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Tecnologias do Velho Oeste

O Velho Oeste é o período histórico em que os EUA buscaram expandir suas fronteiras em direção à Costa Oeste do continente – o qual perdurou durante boa parte do século XIX e início do XX.

Apesar de o início da colonização do território norte-americano ter acontecido dois séculos antes, o interesse em alcançar a outra costa surgiu em 1803, depois de o país ter adquirido um estado pertencente à França – episódio que ficou conhecido como a “Compra da Louisiana”. O pontapé para a jornada territorial foi dado pelo então presidente Thomas Jefferson.

Contudo, na procura por riquezas e progresso, os exploradores não contavam encontrar tanta resistência da comunidade indígena que já habitava aquela parte do continente. O grande fluxo da migração dos descendentes dos europeus acabou oprimindo a cultura e a população da minoria étnica, que nesse caso eram os índios.

A linha temporal do Velho Oeste se estendeu até 1920, acompanhando o término da Revolução Mexicana. Essa combinação de corrida por poder e guerra civil acabou impulsionando o desenvolvimento e aprimoramento de diversas tecnologias. Algumas delas você verá agora.

Tiro nem tão certeiro

Detalhe do fecho de pederneira de uma espingarda do século XIX. (Fonte da imagem: Werner Hanauska/Wikimedia Commons)

A espingarda de pederneira é uma arma com cano longo que usa o fecho de pederneira como dispositivo de disparo. Esse mecanismo consiste em uma peça com o formato de um martelo (também chamada de “cão”) que, ao ser acionada pelo gatilho, atinge um componente móvel de aço (denominado “fuzil”).

Com o impacto, é gerada uma faísca que incendeia a pólvora alocada no orifício que interligava essa parte da arma com o interior da sua câmera – ocasionando a deflagração que, enfim, dispara a bala de chumbo esférica. Atirar com esse tipo de armamento não era nada fácil. Todo o processo de preparação para um disparo era feito manualmente, fato que o tornava muito lento – um combatente bem treinado conseguia atirar no máximo três vezes por minuto.

O mínimo erro nesse procedimento, ou a presença de pólvora de má qualidade, era o suficiente para impedir o disparo. Além disso, por usar balas esféricas, os tiros estavam sujeitos a deformações e desvios com muita facilidade. Com isso, era quase impossível acertar um inimigo que estivesse a mais de 100 metros de distância.

Apesar de no período do Velho Oeste já existirem modelos de espingardas mais avançadas, as armas com fecho de pederneiras eram mais acessíveis, por isso se popularizaram nos confrontos entre índios e exploradores.

Não mexa na dina…

A. Serragem (ou qualquer outro tipo de material absorvente) misturada à nitroglicerina; B. Revestimento de proteção em torno do material explosivo; C. Cápsula detonadora; D. Fio ligado à cápsula detonadora. (Fonte da imagem: Pbroks13/Wikimedia Commons)

A dinamite foi inventada por Alfred Nobel em 1867 e foi uma tecnologia amplamente utilizada durante a expansão territorial norte-americana. Esse artefato consiste basicamente na combinação de nitroglicerina (composto químico altamente explosivo) a materiais absorventes – como argila ou serragem.

As chamadas “bananas” de dinamite possuem aproximadamente 20 centímetros de comprimento por 3,2 centímetros de diâmetro e pesam cerca de 230 gramas. Esse material foi muito utilizado no Velho Oeste para escavação de minas de carvão.

Contudo, devido à instabilidade da nitroglicerina, que pode detonar com qualquer movimento mais brusco, houve muitos acidentes durante a exploração de minério. Nesse período, diversos edifícios que estocavam dezenas de caixas de dinamite acabaram indo para os ares, literalmente. Obviamente, o explosivo também foi utilizado para guerrear – ele era a forma mais eficiente de acabar com acampamentos e meios de transporte inimigos.

Piuííí

Foto: autor desconhecido

O carvão extraído das minas abertas com a dinamite servia, entre outras atividades, para alimentar os motores a vapor que impulsionaram trens e barcos no oeste dos EUA a partir do século XIX. Esse tipo de maquinário usa a pressão do vapor, devidamente direcionada, para movimentar pistões conectados a peças articuladas e interligadas a rodas ou “moinhos” – promovendo o movimento dos veículos.

Embora a turbina a vapor tenha sido criada no século anterior, ela começou a ser utilizada em locomotivas sobre trilhos a partir de 1804 e em barcos três anos mais tarde. No avanço dos EUA rumo à Costa Oeste, os trens movidos a vapor geralmente serviam para o transporte de cargas, como alimentos, carvão e madeira. Por sua vez, os navios eram utilizados em sua maioria para a locomoção de pessoas.

Você pode até achar que essas tecnologias seculares estão obsoletas, mas elas ainda circulam por aí. Aqui no Brasil, existem locomotivas (apelidadas carinhosamente de marias-fumaça) rodando por cidades do interior e barcos (popularmente conhecidos como “gaiolas”) navegando pelos rios São Francisco e Amazonas.

Poder de destruição

(Fonte da imagem: Producer/Wikimedia Commons)

Para ocasiões em que o poder de fogo precisava de mais potência, os exploradores apelavam para os canhões – os quais, de maneira grosseira, naquela época, podiam ser considerados revólveres gigantes. Isso porque o funcionamento de ambas as armas é bem parecido.

