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EUA LANÇARAM “BOMBA-PRIVADA” NA GUERRA DO VIETNÃ

O post sobre o comandante alemão que afundou um submarino enquanto fazia o número 2  teve tanta repercussão que recebi até uma colaboração muito interessante do amigo José Jimenez. É a que segue abaixo.

O AH-1 Skyraider e sua arma “bioquímica” (Domínio Público).

Essa foto com o avião de ataque Douglas A-1H Skyraider “armado” com um vaso sanitário pode parecer mentira, mas é real e ele decolou dessa forma. Para celebrar os seis milhões de libras (2.721.554 kg) em bombas lançadas sobre o Vietnã do Norte, pilotos da Marinha dos EUA (US Navy) tiveram a brilhante ideia de lançar uma privada sobre o inimigo.

O avião, com codinome “Paper Tiger II” nessa missão, decolou do porta-aviões USS Midway com sua arma “especial” em outubro de 1965 para atacar objetivos no Delta de Mekong, no então Vietnã do Sul. O aparelho foi conduzido pelo comandante Clarence J. Stoddard, que voou acompanhado de seu ala Robin Bacon.

Segundo relato de um controlador de voo que acompanhou o ataque da “bomba-privada”, quando o vaso foi lançado, por muito pouco não acertou o Skyraider comandado por Bacon, que vinha logo atrás mergulhando. Devido à resistência aerodinâmica e ao baixo peso, o objeto caiu de forma descontrolada e assoviando. Após o ataque, os aviões retornaram com segurança ao USS Midway.

O vaso sanitário lançado no Vietnã do Norte havia quebrado dias antes do ataque e seria descartado. Os pilotos então o recuperaram e pediram aos armeiros do porta-aviões para criar uma forma de prendê-lo aos suportes de armas nas asas dos Skyraider.

A brincadeira por pouco não causou um acidente.

A brincadeira não foi divulgada no porta-aviões e, quando a aeronave surgiu no convés com a privada debaixo das asas, todos levaram um susto. Passado o ataque e a celebração, os pilotos criaram uma série de piadas para explicar a missão, como a de um ataque bioquímico.

O comandante Clarence J. Stoddard foi o único piloto de Skyraider que conseguiu abater um jato durante a Guerra do Vietnã, um MiG-17. Em 14 de setembro de 1966, Stoddard, porém, acabou sendo abatido por um míssil anti-aéreo e morreu na sequência da queda.

A “bomba-privada” celebrou os 6 milhões de libras em bombas lançadas na Guerra do Vietnã.

 

Fontes:

War History

airway.uol.com.br

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Dez coisas que você talvez não saiba sobre a Guerra do Vietnã

Poucas vezes na história da humanidade um conflito cercou-se de tanto significado político. E também foram poucas as vezes em que a ação social e as manifestações de repulsa foram tão decisivas para o seu resultado.

A Guerra do Vietnã, indissociavelmente articulada na memória coletiva à década de 1960, tem suas raízes de fato no domínio do colonialismo francês na Indochina, que teve início entre 1883 e 1885. A Indochina era o nome que os franceses davam à sua colônia, que  compreendia os atuais países Vietnã, Laos e Camboja.

A Guerra do Vietnã, cujo final completou 40 anos em 2015, se estendeu de 1959, quando começaram os combates de guerrilheiros comunistas no Vietnã do Sul (na época uma ditadura apoiada pelos Estados Unidos), até que os últimos militares deixassem a capital, Saigon, em abril de 1975.

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A tomada da cidade, hoje chamada Ho Chi Minh, pelas forças comunistas do Vietnã do Norte lançou as bases para a reunificação vietnamita e foi a maior derrota militar da história dos EUA – que se envolveram no conflito em 1961, temendo o avanço do comunismo. Para americanos e vietnamitas, foi uma guerra custosa, sangrenta e cruel. Gerações foram afetadas pelo conflito, que marcou a história do século passado, deixou o Vietnã em ruínas e os Estados Unidos divididos, causou milhões de mortes e ainda desperta debates.

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A seguir, dez fatos sobre a guerra e suas consequências:

1. Rivalidade da Guerra Fria: O antigo Vietnã do Sul dependia da ajuda econômica e militar dos EUA, enquanto o Vietnã do Norte recebia apoio da União Soviética e da China.

2. Número de soldados: Mais de 2,5 milhões de americanos serviram na guerra; em 1968 havia 536 mil deles combatendo. Em 1973, quando os EUA aceitaram um cessar-fogo, as forças do Vietnã do Sul eram de cerca de 700 mil, enquanto as do Vietnã do Norte somavam cerca de 1 milhão de combatentes.

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3. Número de mortos: Mais de 58 mil americanos e ao menos 1,1 milhão de vietnamitas morreram no conflito (algumas estimativas falam em 3 milhões de mortos). Outros países também sofreram baixas: foram mortos, por exemplo, mais de 4 mil soldados sul-coreanos.

