12 Previsões que os Jetsons acertaram

Lançado em 1962 e relançado com novos episódios em 1985, o clássico desenho animado “Os Jetsons” mostrava como seria a vida de uma família no futuro, com tudo que as modernidades do século 21 poderiam trazer. Bem, ainda falta um tanto até chegarmos à época retratada no desenho, mas muita coisa comum na rotina dos Jetsons já virou realidade em 2020. Sabe o seu relógio inteligente? Estava lá. Esteiras rolantes em todo lugar? Também. E robô que cuida de tudo na casa? Bem, ainda não chegamos a tanto, mas os aspiradores-robô já existem.

Veja algumas coisas que foram previstas e se tornaram realidade, de forma parcial ou total, logo abaixo.

Smartwatch

Era bastante comum para George, Jane ou outros adultos do desenho se comunicarem usando o seu relógio de pulso, que tinham funções muito mais complexas do que apenas mostrar as horas. Parece bastante familiar com os tão cobiçados smartwatches de hoje em dia, né? A função de videochamada ainda não tem nos modelos atuais, mas em breve, quem sabe?

Chamadas de vídeo

As próprias chamadas de vídeo pareciam algo incrivelmente tecnológico para quem assistia aos desenhos. Imagina só poder ver com quem você está falando? Hoje isso soa tão natural com as chamadas de vídeos de nossos celulares e computadores. Do Skype ao WhatsApp, vários programas têm essa funcionalidade.

TVs de tela plana

As televisões eram frequentemente mostradas no seriado, e mesmo que alguma delas parecesse muito com aparelhos de tubo, chama a atenção como eles previram a evolução tecnológica dos televisores ao mostrar telas planas e gigantes, como as que estão se popularizando atualmente.

Tablet

Em vez de abrir um jornal para saber as novidades, George Jetson se sentava diante de uma tela e lia as notícias. E vez ou outra essa tela trazia imagens em movimento. Um jeito bastante interativo de ler, como em um tablet! Será que ele também encontrava tempo para brigar com desconhecidos nas caixas de comentários?

Esteiras rolantes

Chamava bastante a atenção a ideia de existir uma esteira que levava você para lá e para cá, sem precisar gastar solas de sapato ao andar na rua. Em alguns lugares já encontramos isso, como em aeroportos e estações de metrô.

Câmaras de bronzeamento artificial

No futuro as pessoas —principalmente as ricas— teriam bem pouco tempo para tomar sol, por isso inventaram lugares próprios para que você se bronzeasse artificialmente. Só precisavam avisar o pessoal do seriado que pode ser perigoso recorrer a esse método, conforme estamos descobrindo no presente.

Viagens para a Lua

Segundo os Jetsons, ir para a Lua era como ir para a casa na praia. O menino Elroy ia quase sempre com seus colegas escoteiros. É curioso pensar que, quando o desenho foi lançado, a humanidade ainda não havia pisado na Lua, mas hoje em dia começa até mesmo a estudar a oferta de voos de turismo para o satélite. Você iria?

Máquina de comida instantânea

A ideia de chegar em casa, apertar um botão e um aparelho fazer uma comida rapidamente para a família toda era um sonho. Já experimentamos parte disso com as comidas pré-aquecidas e o forno microondas. Mas graças à tecnologia de impressoras orgânicas 3D, isso tem melhorado. Já existe até mesmo um restaurante dedicado à cozinha feita em máquinas como essas, como a rede Food Ink.

Assistente pessoal

No desenho, o pequeno Elroy tinha um computador que ajudava com o dever de casa, respondendo a perguntas matemáticas. Ele falava o problema e a máquina respondia. Hoje temos assistentes de voz como a Siri e Google Assistente, que também fazem isso, além de apps que podem solucionar problemas matemáticos usando a câmera do celular.

Esteira canina

Donos de cães sem tempo para se exercitar optam por usar esteiras caninas para ajudar a manter seus bichinhos ativos. Coisa que George fazia em companhia do seu cachorro, Astro.

Despertadores com comando de voz

George sofria nas mãos do seu despertador que insistia em acordá-lo. Era normal vê-lo discutir com o aparelho, que respondia a seus comandos de voz. Coisa que parecia algo inimaginável na década de 1960. Mas eles já existem!

Robô que limpa a casa

Rosie, a empregada robô da família, era muito mais do que apenas uma máquina de limpar o chão. Ela também cozinhava e ajudava os personagens a se vestirem. Em 2020 existe uma série de robôs de várias funções, inclusive os de limpar a casa, como a Rosie. Será que a a iRobot Roomba é tão eficiente ao tirar a poeira do chão quanto a empregada dos Jetsons?