Um canhão também possui uma peça metálica (martelo) que ao se chocar com a munição envolta por pólvora incita uma explosão (deflagração), a qual lança o projétil (bolas de ferro ou chumbo que chegavam a ter 15 cm de diâmetro e pesar 34 kg) a uma distância de até 3 km.

Há grandes controvérsias sobre que povo teria inventado o canhão. Entre as hipóteses existentes, as mais aceitas seriam que os chineses ou os mouros teriam sido os responsáveis pelo desenvolvimento desse armamento. O dado mais concreto é que a arma foi elaborada no século XIII, depois do descobrimento da pólvora.

Na corrida do Velho Oeste, os canhões foram usados em inúmeras batalhas – decidindo muitas delas. Como essas armas acompanhavam os movimentos de peregrinação, a maioria delas era montada sobre carretas de madeira para facilitar a sua locomoção – uma prática muito comum também durante a Primeira Guerra Mundial.

Sentido noroeste

Bússola do século XVIII feita de madeira, bronze, aço e vidro. (Fonte da imagem: Luis García/Wikimedia Commons)

O sol sempre foi um recurso de orientação bastante utilizado. Contudo, no século XIX não existia um mecanismo de direcionamento mais seguro do que a bússola. De maneira bem simplória, podemos definir esse dispositivo como uma agulha magnética, fixada de forma que a permita ter mobilidade, e que é atraída pelo polo magnético terrestre.

De acordo com relatos históricos, a descoberta da orientação natural dos ímãs é atribuída aos chineses. Assim, por consequência, a invenção da bússola também foi incluída no portfólio dos orientais.

Durante as longas caminhadas dos exploradores que promoveram a expansão territorial dos EUA, esse instrumento de navegação foi muito importante para que eles não perdessem o rumo da Costa Oeste.

Ponto, traço, traço e ponto

Telégrafo usado no Velho Oeste

Samuel Morse ainda era estudante quando, em 1832, teve contato com conhecedores do eletroímã. Esse fato foi crucial para que o inventor tivesse a ideia de construir um equipamento para comunicações à longa distância por meio de códigos. Três anos mais tarde, ele tinha um primeiro protótipo do telégrafo.

O Código Morse, o mais difundido para esse tipo de equipamento, usa pontos e traços para construir mensagens que possam ser transmitidas de maneira rápida e segura – evitando que as informações sejam entendidas por pessoas indesejadas. Até a popularização do telefone, no início do século XX, o telégrafo foi o principal mecanismo de comunicação – incluindo o período do Velho Oeste.

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Um documentário produzido pelo History Channel mostra mais algumas invenções desse período. Algumas nem saíram do papel, outras são ridículas. Ainda assim, é interessante saber como as pessoas tentaram solucionar diversos problemas. Divirta-se.

 

 

 

 

 

Fontes:

tecmundo.com.br, Fernando Daquino

Wikipedia

Youtube

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Por que a Lei Seca, que fez 100 anos, foi um fracasso retumbante nos EUA

Os economistas têm um pequeno problema de imagem. As pessoas acreditam que manipulam descaradamente as estatísticas, fazem previsões terríveis com excesso de confiança e jogam água no chope. Possivelmente, parte da culpa é de um homem que, há um século, foi provavelmente o economista mais famoso do mundo: Irving Fisher.

Foi ele que declarou, em outubro de 1929, que as ações haviam atingido um “patamar permanentemente alto”. Menos de dez dias depois, a Bolsa de Valores americana despencou vertiginosamente e deu origem ao período conhecido como a Grande Depressão.

Fischer era um fanático pela boa forma física. Evitava consumir carne, chá, café e chocolate. Tampouco bebia álcool. Era, aliás, um ardoroso defensor da Lei Seca, medida das autoridades americanas para proibir a produção e a venda de álcool cuja entrada em vigor, em 1920, completou 100 anos em janeiro. Foi uma mudança extraordinária que levou a quinta maior indústria do país para a ilegalidade, de uma hora para outra.

Fisher fez outra previsão à época: “[Esse episódio] será escrito na história como o começo, como uma nova era mundial, da qual essa nação terá orgulho para sempre”.

Mais uma previsão furada… a proibição seria, no fim das contas, uma farsa. A lei foi tão descumprida que o consumo caiu apenas 20% no período de vigência, e acabaria revogada em 1933, em uma das primeiras medidas do novo presidente Franklin D. Roosevelt.

Produtividade X embriaguez

As raízes da Lei Seca americana são geralmente apontadas em torno da religião, mas a verdadeira preocupação dos economistas era a produtividade. As nações sóbrias seriam muito mais eficientes que aquelas com uma força de trabalho de bêbados? Para confirmar sua teoria, Fisher tomou algumas liberdades com os números que usou.

Ele argumentou, por exemplo, que a Lei Seca gerou US$ 6 bilhões para a economia americana (algo como US$ 90 bilhões em valores atuais). O problema é que esse número não veio de uma análise cuidadosa. Fisher se valeu de estudos com poucas pessoas que apontavam uma redução de 2% da eficiência depois de drinques com estômago vazio.

Mais tarde, ele assumiu que os trabalhadores tomavam cinco doses antes do trabalho, multiplicou os 2% por cinco e concluiu que o álcool levava a uma redução de 10% da produção. Duvidoso, para dizer o mínimo.

Os economistas talvez tivessem se surpreendido menos com o fracasso da Lei Seca se pudessem ter saltado meio século na história e conhecido as análises de Gary Becker, prêmio Nobel de Economia em 1992, sobre o “criminoso racional”.

