Muletas linguísticas

Você já ouviu falar de “muletas linguísticas”? São expressões classificadas como cacoetes; expressões da moda. Por dependerem do uso, muitas vão e vêm.  São locuções, frequentemente vazias, usadas para ligar diferentes partes de um texto.

Na linguagem falada elas podem servir como apoio enquanto se pensa um pouco melhor na frase que se seguirá. Quer alguns exemplos? Aí vão:

Tipo

A palavra “tipo”, na fala, acabou se transformando na pontuação pós-moderna da geração “zap-zap”: “Hoje (tipo) eu (tipo) busco a independência (tipo) financeira.”

O “tipo” já se tornou um velho conhecido… Há tempos ele vem sendo empregado de maneira aleatória e fora de sua significação. Quando empregado de maneira viciosa, ele serve, “tipo”, como uma pontuação na frase:

(tipo) Ele nem perguntou se a gente queria que ele fosse (tipo), foi logo se oferecendo (tipo), superinconveniente!

Percebeu que, se retirarmos a expressão “tipo que”, o significado da frase não é alterado em absolutamente nada?

Meio que

Quem nunca ouviu a vazia expressão “meio que”? Em uma rápida pesquisa por microblogs, há centenas de registros como:

“A gente vive em um país (meio que) ditatorial.”

Não se desespere se você está se sentindo “meio que” revelado neste texto sobre cacoetes linguísticos. Conhecer o “inimigo” é fundamental para enfrentá-lo!

Tipo assim:

Quem achou, alguns anos atrás, que o “tipo assim” seria uma moda passageira entre os falantes, principalmente entre os adolescentes (grandes inovadores da linguagem!), enganou-se. Ele permanece por aí, marcando presença até mesmo nos textos escritos! Formalmente, ele não possui valor algum:

Acordei às 9:00 da manhã, (tipo assim) superatrasado!

Cara

E o conhecido vocalista de um grupo brasileiro (não vou dizer o nome…) completamente viciado no termo “cara”?

“Brasília, (cara), é uma terra, (cara), de poetas, (cara)!”

O uso excessivo dessa muleta ganhou tanta repercussão que o (cara) foi satirizado pelos caminhos rancorosos da Internet.

Gerundismo (esse é dose…)

Pode-se dizer hoje que vários clientes irritam-se com a moda do gerundismo, daqueles locutores do “a gente vai estar verificando…”.

Por quê? Justamente porque o atendimento telefônico, entre cliente e empresa, subentende o critério profissional, da objetividade, da eficácia.

Nós já identificamos o problema e estaremos trabalhando para resolvê-lo para você estar tendo uma melhor qualidade no serviço contratado”.

Quem nunca foi vítima desse cacoete linguístico? O gerundismo é considerado um vício de linguagem, um modismo que utiliza de maneira inadequada a forma nominal gerúndio. Na tentativa de reforçar uma ideia de continuidade de um verbo no futuro, acabamos complicando o que já é suficientemente complicado, e o que antes podia ser dito de maneira mais econômica e direta foi substituído por uma estrutura que prefere utilizar três verbos em vez de apenas um ou dois.

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O importante é saber que a língua é do falante, sem ele a língua não existe. Importante também ter em mente que a principal finalidade do idioma é a comunicação, e então, quando se alerta sobre os cacoetes (ou muletas linguísticas), estamos lembrando que existem duas vertentes da língua, a coloquial e a língua padrão, e espera-se que a gente entenda que, para cada situação, uma dessas linguagens é a mais adequada!

Fontes:
exame.abril.com.br
wikipedia
alunosonline.uol.com.br

Palavras que nossos avós usavam – e não usamos mais

O sacripanta deu um tabefe na sirigaita enquanto o janota armava o maior quiprocó

Não é só uma questão de gírias. Nem de modismos. Algumas palavras da nossa língua simplesmente deixaram de ser usadas com o passar das décadas, e expressões comuns nos tempos dos nossos avós, ou mesmo dos nossos pais, são completamente desconhecidas pelas novas gerações.

Com o tempo, novas palavras vão surgindo, assim como novos significados para palavras antigas, o que acaba deixando nosso idioma com algumas diferenças entre épocas. E palavras, tão coloquiais há alguns anos, foram engavetadas e esquecidas.

