Curiosidades sobre os Discos-Voadores

O termo disco-voador, agora em desuso pelos estudiosos, designava um objeto voador no formato de um pires, e que se supunha ser extraterrestre. Hoje se utiliza a expressão OVNI (UFO, em inglês) que significa Objeto Voador Não Identificado.

A expressão “disco-voador” foi cunhada pela imprensa americana por ocasião do chamado “Caso Roswell”, como ficou conhecido o incidente em Roswell, Novo México, em 1947, onde teria caído um OVNI numa fazenda. Embora o fazendeiro nunca tenha usado esse termo para descrever o objeto que ele viu destroçado em suas terras – ele falou “disco”, “prato” e “pires” – os jornais estamparam manchetes gritantes, afirmando que a Força Aérea tinha capturado um “disco-voador” (flying saucer) na região.

A Força Aérea depois informou que os destroços eram, na verdade, de um balão atmosférico. Muita gente acredita que essa informação foi apenas uma “cortina de fumaça” para ocultar a verdade – de que eles teriam capturado um sobrevivente alienígena do acidente.

Durante a Guerra Fria, período de grande animosidade entre os Estados Unidos e a extinta União Soviética, e durante o qual as duas potências rosnavam uma para a outra, exibindo seus arsenais atômicos, o medo de uma guerra nuclear deixava os cidadãos americanos paranoicos e, seja por esse motivo ou por pura coincidência, os relatos de OVNIs passaram a ocorrer com uma frequência nunca vista.  Para os quadrinhos, a invasão dos discos-voadores era uma alegoria do ataque inimigo.

O CCCP que se vê na cápsula espacial é uma abreviatura das palavras em russo de União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, URSS.

O cinema também interpretou esse sentimento popular em vários filmes, um deles o emblemático “A Invasão dos Discos-Voadores”, de 1956, com efeitos especiais do mestre do stop-motion Ray Harryhausen. Ele criou várias maquetes de discos-voadores que se tornaram a mais clássica aparência cinematográfica de um OVNI (uma cabine central estática rodeada por um anel em rotação) e que foi derivada das descrições dadas pelo major Donald Keyhoe em seu livro, que serviu de inspiração para o filme.

Abaixo, a sequência em que os E.Ts. pousam na Terra e atacam.

Foi durante essa década que começaram a surgir informações de que os nazistas vinham testando a construção de discos-voadores durante a Segunda Guerra Mundial. Essas especulações ganharam força nas décadas seguintes e muitas “teorias da conspiração” garantem que, após a guerra, americanos e soviéticos roubaram os planos alemães para construir essas naves.

A foto acima, se não for uma montagem, mostra um disco-voador nazista de segunda geração, o Haunebu II.

Alguns afirmam que, no final dos anos 1960, a força aérea americana considerou seriamente a possibilidade de que os OVNI’s que tinham sido vistos poderiam ter sido, de fato, aviões fabricados secretamente pela URSS baseados em projetos roubados dos alemães.

Outra expressão muito utilizada quando se fala de OVNIs é a “Área 51”.

Área 51 é um dos nomes atribuídos à área militar restrita no deserto de Nevada, próxima ao Groom Lake, Estados Unidos. É uma área tão secreta que o governo norte-americano só admitiu sua existência oficial em 1994, e ainda assim com muitas restrições.

Exatamente por ser tão secreta é que essa base alimentou a imaginação de pessoas no mundo todo, especulando que ali haviam discos-voadores capturados e onde se examinavam os ETs sobreviventes. A base fica a 250 km de Las Vegas, no meio do deserto, com montanhas e vegetação rasteira, e placas que dizem “Nenhum posto de gasolina pelos próximos 250 quilômetros”. Houve uma época em que a região era invadida por turistas atrás de OVNIs, mas com a passagem do tempo e o surgimento inevitável de novos temas de interesse, os filmes e programas de televisão que alimentaram a fixação pelos alienígenas escondidos na Área 51 – de Arquivo X a Independence Day – não chamam mais tanta atenção como antigamente.

