Por que o mar se retrai antes da chegada de um furacão?

8.set.2017 – Navio encalha em Miami Beach, na Flórida, com a secagem das águas do mar causada pela chegada do furacão Irma…

Quando o furacão Irma, o mais poderoso da década no Atlântico, ainda se aproximava da costa da Flórida, a ventania se intensificava, a chuva começava a cair quando, de repente, o mar começou a se retrair. Aos poucos, a água foi sendo sugada, recuando e se afastando das costas e praias. Deixou um rastro de algas, pedras, troncos, ouriços do mar e caramujos.

Barcos, que antes boiavam à beira mar, ficaram afundados na areia. Essas cenas foram vistas várias vezes à medida que o furacão avançava para os EUA – e imagens pipocaram durante todo o fim de semana nas redes sociais.

As primeiras foram registradas nas Bahamas e, depois, nas costas de Key West, Naples, St. Petersburg, Sarasota e Tampa, cidades no oeste da Flórida. E por que o mar recuou se o um ciclone estava se aproximando? Não seria o caso de a maré subir, provocar ondas e inundar tudo?

“Nem sempre isso acontece. Depende da força e da direção dos ventos do furacão”, explica Juan Carlos Cárdenas, meteorologista do Centro Mundial de Prognósticos do The Weather Company, empresa de previsão e tecnologia de clima e tempo.

O fenômeno deixou muita gente surpresa e causou intensa discussão nas redes sociais.

“Foi muito estranho porque tinha muito vento, mas, ao invés de ter ondas, o mar foi embora. Foi algo estranhíssimo”, contou Sandra Padrón, moradora de Naples. Ela disse que teve medo. “O mar recuou muito na manhã (de domingo). Pensei que era anúncio de algo ruim.”

O que o vento leva

Centenas de moradores aproveitaram o recuo para tirar selfies e conferir o solo do mar.

Cárdenas diz que o mesmo aconteceu nas Bahamas. “Algumas das ilhas do arquipélago são de sotavento (as que se encontram na direção na qual o vento se move) e, por isso, explica porque o mar também tenha recuado”, completa o especialista. Quando Irma provocou esse fenômeno nas costas da Flórida, ele já havia enfraquecido, chegando às categorias 3 e 4. Ele havia passado pelo Caribe na mais elevada potência, a categoria 5, provocando ventos de cerca de 298 km/h.

 

Por que então o Irma não provocou fenômeno similar nas praias de outras ilhas caribenhas?

Profundidade das águas

Cárdenas explica que, além da força e da direção do vento, um fator a ser levado em consideração é a profundidade do mar. “Antes, o Irma se moveu por zonas do Atlântico onde a profundidade do mar é muito grande. Então, o vento arrasta a água, mas, como ali é muito profundo, a água afunda e volta em direção à costa. Não há recuo”.

No entanto, o meteorologista explica que, perto da plataforma continental, a profundidade do oceano é menor. Por isso, a água não pode afundar e voltar para a costa, e o mar acaba seguindo a mesma direção do vento.

“É algo que pode acontecer no sul da região ocidental de Cuba e na costa oesta da Flórida, porque há muito espaço para o mar recuar e pouca profundidade”, argumenta.

No caso de furacões fortes, como o Irma, esse fenômeno pode produzir um efeito no qual as ondas geradas podem afetar outras áreas do Golfo do México. Mas esse recuo do mar, segundo o especialista, não é definitivo. Os mesmos ventos fortes que levaram as águas vão trazê-las de volta e, possivelmente, com mais força.

O mar foi “dragado” no oeste da Flórida e nas Bahamas, onde a profundidade do mar é menor.

O que vai, volta

O meteorologista explica que, pelo próprio movimento dos ventos do furacão, há mudanças na rota do deslocamento. É possível até que, ao trocar de direção, um furacão volte pelo caminho inverso.