 

 

 

 

Fonte:

uol.com.br/tilt/ Raphael Evangelista

Esta é a hora – parte 3

Nos posts anteriores, falei sobre o futuro do emprego. Sim!

Comentei sobre o emprego no modelo tradicional, e aquilo que está se tornando a grande opção para trabalhar: o marketing multinível, ou marketing de rede, ou marketing de relacionamento. Caso você não tenha lido, basta clicar aqui e aqui.

Falei também sobre uma das maiores empresas do mundo, a Jeunesse, que tem produtos de nutrição e beleza e que trabalha com o modelo de marketing de relacionamento. Ela existe há mais de 10 anos e está no Brasil há cerca de 4 anos.

Minha ideia, nesta série de posts, é de tentar mostrar a você uma opção fantástica de aumentar sua renda ou mesmo de se tornar um empreendedor a partir de sua casa – com um investimento mínimo, já que não vai precisar alugar um escritório, nem criar um website e nem gastar sua sola de sapato ou os pneus de seu carro para vender produtos.

Dá pra fazer tudo pela internet.

E a última parte da série seria esta parte 3, onde eu falaria sobre a Jeunesse e como as coisas funcionam nessa empresa.

Mas recebi muitas perguntas sobre o que é exatamente o marketing multinível (ou marketing de relacionamento ou marketing de rede), como funciona, o que se tem que fazer etc etc.

Então, mudei um pouquinho a programação e decidi colocar um vídeo de um cara que sabe tudo e mais um pouco sobre esse (e muitos outros!) universos: Victor Basile. Ele se define assim:

 

Sou um empreendedor em série, que adoro conhecer novos projetos e ideias, apaixonado por liberdade e conhecer o mundo, e com uma missão pessoal de formar líderes, independente de suas atuais habilidades, características e origens.

Construí minha carreira no universo financeiro, e tive a oportunidade de trabalhar em grandes bancos e seguradoras, e considero um período importantíssimo na minha jornada, mas que após alguns anos estava claro que não era o caminho que eu queria seguir, pois não iria de encontro com meus objetivos de vida.

Então, em 2012 decidi mudar essa rota, iniciando a minha carreira no mundo do Marketing de Relacionamento, um mundo que conhecia pouco, e por isso chegava a ter um certo preconceito pois acabava escutando opiniões de pessoas que assim como eu, não conheciam bem esse mundo.

De 2012 para cá, venho colecionando resultados que nem nos meus sonhos mais malucos esperava ter, tanto no aspecto financeiro, como em todos os outros pontos de minha vida. Liberdade Financeira e de tempo era apenas um sonho, e hoje, posso dizer que virou uma realidade.

Hoje, mesmo após todas essas conquistas, opto por dedicar meu tempo a ajudar pessoas com quaisquer qualidades e condições a construirem um caminho melhor do que uma vida comum limitada a trabalhar e pagar contas, e ver seus sonhos dia após dia se tornando algo cada vez mais distante. Se a pessoa tem vontade, o resto eu ensino.”

Por isso, achei que ele seria o cara certo pra explicar sobre marketing de relacionamento. Assista o vídeo e todas as suas dúvidas serão respondidas.

Na parte 4, e última, aí sim, falarei tudo sobre a Jeunesse e como fazer parte desse negócio fantástico.

Por que ainda não temos carros voadores?

A fantasia em torno de carros voadores vem cativando a humanidade há décadas, incentivada por histórias em quadrinhos, livros de ficção científica, programas de TV e filmes. Mas acho que o conceito caiu no gosto popular com o desenho dos Jetsons, em 1962. Além de possuir uma criada-robô e outras engenhocas, a família se deslocava num carro voador com capota de vidro em forma de bolha.

Claro que esse conceito não foi criado no desenho animado. A ideia de carros voadores, com ou sem capotas-bolha, já aparecia em diversas ilustrações de artigos em revistas ou em contos de ficção-científica das décadas de 1930, 1940 e 1950, onde se procurava antecipar como seriam os veículos do “ano 2000”. As amostras abaixo exemplificam o que se imaginava então.

Até Ian Fleming, o criador de James Bond (o agente 007), se aventurou nesse tema em seu livro infantil de 1964 Chitty Chitty Bang Bang, que mais tarde virou um filme musical de grande sucesso. Na história, um excêntrico inventor cria um carro extraordinário, que voa e flutua, conduzindo os heróis a um mundo de aventuras.

Aliás, o cinema é pródigo em carros voadores, e vou citar apenas dois dos mais conhecidos, o de Harry Potter e, claro, o DeLorean de De Volta Para o Futuro.

