Itália: conheça os dialetos e curiosidades do italiano

Engana-se quem pensa que o único idioma na Itália é o italiano. Apesar de ser a língua mais falada e mais popular no país europeu, hoje vamos mostrar que por lá o idioma italiano não é o único na tão multifacetada e fantástica bota.

Qual é o idioma oficial na Itália?

O idioma na Itália, oficialmente, é o italiano. Porém, a língua também é considerada oficial em San Marino, na Suíça e no Vaticano.

O italiano foi estabelecido como língua oficial na Itália e, depois de 1861, quando da unificação do país, foi imposta como obrigatória.

Quais outros idiomas se falam na Itália?

São 21 idiomas e dialetos falados no país além do italiano. Sim, mesmo que a gente tenha a ideia de que o idioma na Itália é um só, isso nos mostra, mais uma vez, que o mundo é muito maior do que se imagina.

Confira a lista dos idiomas e dialetos falados na Itália e as regiões onde se fala:

  • Vêneto – Veneza e Sardenha;
  • Sardo – Sardenha;
  • Friulano – Friul-Veneza Júlia;
  • Tirolês – Trento;
  • Occitano – Turim, Ligúria e Calábria;
  • Sassarese – Província de Sassari;
  • Corso gallurese – Província de Ólbia-Tempio e Província de Sassari;
  • Arberesh – Sul da Itália, Sicília, Calábria, Apúlia, Molisem Campânia, Basilicata e Abruzzo;
  • Francoprovençal – Turim, Aosta, Foggia  e Calábria;
  • Ladino-dolomita – Bolzano, Trento e Veneza;
  • Esloveno – Trieste, Gorizia e Udine;
  • Catalão – Sardenha;
  • Francês – Aosta;
  • Grego – Calábria e Apúlia;
  • Lígure tabarchino – Carloforte e Calasetta;
  • Bávaro – Trento;
  • Croata – Molise;
  • Carintiano – Udine;
  • Cárnico – Veneza;
  • Tirolês (pusterese) – Veneza;
  • Romaniska – Sardenha.

Mapa da Itália

Dialetos falados na Itália

Esses idiomas são oficiais?

Não, como explicado no início, o idioma oficial é o italiano. Porém, com uma formação social e étnica muito plural, praticamente cada região do país possui um dialeto ou idioma. De norte a sul, a Itália é uma colcha de retalhos e isso se deve à sua história de conquistas e invasões.

Porque existem tantos idiomas diferentes na Itália?

A história do país é rica e muito vasta, especialmente quando se trata de conquistas e invasões. Antes do Império Romano se estabelecer e se expandir por outras regiões da Itália e da Europa, diversas línguas e dialetos já eram falados na região. Daí a diversidade nesse aspecto.

Qual a origem da diversidade?

No passado, os territórios foram colonizados por diferentes povos e nações, como Espanha, França e o Império Austro-Húngaro. Apesar de unificados durante um período pelo Império Romano, é preciso levar em consideração que a Itália teve uma unificação tardia comparada a outros países do continente. Com início em 1815, o processo de unificação só foi finalizado em 1871.

O latim, por exemplo, sempre foi muito falado nos reinos que hoje compõem a Itália, especialmente no Vaticano. Por isso, o mais correto seria afirmar que todos os idiomas e dialetos falados no país derivam do latim e não do italiano.

É uma confusão, mas que faz todo o sentido quando você percebe que a história da Itália enquanto nação não é algo linear e retilíneo. Contou com diversos desdobramentos que resultaram, inevitavelmente, nessa pluralidade de línguas tão diferentes entre si, mas que possuem muito em comum.

Dicas para você aprender italiano

Se você quer aprender mais sobre a língua, é importante lembrar algumas dicas preciosas quando o assunto é aprender um novo idioma. NOTA: essas dicas servem pra estudar qualquer idioma.

A primeira dessas dicas é querer. Sim, parece básico, mas muito do aprender um novo idioma passa pelo querer.

É importante que você parta do começo. Aprenda o alfabeto, como se pronunciam as palavras, as formações silábicas e tente estabelecer conversas breves. Aquele famoso – “oi, tudo bem?” – pode sempre ser considerado um bom começo.

Assista filmes e séries em italiano

Além disso, outra coisa fundamental para se fazer é acostumar os ouvidos ao idioma. Ou seja, comece a assistir filmes italianos e tente colocar a legenda também em italiano. Você pode buscar por emissoras de rádio e TV do país europeu, como a RAI.

