Como surgiu o espelho?

As primeiras superfícies capazes de refletir imagens começaram a ser feitas há cerca de 5 mil anos na antiga Suméria – região no atual Iraque, englobando áreas próximas à cidade de Bagdá. Os espelhos dessa época não produziam imagens nítidas, pois eram placas de bronze polidas com areia. Na Antiguidade, esses instrumentos de metal chegaram às mãos dos gregos e romanos e a partir daí foram se espalhando pela Europa até se tornarem conhecidos em todo o continente no final da Idade Média.

Os primeiros espelhos de vidro só surgiriam no início do século 14, criados por artesãos de Veneza, na Itália, que desenvolveram uma mistura de estanho e mercúrio que, aplicada sobre um vidro plano, formava uma fina camada refletora. Os espelhos venezianos eram famosos pela qualidade e seu método de fabricação era mantido em segredo. Mas, além do alto custo, a produção causava problemas aos artesãos, que se contaminavam com mercúrio, material altamente poluente.

Os espelhos que você encontra hoje com tanta facilidade surgiram há cerca de 200 anos, quando o químico alemão Justus von Liebig teve a ideia de aplicar uma camada fina de prata em um dos lados de uma chapa de vidro fino e claro. Esse processo deu origem ao estilo moderno de espelho, como o conhecemos hoje.

 

 

 

Espionagem? Ou apenas escândalo sexual?

No mesmo momento em que o penúltimo filme de James Bond, Skyfall, se mostrou um enorme sucesso nas bilheterias, um escândalo envolvendo um espião, no caso, o espião-chefe da CIA, abalou os Estados Unidos.

O general da reserva David Petraeus, diretor da CIA, caiu alguns dias depois da reeleição de Obama, demitido por causa de uma relação extraconjugal.

A carreira de David Petraeus, 60 anos, parece ser a própria imagem da disciplina e do rigor

Herói da Guerra do Vietnã e responsável por estabilizar o Iraque depois da invasão americana ordenada por George Bush, reduzindo drasticamente a violência – sem o que a retirada militar de 2011 não teria sido possível – o general já estava vivendo  em meio às investigações sobre o trabalho da CIA após o ataque ao consulado americano em Benghazi (leste da Líbia), que matou o embaixador e três funcionários americanos.

Paula Broadwell, na foto abaixo com o general no Afeganistão, casada com um radiologista e mãe de dois filhos, ex-major do Exército dos Estados Unidos, graduada em Harvard e na Academia Militar de West Point, se tornou especialista em combate ao terrorismo. Foi ao escrever a biografia do chefe da CIA, um dos generais mais prestigiados da história recente americana, que ela iniciou com ele uma relação que acabou com a sua carreira e manchou a reputação de Petraeus.

(2011) Petraeus e Paula posam no Afeganistão

O FBI iniciou uma investigação e revistou a casa de Paula porque todos se perguntavam: Qual era a verdadeira natureza de seu relacionamento com Petraeus? Por que chegou a enviar e-mails ameaçando uma segunda mulher, que era vista como uma potencial rival? Foi essa mulher que pediu ajuda ao FBI por causa das ameaças e isso desencadeou o escândalo.

Todos temiam que a segurança nacional do país estivesse em perigo, pois Broadwell teve acesso a informações confidenciais da CIA, seja escrevendo a biografia do general, seja em seus encontros secretos… Sem contar que ele, como espião-mor dos EUA, poderia ser chantageado. Mas as investigações nada revelaram nesse sentido, ao menos até agora: o general foi reformado e se diz arrasado com o fim da carreira, enquanto Broadwell diz que se arrependeu do relacionamento com ele.

Esse escândalo com toques de adultério e espionagem faz lembrar outro escândalo famoso, o Caso Profumo nos anos 1960, na Inglaterra, em meio à guerra-fria (veja aqui). Na época, os inimigos eram mais visíveis, eram países e não organizações terroristas sem bandeira, e a coisa toda era mais preto no branco.