Mas, voltemos à realidade dos carros voadores. Os designers e os engenheiros da indústria automotiva nunca pensaram nisso? Não é verdade, embora a ideia de encher os céus com máquinas pilotadas por qualquer pessoa seja bastante amedrontadora. E não se pode negar que houve tentativas corajosas. Em 1947, um ConvairCar Model 118 foi fotografado durante um teste de voo perto de San Diego, mas nunca chegou a ser produzido em série.

O problema era essencialmente uma questão de peso: nas pistas, a “metade avião” do veículo enfrentava uma enorme resistência do ar; no céu, a “metade sedã” dificultava as manobras… Mas essa tentativa frustrada não desanimou a Terrafugia, uma empresa sediada hoje em Massachusetts: em 2013, eles exibiram o protótipo de seu carro voador, o Transition.

O grande problema é que a realidade de colocar um carro para voar nunca parece tão bacana quando os protótipos são apresentados. A exceção parecia ser o Aerocar, dos anos 1960: uma maquininha simples que encolhia as asas ou simplesmente as deixava na garagem.

O modelo parecia tão convincente que até alguns planos para a construção de rodovias interestaduais americanas levavam em consideração acomodar carros voadores: os primeiros rascunhos mostravam uma pista de decolagem ao lado da estrada. Porém, o carrinho era difícil de pilotar no ar e custava tão caro quanto… um avião!

Ainda assim, o apelo de ser o pioneiro continua sendo muito grande para qualquer montadora. Dizem que os engenheiros da Toyota estariam elaborando um carro que não exatamente voaria, mas seria capaz de flutuar a poucos centímetros do solo, reduzindo o atrito e economizando combustível.  Enquanto isso, a Volkswagen da China propôs uma cápsula de dois assentos com levitação magnética, inspirada no trem Mag-Lev que liga o centro de Xangai ao aeroporto. Assim como o projeto da Toyota, o objetivo da VW é reduzir o atrito para melhorar a eficiência energética.

Até o Larry Page, fundador do Google, criou uma empresa para produzir um carro voador, cujo protótipo se vê na foto acima e está em fase de testes… se bem que se parece mais com um drone do que com um carro…

Mas, afinal , onde está o carro prometido pela ficção há tantas décadas?

Muitos céticos dizem que ele nunca irá existir, e enumeram várias razões, algumas das quais detalho a seguir. A primeira é a dificuldade de pilotar o veículo, um misto de carro e avião. Imagine o painel de um carro:

Qualquer pessoa reconhece os elementos da imagem acima. O volante, o câmbio, o freio e acelerador, a ignição, o velocímetro… Mesmo que a pessoa nunca tenha dirigido um carro, ela tem uma noção da operação básica… dá a ignição, coloca a marcha, freia etc.

Este é o painel de um avião.

Tem tanto botão que tiveram que colocar o resto no teto… tamanha é a complexidade de manobrar um aparelho desses e colocar o bicho no ar! Imagine a quantidade de motoristas idiotas que temos por aí atrás de um manche em vez de um volante!

Imagine a catástrofe que seria! E esse é o segundo motivo porque não teríamos carros voadores. Se um acidente de carro “normal” pode ser assim…

… um acidente “normal” com carros voadores seria algo assim:

Os pequenos vacilos com um carro se resumem em lataria amassada e uma vergonha imensa pelo mico. Mas, com um carro voador, a coisa pode ser bem diferente. Sim, aviões são mais seguros que um carro por causa  de fatores dos quais carros voadores não gozariam — aviões não são um meio de transporte “popular” (no sentido de que não é qualquer pessoa que pode sentar num cockpit e sair voando), e existem muito menos aviões no céu do que carro no asfalto. Os carros sempre baterão mais que aviões simplesmente porque existem mais carros que aviões — e porque sua operação, por não ser acessível a qualquer um, passa por rigorosíssimas etapas de manutenção e controle.

Imagine aqueles motoristas malucos nas estradas sobrevoando a sua casa e fazendo barbeiragens no céu!

E a terceira razão pela qual não haverão carros voadores é talvez o argumento mais utilizado pelos defensores dessa ideia: não haveriam mais os congestionamentos!

Todo mundo preso na estrada debaixo de um sol escaldante e com vontade de ir ao banheiro já pensou em “como seria legal apertar um botão e o carro sairia voando por cima de todo mundo!”.

Sem chance.  O vôo VTOL, ou Vertical Take Off and Landing, é quase que completamente inviável. Não é à toa que só existem três aviões atualmente que fazem uso dessa tecnologia: o Harrier (foto abaixo), o F-35 e o V-22 Osprey — este último sendo notoriamente inseguro.

