O que a caminhada pode fazer por você

Já dizia Hipócrates: “Andar é o melhor remédio para um homem”. Eu iria mais além, porque caminhar – aliado a um bom sono e uma dieta saudável – pode ajudar a evitar vários problemas de saúde.

Você conhece algum exercício mais fácil de praticar do que a caminhada? Ela não exige habilidade, é uma atividade barata de se fazer, pode ser praticada a praticamente qualquer hora do dia, não tem restrição de idade e ainda pode ser feita dentro de casa, se a pessoa tiver uma esteira.

“Para uma pessoa que não pratica nenhum tipo de esporte, uma caminhada de 10 minutos por dia já provoca efeitos perceptíveis ao corpo, depois de apenas uma semana”, explica o fisiologista do esporte Paulo Correia, da Unifesp.

Além da melhora do condicionamento físico, as vantagens de caminhar para a saúde do corpo e da mente são muitas, e comprovadas pela ciência. Na pesquisa Life Insights: Health Report 2017, viu-se que 49,3% da população faz exercícios aeróbicos regularmente, 21,8% fazem exercícios de vez em quando e 26,8% não fazem exercícios físicos. Além disso, 59,2% dos participantes procuram andar a pé sempre que possível para ter uma vida mais saudável.

Entre as pessoas que já caminham ou fazem alguma outra atividade aeróbica, os principais motivos são: para envelhecer com mais saúde (78,2%), para se sentir mais disposto (76%) e para se manter em forma (66,5%). Nesse grupo, 53,3% se exercita sem academia e 46,7% frequenta a academia. E, claro, 9,6% dos participantes confessaram que pagam a academia, mas nunca vão. (eu nunca paguei, e nunca fui…. eh eh eh!)

Confira mais detalhes sobre os benefícios dessa atividade física:

1.Melhora a circulação

Um estudo feito pela USP, de Ribeirão Preto, provou que caminhar durante aproximadamente 40 minutos é capaz de reduzir a pressão arterial durante 24 horas após o término do exercício. Isso acontece porque, durante a prática, o fluxo de sangue aumenta, levando os vasos sanguíneos a se expandirem, diminuindo a pressão.

Além disso, a caminhada faz com que a as válvulas do coração trabalhem mais, melhorando a circulação de hemoglobina e a oxigenação do corpo. “Com o maior bombeamento de sangue para o pulmão, o sangue fica mais rico em oxigênio. Somado a isso, a caminhada também faz as artérias, veias e vasos capilares se dilatarem, tornando o transporte de oxigênio mais eficiente às partes periféricas do organismo, como braços e pernas”, explica o fisiologista Paulo Correia.

2. Deixa o pulmão mais eficiente

O pulmão também é bastante beneficiado quando caminhamos. De acordo com Paulo Correia, as trocas gasosas que ocorrem nesse órgão passam a ser mais poderosas quando caminhamos com frequência. Isso faz com que uma quantidade maior de impurezas saia do pulmão, deixando-o mais livre de catarros e poeiras.

3. Combate a osteoporose

O impacto dos pés com o chão tem efeito benéfico aos ossos. A compressão dos ossos da perna, e a movimentação de todo o esqueleto durante uma caminhada, faz com que haja uma maior quantidade de estímulos elétricos em nossos ossos. Esse estímulo facilita a absorção de cálcio, deixando os ossos mais resistentes e menos propensos a sofrerem com a osteoporose.

“Na fase inicial da perda de massa óssea, a caminhada é uma boa maneira de fortalecer os ossos. Mesmo assim, quando o quadro já é de osteoporose, andar frequentemente pode diminuir o avanço da doença”, diz o fisiologista da Unifesp.

Durante a caminhada, nosso corpo libera uma quantidade maior de endorfina, hormônio produzido pela hipófise, responsável pela sensação de alegria e relaxamento. Quando uma pessoa começa a praticar exercícios, ela automaticamente produz endorfina.

Depois de um tempo, é preciso praticar ainda mais exercícios para sentir o efeito benéfico do hormônio. “Quanto mais você caminha, mais endorfina seu organismo produz, o que te dá mais ânimo. Esse relaxamento também faz com que você esteja preparado para passar cada vez mais tempo caminhando”, explica Paulo Correia.