Crime e demanda

Para Becker, tornar algo ilegal simplesmente acrescenta um novo custo racional aos prós e contras calculados pelas pessoas: a penalidade caso você seja pego, modulada pela probabilidade de ser pego.

“Criminosos racionais”, afirmava Becker, “vão oferecer mercadorias proibidas por um certo preço”. Se os consumidores vão pagar esse preço depende do que os economistas chamam de elasticidade da demanda. Imagine, por exemplo, que o governo decida banir o brócolis. O mercado ilegal passaria a cultivar brócolis escondido e vendê-lo em becos escuros por preços inflados?

É improvável, já que a demanda por brócolis é elástica. Eleve o preço e muitas pessoas passariam a comprar couve-flor ou repolho. Com o álcool, por outro lado, a demanda é inelástica: aumente o preço e muitos ainda continuarão pagando o preço mais alto.

A Lei Seca americana se tornou uma bonança para criminosos racionais como Al Capone, que defendeu seu contrabando de bebidas com ares empresariais.

“Eu dou ao público o que o público pede”, afirmou. “Nunca precisei mandar vendedores agressivos, já que eu nunca consegui suprir a demanda.”

Os mercados ilegais também variam seus incentivos. Seus competidores não podem te levar às autoridades, então por que não usar os meios necessários para estabelecer um monopólio?

A teoria mais aceita indica que o aumento da violência durante a Lei Seca contribuiu para sua derrocada.

Outro fator também foi a ganância pelo lucro fácil. Cada carregamento de mercadorias levava consigo um risco, então por que não guardar espaço para um produto mais potente? Durante a Lei Seca, o consumo de cerveja caiu em relação ao de destilados. A tendência se inverteu depois do fim da proibição.

Por outro lado, o que impede o corte de custos reduzindo a qualidade do produto?

Tornaram-se comuns, então, os bares clandestinos, conhecidos como speakeasies. Aumentaram também o consumo de bebidas falsificadas (feitas a partir do milho) e, claro, a corrupção, com policiais e políticos sendo subornados pelas quadrilhas que distribuíam o produto no mercado negro.

Aos poucos, os próprios defensores da luta anti-álcool se decepcionaram com seus resultados e, em 1933, o Congresso americano aboliu a Lei Seca.

 

 

 

Fonte:
Tim Harford, BBC, da série "As 50 coisas que fizeram a economia moderna"
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Um dos uísques mais vendidos do mundo foi criado por um escravo

O Jack Daniel’s é um uísque fabricado pela Jack Daniel Distillery, fundada em 1876 pelo destilador norte-americano Jack Daniel (Jasper Newton Daniel), na cidade de Lynchburg, Tennessee, nos Estados Unidos. Desde 1956, pertence ao grupo Brown-Forman Corporation. E, até recentemente, a versão oficial era de que o criador da receita do uísque da marca era um pastor e fazendeiro da região chamado Dan Call.

A verdade, no entanto, é que a receita foi criada por um escravo de Call chamado Nearis Green. Mas essa história só passou a ser contada pela marca em 2016, 150 anos depois da sua criação.

Famoso e conhecido pelas garrafas quadrangulares de rótulo negro, o Jack Daniel’s é um dos uísques mais vendidos no mundo. Somente em 2014, a marca teve um lucro líquido de 208 milhões de dólares.

Durante anos, a história predominante do uísque americano foi contada como um caso centrado em colonos alemães e escoceses-irlandeses que destilaram seus excedentes de grãos em uísque e os enviaram para mercados distantes, criando uma indústria de 2,9 bilhões de dólares.

Os homens escravizados não só compunham a maior parte da força de trabalho na época, mas muitas vezes desempenhavam papéis cruciais e qualificados no processo de fabricação do uísque. Da mesma forma que os autores de livros de receitas brancos frequentemente se apropriavam de receitas de seus cozinheiros negros, os proprietários de destilarias brancas levavam crédito pelo uísque.

Jack Daniel, de chapéu branco, em uma fotografia do início do século 20 com seu amigo George Green, filho de Nearest Green, ao seu lado.

Mas a história de Jack e seu uísque foi um pouco diferente. Porque Jack e Green eram amigos.

A existência de Green nunca foi um grande segredo, mas, em 2016, a empresa Brown-Forman, dona da Destilaria Jack Daniel, ganhou manchetes pelo mundo com a decisão de finalmente abraçar o legado de Green e mudar significativamente seus roteiros turísticos para enfatizar seu papel.

“Sem dúvida, era perturbador o fato de que uma das marcas mais conhecidas do mundo ter sido criada, em parte, por um escravo”, disse a investidora de bens imobiliários e escritora afro-americana Fawn Weaver, de 40 anos.

Green não apenas ensinou a Daniel o processo de destilação, como trabalhou depois da Guerra Civil americana para ele, tornando-se o primeiro mestre destilador negro dos Estados Unidos.

A decisão da empresa de reconhecer sua dívida com um escravo, relatada pela primeira vez no The New York Times em 2016, é uma mudança decisiva na história da indústria alimentícia do Sul dos Estados Unidos.

De acordo com o que foi apurado, “Green foi alugado pelos seus proprietários, uma empresa chamada Landis & Green, para os agricultores do entorno de Lynchburg, incluindo Dan Call, um rico proprietário e pastor que também empregou um adolescente chamado Jack Daniel para ajudar a fazer uísque. Green, já hábil em destilar, manteve Daniel sob sua asa e, após a Guerra Civil e o fim da escravidão, foi trabalhar para ele na operação da bebida”.

