10 invenções que a ficção científica inventou

Imaginada em: 1865, no livro De La Terre à la Lune, de Júlio Verne.
Realizada em: 1968, astronautas orbitam a Lua; 1969, astronautas na Lua.

Na história bolada por Verne, 3 sujeitos se lançam à Lua em uma espaçonave disparada por um canhão de 275 metros. Quase 100 anos antes de Yuri Gagarin se tornar o primeiro homem a sair da Terra, Verne se aproximou da realidade. O francês também acertou o número de tripulantes, previu a falta de peso no espaço, as dimensões da cabine e a base de lançamento – Flórida, pela proximidade do Equador, onde a Terra gira mais rápido. Finalmente, propôs que, na volta, a nave pousasse na água. Mas errou feio na maneira de pôr a nave em órbita, certo? Nem tanto: cientistas querem criar um canhão semelhante ao do livro para lançar cargas rumo à Estação Espacial Internacional.

Porta automática
Imaginada em: 1899, no livro When the Sleeper Wakes, de H.G. Wells.
Realizada em: 1954.

No livro, um cara entra em coma em 1897 e acorda em 2100, encantado com as novidades tecnológicas. Entre elas, uma estreia na literatura: portas que se abrem quando alguém se aproxima e se fecham quando a pessoa se afasta. No mundo real, elas surgiram muito antes, na ventosa cidade de Corpus Christi, no Texas, onde portas viviam batendo e quebrando. Para sanar esse problema, um dupla de vidraceiros locais inventou um sistema de portas acionadas por um sistema sob tapetes. Patenteadas em 1954, chegaram ao mercado em 1960.

Robôs


Imaginados em: 1921, na peça Robôs Universais de Rossum, de Karel Capek.
Realizados em: 1961, linhas de produção da GM.

A peça checa é célebre por criar o termo “robô” (de robota, “trabalho forçado” em checo) para nomear homens-máquina. Já a “robótica” veio em 1941, com Isaac Asimov, que foi fundo no assunto, criando leis e prevendo conflitos éticos da convivência entre a inteligência natural e a artificial. Essas máquinas feitas à semelhança do ser humano, androides, ainda não existem. Mas, de maneira geral, considera-se que o Unimate, uma máquina criada em 1961 e utilizada na GM para lidar com placas quentes de metal, tenha sido o primeiro robô como os imaginamos hoje.

Bomba atômica


Imaginada em: 1895, no livro The Crack of Doom, de Robert Cromie.
Realizada em: 1945, primeira explosão em teste nos EUA.

Apenas dois anos depois da descoberta do elétron, o autor irlandês imaginou uma bomba capaz de libertar a energia que mantém unidos os átomos de uma molécula e que “levantaria 100 mil toneladas a quase 2 milhas de altura”. A ideia de uma arma superpotente é tão clichê quanto um vilão de Austin Powers, mas o método descrito por Cromie era bastante lógico e curiosamente parecido com as bombas que seriam criadas 50 anos depois, que libertam a energia contida dentro dos próprios átomos. No entanto, a busca por uma bomba atômica foi uma evolução natural diante do avanço científico da época, especialmente diante da realidade da 2ª Guerra Mundial. Se o Projeto Manhattan envolveu cientistas responsáveis pela descoberta da física quântica, Cromie falava ainda na “energia etérea” presa nos elementos da Terra.

Satélite


Imaginado em: 1945, no artigo Extra-Terrestrial Relays, de Arthur C. Clarke.
Realizado em: 1963.

