazer os desenhos consistia em uma concha afiada presa a uma vareta de madeira. Acredita-se que a palavra “tatau” tenha dado origem ao termo “tattoo”, um dos nomes mais usados para os desenhos gravados na pele.

A tradição oriental

A tatuagem é uma prática vastamente difundida no Japão desde o século 5 antes de Cristo. Usada para o embelezamento do corpo ou para marcar criminosos, a arte chegou a ser proibida em 1870. Isso fez com que os tatuadores passassem a atender ilegalmente e deu origem a desenhos únicos, que são reconhecidos como tipicamente japoneses na atualidade.

A Yakuza – também conhecida como a máfia japonesa – é uma das principais referências em tatuagem no Japão. Usando uma técnica chamada “tebori”, que é mais rudimentar, demorada e dolorida do que a tatuagem feita com máquina, os membros da Yakuza cobrem seus corpos do pescoço aos tornozelos com desenhos cheios de significados, como o dragão, a carpa, o tigre, os lutadores e alguns tipos de flores.

A tatuagem nos dias de hoje

Em 1891, o inventor americano Samuel O’Reilly patenteou a primeira máquina elétrica de tatuagem do mundo, deixando para trás as ferramentas tradicionalmente utilizadas no Ocidente. Nos anos seguintes, a tatuagem ficou marcada como uma forma de expressão de grupos de contracultura, marinheiros e veteranos da Segunda Guerra Mundial.

Ao longo de toda a história da tatuagem, os desenhos gravados no corpo sempre geraram polêmica e, em alguns casos foram recebidos com preconceito. Atualmente, as pessoas que carregam imagens na pele não pertencem mais a um determinado grupo. Os desenhos são os mais variados e servem como uma forma de expressão individual.

A popularização da prática da tatuagem pode ser vista em feiras e convenções que são organizadas em diversos países e reúnem um público bastante eclético, que tem como único ponto em comum o interesse pelos desenhos gravados na pele.

Então, se você está pensando em rabiscar alguma coisa em seu corpo, escolha um bom tatuador. Os melhores são mais caros, mas trabalham melhor e você não terá motivos para se arrepender, como possivelmente aconteceu com as pessoas abaixo:

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Japonês põe fogo na própria casa

Nem sempre a genialidade japonesa é comum a todos os seus habitantes.

Quem não sabe que devemos tomar cuidado com fósforos em casa? Especialmente se você estiver em um cômodo cheio de material inflamável.

Um japonês se esqueceu da dica básica de segurança doméstica e colocou fogo no próprio lar enquanto fazia uma transmissão por streaming na internet. Isso aconteceu há poucos dias e é impressionante ver a quantidade de erros cometidos pelo rapaz, que pelo visto, de inteligente não tem nada.

As imagens mostram o cara (mais tarde foi informado que ele tem seus 40 anos e mora com os pais idosos) exibindo uma invenção: uma estranha mistura de caixa de fósforos e isqueiro. Durante um dos testes, ele não percebe o fluido escorrendo e acaba gerando uma pequena chama. Então, se atrapalha e acaba colocando fogo em um saco plástico cheio de papel e fluído de isqueiro.

O surreal é que ele não leva o saco em chamas para o banheiro para jogar na privada, ou na pia, ou no box e ligar a água, ele simplesmente joga o saco plástico no chão, perto de caixas de papelão e outros objetos inflamáveis! Surreal, mas a pura verdade!

O japonês até mantém a calma, mas parece não raciocinar direito, pois tenta apagar o fogo com papelão, não afasta outros objetos inflamáveis das chamas, não abafa o fogo – que se alastra e começa a consumir o armário de madeira – e por fim perde um tempo precioso tentando encher uma minúscula bacia d’água, como se isso fosse suficiente para apagar aquele fogaréu que sobe pela porta!

Depois, aparece outra pessoa ajudando a apagar o fogo com uma panelinha…

No vídeo abaixo, que é o da transmissão do rapaz, podemos acompanhar todo o drama, que chega a ser desesperador quando se avalia a incapacidade desse cara de pensar… Há uma voz infantil ao fundo da transmissão, mas não é que havia uma criança na sala, ou uma jovem. É que esse site de transmissão ao vivo tem um sistema que lê automaticamente os comentários, como uma espécie de Google translator com voz. Ele escolheu uma voz de criança, ou de garota, não sei… Por isso ele responde às vezes.

Basicamente, as pessoas que estavam assistindo ao incêndio tentavam ajudar, dizendo para ele tomar cuidado, olhar atrás (por volta de 0:20, a voz diz isso, gritando “Ushiro” várias vezes ao notar o fogo no saco plástico) ou para abafar o fogo, mas o cara não escutou.

O mais importante: ninguém se feriu gravemente – ele e seu amigo tiveram queimaduras leves –  mas 30% da casa foi destruída pelo fogo… Isso aconteceu no dia 4 de outubro, por volta do meio-dia.