Algumas séries também podem ajudar. Uma delas é Suburra e, apesar de conter cenas de violência, mostra o italiano falado no dia a dia e pode ser uma mais-valia para você que quer aprender o idioma. Outra é Amiga Genial, da HBO, que mostra o dialeto falado em Nápoles.

Ouça música

Ouvir música também ajuda a montar uma lista com os principais vocabulários. Por exemplo, você ouve a música e vai traduzindo no Google Tradutor. Dessa maneira, o seu cérebro começa a se acostumar com o idioma, a forma como é falado e o contexto.

Você pode começar aprendendo a letra e significado do hino italiano.

Apps

Os aplicativos para celular também ajudam. O Duolingo é um deles e pode ser uma ajuda e tanto já que, além de gratuito, ele traz exercícios e pode ser instalado no seu smartphone.

Aulas

Claro, não dá pra prescindir das aulas com um professor.

Por último: um idioma se aprende todos os dias, por isso, pratique.

Buona fortuna!!

 

 

 

Fonte:

http://www.eurodicas.com.br

Interpretação de Texto – como você está nessa?

Tenho notado, e a cada dia que passa com mais frequência, a grande dificuldade das pessoas em interpretar textos. E não são apenas os jovens, não – aqueles que, segundo o entendimento comum, não conseguem ler nada mais extenso que um tuíte. Isso ocorre em todas as idades… Por isso, para ajudar com essa dificuldade, trago este post com algumas dicas.

1. Leia mais (eu sei que é clichê, então vou te dar alternativas bacanas)

Algumas pessoas mais espertas do que eu diziam o seguinte sobre leitura:

  • Quem não lê mal ouve, mal fala, mal vê. (Monteiro Lobato)
  • O homem que não lê bons livros não tem nenhuma vantagem sobre o homem que não sabe ler. (Mark Twain)
  • Ler é beber e comer. O espírito que não lê emagrece como o corpo que não come. (Victor Hugo)

Se você quiser interpretar melhor, você deve ter O QUE INTERPRETAR. Sabe, não adianta ficar querendo tapar o sol com a peneira e pedir para divindades que tudo dê certo. Querer todo mundo quer. Você tem que ter seu algo a mais. Leia.

“Pô, LER MAIS? Odeio ler!”

Não, você não odeia LER. Talvez odeie ler os livros chatos que os professores da escola indicavam quando você era criança. Machado de Assis? Blergh! Olavo Bilac? Parnasiano aguado! Manuel Bandeira? Não, não, não, por favor!

Para fugir disso e melhorar sua interpretação de textos, leia o que você achar delicioso. Vou te mostrar algumas boas opções para fugir do lugar-comum.

Histórias em quadrinhos

Tem muita gente que aprendeu a ler com Turma da Mônica ou com os gibis da Disney. E soube interpretar desde cedo que o Cebolinha falava “elado” porque ele era uma criança ainda aprendendo a falar com mais dificuldades do que as outras crianças.

Sites de fofocas

Exemplo: Papel Pop: os sites de fofocas colocam duplo sentido em um milhão de textos, e isso é fantástico para você. Toda vez que você não entender alguma coisa, pergunte-se: o que será que o autor do texto quis dizer com isso? Você começa entendendo frases simples nesse tipo de site e acaba conseguindo interpretar textos em geral.  Isso é muito legal, né não?

Livros infantojuvenis com personagens maaaais ou menos infantis

Não é por acaso que Stranger Things é uma das séries originais da Netflix mais adoradas. Ela tem um ingrediente fascinante para qualquer pessoa de qualquer idade no mundo inteiro: crianças pré-adolescentes ou adolescentes enfrentando coisas mais fortes do que elas. E esse roteiro não é novo: existe em Harry Potter, Percy Jackson, Jogos Vorazes, Guerra dos Tronos (sim, lá estão o Jon, a Dany, a Arya, a Sansa, o Jofrey, o Bran…) porque todo mundo adora uma creepy child (criança esquisita), e os livros relacionados a elas são do tipo que você começa pela manhã e só termina quando chega à última página.

Letras de músicas

Você está a fim de decorar uma nova música? Pegue a letra dela, não tente decorar somente pela cantoria da pessoa. Além de treinar sua interpretação, você treinará sua memória (é mais fácil decorar uma letra entendendo o sentido dela).

2. Veja se o sentido faz sentido

Eu já ouvi um incontável número de pessoas cantando músicas que não condiziam com a letra original, trocando totalmente o sentido da coisa. Isso acontece por dois motivos simples:

  1. o som da música não permite que as pessoas entendam direito o que se fala; e
  2. ninguém interpreta o que está cantando.

