A PORTA AO LADO

Numa entrevista antiga do médico Dráuzio Varella, disse ele que a gente tem um nível de exigência absurdo em relação à vida, que queremos que absolutamente tudo dê certo, e que, às vezes, por aborrecimentos mínimos, somos capazes de passar um dia inteiro de cara amarrada.

E aí ele deu um exemplo trivial que acontece todo dia na vida da gente. É quando um vizinho estaciona o carro muito encostado ao seu na garagem (ou pode ser na vaga do estacionamento do shopping). Em vez de simplesmente entrar pela outra porta, sair com o carro e tratar da sua vida, você bufa, pragueja, esperneia e estraga o que resta do seu dia. Eu acho que esta história de dois carros alinhados, impedindo a abertura da porta do motorista, é um bom exemplo do que torna a vida de algumas pessoas melhor, e de outras, pior. Tem gente que tem a vida muito parecida com a de seus amigos, mas não entende por que eles parecem ser tão mais felizes. Será que nada dá errado para eles? Dá aos montes. Só que, para eles, entrar pela porta do lado, uma vez ou outra, não faz a menor diferença.

O que não falta neste mundo é gente que se acha o último biscoito do pacote. Que “audácia” contrariá-los! São aqueles que nunca ouviram falar em saídas de emergência: fincam o pé, compram briga e não deixam barato. Alguém aí falou em complexo de perseguição? Justamente. O mundo versus eles.

Eu entro muito pela outra porta, e às vezes saio por ela também. É incômodo, tem um freio de mão no meio do caminho, mas é um problema solúvel. E como esse, a maioria dos nossos problemões pode ser resolvida assim, rapidinho.

Basta um telefonema, um e-mail, um pedido de desculpas, um deixar barato. Eu ando deixando de graça, para ser sincero. Vinte e quatro horas têm sido pouco para tudo o que eu tenho que fazer, então não vou perder ainda mais tempo ficando mal-humorado. Se eu procurar, vou encontrar dezenas de situações irritantes e gente idem, pilhas de pessoas que vão atrasar meu dia. Então eu uso a “porta do lado” e vou tratar do que é importante de fato.

Eis a chave do mistério, a fórmula da felicidade, o elixir do bom humor, a razão porque parece que tão pouca coisa na vida dos outros dá errado.

 

Momentos felizes dos bichos!

Estresse, medo, ansiedade, depressão, agressividade…
Os bichos, assim como nós, sofrem de tudo isso. Motivos não faltam… No caso dos animais de estimação é menos difícil reconhecer quando estão tristes ou deprimidos. O cachorro, por exemplo. Se ele não tiver um quintalzinho que seja para brincar e se exercitar à vontade, não vai viver lá muito feliz. Caso passe boa parte do tempo na mais completa solidão, idem.
Quanto ao gato, por trás daquele ar de felina superioridade esconde-se um ser carente. Pois é, cães e bichanos são sensíveis ao que acontece ao seu redor. Basta ver a reação apavorada deles a trovoadas e rojões.
A perda de um companheiro faz o bicho sofrer. O mesmo acontece quando nasce um bebê na família que o adotou e ele deixa de ser o centro das atenções. Mudanças de ambiente, uma viagem de curta duração, a ida ao pet shop para os cuidados com a higiene ou a estadia num hotelzinho também são fatores capazes de causar um certo estresse.
Assim como se pode reconhecer quando o animal está triste, também podemos perceber quando ele está feliz. Nas fotos abaixo, algumas pessoas tiveram a sorte de captar alguns desses momentos de alegria dos bichinhos.
Curta essa emoção!
Bem, este amigo enfiou o nariz onde não devia… Eh, eh, eh!