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A flatulência dos dinossauros pode ter causado o aquecimento global

A flatulência dos dinossauros herbívoros pode ter causado o aquecimento do planeta há 150 milhões de anos, segundo um estudo divulgado no Reino Unido.

A pesquisa, realizada por um grupo de cientistas de universidades britânicas e publicado na revista Current Biology, calcula que os gigantes dinossauros herbívoros (saurópodes) podiam emitir conjuntamente até 520 milhões de toneladas anuais do gás que provoca o efeito estufa!!!!

Para fazer o cálculo, os especialistas analisaram a proporção de metano emitida pelos herbívoros atuais, como vacas e outros tipos de gado, de acordo com sua biomassa. Depois, compararam essa relação com os dinossauros herbívoros do período Mesozóico, como o Brontossauro e o Diplodocus, que mediam cerca de 45 metros e pesavam mais de 45 toneladas.

Estima-se que, nessa época, a temperatura do planeta era em média 10 graus acima do que atualmente. Os autores do estudo acreditam que os dinossauros, da mesma forma que ocorre com as vacas, tinham em seus aparelhos digestivos bactérias que ajudam na fermentação das plantas e que geram gás metano.

“Um simples modelo matemático sugere que os micróbios que viviam nos dinossauros saurópodes podem ter produzido metano suficiente para causar um efeito importante no clima Mesozóico”, afirmou o coordenador do estudo, Dave Wilkinson, da universidade John Moores de Liverpool. “De fato, nossos cálculos indicam que esses dinossauros podem ter produzido mais metano do que todas as fontes de metano atuais juntas, naturais ou criadas pelo homem”, acrescentou.

Atualmente, as emissões anuais de metano chegam a 500 milhões de toneladas, contra 181 milhões da era pré-industrial.

Pum poderoso…

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6 ruídos muuuito desagradáveis

Existem alguns sons que, por uma razão ou outra, são simplesmente insuportáveis. Além de irritantes e perturbadores, eles podem até provocar respostas físicas, como arrepios, náusea e contrações musculares. Assim, o pesquisador britânico Trevor Cox decidiu realizar um levantamento sobre os ruídos mais desagradáveis do mundo.

O projeto foi iniciado em 2007 e mais de 1 milhão de pessoas de todo o planeta participaram da pesquisa, informando quais eram, em suas opiniões, os sons que mais as incomodavam. Abaixo, os seis primeiros colocados.

Vômito

Não é por acaso que este som aparece em primeiro lugar na lista de ruídos desagradáveis. Existe muita gente que não pode sequer ouvir uma pessoa passando mal para começar a sentir náuseas e apresentar os mesmos sintomas. Mas, se você não tem o estômago fraco, pode ouvir o material utilizado na pesquisa de Trevor Cox através deste link.

Microfonia

Eis aqui um exemplo de ruído que pode provocar reações físicas fortes, como arrepios e contrações musculares. Ele ocorre quando um microfone capta e emite o próprio som, provocando um ruído agudo de alta frequência. Preparado para sofrer? Confira um exemplo de microfonia através deste link. É horrível!

 

Choro de bebê

Segundo a pesquisa, este som é especialmente irritante para os homens. Mas não pense que o som de um bebê chorando não irrita as mulheres também! Na verdade, elas só estão condicionadas a não reclamar tanto graças ao instinto maternal.

Atrito de ferro contra ferro

O som de um trem freando ou do atrito de ferro contra ferro também é bastante desagradável. Quer ouvir o barulhinho produzido? Basta clicar neste link. É dose…

Flatulência

Enquanto o som de bebês chorando parece irritar principalmente os homens, a pesquisa de Trevor Cox apontou que o ruído provocado pela flatulência humana é extremamente desagradável para as mulheres. Confira a sinfonia utilizada por Cox em seu estudo através deste link.

Arranhões em um quadro negro

Se você for da época em que os professores utilizavam aquele velho quadro negro para passar as lições e explicar as matérias, deve ter presenciado mais de uma vez aquele barulho produzido quando o giz arranhava a lousa ou quando algum engraçadinho passava as unhas sobre a superfície. Quer se lembrar de como era? Clique neste link.