“Então, quando o vento retorna ao sudoeste, o mesmo acontecerá, mas na direção oposta, é o que chamamos de inundação costeira de furacões. Ouvimos informações de que, no domingo, houve lugares no sul da Flórida onde a água subiu a 15 pés (4,5 metros)”, diz o especialista.

 

Pressão no olho do furacão

O meteorologista da BBC Clive Mills-Hicks explica que “a força dos ventos não apenas cria ondas gigantescas, como também empurra e puxa a superfície do oceano em escala regional, elevando o nível do mar em algumas áreas e, inevitavelmente, sugando ele de outras áreas, que é o que aconteceu nas Bahamas”.

Segundo Mills-Hicks, um segundo fator a ser considerado é a pressão atmosférica no centro do furacão, que, no caso do Irma, é muito baixa. “O peso do ar fazendo pressão sobre a água é reduzido, o que permite elevar o nível da água no olho do furacão. Mas, áreas adjacentes verão uma queda no seu nível à medida que a água é puxada para cima, no olho do furacão.”

O fenômeno também ocorre com a chegada de tsunamis, quando a água de uma praia é puxada para dentro do mar para alimentar a onda – causando a redução do nível do mar.

 

 

 

 

 

 

Fonte:

BBC

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O primeiro submarino da História a afundar um navio de guerra

O Hunley, submarino dos Estados Confederados da América, foi o primeiro na história a afundar um navio de guerra inimigo, o USS Housatonic, dos Estados Unidos da América, na noite de 17 de fevereiro de 1864. Ou seja, seis anos antes de Júlio Verne descrever seu fenomenal “Nautilus” no livro 20.000 Léguas Submarinas.

Mas, como é mesmo essa história? Vamos lá…

Durante a Guerra Civil Americana (1861-1865), os estados do norte, que defendiam a união do país, bloquearam as costas do sul confederado, que lutava pela secessão dos estados escravocratas. Para fazer frente ao poderio da marinha da União, os confederados construíram o primeiro submarino que teve de fato um uso prático, o Hunley, pequeno e movido a manivelas acionadas por sete marinheiros.

Outra inovação dos confederados foi produzir um navio encouraçado, o CSS Virgínia, que destruiu dois navios da União, antes de ser contido no dia seguinte pelo revolucionário USS Monitor, também encouraçado e dotado de uma torre de canhões giratória. Os dois navios fizeram o primeiro combate naval da história entre navios couraçados.

Tanto o Hunley como o Monitor afundaram durante a guerra. Foram redescobertos e resgatados depois de mais de um século no fundo do mar. O trabalho de conservação e pesquisa arqueológica das duas embarcações históricas já leva mais de uma década, e ajudou a criar técnicas que estão sendo usadas em vários outros artefatos históricos em todo o mundo.

SUBMARINO HUNLEY

O submarino Hunley, batizado com o nome do seu inventor, Horace Lawson Hunley, foi desenvolvido no auge da Guerra Civil na cidade de Mobile, no estado do Alabama, sendo transportado por via férrea para a cidade de Charleston. Quando da chegada do Hunley a Charleston, seu porto encontrava-se bloqueado por 2 navios da União, o USS Housatonic e o USS Canandaigua, para impedir que navios mercantes abastecessem a cidade. Foi nesse contexto que o Hunley foi construído, para destruir os navios da União, pondo fim ao bloqueio naval.

A bordo dos navios da União, corriam rumores sobre uma “máquina infernal” que tinha sido desenvolvida pelos confederados, mas não se sabia ao certo que máquina era, apenas que podia deslizar silenciosamente pela água e aproximar-se de um navio sem ser notada, e afundá-lo.

Era isso mesmo que os confederados tinham em mente.

