Este produto revolucionário torna qualquer objeto quase indestrutível

Você já imaginou um produto que tornasse qualquer coisa indestrutível? Bem, ou pelo menos quase indestrutível, e no mínimo 5 vezes mais resistente (o que já é muito bom)?

Pois ele existe: é o Line-X. Ele foi criado para uma tarefa bastante específica e, com o tempo, mostrou-se bastante versátil. É um spray impermeabilizante que foi feito para impermeabilizar caçambas de picapes. Você sabe: para não amassar/riscar o acabamento interno com tijolos, pedras, tubos metálicos e afins. A resistência do negócio logo deixou evidente um efeito colateral bem interessante: tornar qualquer coisa virtualmente indestrutível.

E isso não é exagero, não. No vídeo abaixo, um bloco de concreto, uma bandeja de porcelana e até mesmo um ovo, todos cobertos com Line-X, são atirados do telhado de um prédio e saem intactos – ao menos por fora. Espie só:

Veja que uma melancia, atirada de uma altura de 45 metros, continua com sua casca esférica como a natureza a fez, porém o spray não impediu que sua polpa se transformasse num purê:

É bem impressionante. Como dá para ver, é como se Line-X se tornasse uma armadura elástica: quando a melancia acerta o solo (em um impacto a cerca de 100 km/h), ela se deforma e quica como uma bola de borracha. Nessa hora, a camada de spray está absorvendo a energia do impacto e protegendo a casca da melancia, que fica praticamente intacta. A polpa não tem a mesma sorte, pois é esmagada dentro da fruta.

Mas como isto acontece? O que é, afinal, esse tal de Line-X?

A primeira versão do Line-X surgiu em 1988, e até pouco tempo atrás, a companhia americana não revelava exatamente como ele funcionava.

O Line-X é o nome comercial de uma molécula chamada poliureia. Trata-se de um elastômero (um polímero elástico) composto por duas moléculas principais, cujos nomes são praticamente impronunciáveis, e por isso são chamadas de “A” e “B”. A primeira é o Difenilmetano-4,4-diisocianato, que felizmente é abreviado para “MDI”, que pode ser entendido como o reagente do Line-X. A segunda é o Alpha-(2-aminometiletil)-omega-(2-aminometiletoxi)-poli(oxi(metil-1,2-etanodiilo)), com parênteses e tudo, que é o plastificante.

A mágica acontece quando se mistura as duas moléculas. A reação química entre as duas forma a poliureia, uma molécula que, de tão longa, acaba ficando toda embaraçada em uma escala atômica (pense no fio dos fones de ouvido quando passam 5 segundos guardados no seu bolso). Ao mesmo tempo, suas ligações entre as moléculas “A” e “B” são muito flexíveis.

O resultado são as duas propriedades essenciais do Line-X: como as moléculas ficam completamente embaraçadas, a substância é muito resistente, pois é muito difícil separá-las. Porém, como são flexíveis, ela estica e volta a seu formato original.

Mas o segredo também está no modo como se mistura as duas moléculas. Se você despejá-las em um copo e mexer com uma colher, vai perceber que a reação química gera calor e o resultado é uma bola de Line-X que não serve para muita coisa.

É por isso que a camada protetora é aplicada como spray: a reação acontece sob pressão enquanto o produto atinge a superfície a ser protegida, e é preciso esperar que ela esfrie para que atinja suas propriedades ideais. Enquanto está quente, o Line-X torna uma folha de papel mais difícil de rasgar. Depois de frio, fica impossível.

Foi esse o motivo que não demorou para o produto começar a ser utilizado para outros fins. Há uma camada do produto nas paredes do Pentágono, por exemplo, pois ela ajuda a tornar o edifício praticamente a prova de bombas. Também há coletes a prova de balas que utilizam o Line-X como parte da blindagem. Em lanchas e outras embarcações, o Line X ajuda a formar uma camada de proteção contra corrosão e vazamentos.

 

Aí, depois de saber disso tudo, fiquei pensando: se eu me pintar com esse troço, ficarei imortal? Hua hua hua…

 

 

 

 

 

 

Fontes:

flatout.com.br

tafixe.com

10 inventos revolucionários para os quais ninguém dá a mínima

Pouca gente nota, mas essas discretas criações mudaram o mundo

10. Sabão – Babilônia, 2800 a.C.

Misturando gordura com soda ou potassa cáustica, surge uma solução que remove a gordura. Mesmo tendo surgido há tanto tempo, os romanos achavam que era frescura de bárbaros e preferiam lavar suas roupas com urina – coletadas de voluntários em baldes pelas ruas. Para o corpo, usavam óleo, depois raspado com espátulas. A ideia de se lavar com sabão só foi colar no fim do Império. Na China, só chegou em tempos modernos.


