Homens conviveram com unicórnios, revela estudo

Homens modernos conviveram com unicórnios. Não os belos equinos da literatura fantástica, mas uma criatura bem menos elegante, apelidada de unicórnio siberiano.

Os cientistas acreditavam que este animal fora extinto há 350 mil anos e que, portanto, não teria habitado o planeta junto com o Homo Sapiens, surgido há cerca de 200 mil anos. Mas a descoberta de um fóssil de 29 mil anos de Elasmotherium sibiricum na região de Pavlodar, no Casaquistão, prova o contrário. A revelação foi descrita num estudo publicado pelo “American Journal of Applied Science”.

A espécie era mais parecida com um rinoceronte do que com um cavalo. Um animal fantástico, e que provavelmente foi o precursor das nossas lendas sobre unicórnios: um gigante de 5 toneladas, 3 vezes maior que um rinoceronte, com grossa pelagem e um único chifre enorme, que podia chegar a 2 metros de comprimento! Ele viveu, principalmente, na região da Sibéria, na Ásia, ao norte do local onde foi encontrado.

Tamanho comparativo do animal com o homem

Tamanho comparativo do animal com o homem

Embora incrível, esse animal não é exatamente uma novidade, afinal já era conhecido pelos paleontólogos há um bom tempo. A grande novidade dessa vez é que os paleontólogos descobriram que esse animal não está extinto há tanto tempo quanto se pensava anteriormente. O Elasmotherium sibiricum, depois desses novos estudos e datações, pode ter vivido na mesma época dos humanos modernos, quando já estávamos em nossa fase de desenvolvimento da linguagem.

Imagina, você dando uma volta para caçar algum pato selvagem para o jantar, e dá de cara com um bichão desses?

 

Fontes:

 

O Globo

curtoecurioso.com.br

Estudo traça mapa da chegada do Homo sapiens à América

Pesquisadores da Austrália, dos EUA e da América Latina conseguiram obter e decodificar o DNA de mais de 90 indígenas que viveram antes da conquista europeia das Américas, entre 9.000 e 500 anos atrás. Os dados ajudam a traçar um novo mapa da chegada do Homo sapiens ao continente americano, um épico que, segundo os cálculos da equipe, começou há 16 mil anos.

A conclusão vem da comparação do DNA antigo com o dos índios modernos, a partir da qual o grupo liderado por Bastien Llamas, da Universidade de Adelaide (Austrália), traçou uma super-árvore genealógica dos primeiros habitantes da América.

Uma das constatações mais claras do levantamento, aliás, é que essa árvore sofreu uma poda assustadora no passado recente: nenhum dos subtipos de DNA encontrados pelos cientistas nos indígenas que morreram antes do contato com os colonizadores possui um equivalente exato nas tribos de hoje.

O resultado corrobora a tese de que a chegada das caravelas ao litoral americano deflagrou o extermínio de até 90% da população nativa original (o grosso da mortandade provavelmente foi causado por doenças infecciosas do Velho Mundo, embora guerras, expedições escravistas e tratamento desumano também tenham contribuído).

A pesquisa está na revista especializada “Science Advances”. Por enquanto, os cientistas não conseguiram “ler” todo o genoma dos antigos indígenas. Concentraram-se na análise do mtDNA (DNA mitocondrial), presente apenas nas mitocôndrias, usinas de energia das células que são transmitidas pelo lado materno.

Trata-se de uma ferramenta útil para decifrar a história populacional de uma região, embora esteja longe de contar toda ela  – além de não levar em consideração o lado paterno, a análise do
mtDNA não inclui a maior parte do material genético, que fica no núcleo das células.

 

GENOMA PRÉ-COLOMBO
Entenda pistas genéticas sobre os primeiros americanos

1 – Esqueleto da cultura Lima, achado na capital peruana, com cerca de 1.500 anos
2 – “La Doncella”, múmia do período inca achada no monte Llullaillaco, na Argentina, morta há 500 anos

O QUE OS CIENTISTAS ESTUDARAM
O “texto” completo do mtDNA, ou DNA mitocondrial, presente nas mitocôndrias, as usinas de energia das células e transmitido da mãe para os filhos
OS RESULTADOS
A diversidade genética dos nativos americanos era muito maior no passado, confirmando que a grande maioria da população foi dizimada quando os europeus chegaram. Os dados também apontam para um cenário de migração pela costa do Pacífico
Há 16 mil anos, com o recuo das geleiras do Pacífico, eles teriam avançado rumo ao sul pelo litoral, dispersando-se mais tarde para o interior do continente
A partir de 25 mil anos atrás, os siberianos ancestrais dos atuais indígenas teriam ficado isolados na Beríngia

TIQUE-TAQUE

Apesar das limitações, o estudo é importante pela grande quantidade de dados genéticos antigos e com datas bem estabelecidas, o que ajudou a estimar com mais precisão as datas de origem e diversificação dos ancestrais das tribos indígenas.

