Westworld e os parques temáticos mais incomuns!

Existe uma nova série da HBO que está começando a chamar a atenção de todo mundo. Não apenas pela aposta da emissora em elegê-la como a nova “Game of Thrones”, seja em termos de repercussão quanto de faturamento – e, por isso, só na primeira temporada, teriam investido mais de US$ 100 milhões! Mas também porque o assunto “parque temático” vem despertando a imaginação das pessoas.

Para quem não sabe do que estou falando, farei um breve resumo dessa nova série, chamada Westworld.

O enredo de Westworld fala de um parque temático futurístico para adultos, dedicado à diversão dos ricos. Um espaço que reproduz o Velho Oeste, povoado por androides programados pelo personagem de Anthony Hopkins (sim, ele mesmo, em sua estreia num seriado para a TV!) para acreditarem que são humanos e vivem no mundo real.

Lá, os clientes podem fazer o que quiserem, sem obedecer a regras ou leis. No entanto, quando uma atualização no sistema das máquinas dá errado, os seus comportamentos começam a sugerir uma nova ameaça, à medida que a consciência artificial dá origem à “evolução do pecado”.

O seriado é uma “releitura”, digamos assim, de um antigo sucesso do cinema de mesmo nome. Escrito e dirigido em 1973 por Michael Crichton (de Jurassic Park), mostrava um parque temático que simulava o Velho Oeste e onde os habitantes eram robôs. Nesse Westworld, a graça era duelar contra robôs. Yul Brynner fazia o papel de um desses robôs, o vilão principal, programado para perder sempre… Só que um dia, ele sofre um “tilt” e…

Devemos os parques temáticos como conhecemos a Walt Disney. Foi ele que, um dia, enquanto aguardava as filhas pequenas se divertirem no carrossel de um parque de diversões, se perguntou se um lugar desses não deveria privilegiar todas as idades. Dessa ideia surgiu, em 1955, a “Disneylândia”, considerado o pioneiro em alinhar temas específicos à diversão de todos, de crianças dos “8 ao 80 anos”.

O tempo passou e, como toda grande ideia, parques temáticos proliferaram por todas as partes do mundo. E não apenas para crianças. Assim como no Westworld da ficção, existem parques voltados para o público adulto – ou recomendados aos adultos – espalhados por aí. Ousados, bizarros, parece até que existe um mundo paralelo dos parques temáticos! Confira:

Jeju Loveland: um parque erótico

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Na real, ele é um parque de exposição permanente de esculturas eróticas localizado na Coreia do Sul. São 140 esculturas e algumas instalações interativas. Agora você se pergunta: como a ideia desse parque surgiu? As esculturas do parque começaram a ser criadas em 2002 por formandos de uma universidade da ilha de Jeju, inspirados pela fama da ilha. Que ganhou a vocação de centro de cultura sexual depois da guerra da Coreia, quando o local tornou-se destino preferencial para casais em lua-de-mel. Os casamentos de então eram arranjados e os casais sentiam-se constrangidos, pois não se conheciam ou tinham qualquer intimidade anterior. Por causa desse desconforto, alguns hotéis da ilha adotaram profissionais “quebradores de gelo”, facilitadores “pedagógicos” da relação conjugal. E a Loveland ganhou esse nome pois, aos poucos, tornou-se uma referência de educação sexual.

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O parque tem estátuas de tudo quanto é tipo. Posições sexuais das mais diversas e membros de todos os tamanhos e formatos. O mais próximo de uma atração que o visitante irá encontrar são as exposições interativas, como a do “ciclo da masturbação”. Não há outros brinquedos, shows ou paradas para curtir, como na Disney, o que torna a visita ao local relativamente rápida – cerca de 40 minutos, de acordo com o site oficial. Pelo menos a entrada é baratinha (em torno de 27 reais). Somente pessoas acima de 18 anos podem entrar no parque; há recreação e um playground para crianças aguardarem do lado de fora.

The World Butterfly Eco Garden

É até complicado falar sobre esse lugar, por ser controverso. Dividido em duas seções, The World Butterfly Eco Garden na China apresenta o maior jardim de borboletas do mundo. A outra seção, conhecida informalmente como o “Reino das Pessoas Pequenas”, é uma área do parque onde acontecem performances cômicas estreladas por… Pessoas com nanismo! Mais de 100 anões podem ser vistos nos cenários de casas em forma de cogumelo.

