Já ouviu falar em fazenda de likes?

Quadro com vários celulares conectados à internet servia para impulsionar cliques

 

Uma curtida ali, um compartilhamento ali. A vida conectada faz com que muitas pessoas (e empresas) “lutem” diariamente para contabilizar o maior número de likes possíveis em seus perfis nas redes sociais. Agora, quando a estratégia adotada é contratar uma fazenda de curtidas para atingir o objetivo, tudo soa um tanto quanto bizarro, não?!

Mas a verdade é que esse tipo de prática tem se tornado cada vez mais comum pelo mundo. O chamado cultivo de likes funciona mesmo como uma produção em grande escala. Um monte de smartphones ficam conectados à internet 24 horas por dia e sete dias por semana e vão gerando curtidas e compartilhamentos aleatório nas páginas e perfis das empresas e pessoas contratantes do serviço. Outro tipo de fraude possível com essa técnica é tentar enganar os sistemas de publicidade que cobram por clique. Quanto mais um banner receber cliques, maior será o preço que o anunciante deverá pagar por ele.

É estranho, mas as pessoas são contratadas exatamente para ficarem dando os cliques nas páginas. Também é possível controlar os dispositivos por meio de um computador. Recentemente um vídeo até viralizou por mostrar uma fazenda de likes. O local teria mais de 10 mil celulares prontos para o cultivo dos likes…

Um outro vídeo, divulgado pela agência de notícias tailandesa mostra parte da ação da polícia local responsável pela prisão de três chineses. Cerca de 500 celulares que funcionavam para impulsionar cliques foram encontrados no local.

Os telefones eram usados para aumentar falsamente as visualizações de um site de venda de produtos. Apesar de a prática ser polêmica, ela não é considerada ilegal na Tailândia. As três pessoas foram presas devido a problemas com vistos de trabalho. Especialistas acreditam que as fazendas de likes funcionem, principalmente, na China e na Rússia. A ilegalidade disso não é regra no mundo todo. Por essa razão, o fato ganhou notoriedade.

No Brasil, por enquanto, nenhuma prática parecida foi descoberta.

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Impressões de um francês sobre o Brasil

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Olivier Teboul, francês, 29 anos, mudou-se para Belo Horizonte há pouco mais de um ano. De uma forma divertida e bem humorada, Olivier lista 65 pontos que lhe chamaram a atenção desde quando mora no Brasil.

Aqui são umas das minhas observações, as vezes um pouco exageradas, sobre o Brasil. Nada sério.