Isso foi possível porque, em grande medida, o DNA sofre mutações seguindo uma espécie de tique-taque constante. Suponha que, em média, uma “letra” de DNA seja trocada a cada mil anos; se os geneticistas identificam três dessas trocas numa linhagem, isso significaria que ela teria divergido (ou seja, se separado) da linhagem ancestral há 3.000 anos, digamos.

Foi com base num raciocínio parecido com esse (e pesadas análises estatísticas) que os cientistas estimaram que os ancestrais dos indígenas se separaram dos habitantes da Sibéria, sua provável região de origem, por volta de 25 mil anos atrás – justamente o momento mais frio da Era do Gelo.

Isso provavelmente não significa, no entanto, que a jornada América adentro começou nessa época.

A análise das variantes de mtDNA indica que houve um pico repentino de diversificação genética a partir de 16 mil anos antes do presente, o que faria sentido se a população dos primeiros americanos começasse a crescer de repente nessa época. Isso levou os cientistas a postular que, no pico da Era do Gelo, os ancestrais dos indígenas ficaram isolados na chamada Beríngia, faixa de terra firme que, nessa época, unia a Sibéria ao Alasca, nos atuais EUA.

Isso faz sentido quando se considera que, nesses milênios, geleiras tremendas barravam a passagem de quem quer que tentasse sair da Beríngia rumo ao continente americano. No entanto, justamente em torno dos “mágicos” 16 mil anos atrás, as geleiras na costa do Pacífico americano recuaram, o que provavelmente permitiu um avanço rápido pelo litoral. Isso explicaria o crescimento populacional. Coincidência ou não, o sítio arqueológico mais antigo das Américas é o de Monte Verde, no Chile, localizado na costa do Pacífico, com 13 mil anos.

 

 

 

 

 

 

Fonte:

REINALDO JOSÉ LOPES
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA de S. Paulo

Ancestral “Little Foot” viveu há 3,7 milhões de anos

Será que o ancestral do homem era um hobbit?

the-hobbit-movie-48-fpsAntes de continuar, vou esclarecer o que é um “hobbit”, para quem não sabe ou nunca ouviu falar: um hobbit é uma das criaturas criadas por J. R. R. Tolkien em suas obras, onde têm um papel principal, apesar de serem um povo secundário entre os que habitam a Terra Média.  Tolkien, por sua vez, foi um professor universitário britânico e escritor que se tornou mundialmente famoso quando escreveu “O Senhor dos Anéis”, obra que, ao ser adaptada para o cinema em uma trilogia, conseguiu uma das maiores bilheterias de todos os tempos.

Fechado os parênteses, o que tem a ver um hobbit com o ancestral do homem mencionado no título do post? É que um hobbit não passa de um metro de altura.

E, segundo uma reportagem que eu li, de Débora Nogueira, um exame cronológico dos bem preservados fósseis do australopiteco mais completo já descoberto, o sul-africano “Little Foot”, determinou que ele viveu há 3,7 milhões de anos. Até então, o fóssil etíope chamado de “Lucy” era o ancestral mais antigo já descoberto, com aproximadamente 3,2 milhões de anos. “Little Foot” (pequeno pé, em tradução livre) tinha aproximadamente um metro de altura e pés pequenos, e foi encontrado nos anos 90. Seria um hobbit?

A descoberta foi publicada na revista científica Nature, deste mês de abril. A comunidade científica, porém, questiona se ele é realmente parte de uma outra espécie, como alegam seus descobridores, ou apenas um fóssil muito bem preservado do Australopithecus africanus, o australopiteco que viveu na África do Sul entre três e dois milhões de anos atrás. Uma análise anatômica detalhada do ‘Little Foot’ deve tirar a prova, mas teremos de esperar pelo menos um ano até termos certeza.