Existe um bom motivo pelo qual a tecnologia VTOL se resume a aplicações militares: ela não é prática. Além de caríssima. A sua fantasia de apertar um botãozinho e seu carro sair decolando por cima dos outros carros jamais se realizará…

Bem, apesar de todos esses contras, ainda tem gente acreditando nessa alternativa de transporte. Lembra da Terrafugia, a empresa americana que citei lá em cima? Pois bem, a fabricante de carros chinesa Geely anunciou um acordo com eles para o desenvolvimento de um carro voador. E a promessa é que no ano que vem teremos o primeiro carro voador “acessível” e fabricado em escala.

Será que as estrelas vão se alinhar e permitir que um carro voador viável e elegante comece a ser produzido, abrindo caminho para um novo meio de transporte?

ATUALIZAÇÃO

As datas foram postergadas… Agora, a chinesa Geely (dona da Volvo) e os demais competidores na “corrida pelo primeiro carro voador” falam entre 2023 e 2028… Os concorrentes são a parceria Uber-Hyundai, a alemã Daimler, a Boeing e as já comentadas Toyota e Google…

Há também empresas menores, como a holandesa Pal-V, que promete entregar no segundo semestre de 2020 seu “carro-voador” (é mais um girocóptero) por $ 500 mil dólares na versão Sport.

Fontes:

Youtube

virgula.com.br

BBC News

hbdia.com

O que é Labo, a nova invenção da Nintendo – e o que ela representa

A empresa de games acredita que o futuro dos games está em uma placa de papelão

A Nintendo está passando por um ótimo momento. Entre março e dezembro de 2017 seu videogame ponta de linha, o Nintendo Switch, vendeu 4,8 milhões de cópias nos EUA, e se tornou o primeiro console a vender tanto em tão pouco tempo. Isso só para os americanos, porque fora os resultados são ainda melhores. Somando todas as suas vendas (especialmente no Japão, onde o videogame está constantemente esgotado), o aparelho já vendeu mais de 10 milhões de unidades. Bom pro bolso deles e pro gosto dos jogadores. O site Metacritic, que reúne avaliações de críticos e amadores ao redor do mundo, para fazer uma média geral, mostra que os dois melhores games de 2017 foram justamente para a plataforma (The Legend of Zelda: Breath of the Wild e Super Mario Odyssey).

Agora, a empresa decidiu apostar em uma nova saída, bem longe da alta tecnologia de seus concorrentes. A Nintendo acha que o que vai revolucionar o mundo dos games a partir de agora é nada menos que o papelão.

Essa é a proposta do Labo a nova iniciativa da empresa. Em uma mistura de origami com Arduíno, a marca de videogames quer que seus jogadores construam seus próprios controles usando apenas papelão e fios.

O anúncio oficial revelou dois kits. O primeiro é chamado de Variedade e possibilita a construção de seis brinquedos: uma vara de pescar, uma casinha, uma motocicleta, dois bichinhos que andam por controle remoto e um piano. Tudo isso utilizando 28 placas de papelão,  dois fios coloridos, oito elásticos, três adesivos, três esponjas e  duas roldanas. Todos os brinquedos são acompanhados de um minigame presente no software que também vem junto com o kit. O conjunto será vendido nos EUA por 70 dólares (cerca de R$225) a partir de abril.

O segundo kit, chamado de Robô,  é bem autoexplicativo, e tem como objetivo uma única brincadeira: a de fingir ser, bem, um robô. Custando 80 dólares (R$260) e lançado no mesmo dia que o outro conjunto, ele consiste numa armadura encaixada e amarrada no corpo do jogador, e conforme o gamer faz movimentos, esses são reproduzidos por um personagem na tela. Para montar o equipamento, o jogador contará com 19 placas de papelão, quatro de cartolina, um adesivo, quatro fios, quatro tiras de tecido e 12 roldanas.

A Nintendo não esconde que seu objetivo aqui é mirar nas famílias. Prova disso é que ela está organizando workshops para pais que queiram entender melhor suas propostas (por enquanto, foram anunciados dois eventos, um em Nova York e outro em São Francisco). E a ideia tem um histórico bom. O último sucesso da Nintendo, o Wii, apostou justamente nisso – seu material de divulgação fazia questão de mostrar o potencial familiar do game – e acabou se tornando, na época de seu lançamento, o videogame mais vendido de todos os tempos.

