O que é Labo, a nova invenção da Nintendo – e o que ela representa

A empresa de games acredita que o futuro dos games está em uma placa de papelão

A Nintendo está passando por um ótimo momento. Entre março e dezembro de 2017 seu videogame ponta de linha, o Nintendo Switch, vendeu 4,8 milhões de cópias nos EUA, e se tornou o primeiro console a vender tanto em tão pouco tempo. Isso só para os americanos, porque fora os resultados são ainda melhores. Somando todas as suas vendas (especialmente no Japão, onde o videogame está constantemente esgotado), o aparelho já vendeu mais de 10 milhões de unidades. Bom pro bolso deles e pro gosto dos jogadores. O site Metacritic, que reúne avaliações de críticos e amadores ao redor do mundo, para fazer uma média geral, mostra que os dois melhores games de 2017 foram justamente para a plataforma (The Legend of Zelda: Breath of the Wild e Super Mario Odyssey).

Agora, a empresa decidiu apostar em uma nova saída, bem longe da alta tecnologia de seus concorrentes. A Nintendo acha que o que vai revolucionar o mundo dos games a partir de agora é nada menos que o papelão.

Essa é a proposta do Labo a nova iniciativa da empresa. Em uma mistura de origami com Arduíno, a marca de videogames quer que seus jogadores construam seus próprios controles usando apenas papelão e fios.

O anúncio oficial revelou dois kits. O primeiro é chamado de Variedade e possibilita a construção de seis brinquedos: uma vara de pescar, uma casinha, uma motocicleta, dois bichinhos que andam por controle remoto e um piano. Tudo isso utilizando 28 placas de papelão,  dois fios coloridos, oito elásticos, três adesivos, três esponjas e  duas roldanas. Todos os brinquedos são acompanhados de um minigame presente no software que também vem junto com o kit. O conjunto será vendido nos EUA por 70 dólares (cerca de R$225) a partir de abril.

O segundo kit, chamado de Robô,  é bem autoexplicativo, e tem como objetivo uma única brincadeira: a de fingir ser, bem, um robô. Custando 80 dólares (R$260) e lançado no mesmo dia que o outro conjunto, ele consiste numa armadura encaixada e amarrada no corpo do jogador, e conforme o gamer faz movimentos, esses são reproduzidos por um personagem na tela. Para montar o equipamento, o jogador contará com 19 placas de papelão, quatro de cartolina, um adesivo, quatro fios, quatro tiras de tecido e 12 roldanas.

A Nintendo não esconde que seu objetivo aqui é mirar nas famílias. Prova disso é que ela está organizando workshops para pais que queiram entender melhor suas propostas (por enquanto, foram anunciados dois eventos, um em Nova York e outro em São Francisco). E a ideia tem um histórico bom. O último sucesso da Nintendo, o Wii, apostou justamente nisso – seu material de divulgação fazia questão de mostrar o potencial familiar do game – e acabou se tornando, na época de seu lançamento, o videogame mais vendido de todos os tempos.

A grande diferença está em saber aliar a jogatina de videogame casual com dois outros fatores que estão impulsionando diversos produtos atualmente, a nostalgia e a importância do elemento físico na utilização de uma tecnologia. Não é a toa que Stranger ThingsIT: A Coisa e Bingo: O Rei das Manhãs se tornaram sucessos, por exemplo. O retrô está de volta à moda. E usar papelão para jogar videogame é uma ótima saída para dar um ar antigo para uma tecnologia de ponta. É o passo além dos óculos de realidade virtual feitos com o mesmo material, que a Google inventou em 2014, fazendo sucesso na internet.

Mais do que isso, a ideia da volta ao analógico também está sendo sintomática. Desde 2006, quando o iPhone foi inventado, o acesso da população ao smartphone tem crescido exponencialmente – o que é ótimo em termos de acesso à tecnologia, mas não necessariamente é tão empolgante quanto era há 10 anos. O melhor exemplo disso talvez seja a indústria fotográfica. Em 2012, a Kodak anunciou que estava saindo do ramo das câmeras. Ninguém mais queria comprar filme fotográfico. É compreensível, porque naquele mesmo ano estava sendo lançado o iPhone 5, que permitia tirar quantas fotos quisesse – e a memória do aparelho suportasse. Mas, quatro anos depois, em 2016, outra empresa de fotos começou a lucrar justamente com a venda de filmes. A Fujifilm apostou em câmeras com impressão instantânea e explodiu em vendas. As pessoas queriam fotos com filtros ao vivo – nem que fosse para, mais tarde, postar no Instagram uma foto da foto.