Essa comunidade, “supervisionada” por um imperador, imperatriz e um parlamento, foi criada em 2009, e todos os moradores se apresentam duas vezes ao dia cantando, dançando, ou mesmo realizando algum esporte ou acrobacia. O criador do parque e seus defensores afirmam que dão emprego – com bom salário – a pessoas que, de outra forma, seriam incapazes de encontrar trabalho. Quem critica acredita que estão tratando o nanismo como uma atração exótica e explorando as condições dos trabalhadores.

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The Holy Land Experience

Quando voltar a Orlando, em vez de visitar o Mickey ou o Harry Potter, passe uma tarde bíblica… Que tal? (aliás, não precisa ir tão longe para fazer isso… Em Buenos Aires há um parque temático similar…). Estou falando do The Holy Land Experience, que traz a arquitetura e temas da antiga cidade de Jerusalém no primeiro século. Quem visitou disse que é muito louco você poder tirar fotos de Jesus andando sobre a água ou escalar uma parede que é a arca de Noé…

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O parque recria todos os cenários da vida de Jesus conforme relatado na Bíblia. Há a tumba onde ele morreu, o Mar da Galileia com fontes dançantes e, claro, o momento mais aguardado da visita: a reconstituição diária da crucificação de Jesus Cristo, um show ao vivo de uma hora e meia de duração. Pertinho do complexo Walt Disney World Resort, o parque temático fica aberto quase todos os dias do ano e sua entrada custa quase a metade do vizinho.

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BonBon Land

Inaugurado em 1992, o BonBon Land é a versão trash da Disney. A cerca de duas horas de Copenhagen, na Dinamarca, sua temática gira em torno de personagens de desenhos animados. O que ocorre é que eles não são nada fofinhos e educados. Ao contrário, são estranhos e perturbadores, tudo por conta da inspiração em BonBon, empresa de doces na Dinamarca que faz doces com base em personagens estranhos.

Para dar uma ideia, seu doce mais popular é chamado de “Dog Fart”, ou “Peido de Cachorro”, e ele está presente no parque, adaptado em uma das quatro montanhas-russas. Mas a coisa não para por aí… Outras atrações trazem cavalos fazendo cocô, formigas urinando, ratos vomitando e muitos animais estilizados de maneira sexualizada.

É um parque temático completo com mais de trinta brinquedos, incluindo passeios de barco, splashs e elevadores de queda. É um sucesso de público e já foi expandido diversas vezes ao longo de sua história para ter mais novidades. Um dia no BonBon Land custa 75 reais por pessoa – e é gratuito para crianças pequenas.

 

Você vê, neste nosso mundo, há gosto para tudo, não é mesmo?

 

 

 

 

 

 

 

 

Fontes:

 

ligadoem serie.com.br

zupi.com.br

listas20.com

O que George R. R. Martin está fazendo em vez de escrever

Para quem viveu em Marte nos últimos cinco anos e nunca ouviu falar de “Game of Thrones”, farei aqui um breve resumo do que se trata: é um seriado da HBO (canal de TV pago que se notabilizou por criar seriados de alta qualidade, como “Os Sopranos” e… Quê? Você também nunca ouviu falar dos Sopranos?…) criado como a adaptação dos livros escritos por George R. R. Martin, reunidos na série As Crônicas de Gelo e Fogo (A Song of Ice and Fire), composta por sete volumes, cinco dos quais já publicados.

Desde que estreou em 2011 na televisão, tornou-se a maior série da HBO, conquistando fãs em todo o mundo, fascinados por suas histórias de intrigas, luta pelo poder, pelo amor, pela honra e pela fortuna, anseios que permeiam a vida dos habitantes dos ficcionais Sete Reinos de Westeros, em um tempo inspirado na Idade Média e permeado de elementos sobrenaturais.