A grande diferença está em saber aliar a jogatina de videogame casual com dois outros fatores que estão impulsionando diversos produtos atualmente, a nostalgia e a importância do elemento físico na utilização de uma tecnologia. Não é a toa que Stranger ThingsIT: A Coisa e Bingo: O Rei das Manhãs se tornaram sucessos, por exemplo. O retrô está de volta à moda. E usar papelão para jogar videogame é uma ótima saída para dar um ar antigo para uma tecnologia de ponta. É o passo além dos óculos de realidade virtual feitos com o mesmo material, que a Google inventou em 2014, fazendo sucesso na internet.

Mais do que isso, a ideia da volta ao analógico também está sendo sintomática. Desde 2006, quando o iPhone foi inventado, o acesso da população ao smartphone tem crescido exponencialmente – o que é ótimo em termos de acesso à tecnologia, mas não necessariamente é tão empolgante quanto era há 10 anos. O melhor exemplo disso talvez seja a indústria fotográfica. Em 2012, a Kodak anunciou que estava saindo do ramo das câmeras. Ninguém mais queria comprar filme fotográfico. É compreensível, porque naquele mesmo ano estava sendo lançado o iPhone 5, que permitia tirar quantas fotos quisesse – e a memória do aparelho suportasse. Mas, quatro anos depois, em 2016, outra empresa de fotos começou a lucrar justamente com a venda de filmes. A Fujifilm apostou em câmeras com impressão instantânea e explodiu em vendas. As pessoas queriam fotos com filtros ao vivo – nem que fosse para, mais tarde, postar no Instagram uma foto da foto.

A própria Nintendo já havia sido palco, timidamente, de tecnologias similares. Em 2008 a Sega lançou, exclusivamente para Wii, o game Lets Tap, que pedia para o jogador colocar o controle sob uma caixa de papelão e bater nela para jogar minigames, que iam desde corridas de obstáculo até uma versão digital do jogo de tabuleiro Jenga. Também foi um sucesso de crítica, mas não tanto de vendas.

Quem sabe desta vez dá certo. Afinal, para uma empresa que começou vendendo cartas de baralho, nada mais justo do que voltar ao papel…

 

 

 

 

Fonte:

Superinteressante

10 invenções que a ficção científica inventou

Imaginada em: 1865, no livro De La Terre à la Lune, de Júlio Verne.
Realizada em: 1968, astronautas orbitam a Lua; 1969, astronautas na Lua.

Na história bolada por Verne, 3 sujeitos se lançam à Lua em uma espaçonave disparada por um canhão de 275 metros. Quase 100 anos antes de Yuri Gagarin se tornar o primeiro homem a sair da Terra, Verne se aproximou da realidade. O francês também acertou o número de tripulantes, previu a falta de peso no espaço, as dimensões da cabine e a base de lançamento – Flórida, pela proximidade do Equador, onde a Terra gira mais rápido. Finalmente, propôs que, na volta, a nave pousasse na água. Mas errou feio na maneira de pôr a nave em órbita, certo? Nem tanto: cientistas querem criar um canhão semelhante ao do livro para lançar cargas rumo à Estação Espacial Internacional.

Porta automática
Imaginada em: 1899, no livro When the Sleeper Wakes, de H.G. Wells.
Realizada em: 1954.

No livro, um cara entra em coma em 1897 e acorda em 2100, encantado com as novidades tecnológicas. Entre elas, uma estreia na literatura: portas que se abrem quando alguém se aproxima e se fecham quando a pessoa se afasta. No mundo real, elas surgiram muito antes, na ventosa cidade de Corpus Christi, no Texas, onde portas viviam batendo e quebrando. Para sanar esse problema, um dupla de vidraceiros locais inventou um sistema de portas acionadas por um sistema sob tapetes. Patenteadas em 1954, chegaram ao mercado em 1960.

Robôs


Imaginados em: 1921, na peça Robôs Universais de Rossum, de Karel Capek.
Realizados em: 1961, linhas de produção da GM.

A peça checa é célebre por criar o termo “robô” (de robota, “trabalho forçado” em checo) para nomear homens-máquina. Já a “robótica” veio em 1941, com Isaac Asimov, que foi fundo no assunto, criando leis e prevendo conflitos éticos da convivência entre a inteligência natural e a artificial. Essas máquinas feitas à semelhança do ser humano, androides, ainda não existem. Mas, de maneira geral, considera-se que o Unimate, uma máquina criada em 1961 e utilizada na GM para lidar com placas quentes de metal, tenha sido o primeiro robô como os imaginamos hoje.

Bomba atômica


Imaginada em: 1895, no livro The Crack of Doom, de Robert Cromie.
Realizada em: 1945, primeira explosão em teste nos EUA.