A própria Nintendo já havia sido palco, timidamente, de tecnologias similares. Em 2008 a Sega lançou, exclusivamente para Wii, o game Lets Tap, que pedia para o jogador colocar o controle sob uma caixa de papelão e bater nela para jogar minigames, que iam desde corridas de obstáculo até uma versão digital do jogo de tabuleiro Jenga. Também foi um sucesso de crítica, mas não tanto de vendas.

Quem sabe desta vez dá certo. Afinal, para uma empresa que começou vendendo cartas de baralho, nada mais justo do que voltar ao papel…

 

 

 

 

Fonte:

Superinteressante

Teleporte na China: ciclista é salvo de atropelamento por herói misterioso!

Um vídeo que foi postado nas redes sociais, capturado por câmeras de segurança em algum lugar na China, tem deixado as pessoas intrigadas:

Alguns dizem que foi um anjo da guarda que salvou o rapaz; outros dizem que foi um alien, outros ainda afirmam que foi o Goku. O fato é que a polêmica se espalhou pelo mundo… Teríamos finalmente gravado a prova de que o teleporte realmente existe? 

Teleporte (ou teletransporte) é  o processo de movimentação de objetos de um lugar para outro com a transformação da matéria em alguma forma de energia, e sua posterior reconstituição em outro local, baseado na famosa fórmula de Einstein: E=m.c². O teleporte é usado frequentemente no cinema e da televisão, e talvez a imagem mais famosa desse processo seja do seriado “Jornada nas Estrelas”:

Voltando ao vídeo, que é de 2012 – mas recentemente voltou a pipocar no mundo virtual -, ele mostra um ciclista sendo salvo do atropelamento por um caminhão e teleportado para a calçada em segurança. Quando você assiste o vídeo em camêra lenta, ou congela a imagem, é possível ver uma pessoa correndo para o ciclista segundos antes do caminhão chegar.

Como fiquei intrigado, fui tentar descobrir se aquilo poderia ser falso ou não, e o que apurei no site http://www.e-farsas.com/ foi o seguinte:

Luzes e sombras

A primeira coisa a verificar são as luzes e sombras. A maioria das montagens pode ser “denunciada” por falhas nesses detalhes. Quem trabalha com edição de vídeo (digital ou não) sabe que a iluminação ajuda muito no trabalho final, mas também pode arruinar por completo um trabalho se for malfeito.

Separamos abaixo dois trechos do filme onde as luzes e sombras não se comportam como deveriam.

Quando o caminhão se aproxima da “ex-futura” vítima, podemos ver que as sombras dos personagens aparecem por cima das luzes do farol do veículo:

Portanto, chegamos à seguinte conclusão: As luzes foram inseridas posteriormente à gravação. Foi tudo inserido digitalmente. No caso dos faróis do caminhão, que passam “por baixo” das sombras do ciclista e de seu salvador, fica óbvio que ambos foram colocados ali depois. Outra montagem!

Também há o fato da personagem aparecer em cena com as mãos brilhando, evidenciando aí algum superpoder (não que o fato de se teletransportar não seja um baita superpoder). O motorista do caminhão quase nem a nota, passando ao seu lado!

Um pouco mais de pesquisas e você descobre que tudo faz parte da campanha de lançamento de um jogo chamado Zhu Xian 2.  Ao que parece, uma das heroínas do jogo é a Menina Dragão ou algo parecido – segundo o tradutor do Google – e essa menina possui vários poderes, inclusive o de teleporte! No site WanMei pode-se encontrar o vídeo do teleporte e vários outros, demonstrando os poderes da moça.

Que parece ser bem popular por lá, porque há vários artigos falando dela e fotos onde ela visita hospitais, escolas e abrigos de animais.

Conclusão: o vídeo é de uma campanha de marketing, e muito bem feito!