Já ouviu falar em fazenda de likes?

Quadro com vários celulares conectados à internet servia para impulsionar cliques

 

Uma curtida ali, um compartilhamento ali. A vida conectada faz com que muitas pessoas (e empresas) “lutem” diariamente para contabilizar o maior número de likes possíveis em seus perfis nas redes sociais. Agora, quando a estratégia adotada é contratar uma fazenda de curtidas para atingir o objetivo, tudo soa um tanto quanto bizarro, não?!

Mas a verdade é que esse tipo de prática tem se tornado cada vez mais comum pelo mundo. O chamado cultivo de likes funciona mesmo como uma produção em grande escala. Um monte de smartphones ficam conectados à internet 24 horas por dia e sete dias por semana e vão gerando curtidas e compartilhamentos aleatório nas páginas e perfis das empresas e pessoas contratantes do serviço. Outro tipo de fraude possível com essa técnica é tentar enganar os sistemas de publicidade que cobram por clique. Quanto mais um banner receber cliques, maior será o preço que o anunciante deverá pagar por ele.

É estranho, mas as pessoas são contratadas exatamente para ficarem dando os cliques nas páginas. Também é possível controlar os dispositivos por meio de um computador. Recentemente um vídeo até viralizou por mostrar uma fazenda de likes. O local teria mais de 10 mil celulares prontos para o cultivo dos likes…

Um outro vídeo, divulgado pela agência de notícias tailandesa mostra parte da ação da polícia local responsável pela prisão de três chineses. Cerca de 500 celulares que funcionavam para impulsionar cliques foram encontrados no local.

Os telefones eram usados para aumentar falsamente as visualizações de um site de venda de produtos. Apesar de a prática ser polêmica, ela não é considerada ilegal na Tailândia. As três pessoas foram presas devido a problemas com vistos de trabalho. Especialistas acreditam que as fazendas de likes funcionem, principalmente, na China e na Rússia. A ilegalidade disso não é regra no mundo todo. Por essa razão, o fato ganhou notoriedade.

No Brasil, por enquanto, nenhuma prática parecida foi descoberta.

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Sabe onde o Facebook guarda as nossas selfies?

Eu sempre me perguntei onde o pessoal dessas redes sociais armazena aquilo que a gente posta: vídeos, fotos, conversas… O pessoal do Twitter, do Facebook, do Whatsapp. Fiquei imaginando o tamanho do banco de dados deles, como isso deve ser gigantesco,  guardando todas essas centenas de milhares de informações.

Bem, dos outros não sei, mas do Facebook eu descobri. Ele tem três data centers espalhados pelos Estados Unidos e um na Europa, que acaba de ser inaugurado.

Mas, antes de mostrar esses CPDs (Centro de Processamento de Dados, que é data center em português), vamos definir o que é isso: um data center é o local onde são concentrados os equipamentos de processamento e armazenamento de dados de uma empresa ou organização. Lá estão os milhares de servidores e bancos de armazenamento de dados, processando grande quantidade de informação.

Esses prédios estão longe de ser edifícios normais: alguns data centers usam mais de cem vezes a energia de um prédio de escritórios. Eles precisam ser ultra seguros e ultra estáveis contra hackers, contra desastres naturais e contra todo tipo de problema ambiental. Afinal, eles guardam os dados do mundo inteiro!

O Facebook tem mais de 130 bilhões de usuários, então imagine a quantidade de informação que esse povo produz – e a quantidade de energia que é necessária para manter esses data centers funcionando. Pois bem, o Facebook se gaba de ter conseguido economizar USD$ 1.2 bilhões nos últimos três anos, otimizando seus data centers, hardwares e softwares.

Enfim, vamos ver os locais onde nossos vídeos e selfies estão guardados.

Este é o principal data center do Facebook, em Prineville, Oregon (EUA). Tem mais de mil quilômetros de cabos, que se fossem esticados um na frente do outro, seriam equivalentes à distância entre São Paulo e Porto Alegre.