Hoje, o inimigo é invisível e está oculto nas sombras.

As fotos mais poderosas de todos os tempos

Uma imagem vale mais que mil palavras , mas nem todas as imagens são iguais. As que estão reproduzidas aqui são emocionantes e inesquecíveis porque  falam sobre a condição humana, retratando alguns dos melhores e piores momentos da existência humana contemporânea.

Devo alertar que algumas das fotos podem entristecê-lo, enquanto que outras podem enchê-lo de alegria. Mas isso acontece precisamente porque elas refletem o melhor e o pior da experiência do homem. As fotos antigas que posto de vez em quando descrevem o nosso passado, enquanto que estas tratam de nosso presente – de nossos sofrimentos e conquistas, de nossas falhas e de nossa perseverança, de nosso ódio e de nossa compreensão… De nossa estupidez e de nossa inteligência.

Só espero que esta seleção nos lembre que nosso mundo pode sempre aceitar de bom grado um pouco mais de amor, tolerância , compaixão e compreensão.

O missionário e a criança faminta.

Diego Frazão Torquato, 12 anos, tocando violino no funeral do líder do Afroreggae, morto em um assalto em 2009.  A orquestra dessa ONG o ajudou a escapar da violência, mas o menino não escapou das doenças e morreu em 2010, vítima de uma parada cardiorrespiratória após uma cirurgia.

Soldado russo tocando num piano abandonado na Chechênia (1994).

Bombeiro dando água a um coala durante o incêndio florestal em Victoria, Austrália (2009).

Reencontro de mãe e filha, depois da mulher servir no Iraque por quase um ano.

Indianos sem-teto – e sem mais um monte de coisas –  recebendo comida em Nova Delhi, Índia.

Pai alcoólatra e filho, na Mongólia…

Pôr do Sol em Marte

Demonstração do uso de preservativos em um mercado em Jayapura, capital de Papua, em 2009.

O filho pede para o pai esperar, em New Westminster (1940). O pai estava embarcando para a guerra na Europa…

Veterano russo da Segunda Guerra Mundial encontra o tanque onde serviu, exposto como monumento em um vilarejo em sua terra natal.

Flower Power, EUA (1967).

Salvando gatos da inundação, em Cuttack, Índia (2011).

Afegão oferecendo chá ao soldado americano.

Túmulos de mulher católica e marido protestante, Holanda (1888).

Não confunda a Suméria com a Ciméria

Momento Discovery Channel:

Muita gente (especialmente entre os curtidores de quadrinhos) confunde Ciméria com Suméria.

Ciméria é a terra de origem fictícia dos bárbaros na Terra Antediluviana e pátria de Conan, o Bárbaro, principal personagem do escritor Robert E. Howard.

O personagem nasceu em 1932, e fez sua primeira aparição na revista pulp Weird Tales no conto chamado “The Phoenix on the Sword” (em português, A Fênix na Espada). Howard escreveu mais dezenove histórias e um romance protagonizados pelo personagem (três dos contos só publicados após sua morte), sendo que outros escritores também criaram histórias de Conan ou reescreveram contos, a partir de sinopses e fragmentos originais após 1936, ano em que Howard se suicidou.

No começo da década de 1970 a Marvel Comics começou a publicar histórias em quadrinhos de Conan com estrondoso sucesso, e esse é o meio ao qual sua imagem ficou mais vinculada. Os quadrinhos de Conan foram editados pela Marvel até 2004, quando a editora desistiu dos direitos do personagem, que foram adquiridos pela Dark Horse Comics, que começou então a publicar a premiada revista Conan.  Outro meio pelo qual o personagem ficou conhecido do grande público foi o cinema, nos filmes estrelados por Arnold Shwarzennegger e mais recentemente por Jason Momoa.

  

Conan nos quadrinhos e no cinema.