Só pra citar alguns exemplos, e os seus significados:

  • Tabefe (tapa, bofetada)
  • Sacripanta (patife, pilantra)
  • Basbaque (pessoa ingênua, simplório, tolo)
  • Chumbrega (de má qualidade, ordinário)
  • Sirigaita (mulher espevitada, pretensiosa)
  • Alcunha (apelido, codinome)
  • Janota (pessoa bem vestida)
  • Petiz (criança)
  • Pachorra (calma excessiva, paciência)
  • Garrucha (espingarda, bacamarte)
  • Quiprocó (confusão, balbúrdia)
  • Balela (mentira, conversa fiada)
  • Fuzarca (bagunça)
  • Supimpa (excelente, muito bom)
  • Alpendre (varanda coberta)
  • Bidu (pessoa que adivinha as coisas)
  • Bulhufas (coisa nenhuma, nada)
  • Radiola (aparelho de som, rádio com vitrola)
  • Vitrola (toca-discos)
  • Gorar (não dar certo)
  • Lorota (mentira)
  • Cacareco (coisa velha, objeto sem valor)

E, como falei de gírias um pouco acima, vou relembrar algumas expressões usadas em décadas passadas, e que – assim como essas palavras – também caíram em desuso, substituídas por outros modismos. Afinal, “crush”, “suave na nave”, “de boa” fazem parte do vocabulário de hoje, e também mudarão com o passar do tempo, ganhando novos significados, ou serão simplesmente esquecidas.

Anos 40

Moça na Praia de Copacabana em 1947 (Foto: Kurt Klagsbrunn)

Balangandans: acessórios como brincos, pulseiras e anéis usados em exagero.
Brotinho: Garota bonita
Coqueluche: Febre do momento
Fuzarca: confusão, alvoroço

Anos 50

Jovens misses no Miss Brasil em 1958 (Foto: Reprodução)

Bafafá/ Fuzuê: Confusão
Barbeiro: mau motorista
Chá de cadeira: espera demorada

Anos 60

Jovens atrizes brasileiras em 1968 na ‘Passeata dos Cem Mil’ (Foto: Reprodução)

Carango: carro
Bicho: cara, amigo
Bulhufas: nada
Calhambeque: carro velho
Duvi-de-o-dó: duvidar de algo.
É uma brasa, mora!: Como se fosse algo do tipo: É muito legal, saca?
Esticada: passar por vários restaurantes e bares noturnos
Lelé da cuca: louco, desequilibrado
Morou?: entendeu?
Pão: homem bonito
Papo firme: sério, real, verdadeiro
Patota: turma de amigos
Prafrentex: avançado, moderno
Sebo nas canelas: apresse-se, vamos rápido

Anos 70

Roberto Carlos nos anos 70 (Foto: Reprodução)

Tutu: dinheiro
Bidu: pessoa esperta
Grilado: desconfiado, em dúvida
Maior barato: legal, sensação boa
Pagar sapão: se dar mal
Pra lá de Marrakech: drogada, chapado, bêbado
Russo: situação ruim, difícil
Pisante: calçado

Anos 80

Visual da banda Ultrage a Rigor nos anos 80 (Foto: Reprodução)

Bode: mau humor, cara amarrada
Caroço: gente chata, enjoada
Maneiro: muito bacana
Numa nice: numa boa
Tá crowd: tá lotado
Tomou doril: sumiu
Viajar na maionese: falar coisas absurdas, entrar em contradição
Zura: pão duro
Pistoleiro/a: pessoa interesseira
Massa: bom, ótimo, legal

Anos 90

Mamonas Assassinas, o grupo que fez muito sucesso nos anos 90 (Foto: Reprodução)

Antenado: informado, ligado em tudo
Azaração: pegação, namorico
Mauricinho: rapaz rico e mimado, que geralmente depende dos pais
Pagar mico: passar vexame
Patricinha: moça rica e mimada, que geralmente depende dos pais.
De lei: é assim
Descolar: arranjar, conseguir
Gato/a: homem/mulher bonito/a
Perua: mulher muito arrumada, com ares de madame
Pintar: aparecer

O engraçado é que acabo de descobrir que uso palavras ou gírias de quase todas as décadas, ahahaha! E você, conhece mais alguma que não entrou? Comente.

ATUALIZAÇÃO

Duas que esqueci, enviadas pela Mara Andrade: “tá ligado”; “cola aqui”.

Fontes:
Veja SP Por Roosevelt Garcia
universoretro.com.br https://universoretro.com.br/veja-algumas-das-girias-mais-utilizadas-nas-decadas-passadas/

Expressões curiosas em italiano

Tenho alguns amigos italianos, ou filhos de italianos, que me ensinaram muitas coisas. Dentre elas, o uso dos gestos (claro, qual italiano consegue se expressar sem gesticular?) e de algumas expressões que adoro.