Em um artigo publicado pela revista Wireless World, em outubro de 1945, Arthur C. Clarke descreveu um conceito onde 3 estações espaciais realizariam uma órbita geoestacionária (onde um objeto parece parado no céu, em relação à Terra). Assim, seria possível enviar sinais de rádio, telefone ou televisão, por exemplo, de qualquer lugar do mundo para outro. Isso só foi possível 6 anos depois do Sputnik, quando o Symcom 2 foi lançado pela Nasa para ser usado em telefonia de longa distância. Hoje, mais de 300 satélites geoestacionários orbitam a Terra – eles ficam a 36 mil km de altura, enquanto os outros geralmente estão a algumas centenas de quilômetros. O autor de 2001 – Uma Odisseia no Espaço acabou sendo reconhecido: hoje, a órbita geoestacionária é também conhecida por órbita Clarke, bem como a pequena faixa de espaço sobre o Equador onde é possível manter tal órbita é chamada de cinturão Clarke.

Urna eletrônica
Imaginada em: 1975, no livro The Shockwave Rider, de John Brunner.
Realizada em: 1996, Brasil e EUA.

Na realidade imaginada por Brunner, as informações de todos os cidadãos estão em uma rede governamental manipulada pelos poderosos. Eis que um hacker cria um programa que disponibiliza todas as informações secretas do governo para quem quiser acessá-las. O último ato do programa é criar um plebiscito nacional, com votos através dos telefones, em que a população deve decidir se o sistema será mantido – o final a gente não conta. O curioso é que a votação é criada por um hacker, enquanto na vida real eles são justamente os caras mais temidos desde que as máquinas de votação direta surgiram na década de 1990.

Home Theater


Imaginado em: 1953, no livro Fahrenheit 451, de Ray Bradbury.
Realizado em: anos 90.

Em sua obra mais popular, Bradbury imagina os EUA dos anos 90 como uma sociedade hedonista e anti-intelectual, onde os livros estão proibidos e são queimados se descobertos por bombeiros. Nesse mundo, todo trabalhador sonha em comprar sua “televisão de parede”, uma sala com projeções 3D e um sistema de som multicanal, onde as pessoas se sentem imersas na transmissão de espetáculos musicais ou competições que testam seu conhecimento sobre cultura popular, e onde os atores de suas séries preferidas são chamados de família. Hoje, essa descrição parece apenas um pequeno exagero – inclusive, alguns diriam, no que trata da qualidade da programação e da relação das pessoas com personagens fictícios. Porém, quando Fahrenheit foi lançado, em 1953, a televisão colorida havia sido lançada nos EUA fazia apenas 3 anos e ainda era extremamente cara. Tecnologias como o laserdisc e sistemas de som multicanal, que iriam tornar possível os home theaters, só surgiram na década de 1980.

iPad
Imaginado em: 1966, série Jornada nas Estrelas.
Realizado em: 2010, pela Apple.

Os tablets podem ser vistos em vários filmes e séries de ficção científica, geralmente na mão de engenheiros ou cientistas. A antiga aparição dessa engenhoca é na série original de Jornada nas Estrelas, de 1966. No livro 2001, escrito por Arthur C. Clarke em 1968, baseado no script que escreveu para o filme de Stanley Kubrick, o protagonista utiliza algo chamado Newspad, um computador usado basicamente para exibir conteúdo como jornais, atualizados automaticamente, durante uma viagem. Protótipos de tablets existem desde a década de 1990, mas o mundo certamente vai relacionar seu surgimento com o lançamento do iPad, da Apple, em fevereiro deste ano.

Internet
Imaginada em: 1984, no livro Neuromancer, de William Gibson.
Realizada em: anos 90

O “ciberespaço” descrito em Neuromancer lembra mais o mundo do filme Matrix – as pessoas se conectam fisicamente à rede de computadores, numa imersão completa – ser pego hackeando bancos de dados do governo e de empresas pode resultar em dor ou mesmo morte. Mas a visão de uma rede mundial de computadores e bancos de dados conectados entre si, à disposição de qualquer pessoa, era absolutamente inovadora em uma época onde computadores pessoais ainda eram um luxo. Ainda que o livro de Gibson não estivesse na cabeça de Tim-Berners Lee em 1989, quando este propôs a criação do serviço de hipertextos que viria a se tornar a web, a importância da obra na maneira como ela se desenvolveu é unânime. Quando a web começou a surgir, no início da década de 1990, as interações e oportunidades possibilitadas pelo “ciberespaço” de Gibson passaram a ser não só uma incrível previsão mas um objetivo a ser alcançado, servindo como plano de desenvolvimento para a tecnologia.

