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“Branca de Neve” completa 80 anos: algumas histórias

O lançamento do longa de animação “Branca de Neve e os Sete Anões” completa 80 anos em 2017. A produção da Disney teve sua estreia no Carthay Circle Theatre, em Hollywood, em 21 de dezembro de 1937, seguido do seu lançamento em todo os Estados Unidos em janeiro. Como todo clássico, há muitas histórias sobre sua produção pioneira. Veja algumas delas…

Para financiar a produção de “Branca de Neve e os Sete Anões”, Walt Disney pegou vários empréstimos e hipotecou, inclusive, sua própria casa. Até sua mulher, Lillian, achava que a animação seria um completo fracasso. Além disso, seu irmão Roy Disney tentou convencê-lo a desistir do filme.

Dunga tinha sido originalmente criado para ser um tagarela, mas os produtores e o próprio Walt não conseguiram encontrar uma voz que ficasse adequada para o anão careca. Em vez de falar, Dunga, às vezes, choraminga, sendo ingênuo e frequentemente alvo de brincadeiras dos demais. Ele também é o único do sete anões que não tem barba.

“Loucura de Disney”: assim era chamada na época a produção de “Branca de Neve e os Sete Anões”. O orçamento inicial da animação era de US$ 250 mil, muito maior do que qualquer outra produção da Disney até então. No final, o gasto atingiu mais de US$ 1,4 milhão, uma quantia enorme hoje em dia, imagine para 1937! Após o filme ser um sucesso, Walt Disney usou os lucros para construir os estúdios da Disney em Burbank.

A estreia do filme, em 1937, contou com a presença de estrelas de Hollywood, como Cary Grant, Shirley Temple, Judy Garland, George Burns, Charlie Chaplin, Marlene Dietrich e Ginger Rogers. Na época, em entrevista ao jornal “Los Angeles Times”, Chaplin disse, ao se referir ao anão Dunga, que a “Disney havia criado um dos maiores comediantes de todos os tempos”.

“Branca de Neve e os Sete Anões” foi um dos primeiros 25 filmes escolhidos para ser preservado na Biblioteca do Congresso Americano, em 1989, pelo Registro Nacional de Filmes (National Film Registry). Em 2008, o Instituto Americano do Cinema o escolheu como o mais importante filme de animação de todos os tempos.

“Branca de Neve e os Sete Anões” foi o primeiro filme com uma trilha sonora oficial. A animação da Disney, que é baseada no conto de fadas “Branca de Neve”, dos Irmãos Grimm, concorreu ao Oscar de melhor trilha sonora na premiação de 1938. O longa foi também o primeiro filme totalmente animado a ser lançado pela Disney.

Uma versão inicial da história incluía uma cena em que a rainha Má capturava o príncipe e o mantinha preso em seu castelo. Outra cena que ficou fora da versão final era uma em que os anões apareciam tomando ruidosamente a sopa e, em seguida, Branca de Neve os ensinava a comer como cavalheiros.

A atriz e dubladora americana Adriana Caselotti recebeu US$ 970 pela dublagem de Branca de Neve, o que equivaleria hoje a cerca de US$ 20.000,00, ou pouco mais de R$ 60.000,00 à cotação do dia. Apenas para efeitos de comparação, um dublador/locutor profissional no Brasil, com muitos anos de experiência e bastante requisitado para comerciais, pode chegar a um salário de cerca de R$ 10.000,00. Walt Disney firmou um estrito contrato com Caselotti, impedindo que ela “emprestasse” sua voz a outras produções, com exceção de pequenas participações em “O Mágico de Oz” (1939) e “A Felicidade Não Se Compra” (1946). Ela continuou fazendo a voz de Branca de Neve em várias ocasiões, gravando aos 75 anos, inclusive, “I’m Wishing” para o poço de desejos na Disneylândia.

A dançarina, coreógrafa e atriz americana Marge Champion serviu de inspiração para que os animadores da Disney (seu então marido, Art Babbitt, era animador e supervisionou grande parte da filmagem de referência) criassem a heroína de “Branca de Neve e os Sete Anões”. Marge também serviu de referência para a criação da Fada Azul em “Pinóquio” (1940).