E agora que a CIA confirmou recentemente que a base existe mesmo e serve para testar apenas aviões-espiões, sem nada a ver com discos-voadores, o interesse realmente minguou…

Mas o povo continua tentando conseguir boas imagens dos discos-voadores. Abaixo, seguem algumas das fotos mais conhecidas e que ainda não se comprovou que sejam uma fraude:

A foto acima foi tirada na Bélgica em 1990 e mostra um OVNI triangular com luzes nas extremidades.

Esta foi tirada na Califórnia, em 1965.

Bariloche, 1969, foto tirada pelo prof. e físico Sebastian José Tarde.

Bem, do mesmo modo que se diz “não acredito em bruxas, mas que elas existem, existem”, segue abaixo uma lista de informações úteis para deixá-lo bem informado no caso de um dia você se deparar com alguns ETs desgarrados…

  • Convencionou-se chamar de “contato de primeiro grau” a simples observação de um OVNI. De “segundo grau” quando  o OVNI pousa e deixa vestígios de sua passagem. De “terceiro grau” se o narrador diz ter visto as criaturas. Os de “quarto grau” ocorrem quando há contato direto e comunicação com os tripulantes. Nos de “quinto grau”, ocorrem viagens na nave e as abduções.
  • A abdução acontece quando a pessoa é levada por ETs contra a vontade para o interior do OVNI, onde é submetida a experiências e exames clínicos.
  • Gilberto Gil e Gal Costa afirmam que já tiveram contatos com ETs. Chico Buarque e Maria Betânia afirmam já terem visto OVNIs. Fábio Jr. também. Em maio de 2001, a cantora Elba Ramalho declarou à revista Veja que extraterrestres lhe implantaram um microchip, retirado mais tarde por esses “seres celestiais”.
  • Muitos pesquisadores destacam passagens da Bíblia que poderiam estar se referindo a discos voadores e a extraterrestres. A lista é imensa. Por exemplo: “São João, no Apocalipse, nos descreve um anjo que tinha olhos como labaredas e outro com um rosto como sol e os pés, como colunas de fogo”. Supostos OVNIs também são citados como sendo “tronos de fogo”, “braseiros consumidores” ou “rios que jorram em montes de fogo”.
  • São José dos Campos, no interior de São Paulo, é a cidade com maior número de relatos de abduções do mundo.
  • Os países com o maior número de fenômenos OVNIs são os Estados Unidos, México, Peru, Brasil, Rússia e Chile.
  • No Brasil, o caso que mais deu o que falar foi o do ET de Varginha, no interior de Minas Gerais. Segundo relatos, três garotas teriam avistado um ser com protuberâncias na cabeça, pele marrom e olhos vermelhos num terreno baldio da cidade. O incidente teria acontecido no mesmo dia em que diversos moradores relataram avistamentos de possíveis OVNIs. Também foi noticiada uma estranha movimentação de soldados do Exército na mesma região do incidente. Falou-se que o ET teria sido capturado pelas autoridades e levado a algum lugar secreto (alguns boatos apontaram a Universidade de Campinas/UNICAMP) onde teria sido estudado e mantido em sigilo. Outras teorias dizem que o Brasil não tinha como lidar com o caso e entregou o corpo do ET de Varginha para os Estados Unidos, que em troca, levou um astronauta brasileiro para o espaço, o Marcos Pontes.

  • A Área 51 foi citada em inúmeros filmes, séries e desenhos animados, e alguns deles são: Arquivo X, Taken, Transformers, Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal, Hellboy, Independence Day, Os Simpsons, Ben 10, Johnny Quest e Futurama.

  • O Triângulo das Bermudas é uma área do Oceano Atlântico entre a Flórida, a ilha de Porto Rico e o arquipélago das Bermudas, e que ficou famosa pelos desaparecimentos de aviões, barcos e navios. Ocorreram mais de 50 eventos dessa natureza, a maioria entre 1945 e 1950. Muitas teorias foram criadas para explicar o fenômeno e uma delas é  a ação de extraterrestres.
  • Em 1938, o cineasta Orson Welles, diretor do clássico Cidadão Kane, assustou os Estados Unidos com uma teatralização no rádio do romance “Guerra dos Mundos”, de H. G. Wells. Muita gente entrou em pânico. Milhares chegaram a acreditar que a Terra estava sendo invadida por seres alienígenas.
  • Segundo os astrônomos, é impossível que uma nave vinda de outro sistema planetário faça uma visitinha à Terra. Eles argumentam que as longas distâncias, além da dificuldade de obter a energia necessária para a viagem, tornam essa possibilidade nula…
  • Até agora, foram descobertos cerca de 400 planetas fora do Sistema Solar, mas os astrônomos suspeitam que esse número seja infinitamente maior. Alguns acreditam que a maior parte das estrelas possui planetas girando ao seu redor. Considerando que as galáxias menores possuem cerca de 100 bilhões de estrelas e as maiores, trilhões… Quantos planetas podem existir no Universo?