Muitas pessoas entenderam mal a história, assumindo que Daniel era dono de Green e roubou sua receita. Na verdade, Daniel nunca possuiu escravos e sempre falou abertamente sobre o papel de Green como seu mentor.

Fontes:

observatorio3setor.org.br

thetimes.co.uk

gazetadopovo.com.br

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Leis bizarras sobre sexo

As leis existem para tornar a convivência em sociedade mais fácil, mas algumas leis são bem estranhas, principalmente quando se trata de sexo.

As leis estão em todos os lugares e ditam como devemos viver. Elas variam de Estado para Estado, e mais ainda, de país para país. Há leis que são relacionadas ao ato sexual, e estas são importantíssimas na luta contra os crimes sexuais.

Porém, ao redor do mundo há algumas leis relacionadas ao sexo que são, no mínimo, estranhas, e não estão apenas no Oriente Médio, onde é comum ter muitas leis relacionadas ao ato sexual.

Confira algumas das mais bizarras e que já não são mais usadas, embora ainda estejam na Constituição desses Estados ou países. E cuidado, se estiver viajando por algum desses locais, elas ainda podem ser acionadas a qualquer momento!

  • Em Guam, é proibido que as mulheres se casem virgens. Para que a lei não seja infringida, há homens que viajam pelo pequeno país, localizado a oeste do Oceano Pacifico, e tiram a virgindade das moças. Eles recebem por isso…
  • Há uma lei religiosa na maioria dos países muçulmanos do Oriente Médio que diz que é proibido ter relações sexuais com carneiros e, posteriormente, comer sua carne.
  • Em Hong Kong, a infidelidade pode chegar a custar a vida, já que é permitido que a mulher traída mate seu marido adúltero e a amante. Porém, a mulher deve matar o marido com as próprias mãos, enquanto a amante pode ser morta como a mulher traída preferir.
  • Na Colômbia, há uma lei muito peculiar que diz que a mãe deve assistir à primeira relação sexual que sua filha tem com o marido.
  • Em Minnesota, nos Estados Unidos, há uma lei que proíbe os homens de manterem relações sexuais com peixes vivos. A lei não diz nada sobre peixes mortos ou sobre mulheres terem relações com os peixes.
  • No Líbano, é permitido ter relações sexuais com animais, porém os animais devem ser apenas do sexo feminino. Caso contrário, a pessoa pode ser punida com a morte.
  • Os preservativos devem ser usados sempre, pois estes garantem que nenhuma DST (doença sexualmente transmissível) seja contraída. Aqui sabemos disso e seguimos, mas não há nenhuma lei específica. Porém, em Nevada, nos Estados Unidos, há uma lei que proíbe as relações sexuais sem preservativo.
  • Em Bakersfield, na Califórnia, é proibido fazer sexo com satanás — sim, com o capiroto! — sem preservativos.

  • Em Indiana, também nos Estados Unidos, os homens são proibidos de ficar sexualmente excitados em público.
  • Em Tallinn, na Estônia, é estritamente proibido jogar xadrez durante o ato sexual.
  • Na Indonésia, quem for pego se masturbando pode ser condenado à morte por decapitação.
  • Em Londres, na Inglaterra, não é permitido fazer sexo sobre uma motocicleta estacionada…

Vale lembrar que aquilo que é estranho para nós, pode ser perfeitamente comum em outras culturas e devemos sempre respeitar. Mesmo que achemos bizarro…

Fontes:

blastingnews.com

megacurioso.com

terra.com.br


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PROJETO MONTAUK: O PROJETO SECRETO QUE INSPIROU “STRANGER THINGS”

Se você assistiu a série “Stranger Things” no NETFLIX, talvez goste de saber que boa parte da trama se inspira em um programa obscuro conduzido por cientistas do Governo dos EUA. Era o Projeto Montauk.

Projeto Montauk teria sido uma série de projetos secretos do governo dos Estados Unidos realizados a partir de 1971 em Camp Hero ou Air Force Station em Montauk, Long Island, com a finalidade de desenvolver técnicas de guerra psicológica e investigações exóticas, incluindo a viagem no tempo, teletransporte e a viagem no hiperespaço. Nesse projeto,  várias pessoas teriam sido usadas como cobaias. 

A estação militar estava ali desde os anos 1950, mas ganhou vários níveis subterrâneos (claro, tinha que ser…) para abrigar o projeto. Conspirólogos sustentam que, apesar de funcionar numa área federal, o Montauk era financiado por um governo paralelo – talvez o misterioso MAJESTIC 12.

Lembrou de Arquivo X? Pois é…


A tese defendida pelos cientistas do projeto era que a mente humana emitia ondas magnéticas que eram decodificadas com maior facilidade pelos chamados sensitivos. A transmissão de ondas artificiais na mesma freqüência das “naturais” possibilitaria, em tese, que os receptores vissem e pensassem o que o emissor quisesse. O Montauk, em síntese, queria manipular idéias à distância.

Dizem que conseguiu

Os relatos sobre esse projeto misterioso começaram a circular em meados dos anos 1980 e, de acordo com Dave Gonzales, do portal Thrillist, um cara chamado Preston B. Nichols teria participado do Projeto Montauk e escreveu uma série de livros sobre suas experiências.