Esse data center é uma obra de engenharia pensada para otimizar a forma como algo assim deve ser. O projeto foi o primeiro a sair da iniciativa Open Compute Project, criada pelo próprio Facebook para repensar esse tipo de prédio — e que é disponibilizada gratuitamente para todos. Dessa forma, mais empresas podem seguir os passos do OCP e criar data centers mais práticos.

Por conta disso, ele é 38% mais eficiente que os equivalentes em economia de energia, e gastando 24% a menos em custos operacionais.

Outro enorme data center foi inaugurado em Altoona, Iowa (EUA) e tem o dobro do tamanho da Disneylândia.

Este primeiro prédio que se vê na foto já está em operação e, assim que a prefeitura local liberar, será construído um segundo ao lado dele, do mesmo tamanho e estrutura. Que ficará pronto em um ano, com 460 operários trabalhando diariamente.

O terceiro data center foi construído em Forest City, Carolina do Norte (EUA) ao custo de USD$ 200 milhões. Graças aos projetos baseados na eficiência gerados pela iniciativa OCP, foi possível economizar – em custos de infraestrutura – o equivalente à geração de energia para 40.000 casas durante um ano.

Para demonstrar uma das formas como acontece essa economia de energia, Facebook explicou que eles reusam o calor emitido pelos servidores para aquecer os escritórios durante os meses de inverno – que, naquela região, é bastante intenso.

Já nos meses de calor, um sistema de resfriamento evaporativo é usado para evaporar a água para resfriar o ar que entra –  ao contrário de sistemas de refrigeração tradicionais. Ele minimiza o consumo de água usando o ar exterior. Esse data center não usa aparelhos de ar-condicionado para resfriar seus servidores, baseando-se 100% no ar resfriado que vem de fora.

Agora, o mais impressionante data center que achei é também o primeiro fora dos Estados Unidos. Uma grande sacada!

O Facebook é o segundo site mais acessado da internet, perdendo apenas para o onipresente Google. Como eu escrevi acima, precisa de milhares de servidores, que esquentam. Como resfriar tantos servidores assim? Construindo um gigantesco data center eficiente num refrigerador natural, ou seja, próximo ao círculo ártico!

Está instalado em Lulea, na Suécia. Quer dizer, basta abrir a janela e o vento gelado resfria as máquinas.

Também foi construído de acordo com um projeto gerado pelo OCP. As instalações e paredes foram feitas em outros locais e chegaram ao local do data center só para serem instaladas. Já os servidores chegaram em caixas compactas, desmontados, mas com simples passos de montagem. Assim nasceu o Rapid Deployment Data Center (RDDC), nome desse processo para criar e montar um data center de maneira bem rápida, como se fosse LEGO!

Os servidores em Lulea. A luz azul ajuda a resfriar as máquinas!

A foto mostra um rack com servidores, nas instalações de Lulea. No alto, os comutadores de rede, depois estão os servidores, que enchem a maior parte do rack e, na parte inferior, está o local de armazenamento. Olha quantos servidores!

A área escolhida, com pouco mais de dois hectares, tem temperatura abaixo de zero na maior parte do ano. Além disso,  o país tem uma das melhores distribuições de energia do mundo. Isso é bem importante para quem precisa garantir que suas fotos não se percam por aí, afinal eles recebem 400 bilhões de fotos e seis bilhões de curtidas por dia!

Mas, caso essa distribuição de energia falhe, o prédio ainda conta com 14 geradores de reserva.

Mas, para que ninguém pense que esses data centers sejam apenas um monte de servidores empilhados, há áreas sociais bem legais, como o escritório dos funcionários em Lulea, repetindo o mesmo modelo que existe em todos os prédios do Facebook.

Ah, e para aqueles mais catastróficos, que podem estar se perguntando: “E se um maluco fundamentalista que prega a volta a uma vida sem computadores explodir tudo?”, a resposta é: não se preocupe, o Facebook ainda aluga muita infraestrutura em outros locais.