Com 12 metros de comprimento, um peso avaliado em 7.5 toneladas, movido à força de braços por meio de uma manivela acionada por 7 homens ligada a uma hélice de ferro forjado, o Hunley mostrou ser um submarino muito capaz, mas ao mesmo tempo muito perigoso também. Antes sequer de largar para o mar para atacar o USS Housatonic, o Hunley afundou por 2 vezes, afogando o seu próprio inventor, e mais outras 12 vitimas.

Com isso, os confederados perderam o interesse no submarino. Um oficial declarou até que: “Ele é mais perigoso para nós que para eles“.

Foi então que se deu uma reviravolta.

O tenente George L. Dixon, e 7 marinheiros, demonstraram interesse em usar o Hunley, mesmo sabendo de sua má fama. O tenente Dixon fez uma série de inspeções no submarino, nas quais identificou o que poderia ter causado os afundamentos, e ordenou alguns reparos. Depois de corrigirem esses problemas, Dixon e sua tripulação começaram a testar a embarcação.  O tenente levou o submarino ao limite, testando-o exaustivamente, calculando em “X” tempo, que distância o submarino percorria, quanto tempo podiam permanecer submersos até que os niveis de oxigênio os obrigassem a regressar à superfície e renovar o ar. Dixon calculou que podiam permanecer submersos cerca de 30 minutos.

No final dos testes, esses homens estavam dispostos a mostrar ao Almirantado que o submarino Hunley, em mãos experientes, poderia ser uma arma mortífera e extremamente eficaz. Afundando o USS Housatonic, que ocupava uma boa posição na baía, daria tempo para que alguns navios de mercadorias passassem pela “entrada desprotegida” providenciada pelo Hunley.

No dia 17 de fevereiro de 1864, às 20:45, Dixon e a sua tripulação entram a bordo do pequeno submarino e começam a sua jornada, a caminho da posição ocupada pelo Housatonic. Segundo o plano de ataque, ele pretendia submergir o Hunley quando estivessem a 1.2 km de distância do navio inimigo. Seu armamento consistia de um torpedo. Na terminologia do conflito, torpedo designava um explosivo instalado na ponta de um arpão, que era direcionado e preso ao casco da embarcação inimiga, e depois detonado por espoleta.

Segundo o relato de um sobrevivente do navio, o ataque foi assim:

Cantávamos o Hino americano, quando de súbito, sem que nada o previsse, ouviu-se o apito do vigia, paramos de cantar e fomos para o lado bombordo do convés. O que eu e os meus amigos marinheiros vimos, deixou-nos sem um pingo de sangue. Acabara de aparecer à superfície um objeto cilíndrico que se encaminhava na nossa direção, não dava para perceber o que era, a luz fraca não permitia que se visse bem, mas então, 2 tubos ergueram-se desse objeto, e percebemos que o que quer que fosse, fora construído pelo homem, e que as intenções dele não eram as melhores.

O capitão Pickering de imediato ordenou que se abrisse fogo sobre esse objeto, que, a cerca de 30 metros de nós, emitia fracos clarões de luz vindos do seu interior. Dada a proximidade a que se encontrava, não nos foi possível abrir fogo com as peças principais, sendo obrigados a abrir fogo com os mosquetes e revólveres. Do meio da confusão dos disparos, o capitão Pickering ordenou que os motores fossem de imediato postos em marcha à ré. Eu estava na amurada, disparando o meu mosquete naquele objeto, que se encontrava a 2 metros do nosso casco, quando de súbito parou. Ouviram-se gritos no interior da máquina atacante, e vi que tinha por cima pequenas vigias, e foi para lá que tentei apontar, na esperança de atingir algum dos homens no seu interior.

Então 2 tripulantes do meu navio gritaram, apontando para baixo, e vimos uma barra de ferro, que ia da máquina atacante até o nosso casco. Enquanto continuávamos a abrir fogo, a máquina começou a recuar lentamente. Não me parecia que as balas estivessem tendo qualquer efeito naquela máquina, mas não havia mais nada que pudéssemos fazer. Então, quando a máquina recuou a cerca de 40 metros, ouviu-se uma explosão debaixo d’água, todo o Housatonic tremeu sob nossos pés, a água lançada ao ar caiu sobre o convés, e nem um minuto após a explosão sentimos o convés inclinar-se, e percebemos de imediato que o navia ia afundar.