Aparentemente, depois de se desligar do programa – não se sabe exatamente como -, Nichols conseguiu recuperar algumas lembranças que haviam sido suprimidas e deu várias entrevistas revelando o que acontecia nos laboratórios da base. Mais precisamente, Nichols dizia se lembrar de ter participado de uma série de experimentos chamados Montauk Chair — ou Cadeira Montauk, em tradução livre.


A Cadeira Montauk unia o cérebro humano a um computador. Sensitivos foram conectados ao aparelho e incentivados a projetar pensamentos. O que aconteceu foi surpreendente. Eles supostamente conseguiram materializar objetos sólidos a partir do nada. Ou quase isso. Os objetos pensados seriam feitos de orgônio – a bioenergia que, segundo o neuropsiquiatra Wilhelm Reich, é emitida por todas as formas de vida.

Conforme contou Nichols, um dos testes realizados era o The Seeing Eye (“O Olho que Tudo Vê” em tradução livre), durante o qual um sensitivo — um garoto identificado como Duncan Cameron Jr. — segurava uma mecha de cabelo ou um objeto qualquer pertencente a outra pessoa e, depois de se concentrar por alguns minutos, conseguia ver através dos olhos desse indivíduo, escutar tudo o que ele ouvia e até sentir as mesmas sensações. 

Se você assistiu a série do NETFLIX.. Isso te lembra alguma coisa?

Aparentemente, o único limite para o poder da Cadeira Montauk era a imaginação do usuário. Relatos afirmam que prédios inteiros surgiram do nada quando imaginados pelo “pensador”. 

Depois de produzir matéria do nada, os cientistas resolveram mexer com o tempo. Usando a Cadeira Montauk e outras invenções esquisitas (como uma antena chamada Orion Delta T), eles teriam conseguido, em 1981, abrir fendas no espaço-tempo. A partir daí, o Projeto Montauk se dedicou quase que exclusivamente à exploração do passado e do futuro.

Nichols revelou que, em uma das ocasiões, o tal menino teria libertado no mundo físico um monstro que se encontrava em seu subconsciente. Os transmissores conectados a Duncan apontaram que se tratava de uma criatura de aparência animalesca, enorme, malvada e faminta, e esse ser teria provocado a destruição da base até ser capturado. E teria sido isso que colocou fim ao projeto.

(não consegui descobrir mais relatos desse monstro e nem saber como ele foi capturado… mas, claro, é tudo ultrassecreto, então…)

Nesse edifício é onde teriam ocorrido os experimentos

Origens

Os rumores apontam que o Projeto Montauk seria um desdobramento de outro programa supersecreto e sobre o qual já falei. Aqui está o link para o meu post.

Você pode conferir todos os detalhes, mas vou resumir: o chamado Projeto Filadélfia consistia em uma série de testes realizados pela Marinha dos EUA na década de 1940 e tinha como objetivo aplicar a teoria do Campo Unificado de Albert Einstein. O resultado teria sido o teletransporte de um navio de guerra — chamado USS Eldridge — da Filadélfia até a Virgínia com todos os tripulantes a bordo.


O USS Eldridge

Então, Duncan, o tal médium-mirim, seria um dos tripulantes do USS Eldridge e teria viajado no tempo, dos anos 1940 até os anos 1980, durante a desmaterialização do navio de guerra — e incorporado no Projeto Montauk no corpo de um menino.

De acordo com o “delator” do projeto, diversas crianças teriam participado dos experimentos, e algumas chegaram a ser enviadas a pontos desconhecidos do espaço-tempo através de um portal. Após vários anos de experimentos, os envolvidos no projeto desenvolveram a capacidade de viajar em relativa segurança no tempo e a outros lugares no espaço, como… a Marte, por exemplo!

                          
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Voltando ao seriado, antes de ele entrar em produção, seu nome não era Stranger Things, mas sim Montauk — em referência ao projeto supersecreto conduzido pelos militares norte-americanos. Além disso, em vez de a história se desenrolar na cidadezinha (fictícia) de Hawkins, em Indiana, a trama acontecia em Long Island, localização das bases em que os experimentos secretos teriam sido conduzidos.

Haja imaginação, não é? Ou Coisas Estranhas aconteceram mesmo por lá?

Fontes:

Wikipedia

thoth3126.com.br

megacurioso.com.br

averdadeoculta1.blogspot.com

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‘Bombardeamos tudo que se movia’: os ataques que ajudam a explicar o rancor histórico da Coreia do Norte com os EUA

“Tudo que se movia.” Com essas palavras, o ex-secretário de Estado americano Dean Rusk definiu os alvos das bombas lançadas sobre a Coreia do Norte durante a Guerra da Coreia (1950-1953).

Segundo historiadores, foram três anos de ataques aéreos contínuos e indiscriminados, que arrasaram cidades e vilarejos da república comunista e mataram dezenas de milhares de civis.

James Person, especialista em política e história coreanas do centro de estudos Wilson Center, em Washington, diz que essa parte da história dos Estados Unidos não é muito divulgada no país. “Como ocorreu entre a Segunda Guerra Mundial e a tragédia do Vietnã, a maioria do público americano não sabe muito sobre a Guerra da Coreia.”

Mas, na Coreia do Norte, nunca se esqueceram dela – e essas lembranças continuam a ser uma das razões da disputa que entrou em um novo capítulo com o encontro histórico entre Kim Jong-un, líder da Coreia do Norte, e Moon Jae-in, presidente da Coreia do Sul. Eles prometeram finalmente assinar um tratado de paz que põe fim ao conflito, interrompido em 1953, mas nunca oficialmente encerrado. Prometeram também trabalhar pela desnuclearização da península coreana.