O idioma italiano é fascinante, melodioso e as expressões que guardei são perfeitas para certas situações (e para xingar alguém, então, não tem idioma melhor!). Deixe-me mostrá-las:

Stare con le mani in mano

Estar com as mãos na mão, literalmente. Ou de mãos abanando.

Imagina como deve ser frustrante para um italiano ficar parado sem gesticular! Mas a expressão é geralmente usada quando alguém não está fazendo nada enquanto os outros estão trabalhando.

“Non stare lì con le mani in mano, aiutami con questa valigia!” “Não fique aí parado! Me ajude com a minha bagagem!”

Ou para chamar a atenção de alguém grosseiro ou mal educado. Por exemplo, você convida para um aniversário e todos deviam trazer alguma coisa e a pessoa chegou sem nada:

“Che maleducato! È arrivato alla festa di compleanno con le mani in mano.” “Que grosso! Ele veio para o aniversário segurando as próprias mãos.”

Non ci piove

Não chove. Ou, para nós, não se discute! Não se fala mais nisso!

Essa é curiosa.  Terminar uma discussão com non ci piove significa que você está muito confiante sobre sua fala final, e que não há espaço para mais discussão.

Neymar è il miglior giocatore del mondo, su questo non ci piove!” “Neymar é o melhor jogador do mundo, e não se fala mais nisso!”

Acqua in bocca!

Literalmente, Água dentro da boca! Para nós, seria algo como “bico fechado”.

Sempre achei essa expressão muito curiosa. Ela é usada para trocar uma confidência, uma fofoca ou um segredo, mas pede-se ao outro para não revelar a fonte. Assim, toda vez que se queira revelar algo, avise o parceiro para não “dar com a língua nos dentes”, Acqua in bocca! Esse é o aviso.

“È un segreto, acqua in bocca!” “É um segredo, bico fechado!”

Pietro torna indietro

Pietro vem de volta? Seria o nosso “São 2 v, vai e volta”.

Por exemplo, você emprestou uma camisa, ou um livro, e quer que seja devolvido logo. Em italiano fica legal porque Pietro rima com indietro.

“Mi presti questo libro?”“Você pode me emprestar esse livro?”

“Sì, ma c’è scritto Pietro sulla copertina! Pietro torna indietro!” “Sim, mas Pietro está escrito na capa! São 2 v!”

Non avere peli sulla lingua

Não ter pelo em sua língua. Em português, seria “não ter papas na língua”, “falar o que pensa”.

Pessoas sem pelo na língua não têm medo de serem honestas, mesmo quando correm o risco de ofender alguém; não existem filtros.

“Non rimanerci male, non è cattivo… semplicemente non ha peli sulla lingua.” “Não pense mal dele, não é uma má pessoa… simplesmente fala o que pensa.”

Chiodo scaccia chiodo

Essa é bem curiosa: Prego tira prego. Talvez em português a melhor tradução fosse “Quando uma porta se fecha, outra se abre”.

Se você algum dia terminar o namoro com alguém e quiser o conselho de uma mamma italiana, você vai ouvir  “chiodo scaccia chiodo!”

Em outras palavras: você vai esquecer esse (enferrujado, péssimo, ruim) prego, porque em breve um brilhante e novinho vai substituí-lo! Essa expressão é normalmente usada em casos de amor, mas também pode ser aplicada a qualquer pessoa que está tentando superar algo (um emprego, um amigo que não liga de volta, uma briga).

“Sei ancora innamorato di lei? Dai, troverai presto qualcun altro… chiodo scaccia chiodo!” “Você ainda está apaixonado por ela? Não se preocupe, quando uma porta se fecha…”

Avere un diavolo per capello

Literalmente, quer dizer: Ter um diabo por cabelo. Seria, para nós, a pessoa estar fora de sienraivecida. Com o diabo no corpo.

Existe algo que descreva melhor quando uma pessoa fica furiosa? É como se ela estivesse encapetada, com uma horda de diabinhos gritando na sua orelha. Tantos quantos seus fios de cabelo!

“Lasciami stare…ho un diavolo per capello”“Me deixa… estou com o diabo no corpo!”

 

*****

 

Bem, como eu disse no início, xingar em italiano parece mais legal que em português:

Porco dio, ma va a fancullo!!!!