Quer alguns exemplos?

O texto original fala:

Na madrugada a vitrola rolando um blues
Tocando B. B. King sem parar

Não faz sentido, em um contexto comum, rolar um blues na madrugada e trocar de biquíni sem parar ao mesmo tempo!

Outra:

O texto original fala:

Eu perguntava “Do you wanna dance?” (Você quer dançar?)

Faz sentido você estar em uma festinha, conhecer alguém e perguntar as coisas em holandês? Só na Holanda, né?

E há vááários outros exemplos! Amar a pé, amar a pé… (amar até, amar até); Ôh Macaco cidadão, macaco da civilização… (Ôh pacato cidadão); Leste, oeste solidão… (S.O.S. solidão); São tantas avenidas… (São tantas já vividas); e assim vai!

A dica que fica é: o que você interpretou não fez sentido? Então procure ENTENDER o que você ouviu! Fazendo isso, você conseguirá conectar os fatos muito melhor e até memorizar mais rápido.

Em Interpretação, as palavras não são soltas, então não as trate como se estivessem ali sozinhas. Eu vou repetir.

Em Interpretação, as palavras não são soltas, então não as trate como se estivessem ali sozinhas.

Você ouve “trocando” “de” “biquíni” “sem” “parar”. Só que, se você junta tudo isso, o troço não vai fazer sentido algum! Não trate as palavras como se elas fossem solitárias.

3. Pratique com frases de motivação

Frases de motivação são umas lindas.  Elas são ótimas professoras de interpretação. Veja os exemplos (logo abaixo, há os significados das frases, caso você ainda esteja com a interpretação em baixa):

Perfeição é uma palavra capciosa. Ela denota algo positivo, mas leva a resultados negativos. Não busque a perfeição. Busque os resultados. Seja real.

Essa frase é de George Eliot. O sr. Eliot mal saberia que muitos anos após sua morte, muitas pessoas falariam coisas como:

“Eu tenho filhos.”

“Eu tenho pais.”

“Sou muito magro.”

“Sou muito gordo.”

“Não gosto de português.”

“Nunca me dei bem em matemática.”

Todos os dias pessoas têm algum motivo sem noção para desistir (ou para não entrar em ação). A idade é um dos campeões do desculpismo.

A verdade, entretanto, é só uma: ficar na inércia é que não vai trazer resultados a ninguém.

Colonel Sanders chegou a pensar no suicídio aos 65 anos de idade. Quando começou a escrever sua carta de adeus, decidiu falar tudo o que faria diferente para que sua vida tivesse seguido o rumo que ele sempre quis. Ao invés de se matar, Sanders começou a vender sua própria receita de frango frito de porta em porta. Aos 88 anos, o fundador do Kentucky Fried Chicken (KFC), nos Estados Unidos, tornou-se um bilionário.

Basicamente: coloque a mão na massa!

Existem milhares de outras frases de motivação por aí. Faça uma por dia. E, claro, interprete cada uma delas.

4. Interprete as Coisas em sua Vida – E Reflita sobre O Que os Outros Falam

Existe um livro em inglês chamado Happy for No Reason (Feliz sem Ter Motivo), da autora Marci Shimoff. De acordo com Shimoff, existem as pessoas que não são felizes, existem as pessoas que são felizes por algum motivo (geralmente por estarem com outras pessoas) e existem as pessoas que são felizes sem ter motivo.

No primeiro caso, de acordo com a autora, as pessoas estão em um estágio de depressão profunda; no segundo caso, as pessoas estão felizes, mas, como estão felizes por um MOTIVO, esse motivo pode ser retirado delas; e no terceiro caso as pessoas são felizes apenas por ser (entretanto, poucas conseguem chegar lá).

Um dos casos em que as pessoas buscam a felicidade por um motivo (aquela que pode ser tirada delas) é o da má interpretação. A pessoa se martiriza internamente por uma frase que pegou fora de contexto, ou cria algum tipo de raiva por algo que ouviu falar por terceiros, e a infelicidade a encontra.

Por isso, interpretar o que ocorre em sua vida dentro de um contexto lógico te ajudará em muitos aspectos. Em 90% dos casos, você perceberá que não é pessoal, e isso não será problema seu. Nos outros 10% (se for pessoal), o problema também não é seu.

5. Aprenda Gramática Aplicada ao Texto, e Não Gramática Pura

Querendo ou não, interpretar textos também significa aprender a Língua Portuguesa. Saber qual é o sujeito, qual é o advérbio, qual é o objeto indireto poderá te salvar de várias situações ruins.