Agora, a Suméria é outra história.

A Suméria é a civilização mais antiga de que se tem registro, e estima-se que eles viveram há cerca de 3.500 anos antes de Cristo. Alguns historiadores colocam essa data mais para trás, 6.000 anos! Os sumérios foram os pais da escrita, chamada escrita cuneiforme, da astronomia, teriam inventado a roda e muito mais. Eles habitavam o sul da Mesopotâmia, entre o rio Tigre e Eufrates, lugar extremamente fértil que a Bíblia chamou de Terra Prometida.
mapa Suméria
Os sumérios – ao contrário dos bárbaros de Conan – foram um povo muito além de seu tempo. Possuíam tecnologia e informações que a civilização ocidental só foi redescobrir muitos séculos mais tarde. Para se ter uma ideia, os sumérios faziam cálculos das distâncias entre os planetas de nosso Sistema Solar, inclusive quantos planetas existem, sabiam que o Sol é uma estrela e a órbita de cada um!
Abaixo, segue uma listinha dos conhecimentos desse povo e que as civilizações posteriores acabaram adotando, depois de decifrar a escrita sumeriana em tábuas de argila onde o conhecimento tinha sido armazenado:
  • Técnicas de medicina, arquitetura, engenharia e hidráulica, baseados em conhecimentos de matemática, química, física e astronomia.
  • Profundos conhecimentos de astronomia
  •  Técnicas de irrigação e drenagem de solo, construção de canais, diques e reservatórios;
  • Sistema de escrita cuneiforme, assim chamado porque escreviam em plaquetas de argila com um estilete em forma de cunha;
  • Criaram as primeiras bibliotecas. Na cidade de Nipur, a 150 km ao sul de Bagdá, foi encontrada uma biblioteca sumeriana inteira, contendo cerca de 60.000 tabletes de barro com inscrições cuneiformes sobre a origem da humanidade.
  • Criaram as fabulosas construções chamadas de zigurates, pirâmides com várias camadas de edifícios interligados por rampas espirais desde a base até o topo.

Imagem de computador de um zigurate.
O que intriga a todos os estudiosos e pesquisadores é como uma civilização tão antiga possuía tais conhecimentos? Eles sabiam que a Terra é redonda, conheciam a existência de Plutão, e muitas peças criadas pelos sumérios foram encontradas espalhadas pelo mundo. Como essas peças foram levadas até lá?
E não foram apenas peças de arte que se espalharam. Vejam abaixo as imagens de construções de outros povos, que foram erigidas muito depois deles, e notem as semelhanças:
7-12
Zigurate na cidade de Ur, 3.500 a.C.
Ficheiro:Chichen-Itza El Castillo.jpg
Maias, 1.500 a. C.
El Brujo
Pirâmides aos norte do Peru, com 30 metros de altura e 1.500 metros de extensão, da cultura Mochica, entre 0-600 d.C.
O que esses povos tinham em comum, mesmo habitando tão distantes uns dos outros? O conhecimento! Os maias e os sumérios deixaram uma escrita misteriosa – os mochicas não tinham escrita. Todos tinham conhecimentos surpreendentes (no Peru existem aquedutos desde aquela época que foram usados pelos Incas e que funcionam até hoje, trazendo água dos Andes para as regiões mais áridas!). Outra coisa em comum é o desaparecimentos dessas civilizações. Os maias, que tinham cidades com 70 mil habitantes, ficaram reduzidos a poucas centenas de remanescentes empobrecidos. Os sumérios, depois de conquistados pelos acádios, sumiram do mapa. (como um povo tão avançado como os sumérios foram conquistados por um povo nômade, os acadianos?). E os mochicas também sumiram, algumas teorias rezam que uma prolongada seca dizimou as plantações e a população se espalhou em busca de outros lugares para morar, desaparecendo lentamente.
Será que algum dia as perguntas serão respondidas? Ou o mistério permanecerá para sempre?