Colchão D`água

Imaginado em: 1961, no livro Stranger in a Strange Land, de Robert Heinlein.
Realizado em: 1968.

Em 1968, quando o estudante de design Charles Hall tentou patentear um colchão preenchido com água – já havia tentado versões com maisena e gelatina -, enfrentou problemas. Motivo: a tal “cama d’água” já havia sido descrita em um livro de Robert Heinlein, em que um garoto nascido e criado em Marte usa uma “cama hidráulica” para se adaptar à pressão atmosférica e à gravidade terrestres. O inventor teve a patente negada por causa da ficção.

 

 

 

 

 

 

Fonte:

Superinteressante, por Solon Brochado

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Nasa descobre sistema solar com 7 planetas parecidos com a Terra

A Nasa anunciou que encontrou o primeiro sistema solar com sete planetas de tamanho similar ao da Terra pela primeira vez na história. O sistema foi encontrado a cerca de 39 anos-luz de distância–uma distância relativamente pequena em termos cósmicos.

(um ano-luz é a distância que a luz atravessa no vácuo em um ano, e equivale mais ou menos a 9,5 trilhões de km… Ou seja, esse sistema solar é longe pra caramba! Com a tecnologia que temos hoje, levaríamos 700.000 anos pra chegar lá!)

 Dos sete planetas, três estão dentro de uma zona habitável, onde é possível ter água líquida e, consequentemente, vida como conhecemos. Os astros mais próximos do seu sol devem ser quentes demais para ter água líquida e os mais distantes devem ter oceanos congelados.

Os planetas orbitam uma estrela anã chamada Trappist-1, que é similar ao Sol e um pouco maior do que Júpiter. Segundo a agência espacial, os astros têm massas semelhantes à da Terra e são de composição rochosa. A expectativa da Nasa é que, na pior das hipóteses, ao menos um dos planetas tenha temperatura ideal para a presença de oceanos de água em forma líquida, assim como acontece na Terra.

As observações preliminares indicam que um dos planetas pode ter oxigênio em sua atmosfera–o que possibilitaria a realização de atividades fotossintéticas por lá. Para que haja vida como concebida por nós, no entanto, é preciso a presença de outros elementos na atmosfera, como metano e ozônio.

Segundo o estudo, que foi publicado na revista Nature, há chances de os cientistas encontrarem vida nesses planetas. “Não é mais uma questão de ‘se’, mas uma questão de ‘quando’”, disse Thomas Zurbuchen, administrador da Direção de Missão Científica da Nasa, na coletiva que anunciou a descoberta.

Telescópios na Terra e o Hubble, um telescópio espacial, poderão analisar em detalhes as moléculas das atmosferas dos planetas. Nessa exploração, o Telescópio James Webb, que será lançado ao espaço em 2018, terá papel fundamental. Ele será equipado com luz infravermelha, ideal para analisar o tipo de luz que é emitida da estrela Trappist-1.

Quando o novo telescópio da European Space Organisation começar a funcionar, em 2024, será possível saber se há realmente água nesses planetas.

Mesmo que os pesquisadores não encontrem vida nesse sistema, ela pode se desenvolver lá. O estudo indica que a Trappist-1 é relativamente nova. “Essa estrela anã queima hidrogênio tão lentamente que vai viver por mais 10 trilhões de anos–que é sem dúvida tempo suficiente para a vida evoluir”, escreveu Ignas A. G. Snellen, do Observatório de Leiden, na Holanda, em um artigo opinativo que acompanha o estudo na revista Nature.