9. Supermercado – EUA, 1930

Por séculos, as mercearias eram as “lojas que tinham de tudo”, com balconistas anotando os pedidos e pegando os itens um a um. Imagine como isso funcionaria numa cidade grande. Não funcionava e Clarence Saunders inventou o self-service em 1916, criando prateleiras onde todos se serviam e levavam até os caixas. Ideia óbvia, mas que nunca havia ocorrido a ninguém. Mas o primeiro supermercado, com o conceito que hoje está espalhado pelo mundo, foi o King Kullen, inaugurado em 1930 pelo empresário americano Michael Cullen.


8. Pneus – Irlanda do Norte, 1887

Ao perceber que seu filho ficava com dor de cabeça ao andar de bicicleta com rodas de borracha sólida, que se usavam naqueles tempos, John Dunlop criou a câmara de ar, para um passeio muito mais confortável de seu pimpolho. Sem os pneus infláveis, a revolução do automóvel seria inimaginável.


7. Vidro temperado – França, 1874

Incontáveis vidas foram salvas por essa modesta criação. Usado em para-brisas de carros, máscaras de mergulho e vidro à prova de balas, parte-se em milhares de pedacinhos ao quebrar, ao invés de formar lâminas letais. Henry Ford insistiu em usá-lo já nos seus primeiros modelos. Sem ele, qualquer acidente seria um pesadelo.


6. Fósforos de segurança – Suécia, 1844

Dominamos o fogo desde os tempos mais remotos, mas nunca o tivemos, literalmente, às mãos. Fogo dava um trabalho danado para acender, e muitas vezes eram mantidos acesos em fogueiras por conveniência – causando incêndios. Foi um alquimista de Hamburgo, Alemanha, chamado Henning Brandt, que descobriu acidentalmente, em 1669, o elemento químico batizado de fósforo ao tentar obter ouro a partir de urina. A descoberta chegou ao conhecimento do físico inglês Robert Boyle (1627-1691), que criou, 11 anos mais tarde, uma folha de papel áspero com a presença de fósforo, acompanhada de uma varinha com enxofre (elemento que se incendeia com facilidade) em uma das pontas. O calor causado pela fricção do palito com a superfície áspera fazia o fósforo liberar faíscas, incendiando o enxofre.  Foi apenas um século depois, em 1826, que os palitos de fósforos, então com 8 centímetros de comprimento, começaram a se popularizar. O inconveniente era que eles costumavam incendiar-se sozinhos dentro da embalagem. Esse problema seria resolvido somente em 1844 com o surgimento do “fósforo de segurança”, recoberto com um agente isolante para não pegar fogo à toa. No Brasil, o produto só passou a ser fabricado no início do século XX pela Fiat Lux.

5. Rolhas – Inglaterra, século 17

 

As garrafas de antigamente eram fechadas com panos embebidos em azeite de oliva. Isso deixava gosto e não permitia a preservação por muito tempo, de forma que o produto só podia ser exportado em barris – que também mudam o sabor. Usadas primeiro em garrafas de cerveja, as rolhas criaram os primeiros recipientes hermeticamente fechados da história, e também os primeiros pressurizados, permitindo a produção do champanhe. E a apreciação de vinhos finos a milhares de quilômetros da origem.


4. Fuso horário – Inglaterra, 1879

A medição das horas era uma bagunça. Cada país determinava seu horário baseado na capital, o que significava que, numa mesma longitude, podiam haver dezenas de horas diferentes. Isso na melhor das hipóteses: dependendo do lugar, cada cidade podia determinar o próprio horário, causando um pesadelo para os operadores de trens e telégrafos. Idealizados por Sandford Fleming em 1879, os fusos horários foram adotados a partir de 1884, quando foi realizada a Conferência Internacional do Meridiano. Nesse evento, realizado em Washington (EUA), definiu-se um meridiano que seria o ponto zero, servindo de padrão para todas as nações mundiais. Assim, por votação, estabeleceu-se que o Meridiano Zero passaria no Observatório Astronômico de Greenwich, na Inglaterra, próximo a Londres. Isto é, o Meridiano de Greenwich passa a ser a referência da hora oficial mundial, a chamada hora GMT (Greenwich Mean Time).


3. Turbina a vapor – Inglaterra, 1884

Motores a vapor eram lentos. O mais rápido girava a 225 revoluções por minuto (r.p.m). A primeira turbina a vapor elevou isso para a 18 000 r.p.m. E a primeira revolução veio nos navios, que puderam se tornar mais rápidos e gigantescos: os grandes encouraçados da Primeira Guerra e o Titanic eram movidos a turbinas a vapor. Os navios não-nucleares adotaram o diesel, mas esse motor continua a ser fundamental: a turbina a vapor é usada em usinas termoelétricas e nucleares. 90% da energia dos EUA vem dessas máquinas. Sim, energia nuclear usa o mesmo princípio da maria-fumaça: a fissão nuclear simplesmente serve para ferver a água…


2. Concreto armado – França, 1853

A maior revolução na arquitetura desde a criação do arco, pelos romanos antigos, consiste em misturar metal e cimento para sustentação. Praticamente tudo o que foi construído no século 20 usa concreto armado. Sem ele, não existiriam o Empire State Building ou o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro. Niemeyer seria obrigado a se contentar em fazer os velhos caixotes usando tijolos e pedras, como sempre havia sido feito até então.