Dito isto, a 6ª temporada está no ar atualmente no mundo todo, inclusive no Brasil, conseguindo de novo muita repercussão com seus acontecimentos. Os fãs dos livros costumam apontar as discrepâncias entre o que foi escrito e o que foi adaptado para a TV, e estavam apreensivos com esta nova temporada, porque ela está adiantada… Sim, isso mesmo. A TV avançou e está desenvolvendo seus roteiros sem um livro para se basear, uma vez que o sexto volume – previsto para lançamento neste ano – foi adiado.

Os roteiristas da série de TV, obviamente, contam com a assessoria do escritor, que acompanha toda a produção de perto. Mas, ainda assim, a pergunta que fica é: que diabos George R. R. Martin fica fazendo que não escreve?

Bem, todo mundo admira esse senhor simpático que criou a trama fantástica que mantém o mundo inteiro discutindo sobre ela. Só que ele é meio atrapalhado com prazos e cada livro de sua série demora muito para sair. No começo, até que ele foi mais, digamos, ágil. O primeiro livro saiu nos Estados Unidos em 1996, o segundo em 1998, o terceiro em 2000 e daí a coisa complicou… O quarto só veio em 2005 e o quinto (e último, até agora), em 2011.  O sexto foi adiado e o sétimo, sabe Deus para quando…

Numa tentativa de descobrir o que mantém o George assim tão ocupado, o programa da TV americana Late Show, de Conan O’Brien, foi entrevistá-lo e descobriu:

  1. Ele fica brincando dentro de uma bola gigante…

2. Ou comprando carros maneiros (como esse Tesla, carro elétrico esportivo)…

3. Também passa os dias fazendo bolhas de sabão:

4. E atualiza seu blog vintage:

5. Na verdade, ele passa os dias pulando pelado em sua cama elástica!

Calma, calma! Não fique bravo, não queime seus livros e não saia em passeata gritando “Fora George”. Isso tudo foi uma brincadeira do programa! As imagens 2 e 4 são reais, as outras são de um ator que é sósia do escritor.

O fato é que o autor está passando por um bloqueio criativo e isso atrasou todo o processo. Faltam meses para terminar “Os Ventos do Inverno'”(The Winds of Winter), como ele mesmo revelou em seu blog. Veja a nota:

“OS VENTOS DO INVERNO não está terminado.

Acreditem em mim, digitar estas palavras não me dá nenhum prazer. Se você está desapontado, você não está sozinho. Meus editores estão desapontados, HBO está desapontada, meus agentes e tradutores estrangeiros estão desapontados… Mas nenhum poderia estar mais desapontado do que eu. Por meses eu queria nada mais do que dizer, “Eu terminei e entreguei Os Ventos do Inverno” até o último dia de 2015.

Mas o livro não está pronto.

Não é provável que será terminado amanhã, ou na próxima semana. Sim, há muita coisa escrita. Centenas de páginas. Dezenas de capítulos. (…) Mas também há muito a ser escrito. Estou meses longe de terminar… e isso se a escrita for bem (algumas vezes vai, outras não).”

É difícil para um escritor quando esse bloqueio acontece, muitas vezes causado pelas pressões externas, necessidade de cumprir prazos, cansaço… Isso aconteceu com outros escritores famosos, como Dan Brown e Stephen King. Neil Gaiman disse uma vez que escritores não são máquinas e que eles escrevem na velocidade que lhes convém.

O que nos resta é torcer para que tudo entre nos eixos e que a saga continue sem maiores interrupções. Todos os fãs querem saber o que Daenerys, a mãe dos dragões, irá aprontar.

Agora, que seria engraçado ver George na cama elástica gritando “Hodor! Hodor!”, seria.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte:

mundoestranho.abril.com.br

cinema10.com.br

 

Significados por trás dos nomes de marcas famosas

Sou uma pessoa curiosa, e isso me leva a pesquisar. Pesquiso sobre praticamente todos os assuntos que me despertam a atenção, e um desses assuntos é o que existe por trás das marcas e logotipos. Não apenas em relação ao seu design, mas principalmente em relação ao seu significado. No O TRECO CERTO já postei sobre esse tema, aqui e aqui, por exemplo.