O capitão Pickering deu ordem de abandonar navio, e de imediato os botes foram lançados para dentro de água, e muitos lançaram-se ao mar. Eu fui um dos muitos que se lançou à agua, na tentativa de escapar. A água estava gelada, e fui resgatado para dentro de um bote. Nunca mais vi essa máquina que nos atacou. O Housatonic inclinou-se para trás, a proa surgiu nas águas, e nem 4 minutos após a explosão todo o magnífico navio desapareceu nas águas…

Pouco se sabe em relação ao que aconteceu a bordo do Hunley após a explosão. apenas que o submarino fez o sinal combinado, com uma lanterna de magnésio, confirmando o afundamento do Housatonic, e que os navios de abastecimento deviam agora encaminhar-se depressa para o porto de Charleston. Em terra, esperou-se pacientemente o regresso do submarino, mas ele nunca voltou.

O Hunley foi encontrado 136 anos depois, no dia 8 de agosto de 2000, enterrado sob 2 metros e meio de areia e lodo, que o conservou para a posteridade, além das ossadas do tenente Dixon e dos seus 7 tripulantes.

Os restos do Hunley.

Muita especulação há em torno do que aconteceu para o Hunley não ter regressado. Em geral, as teorias aceitas são:

  • A força da explosão da bomba, cravada no casco do Housatonic, pode ter danificado os componentes do submarino, a ponto de deixá-lo fora de operação;
  • Com o esforço realizado pela tripulação no sentido de movimentá-lo, os níveis de dióxido de carbono podem ter aumentado a níveis que fizeram os tripulantes desmaiarem, fato muito provável de ter acontecido, pois, quando do resgate da nave, as ossadas dos tripulantes encontravam-se tombadas sobre a manivela, o que é consistente com a teoria de terem desmaiado;
  • Outra hipótese é a de que, na explosão, o casco tenha ficado danificado a ponto de permitir a entrada de água, mas ainda deu tempo para a tripulação fazer o sinal de confirmação;
  • Uma inundação repentina, pela falha dos tanques de lastro, por exemplo, que fizesse com que o Hunley mergulhasse a pique, afogando os seus tripulantes.

Interior do pequeno submarino.

Quando do resgate da carcaça, não houve dúvida quanto à identificação do comandante, o tenente Dixon. Além de estar na posição esperada perto da escotilha na proa, foi achada uma relíquia especialíssima. Dixon tinha um talismã, uma moeda de ouro de vinte dólares que salvou sua vida durante a batalha de Shiloh ao ser atingida por uma bala inimiga.

Quanto ao USS Monitor, mencionado acima, vale lembrar que os estados americanos da “União”, ao norte do país, tinham maior potencial industrial que os da “Confederação” ao sul; logo puderam rapidamente criar uma brilhante resposta tecnológica ao desafio dos sulistas. O inovador couraçado USS Monitor acabou tendo uma carreira curta como a do pequeno submarino confederado, e um destino parecido. Afundou, demorou a ser achado, e parte dele foi resgatado e passa por um lento e longo processo de conservação e pesquisa.

Ele foi construído em Brooklyn, Nova York, em 1862. O USS Monitor foi o primeiro navio couraçado com ferro da marinha americana. França e Reino Unido construíram couraçados antes. Mas o Monitor, ao atacar o confederado CSS Virgínia na manhã de 9 de março de 1862 em Hampton Roads, iniciou o primeiro combate naval da história entre dois navios encouraçados. Curiosamente, mesmo depois de quatro horas de combate, nenhum navio sofreu danos sérios, mostrando que na época a couraça conseguia derrotar os canhões inimigos.