1. Fixação de nitrogênio – Alemanha, 1909

A mais importante, e a mais controversa das descobertas. O nitrogênio compõe 80% da atmosfera, mas apenas as bactérias sabiam como tirá-lo do ar. Os humanos tinham de se virar quando queriam plantar alguma coisa, recolhendo esterco – o guano, cocô de passarinho concentrado, fazia fortunas para esses empreendedores. Também era usado o esterco humano, fazendo a alegria das múltiplas espécies de vermes que nos habitam. O processo de fixação de Fritz Harber deu origem à revolução agrícola do século 20, sem a qual, para o bem e para o mal, nunca teríamos chegado aos 7 bilhões de habitantes no planeta…

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte:

Aventuras na História

A arte japonesa das soluções bizarras

Chindogu, que significa literalmente “incomum”, é um termo cunhado por Kenji Kawakami para a arte japonesa de criar soluções bizarras para os problemas do cotidiano, que geralmente têm seus próprios problemas, ou são simplesmente impraticáveis. Mas não se pode negar que são absurdamente criativas!

Veja a seguir as minhas favoritas:

1. Durma no metrô sem ficar “pescando”

For incognito sleeping on the subway:

2. Coma sossegada sem risco de cair cabelo na comida

For keeping your hair out of your food while doing an impression of a pink lion:

3. Você está no escritório e começa a chover de repente? Seus problemas acabaram!

For all those surprise rain storms that happen in the office:

4. Seu bebê ainda está engatinhando? Que tal fazer um bom uso disso?

5. Para todos que usam calças sem bolsos! 

For everyone who wears pants without pockets:

6. Para coletar água da chuva… Com ele, o problema da seca em São Paulo estará resolvido… Quando voltar a chover!

For collecting rainwater or making walking in the rain a much heavier ordeal than it needs to be:

7. Para quem fuma e vive esquecendo o isqueiro, mas se lembra de trazer a lupa e o suporte!

For when you forgot your lighter but remembered your magnifying glass and stand:

8. Essa invenção é pensada especialmente para aquela mulher elegante que sempre quis passar o batom na montanha-russa sem borrar!

9. Óculos para quem sofre de vertigens

10. Como hoje tudo é portátil –  o celular, o tablet… – então, por que não o papel higiênico? Você nunca sabe quando vai precisar de um…

crazy-japanese-inventions-16

BÔNUS

Adesivos “Durma no escritório sem que ninguém perceba”.

As invenções mais idiotas do mundo…

Todo mundo conhece o Prof. Pardal… E quem não o conhece, deveria conhecer. Ele é o inventor mais maluco dos quadrinhos de Walt Disney, e sempre está colocando a cuca para funcionar, criando inventos absurdos. Muitos deles inúteis, e muitos que até funcionam!

Pois bem, nosso planeta está povoado de centenas de milhares de “Prof. Pardais”, espalhados por todos os cantos e por todas as épocas. Sabemos que muitas invenções interessantes não saíram das pranchetas desses inventores por falta de tecnologia na época em que foram criadas, ou por falta de financiamento. Mas existem algumas delas que devemos agradecer aos céus por nunca terem sido construídas. Duvida?

Veja o caso desta: um dispositivo inventado para fumar um maço inteiro de cigarros ao mesmo tempo!

 As invenções mais idiotas do século XX

Outra de fumantes: o casal apaixonado poderia desfrutar do cigarro juntos, não é romântico?

 As invenções mais idiotas do século XX

Em 1963, a televisão já conseguia fascinar milhões de pessoas, então foi inventado um óculos-TV, assim você não perdia seu programa favorito se tivesse que sair de casa…

 As invenções mais idiotas do século XX

Eu acho que a caneca-privada se encaixa na categoria de inventos idiotas. Seria para o sujeito que tem mau hálito?

Se você dorme de lado e fica chateado com o desperdício de todo aquele colchão, seus problemas acabaram:

Outra solução para um problema recorrente, molhar os cabelos na hora do banho. Esta nova touca resolve isso pra você.

Há também o cigarro com dois filtros, para aqueles que querem fumar mas se preocupam com seu pulmão…

E, para encerrar, um vídeo com uma coleção enorme de ideias, algumas divertidas e outras absurdas, que só mesmo os japoneses teriam…

Fontes: 
© obvious: http://obviousmag.org/
http://hypescience.com/

A máquina mais inútil do mundo

Na década de 50, o matemático americano Claude Shannon criou um aparelho que era basicamente uma caixa de madeira com um botão de liga e desliga. Quando ligado, o mecanismo acionava uma peça que saía da caixa e a desligava. O aparelho só fazia isso, portanto foi apelidado de “Caixa Inútil”.

Claude Shannon

A Caixa Inútil