A descoberta do “Little Foot”

O professor Ron Clarke, da Wits University da África do Sul, segura a caveira do "Little Foot", em foto sem data definida.

O professor Ron Clarke, da Wits University da África do Sul, segura a caveira do “Little Foot”, em foto sem data definida.

Ágil no chão e nas árvores, o “Little Foot” sofreu uma queda mortal de cerca de 20 metros de altura e foi encontrado no fundo de uma gruta em Sterkfontein, próximo a Johanesburgo. A região é repleta de grutas e fósseis proto-humanos – pelo menos mil já foram desenterrados – e foi inscrita no Patrimônio Mundial da Unesco como “Berço da Humanidade”.

O australopiteco permaneceu nesse lugar por cerca de três milhões de anos, conservado por uma camada de mineral calcário, imobilizado em sua pose mortuária com um longo polegar ainda dobrado dentro do punho fechado.

Até que, em 1994, o paleontólogo sul-africano Ron Clarke descobriu quatro ossinhos do pé esquerdo, em uma caixa cheia de ossos de animais pré-históricos, que haviam sido desenterrados por mineiros nos escombros. De imediato, o cientista reconheceu o pé de um hominídeo.

Ao término de 13 anos de escavações minuciosas, feitas “com broca de dentista”, consegue-se liberar a totalidade do fóssil de seu sarcófago rochoso. Crânio, dentes com esmalte e ossos da mão: trata-se de um esqueleto “único, quase completo e perfeitamente preservado”.

 

 

 

 

Aprendendo Alemão

735220_572043446139130_1700222052_n[1]A língua alemã é relativamente fácil.

Todos aqueles que conhecem as línguas derivadas do latim e estão habituados a conjugar alguns verbos podem aprendê-la rapidamente.
Isso é o que dizem os professores de alemão logo na primeira lição.

Para ilustrar como é simples, vamos estudar um exemplo:

Primeiro, pegamos um livro em alemão, neste caso, um magnífico volume, com capa dura, publicado em Dortmund, e que trata dos usos e costumes dos índios australianos Hotentotes (em alemão, Hottentotten).

 Conta o livro que os cangurus (Beutelratten) são capturados e colocados em jaulas (Kotter) cobertas com uma tela (Lattengitter) para protegê-los das intempéries.

 Estas jaulas, em alemão, chamam-se jaulas cobertas com tela (Lattengitterkotter) e, quando abrigam um canguru, chamamos ao conjunto de “jaula coberta de tela com canguru” (Lattengitterkotterbeutelratten).

 Um dia, os Hotentotes prendem um assassino (Attentäter), acusado de haver matado uma mãe (Mutter) hotentote (Hottentottenmutter), mãe de um garoto surdo e mudo (Stottertrottel).

Esta mulher, em alemão, chama-se Hottentottenstottertrottelmutter e a seu assassino chamamos, facilmente, de: Hottentottenstottertrottelmutterattentäter.

 No livro, os índios o capturam e, sem ter onde colocá-lo, põem-no numa jaula de canguru (Beutelrattenlattengitterkotter).

 Mas o preso escapa.

 Após iniciarem uma busca, chega um guerreiro hotentote gritando:
– Capturamos o assassino (Attentäter)!
– Qual Attentäter? – pergunta o chefe indígena.
– O Lattengitterkotterbeutelrattenattentäter, comenta o guerreiro, a duras penas
– Como ? O assassino que estava na jaula de cangurus coberta de tela ? – pergunta o chefe.
– Sim, é o Hottentottenstottertrottelmutteratentäter (assassino da mãe do garoto surdo-mudo da tribo)
– Ah, diz o chefe, você poderia ter dito desde o início que havia capturado o Hottentottenstottertrottelmutterlattengitterkotterbeutelrattenattentäter.

 Assim, através deste singelo exemplo, podemos ver que o alemão é extremamente simples!

Crianças e suas respostas brilhantes

Em um post anterior (aqui)mostrei o que seriam algumas respostas malucas que alunos deram em provas do ENEM.

Mas as crianças menores não ficam atrás! Veja algumas respostas dadas em provas por crianças brasileiras, e perceba que a criatividade (e a ironia) vem desde pequeno… (sei que os professores vão dizer que estudar precisa ser levado a sério, e concordo… Mas que eu ri alto, eu ri!)

Lie to Me: era tudo verdade!