5. Aumenta a sensação de bem-estar

Uma breve caminhada em áreas verdes, como parques e jardins, pode melhorar significativamente a saúde mental, trazendo benefícios para o humor e a autoestima, de acordo com um estudo feito pela Universidade de Essex, no Reino Unido.

Comparando dados de 1,2 mil pessoas de diferentes idades, gêneros e status de saúde mental, os pesquisadores descobriram que aqueles que se envolviam em caminhadas ao ar livre e também, ciclismo, jardinagem, pesca, canoagem, equitação e agricultura, apresentavam efeitos positivos em relação ao humor e à autoestima, mesmo que essas atividades fossem praticadas por apenas alguns minutos diários.

6. Deixa o cérebro mais saudável

Caminhar diariamente é um ótimo exercício para deixar o corpo em forma, melhorar a saúde e retardar o envelhecimento. Entretanto, um novo estudo da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, mostra que esse efeito antienvelhecimento do exercício pode ser possível também em relação ao cérebro, ao aumentar seus circuitos neurais e reduzir os riscos de problemas de memória e de atenção. “Os estímulos que recebemos quando caminhamos aumentam a nossa coordenação e fazem com que nosso cérebro seja capaz de responder a cada vez mais estímulos, sejam eles visuais, táteis, sonoros ou olfativos”, comenta Paulo Correia.

Outro estudo, feito pela Universidade de Pittsburgh, afirma que as pessoas que caminham em média 10 quilômetros por semana apresentam metade dos riscos de ter uma diminuição no volume cerebral. Isso pode ser um fator decisivo na prevenção de vários tipos de demência, inclusive a doença de Alzheimer, que mata lentamente as células cerebrais.

7. Diminui a sonolência

A caminhada durante o dia faz com que o nosso corpo tenha um pico na produção de substâncias estimulantes, como a adrenalina. Essa substância deixa o corpo mais disposto durante as horas subsequentes ao exercício. Somado a isso, a caminhada melhora a qualidade do sono de noite.

Como o corpo inteiro passa a gastar energia durante uma caminhada, o nosso organismo adormece mais rapidamente no final do dia. Por isso, poucas pessoas que caminham frequentemente têm insônia.

8. Mantém o peso em equilíbrio e emagrece

Esse talvez seja o benefício mais conhecido da caminhada. “É claro que caminhar emagrece. Se você está acostumado a gastar uma determinada quantidade de energia e começa a caminhar, o seu corpo passa a ter uma maior demanda calórica que causa uma queima de gorduras localizadas”, afirma Paulo Correia.

E o papel da caminhada na perda de peso não para por aí. Pesquisadores da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, mostraram que, mesmo horas depois do exercício, a pessoa continua a emagrecer devido à aceleração do metabolismo causada pelo aumento na circulação, respiração e atividade muscula

9. Controla a vontade de comer

Um estudo recente feito por pesquisadores da Universidade de Exeter, na Inglaterra, sugere que fazer caminhadas pode conter o vício pelo chocolate. Durante o estudo, foram avaliadas 25 pessoas que consumiam uma quantidade de pelo menos 100 gramas por dia de chocolate. Os chocólatras tiveram que renunciar ao consumo do doce e foram divididos em dois grupos, sendo que um deles faria uma caminhada diária.

Os pesquisadores perceberam que não comer o chocolate, juntamente com o estresse provocado pelo dia a dia, aumentava a vontade de consumir o doce. Mas, uma caminhada de 15 minutos em uma esteira proporcionava uma redução significativa da vontade pela guloseima.

“Além de ocupar o tempo com outra coisa que não seja a comida, a caminhada libera hormônios, como a endorfina, que relaxam e combatem o estresse, efeito que muitas pessoas buscam compensar compulsivamente na comida”, afirma Paulo Correia.