Uma última dica (testada e aprovada): se você quiser ter algum tipo de contato extraterrestre, afaste-se das cidades. A probabilidade de você enxergar um disco-voador numa cidade como São Paulo é muitas vezes menor do que em um local com pouca luminosidade, céu límpido e sem poluição.

Se não avistar nenhum ET, você pelo menos terá feito contato de primeiro grau com a natureza, e observado as estrelas cadentes.

 

 

 

 

 

Fontes:
maisquecuriosidade.blogspot.com.br
Wikipedia
ufocasebook.com
latest-ufo-sightings.net
aliensthetruth.com
zerohora.clicrbs.com.br
alemdaimaginacao.com
photos1.blogger.com
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O MÉDICO QUE ODIAVA SUPER-HERÓIS

Era 1954, e os Estados Unidos viviam sob o signo do medo. A guerra fria estava no auge. Por causa da paranoia anticomunista, Charles Chaplin não podia entrar no país e Albert Einstein era investigado pelo FBI. O clima de temor e suspeita era propício a qualquer iniciativa “moralizadora” dos costumes.

A Guerra da Coreia (1950-1953) foi o primeiro conflito moderno a colocar em lados opostos os americanos e os chineses e soviéticos.

A Guerra da Coreia (1950-1953) foi o primeiro conflito a colocar em lados opostos os americanos e os chineses e soviéticos.

Alguns anos depois, os mesmos contendores se enfrentaram na mesma região, com o início da guerra do Vietnã.

Alguns anos depois, os mesmos contendores se enfrentaram na mesma região, com o início da guerra do Vietnã.

Welch-McCarthy-Hearings

Nos Estados Unidos, por quase uma década, desde o fim dos anos 1940 até meados dos anos 1950, o país viveu um período de intensa patrulha anticomunista, perseguição política e desrespeito aos direitos civis. Foi uma época em que o medo do comunismo e da sua influência em instituições americanas tornou-se exacerbado. Um comitê do Senado, formado pelo senador Joseph McCarthy (de pé na foto), acusou milhares de americanos de serem comunistas ou simpatizantes, tornando-os objeto de investigações agressivas. Muitos perderam seus empregos, tiveram a carreira destruída e alguns foram até mesmo presos e levados ao suicídio. Pessoas da mídia, do cinema, do governo e do exército foram acusadas de espionagem a soldo da URSS.

Naquele ano, o renomado psiquiatra Fredric Wertham publicou seu livro A Sedução dos Inocentes, que descrevia em detalhes os “efeitos nefastos” dos gibis sobre as crianças. A saber: fomentavam a delinquência juvenil, a discórdia entre irmãos, o mau hábito da garotada de não comer legumes e verduras e, se isso não bastasse, de estimular o homossexualismo. O livro incentivou o Congresso a vasculhar a indústria das HQs e a colocar Batman e Super-Homem no banco de réus.

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Credenciais não faltavam ao doutor para convencer a opinião pública da época. Era o psiquiatra-chefe do maior hospital psiquiátrico de Nova York, o Bellevue. Na década de 1920, recém-formado, correspondera-se com ninguém menos que Sigmund Freud, pai da psicanálise.

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 A reputação de Wertham era ilibada, mas algo aparentemente não ia bem com a psique do doutor. Assim como em muitas tramas de gibi, o genial estudioso foi ficando aos poucos obcecado por aquele objeto de repulsa e desejo. Suas pesquisas passaram a associar a leitura de quadrinhos com a violência. O psiquiatra lançou-se então numa violenta campanha, condenando os pobres gibis em dezenas de artigos e entrevistas.