  1. Aqui no Brasil, tudo se organiza em fila: fila para pagar, fila para pedir, fila para entrar, fila para sair e fila para esperar a próxima fila. E duas pessoas ja bastam para constituir uma fila.
  2. Aqui no Brasil, o ano começa “depois do Carnaval”.
  3. Aqui no Brasil, não se pode tocar a comida com as mãos. No MacDonalds, hamburger se come dentro de um guardanapo. Toda mesa de bar, restaurante ou lanchonete tem um distribuidor de guardanapos e de palitos. Mas esses guardanapos são quase de plastico, nada de suave ou agradável. O objetivo não é de limpar suas mãos ou sua boca mas é de pegar a comida com as mãos sem deixar papel nem na comida nem nas mãos.
  4. Aqui no Brasil todo é gay (ou ‘viado’). Beber chá: gay. Pedir um coca zero: é gay. Jogar vólei: é gay. Beber vinho: é gay. Não gostar de futebol: é gay. Ser francês: é gay, ser gaúcho: gay, ser mineiro: gay. Prestar atenção em como se vestir: é gay. Não falar que algo e gay : também é gay.
  5. Aqui no Brasil, os homens não sabem fazer nada das tarefas do dia a dia: não sabem faxinar, nem usar uma maquina de lavar. Não sabem cozinhar, nem a nível de sobrevivência: fazer arroz ou massa. Não podem consertar um botão de camisa. Também não sabem coisas que estão consideradas fora como extremamente masculinas como trocar uma roda de carro. Fui realmente criado em outro mundo…
  6. Aqui no Brasil, sinais exteriores de riqueza são muito comuns: carros importados, restaurantes caríssimos em bairros chiques, clubes seletivos cujos contas atingem valores estratosféricas.
  7. Aqui no Brasil, os casais sentam um do lado do outro nos bares e restaurantes como se eles estivessem dentro de um carro.
  8. Aqui no Brasil, os homens se vestem mal em geral ou seja não ligam. Sapatos para correr se usam no dia a dia, sair de short, chinelos e camisetas qualquer e comum. Comum também é sair de roupas de esportes mas sem a intenção de praticar esporte. Se vestir bem também é meio gay.
  9. Aqui no Brasil, o cliente não pede cerveja pro garção, o garção traz a cerveja de qualquer jeito.
  10. Aqui no Brasil, todo mundo torce para um time, de perto ou de longe.
  11. Aqui no Brasil, sempre tem um padre falando na televisão ou na radio.
  12. Aqui no Brasil, a vida vai devagar. E normal estar preso no transito o dia todo. Mas não durma no semáforo não. Ai tem que ser rápido e sair ate antes do semáforo passar no verde. Não depende se tiver muitas pessoas atrás, nem se estiverem atrasados. Também é normal ficar 10 minutos na fila do supermercado embora que tenha só uma pessoa na sua frente. Ai demora para passar os artigos, e muitas vezes a pessoa da caixa tem que digitar os códigos de barra na mão ou pedir ajuda para outro funcionário para achar o preço de um artigo. Mas, na hora de retirar o cartão de credito, ai tem que ser rápido. Não é brincadeira, se não retirar o cartão na hora, a mesma moça da caixa que tomou 10 minutos para 10 artigos vai falar agressivamente para você agilizar: “pode retirar o cartão!”.
  13. Aqui no Brasil, os chineses são japoneses.
  14. Aqui no Brasil, a música faz parte da vida. Qualquer lugar tem musica ao vivo. Muitos brasileiros sabem tocar violão embora que não consideram que toquem se perguntar pra eles. Tem músicos talentosos, mas não tantos tocam as musicas deles. Bares estão cheios de bandas de cover.
  15. Aqui no Brasil, a política não funciona só na dimensão esquerda – direita. Brasil é um pais de esquerda em vários aspectos e de direita em outros. Por exemplo, se pode perder seu emprego de um dia pra outro quase sem aviso. Tem uma diferencia enorme entre os pobres e os ricos. Ganhar vinte vezes o salario minimo é bastante comum, e ganhar o salario minimo ainda mais. As crianças de classe media ou alta estudam quase todos em escolas particulares, as igrejas tem um impacto muito importante sobre decisões politicas. E de outro lado, existe um sistema de saúde publico, o estado tem muitas empresas, tem muitos funcionários públicos, tem bastante ajuda para erradicar a pobreza em regiões menos desenvolvidas do país. O mesmo governo é uma mistura de política conservadora, liberal e socialista.
  16. Aqui no Brasil, e comum de conhecer alguem, bater um papo, falar “a gente se vê, vamos combinar, ta?”, e nem trocar telefone.
  17. Aqui no Brasil, a palavra “aparecer” em geral significa, “não aparecer”. Exemplo: “Vou aparecer mais tarde” significa na pratica “não vou não”.
  18. Aqui no Brasil, o clima é muito bom. Tem bastante sol, não esta frio, todas as condicões estão reunidas para poder curtir atividades fora. Porem, os domingos, se quiser encontrar uma alma viva no meio da tarde, tem que ir pro shopping. As ruas estão as moscas, mas os shopping estão lotados. Shopping é a coisa mais sem graça do Brasil.
  19. Aqui no Brasil, novela é mais importante do que cinema. Mas o cinema nacional é bom.
  20. Aqui no Brasil, não falta espaço. Falam que o pais tem dimensões continentais. E é verdade, daria para caber a humanidade inteira no Brasil. Mas então se tiver tanto espaço, por que é que as garagens dos prédios são tão estreitos? Porque existe até o conceito de vaga presa?
  21. Aqui no Brasil, comida salgada é muito salgada e comida dolce é muito doce. Ate comida é muita comida.
  22. Aqui no Brasil, se produz o melhor café do mundo e em grandes quantidades. Uma pena que em geral se prepare muito mal e cheio de açúcar.
  23. Aqui no Brasil, praias bonitas não faltam. Porem, a maioria dos brasileiros viajam todos para as mesmas praias, Búzios, Porto de Galinhas, Jericoacoara, etc.
  24. Aqui no Brasil, futebol é quase religião e cada time uma capela.
  25. Aqui no Brasil, as pessoas acham que dirigir mal, ter transito, obras com atraso, corrupção, burocracia, falta de educação, são conceitos especificamente brasileiros. Mas nunca fui num pais onde as pessoas dirigem bem, onde nunca tem transito, onde as obras terminam na data prevista, onde corrupção é só uma teoria, onde não tem papelada para tudo e onde tudo mundo é bem educado!
  26. Aqui no Brasil, esporte é ou academia ou futebol. Uma pena que só o futebol seja olímpico.
  27. Aqui no Brasil, existe uma tomada estranha. Vai entender porque…
  28. Aqui no Brasil, não se assuste se estiver convidado para uma festa de aniversário de dois anos de uma criança. Vai ter mais adultos do que crianças, e mais cerveja do que suco de laranja. Também não se assuste se parece mais com a coroação de um imperador romano do que como o aniversário de dois anos. E ‘normal’.
  29. Aqui no Brasil, nõ tem o conceito de refeição com entrada, prato principal, queijo, e sobremesa separados. Em geral se faz um prato com tudo: verdura, carne, queijo, arroz e feijão. Dai sempre acaba comer uma mistura de todo.