As vozes da Rainha Má e da Bruxa Velha foram dubladas pela mesma atriz: a americana Lucille LaVerne. Para que a Bruxa tivesse uma voz completamente diferente, Lucille removeu um implante dentário, para fazer a dublagem. La Verne morreu menos de uma década depois de dublar a Rainha Má e a Bruxa Velha. Ela faleceu aos 72 anos em 4 de março de 1945, na Califórnia.

 

 

 

 

Fonte:

UOL

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Quem será o novo James Bond?

James Bond eletrizou os espectadores pela primeira vez na Inglaterra, em 1962, no filme “O Satânico Dr. No”. A partir daí, o sucesso a cada aventura fez com que o espião acumulasse mais 23 longas-metragens. James Bond, também conhecido pelo código 007, é um agente secreto fictício do serviço de espionagem britânico MI-6, criado pelo escritor Ian Fleming em 1953.

James Bond, na concepção de Ian Fleming, e que serviu de base para publicação de suas tiras de quadrinhos no jornal britânico Daily Express, no final da década de 1950.

No Brasil, ele também teve seu gibi publicado, em meados da década de 1960, pela Rio Gráfica e Editora, hoje Editora Globo.
Ian Fleming era oriundo da aristocracia inglesa. Filho do major Valentine Fleming, morto na Primeira Guerra Mundial, cursou a Academia Militar Real de Sanhurst. Começou sua carreira na Segunda Guerra Mundial quando trabalhou como correspondente do jornal The Times. Fleming ganhou experiência em atividades de espionagem na Rússia e, posteriormente, entrou para o Serviço Secreto da Marinha Inglesa, onde foi comandante. A vivência no ambiente de trabalho fez com que criasse a personagem James Bond, agente secreto charmoso e sedutor, que vivia aventuras perigosas. Ian Fleming morreu vítima de ataque cardíaco aos 56 anos, não chegando a ver um dos filmes de maior sucesso da série: “007 Contra Goldfinger”.

O personagem foi apresentado ao público em livros de bolso na década de 1950, com a novela Casino Royale, tornando-se um sucesso de venda e popularidade entre os britânicos e, logo a seguir, entre os países de língua inglesa. Diz-se que John Kennedy era um leitor assíduo dessas aventuras. Na década seguinte, os livros viraram uma grande franquia no cinema, a mais duradora e bem sucedida financeiramente, que já rendeu mais de 12 bilhões de dólares.

O ornitólogo James Bond.

Ian Fleming tirou o nome ‘James Bond’ do autor do livro predileto de sua esposa sobre ornitologia, Birds of the West Indies, e escreveu doze livros e dois contos sobre seu personagem, antes de morrer, em 1964.

Os atores que fizeram 007

Sean Connery

Sean Connery foi o primeiro ator a dar vida a James Bond em 1962, no filme “James Bond Contra o Satânico Dr. No”. Diz a lenda que Connery conseguiu o papel após ter conversado com o produtor Albert Broccoli com um pé em cima de sua mesa e sair da reunião batendo a porta, insatisfeito com as condições impostas pelo produtor. Impressionado, Broccoli acompanhou o futuro astro pela janela e o viu andando na rua como um felino,  o andar imaginado para James Bond.

George Lazenby

O australiano George Lazenby era vendedor de carros e, possivelmente, é o Bond menos conhecido por ter feito apenas um filme do espião. Mesmo assim, para os estudiosos da obra de Ian Fleming, nesse filme, “A Serviço Secreto de Sua Majestade”, ele foi o mais fiel às características do personagem dos livros.

Roger Moore

Quem acompanhou as produções lançadas entre 1973 e 1989 tem Roger Moore como símbolo do agente britânico. Sua primeira aparição como James Bond foi em “Viva e Deixe Morrer” (1973), com música-tema de Paul McCartney. Roger Moore foi o ator que ficou mais tempo como 007, estrelando sete filmes e se aposentando do papel aos 58 anos de idade, em 1985, com o filme “James Bond na Mira dos Assassinos”.