Mas como foi esse capítulo até agora não resolvido da história da península coreana?


Os bombardeios americanos foram um pesadelo para a população civil norte-coreana

No ano de 1950, tropas americanas, apoiadas por uma coalizão internacional, tentavam rechaçar uma invasão na Coreia do Sul. Kim Il-sung, avô do atual líder da Coreia do Norte, havia lançado seus homens contra o país vizinho após uma forte repressão de simpatizantes do comunismo pelo regime militar comandado por Syngman Rhee em Seul, no sul capitalista do país.

Apoiado por Stalin, em Moscou, o norte-coreano Il-sung deu início ao primeiro grande conflito da Guerra Fria. Na primeira fase de hostilidades, o enorme poder aéreo americano havia se limitado a atingir alvos estratégicos, como bases militares e centros industriais, mas um fator inesperado mudou tudo.

Pouco depois do início da guerra, a China comunista, temendo o avanço dos Estados Unidos rumo às suas fronteiras, decidiu sair em defesa da Coreia do Norte, sua aliada. Os soldados americanos começaram a sofrer cada vez mais baixas por conta dos ataques das Forças Armadas chinesas, que não eram tão bem equipadas quanto as dos Estados Unidos, mas muito mais numerosas.

“Para o comando americano, era vital interromper os suprimentos enviados por chineses e soviéticos que permitiam a Coreia do Norte manter seus esforços bélicos”, explica Person.

Foi então que o general Douglas MacArthur, herói da Segunda Guerra Mundial no Pacífico, decidiu dar início a sua tática de “terra arrasada”.

O general Douglas MacArthur

Ofensiva aérea

Foi o marco do início da guerra total contra a Coreia do Norte. A partir desse momento, todas as cidades e vilarejos passaram a receber a visita diária dos bombardeiros americanos B-29 e B-52 e sua carga mortal de napalm, nome dado a um conjunto de líquidos inflamáveis.

Ainda que MacArthur tenha caído em desgraça pouco depois, sua estratégia continuou a ser aplicada. Segundo Taewoo Kim, professor de Humanidades da Universidade Nacional de Seul, todas as cidades e vilarejos da Coreia do Norte foram reduzidos a escombros.

O general Curtis LeMay, chefe do Comando Aéreo Estratégico durante o conflito, declarou muito anos depois: “Aniquilamos cerca de 20% da população”.

Cálculos assim levaram o jornalista e escritor Blaine Harden, autor de várias obras sobre a Coreia do Norte, a qualificar como “crime de guerra” a ação militar americana. Person não enxerga assim: “Aquilo foi uma guerra total em que todas as partes envolvidas cometeram atrocidades”.

As estimativas de pesquisadores dão conta que, nos três anos de guerra, foram lançadas 635 mil toneladas de bombas contra a Coreia do Norte. De acordo com Pyongyang, 5 mil escolas, mil hospitais e 600 mil residências foram destruídos. Um documento soviético redigido pouco antes do cessar-fogo de 1953 fala em 282 mil civis mortos pelos bombardeios.


As bombas fizeram milhares de civis deixarem suas casas para se salvar

É impossível confirmar esses números, mas ninguém nega a magnitude da devastação. Uma comissão internacional que percorreu a capital norte-coreana após a guerra atestou que não havia restado um único edifício que não tenha sido afetado pelo bombardeios.

Como havia ocorrido com os habitantes de cidades alemãs como Dresden na ofensiva final dos Aliados contra o Terceiro Reich, os norte-coreanos viram suas ruas e casas devorados por chamas, ao ponto de a maioria ter de ir para os minúsculos abrigos subterrâneos improvisados para se salvar.

Medo nuclear

Enquanto o mundo inteiro estava atento à península coreana, temendo que os Estados Unidos e a União Soviética acabassem travando uma guerra nuclear, o então ministro de Relações Exteriores norte-coreano, Pak Hen En, denunciava na ONU o “bestial extermínio de civis pacíficos pelos imperialistas americanos”.

Seu relato contava que, para garantir que Pyongyang ficasse sempre cercada por incêndios, os “bárbaros transatlânticos” a bombardeavam com artefatos de ação retardada que detonavam de forma alternada, “impossibilitando que as pessoas saíssem de casa”.

Infraestruturas essenciais, como barragens, usinas elétricas e ferrovias, foram sistematicamente atacadas. Taewoo Kim destacou que, “em todo o país, ficou impossível levar uma vida normal na superfície”.

As autoridades comandaram uma mobilização nacional para que fossem erguidos mercados, acampamentos militares e outras instalações sob a terra para que o país pudesse funcionar. A Coreia do Norte virou uma nação subterrânea e em permanente estado de alerta.


Só a intervenção chinesa foi capaz de frear o avanço das tropas dos Estados Unidos

Person diz que “toda a cidade de Pyongyang se mudou para debaixo da terra, e isso teve um tremendo impacto psicológico nos seus habitantes”. O especialista explica que o medo persiste até hoje e a isso se deve o fato de que armazéns e instalações críticas continuem sendo mantidos em grandes profundidades.

Durante a noite, os norte-coreanos recrutados pelo Estado trabalhavam freneticamente para consertar as vias de comunicação e as usinas destroçadas pelas explosões durante o dia. O fruto desse trabalho causava surpresa e frustração no comando americano, que viam alvos de ataques sendo restaurados em pouco tempo.