Apesar da similaridade entre a Terra e os planetas do sistema recém-descoberto, a estrela Trappist-1 é bem diferente de nosso Sol. A estrela tem apenas 1/12 da massa do nosso Sol. A sua temperatura também é bem menor. Em vez dos 10 mil graus Celsius que nosso Sol atinge, o Trappist-1 tem “apenas” 4.150 graus em sua superfície.

De acordo com o New York Times, a estrela também emite menos luz. Um reflexo disso seria uma superfície mais sombria. A claridade durante o dia, por lá, seria cerca de um centésimo da claridade na Terra durante o dia. Uma dúvida que paira sobre os cientistas é qual seria a cor emitida por pela Trappist-1. Essa cor pode variar de um vermelho profundo a tons mais puxados para o salmão.

 

 

Fontes:

NASA

exame.com

Como os astronautas vão ao banheiro?

Certamente você já se fez a seguinte pergunta: como é que os astronautas vão ao banheiro quando estão no espaço? E escovam os dentes? Ou tomam banho?

A astronauta italiana Samantha Cristoforetti explicou em uma série de vídeos divulgados pela Agência Espacial Europeia como ela e seus colegas da Estação Espacial Internacional mantêm a higiene pessoal como se estivessem na Terra. Ou quase isso…

Nesta foto postada no Twitter, a astronauta italiana Samantha Cristoforetti bebe café em um copo projetado para uso em gravidade zero na Estação Espacial Internacional

Nesta foto postada no Twitter, a astronauta italiana Samantha Cristoforetti bebe café em um copo projetado para uso em gravidade zero na Estação Espacial Internacional

Ao contrário do que se pode pensar, muitos instrumentos que são utilizados para o asseio – escova de dente, de banho e desodorante – não diferem muito daqueles que usamos.

As toalhas, porém, são um assunto à parte: possuem um material absorvente e são substituídas uma vez por semana. A cada dois dias, os astronautas podem, no entanto, se dar ao luxo de usar outra toalha, usada úmida para esfregar o corpo.

A água é armazenada em um pequeno recipiente e, em seguida, aplicada ao corpo. Pela falta de gravidade, no entanto, a água não cai no chão, mas permanece sobre a pele em forma de bolhas.

E, adicionando um pouco de sabão líquido, que não faz muita espuma e não requer enxágue, o astronauta pode “tomar banho” e desfrutar de uma sensação de limpeza igual à que tinha em terra firme.

Astronauta Jack R. Lousma tomando banho dentro da estação Skylab.

Escovar os dentes

Escovar os dentes é uma tarefa um pouco mais difícil: o processo é semelhante ao realizado na Terra até chegar a hora de cuspir a água misturada com pasta de dente. Como não há uma pia onde cuspir, “alguns astronautas simplesmente engolem: é rápido e simples. Mas eu, pessoalmente, não gosto, então eu cuspo tudo em uma toalha”, diz Cristoforetti.

“Não é muito elegante, mas você faz o que tem de fazer.”

“Número um, número dois”

Pode ser um pouco constrangedor, e até mesmo nauseante, imaginar o que aconteceria se astronautas usassem um vaso sanitário comum no espaço. Ao puxar a descarga, água, urina e fezes poderiam flutuar pelo interior da nave e contaminar todo o ambiente com bactérias. Sem contar o mau cheiro…

Outro fator é a limitação de espaço e peso que a construção do banheiro precisa respeitar para não atrapalhar o desempenho da missão espacial. Por isso, o único toalete a bordo é compartilhado tanto por homens quanto por mulheres. Além disso, ele não possui porta, mas sim uma cortina que deve ser fechada para manter a privacidade do usuário.

Waste Collector System, ou, como nós o chamamos, o bom e velho vaso sanitário… Só que este é o espacial!

Um detalhe curioso é o fato de que o vaso sanitário que vai ao espaço possui travas e cintos de segurança. Esses acessórios são usados para possibilitar que o astronauta permaneça em contato com o assento e não flutue durante um momento, digamos, inoportuno.