  30. Aqui no Brasil, o Deus esta muito presente… pelo menos na linguagem: ‘vai com o Deus’, ‘se Deus quiser’, ‘Deus me livre’, ‘ai meu Deus’, ‘graças a Deus’, ‘pelo amor de Deus’. Ainda bem que ele é Brasileiro.
  31. Aqui no Brasil, cada vez que ouço a palavra ‘Blitz’, tenho a impressão que a Alemanha vai invadir de novo. Reminiscência da consciência coletiva francesa…
  32. Aqui no Brasil, pais com muita ascendência italiana, tem uma lei que se chama ‘lei do silencio’. Que mau gosto! Parece que esqueceram que la na Itália, a lei do silencio (também chamada de “omerta”) se refere a uma pratica da mafia que se vinga das pessoas que denunciam suas atividades criminais.
  33. Aqui no Brasil, se acha tudo tipo de nomes, e muitos nomes americanos abrasileirados: Gilson, Rickson, Denilson, Maicon, etc.
  34. Aqui no Brasil, quando comprar tem que negociar.
  35. Aqui no Brasil, os homens se abraçam muito. Mas não é só um abraço: se abraça, se toca os ombros, a barriga ou as costas. Mas nunca se beija. Isso também é gay.
  36. Aqui no Brasil, o polegar erguido é sinal pra tudo : “Ta bom?”, “obrigado”, “desculpa”.
  37. Aqui no Brasil, quando um filme passa na televisão, não passa uma vez só. Se perder pode ficar tranquilo que vai passar mais umas dez outras vezes nos próximos dias. Assim já vi “Hitch” umas quatro vezes sem querer assistir nenhuma.
  38. Aqui no Brasil, tem um jeito estranho de falar coisas muito comuns. Por exemplo, quando encontrar uma pessoa, pode falar “bom dia”, mas também se fala “e ai?”. E ai o que? Parece uma frase abortada. Uma resposta correta e comum a “obrigado” e “imagina”. Imagina o que? Talvez eu quem falte de imaginação.
  39. Aqui no Brasil, todo mundo gosta de pipoca e de cachorro quente. Não entendo.
  40. Aqui no Brasil, quando você tem algo pra falar, é bom avisar que vai falar antes de falar. Assim, se ouvi muito: “vou te falar uma coisa”, “deixa te falar uma coisa”, “é o seguinte”, e até o meu preferido: “olha só pra você ver”. Obrigado por me avisar, já tinha esquecido para que tinha olhos.
  41. Aqui no Brasil, as lojas, o negócios e os lugares sempre acham um jeito de se vender como o melhor. Já comi em em vários ‘melhor bufe da cidade’ na mesma cidade. Outro superativo de cara de pau é ‘o maior da América latina’. Não costa nada e ninguém vai ir conferir.
  42. Aqui no Brasil, tem uma relação ambígua e assimétrica com a América latina. A cultura do resto da América latina não entra no Brasil, mas a cultura brasileira se exporta la. Poucos são os brasileiros que conhecem artistas argentinos ou colombianos, poucos são os brasileiros que vão de ferias na América latina (a não ser Buenos Aires ou o Machu Pichu), mas eles em geral visitaram mais países europeus do que eu. O Brasil as vezes parece uma ilha gigante na América latina, embora que tenha uma fronteira com quase todos os outros países do continente.
  43. Aqui no Brasil, relacionamentos são codificados e cada etapa tem um rótulo: peguete, ficante, namorada, noiva, esposa, (ex-mulher…). Amor com rótulos.
  44. Aqui no Brasil, a comida é: arroz, feijão e mais alguma coisa.
  45. Aqui no Brasil, o povo é muito receptivo. E natural acolher alguem novo no seu grupo de amigos. Isso faz a maior diferencia do mundo. Obrigado brasileiros.
  46. Aqui no Brasil, o brasileiros acreditam pouco no Brasil. As coisas não podem funcionar totalmente ou dar certo, porque aqui, é assim, é Brasil. Tem um sentimento geral de inferioridade que é gritante. Principalmente a respeito dos Estados Unidos. To esperando o dia quando o Brasil vai abrir seus olhos.
  47. Aqui no Brasil, de vez em quando no vocabulário aparece uma palavra francesa. Por exemplo ‘petit gâteau’. Mas para ser entendido, tem que falar essas palavras com o sotaque local. Faz sentido mas não deixa de ser esquisito.
  48. Aqui no Brasil, tem um organismo chamado o DETRAN. Nem quero falar disso não, não saberia por onde começar…
  49. Aqui no Brasil, dentro dos carros, sempre tem uma sacola de tecido no alavanca de mudança pra colocar o lixo.
  50. Aqui no Brasil, os brasileiros se escovam os dentes no escritório depois do almoço.
  51. Aqui no Brasil, se limpa o chão com esse tipo de álcool que parece uma geleia.
  52. Aqui no Brasil, a versão digital de ‘fazer fila’ é ‘digitar codigos’. No banco, pra tirar dinheiro tem dois códigos. No supermercado, o leitor de código de barra estando funcionando mal tem que digitar os códigos dos produtos. Mas os melhores são os boletos pra pagar na internet: uns 50 dígitos. Sempre tem que errar um pelo menos. Demora.
  53. Aqui no Brasil, o sistema sempre ta “fora do ar”. Qualquer sistema, principalmente os terminais de pagamento de cartão de credito.
  54. Aqui no Brasil, tem um lugar chamado cartório. Grande invenção para ser roubado direito e perder seu tempo durante horas para tarefas como certificar uma copia (que o funcionário nem vai olhar), ou conferir que sua firma é sua firma.
  55. Aqui no Brasil, parece que a profissão onde as pessoas são mais felizes é coletor de lixo. Eles estão sempre empolgados, correndo atrás do caminhão como se fosse um trilho do carnaval. Eles também são atletas. Tens a energia de correr, jogar as sacolas, gritar, e ainda falar com as mulheres passando na rua.
  56. Aqui no Brasil, pode pedir a metade da pizza de um sabor e a metade de outro. Ideia simples e genial.
  57. Aqui no Brasil, no tem agua quente nas casas. Dai tem aquele sistema muito esperto que é o chuveiro que aquece a agua. Só tem um porem. Ou tem agua quente ou tem um vazão bom. Tem que escolher porque não da para ter os dois.
  58. Aqui no Brasil, as pessoas saem da casa dos pais quando casam. Assim tem bastante pessoas de 30 anos ou mais morando com os pais.
  59. Aqui no Brasil, tem três palavras para mandioca: mandioca, aipim e macaxeira. La na franca nem existe mandioca.
  60. Aqui no Brasil, tem o numero de telefone tem um DDD e também um numero de operadora. Uma complicação a mais que pode virar a maior confusão.
  61. Aqui no Brasil, quando encontrar com uma pessoa, se fala: “Beleza?” e a resposta pode ser “Jóia”. Traduzindo numa outra língua, parece que faz pouco sentido, ou parece um dialogo entre o Dalai-Lama e um discípulo dele. Por exemplo em inglês: “The beauty? – The joy”. Como se fosse um duelo filosófico de conceitos abstratos.
  62. Aqui no Brasil, a torneira sempre pinga.
  63. Aqui no Brasil, no taxi, nunca se paga o que esta escrito. Ou se aproxima pra cima ou pra baixo.
  64. Aqui no Brasil, marcar um encontro as 20:00 significa as 21:00 ou depois. Principalmente se tiver muitas pessoas envolvidas.
  65. Aqui em Belo Horizonte, é a menor cidade grande do mundo. 5 milhões de habitantes, mas todo mundo conhece todo mundo. Por isso que se fala que BH é um ovo. Eu diria que é um ovo frito. Assim fica mais mineiro