Timothy Dalton

Timothy Dalton assumiu o personagem em “Marcado para Morrer” (1987). Ele substituiu Pierce Brosnan, que fora sondado mas estava ocupado com outras produções. Dalton participou de dois filmes como 007 e assinou contrato para realizar três filmes como protagonista; mas, nesse meio tempo, uma batalha judicial pelos direitos de James Bond fez com que as produções do terceiro filme demorassem muito e ele desistisse do projeto.

Pierce Brosnan

Pierce Brosnan assumiu a vaga em “007 James Bond Contra Goldeneye”. Para os fãs mais novos, o ator é o James Bond mais lembrado, apesar de ter feito apenas quatro filmes. Durante seu contrato, Brosnan foi proibido de usar smoking em outras produções para não lembrar o espião, mas ele sempre deu um jeitinho de contornar a situação usando trajes similares.

Daniel Craig

Daniel Craig é o último ator a dar vida ao personagem e foi muito criticado por isso, no primeiro filme. Seu cabelo loiro e altura de 1,75 m (considerado baixo para o herói) foram motivos para os fãs e a imprensa criticarem essa escolha. Ele estreou em “Casino Royale” e foi elogiado pela atuação vigorosa. A partir de então, estrelou mais 3 filmes, todos com muito sucesso de público e crítica.

Mas Craig teria anunciado que “Spectre” foi seu último filme no papel do espião, e os produtores já teriam começado a procurar seu substituto.

Segundo o que se comenta, este foi o último filme de Daniel Craig como 007
Segundo o que se comenta, este foi o último filme de Daniel Craig como 007

Há muita especulação sobre quem será o próximo Bond. Fala-se até em um mulher, algo como Jane Bond!

Sim, ela mesma! A Agente Scully de "Arquivo X", Gillian Anderson, é a favorita dos fãs para ser Bond, Jane Bond...
Sim, ela mesma! A Agente Scully de “Arquivo X”, Gillian Anderson, é a favorita dos fãs para ser Bond, Jane Bond…

Quanto aos homens mais cotados para o papel, a lista é grande… Dentre os mais votados nas bolsas de apostas, temos Tom Hardy, Idris Elba e Damian Lewis (sim, se já tivemos um 007 loiro, por que não um ruivo?)

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Mas o nome mais forte, até agora, é o de Tom Hiddlestone… Ele estaria “loki” para interpretar o papel (eu sei, essa foi infame…).

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O voo da águia

O homem sempre quis voar como os pássaros.

Tentou vários aparelhos que o fizessem percorrer os céus, e as máquinas voadoras estão aí, cruzando os continentes e subindo até as estrelas. Mas voar sem o auxílio de ferramentas ainda não foi possível. Ícaro bem que tentou (sim, aquele da música do Biafra… “Voar, voar, subir, subir…”), filho de Dédalo, o construtor do labirinto em que o rei Minos aprisionava o Minotauro.

A lenda grega conta que Dédalo ensinou a Teseu, que seria devorado pelo monstro, como sair do labirinto. O rei Minos ficou furioso e prendeu Dédalo e o seu filho Ícaro no labirinto. Como o rei tinha deixado guardas vigiando as saídas, Dédalo decidiu que podiam fugir voando, e construiu asas com penas dos pássaros, colando-as com cera. Antes de levantar voo, o pai recomendou a Ícaro que quando ambos estivessem voando não deveriam subir nem muito alto (perto do Sol, cujo calor derreteria a cera) e nem muito baixo (perto do mar, pois a umidade tornaria as asas pesadas). Entretanto, a sensação de voar foi tão incrível para Ícaro que ele se esqueceu da recomendação e seguiu voando, cada vez mais alto…  A cera derreteu e Ícaro perdeu as asas, precipitando-se no mar e morrendo afogado.

Sabemos que é impossível voar com asas como imaginou Dédalo. Na realidade, o fato de Ícaro ter voado mais alto não derreteria a cera das asas, mas ocorreriam outros problemas. As aves que voam em grande altitude não sofrem com o calor, mas sim com o frio, ar rarefeito e falta de oxigênio.

Mas a BBC quase concretizou o nosso sonho de voar como os pássaros. Quer dizer, ela pelo menos dos deixou ver o que os pássaros enxergam quando estão voando. Os produtores do programa “Animal Camera” da rede inglesa instalaram uma pequena câmera de televisão, de menos de 30 gramas de peso, numa águia.