E não se preocupe! Como o ambiente interno dos ônibus espaciais e da Estação Internacional Espacial costuma ser bem barulhento, graças ao funcionamento do ar condicionado e de outros sistemas, é praticamente impossível que algum colega viajante espacial ouça os ruídos feitos durante o exercício da atividade “número 2”.

Uma “descarga” diferente

Como não é possível usar água para se livrar dos dejetos, o toalete dos astronautas conta com a ajuda do ar e do vácuo para manter tudo limpo. Ao urinar, por exemplo, o tripulante deve “tirar a água do joelho” dentro de um tubo, que suga o líquido expelido com a ajuda do vácuo.

Muitas vezes, a urina é eliminada no espaço. Porém, normalmente eles não desperdiçam o material coletado: depois de um tratamento especial, o xixi dos astronautas se transforma em água potável.

Para fazer o “número dois”, o processo já é um pouco mais complicado. O sistema de coleta de dejetos usa correntes de ar em vez de água. É esse “ventinho” que ajuda a retirar as fezes do vaso sanitário, já que a gravidade não pode fazer o serviço.

Os dejetos sólidos são armazenados em compartimentos especiais, depois de terem a água drenada. O ar usado no banheiro passa por um filtro, que elimina  as bactérias e o odor forte, e depois volta a circular normalmente no ambiente interno da estação espacial.

De acordo com a NASA, os dejetos sólidos são removidos da nave quando uma nova tripulação substitui a anterior e o recipiente é trazido à Terra. Mas, em uma palestra, o astronauta canadense Chris Hadfield revelou que, quando esse compartimento está cheio demais – pode dar “piriri” no pessoal de vez em quando, será que não? – , os dejetos são jogados no espaço dentro de uma cápsula, que se queima ao entrar na atmosfera terrestre.

Em outras palavras, o “número 2” dos astronautas às vezes é transformado em estrela cadente. Já imaginou como deve ser?

Fonte:

BBC

VISITE A ESTAÇÃO ESPACIAL INTERNACIONAL COMO SE FOSSE UM ASTRONAUTA

Quer saber como é por dentro da estação orbital sem precisar de excelente preparo físico, treinamento exaustivo e passar por um lançamento de foguete um tanto estressante? Graças a um aplicativo da ESA, a agência espacial européia, isso é possível. Com câmeras de captação em 360º e um aplicativo bem fácil de usar, você pode conhecer todos os compartimentos da ISS, a estação espacial internacional, que orbita a Terra a cerca de 360 km de altitude. Clique na foto abaixo e você será enviado ao site da ESA, onde poderá fazer sua viagem virtual pela estação:

A ISS começou a ser construída em 1998 e o trabalho foi concluído somente em 2011. Foram necessárias mais de 50 viagens ao espaço para enviar todas as partes da estação, que pesa cerca de 420 toneladas. Os módulos foram enviados com ajuda dos ônibus espaciais da NASA, já aposentados, e naves russas não-tripuladas. A estação espacial tem uma área interna digna de apartamento de luxo. Como é construída em partes cilíndricas, a medição é feita em metros cúbicos: a ISS tem 350 m³ de “área de circulação” (ou flutuação, se preferir). Na configuração atual, a base pode receber até seis tripulantes, mas normalmente opera com apenas quatro ocupantes.

O interessante é que a estação está em movimento, e em altíssima velocidade. Ela viaja em torno da Terra a cerca de 27.700 km/h. Nesse ritmo, os astronautas a bordo podem assistir o nascer do sol 15 vezes por dia!

Nós, terráqueos, podemos ver o laboratório espacial a olho nu à noite, cruzando o céu estrelado. A visão é parecida com a de uma estrela cadente, mas ela nunca cai.

Com a desativação dos ônibus espaciais da NASA, atualmente a única forma de chegar à base orbital é com a nave russa Soyuz. Foi nesse módulo que o astronauta brasileiro Marcos Pontes realizou sua viagem de ida e volta à ISS, em 2006.