 

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Arroto dos bois esquenta o mundo e deixa pesquisadores pessimistas

Este é um assunto deveras polêmico.

Já faz algum tempo, os estudiosos culpam os bovinos flatulentos – e os porquinhos também – pelo aumento do buraco na camada de ozônio, provocando assim o aquecimento global. Um censo relativamente recente apontou que há no mundo mais de 1 bilhão de cabeças de gado (fico imaginando os recenseadores contando vaquinhas no interior de Goiás…).

Fico imaginando também esse 1 bilhão de vaquinhas liberando esses flatos diários enquanto pastam, emitindo toneladas de gás metano…

Recentemente, adicionou-se mais um vilão a essa equação: os vegetarianos. Um estudo realizado nos Estados Unidos (onde mais? Lá, eles fazem estudos sobre qualquer coisa!) revelou que o aumento de vegetarianos provocou, obviamente, uma queda drástica no consumo de carne. Portanto, há mais vaquinhas soltando suas bufas carregadas de gás metano e provocando a degradação ambiental.

É importante lembrar aqui que nossas amigas vaquinhas e seus maridos, os bois, soltam gases também pela boca. Quer dizer, além da bufa, temos que levar em conta os arrotos!

vaca Por isso o drama é ainda mais terrível, porque achar maneiras de minimizar os efeitos das bufas e dos arrotos de bois e vacas pode ser mais difícil do que se imaginava, indica um novo estudo.

Esperava-se que, conforme a criação de bovinos ficasse mais eficiente – ou seja, com os animais ganhando o mesmo peso, mas consumindo menos comida–, seria reduzida a emissão de metano (CH4), o gás causador do efeito estufa produzido durante a digestão dos bichos.

Cientistas brasileiros descobriram, porém, que isso não acontece. Bois que engordam facilmente soltam tanto metano quando os comilões.

O estudo, coordenado por cientistas do Instituto de Zootecnia de São Paulo, sugere, portanto, que vai ser preciso intervir em outros aspectos da criação de bovinos do país para diminuir as emissões. É uma notícia ruim, porque, de maneira geral, o gado brasileiro não é conhecido por ser econômico em gases (seguiria ele o exemplo do homem? O ser humano exerce a atividade de liberar gases, em média, 6 a 20 vezes por dia).

Aparentemente, não, pois o fenômeno pode estar ligado à alimentação do rebanho, que é de qualidade relativamente pobre (rica em celulose) e levaria as bactérias do estômago dos bichos a trabalharem bastante e, assim, gerarem mais metano.

A coordenadora do estudo, Maria Eugênia Zerlotti Mercadante, explica que o método para medir as emissões do gado brasileiro (animais da raça nelore) envolve, antes de mais nada, a colocação de cápsulas de SF6 (hexafluoreto de enxofre) no rúmen dos bichos (veja na ilustração acima).

Se as cápsulas estiverem funcionando direito, liberarão a substância num ritmo constante. O aparato de medição, que inclui um cabresto especial com um cano muito fino, vai sugando tanto o SF6 quanto o metano. Se a proporção de SF6 for a esperada, quer dizer que a medição está sendo feita corretamente. Esse cano desemboca num receptáculo de PVC, que guarda os gases que serão posteriormente analisados.

“A dieta dos nossos animais é muito mais fibrosa do que a dos bois nos EUA, por exemplo”, explica Maria Eugênia. “É possível que, no nosso contexto, os animais mais eficientes sejam aqueles cujo organismo ataca mais essas fibras, o que acabaria levando à maior produção de metano.”

Segundo a pesquisadora, isso não significa necessariamente que os animais mais eficientes não teriam nenhum efeito benéfico para o clima – ao consumir menos comida, por exemplo, eles poderiam contribuir para uma cadeia produtiva menos poluente, daí o interesse em entender o organismo deles para investir no melhoramento genético do rebanho.