Com isso, os especialistas puderam entender melhor como as aves podem ser tão flexíveis em seu voo… E uma das razões é exatamente essa: a flexibilidade. As asas podem ser movimentadas para várias posições, ao contrário das asas rígidas dos aviões. A asa do avião usa aqueles flaps – abas de metal – para mover grosseiramente o ar para cima ou para baixo, enquanto que a asa do pássaro se flexiona constantemente e se retorce para dar um controle muito mais sutil. Com asas infinitamente ajustáveis, uma águia pode ficar voando por horas a fio. A cauda também está sempre se contraindo, trabalhando em conjunto com as asas para proporcionar um voo mais equilibrado. Isso tudo lhe dá uma base super estável para seus olhos. Por isso a águia é capaz de enxergar uma lebre a quatro quilômetros de distância com sua visão telescópica.Então, divirta-se a seguir com as imagens captadas pela câmera acoplada à águia, e perceba que sensação incrível seria poder voar como os pássaros.

 

 

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Boxeador acertou Stallone no fígado, o fez passar mal e ficou fora de filme

Sylvester Stallone and Mr. T.

Se os campeões mundiais Muhammad Ali e Larry Holmes ficaram impressionados com a força do soco de Earnie Shavers é porque se tratava de um golpe poderoso. E Sylvester Stallone também pôde comprovar isso. Só que o resultado não foi bom para o ator.

Em uma audição para o filme “Rocky 3”, Stallone chamou Shavers para um teste no ringue e terminou o duelo vomitando no banheiro.

“Aquilo quase me matou. Fui direto para o banheiro masculino e vomitei”, contou Stallone, em declaração reproduzida no livro “The Boxing Filmography”, de Frederick Romano. Declaração semelhante, confirmando que o ator passou mal no banheiro, também aparece em um livro sobre a carreira de Muhammad Ali.

O soco foi dado por Shavers, mas a culpa foi de Stallone.

Earnie Shavers e esposa.
Earnie Shavers e esposa.

Isso porque o pugilista conta que estava controlando seus golpes para não machucar a estrela de “Rocky”. “Ele disse: ‘não se segure, bata em mim’. Eu disse que não poderia fazer aquilo. Queria muito fazer aquele papel e sabia que bater no astro não me ajudaria, mas ele ficou me pressionando para bater. Finalmente eu disse: ok”, contou Shavers a Ralph Wiley, em coluna da ESPN norte-americana.

“Dei um soco na região onde fica o fígado dos boxeadores. Não sei nada sobre atores, mas se eles têm fígado, provavelmente ficam no mesmo lugar”, argumentou o pugilista. “Stallone parou a luta e pediu ajuda para sair do ringue, curvando-se e indo para algum lugar. Logo depois ele avisou que não poderiam me usar no filme. Acho que estraguei tudo”, contou Shavers.

O boxeador era uma opção para interpretar James “Clubber” Lang, mas o papel acabou ficando com o ator Mr. T.

O soco no fígado de Stallone, pelo jeito, atrapalhou as pretensões de Shavers no cinema, mas aumentou a lenda sobre a potência de seu direto. Shavers disputou duas vezes o título mundial, perdendo para Ali e Holmes. Ambos, no entanto, admitiram que sofreram muito com os golpes do grandalhão careca. Eles e as vítimas de suas 74 vitórias.

Além de Sylvester Stallone, claro.

 

 

 

Fontes:

Espn

UOL

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A odisseia de Cartier

Nova sede da Cartier em Paris, na Faubourg Saint-Honoré.
Nova sede da Cartier em Paris, na Faubourg Saint-Honoré.

A história da tradicional joalheria começou em 1847, quando Louis-François Cartier assumiu o controle da pequena oficina de joias de seu mestre, Adolphe Picard, localizada no número 29 da Rue Montorgueil, rua mais cara e chique de Paris na época, e resolveu patentear sua própria marca, representada pelo famoso coração entre as iniciais L e C em um losango. Surgia a Maison Cartier, lançando uma das mais luxuosas grifes de relógios e joias do mundo.