Apesar de espetacular, o maior objeto que o homem já colocou no espaço está perto da aposentadoria. A desativação da ISS está prevista para começar em 2020. Enquanto isso não acontece, a viagem da estação pode ser acompanhada em tempo real no site na NASA.

Brasil fora da ISS

Após 10 anos de participação, o Brasil foi excluído do programa de construção da ISS em 2007. No acordo original, que tem ainda a participação de outros 15 países, a Agência Espacial Brasileira ficou responsável pelo fornecimento de componentes para a estação, que foram avaliados na época em US$ 120 milhões e, em troca, poderia ter acesso aos equipamentos do laboratório orbital e enviar um astronauta ao espaço.

As peças, no entanto, nunca foram concluídas e o Brasil foi retirado do grupo de construção da ISS, que tem a participação de países como o Japão, Alemanha e Suécia, além dos Estados Unidos e Rússia, principais responsáveis por manter a estação em operação.

 

 

 

 

Fonte:

airway.uol.com.br

Astronautas da Apollo 10 ouviram barulho estranho atrás da Lua

A NASA revelou uma gravação com uma “música estranha”, que a tripulação da Apollo 10 ouviu em maio de 1969 durante o voo no lado oculto da lua, sem contato de rádio com a Terra. O comandante do voo, Thomas Stafford, o piloto do módulo de comando, John Young, e o do módulo lunar, Eugene Cernan, fizeram a viagem durante um teste geral antes do primeiro desembarque em solo lunar, em 21 de julho de 1969, quando Neil Armstrong tornou-se o primeiro homem a pisar na lua, na histórica missão da Apollo 11.

Imagem feita pela Apollo 10.

Imagem feita pela Apollo 10.

A gravação de assovios agudos – com um total de uma hora de duração – foi apresentada na série “Os documentos inexplicáveis da NASA “, do canal de televisão a cabo Discovery Channel. Aqui está um trecho do vídeo (em inglês e sem legendas), no qual os sons aparecem por volta dos 2 minutos;

Os sons foram registrados e transmitidos para o centro de controle, em Houston, Texas, onde foram transcritos e arquivados. O áudio só foi divulgado ao público agora e isso foi muito questionado. Segundo a NASA, as transcrições são públicas há muito tempo, e os áudios não porque não havia internet na época…

“Você ouviu isso? Esse apito…”, diz Eugene Cernan na gravação. “É realmente uma música estranha”, continua o astronauta, enquanto sua nave sobrevoava o lado oculto da lua e sem qualquer contato de rádio com a Terra. Os três astronautas julgaram o fenômeno muito estranho e debateram se informariam seus superiores no centro de controle, por medo de não serem levados a sério e comprometerem seu futuro em participar de novos voos espaciais, segundo a Discovery.

Por mais estranhos que possam ter sido aqueles sons, eles não têm uma origem extraterrestre, insistiu a NASA.

Um engenheiro da agência espacial, entrevistado durante o programa, explicou que “as rádios das duas naves, o módulo lunar e o módulo de comando (que estavam ancorados), criam interferência entre elas”. Essa explicação foi contestada pelo astronauta Al Worden, comandante do módulo de comando do Apollo 15. “A tripulação da missão Apollo 10 estava completamente ciente do tipo de barulho que eles deveriam ouvir,” disse ele.”A lógica me diz que se havia algo gravado, então havia alguma coisa por lá.”

John Young, piloto do módulo de comando, chegou a fazer uma caminhada lunar como comandante da missão Apollo 16 e Eugene Cernan, quando comandante da Apollo 17, foi o último homem a pisar na lua. Ao todo, 12 astronautas caminharam sobre a superfície do satélite da Terra.

Da esquerda para a direita, os astronautas da Apollo 10 Eugene Cernan, John Young e Thomas Stafford (Foto: Divulgação/Nasa)

Da esquerda para a direita, os astronautas da Apollo 10 Eugene Cernan, John Young e Thomas Stafford (Foto: Divulgação/Nasa)

Não está claro se os astronautas escutaram o ruído em outras missões, ou se outros astronautas em missões posteriores ouviram o estranho som.