Foi Wertham quem plantou a semente da história da homossexualidade de Batman e Robin. Tudo porque, numa história, Bruce Wayne e Dick Grayson trocavam as roupas civis pelos uniformes de herói, separados apenas por um biombo. Por causa dessas insinuações, a DC Comics teria criado a figura paternal do mordomo Alfred, a fim de frear a fama de gay do homem-morcego. 

O fato é que, com a publicação de A Sedução dos Inocentes, revistinhas foram queimadas em público no estado de Nova York. Um comissário de polícia de Detroit, Harry S. Toy, declarou que os gibis estavam infestados de ensinamentos comunistas. Os distribuidores começaram a devolver os exemplares que recebiam para vender. E a confusão serviu de estopim para que o Congresso instituísse uma subcomissão de investigação dos quadrinhos, nos mesmos moldes daquela criada para investigar as atividades comunistas no país.

As editoras, temendo uma regulamentação do governo, criaram o Comics Code, que nada mais era do que um código de autocensura. Entre 1954 e o início da década de 1970, o código exerceu seu poder de forma implacável na indústria dos quadrinhos. Só em 1971 as editoras passaram a questioná-lo: a Marvel, numa história do Homem-Aranha, mostrou Harry Osborn, amigo de Peter Parker, numa viagem de LSD.

Wertham tentou escrever uma sequência de seu famoso livro, desta vez tratando dos efeitos da TV nas crianças, mas, para sua frustração, nenhum editora se interessou em publicá-lo.

O doutor sempre negou que suas críticas aos quadrinhos tivessem favorecido a censura e dizia que, em princípio, nunca teve nada contra eles, apenas contra as mensagens implícitas em seu conteúdo. Tanto que, no começo dos anos 1970, focou suas pesquisas nos aspectos benignos da cultura dos fanzines. Em seu último livro, publicado em 1974 e chamado The World of Fanzines, ele concluiu que “os fanzines são um exercício saudável e construtivo para motivar a criatividade”.

Essa obra, porém, não serviu para redimi-lo perante os fãs e os editores de quadrinhos, e ele morreu desacreditado por eles em 1981. O ex-menino prodígio da psiquiatria seria para sempre lembrado como o doutor que odiava os quadrinhos.

 

 

(Fontes: Superinteressante, internet, Wikipedia)
 

Bomba nuclear esteve prestes a explodir acidentalmente nos EUA em 1961

Bomba mais potente que Hiroshima quase explodiu em 1961 nos EUA

Em 1964, Stanley Kubrick – só ele mesmo! – lançou uma comédia sobre a Guerra Fria… Em plena Guerra Fria! Em seu filme “Dr. Strangelove or : How I Learned to Stop Worrying and Love the Bomb” (no Brasil, Dr. Fantástico), ele narra a história de um general americano que acredita que os soviéticos estão sabotando os reservatórios de água dos Estados Unidos e resolve fazer um ataque anticomunista, bombardeando a União Soviética para se livrar dos “vermelhos”. Com as comunicações interrompidas, ele é o único que possui os códigos para parar as bombas e evitar o que provavelmente seria o início da Terceira Guerra Mundial.

Com atuações soberbas de Peter Sellers em 3 papéis, um deles como um cientista maluco, George C. Scott como o general belicista e Slim Pickens como o piloto caubói do bombardeiro B 52, o filme é considerado um dos melhores de todos os tempos.

Peter Sellers

George C. Scott

Slim Pickens

Lembrei-me imediatamente desse filme ao ler a notícia de que os Estados Unidos quase bombardearam a si mesmos em 1961… Verdade, isso não é enredo de nenhum filme (mas é possível que venha a ser em breve!).

Uma bomba atômica  260 vezes mais potente que a de Hiroshima esteve prestes a explodir em janeiro de 1961 na Carolina do Norte, no leste dos Estados Unidos, informou o jornal britânico The Guardian, citando um documento americano secreto e recentemente liberado.

Acidente com avião fez com que duas bombas atômicas caíssem sobre os EUA em 1961

Segundo o relatório secreto, no dia 23 de janeiro de 1961 um bombardeiro B-52, como o da foto abaixo, se partiu em dois em pleno voo, provocando a queda de duas bombas sobre a cidade de Goldsboro, na Carolina do Norte.