Em 1853, implantou o atendimento personalizado e elitizado, abrindo suas portas para uma clientela privada e exclusiva. Pouco depois, em 1859, alugou uma sede no Boulevard des Italiens, cuja vizinhança era a mais sintonizada na moda em Paris. Foi nessa época que suas criações encantaram a Imperatriz Eugénie, esposa de Napoleão III, que encomendou um serviço de chá em prata. O trabalho ficou tão bom que ele passou a ser o fornecedor da corte. Esse era o empurrãozinho que a marca precisava para ir cada vez mais longe e se tornar ainda mais conhecida.

Inovador, Louis Cartier assinou, logo no início do século XX, o primeiro relógio de pulso com pulseira de couro do mundo, desenvolvido especialmente para seu grande amigo, o aviador brasileiro Santos-Dumont, que reclamou do desconforto dos relógios de bolso durante seus voos. Cartier assumiu o desafio, desenhando um relógio de pulso plano com um peculiar aro quadrado.

Em 1909, ele e os filhos abriram uma suntuosa loja em Nova York, localizada no número 712 da badalada 5ª Avenida. No ano seguinte a marca inaugurou lojas em Moscou e no Golfo Pérsico, iniciando assim uma forte expansão internacional, que culminou com a inauguração em 1935 de uma sofisticada boutique em Monte Carlo, seguida em 1938 por uma unidade em Cannes. Em 1942, Louis Cartier faleceu, deixando um legado de criatividade e gênio artístico.

Hoje, criando relógios, joias, perfumes e uma série de outros cobiçados produtos, a marca Cartier está presente nas maiores cidades do mundo, como Nova York, Lisboa, Londres, Seul ou Xangai.

Em 2012, a marca francesa completou 165 anos de pura sofisticação. E, para comemorar tão importante data, Cartier lançou o filme publicitário L’Odyssée de Cartier (“A Odisseia de Cartier”), dirigido pelo artista multimídia Bruno Aveillan, resultado de dois anos de intensos trabalhos de um time de 50 talentosos profissionais. O jornal britânico The Daily Telegraph classificou os 3 minutos e meio do filme como “uma pequena obra-prima”, para cuja confecção a marca francesa, decididamente, não economizou.

Na história, o símbolo icônico da marca – a pantera – realiza uma épica jornada mundo afora rumo a momentos e locações vitais para sua história. O felino foi escolhido por ser o símbolo da Cartier desde 1930, graças a Jeanne Toussaint, lendária diretora criativa da marca, que produziu o bracelete ‘La Panthère’, especialmente para a Duquesa de Windsor. Depois de passar pela Rússia, China e Índia, e pular nas asas do 14 Bis de Santos-Dumont, a pantera termina sua viagem na Place Vendôme, em Paris, onde caminha para o Grand Palais, para encontrar a modelo Shalom Harlow.

Vale muito a pena ver ou rever essa jornada entre o sonho e a realidade, criada com muito bom gosto e sofisticação.

 

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Curta de super-herói criado por brasileiro deve virar filme em Hollywood

A aparição de um homem voando no céu da cidade canadense de Toronto mudou em definitivo a vida do cineasta brasiliense Marcus Alqueres. Dois anos após chamar atenção de fãs de super-heróis e de autoridades da milionária indústria de quadrinhos norte-americana com o curta “The Flying Man” (o homem voador, em tradução livre), o diretor brasileiro conseguiu um novo feito: os direitos de adaptação de seu misterioso personagem foram recentemente comprados pela gigante Sony.

O roteiro final de um longa-metragem inspirado no vídeo de nove minutos lançado em 2013 começou a ser concebido e será assinado pelo escritor e produtor Chris Collins, responsável por vários episódios das aclamadas séries de TV “The Wire” e “Sons of Anarchy”. Se o filme realmente sair do papel, a ideia é que Alqueres assine a direção.

Marcus Alqueres
Marcus Alqueres

O curta, em inglês, narra o aparecimento de um misterioso homem voador em Toronto, no Canadá. Ele causa medo na população local quando começa a fisgar algumas pessoas e soltá-las para a morte em pleno voo. Nos instantes finais da produção, são explicados alguns dos princípios do personagem.