O CSS Virgínia era um navio de guerra improvisado, mas letal. Os confederados usaram o casco e o motor de um navio nortista abandonado. Fizeram uma casamata de madeira reforçada por ferro, com canhões nos bordos. Já o USS Monitor tinha uma bem mais eficaz torre giratória com dois canhões.

Voltando ao submarino, em 1999 foi lançado um telefilme chamado  The Hunley (Guerra Submarina), que conta a história do CSS Hunley e sua tripulação. Muito bem realizado, é estrelado por Armand Assante no papel do tenente Dixon. Vale muito a pena buscá-lo para assistir.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

EUA LANÇARAM “BOMBA-PRIVADA” NA GUERRA DO VIETNÃ

O post sobre o comandante alemão que afundou um submarino enquanto fazia o número 2  teve tanta repercussão que recebi até uma colaboração muito interessante do amigo José Jimenez. É a que segue abaixo.

O AH-1 Skyraider e sua arma “bioquímica” (Domínio Público).

Essa foto com o avião de ataque Douglas A-1H Skyraider “armado” com um vaso sanitário pode parecer mentira, mas é real e ele decolou dessa forma. Para celebrar os seis milhões de libras (2.721.554 kg) em bombas lançadas sobre o Vietnã do Norte, pilotos da Marinha dos EUA (US Navy) tiveram a brilhante ideia de lançar uma privada sobre o inimigo.

O avião, com codinome “Paper Tiger II” nessa missão, decolou do porta-aviões USS Midway com sua arma “especial” em outubro de 1965 para atacar objetivos no Delta de Mekong, no então Vietnã do Sul. O aparelho foi conduzido pelo comandante Clarence J. Stoddard, que voou acompanhado de seu ala Robin Bacon.

Segundo relato de um controlador de voo que acompanhou o ataque da “bomba-privada”, quando o vaso foi lançado, por muito pouco não acertou o Skyraider comandado por Bacon, que vinha logo atrás mergulhando. Devido à resistência aerodinâmica e ao baixo peso, o objeto caiu de forma descontrolada e assoviando. Após o ataque, os aviões retornaram com segurança ao USS Midway.

O vaso sanitário lançado no Vietnã do Norte havia quebrado dias antes do ataque e seria descartado. Os pilotos então o recuperaram e pediram aos armeiros do porta-aviões para criar uma forma de prendê-lo aos suportes de armas nas asas dos Skyraider.

A brincadeira por pouco não causou um acidente.

A brincadeira não foi divulgada no porta-aviões e, quando a aeronave surgiu no convés com a privada debaixo das asas, todos levaram um susto. Passado o ataque e a celebração, os pilotos criaram uma série de piadas para explicar a missão, como a de um ataque bioquímico.

O comandante Clarence J. Stoddard foi o único piloto de Skyraider que conseguiu abater um jato durante a Guerra do Vietnã, um MiG-17. Em 14 de setembro de 1966, Stoddard, porém, acabou sendo abatido por um míssil anti-aéreo e morreu na sequência da queda.

A “bomba-privada” celebrou os 6 milhões de libras em bombas lançadas na Guerra do Vietnã.

 

Fontes:

War History

airway.uol.com.br

Briga sobre conta de esgoto fez cidade ser extinta…

As cidades são fundadas e continuam a existir ou desaparecem. Mount Union, no estado americano de Iowa, vai desaparecer, mas o motivo é inusitado: por causa da conta de esgoto!

Explico: Mount Union foi fundada em 1910, mas nunca realmente conseguiu se desenvolver como município. Começou com 195 habitantes e, no último censo de 2015, tinha 107, dos quais 80 eleitores…

Há cerca de 10 anos, esses eleitores concordaram em instalar um caríssimo sistema de coleta de esgotos, de US$ 1,2 milhões de dólares (caríssimo para a cidade desse tamanho, claro). Tudo para evitar a contaminação dos mananciais, porque a cidade, em seus 100 anos de vida, ainda não tinha esgoto.