Apenas dois anos depois da descoberta do elétron, o autor irlandês imaginou uma bomba capaz de libertar a energia que mantém unidos os átomos de uma molécula e que “levantaria 100 mil toneladas a quase 2 milhas de altura”. A ideia de uma arma superpotente é tão clichê quanto um vilão de Austin Powers, mas o método descrito por Cromie era bastante lógico e curiosamente parecido com as bombas que seriam criadas 50 anos depois, que libertam a energia contida dentro dos próprios átomos. No entanto, a busca por uma bomba atômica foi uma evolução natural diante do avanço científico da época, especialmente diante da realidade da 2ª Guerra Mundial. Se o Projeto Manhattan envolveu cientistas responsáveis pela descoberta da física quântica, Cromie falava ainda na “energia etérea” presa nos elementos da Terra.

Satélite


Imaginado em: 1945, no artigo Extra-Terrestrial Relays, de Arthur C. Clarke.
Realizado em: 1963.

Em um artigo publicado pela revista Wireless World, em outubro de 1945, Arthur C. Clarke descreveu um conceito onde 3 estações espaciais realizariam uma órbita geoestacionária (onde um objeto parece parado no céu, em relação à Terra). Assim, seria possível enviar sinais de rádio, telefone ou televisão, por exemplo, de qualquer lugar do mundo para outro. Isso só foi possível 6 anos depois do Sputnik, quando o Symcom 2 foi lançado pela Nasa para ser usado em telefonia de longa distância. Hoje, mais de 300 satélites geoestacionários orbitam a Terra – eles ficam a 36 mil km de altura, enquanto os outros geralmente estão a algumas centenas de quilômetros. O autor de 2001 – Uma Odisseia no Espaço acabou sendo reconhecido: hoje, a órbita geoestacionária é também conhecida por órbita Clarke, bem como a pequena faixa de espaço sobre o Equador onde é possível manter tal órbita é chamada de cinturão Clarke.

Urna eletrônica
Imaginada em: 1975, no livro The Shockwave Rider, de John Brunner.
Realizada em: 1996, Brasil e EUA.

Na realidade imaginada por Brunner, as informações de todos os cidadãos estão em uma rede governamental manipulada pelos poderosos. Eis que um hacker cria um programa que disponibiliza todas as informações secretas do governo para quem quiser acessá-las. O último ato do programa é criar um plebiscito nacional, com votos através dos telefones, em que a população deve decidir se o sistema será mantido – o final a gente não conta. O curioso é que a votação é criada por um hacker, enquanto na vida real eles são justamente os caras mais temidos desde que as máquinas de votação direta surgiram na década de 1990.

Home Theater


Imaginado em: 1953, no livro Fahrenheit 451, de Ray Bradbury.
Realizado em: anos 90.

Em sua obra mais popular, Bradbury imagina os EUA dos anos 90 como uma sociedade hedonista e anti-intelectual, onde os livros estão proibidos e são queimados se descobertos por bombeiros. Nesse mundo, todo trabalhador sonha em comprar sua “televisão de parede”, uma sala com projeções 3D e um sistema de som multicanal, onde as pessoas se sentem imersas na transmissão de espetáculos musicais ou competições que testam seu conhecimento sobre cultura popular, e onde os atores de suas séries preferidas são chamados de família. Hoje, essa descrição parece apenas um pequeno exagero – inclusive, alguns diriam, no que trata da qualidade da programação e da relação das pessoas com personagens fictícios. Porém, quando Fahrenheit foi lançado, em 1953, a televisão colorida havia sido lançada nos EUA fazia apenas 3 anos e ainda era extremamente cara. Tecnologias como o laserdisc e sistemas de som multicanal, que iriam tornar possível os home theaters, só surgiram na década de 1980.

iPad
Imaginado em: 1966, série Jornada nas Estrelas.
Realizado em: 2010, pela Apple.

Os tablets podem ser vistos em vários filmes e séries de ficção científica, geralmente na mão de engenheiros ou cientistas. A antiga aparição dessa engenhoca é na série original de Jornada nas Estrelas, de 1966. No livro 2001, escrito por Arthur C. Clarke em 1968, baseado no script que escreveu para o filme de Stanley Kubrick, o protagonista utiliza algo chamado Newspad, um computador usado basicamente para exibir conteúdo como jornais, atualizados automaticamente, durante uma viagem. Protótipos de tablets existem desde a década de 1990, mas o mundo certamente vai relacionar seu surgimento com o lançamento do iPad, da Apple, em fevereiro deste ano.