Isso significa, meu caro amigo, que aquela sua selfie ridícula postada por sua ex-namorada como vingança ainda estará lá…

 

 

 

 

Fontes:

Facebook

manualdousuario.net

datacenterknowledge.com

tecnoblog.net

Nova sede do Facebook pode ser inundada devido ao aquecimento global

Várias companhias com sede na área da baía de San Francisco, na Califórnia, correm o risco de verem seus prédios milionários serem inundados devido ao aquecimento global. E quem provavelmente enfrentará mais problemas será Mark Zuckerberg.

O Facebook possui um campus novo na região, que tem quase 40 mil metros quadrados e pode ser ocupado com 2,8 mil funcionários. A proximidade do empreendimento com a água pode fazer com que ele seja uma das primeiras vítimas da elevação dos níveis do mar, segundo prevê a Bay Conservation and Development Commission.

“O Facebook está muito vulnerável”, afirmou a planejadora Lindy Lowe ao The Guardian. “Eles construíram em um local muito baixo – eu não sei por que eles decidiram construir lá. O Facebook pensa que pode pagar o suficiente para se proteger.”

O prédio começará a encarar inundações temporárias, o que pode até ser combatido, mas o problema maior é que as ruas de acesso à sede também serão invadidas por água. “Veremos quão dedicados eles são àquela sede”, comentou a cientista.

O local foi construído acima do nível do mar, mas mesmo as projeções mais otimistas – segundo as quais o nível subirá 48 centímetros até o fim do século – mostram que a sede ficará debaixo d’água. Em algumas décadas, as ruas já estariam sofrendo tanto com alagamentos que as operações do Facebook ficariam comprometidas.

A empresa não é a única que tem de se preocupar com a situação. Google, Cisco, Salesforce e Airbnb estão entre as que provavelmente terão de repensar suas sedes. Prevê-se que o equivalente a US$ 100 bilhões de dólares em empreendimentos imobiliários estejam em risco na região.

 

Fonte:

 

Olhar Digital

Os tuítes que arruinaram a vida de seus autores

Não importava quantas vezes ela se justificasse: ao se converter em “trending topic” número um do Twitter, não havia nada que Justine Sacco pudesse fazer.

Em dezembro de 2013, a relações públicas de 30 anos esperava no aeroporto de Heathrow (Londres) por um voo à Cidade do Cabo, na África do Sul. Pouco antes de embarcar, compartilhou um tuíte com seus 170 seguidores: “Estou indo para a África. Espero não pegar HIV. Brincadeira. Sou branca”.

Nunca imaginou as consequências da mensagem infeliz, que mais tarde ela explicaria ser uma brincadeira ironizando a “bolha” em que vivem os americanos com relação à realidade de países em desenvolvimento.

Considerado ofensivo e preconceituoso por muitos, o tuíte de Sacco foi compartilhado milhares de vezes durante as horas em que ela estava dentro do avião – e usuários das redes sociais a xingavam e pediam que ela fosse demitida da empresa onde trabalhava, algo que acabou acontecendo. E Sacco só soube de tudo isso quando seu voo pousou.

Até o milionário Donald Trump tuitou pedindo a demissão dela; outro usuário comentou: “É impressionante ver como alguém se autodestrói sem sequer saber”.

A IAC, empresa onde Sacco trabalhava, anunciou a demissão dela publicamente, também via Twitter: “Esse é um assunto muito sério para nós. Já não temos mais relação com a funcionária em questão”.

A história de Sacco é uma das contadas pelo escritor galês Jon Ronson no seu livro So You’ve Been Publicly Shamed (Então você foi envergonhado publicamente, em tradução livre), com depoimentos de pessoas que tiveram suas reputações destruídas na internet.