Um que se usa muito no trânsito é cuglione = C ::ahhhh:: zao…

Agora, se quiser mesmo xingar um italiano, chama o cara de cornuto. De preferência emenda fazendo chifrinho com a mão (tipo heavy metal). Embora seja apenas um simples “corno”, é o pior xingamento para eles, porque isso é uma coisa que envolve a família. Como eles valorizam muito a família, qualquer coisa que a envolva é muito ofensiva.

 

E aguarde, porque a Máfia vai bater à sua porta…

 

 

 

 

 

 

 

Fonte:

pt.babbel.com

ilustrações Elena Lombardi

PALÍNDROMO

Palíndromos
Um palíndromo é uma palavra ou frase que se lê da mesma maneira nos dois sentidos, da esquerda para a direita e ao contrário.

Exemplos: OVO, OSSO, RADAR. Acontece o mesmo nas frases, embora a coincidência seja tanto mais difícil de conseguir quanto maior a frase; é o caso da  conhecida:

SOCORRAM-ME, SUBI NO ÔNIBUS EM MARROCOS.

Diante do interesse pelo assunto (confesse, você leu a frase acima de trás pra frente), vejam alguns dos melhores palíndromos da língua de Camões… 
 
ANOTARAM A DATA DA MARATONA

ASSIM A AIA IA A MISSA

A DIVA EM ARGEL ALEGRA-ME A VIDA

A DROGA DA GORDA 

A MALA NADA NA LAMA

A TORRE DA DERROTA

O CÉU SUECO

O GALO AMA O LAGO

O LOBO AMA O BOLO

O ROMANO ACATA AMORES A DAMAS AMADAS E ROMA ATACA O NAMORO 

RIR, O BREVE VERBO RIR

A CARA RAJADA DA JARARACA

SAÍRAM O TIO E OITO MARIAS

ZÉ DE LIMA, RUA LAURA MIL E DEZ 

E, é claro, O TRECO CERTO…    


  

Tropeçando na língua portuguesa?

Por que será que a gente nunca tem certeza dos porquês do uso dessa expressão? A língua portuguesa não é fácil (eu já comentei sobre isso neste post), mas também não é o fim do mundo.

Ortografia, cujo significado é escrever direito, é um dos assuntos mais temidos pelos jovens  em virtude do número de regras existentes. É difícil memorizar todas, pois não leem muito nem escrevem sistematicamente, dois dos principais segredos para aprender a escrever as palavras adequadamente.

Quem tem o hábito de realizar boas leituras e de escrever ao menos um texto por semana aprende com mais facilidade a arte de escrever corretamente, se aliar a isso consultas constantes a dicionários de boa qualidade.

Mas concordo que o nosso idioma tem muitas “pegadinhas”. Veja só:

Por que, porque, por quê ou porquê:

Forma Quando usar Exemplo
Por que Nas perguntas ou quando estiverem presentes (mesmo que não explícitas) as palavras “razão” e “motivo”. Por que você não aceitou o convite?

Todos sabem por que motivo ele recusou a proposta. Ela contou por que (motivo, razão) estava magoada.

Por quê Nos finais de frases. Por quê? Você sabe bem por quê.
Porque Quando corresponder a uma explicação ou a uma causa. “Não, Bentinho; digo isto porque é realmente assim, creio…” (M. Assis, Dom Casmurro). Comprei este sapato porque é mais barato.
Porquê Quando é substantivado e substitui “motivo” ou “razão”. Não sabemos o porquê de ela ter agido assim. É uma menina cheia de porquês.
Gerundismo

zumbis-gerundistas

O gerúndio expressa uma ação que está em curso ou que ocorre simultaneamente ou, ainda, que remete a uma ideia de progressão. Sua forma nominal é derivada do radical do verbo acrescida da vogal temática e da desinência -ndo.  Exemplos: comendo; partindo.

Veja, a seguir, o uso do gerúndio na prática:

E a lama desceu pelo morro, destruindo tudo que encontrava pela frente.

Depois de vários dias chuvosos o sol despontou, alegrando o coração de todos.

Rindo, ele se lembrava com saudades dos dias felizes que tivera.

Abrindo o laptop, começou a escrever.

Como vimos nos exemplos, o gerúndio pode ser empregado de diferentes maneiras em nossa língua sem que tenhamos praticado nenhuma heresia.

Já com o gerundismo é outra história. Nesse caso, trata-se do uso inadequado do gerúndio. Um vício de linguagem que se alastrou de modo tão corriqueiro e insistente que até já virou piada.

