Autoestrada passa no meio do prédio!

Recebi um email outro dia falando de uma estrada que passava no meio de um prédio, no Japão. Achei incrível, fui pesquisar, e é verdade!

A estrada que passa dentro de um escritório em Osaka

E encontrei este texto que explica tudo o que aconteceu e como o engenho do homem, quando quer, encontra soluções fantásticas:

Do Japão em Foco

Como sabemos, o Japão sofre com o grave problema de espaço físico, especialmente nas grandes metrópoles. Assim como Tóquio, Osaka, a segunda maior metrópole do Japão, aproveita meios incomuns para contornar esse problema. Um exemplo é a Hanshin Expressway, uma rodovia expressa que passa por dentro de um edifício, o Gate Tower Building de 16 andares, localizado em Fukushima-ku.

Esse edifício é o único no Japão que tem uma estrada que passa por dentro dele e é um exemplo incrível de engenharia.

A rodovia que passa por dentro de um edifício

Em Osaka, esse edifício é conhecido como “Colmeia de abelhas”, por conta da grande quantidade de pessoas que circula no prédio. A Hanshin Expressway, que passa por dentro dele, faz parte de uma rede de 239,3 km de vias expressas que ligam Osaka, Kobe e Kyoto e é uma das principais rodovias do Japão.

Um dos fatos mais interessantes é que a estrada não faz contato nenhum com o edifício, apesar de passar por dentro dele. Ela é sustentada por suportes e estruturas engenhosas que ficam nas laterais do prédio. Com isso, não há os incômodos de ruídos e vibrações por causa dos carros que passam velozmente na estrada.

A rodovia ocupa do 5° ao 7° andares e podemos dizer até que é um inquilino desses andares, já que paga aluguel. O elevador do prédio de escritórios sobe ou desce direto, sem a possibilidade de parar por estes andares, ou seja, do andar 4 ele vai diretamente para o 8, ou vice versa.

Elevador do edifício Gate Tower Building em Osaka

Outro fato interessante é que essa obra da engenharia urbana meio que nasceu por acaso. Antes daquela parte da rodovia ser construída, o prédio já estava sendo planejado para ser erguido naquele local. Muitos conflitos foram gerados em relação aos direitos de propriedade e os titulares da Hanshin Expressway.

Somente depois de 5 anos de negociações é que ambas as partes conseguiram chegar a um acordo, e sem que ninguém fosse prejudicado. Uniram o útil ao agradável, ou seja, adaptaram a construção do prédio de forma que permitisse a passagem da estrada por dentro dele. Convenhamos que solução melhor não poderia ter existido, já que essa construção acabou se tornando uma referência de engenharia em Osaka.

Nesse meio tempo, algumas leis de planejamento da cidade e outras leis necessárias para este tipo de estrutura também tiveram que ser revistas,  para que a construção da rodovia pudesse ser realizada.

Expressway Hanshin e o edifício Gate Tower Building

Na verdade, esse acordo beneficiou também outra parte interessada; o terreno referente à saída de Umeda, onde foi construído o edifício Gate Tower Building, era de propriedade de uma empresa de madeira e carvão vegetal, que estava em declínio e com dificuldades financeiras.

Apesar disso, os donos daquele lote não estavam interessados ​​em vender os direitos de propriedade em uma área tão valiosa como aquela. Em contrapartida, não havia espaço na cidade para mudar o trajeto da rodovia e, sendo assim, o jeito foi negociar e adaptar o projeto original do edifício com uma reentrância que lhe tirou os 3 andares, por onde pudesse passar a Hanshin Expressway.

Além da ajuda nos custos para a construção, os proprietários do prédio ainda ganham o aluguel mensal referente aos andares usados pela via expressa.

No vídeo abaixo, vemos como é :

Bizarro… Tinha uma casa no meio do caminho

Imagine você guiando calmamente a 100 por hora numa estrada novinha e, de repente, vê na sua frente… UMA CASA!