“Quando conheci Sacco, ela estava confusa, irritada. Depois do que aconteceu, ela não dormia; acordava no meio da noite sem saber quem era, sentia que sua vida não tinha propósito”, diz Ronson em entrevista à BBC. “Até então, ela tinha uma carreira bem-sucedida, que a fazia feliz. Mas tiraram essa satisfação dela. E as pessoas ficaram felizes com isso.”

Misoginia

Ronson comenta que Sacco foi alvo de todo tipo de comentários, “mas muitíssimos deles eram misóginos. (Insultos) acontecem com frequência quando se trata de uma mulher”.

Adria Richards viveu algo parecido. Em março de 2013, ela estava na plateia de uma palestra de programadores na Califórnia quando escutou um comentário sussurrado na fila de trás.

adria-richards

O comentário era uma piada de teor sexual que fazia um jogo de palavras com termos comumente usados no mundo da informática. Indignada com a piada, Richards tirou uma foto de seu autor, Hank, e a compartilhou a seus mais de 9 mil seguidores no Twitter, criticando o comentário que ele tinha feito.

Ambos acabaram sendo demitidos. Mas, no Twitter, quem levou a pior foi Richards.

“Ela foi submetida a uma terrível campanha de assédio pela internet. Começaram a bombardeá-la com ameaças de estupro e morte; houve até quem publicasse o endereço dela ao lado de uma foto de uma mulher decapitada com a boca coberta por uma fita adesiva”, conta Ronson.

Foto infeliz

No caso de Lindsey Stone, 32, foi uma foto que provocou a destruição de sua reputação online. Ela estava com uma colega de trabalho no Cemitério Nacional de Arlington, na Virgínia (EUA), e decidiu tirar uma foto no Túmulo do Soldado Desconhecido, justo ao lado de uma placa que pedia “silêncio e respeito”.

As duas acharam que seria engraçado aparecer na foto fingindo gritar e mostrando o dedo do meio. Era uma brincadeira das duas: costumavam tirar fotos ao lado de placas, desobedecendo as instruções destas; por exemplo, fumando ao lado de um aviso de proibido fumar.

A ira das redes sociais emergiu um mês depois, quando alguém se deparou com a foto na internet. Críticos acabaram criando uma página – que ganhou popularidade – no Facebook chamada “Demitam Lindsey Stone”.

No dia seguinte, havia câmeras de TV na frente da sua casa. Ela também foi demitida. No ano seguinte ao incidente, ela mal saiu de casa, afetada pela depressão e pela insônia. Disse a Ronson que não queria ver ninguém, nem ser vista.

Tudo por causa de uma foto no Twitter.

“São pessoas que foram totalmente destruídas por pessoas boas como nós”, conta Ronson à rádio BBC. “Nas mídias sociais, gostamos de nos ver como defensores dos mais indefesos, travando lutas honrosas, mas a verdade é que temos um poder imenso e não percebemos isso. Fazemos com os outros o que temos medo de fazerem conosco.”

Um telefonema hoje é uma prova de amor…

A tabulação da segunda edição da pesquisa “Jovem Digital Brasileiro”, do Ibope, apresentou o perfil de consumo na rede do jovem brasileiro. A maioria desses jovens é usuária das redes sociais, e os que assistem e baixam filmes pela internet chegam a 93%.

As redes sociais mais navegadas por esse público são o Facebook com 91%, o Youtube com 48%, o Instagram com 15% e o Twitter com 13%. Todos esses são acessados simultaneamente, provocando uma grande convergência midiática. Os vídeos online se tornaram uma nova maneira de escrita na web.

Quer dizer,  a internet determina o comportamento, o estilo de vida e os padrões de consumo desse público.

Atualmente, 17% dos que vivem em regiões metropolitanas do país têm ao menos um tablet e, dos que possuem celular, 47% usam smartphone. Quatro aplicativos estão em 80% dos celulares: Facebook, email, WhatsApp e Youtube. Fora das mídias sociais, as categorias de aplicativos mais consumidas pelo jovem internauta brasileiro são jogos, previsão do tempo, internet banking e notícias.