Internet
Imaginada em: 1984, no livro Neuromancer, de William Gibson.
Realizada em: anos 90

O “ciberespaço” descrito em Neuromancer lembra mais o mundo do filme Matrix – as pessoas se conectam fisicamente à rede de computadores, numa imersão completa – ser pego hackeando bancos de dados do governo e de empresas pode resultar em dor ou mesmo morte. Mas a visão de uma rede mundial de computadores e bancos de dados conectados entre si, à disposição de qualquer pessoa, era absolutamente inovadora em uma época onde computadores pessoais ainda eram um luxo. Ainda que o livro de Gibson não estivesse na cabeça de Tim-Berners Lee em 1989, quando este propôs a criação do serviço de hipertextos que viria a se tornar a web, a importância da obra na maneira como ela se desenvolveu é unânime. Quando a web começou a surgir, no início da década de 1990, as interações e oportunidades possibilitadas pelo “ciberespaço” de Gibson passaram a ser não só uma incrível previsão mas um objetivo a ser alcançado, servindo como plano de desenvolvimento para a tecnologia.

Colchão D`água

Imaginado em: 1961, no livro Stranger in a Strange Land, de Robert Heinlein.
Realizado em: 1968.

Em 1968, quando o estudante de design Charles Hall tentou patentear um colchão preenchido com água – já havia tentado versões com maisena e gelatina -, enfrentou problemas. Motivo: a tal “cama d’água” já havia sido descrita em um livro de Robert Heinlein, em que um garoto nascido e criado em Marte usa uma “cama hidráulica” para se adaptar à pressão atmosférica e à gravidade terrestres. O inventor teve a patente negada por causa da ficção.

 

 

 

 

 

 

Fonte:

Superinteressante, por Solon Brochado

Rolls-Royce do futuro projeta ‘tapete vermelho’ para os passageiros

A Rolls-Royce conseguiu chamar a atenção de entusiastas do setor automotivo e de tecnologia ao apresentar o seu primeiro carro autônomo… e que, pra variar, abusa do luxo e do conforto para se destacar entre os demais modelos.

Apelidado de “Vision Next 100”, o automóvel ainda é um conceito e não tem data para ser comercializado. A intenção, segundo a empresa, foi desenvolver um carro que representa a visão da montadora para o futuro da indústria de veículos de luxo. No lugar dos bancos traseiros, por exemplo, há um enorme sofá, semelhante ao interior de uma limousine.

Não há divisão de passageiros da frente e traseiros, muito menos volante e instrumentos, que se tornarão “supérfluos”, segundo a Rolls-Royce. Apenas uma tela transparente servirá para a comunicação dos passageiros com o carro.

Além de trafegar de forma autônoma pelas ruas, o veículo contaria com uma inteligência artificial chamada Eleanor – uma espécie de assistente virtual capaz de “guiar e descobrir o mundo com você”, conforme comunicado da empresa. Para entrar e sair, o teto se levanta e uma projeção de luz vermelha simula um “tapete vermelho” para fazer o passageiro se sentir sempre em um evento glamouroso. Caso o clima não esteja favorável, dois guarda-chuvas estão embutidos nas portas.

Segundo a fabricante, os veículos de alto luxo do futuro serão totalmente configuráveis e feitos ao gosto do cliente, desde o desenho até o tamanho. O modelo apresentado seria apenas uma das possibilidades. No entanto, o consumidor não poderá escolher o motor, que será sempre elétrico.

Achei legal o compartimento das bagagens.

No vídeo abaixo, mais detalhes do carro-conceito:

Olha, depois de tudo isso, fiquei pensando em duas coisas: a primeira é que o carro só poderá andar em linha reta, certo? Como ele vai fazer as curvas, se as rodas estão encerradas daquele jeito? Só se aquele recorte redondo na “calota” seja o que permite trocar os pneus – isso seria feito pela Eleanor? – e fazer curvas…

E a segunda coisa é que, se estiver chovendo, o interior do carro vai ficar totalmente estragado quando a capota se abrir para deixar entrar (ou sair) os passageiros.

Sem contar que achei o bicho feio demais… A frente dele parece a cara do Pernalonga!

 

 

Fonte:

Auto esporte

Previsões da Ficção-Científica que não se concretizaram

Um dos temas que mais gosto, seja em livros ou no cinema/TV, e em quadrinhos, é ficção-científica. Outro dia estava lendo um artigo sobre as previsões futurísticas que alguns autores colocaram em seus livros e que não se concretizaram – e outras que aconteceram, como o submarino nuclear previsto por Julio Verne em “20 Mil Léguas Submarinas” – e decidi checar o que aconteceu no cinema, em alguns filmes de FC.