Quando foi lançado na internet, em junho de 2013, “The Flying Man” foi elogiado por Joe Quesada, diretor criativo da Marvel e um dos responsáveis pela concepção do universo cinematográfico estrelado por Homem de Ferro, Capitão América, Thor e os demais Vingadores.

Em seu primeiro mês online em 2013, “Flying Man” teve mais de 500 mil visualizações, sendo o primeiro blockbuster autoral do cineasta, que antes havia trabalhado em efeitos especiais de filmes como “300” (2006) e “As Aventuras de Tintim” (2011).

Caso o longa venha a ser filmado, Alqueres estará trilhando passos já percorridos por diretores como o sul-africano Neill Blomkamp (de “Distrito 9” e “Elysium”) e Feder Alvarez (“A Morte do Demônio”), que dirigiram seus primeiros longas após o sucesso de produções de curta duração disponíveis online.

Blomkamp chamou atenção de Hollywood quando lançou “Alive em Joburg”, ficção científica com sinopse semelhante a “Distrito 9” (2009).

Já o uruguaio Alvarez virou xodó do cineasta Sam Raimi após o impressionante “Ataque de Pânico!” (2009), que mostra Montevidéu sendo destruída por robôs gigantes. Os dois filmes têm menos de seis minutos.

Super-herói exclusivo

O anúncio da compra dos direitos do herói criado por Alqueres acontece poucos meses antes da estreia do Homem-Aranha no universo cinematográfico da Marvel, em “Capitão América 3: Guerra Civil”. Antes com os direitos exclusivos da Sony no cinema, o alter-ego de Peter Parker teve a guarda compartilhada com a editora para que ambas pudessem usufruir ainda mais da rentabilidade do personagem.

Assim, o homem voador passaria a ser o único super-herói exclusivo da empresa. “Todos os estúdios estão sempre à procura de ideias que resultariam em um filme interessante e o ‘Flying Man’, vindo de uma recepção boa do público, com certeza gera um interesse maior nos produtores e executivos”, diz o diretor.

As muitas nuances e contradições do misterioso “Flying Man” também podem ter sido um atrativo. As estratégias violentas do herói para limpar sua cidade de criminosos ecoam alguns debates recentes sobre até onde vai o papel da polícia e da segurança pública na sociedade moderna.

“Nos quadrinhos, os super-heróis sempre foram uma projeção do que uma sociedade considera heroico em determinado momento de sua história. O termo ‘herói’ também sofre bastante distorção dependendo de cada pessoa e do local no qual ele é expresso. A ideia do filme é explorar a reação da sociedade quando um elemento disruptivo, que seria o Flying Man, começa a limpar uma cidade do jeito dele, o que isso realmente causaria. No final, sempre terão os que apoiam e os que condenam. A ideia é apresentar os fatos e deixar a audiência debater a respeito”, instiga Alqueres.

 

 

 

Fonte:

Ramon Vitral
Colaboração para o UOL

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Quem matou o papa João Paulo l?

Outro dia, assisti pela enésima vez a obra-prima de Francis Ford Coppola, “O Poderoso Chefão”.

hj9r7   É uma obra densa, brilhante, onde tudo se combina perfeitamente numa química raramente conseguida: atores, roteiro, direção, cenografia, trilha sonora, cenários e locações… Mas o ponto aqui não é falar sobre os filmes, e sim sobre um evento retratado na parte 3 da saga e que mostra o assassinato do Papa. Para quem não se lembra do que aconteceu, farei um breve resumo:

No filme, o cardeal Lamberto é eleito o novo pontífice com o nome de João Paulo I, e imediatamente ordena uma investigação nas atividades do Banco do Vaticano, além de exigir uma reunião com o diretor executivo do Banco. Esse homem e outros envolvidos em corrupção e desvio de dinheiro, como o cardeal Lucchesi, tramam a morte do novo Para, envenenando seu chá.