10. Protege contra derrames e infartos

Quem caminha regularmente mantém a saúde protegida das doenças cardiovasculares. Por ajudar a controlar a pressão sanguínea, caminhar é um fator de proteção contra derrames e infarto. “Os vasos ficam mais elásticos e mais propícios a se dilatarem quando há alguma obstrução. Isso impede que as artérias parem de transportar sangue ou entupam”, diz Paulo

A caminhada também regula os níveis de colesterol no corpo. Ela age tanto na diminuição na produção de gorduras ruins ao organismo, que têm mais facilidade de se acumular nas paredes dos vasos sanguíneos e por isso causar derrames e infartos, como no aumento na produção de HDL, mais conhecido como colesterol bom.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte:

bastanteinteressante.org

minhavida.com.br

Quais são os músculos mais fortes do corpo humano? E o mais fraco?

O corpo humano tem mais de 600 músculos –alguns mínimos, com poucos milímetros de extensão, outros milhões de vezes maiores, com cerca de meio metro. O tamanho dos músculos, no entanto, não é sinônimo de força.

Força, em termos musculares, “é a quantidade de potência determinada por um padrão específico de movimento em uma determinada velocidade. Assim, a força muscular é a força máxima –ou tensão– que pode ser gerada por um músculo ou por um grupo muscular contra uma resistência”, afirma a especialista em Medicina do Esporte, Cláudia Severo.

Veja os músculos mais fortes do corpo humano:

Glúteo máximo – o músculo das nádegas é considerado um dos mais fortes da estrutura humana por sustentar nosso corpo na posição ereta. Por ser composto por fibras de contração lenta, são resistentes à fadiga e suportam mais peso.

Sóleo e gastrocnêmios – os músculos da panturrilha, a chamada “batata da perna”, também entram na disputa, de acordo com alguns especialistas, associados ao glúteo. O conjunto de três músculos (sóleo, gastrocnêmio lateral e gastrocnêmio medial) é responsável pelos principais movimentos humanos.

Masseter – outro forte concorrente, o músculo da mandíbula, apesar de pequeno, é responsável por uma pressão muito grande (a maior já medida em um humano chegou a 422 quilos pelo período de dois segundos) devido ao braço menor de alavanca que apresenta em relação a outras estruturas musculares.

O mais fraco

Pálpebra superior – além de ser consensualmente o mais fraco dos músculos entre os especialistas, é um dos menores do corpo. Divide o espaço do globo ocular com outros seis músculos.

 

Fonte:

 

UOL Saúde

Ficar em forma acabou com o casamento

Angela Crickmore, britânica de 36 anos, contou ao “Daily Mail” que seu novo estilo de vida acabou com o casamento de 9 anos.

Ela se sentia cansada e era um grande esforço fazer caminhadas um pouco mais longas. Apesar de ser naturalmente magra da adolescência, ela engordou tanto ao longo dos últimos 20 anos que ficou desesperada e estava considerando fazer uma cirurgia para colocar um bypass gástrico.

Depois que o filho nasceu, Angela passou a ter uma vida sedentária, restrita a trabalhar, cozinhar e ficar sentada assistindo TV. “”Eu me sentia bonita, meu marido também me achava bonita, mas a pressão de fora, de amigos e familiares, me fez mudar de rumo”, explicou ela. “Eu tinha que fazer alguma coisa. Até então, nunca havia feito algo por mim”.

Em 2011, Angela mudou completamente sua rotina. Ela passou a comer com mais frequência alimentos como carne magra, abacate e nozes. Em pouco tempo, se sentiu motivada para fazer exercícios, mesmo com vergonha de ir à academia.

“Era capaz de comer qualquer coisa sem ganhar um quilo. Meu marido e meu filho de 9 anos não queriam compartilhar meus novos hábitos alimentares ou até mesmo participar dos meus passeios. Disse a ambos que eles teriam que cuidar de suas próprias refeições e parei de cozinhar para eles – foi mais como uma proteção a mim mesma, que não queria jogar pela janela todo o trabalho que eu tinha feito se voltasse aos antigos hábitos”, falou ela, que perdeu 35kg em oito meses, sem fazer tratamento com remédios ou nenhum tipo de cirurgia.

Angela passou a se sentir melhor, querendo acampar, fazer caminhadas, viajar, encontrar pessoas. Até parou de assistir TV. Foi então que as rachaduras no casamento começaram a aparecer. Porque as prioridades do casal passaram a ser muito diferentes.