O lance é que a gramática pura (por si só) não te ajudará em basicamente nada se você não conseguir aplicá-la. E aprender gramática consiste no seguinte:

Certo? Depois de muito treino, você estará com a preparação em nível avançado na interpretação de textos.

Que vai lhe servir em concursos, em provas de recuperação, em vestibulares e… pra não passar vergonha nas redes sociais e na vida em comum!

 

 

 

 

 

Fonte:

esquemaria.com.br  – Carol Alvarenga

Muletas linguísticas

Você já ouviu falar de “muletas linguísticas”? São expressões classificadas como cacoetes; expressões da moda. Por dependerem do uso, muitas vão e vêm.  São locuções, frequentemente vazias, usadas para ligar diferentes partes de um texto.

Na linguagem falada elas podem servir como apoio enquanto se pensa um pouco melhor na frase que se seguirá. Quer alguns exemplos? Aí vão:

Tipo

A palavra “tipo”, na fala, acabou se transformando na pontuação pós-moderna da geração “zap-zap”: “Hoje (tipo) eu (tipo) busco a independência (tipo) financeira.”

O “tipo” já se tornou um velho conhecido… Há tempos ele vem sendo empregado de maneira aleatória e fora de sua significação. Quando empregado de maneira viciosa, ele serve, “tipo”, como uma pontuação na frase:

(tipo) Ele nem perguntou se a gente queria que ele fosse (tipo), foi logo se oferecendo (tipo), superinconveniente!

Percebeu que, se retirarmos a expressão “tipo que”, o significado da frase não é alterado em absolutamente nada?

Meio que

Quem nunca ouviu a vazia expressão “meio que”? Em uma rápida pesquisa por microblogs, há centenas de registros como:

“A gente vive em um país (meio que) ditatorial.”

Não se desespere se você está se sentindo “meio que” revelado neste texto sobre cacoetes linguísticos. Conhecer o “inimigo” é fundamental para enfrentá-lo!

Tipo assim:

Quem achou, alguns anos atrás, que o “tipo assim” seria uma moda passageira entre os falantes, principalmente entre os adolescentes (grandes inovadores da linguagem!), enganou-se. Ele permanece por aí, marcando presença até mesmo nos textos escritos! Formalmente, ele não possui valor algum:

Acordei às 9:00 da manhã, (tipo assim) superatrasado!

Cara

E o conhecido vocalista de um grupo brasileiro (não vou dizer o nome…) completamente viciado no termo “cara”?

“Brasília, (cara), é uma terra, (cara), de poetas, (cara)!”

O uso excessivo dessa muleta ganhou tanta repercussão que o (cara) foi satirizado pelos caminhos rancorosos da Internet.

Gerundismo (esse é dose…)

Pode-se dizer hoje que vários clientes irritam-se com a moda do gerundismo, daqueles locutores do “a gente vai estar verificando…”.

Por quê? Justamente porque o atendimento telefônico, entre cliente e empresa, subentende o critério profissional, da objetividade, da eficácia.

Nós já identificamos o problema e estaremos trabalhando para resolvê-lo para você estar tendo uma melhor qualidade no serviço contratado”.

Quem nunca foi vítima desse cacoete linguístico? O gerundismo é considerado um vício de linguagem, um modismo que utiliza de maneira inadequada a forma nominal gerúndio. Na tentativa de reforçar uma ideia de continuidade de um verbo no futuro, acabamos complicando o que já é suficientemente complicado, e o que antes podia ser dito de maneira mais econômica e direta foi substituído por uma estrutura que prefere utilizar três verbos em vez de apenas um ou dois.

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O importante é saber que a língua é do falante, sem ele a língua não existe. Importante também ter em mente que a principal finalidade do idioma é a comunicação, e então, quando se alerta sobre os cacoetes (ou muletas linguísticas), estamos lembrando que existem duas vertentes da língua, a coloquial e a língua padrão, e espera-se que a gente entenda que, para cada situação, uma dessas linguagens é a mais adequada!

Fontes:
exame.abril.com.br
wikipedia
alunosonline.uol.com.br

Palavras que nossos avós usavam – e não usamos mais

O sacripanta deu um tabefe na sirigaita enquanto o janota armava o maior quiprocó

Não é só uma questão de gírias. Nem de modismos. Algumas palavras da nossa língua simplesmente deixaram de ser usadas com o passar das décadas, e expressões comuns nos tempos dos nossos avós, ou mesmo dos nossos pais, são completamente desconhecidas pelas novas gerações.