Estrada é construída ao redor de prédio porque donos não aceitaram indenização Reprodução/Reuters

Pois é, isso existe…

Um pequeno prédio ficou no meio de uma estrada recém-construída em Wenling, na província de Zhejiang, na China, depois que um casal de idosos se recusou a assinar um acordo para permitir a demolição da residência. O casal afirmou que a compensação oferecida era insuficiente para cobrir os custos da construção de uma nova casa.

É, o governou trollou legal os velhinhos, não saíram por bem, vão sair por mal… Porque imagine morar com uma autoestrada ao seu redor, o ruído dos carros o tempo todo, fora o risco de acidentes quando você quiser sair de casa pra ir buscar o pão na padaria… O governo não fez nem uma passarela pra eles, mas deixou o poste com a fiação, repare na foto abaixo:

2012 11 22t083612z 19587065 Tinha uma casa no meio do caminho...

Até hoje, Luo Baogen e sua esposa insistem em viver no edifício que está parcialmente demolido, na província de Zhejiang. Do alto dos cinco andares, é possível ter uma vista panorâmica da movimentação dos carros.

A vista pode até ser legal lá de cima, mas imagino o que eles devem estar sentindo… Perdem a casa, o dinheiro da indenização não dá para comprar outra residência, vão viver onde?

No meio da estrada…

 

A estrada mais perigosa do mundo

Minha amiga Clene Salles, que vive no Peru, foi há tempos à cidade de Cajamarca para dar sua palestra, “Prácticas Terapéuticas a través del Biorritmo Planetario” no Encontro Internacional que lá se realizou. Ela vive em Trujillo, na costa norte do país, e a viagem de ônibus a Cajamarca dura cerca de 5 horas. Não que seja tão distante assim – em linha reta -, mas é que a cidade fica nos Andes, a 2.500 metros de altura, e a estrada é perigosa e cheia de curvas. 

2444499059_a5672e1531_oBem, não é difícil de imaginar que uma estrada rodeando as montanhas da Cordilheira dos Andes – ou de qualquer cordilheira, na verdade – seja de fato íngreme e provavelmente mais adequada ao tráfego de burricos e lhamas do que de carros e ônibus. Mas essa rodovia que liga Trujillo a Cajamarca, por mais perigosa que seja, felizmente não se compara à Estrada da Morte na Bolívia.

yungas-thumb

El Camino a los Yungas é uma estrada de 80 km que liga La Paz à Coroico, na Bolívia, mais conhecida como El Camino del Muerte. É famosa por ser extremamente perigosa, e foi declarada pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento como a estrada mais perigosa do mundo. A estrada foi construída com trabalho escravo dos prisioneiros paraguaios durante a Guerra do Chaco, em 1930. É uma das poucas rotas que ligam a selva amazônica, ao norte da Bolívia, com a cidade de Paceña.

Atualmente existe uma rodovia mais moderna e mais segura que liga a capital à essa região, eliminando a necessidade de usar a antiga Rota 3.  Por causa de suas encostas íngremes, com uma largura da pista de 3 metros em alguns lugares, e falta de grades de proteção, a Rota 3 torna-se extremamente perigosa.

Também na área é comum a incidência de neblina e de chuvas, reduzindo a visibilidade, além do leito não asfaltado em alguns trechos e as pedras soltas caindo das montanhas. Há abismos de mais de 800 metros em vários locais do trajeto e a estrada tem duas pistas… O regulamento prevê que os motoristas que se dirigem para La Paz, subindo a montanha, têm preferência de quem desce. E assim, se você está descendo, deve parar para dar passagem. 

Acontecem mais de 200 acidentes por ano, com uma média de 96 mortes, a estrada é marcada por cruzes nos locais das quedas mas, apesar de tudo isso, tornou-se um popular destino turístico para os aventureiros do mundo todo. Desde a década de 1990, os motociclistas e os entusiastas de mountain bike usam essa pista muito por conta das paisagens deslumbrantes.

Tudo bem, as paisagens são lindas, mesmo. Mas, sei lá, eu iria a pé…