Erros De Cálculo De Engenharia

Em maio de 2014, a estatal francesa SCNF, que cuida dos trens daquele país, cometeu um erro que vai custar dezenas de milhões de euros, ao comprar 341 trens mais largos do que suas plataformas – eles não levaram em conta que as plataformas regionais antigas são mais estreitas. Por causa do equívoco, 1.300 estações terão que ser alargadas, a um custo de pelo menos 50 milhões de euros (R$ 152 milhões).

Um erro grotesco, certamente, mas este não foi o único nem o primeiro da história. Eis aqui outros exemplos onde um pequeno erro de cálculo teve consequências catastróficas ou, pelo menos, saiu muito caro. E veja só, nenhum deles aconteceu no Brasil!

A sonda que desapareceu

A sonda Mars Climate Orbiter foi criada para monitorar o clima em Marte, mas desapareceu em 1999 por um “erro de cálculo”. A equipe da NASA usou o sistema anglo-saxão de unidades (polegadas, milhas, galões, etc), mas uma das empresas contratadas usou o sistema decimal, que usamos mais comumente aqui no Brasil e em muitos outros países do mundo (metro, grama, litro, etc).

O resultado foi um erro de cálculo suficiente para fazer a sonda de US$ 125 milhões chegar perto demais de Marte ao tentar manobrar para entrar em órbita. O mais provável é que ela tenha se destruído ao entrar em contato com a atmosfera.

A ponte que balança, mas… Cai

A ponte Tacoma Narrows foi construída em 1938 sobre o Estreito de Tacoma, em Washington, Estados Unidos. Por um erro de engenharia, a ponte balançava muito e foi até apelidada de “Ponte galopante”. Demorou apenas dois anos para que, com ventos fortes a 65 km/h, a ponte finalmente caísse em 1940.

Os ventos causaram movimentos de torção na ponte, fazendo a estrutura desabar. Felizmente, não ouve nenhum ferido no acidente, e a única vítima foi o cachorrinho que ficou no carro. O senhor de cachimbo que se vê no filme ainda tentou salvá-lo, mas ele estava tão assustado que não saiu, e o homem teve que desistir. Uma nova ponte foi construída no local e funciona até hoje.

O navio que não flutuava

A 10 de Agosto de 1628, um potente navio de guerra deixava o porto de Estocolmo. Era o recém construído Vasa, cujo nome se devia à dinastia sueca reinante. À medida que o imponente navio se deslocava lentamente na direção da entrada do porto, houve uma rajada de vento. O Vasa inclinou-se, mas voltou a endireitar-se. Uma segunda rajada de vento fez com que o barco se inclinasse completamente para um dos lados. A água infiltrou-se através das canhoneiras abertas dos 64 canhões de bronze e o Vasa afundou, levando com ele para as profundezas do mar pelo menos 50 dos 150 tripulantes. Ele só navegou 1 milha náutica, ou menos de 2 km.

 

Segundo arqueólogos que estudaram o navio em 1961, depois de ter sido recuperado no mar Báltico, aparentemente houve dois problemas. Um deles parece ter sido o uso de medidas diferentes, já que quatro réguas usadas para a construção foram encontradas, sendo duas calibradas com pés suecos, e outras duas com pés de Amsterdã. Outro problema teria sido que os projetos de construção do Vasa foram alterados depois de começarem as obras. O rei pretendia que a bordo fosse instalado um número de canhões superior ao normal, com dois conveses fechados para canhões. No fundo do navio foram colocadas inúmeras pedras enormes que serviam como lastro para o manter estável na água. Mas o Vasa estava demasiado desequilibrado e as 120 toneladas de lastro não foram suficientes.

O prédio que derrete carros

Um novo arranha-céu de Londres, apelidado de walkie-talkie, tem sido alvo de críticas e protestos dos moradores da cidade. E não é para menos, pois a arquitetura do prédio está causando transtornos. Isso porque a sua estrutura espelhada e curvada reflete os raios do sol com muita intensidade, atingindo uma área de tamanho razoável em uma calçada próxima à construção.

Essa reflexão de grande intensidade é tão forte que chegou a derreter partes de um carro que estava estacionado nas proximidades. E não era um carrinho popular, e sim um belo de um Jaguar… A construtora pagou o conserto, que ficou em quase 1 mil libras, ou cerca de R$ 4 mil reais.

Os vidros espelhados côncavos têm funcionado como uma lupa, amplificando o calor gerado pelo sol em suas janelas.  E esse calor é tão intenso que um repórter do jornal londrino City A.M. pegou uma frigideira e fritou um ovo. E ele ainda colocou o ovo em um pão e comeu.

Os responsáveis pela construção disseram que estão cientes das preocupações em relação à luz refletida e tomarão as medidas necessárias para sanar o problema. Como o prédio ainda está em construção, provavelmente terá que sofrer muitas modificações.