Com o tempo, novas palavras vão surgindo, assim como novos significados para palavras antigas, o que acaba deixando nosso idioma com algumas diferenças entre épocas. E palavras, tão coloquiais há alguns anos, foram engavetadas e esquecidas.

Só pra citar alguns exemplos, e os seus significados:

  • Tabefe (tapa, bofetada)
  • Sacripanta (patife, pilantra)
  • Basbaque (pessoa ingênua, simplório, tolo)
  • Chumbrega (de má qualidade, ordinário)
  • Sirigaita (mulher espevitada, pretensiosa)
  • Alcunha (apelido, codinome)
  • Janota (pessoa bem vestida)
  • Petiz (criança)
  • Pachorra (calma excessiva, paciência)
  • Garrucha (espingarda, bacamarte)
  • Quiprocó (confusão, balbúrdia)
  • Balela (mentira, conversa fiada)
  • Fuzarca (bagunça)
  • Supimpa (excelente, muito bom)
  • Alpendre (varanda coberta)
  • Bidu (pessoa que adivinha as coisas)
  • Bulhufas (coisa nenhuma, nada)
  • Radiola (aparelho de som, rádio com vitrola)
  • Vitrola (toca-discos)
  • Gorar (não dar certo)
  • Lorota (mentira)
  • Cacareco (coisa velha, objeto sem valor)

E, como falei de gírias um pouco acima, vou relembrar algumas expressões usadas em décadas passadas, e que – assim como essas palavras – também caíram em desuso, substituídas por outros modismos. Afinal, “crush”, “suave na nave”, “de boa” fazem parte do vocabulário de hoje, e também mudarão com o passar do tempo, ganhando novos significados, ou serão simplesmente esquecidas.

Anos 40

Moça na Praia de Copacabana em 1947 (Foto: Kurt Klagsbrunn)

Balangandans: acessórios como brincos, pulseiras e anéis usados em exagero.
Brotinho: Garota bonita
Coqueluche: Febre do momento
Fuzarca: confusão, alvoroço

Anos 50

Jovens misses no Miss Brasil em 1958 (Foto: Reprodução)

Bafafá/ Fuzuê: Confusão
Barbeiro: mau motorista
Chá de cadeira: espera demorada

Anos 60

Jovens atrizes brasileiras em 1968 na ‘Passeata dos Cem Mil’ (Foto: Reprodução)

Carango: carro
Bicho: cara, amigo
Bulhufas: nada
Calhambeque: carro velho
Duvi-de-o-dó: duvidar de algo.
É uma brasa, mora!: Como se fosse algo do tipo: É muito legal, saca?
Esticada: passar por vários restaurantes e bares noturnos
Lelé da cuca: louco, desequilibrado
Morou?: entendeu?
Pão: homem bonito
Papo firme: sério, real, verdadeiro
Patota: turma de amigos
Prafrentex: avançado, moderno
Sebo nas canelas: apresse-se, vamos rápido

Anos 70

Roberto Carlos nos anos 70 (Foto: Reprodução)

Tutu: dinheiro
Bidu: pessoa esperta
Grilado: desconfiado, em dúvida
Maior barato: legal, sensação boa
Pagar sapão: se dar mal
Pra lá de Marrakech: drogada, chapado, bêbado
Russo: situação ruim, difícil
Pisante: calçado

Anos 80

Visual da banda Ultrage a Rigor nos anos 80 (Foto: Reprodução)

Bode: mau humor, cara amarrada
Caroço: gente chata, enjoada
Maneiro: muito bacana
Numa nice: numa boa
Tá crowd: tá lotado
Tomou doril: sumiu
Viajar na maionese: falar coisas absurdas, entrar em contradição
Zura: pão duro
Pistoleiro/a: pessoa interesseira
Massa: bom, ótimo, legal

Anos 90

Mamonas Assassinas, o grupo que fez muito sucesso nos anos 90 (Foto: Reprodução)

Antenado: informado, ligado em tudo
Azaração: pegação, namorico
Mauricinho: rapaz rico e mimado, que geralmente depende dos pais
Pagar mico: passar vexame
Patricinha: moça rica e mimada, que geralmente depende dos pais.
De lei: é assim
Descolar: arranjar, conseguir
Gato/a: homem/mulher bonito/a
Perua: mulher muito arrumada, com ares de madame
Pintar: aparecer

O engraçado é que acabo de descobrir que uso palavras ou gírias de quase todas as décadas, ahahaha! E você, conhece mais alguma que não entrou? Comente.

ATUALIZAÇÃO

Duas que esqueci, enviadas pela Mara Andrade: “tá ligado”; “cola aqui”.