Havia uma série muito legal na TV que foi descontinuada em 2011, depois de apenas 3 temporadas, estrelada por um ator de quem gosto muito, Tim Roth. Ele deu um show, por exemplo, em “Cães de Aluguel” e como o assustador general Thade na nova versão de “Planeta dos Macacos”, de 2001.

Ficheiro:Tim Roth cropped.jpg  

O que eu não sabia é que a série foi baseada nas pesquisas de Paul Ekman, notável psicólogo americano e expert em linguagem corporal e expressões faciais, e que estuda a linguagem não-verbal há 50 anos. Claro que imaginei que havia alguma base científica nos enredos, porém descobri que o personagem de Tim Roth, Cal Lightman, era baseado diretamente no especialista – com sotaque britânico e alguma liberdade criativa. Paul Ekman inclusive foi consultor de muitos episódios, e declarou, no entanto, o seguinte:

“A forma como o Lightman Group descobre as mentiras é baseada nas minhas investigações. No entanto, e uma vez que se trata de uma série de ficção e não de um documentário, Lightman não se preocupa tanto em interpretar comportamentos, como eu. Na série, as mentiras são descobertas de forma mais certeira e rápida do que na vida real.” Mas antes que se pense que era tudo uma grande mentira, Ekman garante: “A maioria das coisas que você vê na série é baseada em estudos científicos.”

Para quem não conhece a série, que me parece está passando atualmente no Netflix, explico resumidamente do que se trata: o personagem principal, Dr. Cal Lightman é auxiliado por sua parceira, Dra. Gillian Foster, e juntos detectam fraudes, observando a linguagem corporal e as micro expressões faciais, e usam esse talento para ajudar as autoridades, auxiliados por seu grupo de pesquisadores e psicólogos.

O legal é que certos detalhes que a gente vê nos episódios nos ajudam a ficar mais atentos a alguns comportamentos não-verbais de quem poderia estar mentindo. Eu grifo “poderia” porque, de acordo com Sérgio Senna, psicólogo e doutor em Psicologia pela UnB, as técnicas de detecção de mentiras baseadas na observação do comportamento não verbal são válidas e confiáveis desde que:

 1. Não se considerem indicadores isolados e descontextualizados;

2. Sirvam como método auxiliar no contexto da observação do comportamento verbal e de outros indicadores temporais (quando ocorreu) e espaciais (onde ocorreu);

3. Sejam contextualizadas em relação ao ambiente em que o comportamento foi observado (por exemplo, encolher-se por causa do frio, não por causa do nervosismo);

4. Que se tomem os devidos cuidados éticos e legais antes de acusar alguém de estar mentindo.

Tendo esses cuidados em mente, a corrente que segue as conclusões de Paul Ekman sugere algumas dicas para avaliar se a pessoa estaria mentindo:

1. Usa termos de reforço como “para ser sincero”  ou “pra falar a verdade”

As pessoas falam a verdade naturalmente. Não precisamos avisar que estamos sendo honestos ou dizer que falamos a verdade. Isso já é subentendido. Quando se tenta maquiar a mentira, costuma-se usar esse reforço.

2. Evita o contato visual ou pisca várias vezes.

Isso apareceu em diversos episódios. As pessoas vibram os olhos, piscando muitas vezes, ou não fixa o olhar. Ela pode estar escondendo algo, ou isolando um aspecto de uma lembrança.

3. Hostilidade

A pessoa é questionada sobre algo que a irrita demais e tem que disfarçar essa emoção.

4. Detalhes demais

Quem fala a verdade não precisa se ligar em detalhes. Quem esconde a verdade precisa dar atenção a muita coisa em sua história, como para dar veracidade ao discurso.

5. O corpo pode estar revelando a mentira

A pessoa está falando, aponta para um lado e olha para o outro. É que a mente trabalha tanto para racionalizar a mentira que o corpo fica sem sincronia.

6. Reconhecendo a mentira de forma inconsciente.

Essa parece ser a reação mais comum. A pessoa se afasta, movimento quase sempre acompanhado de um cruzar de braços, o que significa que não acredita no que está dizendo.

Evidentemente, essas dicas recolhi de diversas fontes diferentes que comentavam os estudos de Paul Ekman e que serviram de base a episódios da série. Mas os psicólogos e aqueles que estudam psicologia podem contribuir com muito mais informações.