Desta vez, o que me fez investigar  foi o interesse das empresas em escolher siglas na hora de definir a sua marca, ou então sentidos “obscuros”. Por isso, fui atrás da explicação dos nomes de algumas empresas famosas. Veja o que descobri:

O nome da marca tenta comprimir o som da palavra action, ou ação, em inglês. O problema é que quase todo mundo prefere soletrar, mesmo…

HBO é a abreviação de Home Box Office. A expressão Box Office significa bilheteria. Ou seja, sucessos de cinema, só que em casa.

Em 1841, os irmãos Clemens e August Brenninkmeijer abriram uma loja de tecidos, na Holanda. A escolha da marca foi simples: as letras iniciais dos primeiros nomes de cada um deles.

Ao contrário do que muita gente pensa, não é um acrônimo da frase em inglês “All Day I Dream About Sports”, ou “Todo Dia eu Sonho com Esportes”. Na verdade, é uma junção do nome do fundador, Adolf (Adi) Dassler.

A empresa coreana é conhecida principalmente como montadora de automóveis, mas fazendo jus ao nome (que significa “modernidade”), ela também cria produtos para indústrias tão diversificadas quanto aeroespacial, construção civil e metalúrgica.

Lego é uma contração da frase em dinamarquês leg godt, que significa “brinque bem”.

IBM é a abreviação de International Business Machines, ou “companhia internacional de máquinas de negócios”.

Niveus, em latim, quer dizer “branco”. E a pureza dessa imagem está evocada na cor do hidratante da empresa.

Os M&M’s foram sensação entre soldados americanos  na 2ª Guerra Mundial. Surgiram da parceria de Forest Mars e Bruce Murrie, os dois Ms.

Em coreano, sam significa três e sung, estrelas. Samsung, então, quer dizer literalmente três estrelas. Acontece que o número três, na cultura coreana, é um número da sorte, representando ainda algo grande, poderoso e numeroso…

Nice (Níkē) era a deusa grega que personificava a vitória, força e velocidade, representada por uma mulher alada. A marca de roupas Nike teve seu nome inspirado por ela, e o símbolo da marca é semelhante a uma asa.

 

 

 

 

Ferdinando, Liberace e Michael Douglas (1 de 3)

O título deste post parece confuso, mas é que tudo está interligado: Ferdinando (Li’l Abner, em inglês), personagem de quadrinhos; Liberace, famoso pianista e showman americano,  e Michael Douglas, o astro e diretor de cinema.

O que desencadeou esse meu processo cerebral foi a notícia de que a televisão parece hoje muito mais criativa e dinâmica do que o cinema (ao menos nos Estados Unidos). Enquanto este último parece viver basicamente de refilmagens e continuações (só neste ano teremos a continuação de 4 ou 5 grandes sucessos, como Homem de Ferro 3, Se Beber não Case 3 ou Velozes e Furiosos 6…), a TV dá um show com suas produções, a exemplo de “Boardwalk Empire” ou “Game of Thrones”. E por isso atrai cada vez mais os grandes astros do cinema, como Al Pacino no recente “Phil Spector” e agora, Michael Douglas e Matt Damon em “Behind the Candelabra”, produção da HBO.

Essa última produção é o mote deste post em três partes. O tema desse filme para TV é Liberace, um astro do show-business americano nos anos 1950 e 1960, principalmente, e do qual nunca tinha ouvido falar até ler os quadrinhos do Ferdinando, do desenhista americano Al Capp.

Ferdinando

O hilário e ingênuo Ferdinando é um “hillbilly” (ou seja, um caipira)  que vive no fictício lugarejo de Brejo Seco, nas montanhas do Kentucky. Suas histórias são caracterizadas por situações absurdas.

Ferdinando apareceu pela primeira vez nos jornais americanos em 20 de agosto de 1934, em forma de tiras diárias, e logo se transformou num sucesso absoluto, que se estendeu por cerca de 30 anos consecutivos. As histórias mostravam as desventuras de Ferdinando ao lado da mãe e do pai, Chulipa e Lúcifer Buscapé. Sua namorada era Violeta Scragg que, depois de 18 anos de investidas amorosas conseguiu “fisgar” o arisco amado no Dia de Maria Cebola ( folclórico feriado local onde toda solteirona perseguia rapazes igualmente solteiros), tornando-se a sra. Buscapé.