Uma das bombas caiu num riacho, mas a outra se comportou exatamente como se espera que uma bomba nuclear o faça quando é lançada intencionalmente. “Seu paraquedas abriu e o processo de inicialização começou”, publica o jornal. Um simples interruptor evitou que a bomba explodisse, já que os outros três mecanismos de segurança destinados a impedir uma explosão acidental falharam, segundo o autor do relatório, Parker F. Jones, um engenheiro que trabalhava nos laboratórios encarregados de criar esses mecanismos de segurança para as bombas nucleares. A catástrofe poderia ter afetado as cidades de Washington, Baltimore, Filadélfia e até mesmo Nova York, colocando “milhares de vidas em perigo por conta das partículas radioativas geradas pela explosão”.

Quando a bomba caiu no chão – seu paraquedas ficou preso nos galhos de uma árvore – um sinal de disparo foi enviado para a central nuclear do dispositivo e foi apenas o último interruptor, altamente vulnerável e que deve ter pifado durante o impacto no solo, que evitou um desastre.

O relatório do engenheiro foi escrito oito anos após o incidente, e concluía que a bomba nuclear daquele modelo não tinha mecanismos de segurança apropriados para ser transportada a bordo de um B-52. Foi classificado como secreto durante todos esses anos. Quer dizer, não eram tanto os “vermelhos” a grande ameaça nuclear da Guerra Fria, certo?

Finalizando, fiquei pensando como esse momento da História moderna foi tenso. E esses dois fatos, o quase acidente nuclear de 1961 e o filme de Kubrick, de 1964, ocorreram na “era Kennedy”, se posso chamar assim.

O acidente com o B-52 ocorreu em 23 de janeiro de 1961. Apenas três dias antes, em 20 de janeiro, Kennedy tomava posse como presidente do país. O filme de Kubrick foi lançado em 29 de janeiro de 1964, três meses depois do assassinato de Kennedy em Dallas (inclusive uma fala do filme que citava Dallas foi dublada na versão final e virou Vegas).

Tenso, não é não?

Breve história dos computadores

Esta história vale a pena conhecer…

Há muitos milênios, a máquina de calcular era o ábaco, que teria sido usado pela primeira vez na Mesopotâmia. 

Em 1622, apareceram as primeiras réguas de cálculo, muito semelhantes às que os engenheiros usaram até não muito tempo atrás. 

Em 1672, a calculadora automática de Leibniz fazia cálculos das 4 operações e ainda extraía a raiz quadrada. 

Hermann Hollerith inventou, em 1880, uma máquina para realizar as operações de recenseamento da população. A máquina fazia a leitura de cartões de papel perfurados em código binário e efetuava contagens da informação referente à perfuração respectiva. Ele também foi um dos fundadores da IBM.  

Em 1943, sob encomenda da Marinha, a IBM construiu o Mark I, uma máquina totalmente eletromecânica, com 17 metros de largura, 2, 5 metros de altura e 5 toneladas de peso. 

Usado para fins bélicos, ele tinha 750.000 peças unidas por aproximadamente 80 km de cabos. Quando em funcionamento, dizia-se que produzia o ruído de uma grande sala cheia de velhinhas tricotando ao mesmo tempo.

ENIAC (Electronic Numerical Integrator and Computer) foi o primeiro computador digital eletrônico de grande escala. Criado em fevereiro de 1946 pelos cientistas norte-americanos John Eckert e John Mauchly,  começou a ser desenvolvido em 1943 durante a II Guerra Mundial para computar trajetórias táticas que exigissem conhecimento substancial em matemática, mas só se tornou operacional após o final da guerra. Ele ocupava 270 m2, pesava 30 toneladas e sua capacidade operacional equivalia à de uma calculadora eletrônica simples de hoje. 

1954, Computadores IBM 650.

Disco rígido em 1956 – 5 MB. 

1967 – 1980, disco de 8 polegadas, capacidade de armazenagem 79,7 Kb. 

Em 1969, em plena “guerra fria” entre os EUA e a URSS, a ARPA (Advanced Research Projects Agency), uma subdivisão dos Departamento de Defesa americano, cria uma rede com os dados do governo espalhados por vários lugares, para que não fossem guardados em um único servidor. Esse foi o embrião da internet.  

Um PC de 1981.

Em pouco mais de 30 anos, evoluímos rapidamente para um novo tipo de armazenamento de dados.