Boa parte do custo do sistema foi financiado pelo Departamento de Agricultura do governo, mas restou um montante de US$ 300 mil, que deveria ser absorvido pelo município. A prefeitura decidiu ratear a dívida na conta dos moradores, que habitam as  51 residências da localidade. Só que a conta, que em média era de US$ 35,00, foi para US$ 150.00! Em reais, seria de 110,00 para 450,00 reais por mês!

Claro que vários moradores não conseguiram pagar, isso foi para a dívida do município e a cidade quebrou. A solução encontrada para resolver a pendência foi… Dissolver a cidade.

Os votantes registrados no município, cerca de 80 entre os 107 moradores (os demais são crianças ou idosos…) decidiram isso em um referendo, e logo os serviços públicos serão desativados, como correio, iluminação, coleta de lixo etc. Vão desaparecer também os endereços, e quem procurar na lista de códigos postais a cidade de Mount Union não encontrará nada, ou então verá um aviso de “Esta cidade não existe”.

Muita gente já está procurando outro lugar para morar.

Para que a cidade de fato desapareça do mapa, porém, os débitos terão que ser quitados. E a forma encontrada foi colocar à venda todas as propriedades, e com o dinheiro arrecadado, zerar a conta, além de remunerar os proprietários, claro.

Veja essa casa da foto aí embaixo. Ela fica na Oasis Avenue. Tem 200 M2, 3 quartos, dois banheiros e foi construída em madeira em 1920, dentro de um terreno de 1,2 acres. Tem lareira, cozinha completa, sala de estar e de jantar, garagem e piscina nos fundos. Não sei o que o atual proprietário faz com os restantes 4000 m2 de sua propriedade… Enfim, ele está pedindo US$ 143,000.00 por ela, ou R$ 450.000,00 ao dólar de hoje.

Você compraria uma casa linda dessas numa cidade que não existe?

 

 

 

Mistério de tronco que flutua na vertical há 120 anos intriga a ciência

Sim, você leu o título certo. O gigante lago Crater, situado no Oregon (Estados Unidos), tem um tronco de árvore que está flutuando na vertical pelas águas há pelo menos 120 anos. Os motivos deste fenômeno incomum são um mistério para os cientistas até os dias de hoje.

O tronco de nove metros de altura que passeia pelo lago foi descoberto em 1896 pelo geólogo e explorador Joseph Diller, de acordo com o site Science Alert. O objeto, que ganhou até o apelido de “Velho Homem do Lago”, está flutuando na água desde então, ficando cerca de 1,2 metros acima da superfície.

Em 1902, Diller publicou o primeiro estudo científico sobre o fenômeno e notou que, nos primeiros cinco anos da descoberta, o tronco viajou 400 metros pelo lago. Já um segundo experimento mais conclusivo feito em 1938 apontou que, graças a ventos e ondas, o “Velho Homem do Lago” circula um total de 99.9 km pelo lago em três meses.

“Você pensaria que um tronco de 9 metros funcionaria como uma vela náutica, mas às vezes ele se move por toda a extensão do lago contra o vento”, afirmou Mark Buktenica, ecologista do Parque Nacional do Sul de Oregon à rede de TV CBS News.

Este é o incrível lago Crater, onde o tronco de madeira flutua

Este é o incrível lago Crater, onde o tronco de madeira flutua

Mas como o tronco ficou na posição vertical e, além disso, como continua deste jeito? Esta é a pergunta que ninguém consegue responder claramente. A física básica aponta que, por causa de seu centro de massa, a madeira de nove metros, com diâmetro de 61 cm, deveria flutuar na horizontal.

Há uma teoria que sugere que, quando o tronco caiu no lago há mais de 100 anos, rochas teriam se enroscado em suas raízes. Elas teriam servido como pontos de ancoragem natural e orientado o toco a flutuar verticalmente. O problema é que não há rochas no tronco agora, e nem há vestígios delas.