Raf Vallone como o Cardeal Lamberto em
Raf Vallone como o Cardeal Lamberto em “O Poderoso Chefão III”

A inspiração para essa sequência veio das inúmeras teorias da conspiração que cercaram a morte súbita do verdadeiro Papa João Paulo I, Albino Luciani. Assim como no filme, Luciani foi descoberto morto em sua cama em 1978, apenas 33 dias depois de sua eleição para o pontificado. A mais recorrente dessas teorias era aquela que garantia que ele havia sido morto por planejar investigar e reformar a estrutura do Banco do Vaticano…

Pois bem, isso me voltou à mente por conta das recentes manifestações no Papa Francisco, entre elas a sua intenção de reformar diversas instituições do Vaticano e sua mensagem para a Cúria, acusando os cardeais de sofrerem de “Alzheimer espiritual”, dentre outras “doenças”. Fiquei pensando: “E se o Papa Chico for vítima de uma conspiração? Afinal, ele está mexendo num vespeiro, como fez seu antecessor…”

Fui investigar a teoria conspiratória mais difundida sobre a morte de João Paulo I, a do envenenamento, imaginando que seria mais parecida com um roteiro rocambolesco de “Arquivo X”, mas ela, de fato, parece bem fundamentada. Vejam o que apurei:

João Paulo I
João Paulo I

A “pergunta que não quer calar” desde a morte daquele homem de 65 anos é: que interesses esse Papa teria ameaçado contrariar?

Segundo os adeptos da teoria conspiratória, Albino Luciani teria sido eleito pelos conservadores da Cúria simplesmente para cumprir ordens dos poderosos cardeais. Mas, ao demonstrar carisma, liderança e, principalmente, disposição para reformar os quadros e interferir no comando do Banco do Vaticano, teria despertado o receio desse grupo de prelados.

O diretor executivo do Banco do Vaticano, Paul Marcinkus, seria um dos primeiros prejudicados por João Paulo I. Sua exoneração traria à tona extensas negociatas com a Máfia Italiana e a Maçonaria. Marcinkus era notoriamente próximo do presidente do Banco Ambrosiano de Milão, Roberto Calvi, que por sua vez era amigo do advogado e financista siciliano Michele Sindona. Os três mantinham relações com Lício Gelli, outro financista que controlava a loja maçônica P2, a qual teria se infiltrado no Vaticano.

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Os poderosos chefões que comandavam a grana do Vaticano, da esquerda para a direita em sentido horário: Licio Gelli, Roberto Calvi, Marcinkus e Michele Sindona. “A Igreja não se governa com ave-marias”, afirmou um dia Paul Marcinkus. Envolvido no escândalo do Banco Ambrosiano, que era ligado às finanças do Vaticano, Marcinkus morreu em 2006 de causas naturais, aos 84 anos de idade. O escândalo em que se envolveu causou um prejuízo de 1 bilhão de dólares pela quebra do Banco Ambrosiano de Milão, ocorrida em agosto de 1982, quando o banco foi declarado insolvente pelo governo italiano, após terem descoberto esse rombo gigante. O Vaticano possuía 16% do capital do Ambrosiano. As investigações da falência do banco trouxeram à tona outras operações nebulosas, pagamentos obscuros à loja maçônica P2 e, aparentemente, desvio de fundos para uso particular. Dois outros envolvidos no escândalo foram assassinados: Michele Sindona e Roberto Calvi. Michele Sindona, apelidado de “banqueiro da Máfia”, foi envenenado na prisão, ao tomar o café da manhã e apesar de ter cela individual e vigiada 24 horas. Roberto Calvi apareceu enforcado numa ponte sobre o Tâmisa. Descobriu-se depois que ele já estava morto e o enforcamento era simulação. Quando da quebra fraudulenta do Banco Ambrosiano, Marcinkus só não foi preso pela Justiça italiana pois tinha imunidade eclesiástica (isso não lembra a imunidade de nossos parlamentares?).  Quanto a Licio Gelli – que foi informante da Gestapo na II Guerra Mundial – está com 95 anos e em prisão domiciliar em sua villa na Toscana…

Existem diversas contradições que envolvem a morte do Papa e que até hoje não foram esclarecidas.  A mais intrigante é sobre o horário em que um carro do Vaticano apanhou em suas casas os embalsamadores Renato e Ernesto Signoracci: às 5h da manhã. Acontece que há duas versões oficiais sobre o horário em que o corpo foi encontrado: uma, às 5h30. Outra, às 4h30. A causa oficial da morte também nunca foi esclarecida. Segundo alegou o Vaticano, as leis canônicas impediam que a autópsia fosse realizada.