    

E saímos, nesses 70 anos, do Eniac para os laptops e tablets.

A rede mundial. Essa é a 3ª onda da humanidade, um império sem rei que ainda não conhece a magnitude de seu poder. 

Enviado por Amalia Dan.

O Caso Profumo

O escândalo com um ex-diretor da CIA, acusado de manter uma relação extra-conjugal e que pode ter colocado em risco a segurança dos Estados Unidos (veja aqui), tem semelhanças com outro caso famoso, este nos anos 1960 na Inglaterra.

Escândalos Sexuais

O chamado Caso Profumo envolveu o político britânico John Profumo e a femme fatale Christine Keeler em 1961. Profumo havia sido um dos heróis do Dia D – o desembarque aliado na Normandia na Segunda Guerra Mundial – e tinha um cargo equivalente ao de Ministro da Guerra no governo britânico. Frequentador das festas promovidas por Lorde Astor, foi numa delas que Profumo conheceu a showgirl Keeler.

John Profumo

Christine Keeler

Mas ela não morria de amores apenas por Profumo. Christine era amante também de Yevgeny Eugene Ivanov, oficial da marinha soviética e provavelmente espião, e de um conhecido “cafetão” da nobreza chamado Stephen Ward. O caso amoroso entre Profumo, um homem casado e guardião de importantes segredos de Estado, e Keeler causou arrepios no MI5, o serviço secreto britânico. A preocupação era saber se Christine Keeler era uma espiã enviada pelos soviéticos e se as confissões na alcova feitas por Profumo eram compartilhadas em uma outra cama: a de Ivanov. Ivanov, adido militar na Embaixada Soviética em Londres, portanto com imunidade diplomática, estava sob discreta vigilância do MI5.

Em 1963, uma desavença entre Christine e um antigo amante terminou na polícia e chamou a atenção da imprensa. As investigações levaram à revelação das ligações perigosas de Christine e ao fim da carreira política de Profumo. Como a guerra-fria entre o Leste e o Oeste estava em seu auge, o clamor público quase derrubou todo o governo britânico.

Keller aproveitou-se do burburinho causado pelo escândalo para faturar.

Posou para uma foto que foi publicada em um tabloide sensacionalista e colocou mais lenha na fogueira no já ardente caso debatido em todo o país. Quanto mais se falava dela, mais essa foto era reproduzida.

As consequências do escândalo foram a renúncia de Profumo e de todo o seu gabinete, Stephen Ward foi processado por “viver dos lucros imorais advindos da prostituição” e se suicidou, envergonhado. E  Keeler passou 9 meses na prisão por perjúrio (mentir sob juramento, quando disse que nada tinha com Profumo).

Profumo faleceu em 2006 e Keeler, hoje com 70 anos, tornou-se uma celebridade. Escreveu vários livros sobre o caso e, em 2001, lançou sua autobiografia.

O agente da U.N.C.L.E.

A Guerra Fria foi um dos momentos dramáticos da história moderna, e é como os historiadores chamam o período entre o final da Segunda Guerra e o começo da década de 1990. Foi durante esses anos que os Estados Unidos e a União Soviética disputavam a hegemonia política, econômica e militar no mundo. A União Soviética possuía um sistema socialista, baseado na economia planificada, partido único (Partido Comunista), igualdade social e falta de democracia. Já os Estados Unidos, a outra potência mundial, defendia a expansão do sistema capitalista, baseado na economia de mercado, sistema democrático e propriedade privada. Na segunda metade da década de 1940 até 1989, estas duas potências tentaram implantar em outros países os seus sistemas políticos e econômicos.

A definição para a expressão “guerra fria” é a de um conflito que aconteceu apenas no campo ideológico, não ocorrendo um embate militar declarado e direto entre as duas potências, até porque um conflito armado direto significaria o fim dos dois países e, provavelmente, da vida no planeta Terra. Porém ambos acabaram alimentando conflitos em outros países como, por exemplo, na Coreia e no Vietnã.