Uma vez que o conflito em terra se estabilizou, diante da incapacidade de ambos os lados de imposição de uma vitória definitiva, a campanha aérea tornou-se uma luta prolongada e desgastante em que os norte-coreanos levaram a pior.

Finalmente, em 1953, após longas negociações, veio o cessar-fogo. O então presidente americano Harry S. Truman sempre quis evitar uma escalada do conflito que pudesse levar a um confronto direto com os soviéticos.

Seu sucessor, Dwight D. Eisenhower, também compreendeu imediatamente que o país não poderia manter indefinidamente seus esforços bélicos na península. A morte do líder soviético Stálin em março daquele ano mudou o clima político em Moscou, o que facilitou o fim das hostilidades.

A historiadora Kathryn Weathersby, da Universidade da Coreia em Seul, explica que “sabemos pelos arquivos soviéticos que Stálin insistia que as duas Coreias e a China continuassem a lutar para que as forças americanas seguissem ali por ao menos dois ou três anos e, assim, os países do bloco comunista na Europa continuassem a atuar sem medo de uma intervenção”.

Sem Stálin, o armistício foi mais fácil. O acordo de paz definitivo e a reunificação das Coreias seguem pendentes, mas tudo isso cimentou o mito que continua alimentando a retórica oficial norte-coreana.

De alguma maneira, o legado da guerra funciona como combustível ideológico para o regime dos Kim. Também é uma das razões que explicam sua insistência em desenvolver um arsenal nuclear, apesar das constantes críticas internacionais. “Eles decidiram usar a história para justificar a opressão do povo e a miséria”, diz Person.

De acordo com especialistas, em seu afã propagandístico, as autoridades de Pyongyang não têm dúvidas em deformar o passado já suficientemente brutal.


Os americanos também recorreram à propaganda para justificar seu papel no conflito

Weathersby diz que “os museus norte-coreanos diminuem a importância dos bombardeios, talvez porque destacar a superioridade tecnológica americana geraria perguntas incômodas”. Em vez disso, explica a pesquisadora, “mostram uma narrativa de matanças gratuitas supostamente perpetradas pelas tropas americanas”.

Para ela, uma divisão da península nunca resolvida definitivamente e o potente poderio militar que o Pentágono mantém na Coreia do Sul e no Japão explicam por que a Coreia do Norte segue ainda sob uma espécie de estado de exceção permanente.

E explicam também, como destacou recentemente em um artigo da BBC o analista Justin Bronk, o fato de suprimentos e munição do exército serem guardados próximos da fronteira sul, em silos sob a terra, para fazer frente a uma hipotética invasão.

A guerra e o fogo que choviam do céu fizeram da Coreia do Norte um Estado-bunker. Mais de 70 anos depois, isso não mudou.

Fonte: BBC News

Atualidades, Novidades

A Segunda Guerra Mundial em fotos poderosas

Foi o conflito  mais abrangente da história, com mais de 100 milhões de militares mobilizados. A guerra começou em 1939, com a invasão alemã à Polônia, e durou até 1945, quando duas bombas nucleares lançadas pelos americanos em Hiroshima e Nagasaki, no Japão, decretaram seu fim. 

A Segunda Guerra Mundial foi um dos eventos de maior importância na história da humanidade, definindo o mundo como hoje o conhecemos.

As fotos a seguir, da Getty Images, contam um pouco dessa história.

Hitler informando da invasão à Polônia, em 1939.
Parada militar alemã, celebrando a vitória na Polônia, em 1939.
Tropas alemãs em missão na Polônia, em 1939.
Jornaleiro londrino anunciando a eclosão da guerra, em 1939.
Manifestação anti-Hitler em Nova York, 1939.
Paris ocupada pelos alemães, em 1940.
A cantora Edith Piaf visitando um campo de prisioneiros de guerra.
Crianças inglesas, sob o bombardeio alemão em Londres.
Civis procuram abrigo no metrô londrino, em 1940.
Manifestação pró-Hitler em Berlim, 1941.
Avião de guerra alemão Heinkel He-111 em ataque às tropas inimigas, em 1941.
Navios americanos em chamas na base de Pearl Harbor, atacados pelo Japão em 1941.
Submarino alemão no círculo polar ártico, em 1942.
Marinha alemã celebra a noite de Natal a bordo de navio de guerra, em 1943
Soldado alemão se rende a soldado americano, em 1943.
Caça americano sofre acidente durante pouso em porta-aviões.
Escritor e correspondente de guerra Ernest Hemingway em meio às tropas americanas, em 1943
Marinha americana chega à baía de Tóquio, em 1945
Batalha de Okinawa, ao sul do Japão. Foi a maior batalha marítimo-terrestre-aérea da história, ocorrendo de abril a junho de 1945.
Famosa foto, que se tornou um símbolo da vitória americana contra o Japão, tirada logo depois da vitória sobre os japoneses na ilha de Iwo Jima.
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Inglês americano e britânico: tem diferença?

Assim como acontece com o Português falado no Brasil em relação ao de Portugal, o Inglês também tem diferenças quando se está na Inglaterra ou nos Estados Unidos. As diferenças entre inglês britânico e americano não se resumem ao sotaque ou pronúncia, porém.

A principal diferença  acaba sendo a predominância maior do praticado nos Estados Unidos. Claro, há maior presença cultural americana em todo o mundo: filmes, seriados, música, games, quadrinhos…

Exatamente o que acontecia até o final do século XIX, quando a Inglaterra era a superpotência mundial e espalhava sua cultura pelo planeta.