 

“Afinal, o que é inteligência?”

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Por Isaac Asimov, a melhor definição para inteligência.

Quando eu estava no exército, fiz um teste de aptidão, solicitado a todos os soldados, e consegui 160 pontos. A média era 100. Ninguém na base tinha visto uma nota dessas e durante duas horas eu fui o assunto principal.

(Não significou nada – no dia seguinte eu ainda era um soldado raso da KP – Kitchen Police)…

Durante toda minha vida consegui notas como essa, o que sempre me deu uma ideia de que eu era realmente muito inteligente. E imaginava que as outras pessoas também achavam isso.

Porém, na verdade, será que essas notas não significam apenas que eu sou muito bom para responder um tipo específico de perguntas acadêmicas, consideradas pertinentes pelas pessoas que formularam esses testes de inteligência, e que provavelmente têm uma habilidade intelectual parecida com a minha?

Por exemplo, eu conhecia um mecânico que jamais conseguiria passar em um teste desses, acho que não chegaria a fazer 80 pontos. Portanto, sempre me considerei muito mais inteligente que ele.

Mas, quando acontecia alguma coisa com o meu carro e eu precisava de alguém para dar um jeito rápido, era ele que eu procurava. Observava como ele estudava a situação enquanto fazia seus pronunciamentos sábios e profundos, como se fossem oráculos divinos.

No fim, ele sempre consertava meu carro.

Então imagine se esses testes de inteligência fossem preparados pelo meu mecânico. Ou por um carpinteiro, ou um fazendeiro, ou qualquer outro que não fosse um acadêmico.

Em qualquer desses testes eu comprovaria minha total ignorância e estupidez. Na verdade, seria mesmo considerado um ignorante.

Em um mundo onde não pudesse me valer do meu treinamento acadêmico ou do meu talento com as palavras, e tivesse que fazer algum trabalho com as minhas mãos ou resolver alguma coisa complicada, eu me daria muito mal.