A versão oficial da Igreja diz que o corpo do Papa teria sido encontrado pela freira Vincenza, que o servia havia 18 anos e que sempre lhe deixava o café todas as manhãs. Naquele fatídico dia, no entanto, ela ficara espantada com o fato de o Papa não ter respondido ao seu “Buongiorno, Santo Padre” (Bom-dia, Santo Pai); desde os tempos de padre em Veneza, ele nunca dormira além do horário. Notando uma luz acesa por trás da porta, ela entrou nos aposentos do Papa e encontrou-o de pijama, morto na cama, com expressão agonizante. Seus pertences pessoais foram de imediato removidos pelo cardeal Jean Villot,  então secretário de Estado do Vaticano e Camerlengo, e que também estaria envolvido nos escândalos do Banco. Entre esses pertences que sumiram, estavam as sandálias, supostamente manchadas com vômito – um sintoma de envenenamento.

O Camerlengo com o Papa. Aquele tirando o solidéu e sorrindo, não sei quem é…

A digitalina (veneno extraído da planta com o mesmo nome) é citada como a droga usada para pôr fim ao pontificado de João Paulo I. Essa toxina demora algumas horas para fazer efeito e uma dose mínima, acrescentada à comida ou à bebida do papa, passaria despercebida e seria suficiente para levar ao óbito. E teria sido muito fácil, para alguém que conhecesse os acessos à cidade do Vaticano, penetrar nos aposentos papais e cometer um crime dessa natureza.

Segundo o Vaticano, a morte do papa estaria “possivelmente associada com infarto do miocárdio”. Para alguns, João Paulo I teria sido vítima das terríveis pressões características de seu cargo, e que não tendo como suportá-las, veio a perecer. De todo modo, o camerlengo é o principal suspeito de ter cometido o envenenamento. Ou, pelo menos, de ter acobertado o suposto crime. Segundo investigações posteriores, os passos do cardeal Jean Villot nas horas que se seguiram à morte de João Paulo I foram altamente suspeitos.

Jean Villot morreu de causas naturais em Roma, em 1979.
Jean Villot morreu de causas naturais em Roma, em 1979.

Como foi dito acima, diversos objetos pessoais do Papa sumiram, levados por Villot. Mais tarde, um Dr. Buzzonati (não o Professor Fontana, chefe do serviço médico do Vaticano) chegou e confirmou a morte, sem fornecer um atestado de óbito. O Dr. Buzzonati atribuiu a morte a um infarto agudo do miocárdio (ataque de coração). Por volta das 6 e meia da manhã, uma hora e meia depois dos embalsamadores chegarem, Villot começou a dar a notícia aos demais cardeais.

Villot fez os acertos para que o embalsamamento se fizesse naquela manhã, e insistiu que nada de sangue fosse drenado do corpo, e nenhum dos órgãos, tampouco, deveria ser removido. Sabe-se que uma pequena quantidade de sangue teria sido mais do que suficiente para que um perito médico estabelecesse a presença de qualquer substância venenosa…

No final daquela manhã, o apartamento do Papa estava limpo e todas as roupas, anotações e cartas foram levados.

Como as alegações e suspeitas de assassinato chamaram a atenção mundial, a Cúria iniciou uma campanha contra essas acusações, e a justificativa era de dar apoio às declarações de Villot, que foram:

O que ocorreu foi um trágico acidente. O Papa inadvertidamente tomou uma overdose de seu medicamento. Se fosse feita uma autópsia, obviamente seria indicada esta fatal overdose. Ninguém acreditou que sua santidade não o havia feito acidentalmente. Alguns alegaram suicídio, por conta das pressões do papado. Concordou-se que não haveria uma autópsia, pelas leis canônicas.”

Assim, o álibi do Cardeal Villot foi que o Papa João Paulo I tomou uma overdose de seu próprio medicamento para pressão arterial (Effortil). Esse álibi intencionalmente deu lugar à especulação de suicídio, tirando a atenção da suposta verdadeira causa da morte de João Paulo I: haver sido envenenado por um membro da Secretaria de Estado (departamento do Cardeal Villot).

O que há por trás dos muros do Vaticano?

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