Então, se você usa expressões como: “Vou estar pesquisando seu caso.” “Vou estar completando sua ligação”, mude imediatamente sua fala para: “Vou pesquisar seu caso.” “Vou completar sua ligação.” Note que, nos dois casos, a ideia temporal a ser transmitida é a de futuro e não de presente em curso.

Quando usar “ç”

“Uma das intenções da casa de detenção é levar os que cometeram graves infrações a alcançar a introspecção, por intermédio da reeducação.”

Nessa frase, há seis palavras escritas com Ç: intenções, detenção, infrações, alcançar, introspecção e reeducação. As regras quanto ao uso do Ç são as seguintes:

1- Usa-se Ç em palavras derivadas de vocábulos terminados em -TO, -TOR e -TIVO. Por exemplo:

Canto – canção / Ereto – ereção

Infrator – infração / Setor – seção

Relativo – relação / Intuitivo – intuição

*Três palavras da frase apresentada obedecem a essa regra:

Intento – intenção

Infrator – infração

Introspectivo – introspecção

2- Usa-se Ç em substantivos terminados em -TENÇÃO derivados de verbos terminados em -TER:

Conter – contenção

Reter – retenção

Deter – detenção

3- Usa-se Ç em verbos terminados em -ÇAR cujo substantivo equivalente seja terminado em -CE ou em -ÇO:

Lance – lançar

Desenlace – desenlaçar

Abraço – abraçar

Endereço – endereçar

Almoço – almoçar

Uma palavra da frase apresentada obedece a essa regra:

Alcance – alcançar

4- Usa-se Ç em substantivos terminados em -ÇÃO derivados de verbos de que se retirou a letra R:

Exportar – exportação

Abdicar – abdicação

Abreviar – abreviação

*Uma palavra da frase apresentada obedece a essa regra:

Educar – educação.

Crase:

A palavra crase é de origem grega e significa fusão, mistura. Em gramática, basicamente a crase se refere à fusão da preposição a com o artigo feminino a: Vou à escola. O verbo ir rege a preposição a, que se funde com o artigo exigido pelo substantivo feminino escola: Vou à (a+a) escola.

No caso de ir a algum lugar e voltar de algum lugar, usa-se crase quando: “Vou à Bolívia. Volto da Bolívia”. Não se usa crase quando: “Vou a São Paulo. Volto de São Paulo”. Ou seja, se você vai a e volta da, crase há. Se você vai a e volta de, crase pra quê?

É erro colocar acento grave antes de palavras que não admitam o artigo feminino a, como verbos, a maior parte dos pronomes e as palavras masculinas.

A tabela resume os principais casos em que a crase deve (ou não) ser utilizada:

 

É preciso paciência. Só aprende a escrever adequadamente quem treina sistematicamente.

 

 

 

Fonte:

UOL Educação

UOL Vestibular

Dicionário rápido para quem vai viajar para o exterior

Como muitos brasileiros estão viajando para fora do país, nada melhor que apresentar este serviço de utilidade pública:

Aprenda a falar algumas palavras e expressões em outras línguas

RUSSO
Conjunto de árvores Boshke
Inseto Moshka
Político Caganopovo
Defunto Sefoy Prakova
Sogra Storvo
Queda de avião Semicaio patatov
ALEMÃO
Abrir a porta Destranken
Não me interessa Queselich
Bombardeio Bombascaen
Chuva Gotascaen
Sogra Ajjj
ÁRABE
Metralhadora Allavai Abalabalabalabalabala
Elevador Alicima Vai
Necessito um banho Molhamed
Sogra Alvíborah
CHINÊS
Cabelo sujo Chin-Champu
Descalço Chin Chinela
Top-less Chin-Chut-Yiã
Náufrago Chin-Chu-Lancha
Nudista Chin-Calção
Pobre Chen Luz, Chen Água e Chen Gaz
Veneno Bai Gon
Papel higiénico Lim po cu
INGLÊS
Banheira giratória Tina Turner
Indíviduo de bom autocontrole Auto Stop
Copie bem Copyright
Talco para caminhar Walkie Talkie
JAPONÊS
Adivinhador Komosabe
Bêbado Yochi Tomo Whiski
Café amargo Takaro Azukar
Top Less Sakare Ateta
Diarreia Kagasoagua
Carro Kenon Hémoto
Compre Adkira
Terror Aikimedu
Fraco Yono Komo
Roubaram-me a moto Yononvejo M’yamaha
Meia volta Kasigiro
Bilhar Takada Nabola