A minha inteligência, portanto, não é algo absoluto, mas sim algo imposto como tal, por uma pequena parcela da sociedade em que vivo.

Vamos considerar o meu mecânico, mais uma vez. Ele adorava contar piadas.

Certa vez, ele levantou a cabeça por cima do capô do meu carro e me perguntou:

“Doutor, um surdo-mudo entrou numa loja de materiais de construção para comprar uns pregos. Ele colocou dois dedos no balcão como se estivesse segurando um prego invisível e, com a outra mão, imitou umas marteladas. O balconista trouxe então um martelo. Ele balançou a cabeça de um lado para o outro, negativamente, e apontou para os dedos no balcão. Dessa vez, o balconista trouxe vários pregos, ele escolheu o tamanho que queria e foi embora. O cliente seguinte era um cego que queria comprar uma tesoura. Como o senhor acha que ele fez?”

Eu levantei minha mão e “cortei o ar” com dois dedos, como uma tesoura.

“Mas você é muito burro mesmo! Ele simplesmente abriu a boca e usou a voz para pedir!”

Enquanto meu mecânico gargalhava, ainda falou:

“Tô fazendo essa pegadinha com todos os clientes hoje.”

“E muitos caíram?” perguntei, esperançoso.

“Alguns. Mas com você, eu tinha certeza absoluta que ia funcionar”.

“Ah é? Por quê?”

“Porque você tem muito estudo, doutor, sabia que não seria muito esperto”

E algo dentro de mim me disse que ele tinha alguma razão…

 

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Isaac Asimov (1920-1992) foi um escritor e bioquímico russo, naturalizado americano, responsável por diversas obras de ficção e divulgação científica. Asimov escreveu e revisou mais de 500 obras ao longo de sua vida, além de cerca de 90 mil cartas.

A sua obra mais famosa é a série Fundação, referida muitas vezes como Trilogia da Fundação. Apesar disso, o conto I, Robot” (“Eu, Robô”) ficou em evidência graças ao filme de mesmo nome, estrelado por Will Smith.

Com uma visão muito além da sua época, Asimov é considerado por muitos especialistas um dos autores mais produtivos de todos os tempos. A área da robótica era uma das mais exploradas pelo escritor, e ele acertou em muitas de suas previsões a respeito das tecnologias que temos hoje.

Por ser escritor de ficção científica, muito do que Asimov falava em sua época era considerado um absurdo, apenas fantasia de uma mente criativa. No entanto, o autor previu o surgimento de várias tecnologias utilizadas nos dias de hoje.

Em 1988,  ele deu uma ideia de como seria a propagação do conhecimento no futuro. O modelo descrito por ele nada mais é do que a internet como conhecemos hoje. Nas palavras do autor: “[…]Uma vez que tenhamos computadores em casa, cada um deles ligado a bibliotecas enormes, qualquer pessoa pode fazer perguntas e ter respostas, obter materiais de referência sobre qualquer assunto em que esteja interessada em saber.”.

Qualquer semelhança da descrição acima com a Wikipédia e vários outros serviços da internet não é uma mera coincidência…

 

 

 

 

 

 

 

Fonte:

awebic.com

Os tuítes que arruinaram a vida de seus autores

Não importava quantas vezes ela se justificasse: ao se converter em “trending topic” número um do Twitter, não havia nada que Justine Sacco pudesse fazer.

Em dezembro de 2013, a relações públicas de 30 anos esperava no aeroporto de Heathrow (Londres) por um voo à Cidade do Cabo, na África do Sul. Pouco antes de embarcar, compartilhou um tuíte com seus 170 seguidores: “Estou indo para a África. Espero não pegar HIV. Brincadeira. Sou branca”.

Nunca imaginou as consequências da mensagem infeliz, que mais tarde ela explicaria ser uma brincadeira ironizando a “bolha” em que vivem os americanos com relação à realidade de países em desenvolvimento.

Considerado ofensivo e preconceituoso por muitos, o tuíte de Sacco foi compartilhado milhares de vezes durante as horas em que ela estava dentro do avião – e usuários das redes sociais a xingavam e pediam que ela fosse demitida da empresa onde trabalhava, algo que acabou acontecendo. E Sacco só soube de tudo isso quando seu voo pousou.

Até o milionário Donald Trump tuitou pedindo a demissão dela; outro usuário comentou: “É impressionante ver como alguém se autodestrói sem sequer saber”.

A IAC, empresa onde Sacco trabalhava, anunciou a demissão dela publicamente, também via Twitter: “Esse é um assunto muito sério para nós. Já não temos mais relação com a funcionária em questão”.

A história de Sacco é uma das contadas pelo escritor galês Jon Ronson no seu livro So You’ve Been Publicly Shamed (Então você foi envergonhado publicamente, em tradução livre), com depoimentos de pessoas que tiveram suas reputações destruídas na internet.