As diferenças entre o inglês britânico e o americano se devem, muitas vezes, ao contexto e à história de determinado termo para seu uso, como o caso do metrô: subway para os americanos, underground e tube para os britânicos. 

A lista de termos diferentes entre o inglês falado nos dois países é enorme

Português Inglês Americano Inglês Britânico
acostamento (de estrada) shoulder hard shoulder
advogado lawyer solicitor, barrister
agenda appointment book diary
aluga-se for rent to let
apartamento apartment flat
armário closet wardrobe
aspas quotation marks speech marks
auto-estrada freeway motorway
avião airplane aeroplane
balas candy sweets
banheiro lavatory/bathroom toilet
batatas fritas  french fries chips
batatas fritas (em fatias finas) potato chips crisps
beringela eggplant aubergine
biscoito, doce cookie biscuit
bombeiros fire department fire brigade
borracha de apagar eraser rubber
calçada sidewalk pavement, footpath
calças pants trousers
caminhão truck lorry
caminhão de lixo garbage truck dustbin lorry
carona ride lift
carteira de habilitação driver’s license driving-licence
carteiro mailman postman
centro (de uma cidade) downtown city centre, town centre
CEP zipcode postcode
cinema movie theater cinema
código de acesso DDD area code dialing code
conta corrente checking account current account
corpo docente faculty academic staff
currículo resume curriculum vitae
curso de graduação undergraduate school degree
diretor (de escola) principal head teacher, headmaster
elevador elevator lift
estacionamento parking lot car park
fila line queue
futebol soccer football
gasolina gas (gasoline) petrol
lanterna flashlight torch
lixo garbage litter
mamãe mom, mommy mum, mummy
matemática math maths
metrô subway underground, tube
pneu tire tyre
recepção front desk reception
refrigerante pop, soda soft drink, pop, fizzy drink
telefone celular cell phone mobile phone
tênis tennis shoes, running shoes, sneakers trainers
térreo first floor ground floor (US: 1st, 2nd, 3rd, …, UK: ground, 1st, 2nd, …)

Mas as diferenças não se resumem a termos. Há diferenças de ortografia, também. Quer ver?

Inglês AmericanoInglês Britânico
center, theater, liter, fibercentre, theatre, litre, fibre
realize, analyze, apologizerealise, analyse, apologise
color, honor, labor, odorcolour, honour, labour, odour
catalog, dialogcatalogue, dialogue
jewelry, traveler, woolenjewellry, traveller, woollen
skillful, fulfillskilful, fulfil
checkcheque (bank note)
curbkerb
programprogramme
specialtyspeciality
storystorey (of a building)
tiretyre (of a car)
pajamaspyjamas
defense, offense, licensedefence, offence, licence
burned, dreamedburnt (or burned), dreamt (or dreamed)
smelled, spelledsmelt (or smelled), spelt (or spelled)
spoiledspoilt (or spoiled)
inquiryenquiry (or inquiry)
skepticalsceptical
inflectioninflexion

Viu só? Pensou que essa confusão fosse apenas entre brasileiros e portugueses?

Curiosidades, Family

Um século atrás, crianças eram enviadas por correio

Carimbando e selando os pequenos, as famílias economizavam um montão em passagens

Começou por uma questão prática. Até 1913, os correios dos EUA só mandavam cartas com um limite de 2 libras (907 g). Então, foi criado o serviço de encomendas postais, permitindo mandar pacotes de até 11 libras (4,98 kg).

Os pais de um bebê chamado James Beagle, de 8 meses, fizeram as contas e mediram seu rebento – pesava 10 libras. E decidiram mandá-lo para passar um tempo com a avó através da agência dos correios – que não teve remédio a não ser carimbar e enviar, porque não havia regra que dizia que as 11 libras não podiam ser de gente…

Preço em conta

 Não demorou muito pra história de pequeno James viralizar. “Essa história gerou algumas manchetes quando aconteceu, provavelmente porque o bebê era tão fofo”, afirma a historiadora do Serviço Postal dos Estados Unidos, Jenny Lynch.
Após ver a notícia em jornais, outras famílias começaram a tentar o esquema. Numa “feliz” coincidência, os correios haviam subido o limite máximo para 50 libras (22,6 kg).
May Pierstorff, de 4 anos, foi enviada então de sua casa em Grangeville, Idaho, até a casa de seus avós, a cerca de 73 quilômetros de distância, com selos colados no casaco. Edna Neff, de 6 anos, seria a recordista, mandada de Pensacola, Flórida, até Christiansburg, Virgínia, num percurso de 1.158,73 quilômetros!

 

May Pierstorff

A história não é tão chocante assim quanto parece. As crianças não eram jogadas em sacos, junto com outras encomendas, e trancadas nos vagões de carga dos trens. Simplesmente acompanhavam os funcionários do correio pelo caminho. Muitos desses eram conhecidos pelas famílias, daí vinha a confiança dos pais em entregar os filhos de olhos fechados.  As fotos mais acima, com os bebês dentro das sacolas dos carteiros, foram apenas poses humorísticas.

No ano seguinte, os correios decretaram que era ilegal mandar crianças. Ainda assim, com a ajuda de funcionários coniventes, os “pacotinhos” continuaram a ser enviados até 1920, quando mandar humanos por correios se tornou um crime federal nos EUA…

 

Fonte:

Aventuras na História