O cinema, a literatura e a TV se aproveitaram desse clima antagônico e complicado para produzir obras que ficaram no imaginário popular, e o personagem que melhor representa a Guerra Fria é o agente secreto. O escritor Ian Fleming criou o estereótipo do agente secreto moderno: bonito, charmoso, cercado de mulheres e impiedoso com os inimigos. Seus livros estrelados por James Bond, o 007, foram lançados na segunda metade da década de 1950, mas só quando foram levados ao cinema na década seguinte é que de fato o personagem ficou famoso.

O sucesso de 007 gerou uma série de imitações, mas houve uma que foi a mais sucedida de todas – e não à toa, porque foi criada pelo “pai” de James Bond como sendo uma versão do agente britânico para a telinha. Ian Fleming foi chamado pela MGM para ajudar em uma série de TV logo após a “bondmania” tomar conta do mundo, entre 1962 e 1963, no rastro dos primeiros filmes com Sean Connery. E Fleming criou o agente Napoleon Solo: charmoso, sofisticado, eficiente e com uma queda pelas belas mulheres. Nenhuma diferença entre ele e 007…

Mas Fleming não pôde permanecer no projeto por conta das questões contratuais com os produtores dos filmes de James Bond. Por isso – e para evitar acusações de plágio… – a série foi reestruturada e foi criada então a agência de espionagem multinacional batizada de UNCLE (United Network Command for Law and Enforcement), cuja sede secreta ficava escondida por trás da lavanderia Del Floria’s, em Nova Iorque.

 Na concepção de Fleming, a série se chamaria Solo e o responsável pela ação seria apenas o agente Napoleon Solo (Robert Vaughn). Novamente, problemas com a produção dos filmes de James Bond barraram o título. Durante a recriação da série, veio a ideia de incluir um parceiro russo (coisa incomum na época da guerra fria!) e Solo então ganhou a companhia de Illya Kuryakin (David McCallum). Para surpresa de todos, o personagem russo ficou tão popular, especialmente entre as mulheres, que McCallum assumiu o mesmo status de estrela de Vaughn (hoje McCallum está no seriado NCIS).

No lado oposto ao dos defensores da paz mundial, havia a perversa e notória organização criminosa conhecida como Thrush, sempre disposta a dominar o mundo civilizado – o contraponto “uncleniano” à SMERSH das novelas e filmes de James Bond.

Nesse embate que durou 4 temporadas, agentes de ambas as organizações eram vistos passando por passagens secretas em locais inusitados, acionadas por botões escondidos, alavancas disfarçadas e paredes falsas. Tudo isso ao ritmo de socos, tiroteios e diálogos graciosamente inteligentes.

A série estreou em 1964 sem se tornar um grande sucesso, decolando apenas na segunda temporada, em 1965. No ano seguinte o estilo dos roteiros começou a mudar,  favorecendo textos mais divertidos por causa da série concorrente Batman, que estreou em janeiro de 1966. Ao chegar na quarta temporada, O Agente da UNCLE não resistiu à concorrência com Gunsmoke, sendo cancelada mesmo antes do final da temporada.

Veja abaixo a abertura da série, com a dublagem original:

E agora, Napoleon Solo volta num longa metragem com lançamento previsto para o segundo semestre de 2015.

“O Agente da U.N.C.L.E.” será dirigido por Guy Ritchie (Sherlock Holmes). A principal novidade é que a trama do filme será passada nos anos 1960, mesmo período da série original. Nos papéis principais, foram escalados Henry Cavill (O Homem de Aço) como Napoleon Solo  e Armie Hammer (Zorro e Tonto ou sei lá como se chamou esse filme horrível com Johnny Depp) como Illya Kuryakin.

E o chefe da Inteligência Britânica será interpretado pelo bom e velho Hugh Grant:

O vilão será Jared Harris, acostumado a papéis de personagens dúbios como em Fringe e Mad Man, ou como o vilão do Sherlock Holmes 2, prof. Moriarty.

Há rumores ainda da presença de David Beckham numa ponta…

Não sei se a escolha para o ator do papel de Napoleon Solo foi a melhor, mas sei que foi ótimo Tom Cruise desistir do projeto por conta de suas outras produções. Nada contra ele, claro – de quem gosto muito -, mas acho que seria inevitável todo mundo comparar O Agente da Uncle com Missão Impossível, estrelado por Cruise.

Fontes:

Veja

Wikipedia

http://pipocamoderna.virgula.uol.com.br/

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