“Quando conheci Sacco, ela estava confusa, irritada. Depois do que aconteceu, ela não dormia; acordava no meio da noite sem saber quem era, sentia que sua vida não tinha propósito”, diz Ronson em entrevista à BBC. “Até então, ela tinha uma carreira bem-sucedida, que a fazia feliz. Mas tiraram essa satisfação dela. E as pessoas ficaram felizes com isso.”

Misoginia

Ronson comenta que Sacco foi alvo de todo tipo de comentários, “mas muitíssimos deles eram misóginos. (Insultos) acontecem com frequência quando se trata de uma mulher”.

Adria Richards viveu algo parecido. Em março de 2013, ela estava na plateia de uma palestra de programadores na Califórnia quando escutou um comentário sussurrado na fila de trás.

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O comentário era uma piada de teor sexual que fazia um jogo de palavras com termos comumente usados no mundo da informática. Indignada com a piada, Richards tirou uma foto de seu autor, Hank, e a compartilhou a seus mais de 9 mil seguidores no Twitter, criticando o comentário que ele tinha feito.

Ambos acabaram sendo demitidos. Mas, no Twitter, quem levou a pior foi Richards.

“Ela foi submetida a uma terrível campanha de assédio pela internet. Começaram a bombardeá-la com ameaças de estupro e morte; houve até quem publicasse o endereço dela ao lado de uma foto de uma mulher decapitada com a boca coberta por uma fita adesiva”, conta Ronson.

Foto infeliz

No caso de Lindsey Stone, 32, foi uma foto que provocou a destruição de sua reputação online. Ela estava com uma colega de trabalho no Cemitério Nacional de Arlington, na Virgínia (EUA), e decidiu tirar uma foto no Túmulo do Soldado Desconhecido, justo ao lado de uma placa que pedia “silêncio e respeito”.

As duas acharam que seria engraçado aparecer na foto fingindo gritar e mostrando o dedo do meio. Era uma brincadeira das duas: costumavam tirar fotos ao lado de placas, desobedecendo as instruções destas; por exemplo, fumando ao lado de um aviso de proibido fumar.

A ira das redes sociais emergiu um mês depois, quando alguém se deparou com a foto na internet. Críticos acabaram criando uma página – que ganhou popularidade – no Facebook chamada “Demitam Lindsey Stone”.

No dia seguinte, havia câmeras de TV na frente da sua casa. Ela também foi demitida. No ano seguinte ao incidente, ela mal saiu de casa, afetada pela depressão e pela insônia. Disse a Ronson que não queria ver ninguém, nem ser vista.

Tudo por causa de uma foto no Twitter.

“São pessoas que foram totalmente destruídas por pessoas boas como nós”, conta Ronson à rádio BBC. “Nas mídias sociais, gostamos de nos ver como defensores dos mais indefesos, travando lutas honrosas, mas a verdade é que temos um poder imenso e não percebemos isso. Fazemos com os outros o que temos medo de fazerem conosco.”

A pegadinha da Tv Record

O cantor Duke Hazlett, sósia de Frank Sinatra, que participou de pegadinha da Record em 1963

O cantor Duke Hazlett, sósia de Frank Sinatra, que participou de pegadinha da Record em 1963

Houve um tempo, na pré-história da televisão no Brasil, em que era possível fazer uma pegadinha que enganasse uma cidade inteira. Claro, isso acontecia apenas porque não existia internet, nem telefones celulares – e a telefonia fixa era restrita e precária. Ou seja, as notícias demoravam a circular e a apuração delas também era mais difícil e lenta.

Um dos casos mais famosos aconteceu em março de 1963, época em que a TV Record era a líder inconteste de audiência. Proporcionalmente, sua penetração em todas as camadas da população, e por consequência a popularidade de seus astros, era muito maior do que a TV Globo de hoje. Foi lá, em seus programas e festivais de música, que surgiram e se consolidaram artistas como Caetano Veloso e Chico Buarque, apenas para citar dois nomes. E foi lá que a Jovem Guarda mudou a música e os costumes dos jovens de então, com o programa do mesmo nome apresentado por Roberto Carlos.

Voltando a março de 1963, após vários anúncios, um mistério movimentou a cidade de São Paulo: quem seria a grande atração internacional que viria ao Brasil para se apresentar na Record? O fato é narrado pelo radialista e pesquisador Fernando Morgado no livro Blota Jr. – A Elegância no Ar (Matrix Editora), lançado no ano passado.

Durante um mês, a emissora, que completaria dez anos, exibiu incontáveis chamadas em sua programação e publicou anúncios nos principais jornais e revistas revelando as novidades para aquele ano. Uma delas era o programa “Convidados Bombril”, apresentado por Blota Jr. (1920-1999), lendário apresentador que comandou dezenas de programas na Record.