As gravações de maio de 1969 foram registradas enquanto os astronautas estavam no lado mais distante da Lua, fora de comunicação com a Terra, ou seja, não há chance alguma do som ter sido algum tipo de interferência originada por rádios ou satélites terrestres.

Perguntas sem resposta…

*Como se escreve zero em algarismos romanos?

*Por que os filmes de batalha espaciais têm explosões tão barulhentas, se o som não se propaga no vácuo?

 * Se depois do banho estamos limpos, por que lavamos a toalha?
* Como é que a gente sabe que a carne de chester é de chester se nunca ninguém viu um chester? (aliás, quem já viu o ovo de um chester?)

* Por que, quando aparece no computador a frase ‘Teclado Não Instalado’, o fabricante pede para apertar qualquer tecla?

* Se os homens são todos iguais, por que as mulheres escolhem tanto?

*Por que as luas dos outros planetas têm nome, mas a nossa é chamada só de Lua?

*Por que, quando a gente liga para um número errado, nunca dá ocupado?

*Por que as pessoas apertam o controle remoto com mais força, quando a pilha está fraca?

*O instituto que emite os certificados de qualidade ISO 9002 tem qualidade certificada por quem?

*Quando inventaram o relógio, como sabiam que horas eram, para poder acertá-lo?

*Como foi que a placa ‘É Proibido Pisar na Grama’ foi colocada lá?

*Por que quando alguém nos pede que ajudemos a procurar um objeto perdido, temos a mania de perguntar: ‘Onde foi que você perdeu?’

*Por que tem gente que acorda os outros para perguntar se estavam dormindo?

*Se o Pato Donald não usa calças, por que ele amarra uma toalha na cintura quando sai do banho?

Misterioso avião espacial americano retorna à Terra

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O misterioso avião-robô do Exército americano deve pousar na Terra depois de permanecer mais de dois anos em órbita, informaram as autoridades, mas a missão da nave permanece envolta em sigilo.

A espaçonave não tripulada X-37B, que parece uma miniatura dos aposentados ônibus espaciais, tem seu retorno aguardado depois de seu lançamento em 11 de dezembro de 2012, em uma missão que autoridades oficiais dizem ser altamente secreta. “Os preparativos para o terceiro pouso do X-37B estão em andamento na Base Vandenberg da Força Aérea”, na Califórnia, informou um porta-voz da instituição, capitão Chris Hoyler. “A data e a hora exata do pouso dependem de considerações técnicas e climáticas”, prosseguiu Hoyler.

Uma fonte da Defesa informou que o avião espacial terá missões futuras que visarão estender as capacidades técnicas do veículo, bem como seu tempo em órbita. Mas a autoridade, que falou sob condição de ter sua identidade preservada, recusou-se a discutir exatamente o que o avião transporta ou qual é o seu propósito.

“Os parâmetros específicos não podem ser informados”, informou o oficial.

Analistas afirmam que o X-37B poderia ser uma plataforma para espionagem espacial, utilizado inclusive para bisbilhotar satélites de outros países. Mas autoridades negaram anteriormente que o projeto tenha qualquer relação com a criação de uma “arma espacial” capaz de derrubar outros satélites.

Segundo a Força Aérea, o X-37B é capaz de testar tecnologias para espaçonaves “reutilizáveis” e conduzir experimentos não específicos que podem ser estudados na Terra. Fabricado pela gigante aeroespacial americana Boeing, o X-37B pesa cinco toneladas e tem 8,8 metros de comprimento, com envergadura de cerca de 4,5 metros.

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Viajando a velocidade 25 vezes mais rápida que a do som, o veículo é lançado ao espaço a bordo de um foguete e, assim que conclui a missão, retorna da órbita como um avião.

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Mais uma notícia que parece roteiro da finada série de TV “Arquivo X” e que deve voltar em 2016…

Fonte:
AFP