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4. Guerra internacional: Algumas nações enviaram tropas para ajudar os EUA; participaram do conflito milhares de soldados da Coreia do Sul, Tailândia, Austrália, Filipinas e Nova Zelândia. A China também enviou um número substancial de soldados ao Vietnã do Norte: chegaram a 170 mil, para reparar os danos causados pelos bombardeios americanos e para ajudar na defesa aérea.

5. Guerra aérea: A Força Aérea dos EUA lançou 6,7 milhões de toneladas de bombas sobre o Vietnã; as forças aliadas do Vietnã do Sul, Austrália e Nova Zelândia lançaram outras 1,4 milhão de toneladas.

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Esse montante corresponde a mais do dobro do volume de bombas lançado por Reino Unido e EUA – 3,4 milhões de toneladas – em operações na Europa e no Pacífico durante a Segunda Guerra Mundial.

6. O tanque: Durante 20 anos, acreditou-se que um tanque do Vietnã do Norte – o de número 843 – tivesse sido o primeiro a avançar contra as portas do Palácio Presidencial de Saigon, em 30 de abril de 1975. Só em meados de 1990 que o Vietnã concluiu que foi obra de outro tanque, o número 390.

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7. Arma icônica: Nenhuma outra arma está tão associada à Guerra do Vietnã quanto o fuzil AK-47. Foi a principal arma do Exército do Vietnã do Norte e das guerrilhas do Sul e se converteu na arma revolucionária preferida em todo o mundo.

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As tropas americanas usaram sobretudo o fuzil M14 e, posteriormente, o M16. Os fuzis de assalto americanos eram de difícil manejo nas úmidas selvas do Vietnã.

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8. Legado controverso: O Vietnã pediu, sem sucesso, compensação às vítimas do “agente laranja” – substância química jogada pelas tropas americanas no solo para destruir plantações agrícolas e desfolhar florestas usadas como esconderijo pelos inimigos, que acabou causando danos, malformação de crianças e contaminação, com efeitos que duram até hoje.

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9. Divisão: Mais de 1 milhão dos chamados “boat people” (imigrantes que viajavam em barco) fugiram do Vietnã do Sul entre 1975 e 1989. A maioria se estabeleceu nos EUA.

10. Normalização: EUA e Vietnã normalizaram suas relações em 1995 e anunciaram um acordo amplo em 2013. O comércio bilateral movimentou quase US$ 35 bilhões em 2014.

Abaixo, algumas fotos do Vietnã. As três primeiras são da época da guerra, as demais foram tiradas no ano passado. Que bom que a paisagem mudou…

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Heróis de verdade do cinema

Taí uma coisa que eu não sabia: que grandes astros de Hollywood serviram para valer na 2ª Guerra Mundial. Não num estúdio com efeitos especiais, não. Mas ralando mesmo, seja no Pacífico, seja na Europa. Alguns viriam a ser celebridades das telas mais tarde, outros já eram famosos e se alistaram. Olha só:

Alec Guinness comandava uma embarcação anfíbia da British Royal Navy no dia “D”, na Normandia.

David Niven foi tenente-coronel dos Comandos Britânicos na Normandia.

James Stewart ingressou na Força Aérea do Exército americano como soldado e chegou a alcançar o posto de coronel. Durante a 2ª Guerra Mundial, Stewart serviu como piloto de bombardeio. Em sua folha de serviços, constam mais de 20 missões sobre a Alemanha. Foi condecorado com a Medalha Aérea, a Cruz Distinta de Voo, a Cruz de Guerra Francesa e 7 Estrelas de Combate. Ao acabar a guerra, Stewart continuou como reservista na ativa e alcançou o posto de general de brigada, indo para a reserva, no final dos anos 1950.

Clark Gable alistou-se como soldado na USAF, em 1942, já como astro, apesar de ter ultrapassado a idade para recrutamento. Foi promovido a tenente neste mesmo ano. Passou logo para a Escola de Artilharia e, em fevereiro de 1943, foi transferido para o 351º Grupo de Bombardeiros em Polebrook, onde realizou missões operacionais, sobre a Europa, nos B-17. O capitão Gable regressou aos EUA em outubro de 1943 e saiu do serviço ativo, como comandante, em junho de 1944, a pedido próprio, já que ultrapassara a idade permitida para entrar em combate.  Só então voltou a filmar.

Charles Bronson foi artilheiro na Força Aérea do Exército americano, especificamente nos “B-29” da 20ª Força Aérea, em Guam, Tinian e Saipan.

Lee Marvin foi fuzileiro naval em Saipán, durante a campanha das Marianas, sendo ferido e recebendo o Coração Púrpura.

Tyrone Power, ator de grande destaque na época, alistou-se como fuzileiro naval quando Pearl Harbor foi bombardeada, e serviu como piloto de transporte de material na evacuação de feridos em  Iwo Jima e Okinawa .