Atualmente, Angela está solteiríssima e não se arrepende de ter reformulado sua vida para se tornar a pessoa que ela é hoje. A britânica voltou a estudar, se formou em nutrição esportiva e, agora, espera transformar sua perda de peso num exemplo, tornando-se uma preparadora física.

“Eu quero ajudar as pessoas. Isso me faz sentir bem”, finalizou ela.

Alguns erros mais comuns quando você está treinando

Acho que hoje as pessoas estão melhor informadas sobre os benefícios de se fazer exercícios físicos, e sua importância para a manutenção da saúde. Mas acho que não custa relembrar os motivos mais importantes.

• Queima de calorias – exercícios queimam calorias. Porém, evite pensar que fazendo exercícios, você pode abusar na alimentação. Você provavelmente vai consumir mais calorias do que perdeu no exercício! Controlar a alimentação também é essencial para se manter saudável.

• Protege contra doenças – os exercícios podem diminuir vários problemas físicos; alivia dores nas costas; fortalece os ossos reduzindo o risco de osteoporose; diminui dores menstruais; diminui o risco de pressão alta, derrame e doenças cardíacas. O exercício aumenta o HDL (o bom colesterol) e diminui os triglicérides.

• Melhora a função imunológica – os exercícios moderados podem proteger as pessoas de infecções, como a gripe.

• Eleva a confiança e melhora outros fatores psicológicos – os exercícios físicos permitem bem-estar às pessoas, melhorando a autoconfiança, aliviando o stress, diminuindo a ansiedade.

• Aumenta força, resistência e flexibilidade física – alguns exercícios como andar de bicicleta e o futebol fortalecem os músculos, outros como a ginástica dão flexibilidade e coordenação motora, enquanto nadar e correr aumenta a resistência.

• Aumenta a produtividade no trabalho – os exercícios físicos dão energia e disposição física para realizar atividades laborais, além de ajudar na concentração,

• Auxilia na manutenção do peso em longo prazo – se você tem problemas com peso, o exercício físico regular irá prevenir o ganho futuro e ajudar na manutenção do peso perdido.

O importante, porém, é ficar atento para os riscos de se treinar sem a supervisão adequada e exagerar na dose. Quem faz isso está sujeito a cometer erros que podem comprometer os resultados que se pretendia e ainda provocar lesões. Dois especialistas, o professor de educação física e personal trainer Thiago Gonçalves e o médico e especialista em Medicina Desportiva Cláudio Zanelatto apontam os principais erros de quem resolve encarar a atividade física.

1. Pular o alongamento

Exercícios de alongamento são importantes para o relaxamento, previnem lesões e mantêm a postura adequada. Alongue-se sempre antes e depois do treino.

2. Usar roupa errada

Use roupas adequadas para a prática de exercícios físicos, com tecidos que respiram, sejam leves e adaptem-se ao seu corpo.

3. Treinar demais, o overtraining

Se você acha que, em termos de exercícios, quanto mais melhor, esqueça. Treinar em ritmo intenso demais pode levar a distensões, lesões de esforço  e até à perda de tecido magro, ou seja, os músculos.

4. Não manter a disciplina

Você treina forte por uma semana e depois fica outra sem se mexer? Péssima ideia. Alterações frequentes no ritmo dos treinos diminuem os benefícios de qualquer programa de exercícios, aumentando bastante o risco de lesões.

5. Treinar em jejum ou de estômago cheio

Talvez o mais comum dos erros. Em jejum, aumenta o risco de hipoglicemia e faz o corpo queimar a massa magra, os músculos, em vez de gordura. E, de estômago cheio, pode levar a náuseas e mal-estar, além de complicar demais a digestão. Se você comeu muito e quer se exercitar, espere pelo menos duas horas antes de fazer isso.

6. Cuidado com o abdômen

Na repetição de abdominais, mantenha os pés próximos ao quadril e as costas apoiadas no chão. Suba e desça contraindo a musculatura abdominal. Mantenha a cabeça no prolongamento da coluna, olhando para a frente na diagonal. Assim, você previne dores nas costas e no pescoço.

Fazer exercícios é ótimo para a saúde, mas todo o cuidado é pouco!

fonte: minhavida.uol.com.br