Fontes:
Veja SP Por Roosevelt Garcia
universoretro.com.br https://universoretro.com.br/veja-algumas-das-girias-mais-utilizadas-nas-decadas-passadas/

Expressões curiosas em italiano

Tenho alguns amigos italianos, ou filhos de italianos, que me ensinaram muitas coisas. Dentre elas, o uso dos gestos (claro, qual italiano consegue se expressar sem gesticular?) e de algumas expressões que adoro.

O idioma italiano é fascinante, melodioso e as expressões que guardei são perfeitas para certas situações (e para xingar alguém, então, não tem idioma melhor!). Deixe-me mostrá-las:

Stare con le mani in mano

Estar com as mãos na mão, literalmente. Ou de mãos abanando.

Imagina como deve ser frustrante para um italiano ficar parado sem gesticular! Mas a expressão é geralmente usada quando alguém não está fazendo nada enquanto os outros estão trabalhando.

“Non stare lì con le mani in mano, aiutami con questa valigia!” “Não fique aí parado! Me ajude com a minha bagagem!”

Ou para chamar a atenção de alguém grosseiro ou mal educado. Por exemplo, você convida para um aniversário e todos deviam trazer alguma coisa e a pessoa chegou sem nada:

“Che maleducato! È arrivato alla festa di compleanno con le mani in mano.” “Que grosso! Ele veio para o aniversário segurando as próprias mãos.”

Non ci piove

Não chove. Ou, para nós, não se discute! Não se fala mais nisso!

Essa é curiosa.  Terminar uma discussão com non ci piove significa que você está muito confiante sobre sua fala final, e que não há espaço para mais discussão.

Neymar è il miglior giocatore del mondo, su questo non ci piove!” “Neymar é o melhor jogador do mundo, e não se fala mais nisso!”

Acqua in bocca!

Literalmente, Água dentro da boca! Para nós, seria algo como “bico fechado”.

Sempre achei essa expressão muito curiosa. Ela é usada para trocar uma confidência, uma fofoca ou um segredo, mas pede-se ao outro para não revelar a fonte. Assim, toda vez que se queira revelar algo, avise o parceiro para não “dar com a língua nos dentes”, Acqua in bocca! Esse é o aviso.

“È un segreto, acqua in bocca!” “É um segredo, bico fechado!”

Pietro torna indietro

Pietro vem de volta? Seria o nosso “São 2 v, vai e volta”.

Por exemplo, você emprestou uma camisa, ou um livro, e quer que seja devolvido logo. Em italiano fica legal porque Pietro rima com indietro.

“Mi presti questo libro?”“Você pode me emprestar esse livro?”

“Sì, ma c’è scritto Pietro sulla copertina! Pietro torna indietro!” “Sim, mas Pietro está escrito na capa! São 2 v!”

Non avere peli sulla lingua

Não ter pelo em sua língua. Em português, seria “não ter papas na língua”, “falar o que pensa”.

Pessoas sem pelo na língua não têm medo de serem honestas, mesmo quando correm o risco de ofender alguém; não existem filtros.

“Non rimanerci male, non è cattivo… semplicemente non ha peli sulla lingua.” “Não pense mal dele, não é uma má pessoa… simplesmente fala o que pensa.”

Chiodo scaccia chiodo

Essa é bem curiosa: Prego tira prego. Talvez em português a melhor tradução fosse “Quando uma porta se fecha, outra se abre”.

Se você algum dia terminar o namoro com alguém e quiser o conselho de uma mamma italiana, você vai ouvir  “chiodo scaccia chiodo!”

Em outras palavras: você vai esquecer esse (enferrujado, péssimo, ruim) prego, porque em breve um brilhante e novinho vai substituí-lo! Essa expressão é normalmente usada em casos de amor, mas também pode ser aplicada a qualquer pessoa que está tentando superar algo (um emprego, um amigo que não liga de volta, uma briga).

“Sei ancora innamorato di lei? Dai, troverai presto qualcun altro… chiodo scaccia chiodo!” “Você ainda está apaixonado por ela? Não se preocupe, quando uma porta se fecha…”

Avere un diavolo per capello

Literalmente, quer dizer: Ter um diabo por cabelo. Seria, para nós, a pessoa estar fora de sienraivecida. Com o diabo no corpo.

Existe algo que descreva melhor quando uma pessoa fica furiosa? É como se ela estivesse encapetada, com uma horda de diabinhos gritando na sua orelha. Tantos quantos seus fios de cabelo!

“Lasciami stare…ho un diavolo per capello”“Me deixa… estou com o diabo no corpo!”