Imprensa-de-Gutemberg

Gutemberg foi o inventor da prensa móvel. Depois de Gutemberg, tudo mudou: milhares de livros foram impressos e a leitura generalizou-se.

Eu acho que a internet desencadeou uma nova revolução, e essa geração de jovens terá uma postura totalmente diferente em relação ao mundo por conta dela. Porque, em primeiro lugar, a internet provocou uma democratização do conhecimento: qualquer pessoa pode  chegar com rapidez à informação e ao conhecimento a partir de uma simples pesquisa num computador, ou no smartphone ou tablet. Depois, pela mudança na nossa forma de comunicar, à distância e na proximidade.

Esses jovens não escrevem mais cartas, como seus avós, e nem consultam mais os jornais, como seus pais. As próprias mensagens hoje se trocam mais pelo “zapzap” (Whatsapp) do que por um contato telefônico ou pessoal. A web traz pesquisas científicas, pornografia e receitas para fabricar uma bomba ao lado do Instagram.

E aquele conceito de comunicação “virtual” me parece que também caiu por terra, porque o jovem se comunica pelas redes com aquele mesmo amigo com quem acabou de estar na escola.  Porque “teclar” é quase tão importante como trocar impressões no intervalo das aulas.

Quando os pais criticam os filhos porque eles passam muito tempo no computador, estão se esquecendo que eles mesmos não largam seus joguinhos ou o Facebook.  Dizem que os filhos não leem, mas há muito que não pegam num romance. E continuará assim: a imprensa escrita será cada vez menos lida e os livros terão tiragens cada vez menores, caso “leitura” continue a ser definida pelo número de exemplares físicos vendidos.

Quando penso numa forma de incentivar esse jovem a ler – esse jovem que foi alfabetizado com o uso dos tablets e não mais da lousa na parede da escola – imagino que não se deva mais continuar a existir apenas palestras feitas por pessoas que gostam de ler, para outras que não têm esse hábito; ou pela propaganda de livros que estão nos “10 Mais ” do não sei aonde. Acho que é preciso usarmos suportes digitais, que devem incluir sons e imagens, que estimulem a fixação da atenção, tornada agora mais volátil pela estimulação permanente. E que esse material seja compartilhável, e compartilhado com pais, amigos e outros jovens, de forma dinâmica e interativa.

O grande problema que vejo aqui é a questão da remuneração. Sim, a remuneração do escritor, quando falo de livros. Ele precisa pagar as contas, como qualquer mortal, porque um escritor tem que comer, se vestir, ter uma casa onde morar etc. Então, quando falo em compartilhar, não pode ser totalmente de graça… E aí é que mora o perigo. Com tanta coisa de graça à solta na internet, como encontrar aquele disposto a pagar pelo seu livro digital, compartilhável etc e tal?Hoje,

Mas esse é apenas um dos aspectos de nossas vidas que mudou com a internet. Posso apontar mais alguns:

O imediatismo é o que diferencia principalmente um antes de um depois em nossa vida pessoal e profissional. Tudo acontece e é compartilhado mais rápido. Ao mesmo tempo, por conta da facilidade de sua circulação, tomamos conhecimento de muitas ideias que, de outra forma, continuariam “inéditas”.

Outro ponto é o da “aldeia global”, que muito se teorizava há, sei lá, três décadas e muitos diziam que era ficção. Pois a “aldeia global” existe… A internet elimina as distâncias! Hoje, converso com minha filha, que vive a 13.000 km de onde moro, pelo Skype!

Esse “encurtamento” das distâncias também permite que nossa opinião se torne pública, chegando a quem jamais nos leria ou ouviria se a web não existisse. Podemos publicar livros, gravar palestras, mostrar nossas receitas, tocar nossa mais nova música… Por isso, cada vez mais, devemos nos tornar conscientes do poder que a internet tem em fazer nascer um novo astro ou destruir a reputação desse mesmo astro em instantes.