Outra argumentação é de que a parte submersa ficou cada vez mais densa e pesada com o tempo, enquanto a área acima da água seguiu permanentemente seca.

Cientistas já realizaram datações de carbono e perceberam que o misterioso tronco tem ao menos 450 anos de idade. Acredita-se que a baixa temperatura do lago mantenha a madeira preservada.

O lago Crater fica na caldeira de um vulcão extinto e é o mais profundo dos Estados Unidos, sendo o nono mais profundo do mundo, com 597 metros na profundidade máxima – tem 9,6 km na largura máxima.

A sua água é de uma impressionante coloração azul por causa da pouca atuação de microorganismos no local. De fato, não há espécie nativa de peixe na água e, das seis espécies introduzidas desde o século 19, apenas duas seguem no lago (uma de um tipo de salmão e outra de truta).

Logo uma lenda surgiu de que o Velho controlaria o clima. Em 1988, durante uma expedição submarina no lago, os cientistas o amarraram perto da ilha Wizard para evitar que a árvore esbarrasse no submarino. A história conta que, no momento em que o amarraram, o céu escureceu e uma tempestade se formou. Os céus milagrosamente ficaram limpos apenas quando o “velho do lago” foi libertado…

Os hotéis mais bizarros do mundo

As férias de final de ano estão chegando, então o Treco Certo, num serviço de utilidade pública, oferece algumas dicas preciosas de hospedagem. Escolha seu destino e… Boa viagem!

A cidade norte-americana de Cottonwood, no Arizona, conta com um hotel em formato de cachorro. O “Dog Bark Park Inn” é um prédio que se assemelha com um cão da raça Beagle.

Em Harlingen, Holanda, que tal alojar-se num guindaste no porto? O “Dockside Crane Hotel” oferece muito luxo para duas pessoas e foi construído dentro do antigo guindaste do porto. No quarto com muitas janelas, tudo pode ser comandado por controle remoto e se os hóspedes estiverem cansados da vista, podem dirigir o guindaste, que gira 360 graus!

É para viajar ou dormir? O Jumbo Hostel está estacionado à entrada do aeroporto de Arlanda, em Estocolmo, na Suécia, e tem 85 camas divididas por 25 quartos. A suíte nupcial ocupa a cabine e é o único quarto com banheiro privativo.

O Tianzini Hotel fica localizado na província de Hebei, na China, e possui o recorde mundial do Guinness para a “maior imagem construída”. O hotel é uma representação de dez andares dos deuses chineses: Fu (Felicidade), Lu (Fortuna) e Shou (Longevidade).

A praia de Weymouth, em Dorset, Reino Unido, possui um hotel inusitado feito de areia! A instalação foi criada por uma empresa local e é considerada pelo livro Guinness como o primeiro hotel de areia habitável. A pernoite custa 10 libras, mas não tem banheiro nem telhados e fica aberta para o público até ser destruído pela chuva. Isso que é hotel bizarro…

Pensa que acabou? Não!

Decorado com a frente de um antigo Mercedes-Benz e simulando a entrada em um lava rápido, o quarto é do V8 Hotel, localizado em Stuttgart, Alemanha. Esse é um hotel temático no qual você pode escolher em qual marca… Aliás, em qual carro você quer ficar.

O hotel, a recepção e alguns dos quartos:

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Temos ainda o hotel de gelo em Jukkasjärvi, na Suécia, e que funciona entre dezembro e abril, quando o calor faz o hotel literalmente… Derreter. O hotel é feito inteiramente de neve e blocos de gelo do rio Torne; até os copos do bar são feitos de gelo.

A entrada do hotel.

O bar, mais acima, e a recepção do hotel.

A suíte…

Recomenda-se, por motivos óbvios, que os hóspedes com muito calor humano moderem seu… Hã… Fogo interior.