 

*****

 

Bem, como eu disse no início, xingar em italiano parece mais legal que em português:

Porco dio, ma va a fancullo!!!!

Um que se usa muito no trânsito é cuglione = C ::ahhhh:: zao…

Agora, se quiser mesmo xingar um italiano, chama o cara de cornuto. De preferência emenda fazendo chifrinho com a mão (tipo heavy metal). Embora seja apenas um simples “corno”, é o pior xingamento para eles, porque isso é uma coisa que envolve a família. Como eles valorizam muito a família, qualquer coisa que a envolva é muito ofensiva.

 

E aguarde, porque a Máfia vai bater à sua porta…

 

 

 

 

 

 

 

Fonte:

pt.babbel.com

ilustrações Elena Lombardi

PALÍNDROMO

Palíndromos
Um palíndromo é uma palavra ou frase que se lê da mesma maneira nos dois sentidos, da esquerda para a direita e ao contrário.

Exemplos: OVO, OSSO, RADAR. Acontece o mesmo nas frases, embora a coincidência seja tanto mais difícil de conseguir quanto maior a frase; é o caso da  conhecida:

SOCORRAM-ME, SUBI NO ÔNIBUS EM MARROCOS.

Diante do interesse pelo assunto (confesse, você leu a frase acima de trás pra frente), vejam alguns dos melhores palíndromos da língua de Camões… 
 
ANOTARAM A DATA DA MARATONA

ASSIM A AIA IA A MISSA

A DIVA EM ARGEL ALEGRA-ME A VIDA

A DROGA DA GORDA 

A MALA NADA NA LAMA

A TORRE DA DERROTA

O CÉU SUECO

O GALO AMA O LAGO

O LOBO AMA O BOLO

O ROMANO ACATA AMORES A DAMAS AMADAS E ROMA ATACA O NAMORO 

RIR, O BREVE VERBO RIR

A CARA RAJADA DA JARARACA

SAÍRAM O TIO E OITO MARIAS

ZÉ DE LIMA, RUA LAURA MIL E DEZ 

E, é claro, O TRECO CERTO…    


  

Tropeçando na língua portuguesa?

Por que será que a gente nunca tem certeza dos porquês do uso dessa expressão? A língua portuguesa não é fácil (eu já comentei sobre isso neste post), mas também não é o fim do mundo.

Ortografia, cujo significado é escrever direito, é um dos assuntos mais temidos pelos jovens  em virtude do número de regras existentes. É difícil memorizar todas, pois não leem muito nem escrevem sistematicamente, dois dos principais segredos para aprender a escrever as palavras adequadamente.

Quem tem o hábito de realizar boas leituras e de escrever ao menos um texto por semana aprende com mais facilidade a arte de escrever corretamente, se aliar a isso consultas constantes a dicionários de boa qualidade.

Mas concordo que o nosso idioma tem muitas “pegadinhas”. Veja só:

Por que, porque, por quê ou porquê:

Forma Quando usar Exemplo
Por que Nas perguntas ou quando estiverem presentes (mesmo que não explícitas) as palavras “razão” e “motivo”. Por que você não aceitou o convite?

Todos sabem por que motivo ele recusou a proposta. Ela contou por que (motivo, razão) estava magoada.

Por quê Nos finais de frases. Por quê? Você sabe bem por quê.
Porque Quando corresponder a uma explicação ou a uma causa. “Não, Bentinho; digo isto porque é realmente assim, creio…” (M. Assis, Dom Casmurro). Comprei este sapato porque é mais barato.
Porquê Quando é substantivado e substitui “motivo” ou “razão”. Não sabemos o porquê de ela ter agido assim. É uma menina cheia de porquês.
Gerundismo

zumbis-gerundistas

O gerúndio expressa uma ação que está em curso ou que ocorre simultaneamente ou, ainda, que remete a uma ideia de progressão. Sua forma nominal é derivada do radical do verbo acrescida da vogal temática e da desinência -ndo.  Exemplos: comendo; partindo.

Veja, a seguir, o uso do gerúndio na prática:

E a lama desceu pelo morro, destruindo tudo que encontrava pela frente.

Depois de vários dias chuvosos o sol despontou, alegrando o coração de todos.

Rindo, ele se lembrava com saudades dos dias felizes que tivera.

Abrindo o laptop, começou a escrever.

Como vimos nos exemplos, o gerúndio pode ser empregado de diferentes maneiras em nossa língua sem que tenhamos praticado nenhuma heresia.

Já com o gerundismo é outra história. Nesse caso, trata-se do uso inadequado do gerúndio. Um vício de linguagem que se alastrou de modo tão corriqueiro e insistente que até já virou piada.