Blota Júnior

Blota Júnior

Os anúncios traziam uma frase misteriosa: “Em fins de março, o ‘astro’ que você esperou por 10 anos para poder ver”. Afinal, quem poderia ser? Frank Sinatra (1915-1998)? Yves Montand (1921-1991)? Os jornalistas faziam suas apostas e se esforçavam para tentar descobrir antes de 31 de março, o domingo para quando estava marcada a apresentação. Quando esse tão aguardado dia chegou, dezenas de repórteres se posicionaram em torno da sede da Record, mas nenhum deles conseguiu ver o tal “astro”. O jeito foi esperar a noite chegar e ligar a TV.

De acordo com Morgado, faltavam poucos minutos para a meia-noite quando Blota Jr. surgiu no vídeo, anunciando que, finalmente, seria desfeito o mistério que causou tanto alvoroço em São Paulo e no restante do Brasil. “Em seguida, a câmera focalizou uma cortina translúcida. Projetada nela, estava a silhueta de um homem que começou a cantar acompanhado pela orquestra da Record. Quem estava vendo e ouvindo poderia jurar: era Frank Sinatra, the voice, em carne e osso”, conta.

Apesar do alvoroço momentâneo, era um ledo engano: após o segundo número musical, Blota Jr. invadiu a cena para fazer uma revelação.

“Logo as cortinas se abriram e surgiu Duke Hazlett, considerado, por muitos anos, o mais perfeito sósia de Sinatra em todo o mundo. Depois disso, só restou ao Doutor, como era conhecido o apresentador, desejar um feliz primeiro de abril para todos”, explica Morgado.

Evidentemente, de acordo com o pesquisador, muitos jornalistas da época não viram graça nenhuma na pegadinha…

 

 

 

Fonte:

THELL DE CASTRO

noticiasdatv.uol.com.br

FOTOS MAGNÍFICAS QUE PARECEM FALSAS

Quem costuma navegar na internet com frequência certamente mantém um ceticismo saudável com relação a muita coisa que vê.  Sejam notícias, sejam imagens. E quando se fala de imagens, logo vem à mente um “Ah, isso só pode ter sido mexido com Photoshop!” quando vemos uma foto impressionante.

Antes de continuar, apenas uma informação para aqueles que já se depararam com essa frase, mas não sabem bem do que se trata. A maioria das imagens vistas em publicações, revistas, jornais e publicidade têm imagens que foram retocadas por esse programa. O Photoshop é a mais poderosa ferramenta de edição de imagens que existe, ou seja, permite modificar fotografias.

Um exemplo disso é a foto abaixo, do artista americano Danny Evans, que criou um Tom Cruise “gente como a gente” usando esse programa.

Mas, normalmente, ele é usado para eliminar pequenas imperfeições, melhorar a iluminação e textura,  acentuar as cores, enfim, para deixar a foto mais bonita.

Voltando, então, ao que eu dizia: muitas imagens publicadas na internet são fotos retocadas com o Photoshop – e algumas são evidentemente mal feitas. Por exemplo, esta:

Ou esta:

Cadê a sombra?

Há outras, porém, que exigem um pouco mais de atenção para se notar o erro no retoque.

Apagaram o umbigo!

Agora, as fotos abaixo podem bagunçar esse conceito de real/editado – mas acredite (e pesquise!) – todas elas são totalmente reais.

Árvores no Parque Schonbrunn, Áustria

Barco que parece estar flutuando no ar, em Menorca, Espanha

Barco que parece estar flutuando no ar, em Menorca, Espanha

Edifício Hausmannian em Paris

Estação de metrô Solna Centrum, em Estocolmo.

Montanhas coloridas Zhangye Danxia em Gansu, China

Nuvens lenticulares

Salar de Uyuni, Bolívia

Um telefonema hoje é uma prova de amor…

A tabulação da segunda edição da pesquisa “Jovem Digital Brasileiro”, do Ibope, apresentou o perfil de consumo na rede do jovem brasileiro. A maioria desses jovens é usuária das redes sociais, e os que assistem e baixam filmes pela internet chegam a 93%.

As redes sociais mais navegadas por esse público são o Facebook com 91%, o Youtube com 48%, o Instagram com 15% e o Twitter com 13%. Todos esses são acessados simultaneamente, provocando uma grande convergência midiática. Os vídeos online se tornaram uma nova maneira de escrita na web.

Quer dizer,  a internet determina o comportamento, o estilo de vida e os padrões de consumo desse público.

Atualmente, 17% dos que vivem em regiões metropolitanas do país têm ao menos um tablet e, dos que possuem celular, 47% usam smartphone. Quatro aplicativos estão em 80% dos celulares: Facebook, email, WhatsApp e Youtube. Fora das mídias sociais, as categorias de aplicativos mais consumidas pelo jovem internauta brasileiro são jogos, previsão do tempo, internet banking e notícias.

Imprensa-de-Gutemberg

Gutemberg foi o inventor da prensa móvel. Depois de Gutemberg, tudo mudou: milhares de livros foram impressos e a leitura generalizou-se.