Um terceiro ponto que destaco é a interconexão entre grupos de pessoas afins. Pessoas que compartilham de hobbies ou atividades podem se comunicar por meio dos grupos, trocar ideias e informações e o mesmo acontece com as minorias: políticas, raciais, religiosas etc. As ideias podem ser difundidas sem que exista mais a preocupação da distância ou de isolamentos, provocados ou circunstanciais.

O último ponto que destaco, e que certamente afeta aos jovens de uma forma que eles ainda não se deram conta, é a solidão e a introversão. Enquanto que os chats, grupos de discussão, redes sociais e as mensagens instantâneas aproximaram as pessoas em alguns aspectos, tenho certeza de que as tornaram mais solitárias (claro que a “culpa” não é apenas da internet; a violência e o custo de vida nas grandes cidades, além dos problemas de deslocamento, trânsito e etc, contribuem para que as pessoas fiquem mais em casa). Mas é inegável essa contradição: enquanto você se comunica mais pelos meios digitais, comunica-se menos no mundo real.

A pergunta que deixo é: como integrar o mundo físico ao virtual?

Tudo que vicia começa com c

Mais um hoax.

Existe um viral rodando pela internet atribuindo o texto com o título deste post (com algumas modificações) a Luis Fernando Veríssimo – como tantos outros textos que não são de LFV .

O autor original, Ricardo Mallet, quando informado disso, respondeu com elegância: “Obrigado. Já estou consciente. É até um grande elogio ter meu texto atribuído ao Luis Fernando Veríssimo! E o que fazer? Acho que nada… Viral é viral. Mas, se cada pessoa (assim como você) postar um comentário corrigindo o erro onde o viral se encontra, ajudará a informar a verdade para as pessoas“.

Acho que todos os blogueiros, no mínimo pela responsabilidade com seus leitores, deveriam checar antes de repassar qualquer tipo de informação, porque os “hoax” (mentira, embuste) existem aos milhares na internet e chegam a nós por e-mail, via redes sociais, blogs etc. etc. Por exemplo, em 2010 começou a bombar no Twitter a expressão “Cala a boca, Galvão!”. Os gringos ficaram curiosos para saber o que era o Galvão e o que significava “cala boca”. Havia rumores de que “Cala Boca Galvão” seria o nome de um novo single da Lady Gaga! Então, alguns brasileiros criaram o vídeo abaixo, explicando que era uma campanha de uma ONG para salvar da extinção o pássaro Galvão… E a imprensa americana caiu!

Outro hoax famoso, mais recente, foi a notícia de que o criador do Facebook, Mark Zuckerberg, teria dado uma entrevista à CNN afirmando que estava muito triste com o comportamento dos brasileiros no Facebook , que nós estaríamos “orkutizando” a rede social… A “notícia” se espalhou como pólvora, muita gente comentou indignada, onde já se viu e coisa e tal… É óbvio que ele não diria isso, o Brasil é o 4º mercado de usuários do Face, ele não seria tão idiota a ponto de se queimar aqui.

A verdade é que a notícia foi criada pelo site de humor G17, mas como poucos se dão ao trabalho de checar as informações, vários sites caíram na pegadinha, mesmo o G17avisando no pé da página que “… as notícias publicadas não podem ser levadas a sério por se tratar de sátiras, etc.”  Centenas de comentários raivosos foram postados abaixo da “notícia”, bradando contra o gringo preconceituoso…

Ao lermos os comentários, a gente percebe que o problema não é apenas não checar informações, é também de interpretação de textos… Mas isso é tema para outra discussão.

Voltando ao tema deste post, o texto original de Ricardo Mallet segue abaixo:

“Os vícios vêm como passageiros, visitam-nos como hóspedes e ficam como amos”.