Então, se você usa expressões como: “Vou estar pesquisando seu caso.” “Vou estar completando sua ligação”, mude imediatamente sua fala para: “Vou pesquisar seu caso.” “Vou completar sua ligação.” Note que, nos dois casos, a ideia temporal a ser transmitida é a de futuro e não de presente em curso.

Quando usar “ç”

“Uma das intenções da casa de detenção é levar os que cometeram graves infrações a alcançar a introspecção, por intermédio da reeducação.”

Nessa frase, há seis palavras escritas com Ç: intenções, detenção, infrações, alcançar, introspecção e reeducação. As regras quanto ao uso do Ç são as seguintes:

1- Usa-se Ç em palavras derivadas de vocábulos terminados em -TO, -TOR e -TIVO. Por exemplo:

Canto – canção / Ereto – ereção

Infrator – infração / Setor – seção

Relativo – relação / Intuitivo – intuição

*Três palavras da frase apresentada obedecem a essa regra:

Intento – intenção

Infrator – infração

Introspectivo – introspecção

2- Usa-se Ç em substantivos terminados em -TENÇÃO derivados de verbos terminados em -TER:

Conter – contenção

Reter – retenção

Deter – detenção

3- Usa-se Ç em verbos terminados em -ÇAR cujo substantivo equivalente seja terminado em -CE ou em -ÇO:

Lance – lançar

Desenlace – desenlaçar

Abraço – abraçar

Endereço – endereçar

Almoço – almoçar

Uma palavra da frase apresentada obedece a essa regra:

Alcance – alcançar

4- Usa-se Ç em substantivos terminados em -ÇÃO derivados de verbos de que se retirou a letra R:

Exportar – exportação

Abdicar – abdicação

Abreviar – abreviação

*Uma palavra da frase apresentada obedece a essa regra:

Educar – educação.

Crase:

A palavra crase é de origem grega e significa fusão, mistura. Em gramática, basicamente a crase se refere à fusão da preposição a com o artigo feminino a: Vou à escola. O verbo ir rege a preposição a, que se funde com o artigo exigido pelo substantivo feminino escola: Vou à (a+a) escola.

No caso de ir a algum lugar e voltar de algum lugar, usa-se crase quando: “Vou à Bolívia. Volto da Bolívia”. Não se usa crase quando: “Vou a São Paulo. Volto de São Paulo”. Ou seja, se você vai a e volta da, crase há. Se você vai a e volta de, crase pra quê?

É erro colocar acento grave antes de palavras que não admitam o artigo feminino a, como verbos, a maior parte dos pronomes e as palavras masculinas.

A tabela resume os principais casos em que a crase deve (ou não) ser utilizada:

 

É preciso paciência. Só aprende a escrever adequadamente quem treina sistematicamente.

 

 

 

Fonte:

UOL Educação

UOL Vestibular

Dicionário rápido para quem vai viajar para o exterior

Como muitos brasileiros estão viajando para fora do país, nada melhor que apresentar este serviço de utilidade pública:

Aprenda a falar algumas palavras e expressões em outras línguas

RUSSO
Conjunto de árvores Boshke
Inseto Moshka
Político Caganopovo
Defunto Sefoy Prakova
Sogra Storvo
Queda de avião Semicaio patatov
ALEMÃO
Abrir a porta Destranken
Não me interessa Queselich
Bombardeio Bombascaen
Chuva Gotascaen
Sogra Ajjj
ÁRABE
Metralhadora Allavai Abalabalabalabalabala
Elevador Alicima Vai
Necessito um banho Molhamed
Sogra Alvíborah
CHINÊS
Cabelo sujo Chin-Champu
Descalço Chin Chinela
Top-less Chin-Chut-Yiã
Náufrago Chin-Chu-Lancha
Nudista Chin-Calção
Pobre Chen Luz, Chen Água e Chen Gaz
Veneno Bai Gon
Papel higiénico Lim po cu
INGLÊS
Banheira giratória Tina Turner
Indíviduo de bom autocontrole Auto Stop
Copie bem Copyright
Talco para caminhar Walkie Talkie
JAPONÊS
Adivinhador Komosabe
Bêbado Yochi Tomo Whiski
Café amargo Takaro Azukar
Top Less Sakare Ateta
Diarreia Kagasoagua
Carro Kenon Hémoto
Compre Adkira
Terror Aikimedu
Fraco Yono Komo
Roubaram-me a moto Yononvejo M’yamaha
Meia volta Kasigiro
Bilhar Takada Nabola