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Curta de super-herói criado por brasileiro deve virar filme em Hollywood

A aparição de um homem voando no céu da cidade canadense de Toronto mudou em definitivo a vida do cineasta brasiliense Marcus Alqueres. Dois anos após chamar atenção de fãs de super-heróis e de autoridades da milionária indústria de quadrinhos norte-americana com o curta “The Flying Man” (o homem voador, em tradução livre), o diretor brasileiro conseguiu um novo feito: os direitos de adaptação de seu misterioso personagem foram recentemente comprados pela gigante Sony.

O roteiro final de um longa-metragem inspirado no vídeo de nove minutos lançado em 2013 começou a ser concebido e será assinado pelo escritor e produtor Chris Collins, responsável por vários episódios das aclamadas séries de TV “The Wire” e “Sons of Anarchy”. Se o filme realmente sair do papel, a ideia é que Alqueres assine a direção.

Marcus Alqueres
Marcus Alqueres

O curta, em inglês, narra o aparecimento de um misterioso homem voador em Toronto, no Canadá. Ele causa medo na população local quando começa a fisgar algumas pessoas e soltá-las para a morte em pleno voo. Nos instantes finais da produção, são explicados alguns dos princípios do personagem.

Quando foi lançado na internet, em junho de 2013, “The Flying Man” foi elogiado por Joe Quesada, diretor criativo da Marvel e um dos responsáveis pela concepção do universo cinematográfico estrelado por Homem de Ferro, Capitão América, Thor e os demais Vingadores.

Em seu primeiro mês online em 2013, “Flying Man” teve mais de 500 mil visualizações, sendo o primeiro blockbuster autoral do cineasta, que antes havia trabalhado em efeitos especiais de filmes como “300” (2006) e “As Aventuras de Tintim” (2011).

Caso o longa venha a ser filmado, Alqueres estará trilhando passos já percorridos por diretores como o sul-africano Neill Blomkamp (de “Distrito 9” e “Elysium”) e Feder Alvarez (“A Morte do Demônio”), que dirigiram seus primeiros longas após o sucesso de produções de curta duração disponíveis online.

Blomkamp chamou atenção de Hollywood quando lançou “Alive em Joburg”, ficção científica com sinopse semelhante a “Distrito 9” (2009).

Já o uruguaio Alvarez virou xodó do cineasta Sam Raimi após o impressionante “Ataque de Pânico!” (2009), que mostra Montevidéu sendo destruída por robôs gigantes. Os dois filmes têm menos de seis minutos.

Super-herói exclusivo

O anúncio da compra dos direitos do herói criado por Alqueres acontece poucos meses antes da estreia do Homem-Aranha no universo cinematográfico da Marvel, em “Capitão América 3: Guerra Civil”. Antes com os direitos exclusivos da Sony no cinema, o alter-ego de Peter Parker teve a guarda compartilhada com a editora para que ambas pudessem usufruir ainda mais da rentabilidade do personagem.

Assim, o homem voador passaria a ser o único super-herói exclusivo da empresa. “Todos os estúdios estão sempre à procura de ideias que resultariam em um filme interessante e o ‘Flying Man’, vindo de uma recepção boa do público, com certeza gera um interesse maior nos produtores e executivos”, diz o diretor.

As muitas nuances e contradições do misterioso “Flying Man” também podem ter sido um atrativo. As estratégias violentas do herói para limpar sua cidade de criminosos ecoam alguns debates recentes sobre até onde vai o papel da polícia e da segurança pública na sociedade moderna.

“Nos quadrinhos, os super-heróis sempre foram uma projeção do que uma sociedade considera heroico em determinado momento de sua história. O termo ‘herói’ também sofre bastante distorção dependendo de cada pessoa e do local no qual ele é expresso. A ideia do filme é explorar a reação da sociedade quando um elemento disruptivo, que seria o Flying Man, começa a limpar uma cidade do jeito dele, o que isso realmente causaria. No final, sempre terão os que apoiam e os que condenam. A ideia é apresentar os fatos e deixar a audiência debater a respeito”, instiga Alqueres.

 

 

 

Fonte:

Ramon Vitral
Colaboração para o UOL

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A Walt Disney Company já fez 90 anos!

Em outubro de 1923 foi fundada aquela empresa que se tornou o maior ícone do planeta em termos de diversão para toda a família. E continua sendo um ícone, quase 50 anos depois da morte do fundador, Walt Disney. Hoje, quando se fala em Disney, imediatamente as pessoas se lembram dos parques, dos quadrinhos, dos desenhos animados, dos filmes, dos brinquedos… Mas Disney é muito mais:

Como se viu acima, três marcas muito conhecidas no universo do entretenimento também fazem parte do conglomerado: a Pixar de “Carros” e “Toy Story”, a Marvel do Homem de Ferro, Homem Aranha e Thor, e a Lucasfilm de “Star Wars”, do vilão Darth Vader, de Luke Skywalker e dos simpáticos robozinhos. Essas três marcas se somam ao Pato Donald, Pateta, Capitão Jack Sparrow e as princesas de “Frozen”, oferecendo mais um mundo de quadrinhos, filmes, desenhos animados e brinquedos para nosso deleite e com a inegável qualidade Disney.

Mas a gente quase se esquece de que tudo começou lá atrás, com um ratinho…

Os primeiros desenhos do Mickey.

Acho que mais do ficar escrevendo, a melhor homenagem que se pode fazer aos incontáveis talentos que trabalharam e trabalham na empresa é mostrar um pouco do que foi feito ao longo desse quase centenário. Tenho certeza de que todo mundo vai se lembrar de uma coisa ou de outra, sem contar que, se fosse mostrar tudo o que Disney fez, precisaríamos de centenas e centenas de posts…

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Ai-Apaec

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 Ai-Apaec retratado em uma das paredes da Huaca de la Luna

Ai-Apaec era a principal divindade da cultura Moche, no Peru, e era um de seus deuses mais venerados e temidos, também. Ele era adorado como o deus criador, o protetor dos moches, o que dava a água, os alimentos e que possibilitava os triunfos militares.

A representação mais comum e conhecida de Ai Apaec é aquela que é vista nas paredes da Huaca de la Luna, em Trujillo – na costa norte do país – e que apresenta um rosto felino antropomórfico com presas e ondas marinhas que o rodeiam.

Ai-Apaec foi representado de diversas maneiras, variando no tempo, no espaço, e conforme a peça em que ele é representado. Na metalurgia, por exemplo, o deus tem forma de aranha com oito pernas e um rosto antropomórfico com presas de jaguar (a nossa onça-pintada). Na cerâmica ele é mais antropomórfico, com duas cobras que brotam de sua cabeça. Esse recurso também é visto em alguns murais.

Nas esculturas, Ai-Apaec pode ser observado numa forma totalmente humanoide, com uma expressão grave no rosto e as presas de felino de sempre.

Os prisioneiros eram oferecidos em sacrifício ao deus, sendo suas cabeças cortadas. Por isso, ele também era conhecido como O Decapitador.

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A Marvel também criou sua versão de Ai-Apaec nos quadrinhos…

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O Decapitador foi recrutado por Norman Osborn para ser o Homem-Aranha da nova encarnação dos Vingadores Sombrios. Será que a Disney/ Marvel fará um filme onde ele apareça, no futuro?