Eu acho que a internet desencadeou uma nova revolução, e essa geração de jovens terá uma postura totalmente diferente em relação ao mundo por conta dela. Porque, em primeiro lugar, a internet provocou uma democratização do conhecimento: qualquer pessoa pode  chegar com rapidez à informação e ao conhecimento a partir de uma simples pesquisa num computador, ou no smartphone ou tablet. Depois, pela mudança na nossa forma de comunicar, à distância e na proximidade.

Esses jovens não escrevem mais cartas, como seus avós, e nem consultam mais os jornais, como seus pais. As próprias mensagens hoje se trocam mais pelo “zapzap” (Whatsapp) do que por um contato telefônico ou pessoal. A web traz pesquisas científicas, pornografia e receitas para fabricar uma bomba ao lado do Instagram.

E aquele conceito de comunicação “virtual” me parece que também caiu por terra, porque o jovem se comunica pelas redes com aquele mesmo amigo com quem acabou de estar na escola.  Porque “teclar” é quase tão importante como trocar impressões no intervalo das aulas.

Quando os pais criticam os filhos porque eles passam muito tempo no computador, estão se esquecendo que eles mesmos não largam seus joguinhos ou o Facebook.  Dizem que os filhos não leem, mas há muito que não pegam num romance. E continuará assim: a imprensa escrita será cada vez menos lida e os livros terão tiragens cada vez menores, caso “leitura” continue a ser definida pelo número de exemplares físicos vendidos.

Quando penso numa forma de incentivar esse jovem a ler – esse jovem que foi alfabetizado com o uso dos tablets e não mais da lousa na parede da escola – imagino que não se deva mais continuar a existir apenas palestras feitas por pessoas que gostam de ler, para outras que não têm esse hábito; ou pela propaganda de livros que estão nos “10 Mais ” do não sei aonde. Acho que é preciso usarmos suportes digitais, que devem incluir sons e imagens, que estimulem a fixação da atenção, tornada agora mais volátil pela estimulação permanente. E que esse material seja compartilhável, e compartilhado com pais, amigos e outros jovens, de forma dinâmica e interativa.

O grande problema que vejo aqui é a questão da remuneração. Sim, a remuneração do escritor, quando falo de livros. Ele precisa pagar as contas, como qualquer mortal, porque um escritor tem que comer, se vestir, ter uma casa onde morar etc. Então, quando falo em compartilhar, não pode ser totalmente de graça… E aí é que mora o perigo. Com tanta coisa de graça à solta na internet, como encontrar aquele disposto a pagar pelo seu livro digital, compartilhável etc e tal?Hoje,

Mas esse é apenas um dos aspectos de nossas vidas que mudou com a internet. Posso apontar mais alguns:

O imediatismo é o que diferencia principalmente um antes de um depois em nossa vida pessoal e profissional. Tudo acontece e é compartilhado mais rápido. Ao mesmo tempo, por conta da facilidade de sua circulação, tomamos conhecimento de muitas ideias que, de outra forma, continuariam “inéditas”.

Outro ponto é o da “aldeia global”, que muito se teorizava há, sei lá, três décadas e muitos diziam que era ficção. Pois a “aldeia global” existe… A internet elimina as distâncias! Hoje, converso com minha filha, que vive a 13.000 km de onde moro, pelo Skype!

Esse “encurtamento” das distâncias também permite que nossa opinião se torne pública, chegando a quem jamais nos leria ou ouviria se a web não existisse. Podemos publicar livros, gravar palestras, mostrar nossas receitas, tocar nossa mais nova música… Por isso, cada vez mais, devemos nos tornar conscientes do poder que a internet tem em fazer nascer um novo astro ou destruir a reputação desse mesmo astro em instantes.

Um terceiro ponto que destaco é a interconexão entre grupos de pessoas afins. Pessoas que compartilham de hobbies ou atividades podem se comunicar por meio dos grupos, trocar ideias e informações e o mesmo acontece com as minorias: políticas, raciais, religiosas etc. As ideias podem ser difundidas sem que exista mais a preocupação da distância ou de isolamentos, provocados ou circunstanciais.

O último ponto que destaco, e que certamente afeta aos jovens de uma forma que eles ainda não se deram conta, é a solidão e a introversão. Enquanto que os chats, grupos de discussão, redes sociais e as mensagens instantâneas aproximaram as pessoas em alguns aspectos, tenho certeza de que as tornaram mais solitárias (claro que a “culpa” não é apenas da internet; a violência e o custo de vida nas grandes cidades, além dos problemas de deslocamento, trânsito e etc, contribuem para que as pessoas fiquem mais em casa). Mas é inegável essa contradição: enquanto você se comunica mais pelos meios digitais, comunica-se menos no mundo real.

A pergunta que deixo é: como integrar o mundo físico ao virtual?