Ferdinando fez muito sucesso no mundo todo, gerando diversas imitações e até um seriado de Tv bastante popular, “Família Buscapé”, que nunca reconheceu a influência do caipira dos quadrinhos em sua criação.

As histórias de Ferdinando tiveram ainda mais sucesso quando começaram a satirizar personagens conhecidas. Por suas páginas apareceram paródias de Elvis Presley, dos Beatles, Frank Sinatra… E uma delas, que me lembro de ter lido na edição brasileira, foi de Liberace. Al Capp conta que, quando fez a paródia de Sinatra, todo mundo ficou preocupado com a reação do superstar, e todos caíram da cadeira quanto Sinatra telefonou dizendo o quanto havia rido da brincadeira. Desde então, toda vez que encontrava Al Capp num restaurante, Sinatra fazia questão de enviar-lhe uma garrafa de champanhe. Isso animou o desenhista a satirizar Liberace, que era muito famoso e seu programa de TV era líder de audiência… Mas os advogados do pianista ameçaram Al Capp com um processo.

Al Capp foi em frente e mudou um pouco sua ideia inicial. De “Liverachy”, passou a chamá-lo de “Loverboynik”, um pianista louro da TV.  E Capp insistia que seu personagem não era Liberace, “porque ele sabia tocar piano decentemente e raramente usava cuecas pretas de lacinhos…”

Não me lembro como Loverboynik foi chamado aqui, mas o fato é que eu não entendia boa parte das piadas, especialmente as que mostravam o personagem sempre ao lado de garotões, como no quadrinho acima da foto. Só muitos anos depois, entendendo quem foi Liberace, pude apreciar toda a saborosa sátira de Al Capp e também em um desenho animado do Pernalonga, onde o Patolino é pianista e duela com… Liberace.

Ferdinando, Liberace e Michael Douglas (3 de 3)

Finalmente, chegamos ao final da teia… O que tem a ver Michael Douglas com tudo isso…

Behind the Candelabra, próximo filme de Steven Soderbergh (Onde Homens e um Segredo, Erin Brocovich) e produzido pelo canal a cabo HBO, vai explorar a relação conturbada entre o famoso pianista Liberace e seu parceiro Scott Thorson, relação bastante especulada pela mídia na época.

Deverá estar no filme o processo movido por Thorson contra o músico, em 1982. Alegando que mantinha uma relação com o pianista desde os 17 anos de idade, o processo rendeu ao companheiro de Liberace US$ 133 milhões. Após a morte do pianista em decorrência da AIDS, Thorson escreveu um livro intitulado Behind the Candelabra: My life with Liberace, em que relatou as traições de seu companheiro, assim como o abuso de drogas. Encabeçando o elenco, estão Michael Douglas como Liberace e Matt Damon como Scott:

Uma triste curiosidade: Hollywood se negou a produzir o filme por julgá-lo “gay demais” para ser exibido nos cinemas norte-americanos. “Ninguém estava disposto a financiá-lo. Fomos bater em todas as portas e nos disseram que era ‘gay demais’. Essa reação depois de Hollywood investir no filme ‘O segredo de Brokeback Mountain’. Fiquei espantado”, declarou Soderbergh.

Douglas e Damon como Liberace e Thorson

Kings of bling: Liberace and lover Scott Thorson, seen here in 1982 have been brought to life in a new biopic starring Michael Douglas and Matt Damon as you've never seen them before

Os verdadeiros, em 1982.

O elenco ainda conta com Dan Aykroyd como Seymour Heller, agente do músico que nunca aprovou o relacionamento dos dois homens; Rob Lowe será o cirurgião plástico ; Scott Bakula viverá Bob Black, o coreógrafo que o apresentou a Thorson; Boyd Holbrooke será um dos amantes de Liberace e Debbie Reynolds será Frances Liberace, a frágil e imponente mãe do pianista. De acordo com os críticos, tanto Douglas quanto Damon brilham como nunca nesse telefilme, e já estão cotados ao prêmio Emmy de melhor atuação na TV em 2013.

Por isso eu gosto de cinema. Um dia você vê o Matt Damon detonando todo mundo em “Bourne” e, depois, na cama com Michael Douglas…