9 previsões dos últimos 120 anos que se concretizaram (e 4 que passaram longe)

Esse tema está mais do que debatido atualmente, quando muitos se lembraram das previsões feitas em “De Volta para o Futuro 2”. Segundo o filme, em 2015 estaríamos usando carros movidos a fissão nuclear, usando tênis que se amarram sozinhos e os jovens estariam curtindo seus skates voadores…

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Fazer previsões sobre o futuro é uma coisa complicada, mas os roteiristas de cinema/TV parece que não se complicam muito nesse campo. Algumas vezes acertam em cheio, como quando colocaram Spock, o capitão Kirk e o restante da tripulação da Enterprise se comunicando com uns aparelhinhos sem fio, em 1966. Até no tamanho eles previram os telefones celulares, que foram aparecer apenas 30 anos depois. Mas achei mais divertido pesquisar aquilo que erraram, porque é curioso notar como o homem vê o futuro normalmente com pessimismo…

Foi o caso do filme “A Máquina do Tempo”, de 1960, adaptação do livro homônimo de H. G. Wells, escrito em 1897. O filme mostra as previsões do futuro feitas pelo autor, com cidades cortadas por monotrilhos que ligavam arranha-céus e o fim do mundo causado por explosões que o filme traduz por cogumelos nucleares. O personagem entra na máquina e chega a Londres de 1966, no momento em que o mundo tinha acabado. Ainda bem que o autor errou…

No filme “1984”, baseado no livro de George Orwell escrito em 1948, ele imaginou um mundo controlado por um governo totalitário que vigiava a tudo e a todos, o Big Brother. Hoje temos câmeras por todos os cantos vigiando nossos passos, além de outras formas de espionagem mais sutis pela internet e usando satélites. Mas ainda não chegamos ao que foi previsto no filme, felizmente. Big Brother é apenas um insuportável programa de TV.

1984 (Foto: Reprodução)

A previsão do filme “Os 12 Macacos”, de 1995, com Brad Pitt e Bruce Willis (os dois estão ótimos e se você não assistiu, recomendo fortemente que o faça) é que o mundo seria devastado por um estranha doença. Até agora ele não acertou, mas já tivemos a epidemia do vírus Ebola, mais recentemente a da gripe aviária, e sem querer pessimista, é bem possível que o uso da tecnologia por mãos erradas faça um grande estrago em nosso planeta.

Acho que as previsões mais distantes de se cumprir, por outro lado, estão no filme de Stanley Kubrick “2001, Uma Odisseia no Espaço”, adaptação bastante pessoal do livro de Arthur Clarke. Tudo bem, temos robôs em Marte, já viajamos até a Lua, há uma estação espacial em órbita da Terra, mas 2001 já passou faz tempo e não há nada remotamente parecido com uma inteligência artificial como a de Hal e uma nave que leve astronautas a Júpiter.

2001, uma odisséia no espaço (Foto: Reprodução)

Outra previsão muito distante de se concretizar, embora de vez em quando se façam tentativas e até agora, todas mal-sucedidas, é dos carros voadores. Eles já tinham aparecido em 1963 nos desenhos dos Jetsons, e esse carrinho inspirou muitas tentativas de reproduzi-lo. O mais perto que chegaram foi o de um americano, que produziu um carrinho como o da foto mais abaixo:

         Carrinho de rolima dos Jetsons

(Tudo bem, era um carrinho de rolimã, mas que ficou legal, ficou…) E o mesmo conceito de carro-voador aparece também no clássico “Blade Runner, o Caçador de Androides”, de 1983. Num mundo sombrio e sempre chuvoso, os carros-voadores sobrevoam uma cidade cercada por arranha-céus e androides revoltosos. Nada disso está perto de acontecer, mas não acho improvável que em breve soframos os efeitos de chuva ácida – a se julgar pelo ritmo da destruição da natureza que empreendemos atualmente.

Para encerrar, a previsão mais catastrófica de todas, e ainda distante de acontecer: o fim do mundo como conhecemos. Isso é descrito no filme “O Planeta dos Macacos”, de 1968 e que teve uma refilmagem anos depois. Uma das imagens mais clássicas do cinema é esta abaixo, numa das cenas da película.

Nela, um astronauta americano, viaja por séculos em estado de hibernação. Ao acordar, ele e seus companheiros se vêem em um planeta dominado por macacos, no qual os humanos são tratados como escravos e nem mesmo têm o dom da fala.

Hum… Humanos sem o dom da fala, sem saber escrever, sem raciocinar direito e vivendo como uma manada de animais submissos… Olhe em volta, isso é um conceito de ficção-científica ou já está acontecendo?