O Boeing planador

Em 1983, um Boeing 767-200 da Air Canada ficou sem combustível enquanto voava sobre a província canadense de Manitoba. Não havia acontecido nada de incomum que justificasse a falta de combustível, a não ser mais um clássico erro de cálculo causado pela confusão com o sistema de medida.

O Canadá havia recentemente adotado o sistema métrico decimal, substituindo o sistema imperial usado até então. O indicador de combustível a bordo do avião não estava funcionando e a tripulação foi responsável por fazer o cálculo do reabastecimento. Resultado: o avião, que deveria ter sido abastecido com 22300 kg de combustível, levantou voo com apenas 22300 libras, menos de metade. E o combustível acabou a 12.500 metros de altitude, a meio caminho entre Montreal e Edmonton.

Segundo o computador de bordo, ainda havia combustível em quantidade suficiente para o voo, mas, como seria descoberto posteriormente, esse cálculo foi feito com base em parâmetros incorretos. Algum tempo depois, um alerta de pressão de combustível soou, fazendo com que os pilotos desviassem o voo para Winnipeg. Segundos depois, o motor esquerdo apagou, e os pilotos começaram se preparar para pousar com apenas um motor.

Enquanto eles comunicavam a mudança no plano de voo ao controle de tráfego e tentavam religar o motor, o sistema de alerta do cockpit soou novamente, desta vez com um longo e grave “bong”, que ainda não havia sido escutado pelos pilotos. Esse era o som do alerta de “todos os motores falharam”, incidente nunca simulado durante o treinamento. Momentos depois, a maioria dos instrumentos do cockpit se apagou, logo após o motor direito parar de funcionar. Por sorte, o comandante era um experiente piloto de planadores, e por isso conseguiu planar o gigantesco avião até uma antiga base aérea.  Apenas 10 pessoas ficaram levemente feridas, sem nenhuma morte.

 

 

Fontes:
Wikipedia
Discovery
Youtube

 

 

 

10 erros toscos do cinema

Sei que todos os filmes estão sujeitos a erros, alguns mais toscos que outros, e que na pressão de cumprir a data de lançamento, eles acabam passando batidos. Diz a lenda que no filme nacional dos anos 1970, “Independência ou Morte”, no qual Tarcísio Meira fazia o papel de Dom Pedro I, há uma cena onde se vê um avião ao fundo…

A maior parte desses erros passa despercebida pelo público, mas existem alguns que, de tão evidentes, é uma surpresa que tenham sobrevivido à edição e sido lançados assim. Veja exemplos conhecidos:

Comando para Matar

O carro do bom e velho Schwarzza perde os amassados em um minuto! Aliás, no clipe acima, há uma coleção dos erros desse filme, quase tantos quanto os vilões que o Arnold elimina!

Gladiador

Tudo bem que os romanos eram avançados, mas será que eles já tinham bigas com propulsão a gás?

Coração Valente

Gosto muito desse filme, um dos meus favoritos de todos os tempos, mas não posso negar que há muitos escorregões da produção, como as armas de borracha, o cara de boné ao fundo e, o pior, a van branca!

Intriga Internacional

Ao lado de Spielberg e Scorcese, Alfred Hitchock é meu diretor favorito. Mas mesmo ele deixava escapar algumas trapalhadas, como a cena do garotinho tapando os ouvidos antes de soar o tiro, nesse filmaço com Gary Grant. Na época, você tinha que filmar tudo de novo num caso desses, gerando custos. Então, o diretor tinha que se virar com as melhores tomadas que tivesse…

Troia

Tudo bem, não achei o avião voando ao fundo em “Independência ou Morte”, mas achei um jato numa cena de “Troia”…

Piratas do Caribe – A Maldição do Pérola Negra

Jack Sparrow falando com seus amigos piratas e um membro da equipe lá ao fundo, curtindo a vida.

Homem de Ferro 2

Segundo se comenta, o diretor Jon Favreau deixou o escudo do Capitão América lá de propósito – um easter egg para o filme do Capitão América – para ver quantas pessoas o notariam (e milhares de fãs da Marvel notaram!), então não pode ser considerado um erro…

Star Wars

O stormtrooper que bate a cabeça sem querer ficou tão famoso que George Lucas acrescentou um som pra topada dele no relançamento do filme.

Titanic

Esse achei feio demais, ainda mais quando se trata de um filme do Mr. James “Perfeccionista” Cameron… E justo na cena em que o navio está afundando!

Independence Day

Outro erro bobo de continuidade. A gente sabe que as cenas não são filmadas na sequência em que aparecem no filme, elas são montadas depois. Isso por conta de uma série de fatores: outros trabalhos pré-agendados dos atores; para aproveitar as condições climáticas em filmagens externas; etc etc. Por isso a continuidade é crucial: um ator que saiu de cena pela esquerda tem que entrar na cena seguinte pela direita.  E foi justamente nesse aspecto que “Independence Day” falhou.