Confúcio

Há momentos na vida de um ser humano em que ele se vê sem nada realmente interessante pra fazer. Assim, sem companhia, computador ou iPad e com celular fora de serviço, numa viagem de ônibus para Cruz Alta, fui obrigado a me divertir com os meus próprios pensamentos. Por alguma razão que ainda desconheço, minha mente foi tomada por uma ideia um tanto sinistra: vícios.

Refleti sobre todos os vícios que corrompem a humanidade. Pensei, pensei e, de repente, um insight: tudo que vicia começa com a letra c! De drogas leves a pesadas, bebidas, comidas ou diversões, percebi que todo vício curiosamente iniciava com cê.

Inicialmente, lembrei do cigarro que causa mais dependência que muita droga pesada. Cigarro vicia e começa com a letra c. Depois, lembrei das drogas pesadas:  cocaína, crack e maconha. Vale lembrar que maconha é apenas o apelido da cannabis sativa que também começa com cê.

Entre as bebidas super populares há a cachaça, a cerveja e o café. Os gaúchos até abrem mão do vício matinal do café mas não deixam de tomar seu chimarrão que também – adivinha – começa com a letra c.

Refletindo sobre este padrão, cheguei à resposta da questão que por anos atormentou minha vida: por que a Coca-Cola vicia e a Pepsi não? Tendo fórmulas e sabores praticamente idênticos, deveria haver alguma explicação para este fenômeno. Naquele dia, meu insight finalmente revelara a resposta. É que a Coca tem dois cês no nome enquanto a Pepsi não tem nenhum. Impressionante, hein?

E o chocolate? Este dispensa comentários. Vícios alimentares conhecemos aos montes, principalmente daqueles alimentos carregados com sal e açúcar. Sal é cloreto de sódio. E o açúcar que vicia é aquele extraído da cana.

Algumas músicas também causam dependência. Recentemente, testemunhei a popularização de uma droga musical chamada “créeeeeeu”. Ficou todo o mundo viciadinho, principalmente quando o ritmo atingia a velocidade…cinco.

Nesta altura, você pode estar pensando: sexo vicia e não começa com a letra c. Pois você está redondamente enganado. Sexo não tem esta qualidade porque denota simplesmente a conformação orgânica que permite distinguir o homem da mulher. O que vicia é o “ato sexual”, e este é denominado coito.

Pois é. Coincidências ou não, tudo que vicia começa com cê. Mas atenção: nem tudo que começa com cê vicia. Se fosse assim, estaríamos salvos, pois a humanidade seria viciada em Cultura.

 Com informações do site http://www.e-farsas.com/

Os robôs músicos

Chico MacMurtrie, artista de Brooklyn, constrói robôs há cerca de três décadas. As suas criações não aspiram a casa, ensinam idiomas estrangeiros  a crianças ou tentam dominar o mundo; foram concebidas para tocar música, principalmente ritmos sincopados, e talvez evocar alguma reflexão sobre a humanidade.

A maioria das máquinas que constrói tem formas abstratas, alturas de média a enorme, e são controladas por conjuntos de computadores, servomotores e acionadores pneumáticos.

Ainda que tenham sido produzidos para diferentes instalações artísticas expostas em todo o mundo, os robôs de MacMurtrie têm em comum uma espécie de fantasia sombria, nascida do contraste entre a brutalidade da sua maquinaria e a inocência dos seus movimentos canhestros. Um dos robôs, por exemplo, dedilha o seu corpo encordoado, enquanto outros saltam pelo chão de uma maneira não muito diferente de uma criança.

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Agora, MacMurtrie transformou a sua considerável coleção numa orquestra que tocará pela primeira vez na costa leste dos Estados Unidos, na «Igreja Robótica» que ele criou. Três espetáculos gratuitos foram realizados no dia 22 de setembro no Brooklyn. Outros espetáculos estão planejados até o dia 27 de Outubro.

Achei incrível essa iniciativa, e você pode ver informações adicionais  na página da «Igreja Robótica»  no Facebook.

Pode ainda ver o vídeo aqui:

Agora, admito, que é estranho, é…