O estudo, feito com a Embrapa e a Unesp de Jaboticabal, teve apoio da Fapesp e do CNPq.

Tudo muito bom, tudo muito bem, mas por que culpar só as vacas e os bois? Será que alguém já estou a emissão dos gases dos hipopótamos, por exemplo?

 

 

 

 

 

 

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Por que problemas de flatulência são comuns a bordo de aviões?

 Se isto já aconteceu com você, não se envergonhe: problemas de flatulência durante os voos são comuns.

Por quê? Foi o que se perguntou o médico Jacob Rosenberg, que decidiu encontrar a explicação – o interesse dele pela flatulência a bordo começou durante uma viagem longa para a Nova Zelândia. Ao olhar para a própria barriga, percebeu que ela havia crescido visivelmente desde que entrou no avião. Foi ao abrir a mala e ver sua garrafa de água vazia que ele entendeu o que se passava.

A garrafinha havia se expandido quando a pressão na aeronave baixou durante o voo e logo se contraiu quando aterrissaram. O médico se deu conta de que os gases em seu estômago deveriam estar fazendo o mesmo. “Desde então, notei quanta flatulência se tem durante voos”, disse.

Isso levou o pesquisador, que é professor de uma universidade na Dinamarca, a se perguntar sobre as consequências científicas deste fenômeno, o que o fez buscar soluções para aplacar o problema.

Gás

Mesmo com os pés na terra, todos os seres humanos expulsam uma quantidade surpreendente de gases por dia. Cientistas estimam que uma pessoa emita em média dez flatulências a cada 24 horas – o equivalente a um litro de emanações. Estes gases são produto dos alimentos que não foram absorvidos pelo intestino e são fermentados por bactérias. A fermentação produz nitrogênio, dióxido de carbono e hidrogênio, além de outros componentes sulfúricos mais fedorentos.

O médico Jacob Rosenberg também desconstruiu uma série de mitos sobre o tema. Por exemplo, ao contrário do que sugere a cultura popular, um estudo realizado nos anos 90 mostra que homens não têm mais flatulência que as mulheres. A mesma pesquisa mostra que os gases de mulheres têm concentração maior de componentes sulfúricos, o que torna seu odor mais potente. (abrindo parênteses: fiquei imaginando o quanto esses pesquisadores sofreram para chegar a esses resultados, mas vamos em frente… Fecha parênteses).

Sucos de frutas, peixe e arroz são alguns dos alimentos mapeados para ajudar a reduzir a flatulência. Diferentemente do que muitos acreditam, os alimentos derivados do leite também reduzem os gases.

Inchaço

A flatulência pode causar inconvenientes durante os voos – especialmente para quem passa muito tempo em cabines pressurizadas. Segundo estatísticas da Associação Médica Aeroespacial, mais de 60% dos pilotos sentem inchaço abdominal, uma cifra bem maior do que a de trabalhadores de outros setores.

014654A razão tem a ver com a física básica: “A pressão cai e o ar tem mais espaço para se expandir”, diz Jacob Rosenberg. O médico estima que esse gás ocupe um volume 30% maior, o que explica a sensação de inchaço. Rosenberg não recomenda que se retenha estes gases. “Se você é jovem e saudável não tem problema, mas para idosos isso pode representar um esforço cardíaco perigoso”, adverte.

Perigo de explosão?

Por outro lado, liberar todos os gases também pode trazer riscos. Um estudo de 1969 advertiu para o perigo de explosão que a acumulação de flatulências produzidas por astronautas num foguete poderia gerar.

Até hoje, entretanto, nunca foi registrado um acidente por esta razão. Mesmo que nos aviões comerciais não haja risco de explosão, as companhias aéreas investem em medidas para aliviar o desconforto gerado por este problema. Rosenberg entrevistou diferentes companhias que usam filtros de carbono no ar-condicionado para absorver cheiros.

As empresas também procuram servir alimentos que contenham poucas fibras e muitos carboidratos – uma combinação que facilita a digestão. Ou seja, dá pra ser feliz, mesmo apertado num banco de avião!

 

Fonte:
BBC